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7 matérias mais cobradas em concursos de Engenharia Civil

30/03/2020

 

A aprovação em concurso público é um desejo em comum entre muitos de nós, e por vezes não sabemos por onde começar – ou em quais matérias focar. Então, como você já sabe, a 2B Educação está aqui para te ajudar! Confira essas dicas sobre as matérias mais cobradas em concursos para Engenharia Civil.

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7 MATÉRIAS MAIS COBRADAS EM CONCURSOS DE ENGENHARIA CIVIL

 


O mundo atual é inimaginável sem a construção civil. A expansão urbana ao longo das décadas e a capacidade de gerar empregos e movimentar a economia fazem da Engenharia Civil uma área de suma importância. Você, engenheiro(a) civil, faz parte deste cenário.


Ter desenvoltura e dominância nos conteúdos que abrangem a área em que você trabalha faz um bom profissional.

Mas, quando se trata de concursos públicos, devemos dominar mais do que a nossa própria área de atuação. Por isso, separamos as sete matérias mais cobradas para concursos de engenharia civil:

 

1. Estruturas de Concreto

 

De acordo com a norma técnica NBR 6118:2014, item 5.1.1, as estruturas de concreto devem atender a requisitos mínimos de qualidade, durante a construção e utilização, classificados em três grupos:
 
• Grupo 1 - Capacidade resistente: relativos à segurança da estrutura à ruptura, ou seja, ao Estado Limite Último da estrutura;
 
• Grupo 2 – Desempenho em serviço: consiste na capacidade de a estrutura manter-se em condições plenas de utilização, não devendo apresentar deformações excessivas e vibrações indesejáveis. Ou seja, deve atender aos requisitos do Estado Limite de Serviço;
 
• Grupo 3 – Durabilidade: é a capacidade de a estrutura resistir às influências ambientais previstas, sem necessidade de reparos de alto custo, ao longo de sua vida útil.
 
A garantia de qualidade de projeto visa assegurar um nível de segurança em que o projeto satisfaça aos requisitos de qualidade que foram fixados em suas referências, podendo estas serem arquitetônicas, construtivas, estruturais etc.
 
Os requisitos de qualidade de um projeto estrutural referem-se a dois aspectos distintos: qualidade da solução adotada e qualidade de descrição da solução.
 
Estes aspectos visam a solução estrutural adotada em projeto, que deve atender aos requisitos de qualidade estabelecidos nas normas técnicas relativas à capacidade resistente, ao desempenho em serviço, à durabilidade da estrutura, além das condições de integração com os demais projetos da obra e econômicas.
 

1.2 Propriedade dos Materiais:

 
Em relação ao Concreto, são importantes:

Critérios de massa específica, propriedades do concreto fresco (consistência, trabalhabilidade, homogeneidade) e as características do concreto endurecido (resistência à compressão, resistência à tração, módulo de elasticidade, diagrama Tensão x Deformação). Estes são pontos muito importantes!
 
Em relação ao Aço, são importantes:

Configuração geométrica (Aço Ca-25, Ca-50 ou Ca-60) e Ensaio a tração (resistência característica ao escoamento, limite de resistência, alongamento na ruptura) são assuntos que você precisa dominar para concursos públicos!

 

1.3 Critérios de Projeto - Durabilidade:

 
Mecanismos de deterioração:
 
Os mecanismos de envelhecimento e deterioração de estruturas de concreto armado são vários e complexos. No entanto, para fins de projetos executivos, podem ser considerados apenas os três principais, que se referem ao concreto, à armadura e à estrutura propriamente dita.
 
As três principais causas de deterioração do concreto são devidas à lixiviação, expansão por sulfatos e reação álcali-agregados.

 

 
 

2. Construção Civil

 

2.1 Qualidade e controle da obra

 

A norma ABNT NBR 16280:2015 – Reforma em edificações – Sistema de gestão de reformas define parâmetros para a execução de obras de reforma em imóveis.

Segundo esta norma, uma reforma de edificação é uma alteração nas condições da edificação existente, com ou sem mudança de função, visando recuperar, melhorar ou ampliar suas condições de habitabilidade, uso ou segurança e que não seja manutenção.

Quando essas alterações forem realizadas dentro das unidades autônomas e podendo afetar a estrutura, a vedação ou quaisquer outros sistemas da área privativa ou da edificação, deverão possuir um responsável técnico (engenheiro ou arquiteto) e a respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e/ou o Registro de Responsabilidade Técnica (RRT).

Nos casos das reformas que não apresentem riscos à segurança (ex. pintura), deverão ser apenas documentadas e seguir as regras internas do condomínio.

Nesse caso, não haverá necessidade de apresentação de responsável técnico.

Os requisitos estabelecidos por esta norma para os sistemas de gestão de reforma devem atender a um plano formal de diretrizes que contemple:

a) preservação de sistemas de segurança;

b) apresentação de modificações à construtora/incorporadora e ao projetista;

c) apresentação de modificações ao responsável legal;

d) meios de proteção aos usuários e à vizinhança;

e) descrição dos processos para realização das obras;

f) aprovação nos órgãos competentes;

g) definição de responsáveis e suas atribuições nas diversas etapas;

h) previsão de recursos para atender interferências, prevenir ou mitigar riscos;

i) garantia da continuidade da manutenção nos pós reforma.

Para a realização de reformas, o plano deve atender às seguintes condições:

a) apresentação de projetos e escopo dos serviços;

b) apresentação do cronograma;

c) identificação de empresas e responsáveis técnicos;

d) identificação de profissionais envolvidos na execução dos serviços;

e) atendimento às legislações vigentes e normas técnicas aplicáveis;

f) estudo sobre segurança durante a realização dos serviços;

g) identificação de impactos na edificação e no entorno durante e após a reforma (ruídos, materiais perigosos, sobrecargas, alterações de sistemas etc.);

h) definição de horários de trabalho;


i) definição de procedimentos para entrada, circulação e armazenamento de insumos;

j) definição de procedimentos para circulação, armazenamento e descarte de resíduos;

k) identificação de alterações no manual de uso, operação e manutenção e de interferências em planos ou procedimentos de manutenção.

 

2.2 Fiscalização, contratos e licitações 

 

A Lei nº 8.666/93 estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

A Lei no 8.666/93 determina que as licitações para a execução de obras obedecerão à seguinte sequência:

I. Projeto básico;

II. Projeto executivo;

III. Execução das obras e serviços.

As obras e os serviços somente poderão ser licitados quando:

I. houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível para exame dos interessados em participar do processo licitatório;

II. existir orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de todos os seus custos unitários;

III. houver previsão de recursos orçamentários que assegurem o pagamento das obrigações decorrentes de obras ou serviços a serem executados no exercício financeiro em curso, de acordo com o respectivo cronograma;

IV. O produto dela esperado estiver contemplado nas metas estabelecidas no Plano Plurianual de que trata o art. 165 da Constituição Federal, quando for o caso.

O Projeto Básico constitui um conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços objeto da licitação, elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução, devendo conter os seguintes elementos:

a) desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer visão global da obra e identificar todos os seus elementos constitutivos com clareza;

b) soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, de forma a minimizar a necessidade de reformulação ou de variantes durante as fases de elaboração do projeto executivo e de realização das obras e montagem;

c) identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra, bem como suas especificações que assegurem os melhores resultados para o empreendimento, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução;

d) informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos, instalações provisórias e condições organizacionais para a obra, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução;

e) subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra, compreendendo a sua programação, a estratégia de suprimentos, as normas de fiscalização e outros dados necessários em cada caso;

f) orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados.

 

2.3 Medidas de proteção e segurança da construção


NORMA REGULAMENTADORA 18 – NR 18: esta Norma Regulamentadora estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção.

 

ABNT NBR 6494:1990: norma que trata da segurança nos andaimes.

 

2.4 Orçamentação de Obras


Existem três graus de detalhamento do orçamento:


• estimativa de custo;

• orçamento preliminar; e

• orçamento detalhado.

A estimativa de custos ou orçamento paramétrico é uma avaliação feita com base em históricos de custos e comparação com projetos similares, a partir da indicação de valores padronizados que servem para uma primeira avaliação do custo da obra.

No caso de edificações, um indicador bastante utilizado nas fases de estudo de viabilidade e anteprojeto é o custo unitário por metro quadrado construído.

Uma das referências mais utilizadas para isso é o CUB (Custo Unitário Básico), que representa o custo da construção, por m2, de cada um dos padrões de imóvel estabelecidos.

Com um grau de detalhamento um pouco maior do que a estimativa de custos, o orçamento preliminar requer o levantamento expedito de alguns quantitativos.

Geralmente é feito depois da elaboração do anteprojeto e antes do desenvolvimento dos projetos básicos.

O orçamento analítico ou detalhado é a maneira mais precisa e detalhada de estimar os custos efetivos de uma obra.

Ele é feito a partir de composições de custos e de uma pesquisa minuciosa de preços dos insumos, procurando chegar sempre a um valor bem próximo do custo “real” e com uma pequena margem de incerteza
.

 
 



 
 

3. Instalação Elétrica


O projeto de Instalações Elétricas deve seguir os requisitos explicitados na NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão, NBR 5419 – Proteção de estruturas contra descargas elétricas e NBR 5444 – Símbolos Gráficos para Instalações Elétricas.

Ao passar pelo medidor, o cabo vai para o quadro de distribuição e a partir dele saem os circuitos que alimentarão os pontos elétricos.
 
A instalação poderá ser monofásica, caso potência de até 9kW, bifásica, caso potência de até 15kW, ou trifásica, caso potência superior a 15kW e inferior a 75kW, limite para instalações de baixa tensão.
 
A concessionária realizará a ligação com base na potência instalada ou potência de demanda.
 
A primeira etapa para realização do projeto de instalações elétricas é conhecer o empreendimento, para que o projeto atenda às necessidades do cliente. Em seguida, deve-se saber onde é o poste mais próximo da edificação para melhor alocar o medidor.
 

3.1 Quadro de distribuição


O quadro de distribuição normalmente fica localizado em locais de fácil acesso, porém discretos, como cozinhas ou áreas de serviço. O condutor que vai do medidor ao quadro de distribuição chega com um neutro, um de proteção e a quantidade de fases estabelecidas anteriormente.

Ao chegar no quadro de distribuição, o fio de proteção deve ser diretamente ligado ao barramento de proteção. Enquanto isso, o neutro e as fases vão para o dispositivo de proteção contra surtos do quadro, seguido pelo disjuntor diferencial residual e logo após os disjuntores de cada circuito.

 
 


 
 

4. Fundações


A matéria cobra inúmeros pontos, mas os mais cobrados são os tipos de fundações, investigação geotécnica, tensão e carga admissível.

Segundo a NBR 6122:2010, as fundações podem ser classificadas em estruturas que transmitem o carregamento para o solo de forma direta, indireta ou por ambas as formas. Assim, temos o grupo de fundações denominadas de superficiais (rasas ou diretas) e fundações profundas.
 

4.1 Fundações superficiais


São estruturas que transmitem o carregamento para o solo de forma direta, ou seja, apenas pela base da fundação. Sua profundida de assentamento é menor que duas vezes a sua menor dimensão.

De maneira complementar, recomenda-se o embutimento da fundação superficial em pelo menos 1m de profundidade, a fim de melhorar a sua estabilidade.

Outro ponto é que não devem possuir dimensão menor do que 60 cm, em planta.

Por possuir baixa profundidade de assentamento, as tensões propagadas no solo não retornam para o fuste do elemento de fundação, não ocorrendo, assim, resistência por atrito lateral ou fuste, como proposto por Terzaghi (1943) no seu modelo de cunha de ruptura para solos homogêneos.

 

4.2 Fundações profundas


São elementos que transmitem seu carregamento pela ponta, pelo fuste ou por ambos, e seu assentamento tem que ser maior que duas vezes sua menor dimensão e igual ou superior a 3 m.

Decorrente da profundidade de assentamento, as tensões propagadas no solo retornam para o fuste do elemento de fundação, ocorrendo, assim, resistência por atrito lateral ou fuste.

Fundações profundas têm uma vasta utilização na construção civil, devido ao seu porte de carga e por ajudar a solucionar problemas de solos com baixa resistência, visto que há a possibilidade de perfurar o solo até achar o solo residual com resistência.

Além disso, é a categoria de fundações em que mais há avanço tecnológico e, consequentemente, tipos de fundações existentes. Estes tipos são definidas pela NBR 6122:2010.

 
 

5. Língua Portuguesa


Um erro comum dos candidatos é negligenciar a Língua Portuguesa, seja porque sentem-se confiantes de que não terão dificuldades, seja por esquecimento.

A realidade é que grande maioria dos concursos públicos cobra questões de Português, e o seu objetivo deve ser gabaritar estas questões!

Isto porque a Língua Portuguesa é composta principalmente de regras e macetes que, se estudados, dificilmente te causarão dificuldade. O maior erro dos concurseiros é sequer tentar absorver o conteúdo.

Não estamos dizendo que necessariamente as provas de Português serão fáceis, mas a maioria delas pode ser resolvida sem maiores dificuldades se precedida de um estudo certeiro e assertivo.

Dentro dessa matéria, os pontos mais cobrados são:

- interpretação de texto;

- acentuação (cuidado com a crase!);

- concordância;

 
- regência.
 
 

6. Raciocínio Lógico

 

Sabe aquelas questões que parecem "bobas", mas que, se não tomarmos cuidado, podem se tornar o nosso “bicho papão”? Na maioria das vezes, isto ocorre com Raciocínio Lógico.

Não cometa o erro de não estudar Raciocínio Lógico! Resolver questões de concurso pode ser uma excelente forma de adquirir a prática e não ter problema com estas disciplinas, afinal, muitas questões se baseiam em um mesmo raciocínio (ou assunto); se você souber utilizá-lo uma vez, provavelmente o fará sem problemas em todas as outras.

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Atente-se principalmente para estes assuntos:

- porcentagem;

- regra de três;

- conjuntos.

 

 

7. Informática


Informática é um assunto muito presente nos mais diversos Concursos Públicos realizados em todo o Brasil.
 
Apesar da quantidade de questões geralmente não ser tão relevante em relação à quantidade total de questões de uma prova de concurso, deixar de acertar uma questão pode fazer toda a diferença na sua classificação e consequente aprovação.

Nas provas de Informática, costumam cair:

- Aplicativos de Escritório;

- Sistemas operacionais;

- Internet;

- Redes;

- Segurança da Informação;

- Hardware e Software em geral.

Se liga nesse pequeno resumo de um dos temas mais cobrados dentro do assunto Aplicativos de Escritório, as funções mais importantes do Microsoft Excel e do Libre Office:


MICROSOFT EXCEL

SOMA – Use esta função para somar os valores nas células.

SE – Use esta função para retornar um valor se uma condição for verdadeira e outro valor se for falsa.

PROC – Use esta função quando for necessário analisar uma única linha ou coluna e localizar um valor na mesma posição em uma segunda linha ou coluna.

PROCV – Use esta função quando precisar localizar coisas em linhas de uma tabela ou de um intervalo. Por exemplo, procurar pelo sobrenome de uma funcionária por seu número de identificação ou encontrar seu telefone pesquisando seu sobrenome (como um catálogo de telefone).

CORRESP – Use esta função para procurar um item em um intervalo de células e então retornar a posição relativa desse item no intervalo. Por exemplo, se o intervalo A1:A3 contiver os valores 5, 7 e 38, a fórmula =CORRESP(7,A1:A3,0) retorna o número 2, pois 7 é o segundo item no intervalo.


LIBRE OFFICE

= ARREDONDAR – Exibe o conteúdo da célula arredondada para uma casa decimal.

= MÉDIA – A função MÉDIA calcula a média de um intervalo de valores.

= SOMA – Calcula soma das células.

= AGORA – A função AGORA () retorna a data e a hora atual do sistema.

= ÉERROS – A função ÉERROS retorna VERDADEIRO caso o argumento avaliado seja um erro ou retorna FALSO caso o argumento avaliado seja um resultado válido.

= ALEATÓRIO – A função ALEATÓRIO retorna um número qualquer entre 0 e 1 como resultado.