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O Na Prática conversou com jovens talentos contratados por quatro das empresas mais disputadas pelos universitários e recém-formados: Itaú Unibanco, Burger King, Heinz, Rede Globo e Bain & Company. Em comum, eles participaram da conferência de carreiras Ene, organizada pela Fundação Estudar e o Na Prática. Este ano, uma edição específica da Conferência focada no Mercado Financeiro está com inscrições abertas até dia 27 de março.

A seguir, eles compartilham dicas e aprendizados sobre como se apresentar para a empresa de seus sonhos e aproveitar melhor a conferência:


Rebekka Samson - contratada como trainee pelo Itaú Unibanco
 

Quando o assunto é carreira, eu sempre comento sobre a Conferência Ene com os meus amigos. Foi um momento único, os insights e ferramentas que encontrei lá realmente me fizeram dar um salto: fui aprovada no programa de trainee do Itaú Unibanco!

No dia, eu cheguei lá com todas as dúvidas e inseguranças possíveis. O ponto principal para mim foi o bate-papo com os coaches, que mostraram o quanto era importante ter segurança sobre a minha própria trajetória e como minhas inseguranças tornavam o meu discurso negativo. Também conversei pela primeira vez sobre autoconhecimento.

Se eu pudesse dar uma dica para os participantes desse ano, acredito que seria sobre aproveitar para colocar na mesa todas as suas dúvidas, e não fingir ser nenhuma personagem. Foi essa sinceridade que me permitiu dar o meu salto.

Quando falei com a equipe do Itaú Unibanco, conheci uma das responsáveis pelo programa de trainee. Fui convidada para a entrevista final. Me preparei, me conheci, venci inseguranças e dei o meu primeiro grande salto. Em dezembro recebi a ligação informando que eu havia sido aprovada para a área de finanças. Foi sensacional!

Eu desejo aquela sensação para todo mundo. Não foi só a aprovação que me deixou feliz, foi ser escolhida pela empresa que eu escolhi. Isso faz toda a diferença.


Patricia Gomescontratada pelo Itaú Unibanco
 

Para qualquer processo seletivo de mercado financeiro, a dica mais importante é estar sempre antenado no que está acontecendo no mundo e principalmente no próprio mercado financeiro. Por ser um ambiente dinâmico, afetado por muitos fatores, é importante que o candidato tenha um jogo de cintura e possua esta característica.

 

Arthur Lisboa - contratado pelo Burger King
 

Não estaria contratado se não fosse pela Ene. A conferência me deu a visibilidade necessária para chamar a atenção dos recrutadores de algumas empresas, dentre elas a Burger King, que é onde estou hoje. Ensaiei bastante para minha apresentação, e tenho certeza que valeu a pena.

Minha dica é para os participantes não se preocuparem com o nervosismo! As conversas são informais e, por vezes, com várias pessoas ao mesmo tempo. A timidez pode te fazer perder oportunidades de conhecer tudo sobre cada companhia.

Antecipe-se avaliando quais empresas te atraem mais, mas não se feche para novas oportunidades. Quando estiver conversando com os recrutadores, pergunte sobre tudo: valores, história da companhia, presente e visão de futuro!

Eu, por exemplo, nunca havia pensado em trabalhar na Burger King, mas após cinco minutos de conversa e a compreensão dos planos da empresa, já estava perguntando “Que dia começo a trabalhar com vocês?”.

 

Felipe Scott - contratado como trainee talento pela Heinz
 

Já participei de dezenas de processos seletivos, inclusive várias finais, mas a Conferência Ene foi um experiência única. Uma revolução nos processos seletivos.

Eu me planejei para falar sobre minha trajetória, passei por valores, conquistas e sonhos. Tentei ressaltar o essencial para vender meu peixe. Minha dica é: monte um discurso simples e coerente com o que sonha. Já sabe o que quer? Vai pra cima!

Além disso, a Ene me deu o networking e as ferramentas para buscar o que era meu. O pulo do gato foi uma dica dada por um dos consultores presentes no evento: “Se a empresa que você quer não te contatou, use o óleo de peroba e vá atrás dela. Quantas pessoas batem lá para mostrar interesse? Quantas pessoas mandam email com currículo? Quem você acha que é lembrado?”

Segui esse protocolo e virei estatística. Engordei a fatia dos contratados só depois de bater na porta sem ser convidado.  



Felipe Rocha - contratado pela Rede Globo
 

A Ene, de fato, me elevou à enésima potência. Encarei o jogo como final de campeonato, pois sabia que estar ali, em meio aos gestores e recrutadores das maiores empresas do país, era uma oportunidade que devia ser explorada com a maior energia possível.

Eu cheguei na Ene preparado, com entusiasmo e vontade de vender o meu peixe. Pouco tempo depois da conferência, eu estava contratado pela empresa em que estou hoje, a Rede Globo.

O engraçado é que, no início, a Globo sequer estava no meu radar. Foi só no fim do evento que eu resolvi sentar na mesa da empresa para ouvir sobre o papel que eles imaginavam para os jovens lá dentro. Houve uma empatia na hora! Daí coloquei as cartas na mesa, falando sobre minha trajetória e minhas expectativas de carreira, sempre explorando um discurso que eu havia ensaiado.

Para elaborar essa minha apresentação, utilizei a metodologia de competências, focado em uma combinação de conhecimentos, habilidades e atitudes. A partir daí construí um discurso objetivo que englobava os principais pontos da minha trajetória, sem entrar naquele vício de ficar elencando itens do currículo, o que é um erro comum de muitos candidatos. Eu tinha em mente que, mais importante do que expor as minhas experiências, era mostrar o que elas acrescentaram a minha vida e como elas ajudaram no meu desenvolvimento.

Minha dica é para os participantes se prepararem. O improviso também tem seu charme e espaço, é claro. Mas é muito importante construir um bom discurso sobre si próprio, estudar as empresas que vão estar presentes e, claro, estudar sobre você mesmo. Tenha na ponta da língua a sua trajetória, expectativas, virtudes e fraquezas e deixe que elas contem a sua história. Isso aumenta as chances de alguma empresa se identificar com ela.

Por fim, chegue com muita vontade e deixe-a transparecer a todo momento. A sua energia e disposição vão deixar sua história muito mais interessante e vão aumentar as suas chances de sair de lá contratado pela empresa que faz mais sentido pra você.



Rafael Magalhães - contratado pela Bain & Company
 

A Ene foi fundamental para a minha contratação, ajudando a compreender quais eram meus pontos positivos e negativos como profissional e quais empresas seriam mais adequadas ao meu perfil. A empresa em que fui contratado me viu pela primeira vez lá: a consultoria Bain & Company.

Minha fala passou por sessões e mais sessões de treinamento e planejamento para que estivesse em sua forma final. Uma coisa que ajudou bastante a pensar quais elementos deveriam estar presentes em minha fala de apresentação às empresas foi a metodologia focada em competências (conhecimento, habilidade e atitude) que fez parte do treinamento dos participantes antes da Ene e ajuda a olhar sua trajetória com outros olhos.

Foi o ponto onde, para mim, foi desmistificada a ideia de que você precisa ser um supercandidato, com pontos impecáveis em todos os quesitos. As empresas sabem que esse candidato não existe. No fim, se você não apresentar as suas carcaterísticas de forma sincera, elas só levarão mais tempo para descobrir como você realmente é.

Eu sempre uso meu exemplo: eu tenho enorme dificuldade em me organizar. Apesar disso, tento compensar essa lacuna com criatividade, raciocínio rápido e fora da caixa, e habilidade em falar com pessoas. Alguns empregadores estão dispostos a fazer essa troca, outros não.

Quanto à questão do nervosismo, é importante encarar o ambiente de conversa com as empresas nas mesas como risk-free: elas estão lá pra te conhecer, e você a elas.



Matheus De Lucca - contratado como estagiário pela Heinz
 

A Ene foi absolutamente determinante para o meu futuro! Quando participei da conferência, estava finalizando o curso de Engenharia Química, na Universidade Federal de Santa Catarina, e minha busca por estágio já durava meses.

Na Ene, encontrei o pessoal da Heinz, empresa recém adquirida pela 3G e que implementava um novo modelo de gestão. Estavam com processos seletivos quentinhos do forno e buscavam pessoal pra fábrica, em Goiânia. Como eu tinha liberdade de mudança, os interesses casaram. No dia seguinte eu estava no escritório de Barueri para uma dinâmica de grupo. Uma semana depois eu era estagiário da Heinz.

A conversa com a empresa foi natural. Como eu sabia que precisava de um estágio curricular para me formar, já dava início às conversas perguntando sobre o momento da empresa, me apresentando e dizendo que buscava.

Eu acho que chegar com alguma coisa na ponta da língua é legal, saber dizer à que veio, e explicitar porque determinada empresa pode te oferecer aquilo. Conhecer as empresas participantes ajuda muito nisso, e a conversa flui melhor.

Aí entra o objetivo maior da feira que é conhecer de verdade o que é trabalhar nessas empresas participantes. Os mentores estão lá pra te dizer isso. Então aproveite pra perguntar tudo o que quiser saber. Eu fiz perguntas sobre dia-a-dia, setores da empresa, estilo de gestão, processos seletivos e como eram os programas de estágio e trainee.


Fonte: Na Prática

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