Pedagoga Concurseira
20/02/2018
Desafio da Pedagoga
(UFRB/BA - FUNRIO - 2015) Aquilo que se ensina na escola,sem que se perceba que está sendo ensinado, é denominado pelos estudiosos do campo do currículo como:
A) currículo real.
B) transposição didática.
C) currículo oculto.
D) saber experiencial.
E) aprendizagem significativa.




Grau de Dificuldade: Baixo




Alternativa A: INCORRETA. Esta alternativa não aten-
de ao pleito da questão, uma vez que o currículo
real, ao contrário do “que se ensina na escola, sem
que se perceba que está sendo ensinado”, é aque-
le que de fato acontece na sala de aula, em decor-
rência de um projeto pedagógico intencionalmente
pensado para ser posto em prática... É “aquilo que se
ensina na escola”, a efetivação do que foi planejado
para acontecer. É o chamado currículo em ação, a
partir do que o professor projetou para colocar em
prática, ainda que nesse processo haja alterações/
modificações a partir das demandas dos sujeitos em
busca de novos conhecimentos. Na visão de Libâneo
(2004), o Currículo real é planejado pelo professor,
“[...] sai da prática dos professores, da percepção e
do uso que os professores fazem do currículo for-
mal” (172).

Alternativa B: INCORRETA. Esta alternativa também
não contempla a solicitação, considerando que a
transposição didática não se refere ao que “[...] se
ensina na escola, sem que se perceba que está sen-
do ensinado”, ao contrário, a transposição didática é
a forma intencionalmente pensada pelo professor e
pela equipe pedagógica da escola para transformar
o conhecimento científico em conhecimento escolar,
ou seja, uma proposta pedagógica se materializa
pela transposição didática, pois é através desta que
o professor transforma objetos do conhecimento em
objetos de ensino e de aprendizagem.

Alternativa C: CORRETA. Esta alternativa é verdadei-
ra. O currículo oculto é “aquilo que se ensina na es-
cola, sem que se perceba que está sendo ensinado”
e refere-se, segundo Libâneo (2004) “[...] as influên-
cias que afetam a aprendizagem dos estudantes e o
trabalho dos professores provenientes da experiên-
cia cultural, dos valores e significados trazidos pelas
pessoas de seu meio social e vivenciados na própria
escola”. Para esse autor, é “oculto” justamente porque
“[...] ele não está prescrito, não aparece no planejamento”,
mas representa tudo que se aprende[...]
pela convivência espontânea em meio às várias
práticas atitudes, comportamentos, gestos e percep-
ções que vigoram no meio social e escolar”. A impor-
tância do currículo oculto está no reconhecimento
de que essas percepções e ações espontâneas in-
fluenciam e afetam o processo de aprendizagem do
estudante e os modos de ensino do professor.

Alternativa D: INCORRETA. Esta alternativa é inváli-
da para a questão, uma vez que saber experiencial
é um movimento de cada sujeito que, segundo Josso
(2004) “diz respeito ao todo da pessoa, diz respeito
à sua identidade profunda, à maneira como ela vive
como ser; enquanto aprendizagem a partir da expe-
riência, ou pela experiência, está relacionada ape-
nas às transformações menores”. O papel dos sabe-
res da experiência é, na verdade, reunir e mobilizar
os demais saberes que o sujeito adquire durante sua
trajetória. Logo, não pode ser tratado como “aquilo
que se ensina na escola, sem que se perceba que
está sendo ensinado”.
 
Alternativa E: INCORRETA. Esta alternativa é incorre-
ta, uma vez que a aprendizagem significativa, segun-
do Ausubel (2003) se caracteriza pela interação entre
os conhecimentos já adquiridos pelos estudantes e
os conhecimentos novos que são intencionalmente
projetados pelo professor, a partir do repertório que
o estudante já possui. Nesse processo, o professor
busca promover uma ação pedagógica eficiente e
eficaz, com novos conhecimentos que, em articu-
lação aos conhecimentos prévios, vão adquirindo
significado para o estudante e lhe proporcionando
maturidade na estrutura cognitiva. Esse é um pro-
cesso, que segundo o mesmo autor necessita da dis-
posição do sujeito para relacionar o conhecimento,
como potencial significativo, a um conhecimento mí-
nimo preexistente na estrutura sua cognitiva. Logo, é
um processo que é planejado pelos professores que
acontece intencionalmente na sala de aula, não de-
vendo ser, “aquilo que se ensina na escola, sem que
se perceba que está sendo ensinado”.
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