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03 11

PEDAGOGO, e se a Prova fosse hoje? Confira a resposta! [8]

Pedagoga Concurseira


(PEDAGOGO – EBSERH HUUF JF 2015 – AOCP)


Para o Pedagogo Empresarial, a construção do conhecimento tem um papel:
 
(A) mecanicista.
(B) pragmático.
(C) sistemático.
(D) técnico.
(E) humanizador.
 
Grau de dificuldade: Fácil

 
 
ALTERNATIVA A: INCORRETA A perspectiva mecanicista, concebe o processo educativo como uma relação vertical, na qual quem ensina tem todas as vantagens e competências, é uma autoridade que possui um repositório do conhecimento e, quem aprende, tem todas as insuficiências cabendo-lhe receber todos os conhecimentos que o outro lhe transfere. O fluxo é de sentido único, pois se acredita que só assim é possível se obter resultado satisfatório. Nessa relação quem ensina não tem nada a aprender com o outro. Dessa forma, tem-se uma prática educativa que prioriza a hierarquia em nome da transmissão de conhecimento favorecendo a formação de sujeitos subservientes, obedientes, limitados em sua capacidade criativa, destituídos de outras formas de expressão e solidariedade. Numa perspectiva de gestão de conhecimento e de gestão de pessoas que é o foco da atuação do pedagogo na empresa, essa concepção “domesticadora” não se enquadra, já que o que toma como referência para o seu trabalho é a interação entre os sujeitos, os conteúdos de aprendizagem e o seu papel como mediador do processo de construção de conhecimento e não de transmissor de informações. Para tanto, o mesmo toma como referência programas instrucionais e/ou diretrizes didáticas que visam ao desenvolvimento de três competências: planejar, facilitar e avaliar a aprendizagem.
 
 
ALTERNATIVA B: INCORRETA Numa perspectiva pragmática quem ensina apenas tem o papel de propiciar experiências de aprendizagem para que, quem aprende desenvolva os seus próprios processos de pensamento orientando suas ações. O pragmatismo fundamenta o conhecimento na ação e no comportamento, por isso, o conhecimento é considerado uma ação prática que produz consequências práticas. Evidencia-se, portanto, o caráter individual que esta concepção assume. Dessa forma, não é essa a perspectiva que sustenta o trabalho do pedagogo na empresa, pois sua atuação visa um processo de aprendizagem alicerçado na coletividade, na experiência compartilhada através da linguagem, da observação, prática, etc. O conhecimento se inicia no individual, transita pelo grupal e então, move-se para o nível da empresa. O pedagogo considera que, numa perspectiva de Gestão de conhecimento, os processos de aprendizagem se entrelaçam entre conjuntos de conhecimentos individuais, práticas individuais e parcerias com outros sujeitos dentro da própria empresa ou com outras organizações. Nesse sentido, se evidenciam as competências essenciais da empresa e o conhecimento coletivo é construído.
 
ALTERNATIVA C: INCORRETA. O conhecimento que se visa construir dentro da empresa através da medicação do pedagogo não é um conhecimento sistemático. Isto por que, este é caracterizado pela racionalidade, exatidão e verificação. Diz respeito a um conhecimento que é sistemático, metódico e que prevê experimentação, validação e comprovação como uma forma de representação do real, se valendo da análise das partes isoladas. Mas, o que as empresas têm buscado hoje, dentro de uma concepção de Gestão de conhecimento e de pessoas, é a construção de um conhecimento que provoque mudanças em algo ou alguém, tornando tanto o indivíduo quanto a empresa mais eficientes. Assim sendo, o pedagogo empresarial a ruptura do paradigma hierárquico, autoritário e dogmático, que não concebe todos que atuam na empresa como pessoas capazes de contribuir para o desenvolvimento na empresa. No mundo globalizado que sustenta concepções e práticas de mercado a divisão do trabalho em partes, a hierarquia administrativa, o controle minucioso e as especialidades dentro da empresa não contribuem para a integração, interação, o trabalho coletivo. Por isso, se obscurece a interface das relações que se constituem como essenciais nos processos de construção do conhecimento. Nesse sentido, uma prática de formação tecnicista não contempla essa nova visão empresarial, pois se concebe a presença de um transmissor de conteúdos e de funcionários que assimilam e executam as atividades a ele indicadas reproduzindo o que lhes foi ensinado. E quando se fala em organização aprendente o pedagogo se apresenta, não como aquele que transmite verticalmente conhecimentos, mas que se coloca como mediador do processo de produção e construção do conhecimento aprimorando estratégias capazes de revelar os saberes já construídos e as competências já presentes nas empresas.
 
 
ALTERNATIVA D: INCORRETA A discussão sobre construção do conhecimento não encontra relação com uma visão tecnicista. Isto porque o que fundamenta uma visão técnica do conhecimento é o saber fazer, a operacionalização e coloca como prioridade a supervalorização da técnica em detrimento das atividades de pensar, de compreender e de questionar. Nesse contexto, quem aprende dentro da empresa, seria executor de um processo concebido por uma equipe que planeja e controla ações sustentadas na "neutralidade", objetividade e imparcialidade do processo educativo. Os indivíduos, portanto, seriam submetidos a forças do ambiente, num cenário de culturas divididas, valores individuais e os estilos de vida cada vez mais desumanizadores.  Não é esse o objetivo do pedagogo dentro da empresa, quando o que está em jogo é sua mediação no processo de construção de conhecimento. Os funcionários não são máquinas e não se espera que se comportem como tal. A construção do conhecimento por cada pessoa só é passível de acontecer se cada uma encontra um sentido para e por quê aprender. Assim sendo, a construção do conhecimento para o pedagogo não tem um papel tecnicista.


 
ALTERNATIVA E: CORRETA A construção do conhecimento tem um papel humanizador para o pedagogo, porque visa contribuir para o desenvolvimento integro do sujeito, num processo permanente e contínuo de busca dos seus valores como cidadão e profissional. Desta forma a Educação cumpre com seu objetivo qual é contribuir para o desenvolvimento integral do indivíduo atendendo às suas especificidades sociais no processo de humanização. O trabalho do pedagogo não se volta exclusivamente para a produtividade da empresa (ela é consequência), mas para o ser humano em sua totalidade dentro do espaço onde está considerando-o um sujeito que aprende, que atua conscientemente na realidade na qual está inserido e que constrói o conhecimento a partir do seu potencial criador, da sua intuição, sentimentos, sensações e emoções. Em oposição à compartimentação, à desarticulação, à descontinuidade, à fragmentação essa perspectiva humanizadora de construção do conhecimento objetiva a integração, a articulação, a continuidade, a inter-relação na teoria e nas práticas educativas. Esta é uma perspectiva, portanto, que aponta para práticas humanizadoras dentro e fora da empresa. O pedagogo vê a pessoa em sua totalidade, em toda sua complexidade a fim de que sua mediação no processo de construção do conhecimento dentro da empresa contribua para a evolução da humanidade. 


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