Prova Concurso - Pedagogia - 2009-SEDUC-TO-PROFESSOR-I-INSTRUTOR-DE-LIBRAS - CESGRANRIO - SEDUC - 2009

Prova - Pedagogia - 2009-SEDUC-TO-PROFESSOR-I-INSTRUTOR-DE-LIBRAS - CESGRANRIO - SEDUC - 2009

Detalhes

Profissão: Pedagogia
Cargo: 2009-SEDUC-TO-PROFESSOR-I-INSTRUTOR-DE-LIBRAS
Órgão: SEDUC
Banca: CESGRANRIO
Ano: 2009
Nível: Superior

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Gabarito

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Estado do Tocantins - Secretaria de Administração - Secretaria de Educação e Cultura 

- Concurso Público para Provimento de Cargo do Quadro de Profissionais do 

Magistério da Educação Básica 

Edital n

o

 001/Educação Básica/2009 

 

GABARITOS DO DIA 11/10/2009 

 

Língua Portuguesa (comum a todos os Cargos) 

1 - E 

2 - D 

3 - B 

4 - C 

5 - D 

6 - A 

7 - A 

8 - E 

9 - B 

10 - A 

Conhecimentos Gerais (comum a todos os Cargos) 

11 - D 

12 - D 

13 - A 

14 - B 

15 - E 

16 - A 

17 - C 

18 - E 

19 - D 

20 - A 

Conhecimentos Específicos: Professor (de) 

 Ar

te

 

B

io

logia

 

Ed. Física

 

Filoso

fia

 

Física

 

Geografia

 

Histór

ia

 

L.

 E

str. 

-E

sp

an

ho

L. Es

tr

. -

Inglê

L. P

ortugues

Matem

ática

 

Química

 

Sociol

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do

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do

 En

s. 

Fu

nd

In

st

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to

r de 

Libra

Inté

rp

re

te de Li

br

as

 

21 - D  21 - E  21 - B  21 - B  21 - E  21 - B  21 - C  21 - D  21 - A  21 - D  21 - B  21 - B  21 - E  21 - D  21 - D  21 - D 
22 - B  22 - C  22 - C  22 - A  22 - A  22 - D  22 - A  22 - E  22 - D  22 - A  22 - B  22 - D  22 - A  22 - C  22 - E  22 - E 
23 - A  23 - D  23 - E  23 - A  23 - D  23 - C  23 - B  23 - B  23 - B  23 - B  23 - A  23 - B  23 - E  23 - C  23 - B  23 - B 
24 - E  24 - B  24 - E  24 - B  24 - A  24 - A  24 - A  24 - E  24 - D  24 - A  24 - E  24 - E  24 - C  24 - A  24 - E  24 - E 
25 - D  25 - C  25 - B  25 - E  25 - B  25 - A  25 - A  25 - A  25 - E  25 - E  25 - C  25 - D  25 - D  25 - A  25 - E  25 - D 
26 - E  26 - D  26 - E  26 - A  26 - A  26 - E  26 - B  26 - C  26 - E  26 - C  26 - D  26 - A  26 - C  26 - C  26 - C  26 - C 
27 - A  27 - D  27 - D  27 - C  27 - B  27 - E  27 - C  27 - A  27 - D  27 - E  27 - E  27 - C  27 - C  27 - D  27 - A  27 - A 
28 - D  28 - E  28 - D  28 - A  28 - E  28 - B  28 - E  28 - C  28 - B  28 - B  28 - A  28 - E  28 - D  28 - B  28 - C  28 - C 
29 - B  29 - A  29 - A  29 - D  29 - A  29 - C  29 - B  29 - D  29 - A  29 - D  29 - A  29 - D  29 - A  29 - E  29 - A  29 - A 
30 - D  30 - E  30 - A  30 - E  30 - E  30 - D  30 - D  30 - C  30 - C  30 - C  30 - A  30 - A  30 - C  30 - E  30 - B  30 - B 
31 - A  31 - D  31 - B  31 - B  31 - C  31 - B  31 - D  31 - A  31 - B  31 - C  31 - A  31 - E  31 - C  31 - C  31 - B  31 - B 
32 - A  32 - A  32 - A  32 - C  32 - C  32 - D  32 - E  32 - E  32 - E  32 - A  32 - A  32 - B  32 - E  32 - A  32 - C  32 - C 
33 - E  33 - B  33 - C  33 - B  33 - D  33 - C  33 - B  33 - D  33 - C  33 - B  33 - C  33 - E  33 - D  33 - C  33 - A  33 - A 
34 - C  34 - A  34 - E  34 - C  34 - B  34 - A  34 - B  34 - E  34 - C  34 - D  34 - D  34 - D  34 - E  34 - A  34 - D  34 - D 
35 - C  35 - B  35 - B  35 - D  35 - C  35 - D  35 - C  35 - D  35 - E  35 - E  35 - E  35 - B  35 - D  35 - D  35 - B  35 - B 
36 - E  36 - E  36 - E  36 - C  36 - E  36 - E  36 - E  36 - C  36 - B  36 - D  36 - D  36 - B  36 - B  36 - E  36 - A  36 - A 
37 - A  37 - C  37 - A  37 - B  37 - A  37 - D  37 - A  37 - A  37 - C  37 - E  37 - B  37 - E  37 - B  37 - E  37 - D  37 - D 
38 - E  38 - E  38 - D  38 - E  38 - B  38 - E  38 - A  38 - B  38 - B  38 - D  38 - D  38 - B  38 - B  38 - C  38 - D  38 - D 
39 - B  39 - A  39 - D  39 - E  39 - E  39 - B  39 - D  39 - B  39 - C  39 - C  39 - C  39 - E  39 - B  39 - C  39 - E  39 - E 
40 - E  40 - A  40 - C  40 - A  40 - A  40 - D  40 - E  40 - D  40 - A  40 - B  40 - D  40 - E  40 - B  40 - D  40 - B  40 - E 
41 - B  41 - C  41 - E  41 - B  41 - B  41 - E  41 - E  41 - A  41 - C  41 - A  41 - B  41 - A  41 - B  41 - D  41 - E  41 - C 
42 - B  42 - D  42 - D  42 - D  42 - D  42 - A  42 - C  42 - B  42 - A  42 - D  42 - C  42 - C  42 - D  42 - B  42 - C  42 - D 
43 - E  43 - C  43 - A  43 - E  43 - B  43 - D  43 - C  43 - D  43 - E  43 - C  43 - E  43 - A  43 - C  43 - B  43 - C  43 - E 
44 - C  44 - D  44 - D  44 - C  44 - E  44 - C  44 - D  44 - C  44 - D  44 - E  44 - E  44 - C  44 - E  44 - B  44 - D  44 - E 
45 - C  45 - B  45 - D  45 - E  45 - C  45 - C  45 - D  45 - A  45 - C  45 - C  45 - D  45 - D  45 - B  45 - B  45 - D  45 - B 
46 - B  46 - B  46 - E  46 - D  46 - D  46 - B  46 - E  46 - B  46 - B  46 - A  46 - B  46 - C  46 - A  46 - B  46 - E  46 - C 
47 - D  47 - E  47 - A  47 - A  47 - E  47 - D  47 - E  47 - D  47 - B  47 - E  47 - B  47 - D  47 - D  47 - A  47 - A  47 - B 
48 - D  48 - D  48 - C  48 - D  48 - D  48 - B  48 - C  48 - E  48 - E  48 - C  48 - B  48 - C  48 - D  48 - C  48 - A  48 - A 
49 - C  49 - A  49 - C  49 - C  49 - C  49 - E  49 - C  49 - E  49 - D  49 - E  49 - C  49 - D  49 - A  49 - E  49 - B  49 - D 
50 - D  50 - E  50 - C  50 - E  50 - D  50 - C  50 - D  50 - C  50 - A  50 - B  50 - B  50 - A  50 - A  50 - D  50 - E  50 - A 

 

Prova

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PROFESSOR INSTRUTOR DE LIBRAS

OUTUBRO / 2009

15

ESTADO DO TOCANTINS

SECRETARIA DA ADMINISTRAÇÃO

CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGO

DO QUADRO DOS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO

DA EDUCAÇÃO BÁSICA

LEIA  ATENTAMENTE  AS  INSTRUÇÕES  ABAIXO.

01    -

Você recebeu do fiscal o seguinte material:

a) este caderno, com o enunciado da questão da Prova de Redação e das 50 questões das Provas Objetivas,

sem repetição ou falha, com a seguinte distribuição:

b)  Um Caderno de Respostas para o desenvolvimento da Prova de Redação, grampeado ao  CARTÃO-RESPOSTA

destinado às respostas às questões objetivas formuladas nas provas.

02    -

Verifique se este material está em ordem e se o seu nome e número de inscrição conferem com os que aparecem no CARTÃO-
RESPOSTA
. Caso contrário, notifique IMEDIATAMENTE o fiscal.

03    -

Após a conferência, o candidato deverá assinar no espaço próprio do CARTÃO-RESPOSTA, preferivelmente a
caneta esferográfica de tinta na cor preta, fabricada em material transparente.

04    -

No CARTÃO-RESPOSTA, a marcação das letras correspondentes às respostas certas deve ser feita cobrindo a letra e
preenchendo todo o espaço compreendido pelos círculos, a caneta esferográfica de tinta na cor preta, de forma
contínua e densa. A LEITORA ÓTICA é sensível a marcas escuras; portanto, preencha os campos de marcação
completamente, sem deixar claros.

Exemplo:

05    -

Tenha muito cuidado com o CARTÃO-RESPOSTA, para não o  DOBRAR,  AMASSAR  ou  MANCHAR.
CARTÃO-RESPOSTA SOMENTE poderá ser substituído caso esteja danificado em suas margens superior ou inferior -
BARRA DE RECONHECIMENTO PARA LEITURA ÓTICA.

06    -

Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 5 alternativas classificadas com as letras (A), (B), (C), (D) e (E);
só uma responde adequadamente ao quesito proposto. Você só deve assinalar UMA RESPOSTA: a marcação em
mais de uma alternativa anula a questão, MESMO QUE UMA DAS RESPOSTAS ESTEJA CORRETA.

07    -

As questões objetivas são identificadas pelo número que se situa acima de seu enunciado.

08    -

SERÁ ELIMINADO do Concurso Público o candidato que:

a) se utilizar, durante a realização das provas, de máquinas e/ou relógios de calcular, bem como de rádios gravadores,

headphones, telefones celulares ou fontes de consulta de qualquer espécie;

b) se ausentar da sala em que se realizam as provas levando consigo o Caderno de Questões e/ou o CARTÃO-RESPOSTA

grampeado ao Caderno de Respostas da Prova de Redação;

c) se recusar a entregar o Caderno de Questões e/ou o CARTÃO-RESPOSTA grampeado ao Caderno de Respostas da

Prova de Redação quando terminar o tempo estabelecido.

09    -

Reserve os 30 (trinta) minutos finais para marcar seu CARTÃO-RESPOSTA. Os rascunhos e as marcações assinaladas no

Caderno de Questões NÃO SERÃO LEVADOS EM CONTA.

10    -

Quando terminar, entregue ao fiscal  O CARTÃO-RESPOSTA grampeado ao Caderno de Respostas da Prova de Redação
e ASSINE A LISTA DE PRESENÇA.
Obs. 
O candidato só poderá se ausentar do recinto das provas após 1 (uma) hora contada a partir do efetivo início das
mesmas. Por motivo de segurança, o candidato somente poderá levar o Caderno de Provas, a partir de 1(uma) hora antes
do término das mesmas.

11    -

O  TEMPO  DISPONÍVEL  PARA ESTAS PROVAS DE QUESTÕES OBJETIVAS E DE REDAÇÃO É DE

4 (QUATRO) HORAS, findo o qual o candidato deverá, obrigatoriamente, entregar o Caderno de Questões e o
CARTÃO-RESPOSTA grampeado ao Caderno de Respostas da Prova de Redação, respeitada a observação do item 10.

12   -

As questões e os gabaritos das Provas Objetivas serão divulgados no primeiro dia útil após a realização das

mesmas, no endereço eletrônico da FUNDAÇÃO CESGRANRIO (http://www.cesgranrio.org.br).

A

C

D

E

LÍNGUA PORTUGUESA

Questões

1 a 10

Pontos

1,0

CONHECIMENTOS GERAIS

Questões

11 a 20

Pontos

1,0

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

Questões

21 a 50

Pontos

1,0

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PROFESSOR INSTRUTOR DE LIBRAS

2

R E D A Ç Ã O

TEXTO I (fragmento)

Em O Grande Ditador, Charles Chaplin disse: “Pensamos demais e sentimos muito pouco.

Mais do que inteligência, precisamos de bondade e compreensão”. A capacidade da liderança
traz consigo essa possibilidade. O professor-líder é ainda aquele que acredita no poder do sonho —
o sonho que livra da domesticação imposta pela rotina. Para isso, ele compromete as pessoas,
e elas passarão a seguir o sonho, não mais o líder.

Disponível em: http://www.profissaomestre.com.br/php/verMateria.php?cod=1482.

TEXTO II

“A educação faz com que as pessoas sejam fáceis de guiar, mas difíceis de arrastar; fáceis de

governar, mas impossíveis de escravizar.”

PETER, Henry

Com base nos textos acima e considerando também o Texto I da prova teórico-objetiva,

construa um texto em prosa, dissertativo-argumentativo, com o mínimo de 30 e o máximo
de 35 linhas, sobre o seguinte tema:

A importância, nos dias atuais, das escolas que são asas e dos professores que

acreditam no poder do sonho.

Os textos referenciais devem ser utilizados, apenas, como base para uma reflexão sobre o

tema, não podendo ser transcrita qualquer passagem dos mesmos.

Dê um título à sua redação e utilize caneta esferográfica, preferencialmente de tinta

na cor preta.

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PROFESSOR INSTRUTOR DE LIBRAS

3

LÍNGUA PORTUGUESA

Texto I

Há escolas que são gaiolas

e há escolas que são asas.

Escolas que são gaiolas existem para que os

pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros
engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o
seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros
engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser
pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.

Escolas que são asas não amam pássaros

engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo.
Existem para dar aos pássaros coragem para voar.
Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo
já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser
ensinado. Só pode ser encorajado.

ALVES, Rubem

Disponível em: http://www.pensador.info/p/

_cronica_escolas_gaiolas_escolas_asas_rubem_alves/1/

1

No primeiro parágrafo do Texto I, o único período cujo
sentido NÃO caracteriza uma educação castradora é o
(A) 2

o

(B) 3

o

(C) 4

o

 

(D) 5

o

(E) 6

o

2

Considerando o 1

o

 parágrafo do Texto I, os elementos

destacados a seguir que apresentam, entre si, uma
relação semântica de oposição são:

3

No segundo parágrafo do Texto I, o 2

o

 período, em relação

ao 1

o

, caracteriza-se, semanticamente, como uma

(A) retificação.

(B) justificativa.

(C) alternativa.

(D) restrição.

(E) comparação.

4

Que passagem do 2

o

 parágrafo do Texto I repete, semanti-

camente, a passagem “...a essência dos pássaros é o voo.”
(A. 6)?
(A) “Escolas que são asas não amam pássaros

engaiolados.” (A. 7-8)

(B) “O que elas amam são pássaros em voo.” (A. 8)
(C) “...o voo já nasce dentro dos pássaros.” (A. 10-11)
(D) “O voo não pode ser ensinado.” (A. 11-12)
(E) “Só pode ser encorajado.” (A. 12)

“escolas”

 (1

o

 período)   -

“engaiolados”  (2

o

 período)   -

“sob controle”  (2

o

 período)   -

“pássaros”       (4

o

 período)   -

“essência”        (6

o

 período)   -

“gaiolas”             (1

o

 período).

(sob) “controle”  (2

o

 período).

“dono”                (3

o

 período).

“pássaros”          (5

o

 período).

“voo”                   (6

o

 período).

(A)
(B)
(C)
(D)
(E)

Quais os sonhos das crianças que moram em

comunidades carentes? Uma casinha para a família
com flores no jardim? Uma piscina para a vizinhança?
Ou uma bicicleta? Não importa qual seja, o projeto Paint
a Future
 (Pinte um Futuro) vai, de certa forma, realizá-lo.
A ideia surgiu com a pintora holandesa Hetty van der
Linden, em 2003.

Dona de uma simpatia contagiante e com um

grande círculo de amigos artistas plásticos interna-
cionais, Hetty pensava na melhor maneira de aliar a
arte a um fim social. Ela queria, além disso, que todos
se divertissem com esse trabalho. Então imaginou
reunir vários pintores em um lugar paradisíaco para que
eles fizessem quadros que depois seriam leiloados em
benefício das comunidades carentes. Mais: essas telas
seriam feitas a partir dos desenhos que retratavam os
sonhos das crianças de lugares pobres, recolhidos por
voluntários numa etapa anterior.

Assim todos ficavam contentes: as crianças por

terem expressado seus sonhos, os artistas por traba-
lharem em lugares lindos, as pousadas que os acolhem
de graça e as galerias que vendem suas obras sem
comissão por colaborarem com um fim social sem sair
dos seus ramos de atividade. E os compradores, por
ajudar a realizar sonhos infantis. “Ela conseguiu um
milagre: deixar todo mundo satisfeito sem ter de criar
uma ONG que onere o processo. Tudo é fruto de um
trabalho voluntário e prazeroso”, diz Myrine Vlavianos,
sócia da galeria Multipla, que faz as exposições do
Paint a Future em São Paulo e Florianópolis. E, assim,
sonhos ganham cores e formas.

ALVES, Liane

Disponível em: http://vidasimples.abril.uol.com.br

/edicoes/073/mente_aberta/conteudo_399745.shtml

10

5

10

5

15

20

25

30

Texto II

Pinte o sonho

5

Em “Porque a essência dos pássaros é o voo.” (A. 6), o
sentido sofre ALTERAÇÃO, ao substituirmos o vocábulo
destacado por
(A) Visto que.
(B) Porquanto.
(C) Pois.
(D) À medida que.
(E) Já que.

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PROFESSOR INSTRUTOR DE LIBRAS

4

6

O conector “além disso,” (A. 11) introduz um enunciado que,
em relação ao período anterior, caracteriza-se como um(a)
(A) acréscimo.
(B) explicação.
(C) conclusão.
(D) restrição.
(E) alternativa.

7

A passagem “sonhos ganham cores e formas.” (A. 31)
refere-se, semanticamente, à(ao)
(A) expressão e concretização dos desejos infantis.
(B) ideia da pintora Hetty van der Linden de desenvolver

um projeto.

(C) conjugação dos fatores social e artístico envolvidos no

projeto.

(D) trabalho dos artistas plásticos engajados no evento.
(E) empenho conjunto dos órgãos possibilitadores da

realização do evento.

8

Quanto ao gênero e à tipologia, o Texto II classifica-se,
respectivamente, como
(A) sermão e injunção.
(B) romance e narração.
(C) conto e descrição.
(D) conferência e exposição.
(E) notícia jornalística e argumentação.

9

 ‘Ela conseguiu um milagredeixar todo mundo satisfeito
sem ter de criar uma ONG que onere o processo. Tudo é
fruto de um trabalho voluntário e prazeroso’, (A. 25-28)

Na passagem transcrita acima, o emprego dos dois pontos
e das aspas justifica-se por anteceder e transcrever,
respectivamente, um(a)
(A) conceito e o depoimento de um especialista.
(B) explicação e a opinião de um empresário.
(C) exemplificação e o julgamento crítico de um jornalista.
(D) enumeração e o juízo de valor de um pintor.
(E) citação e a opinião de um leitor.

10

Nos trechos a seguir, o que destacado DIFERE dos
demais, quanto à categoria gramatical, em:
(A) “que todos se divertissem com esse trabalho.” (A. 11-12)
(B) “...que depois seriam leiloados...” (A. 14)
(C) “...que os acolhem de graça...” (A. 21-22)
(D) “...que onere o processo.” (A. 27)
(E) “que faz as exposições do Paint a Future...” (A. 29-30)

CONHECIMENTOS GERAIS

11

A Lei n

o

 1.360 de 31/12/2002, que dispõe sobre o Sistema

Estadual de Ensino do Estado do Tocantins, disciplinando a
organização da educação escolar, especifica como se
dará a gestão democrática do ensino público. Com base
nessa Lei, analise as proposições a seguir.

I

- As Associações de Apoio terão participação indireta

na gestão escolar, por meio de participantes indica-
dos pelo Poder Público Estadual.

II

- O programa Escola Comunitária de Gestão Compar-

tilhada, criado na Secretaria de Educação e Cultura,
visa ao fortalecimento do processo de autonomia da
escola e à descentralização de recursos.

III - A gestão compartilhada se efetiva com a criação da

Associação de Apoio à Escola, constituída pelos
alunos representantes de turma e gestores das
unidades educacionais.

IV - Os recursos financeiros repassados são destinados

à manutenção das unidades escolares e ao suporte
de suas ações pedagógicas.

É(São) determinação(ões) sobre a gestão democrática do
ensino público, de acordo com a referida lei, APENAS a(s)
proposição(ões)
(A) I.
(B) II.
(C) II e III.
(D) II e IV.
(E) III e IV.

12

As Diretrizes Curriculares Nacionais, que apresentam
princípios, fundamentos e procedimentos para a
educação, visam a
(A) propor atividades que deverão constar do núcleo

comum dos níveis de Ensino Fundamental, Médio
e da educação profissional brasileira.

(B) fixar os conteúdos e temas transversais que

constituirão parâmetros mínimos para a garantia da
unidade do ensino no território nacional.

(C) oferecer princípios didáticos que assegurem a adoção

de metodologias ativas e o uso consciente de
tecnologias de informação e comunicação.

(D) orientar as escolas dos diferentes sistemas de ensino

na articulação, desenvolvimento e avaliação de suas
propostas pedagógicas.

(E) apresentar normas para a elaboração de currículos e

programas, em cada unidade escolar, que estejam
voltados para a gestão democrática.

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5

13

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) para o
Ensino Médio propõem que o conhecimento escolar seja
dividido em áreas, denominadas:

 

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias,

• Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias e
• Ciências Humanas e suas Tecnologias.
Essa estruturação é justificada, segundo os PCN, pelo fato
de assegurar uma educação
(A) de base científica e tecnológica, na qual conceito,

aplicação e solução de problemas concretos são
combinados com uma revisão dos componentes
socioculturais orientados para uma visão
epistemológica que concilie humanismo e tecnologia.

(B) de qualidade, que proporcione estabilidade econô-

mica, política e social proveniente do fornecimento de
mão de obra qualificada para a agricultura e para a
indústria, diante das crescentes demandas nacionais
nesses setores produtivos.

(C) que promova um aprofundamento de saberes de

campos do conhecimento diferenciados, de forma a
que o estudante seja capaz de dominar conheci-
mentos segmentados e oriundos de uma tradição
enciclopédica própria desse nível de ensino.

(D) que prepare o educando para participar de exames

nacionais que avaliam o desempenho individual e das
instituições de ensino, tendo em vista a estruturação
de um ranking que conduza a um aprimoramento da
educação em um cenário global competitivo.

(E) que esteja voltada para os interesses reais do jovem

contemporâneo, caracteristicamente familiarizado com
os mais recentes desenvolvimentos tecnológicos e
com uma cultura urbana, cosmopolita e afetada pelo
fenômeno da globalização.

14

“Em setembro, cerca de 600 representantes de comuni-
dades e dos governos federal, estadual e municipal se
reunirão em Brasília para a 1

a

 Conferência Nacional de

Educação Escolar Indígena. A ideia é discutir qual é o
modelo de educação adequado para esses povos.”

Portal UOL Educação, 14 abr. 2009.

O trecho da reportagem informa a respeito da necessidade
de discutir um modelo adequado à educação indígena
de qualidade, amparado pela Lei de Diretrizes e Bases
da Educação Nacional (LDB 9.394/96). Nos artigos 78 e 79,
a LDB garante que
(A) sejam elaborados materiais didáticos compatíveis

com os que são adotados em todo o território nacional
e referenciados pelo Ministério da Educação.

(B) sejam desenvolvidos currículos e programas específi-

cos em que estejam incluídos os conteúdos culturais
correspondentes às respectivas comunidades.

(C) haja apoio técnico e financeiro proveniente dos

e s t a dos para o provimento de uma educação
intercultural, por meio de programas integrados
de ensino e pesquisa.

(D) haja fortalecimento de práticas socioculturais por

meio de uma educação inclusiva que abrigue alunos
índios e não índios nas mesmas unidades educacionais.

(E) prevaleça a reafirmação da identidade étnica

mediante o ensino de conteúdos históricos ministrados
necessariamente na língua materna dos índios.

15

“No processo de universalização e democratização do
ensino, especialmente no Brasil, onde os déficits
educativos e as desigualdades regionais são tão
elevados, os desafios educacionais existentes podem ter,
na educação a distância, um meio auxiliar de indiscutível
eficácia. Além do mais, os programas educativos podem
desempenhar um papel inestimável no desenvolvimento
cultural da população em geral.”

Plano Nacional de Educação (Lei n

o

 10.172/2001)

Qual das metas do Plano Nacional de Educação relaciona
o trecho e a charge acima?
(A) Promover imagens estereotipadas de homens e

mulheres na TV Educativa e na Internet, incorporando
nas programações temas que confirmem a igualdade
de direitos entre homens e mulheres, assim como a
adequada abordagem de temas referentes à etnia.

(B) Instalar 2.000 núcleos de tecnologia educacional que

deverão atuar como centros de orientação para as
escolas e para os órgãos administrativos dos sistemas
de ensino, no acesso aos programas informatizados e
vídeos educativos.

(C) Substituir gradualmente as relações de comunicação

e interação direta entre educador e educando pela
eficácia da televisão, do vídeo, do rádio e do computador,
que constituem importantes instrumentos pedagógicos
auxiliares.

(D) Ampliar a oferta de programas de formação a distância

para a Educação de Jovens e Adultos, especialmente
no que diz respeito à oferta de Ensino Fundamental,
com especial consideração para o potencial dos canais
radiofônicos e para o atendimento da população rural.

(E) Equipar todas as escolas de Nível Médio, e todas as

de Ensino Fundamental com mais de 100 alunos, com
computadores e conexões na Internet que possibilitem
a instalação de uma Rede Nacional de Informática na
Educação e o desenvolvimento de programas
educativos apropriados.

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6

16

Em abril de 2009, o presidente dos Estados Unidos,

Barack Obama, elogiou publicamente o Brasil. Em

entrevista ao canal de TV CNN Español, afirmou ser o

Brasil uma potência.

O líder norte-americano referia-se a uma potência no

plano da

(A) dinâmica econômica.

(B) riqueza natural.

(C) produção cultural

(D) inovação institucional.

(E) composição demográfica.

17

Em 2009, o mundo se preocupa com um novo vírus,

causador da denominada gripe suína, a influenza A(H1N1),

que não distingue barreiras sociais, econômicas, político-

geográficas. Vários governos recomendaram a seus

cidadãos que evitassem viagens a um determinado país

latino-americano, pois nele, até maio, registravam-se os

números mais elevados de casos letais e em observação.

O país latino-americano no foco das preocupações, por

apresentar, inicialmente, o maior número de infectados,

foi o

(A) Chile.

(B) Equador.

(C) México.

(D) Panamá.

(E) Paraguai.

18

A crise internacional desencadeada no final de 2008 afeta

o turismo no Brasil, uma atividade econômica responsável

pela movimentação de cerca de US$ 5 bilhões anuais.

A redução das vendas de pacotes de viagem, sobretudo

para o exterior, é apontada como a pior consequência da

crise, segundo empresários do setor.

De acordo com analistas da crise, o principal fator que

provoca essa redução é a

(A) ausência de políticas para o setor.

(B) desarticulação entre agentes de viagem.

(C) ineficácia de agências reguladoras.

(D) instabilidade política do país.

(E) volatilidade do câmbio do dólar.

19

Alguns alunos do Ensino Fundamental, ao pesquisarem a
história da criação do Estado do Tocantins, fizeram em seus
cadernos as anotações abaixo:
Lucas: Desde o final do século XIX se discutia a criação
do Tocantins, mas a concretização da ideia só ocorreu com
a Constituição Federal de 1988, com sua criação pelo
desmembramento do Estado de Goiás.
Francisco: Na criação do Estado teve papel de destaque
a União Tocantinense, que mobilizou o povo do norte de
Goiás para a luta revolucionária em favor do separatismo.
Renata: Após a criação do Estado do Tocantins, a primeira
capital foi Palmas, localizada na região central do novo
Estado.
Fátima: A capital, sede do governo, foi construída no
centro geográfico do Estado, em uma área de 1.024 Km

2

,

desmembrada do município de Porto Nacional.

Dentre os quatro alunos, fez(fizeram) anotações corretas
em seu(s) caderno(s) APENAS
(A) Lucas.

(B) Francisco.

(C) Francisco e Renata.

(D) Lucas e Fátima.

(E) Renata e Fátima.

20

A charge expressa uma situação lamentada em todo o pla-
neta: a crescente devastação da região amazônica, onde
também se encontra o Estado do Tocantins, que precisa
do compromisso de cada cidadão para a sua preservação.
Sobre os aspectos geográficos e geopolíticos do estado, é
INCORRETA a informação de que o Tocantins
(A) vem perdendo áreas de preservação, como as unida-

des de conservação e as bacias hídricas.

(B) possui mais de 80% de cerrado, que divide espaço com

a floresta de transição.

(C) possui o encontro de três ecossistemas: o amazônico,

o pantaneiro e o cerrado.

(D) abriga sete etnias indígenas distribuídas em reservas

que totalizam cerca de dois milhões de hectares.

(E) é onde se encontra a maior bacia hidrográfica inteira-

mente situada em território brasileiro.

Disponível em: blogs.agostinianosaojose.com.br/2007/Alpha.

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7

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

21

As instituições privadas e públicas dos diferentes sistemas
de ensino buscarão implementar as medidas do Decreto
n

o

 5.626/2005 como meio de assegurar atendimento

educacional especializado aos alunos surdos ou com
deficiência auditiva. Para complementar o currículo da
base nacional comum, o ensino de Libras e o ensino da
modalidade escrita da Língua Portuguesa, como segunda
língua para alunos surdos, deverão ser ministrados em uma
perspectiva dialógica, funcional e instrumental, com
atividades ou complementação curricular específica
(A) no ensino médio e na educação superior.
(B) nos anos finais do ensino fundamental, nos ensinos

médio e superior.

(C) nos anos iniciais e finais do ensino fundamental, nos

ensinos médio e superior.

(D) na educação infantil, nos anos iniciais e finais do

ensino fundamental, nos ensinos médio e superior.

(E) na educação infantil, nos anos iniciais e finais do

ensino fundamental e no ensino médio, sendo facul-
tativo no ensino superior.

22

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu
Art. 3

o

 (Lei n

o

 8.069/1990), dispõe que “a criança e o

adolescente gozam de todos os direitos fundamentais
inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção
integral de que trata esta Lei”.
Em relação ao ECA, são feitas as afirmações a seguir.

I

– À criança é assegurada igualdade de condições para

o acesso e a permanência na escola.

II

– Toda criança e todo adolescente têm o direito de ser

respeitados por seus educadores.

III – É garantido ao jovem e à criança o acesso à escola

pública e gratuita próxima de sua residência.

É(São) correta(s) a(s) afirmação(ões)
(A) I, apenas.

(B) III, apenas.

(C) I e III, apenas.

(D) II e III, apenas.

(E) I, II e III.

23

Segundo o Decreto n

o

 5.626, de 22/12/2005, Art. 2

o

, a

pessoa surda manifesta sua cultura principalmente pela
LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). De acordo com o
artigo, o surdo é considerado um
(A) cidadão atuante, pertencente a uma nação e capaz

de exercer uma profissão sujeita ao grau de perda
auditiva que ele apresenta.

(B) ser eficiente que apreende o mundo de maneira

distinta  dos ouvintes, desenvolve-se integralmente e
se comunica por outro canal, tendo, consequentemente,
outra língua.

(C) ser humano com distúrbio cognitivo associado à sua

perda auditiva, que limita o desenvolvimento de suas
potencialidades.

(D) deficiente auditivo por não ter audição dentro dos

parâmetros normais, tornando-se inexequível a
comunicação com os surdos.

(E) indivíduo que possui uma deficiência auditiva e que

necessita de atendimento em escolas e clínicas
especializadas em reabilitação.

24

No ano de 1960, o linguista americano e professor do
Colégio Gallaudet (USA) Willian Stockoe, em seu artigo
Sign language structure (A estrutura da língua de sinais),
demonstrou que a língua de sinais tem todas as caracte-
rísticas das línguas orais. Muitas pesquisas sobre as
línguas de sinais e sua aplicação na vida do surdo
propiciaram não só a sua utilização como a de
outros códigos manuais na educação da criança
surda. A filosofia educacional adotada naquela época
era o(a)
(A) oralismo.

(B) bilinguismo.

(C) bimodalismo.

(D) audiofonatória.

(E) comunicação total.

25

As afirmações que se seguem dizem respeito à
Lei n

o

 9.394/96, quanto aos educandos com necessidades

especiais.

I

– Os sistemas de ensino deverão assegurar currículos,

métodos, técnicas, recursos educativos e organiza-
ção específica para atender às suas necessidades.

II

– Aqueles que não puderem atingir o nível exigido para

a conclusão do ensino fundamental, em virtude de
suas deficiências, terão direito à aceleração para
concluir em menor tempo o programa escolar, sem
prejuízo da qualidade de ensino.

III – Terão direito ao atendimento de professores com

especialização adequada em nível médio ou
superior, bem como professores do ensino regular
capacitados para a inserção em classes comuns.

É(São) corretas(s) a(s) afirmação(ões)
(A) I, apenas.

(B) II, apenas.

(C) I e II, apenas.

(D) I e III, apenas.

(E) I, II e III.

26

O Decreto n

o

 5.626/2005, que regulamenta a Lei

n

o

 10.436/2002, preconiza que as instituições federais

de ensino devem garantir, obrigatoriamente, às pessoas
surdas acesso à comunicação, à informação e à
educação nos processos seletivos, nas atividades
e nos conteúdos curriculares desenvolvidos. Para
garantir esse atendimento especial às pessoas surdas,
as instituições federais de ensino devem
(A) promover curso de formação de professores para o

ensino e uso da LIBRAS como segunda língua para
alunos surdos.

(B) promover o ensino da Língua Portuguesa escrita como

primeira língua para pessoas surdas.

(C) prover as escolas com professor regente de classe

com conhecimento acerca da singularidade linguística
manifestada pelos surdos.

(D) prover as escolas com professores de Língua

Portuguesa, literatura, tradutor/intérprete de LIBRAS
e terapeuta educacional.

(E) ofertar o oralismo para o conhecimento da Língua

Portuguesa como L2, por esta ser a língua oficial do
País.

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8

27

As “comunidades surdas” são espaços que não servem
apenas como ponto de encontro, mas como ambiente de
articulação política e social, no qual os surdos se organi-
zam como minoria linguística para lutar por seus direitos e
sua cidadania, fortalecendo sua identidade. São exemplos
de “comunidades surdas” a(s)
(A) FENEIS (Federação Nacional de Educação e

Integração de Surdos), a CBDS (Confederação
Brasileira de Desportos de Surdos) e as Confedera-
ções e Associações de Surdos.

(B) associações de surdos e escolas inclusivas.
(C) escolas inclusivas e cinemas legendados.
(D) escolas inclusivas e instituições religiosas.
(E) instituições de ensino superior inclusivas privadas

ou  públicas e a FENEIS.

28

No ano de 1880, no Congresso de Milão, a política
educacional referente aos surdos foi modificada em
toda a Europa e, consequentemente, em todo o mundo,
graças à influência do otofonista Alexandre Graham Bell.
Nesta mudança, estabeleceu-se a
(A)  filosofia educacional pautada no uso da oralização,

língua de sinais e comunicação total.

(B) contratação de professores surdos para as instituições

de ensino por toda a Europa.

(C) vitória do oralismo em relação aos sinais metódicos.
(D)  comunicação total, sendo obrigatório seu uso em

todas as instituições escolares da Europa.

(E)  utilização da língua de sinais livremente dentro das

instituições escolares e nos grupos sociais.

29

O objetivo da proposta inclusiva sugere a inserção dos
diferentes em uma sociedade dita igualitária, onde todos
têm as mesmas oportunidades e condições de uma vida
digna e autônoma, sendo letrados nos diversos campos
do saber e da sociedade, tendo respeitadas suas
diferenças, possibilidades e capacidades da forma mais
completa possível. De acordo com essas afirmativas, uma
escola inclusiva seria um espaço
(A) organizado para atender cada aluno, seja ele de qual-

quer etnia, sexo, idade, deficiência ou condição social.

(B) organizado para atender às necessidades de padro-

nizações vigentes da sociedade, independente de
idade, sexo, etnia, deficiência ou condição social, favo-
recendo a aprendizagem e o conhecimento de mundo.

(C) organizado como sala de recursos para minimizar a

dificuldade de aprendizagem.

(D) exclusivo para o atendimento aos diferentes grupos de

altas habilidades e demais deficiências.

(E) integrado para atender às demandas sociais

normalizadoras da sociedade e garantir a qualidade
do ensino e o conhecimento de mundo.

30

Observe a tabela abaixo, baseada no Caderno TV Escola
MEC (2001).

A surdez é considerada moderada quando a perda, em

decibéis, é

(A) de 25 a 40.

(B) de 41 a 55.

(C) de 56 a 70.

(D) de 71 a 90.

(E) acima de 91.

31

Em 1960, Willian Stokoe, Professor da Universidade de

Gallaudet (USA), comprovou que a língua de sinais não

era apenas imagem, mas símbolos abstratos, com uma

complexa estrutura interior. Em seu primeiro livro, Sign

language structure (1960), ele delineou, como parâmetros

na língua de sinais, além do movimento,

(A) a datilologia e os sinais metódicos.

(B) a configuração de mãos e a localização.

(C) as pantomimas e os gestos complexos.

(D) o alfabeto manual e a datilologia.

(E) os sinais metódicos e as pantomimas.

GRAUS DE

PERDA

AUDITIVA

CARACTERÍSTICAS

LEVE

MODERADA

ACENTUADA

SEVERA

PROFUNDA

Os fonemas não são todos igualmente
percebidos, a voz, fraca ou a distância,
não é ouvida. A criança é considerada
desatenta e pede às demais pessoas que
repitam o que é falado.

É preciso uma voz de certa intensidade
para que seja convenientemente compre-
endida. A criança terá dificuldade na aqui-
sição da linguagem falada, do vocabulário
e na articulação das consoantes.

É necessária uma voz muito forte em um
ambiente propício para que seja ouvida.
Na criança com esta deficiência não
existe uma linguagem espontânea.

Não ouve os sons da fala em nível de
conversação. Apresenta severos proble-
mas na fala, retardo na linguagem, dis-
túrbios na aprendizagem e desatenção.

Não ouve os sons da fala, percebe
apenas ruídos muito fortes. Apresenta
problemas graves de fala e linguagem,
distúrbios de aprendizagem e desaten-
ção. Apenas os sons mais graves podem
ser percebidos.

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9

32

Para a linguista surda Carol Padden (1989), que desen-
volveu estudos sobre comunidade, uma comunidade
surda é formada por grupos de pessoas que
(A) possuem a mesma língua, moram em uma mesma

localidade e têm objetivos e metas particulares.

(B) têm características próprias e se reúnem para formar

uma associação com fins lucrativos, objetivando a
melhoria de sua comunidade.

(C) moram em uma mesma localidade, compartilham

metas comuns e trabalham de vários modos para
alcançar objetivos comuns.

(D) se reúnem em associações para atividades de

recreação e lazer.

(E) se reúnem para discutir problemas socioeconômicos

de cada membro.

33

O termo empowerment (empoderamento), muito utilizado
na literatura mundial, é usado amplamente pelo movimento
dos portadores de deficiências, com um significado
peculiar, que é o(a)
(A) processo pelo qual uma pessoa usa seu poder pessoal,

independente de sua condição quanto a cor, gênero,
deficiência ou idade para fazer escolhas e tomar
decisões, assumindo o controle de sua vida.

(B) processo específico do deficiente, em que ele se

torna autônomo e tem equiparação de oportunidades
trabalhistas.

(C) processo que capacita os indivíduos, deficientes ou não,

à vida social e profissional, respeitando suas caracte-
rísticas regionais e pessoais.

(D) situação na qual uma pessoa se exime de fazer

escolhas, independente de sua condição social, de
gênero, idade, deficiência ou cor.

(E) capacitação para o trabalho, respeitando as diferen-

ças de cada grupo social.

34

Vivemos em uma sociedade inclusiva, onde a oportuni-
dade à educação e ao trabalho deve ser igual para todos.
O conceito de inclusão está baseado
(A) na busca dos indivíduos por parcerias, com o objetivo

de reabilitar-se perante a sociedade e de derrubar o
mito de incapacidade.

(B) na adaptação dos excluídos às exigências da

sociedade, criando hábitos e atitudes de acordo com
a necessidade imediata.

(C) na recusa às diferenças para recuperar o indivíduo

que está em desacordo com os princípios de normali-
zação.

(D) em um processo pelo qual a sociedade se adapta

para inserir os deficientes e estes se preparam para
assumir seus diferentes papéis.

(E) em um processo segmentado no qual os deficientes e

a sociedade buscam equiparação de oportunidades.

35

A inclusão só é possível na medida em que se respeite a
identidade sociocultural dos sujeitos, suas particularidades
socioeducativas e linguísticas. Diante deste enfoque, as
adaptações curriculares para educação especial devem
oferecer aos alunos
(A) escolas especiais integrais com profissionais qualifica-

dos que atendam às necessidades individuais.

(B) alterações estruturais, de conteúdo, estratégias,

metodologias e recursos como mobiliário, equipamen-
tos e sistemas de comunicação alternativos.

(C) propostas homogeneizadoras que atendam às diferen-

ças individuais.

(D) equipe de apoio composta de psicólogos, médicos,

psicopedagogos e assistentes sociais.

(E) atividades assistemáticas e abertas, que trabalhem

aspectos da vida diária e conduzam à socialização.

36

“Educação é um direito de todos”. Essa frase nos remete
à s   d i f e r e n ç a s   e x i s t e n t e s   e m   n o s s a   s o c i e d a d e .
A o  priorizarmos a educação inclusiva, os educandos ditos
“normais” poderão se beneficiar com
(A) a ampliação de conhecimento dos papéis sociais, das

redes sociais e da diversidade.

(B) a convivência com a diversidade de forma segregadora,

na medida em que os diferentes são postos em
destaque.

(C) uma educação multicultural, hierárquica e padroni-

zada que conduza à prática da cidadania e de valores
como a solidariedade.

(D) uma aprendizagem cooperativa, classificatória e quali-

tativa, por meio de um sistema de avaliação equitativo
e unificado.

(E) o conhecimento acerca dos diferentes grupos sociais

de forma seletiva para identificação das diferenças.

37

A história das línguas de sinais nos remete a certos
acontecimentos ocorridos na metade do século XVlll,
quando a linguagem de sinais se propagou na França,
por meio de um sistema de combinação denominado
“sinais metódicos”, que utilizava a gramática sinalizada
francesa. Este método foi bem sucedido na época, pois
possibilitou a alunos surdos escreverem o Francês,
adquirindo, assim, uma língua de instrução e abrindo
portas para uma ampliação cultural. Essa metodologia
tem como precursor
(A) Frances E.Huet, professor surdo.
(B) Pedro Ponce de Leon, monge.
(C) Juan Pablo Bonet, educador.
(D) Charles Michel De L’epée, abade.
(E) Sicard, abade.

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10

38

O Decreto n

o

 5.626/2005, no Art. 7

o

, enfatiza que nos dez

primeiros anos a partir de sua publicação, caso não haja
docente com títulos de pós-graduação ou de graduação
em LIBRAS para o ensino dessa disciplina em curso de
educação superior, ela poderá ser ministrada por
(A) fonoaudiólogo com pós-graduação em sua área de

atuação.

(B) profissional com qualquer formação de nível superior

que tenha licenciatura plena.

(C) professor bilíngue com especialização em tradução e

intérprete de língua estrangeira.

(D) instrutor de LIBRAS com certificado de proficiência

obtido por exame promovido pelo MEC.

(E) médico otorrino com formação docente e habilitação

concedida pelo Ministério da Saúde.

39

O Capítulo III do Decreto n

o

 5.626/2005 dispõe sobre a

inclusão da LIBRAS como disciplina curricular obrigatória
nos cursos de

I

– formação de professores para o exercício do magis-

tério em nível médio;

II

– formação de professores em nível superior;

III – graduação em Fonoaudiologia;
IV – graduação em Pedagogia;
V

– licenciatura em diferentes áreas do conhecimento.

A inclusão de LIBRAS deve ocorrer em
(A) I, II e III, apenas.
(B) I, III e IV, apenas.
(C) II, IV e V, apenas.
(D) III, IV e V, apenas.
(E) I, II, III, IV e V.

40

Dependendo da filosofia adotada em instituições que
atendem surdos, os educandos são ou não incluídos na
comunidade surda. Nesse sentido, uma escola inclusiva
deve oferecer às crianças surdas
(A) ensino da Língua Portuguesa como L1 e da LIBRAS

como L2.

(B) instrutores ouvintes e professores de Língua Portuguesa.
(C) escolarização em turno diferenciado ao do atendimento

especializado feito em sala de recursos.

(D) atendimento em salas de recursos dentro do horário

educacional, com utilização de equipamentos e
tecnologias de informação.

(E) atendimento psicológico, fonoaudiológico e clínico.

41

Na maioria dos países, tende-se a trabalhar de forma
diferenciada na língua oral, considerando sua implicação
no processo educativo, com base no parecer de linguísticos
puros. Trata-se, nesse caso, de se respeitarem a autonomia
e as diferenças da língua oral e da língua de sinais,
estabelecendo-se um plano educativo que não afete a
experiência sociolinguística das crianças surdas. Assinale
a opção que contenha perspectivas filosóficas e
educacionais que correspondam a este enfoque.
(A) Comunicação total com utilização da técnica de

bimodalismo, estabelecendo um fluxo comunicativo
direto com o surdo, através da língua oral, da língua de
sinais e de vários recursos imagináveis.

(B) Comunicação total com utilização de técnica do

bimodalismo, objetivando o desenvolvimento do
biculturalismo.

(C) Comunicação total com a utilização da linguagem

pidgin, que envolve gestos, pantomimas e outros
recursos expressivos.

(D) Bilinguismo utilizando o bimodalismo, técnica que

alenta condições de interação fluente entre as
pessoas participantes da comunicação.

(E) Bilinguismo com a utilização do Português como L2 e a

LIBRAS como L1, em momentos e espaços distintos.

42

Como parâmetro da LIBRAS, as expressões faciais e
corporais são também chamadas de expressões não
manuais, como movimentos da face, da cabeça, do tronco
ou dos olhos. Esse parâmetro indica as construções
sintáxicas e a diferenciação de itens lexicais. Na língua
de sinais, essas expressões marcam as sentenças que
contêm
(A) pronomes pessoais e possessivos.
(B) pronomes demonstrativos e um classificador.
(C) tipos de frase e pontuação.
(D) numeração ordinal e pronomes possessivos.
(E) advérbio de tempo e de negação.

43

A LIBRAS é uma língua que se compara, em complexidade
e expressividade, a quaisquer línguas orais, com estrutura
gramatical própria. Ela difere das línguas orais no canal
comunicativo usado, que é a visão. Dentro da perspectiva
gramatical da LIBRAS, os advérbios de tempo podem
(A) ser substituídos por sinais específicos.
(B) ser usados somente no início das frases.
(C) ser usados no início ou final das frases.
(D) aparecer somente no final das frases.
(E) mostrar sintaxicamente o tempo verbal.

cesgranrio-2009-seduc-to-professor-i-instrutor-de-libras-prova.pdf-html.html

PROFESSOR INSTRUTOR DE LIBRAS

11

44

Pensa-se que a LIBRAS é formada apenas por alfabeto
manual, numerais e palavras, que são sinais soltos.
Estudos mostram que ela é composta por sinais
significativos dentro de um contexto, possuindo, como
componentes, os seguintes parâmetros:
(A) configuração de mãos, sinais icônicos, pantomimas,

gestos e orientação.

(B) ponto de articulação, orientação, datilologia, sinais

metódicos e movimentos.

(C) gesticulação concreta, configuração de mãos, orienta-

ção, movimento e expressão facial e corporal.

(D) movimento, expressão facial e corporal, orientação,

ponto de articulação e configuração de mãos.

(E) orientação espacial, alfabeto manual, ponto de articu-

lação, movimentos e configuração de mãos.

45

A língua de sinais facilita e propicia o desenvolvimento
linguístico e cognitivo da criança surda, auxiliando o
processo de aprendizagem de línguas orais, facilitando a
produção escrita e servindo de apoio para a leitura e
compreensão de textos. A língua de sinais deverá ser
ensinada às crianças surdas por
(A) professores ouvintes fluentes em LIBRAS.
(B) professores e instrutores ouvintes que tenham surdos

na família.

(C) professores ouvintes de LIBRAS com pós-graduação

em Linguística.

(D) instrutores surdos, professores surdos e família surda.
(E) instrutores surdos e professores graduados em Letras.

46

Sendo a LIBRAS uma língua com características próprias,
nela existem verbos direcionais, também denominados
(A) transitivos diretos.

(B) cíclicos.

(C) tensionais.

(D) intransitivos.

(E) com concordância.

47

A LIBRAS é considerada um língua porque apresenta
características próprias. Sua fonética tem como função
(A) descrever as propriedades físicas, articulatórias e as

perspectivas de configuração e orientação de mãos,
bem como movimento, locação e expressões cor-
poral e facial.

(B) imitar a configuração de mãos, locação, movimento,

expressões não manuais, segundo cada função na
língua.

(C) preocupar-se com a natureza da linguagem e da

comunicação entre os interlocutores, a fim de fornecer
subsídios para ampliar a comunicabilidade.

(D) explicar os problemas relativos à elaboração de uma

teoria da linguagem humana.

(E) estudar cientificamente as línguas naturais humanas,

estabelecendo critérios comparativos entre elas.

48

Existem várias maneiras de marcar o aspecto distributivo
dos verbos, dentre eles os aspectos:
(A) exaustivo; distributivo específico e não específico.
(B) incessante; ininterrupto e distributivo não específico.
(C) distributivo específico; distributivo não específico e

incessante.

(D) distributivo direcional; incessante e exaustivo.
(E) distributivo tensional; não específico e incessante.

49

Sobre a avaliação de textos escritos por alunos surdos,
o MEC salienta algumas recomendações expressas na
Portaria n

o

 1.679, de 02/12/1999 (Art. 2

o

, parágrafo único),

destinadas especialmente às instituições de ensino
superior que atendam a essa clientela. Nessa perspectiva,
analise os itens abaixo.

I

- Provas transcritas na versão LIBRAS/Português e

presença do intérprete de LIBRAS durante as aulas.

ll

- Materiais de informação aos professores para que

se esclareçam as especificidades linguísticas do
surdo e materiais pedagógicos especializados.

lII

- Flexibilidade na correção de provas escritas, valori-

zando o conteúdo semântico e provas transcritas em
Português/LIBRAS.

IV - Aprendizado da Língua Portuguesa na modalidade

escrita e flexibilidade na correção das provas,
valorizando o conteúdo semântico da sentença.

Está(ão) de acordo com as recomendações da Portaria
APENAS o(s) item(ns)
(A) II.

(B) IV.

(C) I e II.

(D) I e III.

(E) III e IV.

50

Segundo Capovilla (2008), na criança ouvinte, o desen-
volvimento do processo da leitura e da escrita apresenta
certa continuidade dentro de contextos comunicativos
básicos: a comunicação transitória consigo mesmo e com
os outros, e a comunicação perene na relação remota e
mediada (o escrever). Com isso, todo o seu processamento
linguístico pode concentrar-se na palavra falada de uma
língua. Assim, ao escrever, ela pode fazer o uso intuitivo e
fonológico das palavras para pensar e se comunicar.
Da criança surda espera-se um processo distinto, pois ela
pensa, se comunica e recebe os conceitos e as ideias em
língua de sinais. A quais aspectos a criança surda recorre
para o desenvolvimento da leitura e da escrita?
(A) Português sinalizado e propriedades visuais.
(B) Modalidade auditiva visual e fonoarticulatória.
(C) Processamento interno fonatório e propriedades

fonoarticulatórias.

(D) Propriedades fonológicas, fonoarticulatórias e visuais.
(E) Propriedades visuais e quiroarticulatórias, na forma de

sinalização interna.