Prova Concurso - Pedagogia - 2009-TJ-PA-ANALISTA-JUDICIARIO-PEDAGOGIA - FCC - TJ - 2009

Prova - Pedagogia - 2009-TJ-PA-ANALISTA-JUDICIARIO-PEDAGOGIA - FCC - TJ - 2009

Detalhes

Profissão: Pedagogia
Cargo: 2009-TJ-PA-ANALISTA-JUDICIARIO-PEDAGOGIA
Órgão: TJ
Banca: FCC
Ano: 2009
Nível: Superior

Downloads dos Arquivos

prova.pdf
gabarito.pdf

Provas relacionadas

PEDAGOGOUFPA2018
PEDAGOGOUNIFESSPA2018
PEDAGOGOEBSERH2018

Gabarito

fcc-2009-tj-pa-analista-judiciario-pedagogia-gabarito.pdf-html.html

Tribunal de Justiça do Estado do Pará 

 

Concurso Público 

 
Conh. Básicos/Conh. Específicos 
Cargo ou Opção: P - ANALISTA JUD - ÁREA/ESP PEDAGOGIA 
Tipo Gabarito: 1  

001 - C  
002 - D  
003 - A  
004 - B  
005 - E  
006 - D  
007 - B  
008 - C  
009 - A  
010 - E  

 

011 - C  
012 - B  
013 - A  
014 - E  
015 - D  
016 - C  
017 - B  
018 - C  
019 - D  
020 - A  

 

021 - B 

022 - E 

023 - C 
024 - D 
025 - B 
026 - A 
027 - E 
028 - A 
029 - B 
030 - C 

 

031 - B 
032 - B 
033 - A 
034 - C 
035 - D 
036 - E 
037 - A 
038 - E 
039 - C 
040 - D 

 

041 - C 
042 - A 
043 - A 
044 - B 
045 - E 
046 - E 
047 - B 
048 - D 
049 - A 
050 - C 

 

051 - B  
052 - A  
053 - E  
054 - C  
055 - D  
056 - B  
057 - A  
058 - B  
059 - E  
060 - C  

 

061 - D  
062 - A  
063 - E  
064 - A  
065 - C  
066 - E  
067 - C  
068 - D  
069 - A  
070 - B  

 

 
 

* Questões anuladas

Prova

fcc-2009-tj-pa-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

A

C D E

N do Caderno

o

N de Inscrição

o

ASSINATURA DO CANDIDATO

N do Documento

o

Nome do Candidato

Maio/2009

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ

Analista Judiciário

Área/Especialidade Pedagogia

Concurso Público para provimento de cargos de

Conhecimentos Básicos

Conhecimentos Específicos

P R O V A

INSTRUÇÕES

VOCÊ DEVE

ATENÇÃO

- Verifique se este caderno:

- corresponde a sua opção de cargo.

- contém 70 questões, numeradas de 1 a 70.

Caso contrário, reclame ao fiscal da sala um outro caderno.

Não serão aceitas reclamações posteriores.

- Para cada questão existe apenas UMA resposta certa.

- Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher a resposta certa.

- Essa resposta deve ser marcada na FOLHA DE RESPOSTAS que você recebeu.

- Procurar, na FOLHA DE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo.

- Verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que você escolheu.

- Marcar essa letra na FOLHA DE RESPOSTAS, conforme o exemplo:

- Marque as respostas primeiro a lápis e depois cubra com caneta esferográfica de tinta preta.

- Marque apenas uma letra para cada questão, mais de uma letra assinalada implicará anulação dessa questão.

- Responda a todas as questões.

- Não será permitida consulta de qualquer natureza ou espécie.

- Você terá 4 horas para responder a todas as questões e preencher a Folha de Respostas.

- Ao término da prova, chame o fiscal da sala para devolver este caderno e sua Folha de Respostas.

- Proibida a divulgação ou impressão parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados.

Caderno de Prova ’P’, Tipo 001

MODELO

0000000000000000

MODELO1

00001−0001−001

fcc-2009-tj-pa-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

2

TJUPA-Conhec.Básicos1

CONHECIMENTOS BÁSICOS 

Atenção:   As questões de números 1 a 10 baseiam-se no 

texto apresentado abaixo. 

Liberdade minha, liberdade tua

Uma professora do meu tempo de ensino médio, a 

propósito de qualquer ato de indisciplina ocorrido em suas 
aulas, invocava a sabedoria da frase “A liberdade de um termina 
onde começa a do outro”. Servia-se dessa velha máxima para 
nos lembrar limites de comportamento. Com o passar do tempo, 
esqueci-me de muita coisa da História que ela nos ensinava, 
mas jamais dessa frase, que naquela época me soava, ao 
mesmo tempo, justa e antipática. Adolescentes não costumam 
prezar limites, e a ideia de que a nossa (isto é, a minha...) 
liberdade termina em algum lugar me parecia inaceitável. Mas 
eu também me dava conta de que poderia invocar a mesma 
frase para defender aguerridamente o meu espaço, quando 
ameaçado pelo outro, e isso a tornava bastante justa... Por 
vezes invocamos a universalidade de um princípio por razões 
inteiramente egoístas. 

Confesso que continuo achando a frase algo 

perturbadora, provavelmente pelo pressuposto que ela encerra: 
o de que os espaços da liberdade individual estejam distribuídos 
e demarcados de forma inteiramente justa. Para dizer sem 
meias palavras: desconfio do postulado de que todos sejamos 
igualmente livres, ou de que todos dispomos dos mesmos 
meios para defender nossa liberdade. Ele parece traduzir muito 
mais a aspiração de um ideal do que as efetivas práticas 
sociais. O egoísmo do adolescente é um mal dessa idade ou, 
no fundo, subsiste como um atributo de todas?  

Acredito que uma das lutas mais ingentes da civili-

zação humana é a que se desenvolve, permanentemente, 
contra os impulsos do egoísmo humano. A lei da sobrevivência 
na selva – lei do instinto mais primitivo – tem voz forte e procura 
resistir aos dispositivos sociais que buscam controlá-la. 
Naquelas aulas de História, nossa professora, para controlar a 
energia desbordante dos jovens alunos, demarcava seu espaço 
de educadora e combatia a expansão do nosso território 
anárquico. Estava ministrando-nos na prática, ao lembrar os 
limites da liberdade, uma aula sobre o mais crucial desafio da 
civilização.  

(Valdeci Aguirra, 

inédito)

1. 

A frase invocada nas aulas de História constitui o centro 
das presentes reflexões do autor do texto, que a explora, 
fundamentalmente, como expressão  

(A)  das atribulações que todo professor bem intencio-

nado precisa enfrentar, diante de jovens rebeldes e 
problemáticos. 

(B)  dos impasses que a civilização provoca, ao pre-

tender conciliar a fragilidade dos instintos e o senti-
mento da liberdade.  

(C)  da histórica batalha que se trava entre os nossos 

impulsos mais primitivos e a necessária estruturação 
da ordem social.  

(D)  da dificuldade que aflige os adolescentes, quando 

tentam justificar seu egoísmo alegando os mais 
nobres princípios.  

(E)  da ambiguidade medular dos processos históricos, 

representada na indecisão entre a escolha da 
liberdade ou da justiça. 

2. 

Considerando-se o sentido geral e conclusivo do texto, o 
título

Liberdade minhaliberdade tua tem significação 

equivalente à da seguinte formulação: 

(A)  Minha liberdade nada tem a ver com a tua.  

(B)  A tua e a minha liberdade são essencialmente a 

mesma. 

(C)  Tua liberdade acaba por eliminar a minha. 

(D)  A minha e a tua liberdade devem conciliar-se. 

(E)  Nossas liberdades exercem-se paralelamente. 

_________________________________________________________ 

3. 

Atente para as afirmações abaixo. 

I

.  No primeiro parágrafo, a última frase expressa uma 

verdade geral que se depreendeu da análise de 
uma situação particular. 

II

.  No segundo parágrafo, a perturbação confessada 

pelo autor do texto advém do reconhecimento de 
que todos os adolescentes são egoístas.  

III

.  No terceiro parágrafo, a lei do mais forte é invocada 

para explicar por que idealizamos os nossos mais 
primitivos instintos.  

Em relação ao texto, está correto APENAS o que se 
afirma em 

(A)

I

.

(B)

II

.

(C)

III

.

(D)

I

 e 

II

.

(E)

II

 e 

III

.

_________________________________________________________ 

4. 

Os dois casos de emprego de reticências, no primeiro 
parágrafo, têm em comum o fato de servirem a um 
enunciado 

(A)  independente e sem consecução lógica.  
(B)  cuja intenção é expressar uma ironia. 
(C)  que ratifica a afirmação imediatamente anterior. 
(D)  sem conexão lógica com a afirmação anterior. 
(E)  que conclui a lógica da argumentação em curso.  

_________________________________________________________ 

5. 

Considerando-se o contexto, a alternativa em que NÃO se 
traduz com equivalência de sentido uma expressão do 
texto é: 

(A)

Servia-se dessa velha máxima (1

o

 parágrafo) 

=

recorria a esse antigo adágio. 

(B)

para defender aguerridamente (1

o

 parágrafo) 

= a fim 

de resguardar com denodo. 

(C)

desconfio do postulado (2

o

 parágrafo) 

= suspeito da 

premissa. 

(D)

subsiste como um atributo (2

o

 parágrafo) 

= rema-

nesce como uma característica. 

(E)

resistir aos dispositivos sociais (3

o

 parágrafo) 

=

sublevar as imposturas da sociedade. 

_________________________________________________________ 

6. 

Está clara e correta esta nova redação de uma frase do 
texto: 

(A)  Ela atribuía o sentido da velha frase ao propósito de 

refrear nossos atos de fraglante indisciplina.  

(B)  Ao ouvir aquela frase, que nunca mais me esqueci, 

soava-me a um só tempo tão justa quanto antipática. 

(C)  O que essa frase me causa espécie está na 

pressuposição de haver nela uma justa distribuição 
dos espaços de liberdade.  

(D)  Afirmo, sem tergiversar: custa-me crer que dispo-

nhamos todos dos mesmos meios para preservar 
nossa liberdade. 

(E)  Com vistas ao controle de nossos ímpetos, ela se 

propunha debelar-se contra o nosso insipiente 
anarquismo. 

Caderno de Prova ’P’, Tipo 001

fcc-2009-tj-pa-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

TJUPA-Conhec.Básicos1

3

7. 

No contexto, estabelecem entre si uma oposição de 
sentido os seguintes segmentos: 

(A)

prezar limites e demarcava seu espaço.

(B)

aspiração de um ideal e efetivas práticas sociais.

(C)

energia desbordante e expansão do nosso território 
anárquico.

(D)

não costumam prezar limites e território anárquico.

(E)

limites da liberdade e crucial desafio da civilização.

_________________________________________________________ 

8. 

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no 
plural para preencher corretamente a lacuna da frase: 

(A) ...... 

(costumar) seguir os nossos atos de indis-

ciplina a invocação das sábias palavras daquela 
velha frase. 

(B)  Entre os adolescentes não ...... (ser) de hábito 

respeitar os limites da liberdade individual. 

(C)  A ninguém da classe ...... (deixar) de tocar, naquela 

época, seus alertas contra o nosso anarquismo. 

(D)  Nas aulas em que ...... (caber) invocá-las, a 

professora repetia as palavras daquele velho ditado.  

(E)  Um desafio que aos homens sempre se ...... 

(impor), em razão dos seus impulsos egoístas, está 
em respeitar o espaço alheio. 

_________________________________________________________ 

9. É 

preciso 

corrigir, por incoerente, a redação da seguinte 

frase:

(A)  A menos que se considere a realidade prática, nos 

ideais buscamos projetar os valores que a 
aperfeiçoariam. 

(B)  Aquela frase sempre me pareceu perturbadora, 

conquanto tenham variado as razões para assim 
considerá-la. 

(C)  Ainda que se considerem naturais certos impulsos 

egoístas, há que combatê-los e tentar superá-los. 

(D)  Malgrado a tendência anárquica dos jovens, muitos 

se mostram receptivos à máxima que postula limites 
para a liberdade. 

(E)  A par das lições de História, a professora nos 

ministrava as de conduta, que acabaram por se 
revelar as mais duradouras.  

_________________________________________________________ 

10.  Atente para as frases abaixo. 

I

.  Todos queremos defender nossa liberdade, tornar-

lhe imune a qualquer restrição, proclamar-lhe aos 
quatro ventos. 

 II

.  Sim, o egoísmo é uma inclinação natural, mas 

acatar-lhe é curvar-se a um instinto primitivo; 
cumpre, a todo custo, restringi-lo a violência. 

III

.  As palavras daquela frase ressoaram fortemente 

em nossa consciência arrogante, abalaram-na, 
retiraram-lhe o falso triunfalismo. 

Está plenamente adequado o emprego de pronomes em 

(A)

I

,

II

 e 

III

.

(B)

I

 e 

II

, apenas. 

(C)

II

 e 

III

, apenas. 

(D)

I

 e 

III

, apenas. 

(E)

III

, apenas. 

Atenção:   As questões de números 11 a 16 baseiam-se no 

texto apresentado abaixo. 

Legalidade e legitimidade 

legalidade funda-se em um forte conceito ético, que 

é a legitimidade. O poder que impõe a legalidade deve ser um 

poder legítimo. Modernamente, não se aceita mais a legalidade 

como conceito meramente formal. Para que a limitação à esfera 

individual seja válida, deve ser o poder que a impõe legítimo. 

Os estados de regimes políticos autoritários possuem 

uma esfera de poder hipertrofiada em relação ao direito. Com 

isso, a legitimidade do poder torna-se questionável. As 

limitações impostas à liberdade, por conseguinte, não seriam 

éticas, legítimas, e, portanto, o direito fundamental estaria 

sendo desrespeitado. O legalismo cego e formal pode tornar-se 

arma para referendar abuso de poder e restrição ilegítima às 

liberdades individuais. Percebe-se, então, que, a despeito de 

ser atualmente o direito fundamental de liberdade assegurado 

em documentos legais ao redor do mundo, existe uma 

conotação ética que lhe serve de razão última e principal. 

A restrição à liberdade pela legalidade deve ser 

formalmente e materialmente válida: formalmente, quanto às 

regras preestabelecidas de formação, limites e conteúdo da lei; 

materialmente, quanto à legitimidade tanto das regras 

preestabelecidas quanto do poder que impõe as leis e que se 

encarrega de garantir seu cumprimento. 

O conteúdo das leis é também fonte de considerações 

éticas. Pode uma lei ser formalmente válida e emanada de 

poder legítimo, e mesmo assim ser  moralmente considerada 

inválida, enquanto limitadora do conteúdo das liberdades. Daí 

concluir-se que a legitimidade do poder não é suficiente para 

que a legalidade seja legítima; é necessário também que o 

conteúdo das leis seja expressão da soberania popular. 

(Adaptado de Marco Aurélio Alves Adão, Procurador da Repúbli-
ca. http://jus2.uol.com.dr/doutrina/texto.asp?id=19) 

11.  Depreende-se da leitura do texto que a legalidade e a 

legitimidade  

(A)  derivam de um mesma fonte ética, razão pela qual é 

difícil distingui-las. 

(B)  estabelecem entre si, na ordem dada, uma relação 

de causa e efeito. 

(C)  devem articular-se de modo que a segunda embase 

a primeira. 

(D)  estabelecem entre si uma relação hipotética e 

meramente formal.  

(E)  devem articular-se para estabelecer um forte 

conceito ético. 

Caderno de Prova ’P’, Tipo 001

fcc-2009-tj-pa-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

4

TJUPA-Conhec.Básicos1

12. 

Os estados de regimes políticos autoritários possuem uma 
esfera de poder hipertrofiada em relação ao direito. 

Na frase acima (2

o

 parágrafo), afirma-se que 

(A)  a identificação de um estado autoritário se 

estabelece quando a hipertrofia da esfera da política 
implica a hipertrofia do campo do direito.  

(B)  a esfera do direito, nos regimes políticos autoritários, 

resulta atrofiada em relação à do poder do estado. 

(C)  a esfera do direito, nos regimes políticos autoritários, 

é parte da  atrofia da esfera do poder estatal. 

(D)  o poder abusivo do estado é a razão pela qual o 

direito é excluído dos regimes políticos autoritários. 

(E)  o autoritarismo próprio dos estados hipertrofia o 

poder político em face da esfera do direito. 

_________________________________________________________ 

13.  Atente para as afirmações abaixo. 

I

.  O legalismo, tomado em sentido estrito e pura-

mente formal, pode vir a ser um dispositivo nocivo, 
inteiramente alheio aos princípios éticos. 

II

.  É inadmissível que ocorram na esfera do direito, 

qualquer que seja a circunstância, restrições às 
liberdades individuais. 

III

.  A legitimidade do poder é uma condição necessária 

e bastante para tornar o conteúdo das leis uma 
expressão da vontade popular.  

Em relação ao texto, está correto APENAS o que se 
afirma em 

(A)

I

.

(B)

II

.

(C)

III

.

(D)

I

 e 

II

.

(E)

II

 e 

III

.

_________________________________________________________ 

14.  Está correta a seguinte observação sobre uma passagem 

do texto: 

(A) Em 

Para que a limitação à esfera individual seja 

válida (1

o

 parágrafo), expressa-se a causa de uma 

consequência desejável. 

(B)

Em deve ser o poder que a impõe legítimo
(1

o

 parágrafo), o termo sublinhado pode ser substi-

tuído por 

legitimamente.

(C) Em 

As limitações impostas à liberdade, por 

conseguinte, não seriam éticas (2

o

 parágrafo),  a 

expressão sublinhada indica uma premissa. 

(D) Em 

A restrição à liberdade pela legalidade deve ser 

formalmente e materialmente válida (3

o

 parágrafo), o 

termo sublinhado qualifica 

liberdade.

(E) Em 

e mesmo assim ser moralmente considerada 

inválida  (4

o

 parágrafo), o elemento sublinhado pode 

ser substituído por 

e não obstante isso.

_________________________________________________________ 

15.  O desenvolvimento do terceiro parágrafo se dá de modo a 

enfatizar 

(A)  o aspecto formalmente válido da restrição à 

liberdade. 

(B)  o aspecto materialmente válido da restrição à 

liberdade. 

(C)  a independência entre o aspecto formal e o material. 

(D)  a equivalência de importância entre o aspecto formal 

e o material. 

(E)  a subordinação do aspecto material ao aspecto 

formal. 

16.  Está plenamente adequada a pontuação da frase: 

(A)  Torna-se questionável, a legitimidade do poder, 

quando ocorre uma hipertrofia: da esfera política em 
relação à do direito. 

(B)  Não são éticas as limitações impostas à liberdade, 

quando, desrespeitado o direito fundamental, pela 
ação abusiva e autoritária do estado. 

(C)  Pode o legalismo abstruso e formal tornar-se, 

eventualmente, uma arma, servindo de referendo 
para o abuso de poder ou para indevidas restrições. 

(D) Uma lei poderá ser, formalmente, mas não 

moralmente válida, no caso de vir a limitar em 
essência, o conteúdo da liberdade. 

(E)  No caso de o conteúdo das leis, não expressar a 

soberania popular estará prejudicada a legitimidade 
do poder. 

_________________________________________________________ 

Atenção:   As questões de números 17 a 20 baseiam-se no 

texto apresentado abaixo. 

Acerca de Montaigne 

Montaigne, o influente filósofo francês do século 

XVI

,

foi um conservador, mas nada teve de rígido ou estreito, muito 

menos de dogmático. Por temperamento, foi bem o contrário de 

um revolucionário; certamente faltaram-lhe a fé e a energia de 

um homem de ação, o idealismo ardente e a vontade. Seu 

conservadorismo aproxima-se, sob certos aspectos, do que no 

século 

XIX

 viria a ser chamado de liberalismo.  

Na concepção política de Montaigne, o indivíduo deve 

ser deixado livre dentro do quadro das leis, e a autoridade do 

Estado deve ser a mais leve possível. Para o filósofo, o melhor 

governo será o que menos se fizer sentir; assegurará a ordem 

pública sem invadir a vida privada e sem pretender orientar os 

espíritos. Montaigne não escolheu as instituições sob as quais 

viveu, mas resolveu respeitá-las, a elas obedecendo fielmente, 

como achava correto num bom cidadão e súdito leal. Que não 

lhe pedissem mais do que o exigido pelo equilíbrio da razão e 

pela clareza da consciência. 

(Adaptado da introdução aos Ensaios, de Montaigne. Trad. 
de Sergio Milliet. S. Paulo: Abril, Os Pensadores, 1972.) 

17.  Há no primeiro parágrafo afirmações que induzem o leitor 

a identificar: 

I

.  um conservador típico como alguém rígido, limitado 

e dogmático. 

II

.  um revolucionário como alguém ativo, idealista, 

dotado de fé, energia e vontade. 

III

.  um conservador do século 

XVI

 com um liberal do 

século 

XIX

.

Completa corretamente o enunciado desta questão o que 
está em 

(A)

I

,

II

 e 

III

.

(B)

I

 e 

II

, apenas. 

(C)

II

 e 

III

, apenas. 

(D)

I

 e 

III

, apenas. 

(E)

II

, apenas. 

Caderno de Prova ’P’, Tipo 001

fcc-2009-tj-pa-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

TJUPA-Conhec.Básicos1

5

18.  Na concepção política de Montaigne, 

(A)  o governo, em sua disposição liberal, deve atuar 

como uma espécie de mentor ideológico da esfera 
individual. 

(B)  o Estado, como instituição pública, deve adequar-se 

ao papel que lhe atribui a vontade soberana da 
população. 

(C)  as leis que emanam do Estado devem ser 

respeitadas pelos cidadãos, em cuja vida privada ele 
evitará interferir.  

(D)  os bons e leais cidadãos devem obediência às 

instituições, ainda que com sacrifício dos ditames da 
consciência e da racionalidade. 

(E)  a ausência do Estado se justifica quando os ideais 

da vida privada são por si mesmos capazes de 
orientar a instância pública. 

_________________________________________________________ 

19.  Está clara e correta a redação do seguinte comentário 

sobre o texto: 

(A)  Como sugere o autor do texto, encontra-se em 

Montaigne raízes de um pensamento liberal, vindo a 
se constituir propriamente no século 

XIX

.

(B)  Ainda quando não admitisse interferência do Estado 

na vida privada, de modo algo paradoxal, Montaigne 
obedecia lealmente a essas leis. 

(C)  Se Montaigne não foi responsável pelas instituições 

vijentes, por outro lado também as acatava, como 
súdito bom e fiel que prezava ser. 

(D)  O aspecto liberal do pensamento de Montaigne 

revela-se, sobretudo, quando defende a esfera 
individual e os valores da vida privada. 

(E) Montaigne pronuncia-se contra as restrições, 

quando as mesmas ocorrem na vida privada, com 
exigências contrárias à razão de sua consciência. 

_________________________________________________________ 

20.  Quando o autor afirma que Montaigne 

foi bem o contrário 

de um revolucionário, está buscando destacar 

(A)  o individualismo que norteou sua conduta e seu 

pensamento político. 

(B)  o conservadorismo e o anacronismo do pensamento 

do filósofo. 

(C)  a influência que o filósofo exerceu sobre as 

instituições da época.  

(D)  a franca insurgência do pensador contra as 

tendências libertárias da época. 

(E)  a contribuição do pensador como um entusiasta da 

soberania do Estado. 

Atenção:   As questões de números 21 a 25 referem-se ao 

Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado 
do Pará. 

21.  A respeito das eleições, é correto afirmar: 

(A)  o Presidente, o Vice-Presidente, os Corregedores de 

Justiça e os membros do Conselho da Magistratura 
serão eleitos para mandato de dois anos, permitida a 
reeleição para mais um período. 

(B)  na elaboração da lista de advogados para integrar o 

Tribunal Regional Eleitoral, cada Desembargador 
votará em seis nomes, considerando-se eleitos os 
que tiverem obtido a maioria absoluta de votos dos 
presentes. 

(C)  o Desembargador eleito para o cargo de direção no 

Tribunal de Justiça ou para o Tribunal Regional 
Eleitoral, como membro efetivo, não perderá, ao ser 
empossado, a titularidade de outra função eletiva. 

(D)  os Desembargadores que estiverem no efetivo 

exercício de cargo de direção no Tribunal de Justiça 
podem ser eleitos, em sessão do Tribunal Pleno, 
para integrar o Tribunal Regional Eleitoral. 

(E)  considerar-se-á eleito Presidente, Vice-Presidente, 

Corregedor de Justiça e o membro do Conselho da 
Magistratura, o Desembargador que, no respectivo 
escrutínio, obtiver a maioria simples dos votos dos 
presentes. 

_________________________________________________________ 

22.  Do funcionamento do Tribunal, é INCORRETO afirmar: 

(A)  O Tribunal Pleno, tanto nas reuniões ordinárias co-

mo extraordinárias, será presidido pelo Presidente 
do Tribunal. 

(B)  O Tribunal Pleno funcionará com dois terços de seus 

membros, ou com a maioria absoluta, conforme o 
caso, sendo substituídos os Desembargadores, im-
pedidos ou licenciados. 

(C)  O Tribunal Pleno realizará quatro sessões ordinárias 

por mês, apreciando tanto as questões adminis-
trativas quanto os julgamentos. 

(D)  Em caso de férias de membros das Câmaras, com-

porá automaticamente o quorum, observada sempre 
que possível a ordem decrescente de antiguidade, 
nas Câmaras Cíveis Reunidas, os membros das 
Câmaras Criminais Reunidas. 

(E)  O Conselho da Magistratura será presidido pelo 

Vice-Presidente do Tribunal. 

_________________________________________________________ 

23.  Ao Conselho da Magistratura, dentre outras atribuições, 

compete 

(A)  opinar, no que couber, sobre pedidos de renovação, 

permutas, férias e licenças dos Juízes de Direito. 

(B)  apreciar os relatórios dos Juízes de Direito. 

(C)  determinar correições extraordinárias, gerais ou par-

ciais. 

(D)  processar e julgar as suspeições opostas a Juízes 

Cíveis e Criminais, quando não reconhecidas. 

(E)  suspender a execução de liminar concedida pelos 

Juízes de primeiro grau em ação civil pública. 

Caderno de Prova ’P’, Tipo 001

fcc-2009-tj-pa-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

6

TJUPA-Conhec.Básicos1

24.  Haverá revisão, dentre outros processos, 

(A)  nas apelações em processos de rito sumário. 

(B)  nas apelações em processos de despejo. 

(C)  nos recursos em sentido estrito. 

(D) nas 

revisões 

criminais. 

(E)  nos agravos de instrumento. 

_________________________________________________________ 

25.  Os advogados dos recorrentes poderão proferir sustenta-

ção oral, dentre outros processos, nos 

(A) reexames 

necessários. 

(B) embargos 

infringentes. 

(C) agravos 

regimentais. 

(D) agravos 

de 

instrumento. 

(E)  conflitos de competência. 

_________________________________________________________ 

Atenção:   As questões de números 26 a 30 referem-se ao 

Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos 
Civis 

− Lei n

o

 5.810/94. 

26.  Deoclécio, servidor público do Tribunal de Justiça do Pará 

aposentado por invalidez, retornou à atividade porque uma 
junta médica oficial declarou insubsistente os motivos da 
sua aposentadoria. Neste caso, ocorreu a 

(A) reversão. 

(B) reintegração 

(C) redistribuição. 

(D) aproveitamento 

(E) readaptação. 

_________________________________________________________ 

27.  NÃO se considera como de efetivo exercício, para todos 

os fins, o afastamento decorrente de 

(A)  licença por motivo de doença em pessoa da família. 

(B)  casamento, até no máximo oito dias. 

(C) férias. 

(D)  desempenho de mandato classista. 

(E)  faltas abonadas, até no máximo de cinco ao mês. 

_________________________________________________________ 

28.  A critério da administração, poderá ser concedida ao ser-

vidor estável, licença para o trato de assuntos particulares, 
pelo prazo de até 

(A)  dois anos consecutivos, sem remuneração, podendo 

a licença ser interrompida a qualquer tempo a 
pedido do servidor ou no interesse do serviço. 

(B)  um ano consecutivo, sem remuneração, podendo a 

licença ser interrompida a qualquer tempo a pedido 
do servidor ou no interesse do serviço. 

(C)  dois anos consecutivos, com remuneração, podendo 

a licença ser interrompida a qualquer tempo a 
pedido do servidor ou no interesse do serviço. 

(D)  um ano consecutivo, com remuneração, podendo a 

licença ser interrompida a qualquer tempo a pedido 
do servidor ou no interesse do serviço. 

(E)  seis meses consecutivos, com remuneração, sendo 

vedada a concessão de nova licença antes de 
decorrido três meses do término da anterior. 

29.  Considere as assertivas abaixo a respeito da ajuda de 

custo. 

I

.  Não será concedida ajuda de custo ao servidor que 

afastar-se do cargo ou reassumi-lo em virtude do 
exercício ou término de mandato eletivo. 

II

.  Não será concedida ajuda de custo ao servidor que 

for colocado à disposição de outro Poder, ou esfera 
de Governo. 

III

.  À família do servidor que falecer na nova sede, 

serão assegurados ajuda de custo para a localida-
de de origem, dentro do prazo de seis meses, 
contado do óbito. 

IV

.  Caberá ajuda de custo ao servidor designado para 

serviço ou estudo no exterior, a qual será arbitrada 
pela autoridade que efetuar a designação. 

É correto o que se afirma APENAS em 

(A)

I

 e 

III

.

(B)

I

,

II

 e 

IV

.

(C)

I

 e 

IV

.

(D)

II

 e 

IV

.

(E)

II

 e 

III

.

_________________________________________________________ 

30.  Jânia, funcionária pública efetiva do Tribunal de Justiça do 

Estado do Pará, logrou proveito de outrem, valendo-se do 
cargo, em detrimento da dignidade da função pública. Ela 
foi demitida. Neste caso, a demissão de Jânia 

(A)  incompatibiliza Jânia para nova investidura em cargo 

público estadual, pelo prazo de nove anos. 

(B)  não incompatibiliza a servidora para nova inves-

tidura em cargo público estadual. 

(C)  incompatibiliza a servidora para nova investidura em 

cargo público estadual, pelo prazo de cinco anos. 

(D)  incompatibiliza Jânia  para nova investidura em 

cargo público estadual, pelo prazo de três anos. 

(E)  incompatibiliza Jânia para nova investidura em cargo 

público estadual, pelo prazo de dez anos. 

Caderno de Prova ’P’, Tipo 001

fcc-2009-tj-pa-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

TJUPA-Anal.Jud-Pedagogia-P

7

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 

31. 

A escola vai tratar a todos por igual. Entretanto, eles não são iguais. Em função disso, para uns tanto será suficiente aquilo que a 

escola lhes dá; para outros não. Uns triunfarão, outros irão fracassar.

Nessa concepção de educação, a função social da escola tem sido a de 

(A)  superar as discriminações existentes na sociedade. 
(B)  manter a estrutura social e suas desigualdades. 
(C)  respeitar a diversidade cultural dos alunos. 
(D)  promover a igualdade social dos alunos. 
(E)  desenvolver as habilidades dos alunos conforme sua aptidão. 

32. 

Quando as crianças das classes populares entram na escola, não deixam apenas as chinelas na porta da entrada, deixam 

também tudo o que sabem sobre o mundo e sobre si mesmas; deixam até sua capacidade de usar a linguagem oral para se 

comunicar [...] Como pode aprender quem é desacreditado na sua capacidade de aprender? Como pode avançar na aquisição 

de novos conhecimentos quem é avaliado como nada sabendo? 

Numa concepção crítica de educação, acolher os alunos que chegam à escola é 

(A)  desenvolver sua habilidade de pensar. 
(B)  apreendê-los como sujeitos socioculturais. 
(C)  considerá-los de forma diferenciada, respeitando os seus ritmos. 
(D)  percebê-los como pessoas dotadas de capacidades diferenciadas. 
(E) investir nas suas inteligências emocionais diferenciadas. 

33. 

Uma proposta pedagógica expressa sempre os valores e concepções que a constituem, e precisa estar intimamente ligada à 

realidade a que se dirige, explicitando seus objetivos de pensar criticamente essa realidade, enfrentando seus mais agudos 

problemas.

Na concepção de educação que a autora defende, uma proposta pedagógica precisa ser 

(A)  elaborada com a participação efetiva de todos os sujeitos envolvidos, como crianças e adolescentes, famílias, comunidade 

e profissionais. 

(B)  organizada pela equipe técnica pedagógica da escola e aprovada pelo conjunto dos professores. 

(C)  realizada pelos professores de cada área do conhecimento e compatibilizada pela coordenação pedagógica da escola.  

(D)  estruturada pela equipe interdisciplinar da escola e aprovada pela Secretaria de Educação, obedecidas as normas 

estipuladas. 

(E)  preparada de acordo com os parâmetros curriculares estabelecidos pela equipe pedagógica de cada escola. 

34. 

Vamos supor a existência de um grupo social onde, por alguma razão, nunca tenham sido vistos aviões. Se a um indivíduo 

desse grupo cultural for mostrado, pela primeira vez, um avião, ele não terá condições de interpretá-lo como tal; não disporá da

representação simbólica, do instrumental psicológico que permita a compreensão desse objeto.

Para Vygotsky, isso acontece porque é a partir da 

(A)  interação entre duas realidades previamente separadas: o sujeito e a realidade que se pode compreender a construção do 

conhecimento do ponto de vista epistemológico. 

(B)  construção do conhecimento, dada pela ação do sujeito, numa interação com o objeto do conhecimento, que se dá a 

organização da matriz cognitiva do indivíduo reflexivo. 

(C)  experiência com o mundo objetivo e do contato com as formas culturalmente determinadas de organização do real que os 

indivíduos vão construir seu sistema de signos. 

(D)  construção do real, por meio do método clínico, que se consegue conhecer o desenvolvimento das formas de interação do 

sujeito com a realidade. 

(E)  concepção de que o sujeito se constitui na interação com o objeto, pois é a própria interação que permite a construção do 

sujeito e do objeto, e através do qual se dá a construção do conhecimento. 

35. 

O único bom ensino é o que se adianta ao desenvolvimento.

(Vygotsky)

De acordo com essa concepção de ensino, o educador não deve levar em conta, como ponto de partida para a ação 
pedagógica, apenas o que o aluno já conhece, mas principalmente, 

(A)  os erros que superou. 
(B)  o seu desenvolvimento afetivo. 
(C)  o seu estágio de desenvolvimento. 
(D)  as suas potencialidades cognitivas. 
(E)  os seus componentes de motivação para aquisição da aprendizagem. 

Caderno de Prova ’P’, Tipo 001

fcc-2009-tj-pa-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

8

TJUPA-Anal.Jud-Pedagogia-P

36. 

Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.

Nessa relação professor-aluno 

(A)  a co-responsabilidade do aluno pelo processo de desenvolvimento cognitivo é imprescindível. 
(B)  a interação se dá entre iguais, num processo de construção diária de conhecimento. 
(C)  a totalidade do conhecimento não é apreendida, pois não há assimilação deste pelo aluno. 
(D)  o desenvolvimento intelectual se dá por meio das funções psicológicas culturalmente desenvolvidas. 
(E)  o ensino e a aprendizagem são um mesmo ato e processo político de formação e de transformação. 

37. 

Muitas crianças, para não correrem o risco de serem criticadas por falar “errado”, preferem calar a boca e reduzir o que tiverem

de escrever ao mínimo possível, para não se expor às observações do tipo “pobreza de vocabulário”, “falta de sentido" ou “erro 

ortográfico”. 

Quando a criança demonstra não saber exprimir o que deseja, quando não consegue entender direito as explicações da 
professora, nem consegue fixar instruções um pouco longas, muitas vezes a dificuldade é 

(A)  entendida como tendo origem na criança e que ela deve ser corrigida. 
(B)  resultado de falta de maturidade para esta criança entrar na escola. 
(C)  consequência da falta de acompanhamento da família na vida escolar da criança. 
(D)  questão de metodologia inadequada às crianças com dificuldade de aprendizagem. 
(E)  desconhecimento, por parte do professor, de psicologia do desenvolvimento. 

38. 

É impossível educar nas escolas quando os pais de nossas alunas são eles próprios mal educados; por conseguinte, qualquer 

tentativa nossa para educar estas crianças as poriam em atrito com os pais e parentes, e, por meio destes, conosco educadores. 

No meu tempo ensinavam isto no 2

o

 ano (...) No primeiro ano eu já sabia isso. E com toda sua lógica, os pais  vão deduzindo: a 

escola de hoje não ensina nada. 

Hoje, o conflito escola-família exige a compreensão de que, em geral, os problemas e dificuldades vivenciados correspondem à 

(A)  pouca importância que as famílias dão à educação de seus filhos. 
(B)  falta de instrução dos pais e ausência de educação que dão a seus filhos. 
(C)  formação precária dos professores e, consequentemente, um ensino de baixa qualidade. 
(D)  falta de competência dos órgão públicos ao formular as políticas educacionais. 
(E) fenômenos 

sociais 

que não podem ser revertidos por práticas individuais e de curto prazo. 

39. 

Nas escolas públicas de sociedades como a nossa, por vezes,  o ensino está direcionado para o aluno dito normal, que tem o 

perfil psicológico e cultural da criança de classe média; e o aparelho escolar tende, em consequência, a fixar o desempenho do 

filho das classes trabalhadoras manuais como patológico, aberrante ou desviante (...) O professorado, oriundo maciçamente da 

classe média, gostaria de ver o seu modo de ser espelhado no comportamento escolar dos alunos egressos das classes 

trabalhadoras. 

Um projeto pedagógico que leva em conta a diversidade cultural precisa 

(A)  socializar todos os conhecimentos historicamente construídos pela humanidade. 

(B)  perceber a família como também responsável pela aprendizagem cognitiva de seus filhos. 

(C)  ter sensibilidade para descobrir o código do outro antes de imediatamente catalogá-lo dentro de determinadas categorias. 

(D)  diagnosticar os processos de alienação das classes populares, para assim planejar atividades que reorganizem a forma 

deles pensarem. 

(E)  fornecer conhecimentos significativos para que as classes populares tenham o direito de reelaborar o pensamento 

espontaneísta existente. 

40. 

No muro de uma escola pública que dava para a rua, havia um pedaço que estava com marcas de terra. Ao se indagar sobre o 

porquê daquilo, os alunos contaram que aquele era o lugar por onde eles pulavam, nos finais de semana, para jogar futebol na 

quadra. Este era um fato conhecido por todos 

 professores, alunos e pais 

, mas a proibição de entrar na escola era mantida e 

sistematicamente transgredida. No caso de se fazer valer a proibição, seria necessário adotar medidas de controle e punição. 

Não era o que ocorria. Simplesmente era proibido, mas nada acontecia se houvesse transgressão. 

A situação descrita permite afirmar que o que se aprende na escola não se reduz aos conteúdos programáticos organizados no 
currículo, mas também a 

(A)  conhecimentos da atualidade, pela vivência dos professores. 
(B)  comportamentos que atingem os objetivos pretendidos. 
(C)  saberes práticos que levam os alunos à desobediência. 
(D)  atitudes, valores, sentimentos na vivência das relações interpessoais. 
(E) habilidades 

como 

aprender a aprender e aprender a fazer.

Caderno de Prova ’P’, Tipo 001

fcc-2009-tj-pa-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

TJUPA-Anal.Jud-Pedagogia-P

9

41. 

Só porque eu sou preta eles falam que eu não tomo banho. Ficam me xingando de preta cor de carvão. Ela me xingou de preta 

fedida. Eu contei para a professora e ela não fez nada.

Nessa situação, a escola reforça 

(A)  as diferentes dificuldades a serem enfrentadas pelo aluno na vida. 

(B)  os programas voltados à interação social dos alunos discriminados. 

(C)  não apenas o currículo explicito, mas também o currículo oculto. 

(D)  não apenas o preconceito racial, mas também prepara os alunos afetivamente para a vida. 

(E)  os conteúdos voltados para a auto-imagem positiva de seus alunos. 

Atenção:    As questões de números 42 e 43 estão baseadas no texto abaixo. 

Por que limitar-se a transmitir conhecimentos se os estudantes dispõem para isto, além da imprensa escrita, inventada há mais 

de 500 anos, outros meios de acesso às informações? Por que não privilegiar discussões em torno de temáticas levantadas junto aos 

alunos? Por que não prestigiar a aquisição de mentes criativas e inquiridoras, através de debates, de resoluções de problemas 

extraídos da própria realidade sociocultural? 

42.  Uma metodologia do ensino baseada na problematização 

(A)  possibilita aos alunos perceberem-se como seres inseridos no mundo e, consequentemente, se sentirão estimulados a res-

ponder a novos desafios. 

(B)  desenvolve os quatro pilares da educação básica: aprender a ser, aprender a aprender, aprender a ter e aprender a fazer. 

(C)  permite o desenvolvimento intelectual do aluno de acordo com seu desenvolvimento psicológico. 

(D)  pode gerar situações de conflito e, portanto, de angústia para a criança e para o adolescente, sempre que não acertar as 

respostas de um exercício. 

(E)  dificulta o aprendizado de conteúdos voltados à preparação do aluno para a vida profissional. 

43.  Na problematização, a relação ação-reflexão-ação é o eixo básico de orientação do processo. Apoiada nos fundamentos da 

pedagogia crítica, a problematização tem por meta fundamental 

(A)  o desenvolvimento da consciência crítica. 

(B)  a resolução de problemas. 

(C)  a assimilação lúdica de conhecimentos. 

(D)  a aquisição de conceitos abstratos. 

(E)  a aprendizagem mais rápida de competências. 

44. 

A avaliação está-se tornando o centro da aula, em torno da qual tudo gira (...) A avaliação faz parte do processo pedagógico, 

mas não podemos fazer o caminho inverso 

 ter a crença de que mudando o processo de avaliação, exclusivamente, melhora-

se a qualidade da educação. 

Para se alterar esse processo educacional visando à qualidade do ensino é necessário 

(A)  instrumentalizar os professores para que estes possam elaborar instrumentos mais eficazes para o processo de avaliação 

permanente. 

(B)  centralizar a ação nos processos de produção de conhecimento e de ensino-aprendizagem que envolvem pesquisas e a 

relação professor-aluno. 

(C)  repensar as várias formas de avaliação que estão sendo utilizadas na prática educativa e adequá-las às necessidades 

cognitivas dos alunos. 

(D)  conhecer primeiramente a capacidade de aprendizagem do grupo de alunos, para depois planejar a forma mais adequada 

de realizar a avaliação. 

(E)  investigar metodologias específicas para a realização da avaliação contínua, não tomando a avaliação como medida de 

final de processo. 

Caderno de Prova ’P’, Tipo 001

fcc-2009-tj-pa-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

10 

TJUPA-Anal.Jud-Pedagogia-P

45.  Considere as funções da avaliação abaixo. 

I

.  Diagnóstica: permite detectar a existência de erros para a atribuição de nota e encaminhar os alunos para recuperação 

paralela quando for necessário. 

II

.  Formativa: consiste no fornecimento de informações que orientarão na melhoria do desempenho dos estudantes durante 

o processo, de modo a evitar o acúmulo de problemas. 

III

.  Somativa: implica fornecimento de informações a respeito do valor final do desempenho do educando, tendo em vista a 

decisão de aprová-lo ou reprová-lo. 

É correto o que se afirma APENAS em 

(A)

I

.

(B)

II

.

(C)

III

.

(D)

I

 e 

II

.

(E)

II

 e 

III

.

46. 

Na quinta série do 1o grau, a professora de Geografia logo na primeira semana de aula avisou que faria uma caixinha com o 

número de todos os alunos e outra com perguntas dos textos das unidades estudadas. Haveria também uma terceira caixinha 

com castigos para quem as errasse. “Castigos simples” como: pintar o nariz de vermelho, por chapéu colorido, andar para trás 

por toda a sala... Isso acontecia uma vez por semana com sorteio de cinco números. O nervosismo era terrível ...

Na sua origem esse tipo de avaliação serviu como 

(A)  atividade motivadora da aprendizagem. 

(B)  testagem de controle das emoções em situações críticas. 

(C)  ação formativa dos compromissos escolares. 

(D) diagnóstico 

da 

aprendizagem. 

(E)  instrumento de poder, controle e ameaça. 

47. 

Fala-se hoje, com insistência, no professor pesquisador. No meu entender o que há de pesquisador no professor não é uma 

qualidade ou uma forma de ser ou de atuar que se acrescente à de ensinar. Faz parte da natureza da prática docente a 

indagação, a busca, a pesquisa. É preciso que, em sua formação permanente, o professor se perceba e se assuma, porque 

professor, como pesquisador. 

A ausência de um processo formativo permanente de educadores, que inclua a preparação científica e política, impede a   

(A)  avaliação de atividades educacionais realizadas por meio de material didático direcionado ao educador de crianças e 

adolescentes. 

(B)  proposição de ação cotidiana qualificada que atenda aos interesses, desejos e necessidades dos diferentes alunos. 

(C)  elaboração de um projeto planejado e preparado por especialistas. 

(D)  efetivação de programas de educação à distância. 

(E)  compreensão, por parte dos educadores, do real significado de sua profissão. 

48. 

Não importa com que faixa etária trabalha o educador ou educadora. O nosso é um trabalho realizado com gente miúda, jovem 

ou adulta, mas gente em permanente processo de busca.

Na organização curricular, o educador deve 

(A)  conhecer bastante as estratégias de ensino relacionadas aos conteúdos a serem ensinados. 

(B)  planejar conteúdos mínimos em defesa de uma educação comum como direito de todos. 

(C)  construir a grade curricular a partir do interesse dos alunos. 

(D)  identificar os conhecimentos já adquiridos pelo educando e o que desperta a sua curiosidade. 

(E)  elaborar os planos de aula de acordo com a capacidade de aprendizagem dos educandos. 

Caderno de Prova ’P’, Tipo 001

fcc-2009-tj-pa-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

TJUPA-Anal.Jud-Pedagogia-P

11

49. 

A mesma realidade, sobre a qual se está agindo, pode ser enxergada de diferentes modos. A variação, por vezes, vem da 

posição de cada um dentro dessa realidade e frente a ela. 

Nessa perspectiva, planejar 

(A)  não implica em ver as coisas de uma única e determinada maneira. 

(B)  é buscar uma uniformização criativa. 

(C)  não é um ato consequente se não houver consenso de idéias entre os participantes. 

(D)  implica em resguardar a individualidade de todos os participantes do grupo. 

(E)  envolve competência por parte de quem planeja e compromisso na prática de quem executa. 

50.  A escolha de uma metodologia implica, em primeiro lugar, na definição de uma determinada 

(A)  dinâmica de trabalho e respectivas técnicas de aprendizagem. 

(B)  avaliação diagnóstica, pois ela definirá os conteúdos curriculares. 

(C)  concepção de educação que irá nortear o processo de aprendizagem. 

(D)  teoria metodológica para não se cair no espontaneísmo. 

(E)  teoria curricular que antecede a escolha metodológica. 

51.  O Planejamento Participativo pressupõe: 

I

.  Espaços de reflexão e construção coletiva. 

II

.  Opção por um único referencial teórico. 

III

.  Valorização das experiências e vivências dos participantes do grupo. 

IV

.  Competência técnica do coordenador para definir o planejamento final. 

V

.  Incorporação de propostas dos participantes do grupo, quando válidas para o trabalho. 

É correto o que se afirma APENAS em 

(A)

I

 e 

II

.

(B)

I

,

III

 e 

V

.

(C)

II

 e 

IV

.

(D)

II

,

IV

 e 

V

.

(E)

III

,

IV

 e 

V

.

52.  A organização curricular por projetos pressupõe: 

I

. Aprendizagem 

significativa. 

II

. Definição 

de 

tema-problema. 

III

. Grade 

curricular 

pré-definida. 

IV

.  Trabalho participativo e cooperativo. 

V

.  Pesquisa e análise crítica dos conhecimentos estudados. 

VI

.  Desprender-se dos conteúdos disciplinares para poder aprofundar o tema-problema.  

É correto o que se afirma APENAS em 

(A)

I

,

II

,

IV

 e 

V

.

(B)

I

,

II

,

III

 e 

IV

.

(C)

II

,

IV

,

V

 e 

VI

.

(D)

II

,

III

 e 

VI

.

(E)

I

,

IV

,

V

 e 

VI

.

Caderno de Prova ’P’, Tipo 001

fcc-2009-tj-pa-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

12 

TJUPA-Anal.Jud-Pedagogia-P

53.  Uma aluna de 11 anos pergunta em voz baixa à sua professora: 

quando eu preciso começar a usar camisinha para não ficar 

grávida? 

Temas que partem da realidade do aluno, de seu interesse e/ou de suas necessidades compõem: 

(A)  metodologia de aprendizagem comportamental. 

(B)  dinâmica da escola participativa. 

(C)  área do conhecimento de cada especialista.  

(D)  organização do conteúdo em meta-disciplina. 

(E)  organização curricular em projetos. 

54. 

Como posso dialogar, se alieno a ignorância, isto é, se a vejo sempre no outro, nunca em mim? 

Se o diálogo é o encontro em que se solidarizam o refletir e o agir de seus sujeito endereçados ao mundo a ser transformado e 

humanizado, não pode reduzir-se a um ato de depositar idéias de um sujeito no outro… 

Para que aconteça um processo de 

aconselhamento dialógico e reflexivo, o educador precisa 

(A)  dominar o saber correto para a solução de cada problema existente. 

(B)  aprender a realizar o aconselhamento adequado para cada situação. 

(C)  saber escutar e reconhecer que o outro tem algo de importância a dizer. 

(D)  indicar o caminho verdadeiro a se seguir para recuperar o educando. 

(E)  apresentar o plano estratégico mais indicado para resolver o problema. 

55. 

Não podemos dedicar apenas um dia por ano à luta contra os preconceitos raciais e a marginalização. Um currículo democrático 

é aquele no qual estão presentes estas problemáticas durante todo o curso, todos os dias, em todas as tarefas e em todos os 

recursos didáticos.

Um projeto democrático e não-excludente tem de ser planejado e desenvolvido com base na 

(A)  organização de conteúdos culturais que representam a sociedade em que vivem. 

(B)  avaliação da cultura do grupo para ser adequado à sua capacidade de aprendizagem. 

(C)  possibilidade de participação cooperativa e solidária de cada membro do grupo. 

(D)  revisão e reconstrução do conhecimento de todos e cada um dos grupos e culturas do mundo. 

(E)  definição de metodologia participativa, para todos contribuírem na construção do projeto. 

56. 

Não ocorre, por acaso, o fato de que o mundo da produção cultural e das artes, em especial, a música, a poesia, o teatro e a 

dança, ocupam grande parte do universo de interesse juvenil. Os espaços hoje capazes de propiciar essas formas de 

agrupamento são raros (...) Na maioria das vezes, as relações sociais mais significativas são gestadas fora da escola e da 

família.

As práticas que ocorrem fora de instituições educativas devem chamar a atenção dos pedagogos, para que estes possam se 
perguntar sobre 

(A)  o tratamento que se deve dar à questão cultural frente aos problemas sociais existentes. 

(B)  o tipo de experiência cultural que a instituição oferece no âmbito da sociabilidade juvenil. 

(C)  a experiência educacional mais favorável à população juvenil com déficit cultural. 

(D)  a melhor forma de abordagem com jovens excluídos de programas culturais. 

(E)  o encaminhamento necessário à recuperação de jovens em liberdade assistida. 

Caderno de Prova ’P’, Tipo 001

fcc-2009-tj-pa-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

TJUPA-Anal.Jud-Pedagogia-P

13

57

.

O Setor Social do Juizado da Infância e da Juventude de Belém do Pará conta com equipe interdisciplinar que deve

(A)  propiciar um atendimento socio-psico-pedagógico às crianças e adolescentes em situação de risco. 

(B)  providenciar um laudo médico que comprove a integridade física das crianças e adolescentes em situação de risco. 

(C)  convocar os pais ou responsáveis pelas crianças e adolescentes buscando um diagnóstico prévio sobre as circunstâncias 

que geraram a situação de risco iminente. 

(D)  basear-se em prévio laudo psiquiátrico que possibilite uma avaliação fidedigna das condições psico-sociais das crianças e 

adolescentes em situação de risco. 

(E)  organizar um cadastro onde conste as anamneses de crianças e adolescentes em situação de risco já atendidas pelo 

Juizado. 

58.  Programas de Inclusão Social que visam à equidade e emancipação dos participantes, precisam fundamentalmente 

(A)  considerar as dificuldades de aprendizagem das camadas socialmente excluídas. 

(B)  garantir a promoção de direitos sociais, não tratando de modo igual os desiguais. 

(C)  planejar atividades de acordo com as capacidades e habilidades demonstradas pela comunidade. 

(D)  diagnosticar as dificuldades socioculturais das pessoas participantes. 

(E)  definir atividades de compensação necessárias a cada grupo social. 

59.  Dentre os projetos de inclusão social do Programa Aguapé, o Projeto Fênix se propõe a resgatar 

(A)  os direitos humanos, a partir da profissionalização dos apenados. 

(B)  a sociabilidade, por meio da arte musical, com possibilidade de ensinar a confecção dos instrumentos e viabilizar a 

abertura de pequenos negócios. 

(C)  a percepção do mundo, do outro e de si mesmo, estimulando a vontade pelo conhecimento e à volta aos estudos na rede 

pública de ensino. 

(D)  a cidadania, pela transmissão de conhecimentos técnicos e profissionalizantes e a realização de oficinas de serviço entre 

os próprios educandos e voluntários. 

(E)  a auto-estima, com o atendimento aos beneficiários de penas e medidas alternativas extensivo às suas famílias nas áreas 

de prevenção e tratamento relacionados ao abuso de álcool e drogas. 

60.  O Projeto “O Juizado Vai à Escola”, executado pelo Comissariado da Infância e Juventude, tem como principal objetivo 

(A)  fornecer orientação para a família matricular seus filhos na escola, alertando que os pais são responsáveis pelo estudo das

crianças e dos adolescentes. 

(B)  reencaminhar as crianças e os adolescentes aos estudos e intermediar a obtenção de vagas em escolas públicas e 

gratuitas próximas de suas residências. 

(C)  divulgar junto às escolas públicas e particulares, o Estatuto da Criança e do Adolescente e as atividades desenvolvidas 

pelo Comissariado. 

(D)  fazer com que se cumpra o Artigo 55 (Lei n

o

 8069/90 

− ECA) que prevê que os pais ou responsável têm a obrigação de 

matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino. 

(E)  visitar periodicamente as escolas públicas verificando as razões das faltas constantes dos professores e, eventualmente, 

substituí-los nas aulas. 

61. 

O primeiro passo para se chegar à plena proteção dos direitos é informar e conscientizar as pessoas sobre a existência dos 

seus direitos e a necessidade e possibilidade de defendê-los.

A partir do exposto é possível afirmar que 

(A)  a idéia de direitos humanos exige a compreensão do significado das responsabilidades individuais. 

(B)  o processo de emancipação passa necessariamente pelo aprendizado escolar. 

(C)  a autonomia dos indivíduos deve ser conquistada por meio do esforço de cada um. 

(D)  o conceito de cidadania traz em si os conceitos de todos os direitos humanos. 

(E)  a garantia dos direitos humanos será concretizada quando houver o cumprimento dos deveres legislativos. 

Caderno de Prova ’P’, Tipo 001

fcc-2009-tj-pa-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

14 

TJUPA-Anal.Jud-Pedagogia-P

Atenção:    As questões de números 62 e 63 estão baseadas no texto abaixo. 

Diariamente uma equipe com 50 policiais percorre as 187 escolas estaduais da cidade realizando revistas nos alunos ou 

promovendo palestras sobre a criminalidade entre os estudantes. Os alunos põem seu material escolar em cima da carteira. Os 

policiais passam abrindo as malas e revirando caderno. Depois, os estudantes são revistados ...  

Assuntos relacionados ao mau comportamento dos alunos eram problemas dos guardas, enquanto aos professores restava o 

papel de ensinar, Matemática, Inglês, Física (...) Esqueceu-se que a escola é um lugar para se educar no sentido mais amplo dessa 

palavra...

62.  As questões relativas à violência escolar 

(A)  não podem ser tratadas de modo isolado mas em íntima articulação com a dinâmica educativa da escola como um todo. 

(B)  devem fazer parte de um programa social que estude as carências dos educandos envolvidos no projeto educacional. 

(C)  precisam ser diagnosticadas desde o início do trabalho formativo para, assim, proteger a instituição educacional. 

(D)  não podem inviabilizar o projeto educacional, exigindo formas de punição severa por parte da própria instituição. 

(E)  devem ser resolvidas na relação professor-aluno, e para tanto é preciso investir na competência técnica do educador 

disciplinador. 

63.  Numa proposta metodológica de educação em direitos humanos, 

(A)  o educador precisa receber autorização da família para desenvolver a proposta. 

(B)  a educação profissional é a melhor forma para se educar o adolescente. 

(C)  o trabalho de conscientização deve ser iniciado pelos erros cometidos pelos jovens. 

(D)  a partir do letramento, na infância, deve-se iniciar o aprendizado de direitos e deveres. 

(E)  a vida cotidiana é considerada uma referência permanente para a ação educativa. 

64.  A Constituição Federal brasileira (1988) estabeleceu diversos dispositivos legais para inibir as arbitrariedades do Estado sobre o 

cidadão. Para a proteção dos direitos da criança, a Constituição impôs a regulamentação do seu artigo 227, do qual se originou 
o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que abriga sob sua tutela 

(A)  não mais a criança em situação social de risco, mas toda pessoa em fase de desenvolvimento, até os 18 anos de idade. 

(B)  todas as crianças e os adolescentes até 21 anos de idade, em situação social de risco. 

(C)  qualquer criança em “situação irregular”, seja a criança abandonada ou sob risco de maus tratos. 

(D)  toda criança de zero a 12 anos incompletos, em fase de pleno desenvolvimento e os adolescentes em situação social de 

risco. 

(E)  as crianças e os adolescentes com problemas graves de disciplinas e os infratores. 

65.  De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil, assegurar à criança e ao adolescente direito à vida, à saúde, à 

alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura é dever 

I

. da 

sociedade; 

II

. do 

Estado; 

III

. da 

família; 

IV

. da 

escola; 

V

.  das entidades não governamentais. 

É correto o que se afirma APENAS em 

(A)

III

,

IV

 e 

V

.

(B)

II

,

III

 e 

IV

.

(C)

I

,

II

 e 

III

.

(D)

I

,

II

,

III

 e 

IV

.

(E)

I

,

IV

 e 

V

.

Caderno de Prova ’P’, Tipo 001

fcc-2009-tj-pa-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

TJUPA-Anal.Jud-Pedagogia-P

15

66.  O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (Lei n

o

 8.069/90) estabelece que 

I

.  É proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos. 

II

.  Ao adolescente até quatorze anos de idade é assegurada bolsa de aprendizagem. 

III

.  Ao adolescente aprendiz, arrimo de família, é facultativa a frequência ao ensino fundamental. 

IV

.  Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos trabalhistas e previdenciários. 

V

.  Ao adolescente portador de deficiência é assegurado trabalho protegido. 

É correto o que se afirma APENAS em 

(A)

I

,

 II

 e 

III

.

(B)

II

,

IV

 e 

V

.

(C)

III

,

IV

 e 

V

.

(D)

I

,

II

,

III

 e 

V

.

(E)

I

,

II

,

IV

 e 

V

.

67.  O ECA determina ao Conselho Tutelar aplicar às crianças menores de 12 anos, autoras de ato infracional de qualquer tipo, 

medidas 

(A)  de obrigação de reparar o dano. 
(B)  de prestação de serviços à comunidade. 
(C)  específicas de proteção. 
(D) sócioeducativas. 
(E)  de semi-liberdade em estabelecimento educacional. 

68. 

Um aluno chegou aqui marcado de pancadas; perguntei o que era e ele disse que foi ao baile funk... e lá fizeram corredor 

polonês, onde se deve apanhar, sem reclamar. A mãe foi chamada porque esse menino nem copiava o dever. Comentamos, 

então, sobre as marcas, e ela disse: ele nem vai a baile funk, sou eu mesmo quem bate.

De acordo com o ECA, os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental 

(A)  deverão se dirigir à instância superior na Secretaria de Educação, para as medidas cabíveis. 
(B)  receberão a visita do Assistente Social do Conselho Tutelar na escola, para as devidas verificações. 
(C)  recomendarão afastamento do aluno, enquanto este estiver sem condições de frequentar a escola. 
(D)  comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de maus-tratos envolvendo seus alunos. 
(E)  deverão exigir a presença semanal dos pais ou responsável para orientação familiar. 

69.  Nos termos da Lei n

o

 9.394/96 (LDB), os estabelecimentos de ensino terão a incumbência de notificar ao Conselho Tutelar do 

Município, ao juiz competente da Comarca e ao respectivo representante do Ministério Público a relação dos alunos que 
apresentem quantidade de faltas acima de 

(A)  50% do percentual permitido em lei. 
(B)  30% do percentual permitido em lei. 
(C)  25% do percentual permitido em lei. 
(D)  15% do percentual permitido em lei. 
(E)  10% do percentual permitido em lei. 

70.  De acordo com a Lei n

o

 9.394/96 (LDB), o ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: 

I

.  respeito à liberdade e apreço à tolerância; 

II

.  gratuidade do ensino fundamental em todos os estabelecimentos de ensino; 

III

.  pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas; 

IV

.  valorização da experiência extraescolar; 

V

.  vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais; 

VI

.  padrão de qualidade estabelecido pelo Sistema Nacional de Avaliação; 

VII

.  liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber. 

É correto o que se afirma APENAS em 

(A)

I

,

II

,

IV

 e 

VII

.

(B)

I

,

III

,

IV

,

V

 e 

VII

.

(C)

III

,

IV

,

V

 e 

VI

.

(D)

II

,

III

,

IV

,

V

 e 

VI

.

(E)

I

,

II

,

III

,

VI

 e 

VII

.

Caderno de Prova ’P’, Tipo 001