Prova Concurso - Pedagogia - 2010-UFF-PEDAGOGO - UFF - UFF - 2010

Prova - Pedagogia - 2010-UFF-PEDAGOGO - UFF - UFF - 2010

Detalhes

Profissão: Pedagogia
Cargo: 2010-UFF-PEDAGOGO
Órgão: UFF
Banca: UFF
Ano: 2010
Nível: Superior

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Gabarito

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UFF – UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE 

CONCURSO PARA PROVIMENTO DE CARGO - UFF/ 2011  

 

 

 
 

 

GABARITO PROVA DE  

MÚLTIPLA ESCOLHA PEDAGOGO 

 

Parte I: Língua 

Portuguesa 

Parte II: Conhecimento  

Específico 

01 

21 

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42 

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20 

40 

60 

 
 
 

Prof.

VANDA MARIA CARDOZO AZEVEDO 

Coordenadora  da Área Acadêmida da COSEAC 

 
 

Prova

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E8 

 
 
 
 
 
 
 

 

              CONCURSO PÚBLICO  

     

 

      CARGO: PEDAGOGO

 

 

 

    

 

Instruções ao candidato 

 

• Ao receber o Caderno de Questões, confira o cargo, se é aquele para o qual você está concorrendo, e 

verifique se estão impressas as sessenta questões. 

• Além deste Caderno de Questões

você receberá o Cartão de Respostas. Caso não o tenha recebido, 

peça-o ao Fiscal de Sala

• Verifique se seu nome e número de inscrição conferem com os que aparecem no Cartão de Respostas

E

m caso afirmativo

assine-o e leia atentamente as instruções de preenchimento. Caso contrário, notifique 

imediatamente o erro ao Fiscal. O Cartão de Respostas sem assinatura poderá ser invalidado. 

• Cada questão apresenta cinco opções de respostas, com apenas uma correta. No Cartão de Respostas

atribuir-se-á pontuação zero a toda questão com mais de uma opção assinalada

ainda que dentre elas se 

encontre a correta. 

• Não é permitido ao candidato: usar instrumentos auxiliares para cálculo e desenho; portar material que 

sirva de consulta

copiar as opções assinaladas no Cartão de Respostas

• O tempo disponível para responder às questões e preencher o Cartão de Respostas é de quatro horas

• Reserve pelo menos os vinte minutos finais para o preenchimento do Cartão de Respostas

, que deve ser 

feito com 

caneta esferográfica de corpo transparente e de ponta média com tinta azul ou preta. 

• Quando terminar de responder às questões e preencher o Cartão de Respostas

entregue todo esse 

material ao Fiscal de Sala

• Retirando-se do local da prova após ter decorrido três horas do início, você poderá levar o Caderno de 

Questões

Após o aviso de início da prova, os candidatos só poderão se retirar do local 

decorrido o tempo mínimo de noventa minutos. 

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE 

Superintendência de Recursos Humanos

 

DDRH-Departamento de Desenvolvimento de Recursos Humanos

 

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2

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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3

Parte I: Língua Portuguesa 
 

                        

Leia o texto abaixo e responda às questões propostas. 

 

GINÁSTICA 

Foi denunciado ao Tribunal de Segurança o 

contramestre de uma fábrica de tecidos de São Paulo, 
que é acusado de "greve branca". Isto consiste - diz o 
jornal - em provocar o desgaste da maquinaria. Apesar 
de não diminuir a produção da fábrica, o contramestre 
teria feito com que se alterasse a sua qualidade, 
tornando-a inferior, e se desgastassem as 
engrenagens, o que é um sério prejuízo em um 
momento em que a importação é tão difícil. 

Está visto que eu não sei se a acusação é 

verdadeira. Deve, em todo o caso, ser uma acusação 
difícil de provar. É verdade que o Tribunal de 
Segurança, sendo um tribunal de exceção, acima ou 
fora das regras jurídicas vulgares, do gênero das que 
ingenuamente me dei ao trabalho de aprender (ou 
"colar") nos saudosos tempos da Faculdade, lavra 
suas sentenças muito mais à vontade que uma corte 
de justiça comum. Não será de admirar, portanto, que 
o homem vá para a cadeia. Se realmente praticou o 
crime, nada me parece mais justo. Um crime contra 
máquinas é sempre uma coisa repugnante, pois as 
máquinas não devem ser culpadas das extorsões e 
opressões que os homens praticam, utilizando-as. 

E nós, no Brasil, temos bem poucas máquinas 

para que nos possamos dar ao luxo de estragá-Ias. O 
tipo mais abundante de máquinas que possuímos - e 
assim mesmo em número inferior ao necessário - é o 
dessas máquinas a que chamaremos, com uma certa 
boa vontade, humanas. E eis um problema a meditar: o 
desgaste que se faz, no Brasil, nas máquinas de carne 
e osso. Vá o leitor assistir, de manhã ou de tarde, a 
uma partida ou chegada dos trens suburbanos em que 
viajam essas máquinas de carne e osso. Ali, sim, é 
possível observar o desgaste violento, quase aflitivo, 
das maquinarias. É difícil acreditar que estamos ali 
diante da mesma espécie de animal que se exibe nas 
areias de Copacabana. A maioria das mulheres e dos 
homens, inclusive das crianças, tem um ar de coisa 
usada - e abusada. Uma infinidade de gente mal-
acabada e maltratada, um rebanho triste de povo fraco 
ou doente, cujas caras refletem aborrecimento e 
necessidade - e onde brilha apenas, raro e raro, a 
beleza viril de algum rapaz atlético ou a graça fresca 
de alguma jovem morena. E até esses bons 
exemplares despertam melancolia, parecem incapazes 
de resistir durante muito tempo, são árvores sãs numa 
plantação que a praga de mil dificuldades e 
deficiências vai estragando. 

É que as criaturas humanas são máquinas muito 

delicadas - e não há outras máquinas neste país de 
que se cuide menos. Pobres máquinas de carne e 
osso! Para mantê-Ias em bom estado de 
funcionamento, para que rendessem mais e durassem 
mais, seria preciso que recebessem, na ração que a 
Vida lhes oferece todo dia, um pouco mais de carne e 

um pouco menos de osso - desses ossos inumeráveis 
que a maioria de nossa gente tem de roer com tanta 
fúria e tão maus dentes, e daquela carne que não é 
apenas a que tantas vezes não existe no fim das 
intermináveis filas, mas também tudo o que na vida 
tem sustância e sangue, as alegrias mais naturais e 
necessárias ao corpo e à alma a que todos têm direito 
e tão poucos têm acesso.  

E dizer que outro dia eu li um artigo de um 

cavalheiro, no jornal, dizendo que o nosso povo 
precisa se fortalecer fazendo ginástica! Ah, ginástica, 
ginástica! Ginástica para viver, ridícula e patética 
ginástica que tanta gente faz todo dia simplesmente 
para isso: para continuar. Ah, ginástica! Isso cansa, 
meu caro senhor, isso cansa. 

 

(BRAGA, Rubem. In Um pé de milho. 4 ed. Rio de Janeiro: Record, 

1982, p. 22-24.) 

 
 
01  Reescrevendo-se a oração “Foi denunciado ao 
Tribunal de Segurança o contramestre de uma fábrica 
de tecidos de São Paulo” (1º parágrafo) na voz ativa, a 
redação terá a seguinte forma: 
 
(A)  O contramestre de uma fábrica de tecidos de São 

Paulo foi denunciado ao Tribunal de Segurança. 

(B)  Denunciaram ao Tribunal de Segurança o 

contramestre de uma fábrica de tecidos de São 
Paulo. 

(C)  Ao Tribunal de Segurança foi denunciado o 

contramestre de uma fábrica de tecidos de São 
Paulo. 

(D)  Ao Tribunal de Segurança denunciou-se o 

contramestre de uma fábrica de tecidos de São 
Paulo. 

(E)  Denunciou-se o contramestre de uma fábrica de 

tecidos de São Paulo ao Tribunal de Segurança. 

 
02  Dos vocábulos abaixo relacionados, o que NÃO 
tem sufixo de significado semelhante ao que forma o 
vocábulo MAQUINARIA é: 
 
(A)  laranjal; 
(B)  arvoredo; 
(C)  folhagem; 
(D)  bebedouro; 
(E)  boiada. 
 
03   Reescrevendo-se a oração reduzida de infinitivo “Apesar 
de não diminuir a produção da fábrica” (1º parágrafo)” na 
forma desenvolvida e mantendo-se o sentido original, podem 
ser dadas as formas abaixo, EXCETO: 

 

(A)  Conquanto não diminua a produção da fábrica. 
(B)  Embora não diminua a produção da fábrica. 
(C)  Porquanto não diminua a produção da fábrica. 
(D)  Mesmo que não diminua a produção da fábrica. 
(E)  Ainda que não diminua a produção da fábrica. 

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4

04  Levando-se em conta a correlação entre os tempos 
verbais, pode-se afirmar que, das alterações feitas na 
redação do trecho “o contramestre teria feito com que se 
alterasse a sua qualidade” (1º parágrafo), aquele que gera 
uma construção INCOERENTE é: 

 

(A)  o contramestre fará com que se altere a sua 

qualidade. 

(B)  o contramestre faria com que se alterasse a sua 

qualidade. 

(C)  o contramestre fez com que se alterasse a sua 

qualidade. 

(D)  o contramestre faz com que se altere a sua 

qualidade. 

(E)  o contramestre fazia com que se alterará a sua 

qualidade. 

 
05 

 A oração reduzida de gerúndio no trecho “o 

contramestre teria feito com que se alterasse a sua 
qualidade, tornando-a inferior” (1º parágrafo) exprime, 
em relação à anterior no período, sentido: 

 

(A)  consecutivo; 
(B)  causal; 
(C)  concessivo; 
(D)  temporal; 
(E)  comparativo. 
 
06   A vírgula, corretamente empregada no trecho “e 
se desgastassem as engrenagens, o que é um sério 
prejuízo” (1º parágrafo), justifica-se pela regra de 
pontuação que recomenda separar: 

 

(A)  termo em função de aposto; 
(B)  termo em função de vocativo; 
(C)  termos em coordenação assindética; 
(D)  termo em função de adjunto adverbial; 
(E)  o termo sujeito do termo predicado. 
 
07  Redigindo-se os dois períodos do trecho “Está 
visto que eu não sei se a acusação é verdadeira. Deve, 
em todo o caso, ser uma acusação difícil de provar.” 
(2º parágrafo) num único período, procurando-se 
manter o sentido original, podem ser dadas as formas 
de redação abaixo, EXCETO: 
 
(A)  Está visto que eu não sei ser a acusação 

verdadeira, porém, mesmo que seja, deve ser uma 
acusação difícil de provar. 

(B)  Está visto que eu não sei ser a acusação 

verdadeira, mas, para ser verdadeira, deve ser 
uma acusação difícil de provar. 

(C)  Está visto meu desconhecimento se a acusação é 

verdadeira, mas, em todo o caso, deve ser uma 
acusação difícil de provar. 

(D)  Está claro meu desconhecimento se a acusação é 

verdadeira, contudo, ainda que seja, deve ser uma 
acusação difícil de provar. 

(E)  Está claro que eu não sei ser a acusação 

verdadeira, todavia, em todo o caso, deve ser uma 
acusação difícil de provar. 

08   A oração reduzida de gerúndio “sendo um tribunal 
de exceção” (2º parágrafo), no período em que ocorre 
no texto, pode ser substituída, sem alteração de 
sentido, pela seguinte forma: 
 
(A)  A despeito de ser um tribunal de exceção. 
(B)  Contanto que seja um tribunal de exceção. 
(C)  Não obstante seja um tribunal de exceção. 
(D)  A ponto de ser um tribunal de exceção. 
(E)  Visto ser um tribunal de exceção. 
 
 
09 

 Considere o verbo em caixa alta na oração 

“LAVRA suas sentenças muito mais à vontade que 
uma corte de justiça comum” (2º parágrafo). Sabendo-
se que ele pode ser empregado em vários significados, 
pode-se afirmar que, nesse contexto, dos verbos 
abaixo relacionados, o que pode substituí-lo sem 
alteração de sentido é: 
 
(A)  orna; 
(B)  cultiva; 
(C)  grava; 
(D)  exara; 
(E)  propaga-se. 
 
 
10   Das alterações feitas na redação do período “Não 
será de admirar, portanto, que o homem vá para a 
cadeia” (2º parágrafo), aquela em que se alterou o seu 
sentido conclusivo é: 
 
(A)  Não será de admirar, pois, que o homem vá para a 

cadeia. 

(B)  Não será de admirar, por conseguinte, que o 

homem vá para a cadeia. 

(C)  Não será de admirar, entretanto, que o homem vá 

para a cadeia. 

(D)  Não será de admirar, então, que o homem vá para 

a cadeia. 

(E)  Não será de admirar, por isso, que o homem vá 

para a cadeia. 

 
 
 
11 

 

Das alterações feitas abaixo na oração 

subordinada do período “Se realmente praticou o 
crime, nada me parece mais justo” (2º parágrafo), foi 
alterado o sentido original em: 

 

(A)  Na hipótese de realmente ter praticado o crime, 

nada me parece mais justo. 

(B)  Caso realmente tenha praticado o crime, nada me 

parece mais justo. 

(C)  Como realmente praticou o crime, nada me parece 

mais justo. 

(D)  Tendo realmente praticado o crime, nada me 

parece mais justo. 

(E)  Contanto que realmente praticou o crime, nada me 

parece mais justo. 

 

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5

12   Registra-se no texto a ocorrência dos vocábulos 
EXCEÇÃO, EXTORSÃO e OPRESSÃO, todos com 
terminações que com frequência geram dificuldades de 
grafia. Nos pares abaixo estão vocábulos com as três 
terminações, em um dos quais há vocábulo com ERRO 
de grafia. Esse par é: 

 

(A)  absorsão / concessão; 
(B)  admissão / inversão; 
(C)  detenção / redenção; 
(D)  impressão / execução; 
(E)  compreensão / eletrocussão. 
  
13   O emprego da expressão sublinhada no trecho “O 
tipo mais abundante de máquinas que possuímos - e 
assim mesmo em número inferior ao necessário - é o 
dessas máquinas a que chamaremos, com uma certa 
boa vontade, humanas.” (3º parágrafo) justifica-se 
porque, de acordo com o texto, os trabalhadores 
brasileiros: 

 

(A)  trabalham em condições indignas nas indústrias; 
(B)  moram em casas onde não há saneamento básico; 
(C)  recebem baixos salários de modo geral; 
(D)  estão submetidos a desgastes desumanos no dia a 

dia; 

(E)  são tratados de forma desigual pelas autoridades 

policiais. 

 
14  No trecho “Vá o leitor assistir, de manhã ou de 
tarde, a uma partida” (3º parágrafo), o verbo ASSISTIR 
foi empregado, do ponto de vista da regência, de 
acordo com norma da língua culta. Das frases abaixo, 
aquela em que o verbo foi empregado em regência que 
contraria norma da língua culta é: 

 

(A)  Após o acidente com o trem, os bombeiros 

acudiram às vítimas com muito profissionalismo. 

(B)  Ao ver o filho em condições degradantes de 

trabalho, o pai abraçou-lhe emocionado. 

(C)  O jovem aspirava a algo melhor na sociedade. 
(D)  A atitude do policial não implicava desprezo ao 

cidadão. 

(E)  A população poderia usufruir transporte de melhor 

qualidade. 

 
15  A concordância verbal na frase “A maioria das 
mulheres e dos homens, inclusive das crianças, tem 
um ar de coisa usada - e abusada” (3º parágrafo) 
poderia também ser feita com o verbo no plural, por 
causa do sentido coletivo do núcleo do sujeito, e ainda 
pelo fato de o núcleo estar seguido de especificadores 
no plural. Das frases abaixo, todas com o verbo no 
singular, aquela que admite apenas uma forma de 
concordância é: 

 

(A)  Não só o homem, mas também a mulher, é vítima 

da desigualdade perversa. 

(B)  Saía de casa para o trabalho o pai, a mulher e o 

filho mais velho. 

(C)  Grande parte dos operários trabalha em condições 

desfavoráveis. 

(D)  O cidadão, muitas vezes com toda a família, fica 

submetido a inúmeros vexames. 

(E)  Cada um dos candidatos prometeu investir em 

transporte público. 

 
16 

 Das alterações feitas na redação da oração 

adjetiva do trecho  “um rebanho triste de povo fraco ou 
doente, cujas caras refletem aborrecimento e 
necessidade” (3º parágrafo), contraria norma da língua 
culta no emprego do pronome relativo a seguinte: 

 

(A)  para cujas caras dirigiam-se os olhares curiosos. 
(B)  em cujas caras estão as marcas da dor e do 

sofrimento. 

(C)  sobre cujas caras pesavam o cansaço e a 

desesperança. 

(D)  de cujas caras desprendia-se a angústia do 

infortúnio. 

(E)  a cujas caras despontavam aborrecimento e 

necessidade. 

 
17   A respeito das opiniões emitidas pelo autor no 3º e 
4º parágrafos, NÃO está de acordo com o texto a 
seguinte: 

 

(A)  pelas fisionomias deformadas, não parece que os 

trabalhadores que moram nos subúrbios 
pertençam à mesma espécie humana dos 
habitantes da Zona Sul da cidade do Rio de 
Janeiro; 

(B)  mesmo as pessoas de melhor fisionomia e 

compleição padecem do abatimento: enfermidade 
crônica gerada pelos desgastes do dia a dia; 

(C)  “Vida” em letra maiúscula simboliza o real sentido 

da existência humana: vida com dignidade, com 
respeito aos direitos humanos essenciais; 

(D)  “carne”, na metáfora do autor, significa tanto a boa 

alimentação quanto o trabalho digno, o salário 
justo e, na velhice, a merecida aposentadoria; 

(E)  “osso”, na metáfora do autor, significa as 

vicissitudes, as dificuldades, o desrespeito à 
condição humana. 

 
18   Das alterações feitas na redação do trecho “e não 
há outras máquinas neste país” (4º parágrafo), está 
INCORRETA, quanto ao emprego do verbo, de acordo 
com as normas da língua culta, a seguinte: 
 
(A)  e não deve haver outras máquinas neste país. 
(B)  e não há de haver outras máquinas neste país. 
(C)  e não pode existir outras máquinas neste país. 
(D)  e não devem existir outras máquinas neste país. 
(E)  e não carecem de existir outras máquinas neste 

país. 

 
 
 
 

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6

19   Abaixo foi reescrito o período “E até esses bons 
exemplares despertam melancolia, parecem incapazes 
de resistir durante muito tempo, são árvores sãs numa 
plantação que a praga de mil dificuldades e 
deficiências vai estragando” (3º parágrafo) de formas 
variadas, procurando-se manter o sentido original. Das 
formas de redação, aquela em que se alterou o sentido 
original é: 
 
(A)  E até esses bons exemplares despertam 

melancolia, pois parecem incapazes de resistir 
durante muito tempo, uma vez que são árvores 
sãs numa plantação que a praga de mil 
dificuldades e deficiências vai estragando. 

(B)  E até esses bons exemplares despertam 

melancolia, porquanto parecem incapazes de 
resistir durante muito tempo, a despeito de serem 
árvores sãs numa plantação que a praga de mil 
dificuldades e deficiências vai estragando. 

(C)  E até esses bons exemplares despertam 

melancolia, dado que parecem incapazes de 
resistir durante muito tempo, por serem árvores 
sãs numa plantação que a praga de mil 
dificuldades e deficiências vai estragando. 

(D)  E até esses bons exemplares despertam 

melancolia, porque parecem incapazes de resistir 
durante muito tempo, em virtude de serem árvores 
sãs numa plantação que a praga de mil 
dificuldades e deficiências vai estragando. 

(E)  E até esses bons exemplares despertam 

melancolia, visto que parecem incapazes de 
resistir durante muito tempo, pois são árvores sãs 
numa plantação que a praga de mil dificuldades e 
deficiências vai estragando. 

 
 
20   O autor repreende o cavalheiro, autor de um artigo 
no jornal, pelo fato de este defender que o povo devia 
fazer ginástica para se fortalecer. O argumento usado 
pelo autor nessa repreensão é de que o povo: 

 

(A)  está cansado de tanto fazer ginástica diariamente 

para subsistir; 

(B)  não gosta de fazer ginástica, pois não ganha para 

isso; 

(C)  despreza qualquer tipo de ginástica, por não ter 

tempo nem condições físicas; 

(D)  entende que fazer ginástica é coisa de gente rica, 

desocupada; 

(E)  não tem necessidade de se cansar fazendo 

ginástica, pois já se cansa trabalhando. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Parte II: Conhecimentos Específicos 
 
 
21

  

 “(...) Falo da qualidade básica a ser forjada por 

nós e aprendida pela assunção de sua significação 
ética – a qualidade de conviver com o diferente. Com o 
diferente, não com o inferior.” (Paulo Freire).  
Esta é a base para o entendimento do que o educador 
Paulo Freire compreende por Pedagogia: 
 
(A)  do Conflito; 
(B)  da Autonomia; 
(C)  do Oprimido; 
(D)  da Tolerância; 
(E)  da Indignação. 
 
22  “O avanço das tecnologias de comunicação nos 
colocam novas dimensões da realidade como as 
competências intelectuais, afetivas e éticas e faz-se 
necessária a criação de elos que favoreçam a 
transição da visão unidimensional para o olhar 
multidimensional do espaço escolar, enquanto espaço 
amplo e favorecedor de ambientes de aprendizagem.” 
(Rosemeire Delcin) 
A prática pedagógica ainda caminha à margem do 
avanço tecnológico. Pode-se avançar para uma nova 
fronteira educacional a ser descoberta, ressignificando 
e transformando a visão fragmentada de mundo e do 
saber, através da: 
 
(A)  interatividade, da conectividade e da 

hipertextualidade; 

(B)  aprendizagem, da colaboração e da coletividade; 
(C)  sociabilidade, da identificação e da prática; 
(D)  transformação, da linearidade e da 

interdisciplinaridade; 

(E)  complexidade, da inovação e da globalização. 
 
23 “As tecnologias digitais requerem um espaço 
educacional no qual sejam estabelecidas redes de 
relações que proporcionem múltiplas possibilidades de 
interação, tornando impossível a previsão dos 
resultados que poderão ser obtidos.” (Rosana Lopes) 
A autora afirma, ainda, que o determinismo, 
característico das teorias e práticas educativas, dá 
lugar à interatividade e ao não determinado e 
imprevisto. Esses elementos desconstroem duas das 
características mais marcantes da escola, que são: 
 
(A)  a disciplina comportamental e as grades 

curriculares; 

(B)  os planejamentos de curso e a avaliação 

sistemática dos conteúdos; 

(C)  a previsibilidade e o controle sobre o 

comportamento e a aprendizagem dos educandos; 

(D)  os horários rígidos e as disciplinas 

compartimentalizadas; 

(E)  a organização hierárquica da equipe escolar e a 

inflexibilidade quanto às normas e regras. 

 

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7

24   “A necessidade de refletirmos sobre as relações 
interpessoais, sobretudo em espaços educacionais, 
justifica-se pelos inúmeros conflitos que têm marcado 
esse início de século.” (Vera Trevisan) 
A professora acrescenta que os avanços rápidos das 
ciências, os conflitos entre diferentes povos, a 
velocidade da propagação das informações não têm 
permitido um debate mais profundo sobre as questões 
fundamentais dos seres humanos. Nas escolas, o que 
se percebe é o desgaste das relações, traduzido em 
queixas diversas, desde o cansaço físico até o 
aparecimento de síndromes provocadas pelo ambiente 
de trabalho. Para a Profª Vera Trevisan essas 
manifestações são uma resposta a uma situação 
bastante comum nos dias atuais, em relação ao 
magistério, que é: 
 
(A)  a baixa remuneração docente; 
(B)  a falta de sentido profissional; 
(C)  o ambiente inóspito das escolas; 
(D)  o âmbito sociopolítico degradado; 
(E)  a perda da vocação de professor. 
 
25
  “O sucesso das organizações do futuro, e em 
especial das organizações de aprendizagem, parece 
estar profundamente ligado ao desenvolvimento de um 
tipo de educação que trabalhe com esses quatro 
pilares e em função deles.” (Arnoldo Guevara) 
A Comissão Internacional para a Educação no século 
XXI, vinculada à UNESCO, pensando na relação entre 
a educação as organizações, propôs uma nova forma 
de trabalho que envolve quatro pilares para um novo 
tipo de educação, que são: 
 
(A)  aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a 

conviver e aprender a ser; 

(B)  aprender a ler, aprender a escrever, aprender a 

calcular e aprender a problematizar; 

(C)  aprender a formar, aprender a falar, aprender a 

escolher e aprender a criticar; 

(D)  aprender a pensar, aprender a agir, aprender a 

aprender e aprender a sentir; 

(E)  aprender a identificar, aprender a analisar, 

aprender a avaliar, aprender a planejar. 

 
26  “Em meio ao desenvolvimento muito rápido da era 
da informação e do despontar da era do conhecimento, 
as organizações estão percebendo a necessidade de 
se desenvolver uma ética da diversidade tanto quanto 
uma ética da solidariedade, se é que realmente 
querem não somente sobreviver, mas também 
melhorar a qualidade de vida.”(Vitória Dib) 
Para tanto, será necessário que haja uma renovação 
das organizações, passando a investir no chamado: 
 
(A)  ambiente profissional; 
(B)  diálogo permanente; 
(C)  cenário humano; 
(D)  capital social; 
(E)  conceito glocálico. 

27 

 Criar oportunidades para o aluno desenvolver 

habilidades relativas a como resolver problemas e 
poder buscar informações relevantes para tomada de 
decisões, desenvolvendo a sua autonomia, são 
aspectos fundamentais para a prática de uma 
pedagogia por: 
 
(A)  conceitos; 
(B)  situações; 
(C)  núcleos; 
(D)  competências; 
(E)  projetos. 
 
28 Todos os aspectos do ambiente escolar que 
contribuem de forma implícita para aprendizagens 
sociais relevantes – atitudes, comportamentos, valores 
e orientações - constituem o que se chama de 
currículo: 

 

(A)  crítico; 
(B)  moral; 
(C)  pleno; 
(D)  social; 
(E)  oculto. 
 
29 

 Com as teorias críticas aprendemos que o 

currículo é um espaço de poder. Dentre outras coisas, 
ele reproduz, culturalmente, as estruturas sociais. Ele é 
o resultado de um processo histórico, que faz com que 
seja dividido em matérias e disciplinas, que se distribua 
em intervalos de tempo determinados e que esteja 
organizado hierarquicamente. Também é uma 
contingência social e histórica que determina a escolha 
de alguns conteúdos em detrimento de outros. Nesse 
sentido, pode-se afirmar que o currículo transmite a(o): 
 
(A)  
 cultura popular; 
(B)   conhecimento construído; 
(C)   ideologia dominante; 
(D)   cotidiano social; 
(E)   informação relevante. 
 
30 Para Celso Vasconcellos, o Projeto Político 
Pedagógico, na perspectiva do Planejamento 
Participativo, tem duas grandes e fundamentais 
contribuições. São elas: 
 
(A)  a elaboração e o sentido para o grupo; 
(B)  o rigor teórico-metodológico e a participação; 
(C)  o compartilhamento e a democratização do fazer; 
(D)  a aceitação e o convencimento dos profissionais; 
(E)  a oportunidade do estudo e a sustentação. 
 
 
 
 
 
 
 
 

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8

31   O sociólogo Pedro Demo critica alguns aspectos 
da Pedagogia, como os modismos teóricos 
passageiros, as excessivas mudanças curriculares, os 
processos avaliativos – importados e centrados no 
controle do sistema e não na aprendizagem dos alunos 
-, e enfatiza a sua crítica quando diz que a pedagogia 
abusa da expressão: 

 

(A)  neutralidade científica; 
(B)  espírito crítico; 
(C)  compromisso político; 
(D)  qualidade total; 
(E)  transformação social. 

 

32 

 “A pedagogia precisa deixar de oferecer aos 

quatro cantos conselhos inovadores, porquanto 
precisa, antes de mais nada, ser a prova da 
capacidade de inovação.” (Pedro Demo) 
Nesse sentido, para o autor, a marca mais atrasada 
dessa pedagogia é o(a): 

 

(A)  ambiente pedagógico que permanece quase 

inalterado desde o século 19; 

(B)  resistência a qualquer crítica, sobretudo a 

incapacidade de autocrítica; 

(C)  falta de preparo adequado dos profissionais da 

aprendizagem; 

(D)  atrelamento ideológico que não emancipa e 

mantém a subserviência; 

(E)  utilização de livros didáticos como meio 

direcionador da rotina escolar. 

 

33 João Amos Comênio (1592-1670), filósofo e 
educador tcheco, é considerado o pai da didática 
moderna. As suas teorias educacionais surpreendem 
pela atualidade. Ele combateu o sistema medieval, 
defendendo o ensino de "tudo para todos", em pleno 
século 17. Comênio foi o primeiro teórico a: 

 

(A)  propor um currículo único para toda a população; 
(B)  discutir o papel profissional dos professores; 
(C)  aplicar métodos que despertassem o crescente 

interesse dos alunos; 

(D)  enfatizar a importância da família para a 

educação; 

(E)  utilizar o estudo do meio ambiente para crianças.  

 

34 

 “Alguns conceitos criados ou valorizados por 

Gramsci hoje são de uso corrente em várias partes do 
mundo. Um deles é o de cidadania. Foi ele quem 
trouxe à discussão pedagógica a conquista da 
cidadania como um objetivo da escola. Ela deveria ser 
orientada para o que o pensador chamou de elevação 
cultural das massas, ou seja, livrá-las de uma visão de 
mundo que, por se assentar em preconceitos e tabus, 
predispõe à interiorização acrítica da ideologia das 
classes dominantes.” (Revista Nova Escola) 
Segundo Gramsci, para neutralizar as diferenças 
devidas à procedência social, deveriam ser criados: 

 

(A)  cursos para os professores; 
(B)  atendimentos para deficientes mentais; 
(C)  espaços públicos de lazer; 

(D)  serviços pré-escolares; 
(E)  clubes de cultura. 

 

35   “O meio é a mensagem. Isto apenas significa que 
as consequências sociais e pessoais de qualquer meio 
– ou seja, de qualquer uma das extensões de nós 
mesmos – constituem o resultado do novo estalão 
introduzido em nossas vidas por uma nova tecnologia 
ou extensões de nós mesmos.” (McLuhan) 
O pensamento revolucionário de McLuhan encaixa-se 
no contexto da nova era digital, com o advento da 
internet, da telefonia móvel, da TV por satélite e, 
principalmente, com o lançamento da TV Digital. 
McLuhan foi um pensador de vanguarda que tentou 
desvendar a complexa rede de comunicações em que 
está imerso o homem na era da eletrônica, da 
cibernética, da automação, afetando profundamente a 
sua experiência do mundo, de si e dos outros. A sua 
ideia fundamental e que até hoje permeia a sociedade 
é a expressa no termo: 

 

(A)  aldeia global; 
(B)  máquina social; 
(C)  corpos de conhecimento; 
(D)  serviço de informações; 
(E)  meios de comunicação. 

 

36   "Chegará o dia - e talvez este já seja uma realidade - 
em que as crianças aprenderão muito mais e com maior 
rapidez em contato com o mundo exterior do que no recinto 
da escola." (McLuhan/1969) 
O autor critica a educação de massa, a excessiva 
especialização e a estandartização do conhecimento, 
compreendendo que a consequência dessa realidade 
educacional é a: 

 

(A)  homogeneização da cultura; 
(B)  globalização econômica; 
(C)  sociedade do consumo; 
(D)  exposição desnecessária; 
(E)  competição desenfreada. 

 

37 “A pergunta fundamental que se deve fazer a 
qualquer sistema educacional refere-se ao tipo de 
produto que seus administradores esperam fabricar, e 
para que tipo de sociedade. No século XIX, a resposta 
era ‘o bom cidadão’ numa ‘república democrática’. Na 
metade do século XX, passou a ser o ‘homem de êxito’ 
numa ‘sociedade de especialistas com empregos 
seguros’.” (Wright Mills) 
Paulo Freire criou a categoria pedagógica da 
“conscientização”, em que acredita que devemos, 
através da educação: 

 

(A)  formar a autonomia intelectual do cidadão, a partir 

da prática, e retornando a ela para transformá-la, 
intervindo na realidade; 

(B)  colaborar com as diferentes instituições sociais 

para o fortalecimento do mercado de trabalho; 

(C)  ensinar os processos ideológicos de manipulação 

política, para libertar as novas gerações da 
opressão; 

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9

(D)  negar toda e qualquer diretriz que não seja 

essencialmente brasileira, criada por pensadores 
brasileiros; 

(E)  perder a ingenuidade e perceber as manobras 

partidárias para a formação de pessoas 
destituídas de senso crítico. 

 

38 César Coll enfatiza que a construção do conhecimento é 
orientada para compartilhar significados e sentidos, e que 
esse é o resultado de uma complexa série de interações nas 
quais intervêm, no mínimo, três elementos, que são: 

 

(A)  o pensamento, a emoção e a cultura; 
(B)  a atitude, o procedimento e o conceito; 
(C)  a experiência, a habilidade e a competência; 
(D)  o aluno, os conteúdos de aprendizagem e o professor; 
(E)  o desenvolvimento motor, o afetivo e o cognitivo. 

 

39   Na tendência racionalista, prevalece o inatismo, em que 
o sujeito que conhece é o mais importante no processo do 
conhecimento; na tendência empirista, o sujeito cognoscente 
é passivo, recebendo de fora os elementos para a elaboração 
do conteúdo mental. Para superar essa dicotomia, explicando 
o conhecimento como resultado de interações contínuas, 
entremeado de invenções e descobertas, entre sujeito e 
objetos de conhecimento, surge a teoria: 

 

(A)  naturalista; 
(B)  construtivista; 
(C)  tecnicista; 
(D)  reprodutivista; 
(E)  progressista. 

 

40   Paulo Freire afirma que a educação não é a chave 
única da abertura da porta da transformação social e 
política da sociedade, mas que sem ela, nada se faz. 
Nesse sentido, o educador salienta a: 

 

(A)  importância da tolerância entre os diferentes; 
(B)  preocupação com as ações comunitárias; 
(C)  relação dialética entre educação e sociedade; 
(D)  transformação de atitudes passivas em atitudes 

assertivas; 

(E)  utilidade do conhecimento adquirido tradicionalmente. 

 

41   “O homem caracteriza-se por planejar, isto é, por 
vislumbrar um fim e encadear meios para alcançar o 
resultado que deseja.” (Danilo Gandin) 
Para que as ações do processo educativo intervenham 
na realidade de maneira ampla, global e consciente, é 
necessário que as mesmas estejam: 

 

(A)  bem definidas e os processos sejam 

independentes e autossuficientes; 

(B)  interligadas e os processos sejam acompanhados 

e reavaliados continuamente; 

(C)  clarificadas e os processos sejam validados pela 

comunidade escolar; 

(D)  automatizadas e os processos sejam exequíveis 

na realidade social; 

(E)  caracterizadas e os processos sejam de 

responsabilidade de todos os envolvidos. 

42  O Prof. Paulo Roberto Padilha reflete sobre os 
Temas Transversais, presentes nos Parâmetros 
Curriculares Nacionais, salientando que os mesmos 
estão presentes e em intersecção com os diferentes 
campos do saber – e representam algum avanço no 
trato das questões sociais associadas ao currículo, 
porque isso não ocorria nas propostas anteriores – e 
os critica, compreendendo-os como muito limitados, 
não atendendo: 

 

(A)  à complexidade do real, nem do social e nem à 

politicidade presente no ato educativo; 

(B)  à centralidade das questões ideológicas que 

determinam a ação genuinamente política; 

(C)  ao próprio currículo, pela falta de clareza na sua 

aplicação e pouca abrangência; 

(D)  à organização social vigente e desconhecendo os 

anseios da população carente; 

(E)  ao engessamento das diretrizes pouco diferenciadas 

em função das necessidades locais. 

 
43   Para os criadores da ‘Escola Cidadã’, o planejamento 
educacional que visa o projeto político pedagógico da 
escola serve para, essencialmente: 

 

(A)  formalizar as ideias concebidas pela equipe 

técnico-pedagógica; 

(B)  proporcionar a melhoria da organização e gestão 

administrativa; 

(C)  elaborar a síntese do trabalho em consonância 

com as diretrizes nacionais; 

(D)  exercitar a nossa capacidade de tomar decisões 

coletivamente; 

(E)  aprofundar as discussões sobre o que se tem e 

onde se quer chegar. 

 
44 

 No planejamento dialógico, a elaboração do 

projeto político pedagógico leva em conta a 
preocupação maior que é o melhor atendimento ao 
aluno, analisando objetivamente as necessidades e 
expectativas de todos os segmentos que compõem a 
comunidade escolar, além de considerar que: 

 

(A)  as condições reais estão sempre muito longe das 

condições idealizadas pelo grupo gestor; 

(B)  a operacionalização do projeto depende das 

circunstâncias ambientais e das relações 
interpessoais; 

(C)  há que se ater sempre às recomendações das 

instâncias superiores para a aprovação do projeto; 

(D)  o tratamento dado ao projeto reforça o 

posicionamento teórico-metodológico escolhido 
pela escola; 

(E)  é um processo sempre inconcluso e suscetível às 

mudanças necessárias durante a sua 
concretização. 

 
 
 
 
 

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10

45   Os cursos na esfera virtual que forem construídos 
a partir dos princípios consagrados por Paulo Freire 
podem vir a se tornar dispositivos pedagógicos 
planetários, constitutivos de uma nova pedagogia. 
“Pode-se dizer que a internet e os cursos em rede 
adquirem essa magnitude porque possibilitam 
processos educativos inéditos, mediados pela história 
e pela cultura de cada local. E, também, porque a rede, 
em suas várias dimensões, orienta conexões 
carregadas de simbolismos e não simples contatos.” 
(Margarita Gomez) 
 
A essa nova pedagogia denomina-se Pedagogia da: 
 
(A)  Interatividade; 
(B)  Conectividade; 
(C)  Virtualidade; 
(D)  Pós-Modernidade; 
(E)  Dimensionalidade. 
 
46 “A comunicação entre pessoas, na esfera da 
internet, é singular desde a maneira de posicionar o 
corpo para escrever até o modo de apresentar a 
informação na busca de relação com os outros, que 
também escolhem esse universo para aprender ou, 
então, estão em busca de trabalho, lazer, estudo ou 
negócios. Todos entram na rede estabelecendo 
contatos diferenciados.” (Margarita Gomez) 
O conceito de rede pode ser entendido como um 
entrelaçamento de manifestações de diferentes 
ordens. O que se evidencia na rede são os(as): 
 
(A)   formas de apresentação dos conteúdos; 
(B)   diferentes maneiras de navegar; 
(C)   usuários novos e os que já têm experiência; 
(D)   inúmeros espaços de convivência; 
(E)   sujeitos e seus intercâmbios simbólicos. 
 
 
47   Quanto aos estudos sobre currículo, o Prof. Tomaz 
Tadeu da Silva diz que se tornou lugar comum destacar a 
diversidade das formas culturais do mundo 
contemporâneo. E acrescenta à sua reflexão, a situação 
paradoxal com que essa suposta diversidade convive, lado 
a lado, com fenômenos de: 

 

(A)  ambiguidade econômica; 
(B)  disparidades regionais; 
(C)  significação autêntica; 
(D)  homogeneização cultural; 
(E)  concepção interna.   
  
48   Para Alberto Tosi, a contribuição que a Sociologia, 
como ciência, pode dar ao estudo dos fenômenos 
educacionais é a de confrontá-los com o mundo 
econômico, político e cultural em meio aos quais 
ocorrem. As concepções de mundo, as ideias e os 
valores que as pessoas compartilham entre si e que 
ensinam a seus filhos e alunos são construídas na teia 
cotidiana de relações e interações. São invenções do 
homem, são construções sociais. Portanto, as ideias e 

valores, o mundo da cultura, o conteúdo que é 
ensinado nas relações educacionais, é fruto do embate 
cotidiano por: 
 
(A)  liberdade e democracia genuína; 
(B)  sobrevivência e dignidade humana; 
(C)  interesses econômicos e poder político; 
(D)  informação e conhecimento institucionalizado; 
(E)  soberania tradicional e autonomia. 
 
49  Edgard Morin aponta que uma das principais 
referências para a configuração da educação do futuro 
consiste no reconhecimento dos processos educativos 
como sistemas complexos, possuidores de uma 
característica principal: a capacidade de 
autorreorganização. Este reconhecimento reafirma a 
relação vida e aprendizagem, e a cognição como 
sendo o próprio processo de vida. Neste sentido, as 
tecnologias digitais são mais compatíveis com um 
processo de aprendizagem: 
 
(A)  permanente; 
(B)  regular; 
(C)  tradicional; 
(D)  progressista; 
(E)  específico. 
  
50  Sobre a função do educador na formação de 
alunos por meio das relações interpessoais, pode-se 
afirmar que cabe à escola a responsabilidade de 
formar seus alunos para a convivência coletiva, para 
enfrentar e conviver com a diversidade, com ideais de 
bem comum, cujas ações se norteiem por 
pressupostos éticos. Para Moreira Leite, a preparação 
para viver com os outros deve centrar-se em duas 
questões, que são:  

 

(A)  a tolerância e o reconhecimento de que somos 

todos iguais; 

(B)  o autoconhecimento e o conhecimento do sentido 

do comportamento do outro; 

(C)  a definição da identidade social e as relações que 

são estabelecidas; 

(D)  o significado da vida e o conceito de respeito 

mútuo; 

(E)  o espaço de criação e a formação específica no 

campo da psicologia.  

   
51 Segundo Laurinda de 

 

Almeida – baseada em 

Wallon -, o professor é uma pessoa completa, com 
afeto, cognição e movimento, que se relaciona com um 
aluno também pessoa completa, integral, com afeto, 
cognição e movimento, e ambos, professor e aluno, 
estão num constante processo de mudança. A autora 
segue comentando que se professores e alunos vivem 
boa parte de seu tempo em relação face a face, 
portanto, é salutar que aprendam a ser mais 
compreensivos, atentos e cuidadosos uns com os 
outros. A partir da sua prática com a formação 
contínua de professores, constatou que o investimento 

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11

nas relações interpessoais favorece o acesso ao 
conhecimento e, além disso:  

 

(A)  os profissionais da educação não veem mais 

sentido no magistério; 

(B)  os alunos não querem nada com os estudos e são 

indisciplinados; 

(C)  os professores e alunos querem ser ouvidos, 

compreendidos e considerados; 

(D)  a equipe gestora escolar encontra-se sob forte 

pressão administrativa; 

(E)  as constantes perdas salariais são mais uma fonte 

de insatisfação.  

  
52   Para Pedro Demo, a escola reprodutiva considera 
o conhecimento como um processo linear. Por isso, 
aposta em sua simples transmissão. O professor fala, 
o aluno escuta, toma nota e devolve na prova. Chega-
se no máximo ao domínio reprodutivo de conteúdos. 
Neste momento vive-se um grande desafio porque os 
alunos não precisam mais dessa escola que apenas 
transmite informações. A sociedade informatizada se 
caracteriza pela abundância e presteza de 
informações. Os computadores conectados à internet 
possibilitam o acesso rápido e confiável a arquivos, 
bancos de dados, pesquisas e discussão de temas em 
tempo real. Cabe, então, à escola a função de:  

 

(A)  selecionar, controlar, acessar dados e orientar o 

uso das máquinas; 

(B)  problematizar, organizar, interagir e criar projetos 

educativos; 

(C)  planejar, compartilhar experiências, dinamizar e 

aceitar a mudança; 

(D)  criar, inovar, propor relações interdisciplinares e 

reelaborar conceitos; 

(E)  experimentar, simular, dialogar e preparar seus 

professores.  

  
53 “Os processos reconstrutivos aproveitam pelo 
menos duas fonte complexas. A trajetória evolucionária 
ou a hereditariedade já implantam modos próprios de 
ser e sobretudo de vir a ser de cada indivíduo ou 
sociedade, sem falar que, como os contextos 
ambientais são muito diversificados também, agregam 
sua cota de complexidade. 

 

Cada indivíduo é, ao 

mesmo tempo, igual e diferente. É igual, porque na 
linhagem biológica é apenas um membro a mais dentro 
de sua identidade dinâmica.” (Pedro Demo)  
É diferente, porque:  
 
(A)  aumenta sua experiência durante toda a vida; 
(B)  desenvolve personalidade própria irrepetível; 
(C)  aprimora os seus dons naturais de forma 

emocional; 

(D)  expõe suas convicções de acordo com a sua 

vivência; 

(E)  reproduz a formação recebida no ambiente 

familiar. 

 
 

54 Celso Vasconcellos diz que o educador, numa 
postura dialógica, de mediador na construção do 
conhecimento dos alunos, compreende que não é ele 
que deposita o conhecimento na cabeça do educando. 
Compreende também que não é deixando o educando 
sozinho que o conhecimento brotará de forma 
espontânea. Quem constrói é o sujeito, mas a partir da 
relação social, mediada pela realidade. O autor 
apresenta três vetores para sintetizar o papel do 
professor nessa situação, que são:  

 

(A)  provocar / dispor objetos, elementos, situações / 

interagir com a representação do sujeito; 

(B)  induzir / criar e estruturar histórias que 

reproduzam o cotidiano / auxiliar a concluir; 

(C)  orientar / facilitar a aprendizagem, principalmente 

para os que têm mais dificuldades / propor jogos; 

(D)  apresentar / propor desafios / designar monitores 

para que os mais avançados ajudem os de pior 
desempenho; 

(E)  exemplificar / acompanhar as tarefas como tutor / 

supervisionar a produção de relatórios.  

 

55   Pedro Demo afirma que o professor se tornou o 
profissional mais estratégico dos tempos atuais. 
Primeiro, porque monitora decisivamente a entrada no 
mercado de trabalho, porque este depende cada vez 
mais da qualidade educativa; segundo, porque gesta a 
cidadania mediante o saber pensar, no sentido 
reconstrutivo político. Entretanto, somente 
abandonando a posição ultrapassada de profissional 
do ensino irá assegurar o posto de profissional da 
aprendizagem. Disto deveriam decorrer duas 
consequências fundamentais: o professor carece 
estudar com perseverança sempre renovada as teorias 
e práticas pós-modernas de aprendizagem, além de: 
 
(A)  procurar constante troca de experiências e 

atualização metodológica, para tornar as aulas 
mais vibrantes; 

(B)  utilizar o apoio lúdico para que os alunos 

aprendam brincando, através de jogos educativos 
e desafios; 

(C)  assegurar a aprendizagem de seus alunos, 

através de testes e avaliações de desempenho; 

(D)  ter uma atitude firme nos propósitos, responsável, 

ética e de confiabilidade para com os alunos; 

(E)  ser o exemplo consumado de quem sabe 

aprender, para poder fazer o alunos aprender.  

  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

uff-2010-uff-pedagogo-prova.pdf-html.html

 

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56 

 

A avaliação como é preconizada pelos 

PCNs  deve visar a:  
 
(A)  organização das turmas em grupos homogêneos 

de aprendizagem; 

(B)  verificação dos objetivos não alcançados pelos 

alunos; 

(C)  determinação do grau de sucesso ou fracasso do 

professor; 

(D)  integração entre a aprendizagem e o ensino; 
(E)  aprovação ou reprovação do aluno. 
 
 
57 No Brasil, a organização das atividades educativas 
tem seu início com os jesuítas.  No Plano Geral dos 
jesuítas, o 

Ratio Studiorum 

já se faz presente na 

existência de diferentes funções educativas. 

 

Neste 

quadro, havia o prefeito dos estudos, que encarnava a 
função:  
 
(A)  supervisora; 
(B)  coordenadora; 
(C)  dirigente; 
(D)  fiscalizadora; 
(E)  inspetora. 
  
 
58   Na Grécia Antiga, o pedagogo era quem:  
 
(A)  ensinava as lições básicas para as crianças, como 

ler, escrever e contar; 

(B)  discutia filosofia com os jovens e os adultos 

intelectualizados da cidade; 

(C)  tomava conta da criança e a conduzia até o 

mestre do qual recebia lição; 

(D)  formulava as hipóteses filosóficas e levava à 

apreciação dos mestres; 

(E)  orientava e encaminhava os primeiros passos 

profissionais dos jovens. 

 
 
59  Os termos treinamento, capacitação, reciclagem, 
referentes à educação do profissional em serviço, têm 
sido criticados diante das novas perspectivas 
educacionais. Visando 

à construção da autonomia 

intelectual do profissional, essa iniciativa é atualmente 
denominada de: 
 
(A)  atualização técnico-científica; 
(B)  educação continuada; 
(C)  aprimoramento profissional; 
(D)  prática em serviço; 
(E)  aperfeiçoamento no trabalho. 

 
 
 
 
 
 

60 Dentre as diferentes teorias que investigam a 
relação 

entre desenvolvimento e aprendizagem, 

sociointeracionista é a que traz a visão de que a 
aprendizagem: 
 
(A)  não deveria estudar processos internos da mente, 

mas sim o comportamento, pois este é visível e, 
portanto, passível de observação; 

(B)  é provocada por metodologias adequadas e 

acompanhamento preciso de seus processos de 
aperfeiçoamento; 

(C)  baseia-se nas informações que o aluno recebe do 

seu ambiente, processando-as de acordo com 
suas convicções; 

(D)  se dá através da experimentação, da prática 

exploratória, vinculada aos sentidos e sensações; 

(E)  estimula e fomenta processos de desenvolvimento 

que, uma vez realizados, criam novas 
possibilidades e aprendizagem. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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