Prova Concurso - Pedagogia - 2010-UFF-TECNICO-EM-ASSUNTOS-EDUCACIONAIS - UFF - UFF - 2010

Prova - Pedagogia - 2010-UFF-TECNICO-EM-ASSUNTOS-EDUCACIONAIS - UFF - UFF - 2010

Detalhes

Profissão: Pedagogia
Cargo: 2010-UFF-TECNICO-EM-ASSUNTOS-EDUCACIONAIS
Órgão: UFF
Banca: UFF
Ano: 2010
Nível: Superior

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Gabarito

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UFF – UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE 

CONCURSO PARA PROVIMENTO DE CARGO - UFF/ 2011  

 

 

 
 

 

GABARITO PROVA DE  

MÚLTIPLA ESCOLHA TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS 

 

Parte I: Língua 

Portuguesa 

Parte II: Conhecimento  

Específico 

01 

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20 

40 

60 

 
 
 

Prof.

VANDA MARIA CARDOZO AZEVEDO 

Coordenadora  da Área Acadêmida da COSEAC 

 
 

Prova

uff-2010-uff-tecnico-em-assuntos-educacionais-prova.pdf-html.html

 

E12

 
 
 
 
 
 
 

 

         CONCURSO PÚBLICO  

     

 

    CARGO: TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS

 

 

 

    

 

Instruções ao candidato 

 

• Ao receber o Caderno de Questões, confira o cargo, se é aquele para o qual você está concorrendo, e 

verifique se estão impressas as sessenta questões. 

• Além deste Caderno de Questões

você receberá o Cartão de Respostas. Caso não o tenha recebido, 

peça-o ao Fiscal de Sala

• Verifique se seu nome e número de inscrição conferem com os que aparecem no Cartão de Respostas

E

m caso afirmativo

assine-o e leia atentamente as instruções de preenchimento. Caso contrário, notifique 

imediatamente o erro ao Fiscal. O Cartão de Respostas sem assinatura poderá ser invalidado. 

• Cada questão apresenta cinco opções de respostas, com apenas uma correta. No Cartão de Respostas

atribuir-se-á pontuação zero a toda questão com mais de uma opção assinalada

ainda que dentre elas se 

encontre a correta. 

• Não é permitido ao candidato: usar instrumentos auxiliares para cálculo e desenho; portar material que 

sirva de consulta

copiar as opções assinaladas no Cartão de Respostas

• O tempo disponível para responder às questões e preencher o Cartão de Respostas é de quatro horas

• Reserve pelo menos os vinte minutos finais para o preenchimento do Cartão de Respostas

, que deve ser 

feito com 

caneta esferográfica de corpo transparente e de ponta média com tinta azul ou preta. 

• Quando terminar de responder às questões e preencher o Cartão de Respostas

entregue todo esse 

material ao Fiscal de Sala

• Retirando-se do local da prova após ter decorrido três horas do início, você poderá levar o Caderno de 

Questões

Após o aviso de início da prova, os candidatos só poderão se retirar do local 

decorrido o tempo mínimo de noventa minutos. 

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE 

Superintendência de Recursos Humanos

 

DDRH-Departamento de Desenvolvimento de Recursos Humanos

 

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3

Parte I: Língua Portuguesa 
 

                        

Leia o texto abaixo e responda às questões propostas. 

 

GINÁSTICA 

Foi denunciado ao Tribunal de Segurança o 

contramestre de uma fábrica de tecidos de São Paulo, 
que é acusado de "greve branca". Isto consiste - diz o 
jornal - em provocar o desgaste da maquinaria. Apesar 
de não diminuir a produção da fábrica, o contramestre 
teria feito com que se alterasse a sua qualidade, 
tornando-a inferior, e se desgastassem as 
engrenagens, o que é um sério prejuízo em um 
momento em que a importação é tão difícil. 

Está visto que eu não sei se a acusação é 

verdadeira. Deve, em todo o caso, ser uma acusação 
difícil de provar. É verdade que o Tribunal de 
Segurança, sendo um tribunal de exceção, acima ou 
fora das regras jurídicas vulgares, do gênero das que 
ingenuamente me dei ao trabalho de aprender (ou 
"colar") nos saudosos tempos da Faculdade, lavra 
suas sentenças muito mais à vontade que uma corte 
de justiça comum. Não será de admirar, portanto, que 
o homem vá para a cadeia. Se realmente praticou o 
crime, nada me parece mais justo. Um crime contra 
máquinas é sempre uma coisa repugnante, pois as 
máquinas não devem ser culpadas das extorsões e 
opressões que os homens praticam, utilizando-as. 

E nós, no Brasil, temos bem poucas máquinas 

para que nos possamos dar ao luxo de estragá-Ias. O 
tipo mais abundante de máquinas que possuímos - e 
assim mesmo em número inferior ao necessário - é o 
dessas máquinas a que chamaremos, com uma certa 
boa vontade, humanas. E eis um problema a meditar: o 
desgaste que se faz, no Brasil, nas máquinas de carne 
e osso. Vá o leitor assistir, de manhã ou de tarde, a 
uma partida ou chegada dos trens suburbanos em que 
viajam essas máquinas de carne e osso. Ali, sim, é 
possível observar o desgaste violento, quase aflitivo, 
das maquinarias. É difícil acreditar que estamos ali 
diante da mesma espécie de animal que se exibe nas 
areias de Copacabana. A maioria das mulheres e dos 
homens, inclusive das crianças, tem um ar de coisa 
usada - e abusada. Uma infinidade de gente mal-
acabada e maltratada, um rebanho triste de povo fraco 
ou doente, cujas caras refletem aborrecimento e 
necessidade - e onde brilha apenas, raro e raro, a 
beleza viril de algum rapaz atlético ou a graça fresca 
de alguma jovem morena. E até esses bons 
exemplares despertam melancolia, parecem incapazes 
de resistir durante muito tempo, são árvores sãs numa 
plantação que a praga de mil dificuldades e 
deficiências vai estragando. 

É que as criaturas humanas são máquinas muito 

delicadas - e não há outras máquinas neste país de 
que se cuide menos. Pobres máquinas de carne e 
osso! Para mantê-Ias em bom estado de 
funcionamento, para que rendessem mais e durassem 
mais, seria preciso que recebessem, na ração que a 
Vida lhes oferece todo dia, um pouco mais de carne e 

um pouco menos de osso - desses ossos inumeráveis 
que a maioria de nossa gente tem de roer com tanta 
fúria e tão maus dentes, e daquela carne que não é 
apenas a que tantas vezes não existe no fim das 
intermináveis filas, mas também tudo o que na vida 
tem sustância e sangue, as alegrias mais naturais e 
necessárias ao corpo e à alma a que todos têm direito 
e tão poucos têm acesso.  

E dizer que outro dia eu li um artigo de um 

cavalheiro, no jornal, dizendo que o nosso povo 
precisa se fortalecer fazendo ginástica! Ah, ginástica, 
ginástica! Ginástica para viver, ridícula e patética 
ginástica que tanta gente faz todo dia simplesmente 
para isso: para continuar. Ah, ginástica! Isso cansa, 
meu caro senhor, isso cansa. 

 

(BRAGA, Rubem. In Um pé de milho. 4 ed. Rio de Janeiro: Record, 

1982, p. 22-24.) 

 
 
01  Reescrevendo-se a oração “Foi denunciado ao 
Tribunal de Segurança o contramestre de uma fábrica 
de tecidos de São Paulo” (1º parágrafo) na voz ativa, a 
redação terá a seguinte forma: 
 
(A)  O contramestre de uma fábrica de tecidos de São 

Paulo foi denunciado ao Tribunal de Segurança. 

(B)  Denunciaram ao Tribunal de Segurança o 

contramestre de uma fábrica de tecidos de São 
Paulo. 

(C)  Ao Tribunal de Segurança foi denunciado o 

contramestre de uma fábrica de tecidos de São 
Paulo. 

(D)  Ao Tribunal de Segurança denunciou-se o 

contramestre de uma fábrica de tecidos de São 
Paulo. 

(E)  Denunciou-se o contramestre de uma fábrica de 

tecidos de São Paulo ao Tribunal de Segurança. 

 
 
02  Dos vocábulos abaixo relacionados, o que NÃO 
tem sufixo de significado semelhante ao que forma o 
vocábulo MAQUINARIA é: 

 

(A)  laranjal; 
(B)  arvoredo; 
(C)  folhagem; 
(D)  bebedouro; 
(E)  boiada. 
 
03 

 Reescrevendo-se a oração reduzida de infinitivo 

“Apesar de não diminuir a produção da fábrica” (1º 
parágrafo)” na forma desenvolvida e mantendo-se o sentido 
original, podem ser dadas as formas abaixo, EXCETO: 

 

(A)  Conquanto não diminua a produção da fábrica. 
(B)  Embora não diminua a produção da fábrica. 
(C)  Porquanto não diminua a produção da fábrica. 
(D)  Mesmo que não diminua a produção da fábrica. 
(E)  Ainda que não diminua a produção da fábrica. 

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4

04  Levando-se em conta a correlação entre os tempos 
verbais, pode-se afirmar que, das alterações feitas na 
redação do trecho “o contramestre teria feito com que se 
alterasse a sua qualidade” (1º parágrafo), aquele que gera 
uma construção INCOERENTE é: 

 

(A)  o contramestre fará com que se altere a sua 

qualidade. 

(B)  o contramestre faria com que se alterasse a sua 

qualidade. 

(C)  o contramestre fez com que se alterasse a sua 

qualidade. 

(D)  o contramestre faz com que se altere a sua 

qualidade. 

(E)  o contramestre fazia com que se alterará a sua 

qualidade. 

 
05 

 A oração reduzida de gerúndio no trecho “o 

contramestre teria feito com que se alterasse a sua 
qualidade, tornando-a inferior” (1º parágrafo) exprime, 
em relação à anterior no período, sentido: 

 

(A)  consecutivo; 
(B)  causal; 
(C)  concessivo; 
(D)  temporal; 
(E)  comparativo. 
 
06   A vírgula, corretamente empregada no trecho “e 
se desgastassem as engrenagens, o que é um sério 
prejuízo” (1º parágrafo), justifica-se pela regra de 
pontuação que recomenda separar: 

 

(A)  termo em função de aposto; 
(B)  termo em função de vocativo; 
(C)  termos em coordenação assindética; 
(D)  termo em função de adjunto adverbial; 
(E)  o termo sujeito do termo predicado. 
 
07  Redigindo-se os dois períodos do trecho “Está 
visto que eu não sei se a acusação é verdadeira. Deve, 
em todo o caso, ser uma acusação difícil de provar.” 
(2º parágrafo) num único período, procurando-se 
manter o sentido original, podem ser dadas as formas 
de redação abaixo, EXCETO: 
 
(A)  Está visto que eu não sei ser a acusação 

verdadeira, porém, mesmo que seja, deve ser uma 
acusação difícil de provar. 

(B)  Está visto que eu não sei ser a acusação 

verdadeira, mas, para ser verdadeira, deve ser 
uma acusação difícil de provar. 

(C)  Está visto meu desconhecimento se a acusação é 

verdadeira, mas, em todo o caso, deve ser uma 
acusação difícil de provar. 

(D)  Está claro meu desconhecimento se a acusação é 

verdadeira, contudo, ainda que seja, deve ser uma 
acusação difícil de provar. 

(E)  Está claro que eu não sei ser a acusação 

verdadeira, todavia, em todo o caso, deve ser uma 
acusação difícil de provar. 

08   A oração reduzida de gerúndio “sendo um tribunal 
de exceção” (2º parágrafo), no período em que ocorre 
no texto, pode ser substituída, sem alteração de 
sentido, pela seguinte forma: 
 
(A)  A despeito de ser um tribunal de exceção. 
(B)  Contanto que seja um tribunal de exceção. 
(C)  Não obstante seja um tribunal de exceção. 
(D)  A ponto de ser um tribunal de exceção. 
(E)  Visto ser um tribunal de exceção. 
 
 
09 

 Considere o verbo em caixa alta na oração 

“LAVRA suas sentenças muito mais à vontade que 
uma corte de justiça comum” (2º parágrafo). Sabendo-
se que ele pode ser empregado em vários significados, 
pode-se afirmar que, nesse contexto, dos verbos 
abaixo relacionados, o que pode substituí-lo sem 
alteração de sentido é: 
 
(A)  orna; 
(B)  cultiva; 
(C)  grava; 
(D)  exara; 
(E)  propaga-se. 
 
10   Das alterações feitas na redação do período “Não 
será de admirar, portanto, que o homem vá para a 
cadeia” (2º parágrafo), aquela em que se alterou o seu 
sentido conclusivo é: 
 
(A)  Não será de admirar, pois, que o homem vá para a 

cadeia. 

(B)  Não será de admirar, por conseguinte, que o homem 

vá para a cadeia. 

(C)  Não será de admirar, entretanto, que o homem vá para 

a cadeia. 

(D)  Não será de admirar, então, que o homem vá para a 

cadeia. 

(E)  Não será de admirar, por isso, que o homem vá para a 

cadeia. 

 
11 

 

Das alterações feitas abaixo na oração 

subordinada do período “Se realmente praticou o 
crime, nada me parece mais justo” (2º parágrafo), foi 
alterado o sentido original em: 

 

(A)  Na hipótese de realmente ter praticado o crime, 

nada me parece mais justo. 

(B)  Caso realmente tenha praticado o crime, nada me 

parece mais justo. 

(C)  Como realmente praticou o crime, nada me parece 

mais justo. 

(D)  Tendo realmente praticado o crime, nada me 

parece mais justo. 

(E)  Contanto que realmente praticou o crime, nada me 

parece mais justo. 

 
 
 

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5

12   Registra-se no texto a ocorrência dos vocábulos 
EXCEÇÃO, EXTORSÃO e OPRESSÃO, todos com 
terminações que com frequência geram dificuldades de 
grafia. Nos pares abaixo estão vocábulos com as três 
terminações, em um dos quais há vocábulo com ERRO 
de grafia. Esse par é: 

 

(A)  absorsão / concessão; 
(B)  admissão / inversão; 
(C)  detenção / redenção; 
(D)  impressão / execução; 
(E)  compreensão / eletrocussão. 
  
13   O emprego da expressão sublinhada no trecho “O 
tipo mais abundante de máquinas que possuímos - e 
assim mesmo em número inferior ao necessário - é o 
dessas máquinas a que chamaremos, com uma certa 
boa vontade, humanas.” (3º parágrafo) justifica-se 
porque, de acordo com o texto, os trabalhadores 
brasileiros: 

 

(A)  trabalham em condições indignas nas indústrias; 
(B)  moram em casas onde não há saneamento básico; 
(C)  recebem baixos salários de modo geral; 
(D)  estão submetidos a desgastes desumanos no dia a 

dia; 

(E)  são tratados de forma desigual pelas autoridades 

policiais. 

 
14  No trecho “Vá o leitor assistir, de manhã ou de 
tarde, a uma partida” (3º parágrafo), o verbo ASSISTIR 
foi empregado, do ponto de vista da regência, de 
acordo com norma da língua culta. Das frases abaixo, 
aquela em que o verbo foi empregado em regência que 
contraria norma da língua culta é: 

 

(A)  Após o acidente com o trem, os bombeiros 

acudiram às vítimas com muito profissionalismo. 

(B)  Ao ver o filho em condições degradantes de 

trabalho, o pai abraçou-lhe emocionado. 

(C)  O jovem aspirava a algo melhor na sociedade. 
(D)  A atitude do policial não implicava desprezo ao 

cidadão. 

(E)  A população poderia usufruir transporte de melhor 

qualidade. 

 
15  A concordância verbal na frase “A maioria das 
mulheres e dos homens, inclusive das crianças, tem 
um ar de coisa usada - e abusada” (3º parágrafo) 
poderia também ser feita com o verbo no plural, por 
causa do sentido coletivo do núcleo do sujeito, e ainda 
pelo fato de o núcleo estar seguido de especificadores 
no plural. Das frases abaixo, todas com o verbo no 
singular, aquela que admite apenas uma forma de 
concordância é: 

 

(A)  Não só o homem, mas também a mulher, é vítima 

da desigualdade perversa. 

(B)  Saía de casa para o trabalho o pai, a mulher e o 

filho mais velho. 

(C)  Grande parte dos operários trabalha em condições 

desfavoráveis. 

(D)  O cidadão, muitas vezes com toda a família, fica 

submetido a inúmeros vexames. 

(E)  Cada um dos candidatos prometeu investir em 

transporte público. 

 
16 

 Das alterações feitas na redação da oração 

adjetiva do trecho  “um rebanho triste de povo fraco ou 
doente, cujas caras refletem aborrecimento e 
necessidade” (3º parágrafo), contraria norma da língua 
culta no emprego do pronome relativo a seguinte: 

 

(A)  para cujas caras dirigiam-se os olhares curiosos. 
(B)  em cujas caras estão as marcas da dor e do 

sofrimento. 

(C)  sobre cujas caras pesavam o cansaço e a 

desesperança. 

(D)  de cujas caras desprendia-se a angústia do 

infortúnio. 

(E)  a cujas caras despontavam aborrecimento e 

necessidade. 

 
17   A respeito das opiniões emitidas pelo autor no 3º e 
4º parágrafos, NÃO está de acordo com o texto a 
seguinte: 

 

(A)  pelas fisionomias deformadas, não parece que os 

trabalhadores que moram nos subúrbios 
pertençam à mesma espécie humana dos 
habitantes da Zona Sul da cidade do Rio de 
Janeiro; 

(B)  mesmo as pessoas de melhor fisionomia e 

compleição padecem do abatimento: enfermidade 
crônica gerada pelos desgastes do dia a dia; 

(C)  “Vida” em letra maiúscula simboliza o real sentido 

da existência humana: vida com dignidade, com 
respeito aos direitos humanos essenciais; 

(D)  “carne”, na metáfora do autor, significa tanto a boa 

alimentação quanto o trabalho digno, o salário 
justo e, na velhice, a merecida aposentadoria; 

(E)  “osso”, na metáfora do autor, significa as 

vicissitudes, as dificuldades, o desrespeito à 
condição humana. 

 
18   Das alterações feitas na redação do trecho “e não 
há outras máquinas neste país” (4º parágrafo), está 
INCORRETA, quanto ao emprego do verbo, de acordo 
com as normas da língua culta, a seguinte: 
 
(A)  e não deve haver outras máquinas neste país. 
(B)  e não há de haver outras máquinas neste país. 
(C)  e não pode existir outras máquinas neste país. 
(D)  e não devem existir outras máquinas neste país. 
(E)  e não carecem de existir outras máquinas neste 

país. 

 
 
 
 

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6

19   Abaixo foi reescrito o período “E até esses bons 
exemplares despertam melancolia, parecem incapazes 
de resistir durante muito tempo, são árvores sãs numa 
plantação que a praga de mil dificuldades e 
deficiências vai estragando” (3º parágrafo) de formas 
variadas, procurando-se manter o sentido original. Das 
formas de redação, aquela em que se alterou o sentido 
original é: 
 
(A)  E até esses bons exemplares despertam 

melancolia, pois parecem incapazes de resistir 
durante muito tempo, uma vez que são árvores 
sãs numa plantação que a praga de mil 
dificuldades e deficiências vai estragando. 

(B)  E até esses bons exemplares despertam 

melancolia, porquanto parecem incapazes de 
resistir durante muito tempo, a despeito de serem 
árvores sãs numa plantação que a praga de mil 
dificuldades e deficiências vai estragando. 

(C)  E até esses bons exemplares despertam 

melancolia, dado que parecem incapazes de 
resistir durante muito tempo, por serem árvores 
sãs numa plantação que a praga de mil 
dificuldades e deficiências vai estragando. 

(D)  E até esses bons exemplares despertam 

melancolia, porque parecem incapazes de resistir 
durante muito tempo, em virtude de serem árvores 
sãs numa plantação que a praga de mil 
dificuldades e deficiências vai estragando. 

(E)  E até esses bons exemplares despertam 

melancolia, visto que parecem incapazes de 
resistir durante muito tempo, pois são árvores sãs 
numa plantação que a praga de mil dificuldades e 
deficiências vai estragando. 

 
 
20   O autor repreende o cavalheiro, autor de um artigo 
no jornal, pelo fato de este defender que o povo devia 
fazer ginástica para se fortalecer. O argumento usado 
pelo autor nessa repreensão é de que o povo: 

 

(A)  está cansado de tanto fazer ginástica diariamente 

para subsistir; 

(B)  não gosta de fazer ginástica, pois não ganha para 

isso; 

(C)  despreza qualquer tipo de ginástica, por não ter 

tempo nem condições físicas; 

(D)  entende que fazer ginástica é coisa de gente rica, 

desocupada; 

(E)  não tem necessidade de se cansar fazendo 

ginástica, pois já se cansa trabalhando. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Parte II: Conhecimentos Específicos 
 
21 “A pedagogia dos jesuítas exerceu grande 
influência em quase todo o mundo, incluindo o Brasil. 
Chegaram aqui em 1549, foram expulsos em 1759 e 
retornaram em 1847. Até hoje, a educação tradicional 
os defende.” (Moacir Gadotti). A educação dos jesuítas 
destinava-se à: 

 

(A)  formação das elites burguesas; 
(B)  conscientização das classes populares; 
(C)  preparação dos escravos negros; 
(D)  consagração da causa religiosa protestante; 
(E)  elaboração de métodos progressistas. 

 

22 “John Dewey, filósofo, psicólogo e pedagogo liberal 
norte-americano, exerceu grande influência sobre toda 
a pedagogia contemporânea. Ele foi o defensor da 
Escola Ativa, que propunha a aprendizagem através da 
atividade pessoal do aluno. Sua filosofia da educação 
foi determinante para que a Escola Nova se 
propagasse por quase todo o mundo.” (Moacir 
Gadotti). Dewey acreditava que a educação deveria 
auxiliar os indivíduos a liberarem as suas 
potencialidades, através dos princípios da: 

 

(A)  arte, corporeidade e concentração; 
(B)  liberdade, observação e prática; 
(C)  individualidade, experimentação e descontração; 
(D)  sociabilidade, integralidade e ativismo; 
(E)  iniciativa, originalidade e cooperação. 

 

23 

 Paulo Freire é considerado um dos maiores 

educadores do século XX. Sua principal obra, Pedagogia 
do Oprimido
, foi traduzida em 18 línguas. A contribuição 
maior de Paulo Freire deu-se no campo da: 

 

(A)  reforma das universidades; 
(B)  alfabetização de jovens e adultos; 
(C)  alfabetização de crianças das classes populares; 
(D)  educação à distância; 
(E)  legislação da educação brasileira. 
 
24  Para Danilo Gandim, o processo de planejamento 
participativo possui quatro etapas fundamentais. São elas: 

 

(A)  diagnóstico local, pesquisa na comunidade produtiva, 

programação do tempo disponível e avaliação 
progressiva; 

(B)  compreensão da situação, estabelecimento do rumo, 

verificação da distância entre o desejado e o que se 
tem e a definição do caminho a ser percorrido; 

(C)  análise da conjuntura socioeconômica, 

estabelecimento de parcerias, definição de 
acompanhamento e validação junto ao órgão 
competente; 

(D)  levantamento da história escolar, distribuição das 

tarefas previstas, organização da grade curricular e 
estruturação do calendário escolar; 

(E)  escolha de referenciais teóricos, organização de 

centros de estudos, revisão dos planos de curso e 
divulgação para a comunidade escolar. 

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7

25   Dentro de um plano institucional, a programação é 
a proposta para sanar os problemas apresentados pelo 
diagnóstico. Preparado o diagnóstico, aparecem 
muitas carências para a instituição. Tais carências 
costumam ser muito maiores do que a capacidade da 
instituição de satisfazê-las. Portanto, na hora de fazer 
a programação, é preciso se pensar em duas 
categorias essenciais, a do: 
 
(A)  tempo e a do espaço; 
(B)  oportuno e a do urgente; 
(C)  emergencial e a do financeiro; 
(D)  necessário e a do exequível; 
(E)  ideal e a do durável. 
 
26   Segundo José Morán, “ensinar e aprender exige 
hoje muito mais flexibilidade espaçotemporal, pessoal 
e de grupo, menos conteúdos fixos e processos mais 
abertos de pesquisa e de comunicação.” Essa 
afirmação diz respeito ao movimento educativo e à 
Internet. Para o autor, o papel principal dos 
professores nesse contexto é o de: 
 
(A)  ensinar a utilização dos aplicativos e dos 

programas da internet; 

(B)  formar jovens cidadãos adaptados aos meios 

digitais; 

(C)  transformar as salas de aulas em espaços lúdicos 

e informatizados; 

(D)  ajudar os alunos a interpretar dados, relacioná-los 

e contextualizá-los;  

(E)  propor pesquisas envolvendo sites confiáveis e de 

qualidade. 

 
27 

 

“A pedagogia freireana cumpre um papel 

indispensável enquanto instrumento socioeducacional 
de luta.” (Nelino de Mendonça). A pedagogia 
humanista de Paulo Freire caracteriza-se, 
fundamentalmente, pelas dimensões: 
 
(A)  coercitiva, complexa e desafiadora; 
(B)  humanizadora, flexível e comunitária; 
(C)  esperançosa, transformadora e libertadora;  
(D)  filosófica, histórica e crítica; 
(E)  amorosa, anticapitalista e religiosa. 
 
 
28  Para Paulo Freire, a massificação, a manipulação 
e o assistencialismo são fatores implicadores do 
processo de: 
 
(A)  desescolarização; 
(B)  desumanização; 
(C)  desagregação; 
(D)  desestabilização; 
(E)  desregulação. 

 
 

29 

 Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) 

devem ser observados pelos sistemas educacionais do 
país, como: 
 
(A)  referência curricular; 
(B)  currículo obrigatório; 
(C)  grade curricular; 
(D)  currículo informal; 
(E)  temática transversal. 
 
30 

 Para responder às necessidades pessoais e 

sociais presentes no currículo, os Parâmetros 
Curriculares Nacionais (PCNs) sugerem, através da 
transversalidade de temas sociais, a consideração das 
dimensões: 
 
(A)  conceitual, atitudinal e procedimental; 
(B)  cognitiva, afetiva e psicomotora; 
(C)  individual, social e relacional; 
(D)  intelectual, emocional e motora; 
(E)  informativa, formativa e cidadã. 
 
 
31 

 

“(...) as ideias não nascem dos cérebros 

privilegiados, nem têm existência própria, soltas no ar. 
As concepções de mundo, as ideias e os valores que 
as pessoas compartilham entre si e que ensinam aos 
seus filhos e alunos não são dádivas do céu; são 
construídas na teia cotidiana de relações e interações. 
São invenções do homem (...). E são sempre resultado 
dos conflitos e dos consensos que se estabelecem, 
são fruto das relações de poder e da violência (física 
ou simbólica) que alguns grupos ou classes são 
capazes de exercer sobre os outros. (...)”. Esse trecho 
diz respeito à concepção da ciência chamada: 
 
(A)  História da Educação; 
(B)  Filosofia da Educação; 
(C)  Sociologia da Educação;  
(D)  Ciência da Educação; 
(E)  Biologia da Educação. 
 
 
32 Na concepção de aprendizagem na qual o 
conhecimento é visto como produto da ação e reflexão 
do aluno, esse aluno é compreendido como alguém 
que sabe algumas coisas e que, diante de novas 
informações que para ele fazem algum sentido, realiza 
um esforço para assimilá-las. Ao se deparar com 
questões que a ele se colocam como problemas, 
depara-se também com a necessidade de superação. 
A concepção de aprendizagem descrita é a que 
denominamos de: 
 
(A)  construtivista; 
(B)  liberal; 
(C)  progressista; 
(D)  problematizadora; 
(E)  escolanovista. 
 

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8

33  Um determinado aluno se destaca na universidade 
pelo seu desempenho excepcional e aproveitamento 
extraordinário nos estudos. Uma banca examinadora 
especial foi designada para aplicar alguns instrumentos 
de avaliação específicos. Comprovada a excelência do 
aluno, o mesmo teve abreviada a duração do seu 
curso. O caso relatado é: 

 

(A)  impossível de ocorrer, uma vez que não existe 

legislação que o ampare; 

(B)  possível de ocorrer, já que está previsto na Lei de 

Diretrizes e Bases; 

(C)  legalmente aceito, desde que seja acompanhado 

de testes de QI; 

(D)  ilegal, porque não há reconhecimento de 

antecedente ocorrido; 

(E)  aceitável, se o aluno for transferido de 

universidade de outro país. 

 
34   Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional (9.394/96), a educação escolar compõe-se 
de: 

 

(A)  educação infantil e ensino fundamental; 
(B)  ensino fundamental e ensino médio; 
(C)  educação infantil e educação básica; 
(D)  ensino médio e educação superior; 
(E)  educação básica e educação superior. 
 
35 De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional (9.394/96), as instituições de 
ensino dos diferentes níveis classificam-se, 
administrativamente, como públicas e privadas. As 
públicas são as criadas ou incorporadas, mantidas e 
administradas pelo Poder Público. As privadas são as 
mantidas e administradas por pessoas físicas ou 
jurídicas de direito privado e se enquadram nas 
seguintes categorias: 

 

 

(A)  religiosas, pecuniárias, cooperativas e autônomas; 
(B)  católicas, judaicas, cristãs e laicas; 
(C)  particulares, comunitárias, confessionais e 

filantrópicas; 

(D)  tradicionais, liberais, experimentais e técnicas; 
(E)  humanitárias, civis, agrícolas e urbanas. 
 
36   Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, os 
jovens aprendizes até quatorze anos podem participar de 
cursos de formação técnico-profissional desde que sejam 
observados os seguintes princípios: garantia de acesso e 
frequência obrigatória ao ensino regular, atividade 
compatível com o desenvolvimento do adolescente e: 
 
(A)  direito à carteira assinada; 
(B)  regime familiar de trabalho; 
(C)  atividade esportiva e de lazer; 
(D)  horário especial para o exercício das atividades;  
(E)  assistência médica e odontológica. 
 
37   A análise das tendências pedagógicas no Brasil 
deixa evidente a influência dos grandes movimentos 
educacionais internacionais, da mesma forma que 

expressam as especificidades de nossa história 
política, social e cultural, a cada período em que são 
consideradas. Pode-se identificar, na tradição 
pedagógica brasileira, a presença de quatro grandes 
tendências: a tradicional, a renovada, a tecnicista e 
aquelas marcadas centralmente por preocupações 
sociais e políticas. A “pedagogia tradicional” é uma 
proposta de educação centrada no professor, cuja 
função se define como a de vigiar e aconselhar os 
alunos, corrigir e ensinar a matéria. A metodologia 
decorrente de tal concepção baseia-se na:  

 

(A)  descoberta do interesse dos alunos que, por sua vez, 

aprendem fundamentalmente pela experiência, pelo 
que descobrem por si mesmos; 

(B)  prática controlada e dirigida pelo professor, com 

atividades mecânicas inseridas numa proposta 
educacional programada em detalhes; 

(C)  discussão de temas sociais e políticos e em ações 

sobre a realidade social imediata;  

(D)  função social e política da escola, mediante o trabalho 

com conhecimentos sistematizados, capacidades e 
habilidades; 

(E)  exposição oral dos conteúdos e ênfase nos exercícios 

repetidos para garantir a memorização dos 
conteúdos. 

 

38   A prática escolar distingue-se de outras práticas 
educativas, como as que acontecem na família, no 
trabalho, na mídia, no lazer e nas demais formas de 
convívio social, por constituir-se uma ação: 

 

(A)  assertiva, definida e influenciadora das novas gerações; 
(B)  intencional, sistemática e planejada durante um período 

contínuo e extenso de tempo; 

(C)  cognitiva, colaborativa e formadora de caráter e de 

autonomia cidadã; 

(D)  programada, definitiva e integrada à sociedade e ao 

mundo do trabalho; 

(E)  responsável, organizada e abrangente na abordagem 

epistemológica. 

 

39  Percebe-se que um aluno da fase inicial do Ensino 
Fundamental sabe resolver, com facilidade, contas de 
adição. Percebe-se também que, ao problematizarmos 
uma situação envolvendo o conceito de adição, esse 
mesmo aluno não sabe qual operação realizar. Esse é 
um exemplo bastante comum nas classes de todo o 
país. Os educadores devem estar atentos para:  

 

(A)  perceberem a diferença entre conteúdos conceituais e 

conteúdos procedimentais; 

(B)  exercitarem bastante com os alunos as operações 

fundamentais; 

(C)  que os alunos decorem adequadamente a mecânica 

dos cálculos básicos; 

(D)  equilibrarem exercícios de cálculos com exercícios 

envolvendo problemas; 

(E)  utilizarem conteúdos atitudinais e conceituais na 

mesma proporção. 

 
 

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9

40 “A tendência tecnicista em educação resulta da 
tentativa de aplicar na escola o modelo empresarial, 
que se baseia na racionalização, própria do sistema de 
produção capitalista. Um dos objetivos dessa linha é 
adequar a educação às exigências da sociedade 
industrial e tecnológica, com economia de tempo, 
esforços e custos.” (Mª Lucia de Arruda Aranha). Os 
pressupostos teóricos da tendência tecnicista têm base 
na: 
 
(A)  consciência moral e na pedagogia idealista; 
(B)  educação jesuítica e na psicologia reprodutivista; 
(C)  pedagogia intelectualista e na teoria antiautoritária; 
(D)  filosofia positivista e na psicologia behaviorista; 
(E)  teoria totalitarista e na filosofia fenomenológica. 
 
41  Um dos pontos fundamentais da Constituição de 
1988, no que diz respeito à educação pública, é o que 
destaca que todos os brasileiros têm garantido o 
acesso ao ensino obrigatório e gratuito como direito 
público subjetivo. Isso significa que: 
 
(A)  a garantia deve ser estendida também à 

permanência dos alunos nas instituições 
escolares; 

(B)  a regularidade dessa indicação vai depender 

sempre dos contexto sociopolítico e econômico 
dos municípios e estados; 

(C)  o controle e a regulamentação das ações que 

envolvem a validação desse item fica a cargo dos 
gestores locais; 

(D)  caso o poder público não ofereça essa condição, a 

autoridade competente deve ser legalmente 
responsabilizada; 

(E)  se essa recomendação não for acatada, os 

sistemas de ensino não podem ser 
responsabilizados. 

 
42 Para o educador Carl Rogers (1902-1987), os 
princípios básicos do ensino e da aprendizagem são: 
confiança nas potencialidades humanas, pertinência do 
assunto a ser aprendido ou ensinado, aprendizagem 
participativa, autoavaliação e autocrítica, aprendizagem da 
própria aprendizagem. Rogers confrontou-se diretamente 
com outro psicólogo norte-americano, Skinner, para quem 
o indivíduo é um produto do meio, porque este último 
pregava as teorias conhecidas como: 
 
(A)  não diretivas; 
(B)  positivistas; 
(C)  comportamentalistas; 
(D)  existencialistas; 
(E)  iluministas. 
 
 
43 “Não basta saber ler mecanicamente que ‘Eva viu a 
uva’
. É necessário compreender qual a posição que 
Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para 
produzir uvas e quem lucra com esse trabalho.” (Paulo 
Freire). Para Paulo Freire não há educação e nem 

alfabetização neutra. A ação pedagógica é, então, uma 
ação: 
 
(A)  filosófica; 
(B)  social; 
(C)  histórica; 
(D)  humana; 
(E)  política. 
 
44 “O planejamento na perspectiva da escola cidadã 
(...) é uma forma de resistência e representa uma 
alternativa ao planejamento autoritário, burocrático, 
centralizado e descendente, que ganhou as estruturas 
dos nossos sistemas educacionais e das nossas redes 
escolares.” (Moacir Gadotti). Nesse sentido, o 
planejamento escolar deve se basear 
fundamentalmente na dimensão: 
 
(A)  dialógica; 
(B)  autoritária; 
(C)  amistosa; 
(D)  hierárquica; 
(E)  amorosa. 
 
45  “A pedagogia enquanto ciência dialética nos mostra 
que ‘o conflito está na base de toda a pedagogia’ 
(Gadotti), e que o seu referencial maior é a práxis, 
entendida como ação transformadora.” (Paulo Roberto 
Padilha). Partindo da afirmação descrita, pode-se 
afirmar que o fenômeno educativo é sempre um: 
 
(A)  fator de pesquisa contextual relacionado ao tempo 

e ao espaço em que ocorre; 

(B)  processo humanizador que depende da mediação 

pedagógica do educador; 

(C)  pretexto para gerar novos conhecimentos e 

habilidades específicas; 

(D)  modelo a ser seguido que influencia e forma as 

gerações de crianças e jovens; 

(E)  aprendizado social e socializante que opera de 

maneira independente. 

 
 
46  No momento de planejar seu trabalho, definindo 
uma determinada metodologia de ensino para 
apresentar um novo conteúdo, o educador leva em 
conta os conhecimentos prévios dos alunos. Tal 
abordagem significa que o professor deve: 
 
(A)  aproveitar o conteúdo que já foi ensinado pelo 

próprio professor; 

(B)  mostrar o novo conteúdo com exemplos práticos 

do cotidiano; 

(C)  contextualizar social e historicamente o conteúdo 

a ser dado; 

(D)  utilizar variadas fontes de informação a respeito do 

conteúdo tratado; 

(E)  compreender a perspectiva pela qual o aluno 

enxerga o conteúdo. 

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10

47 “Os pensadores da Escola Nova construíram um 
modelo de ensino que ficou conhecido como 
aprendizagem pela descoberta: a escola deveria 
estimular os alunos a fazerem descobertas, criar 
situações tais em que pudessem não ser ensinadas, 
mas realizar aprendizagens por si mesmas. Era uma 
ideia de autorregulação, no sentido em que os alunos 
buscariam o conhecimento na medida das suas 
necessidades. (...) Evidentemente, um modelo como 
esse refutava a ideia de decidir a priori os conteúdos 
do ensino.” (Telma Weisz). A utilização frequentemente 
distorcida dessas ideias acabou por incentivar uma 
onda de práticas pedagógicas, que hoje são 
reconhecidas e denominadas: 

 

(A)  problematizadoras; 
(B)  individualistas; 
(C)  espontaneístas; 
(D)  circunstanciais; 
(E)  reveladoras. 
 
48  “Durkheim (sociólogo, pedagogo e filósofo) e Marx 
(filósofo e economista), em suas teorias sociais, 
partiram da ideia de que só é possível compreender as 
relações entre os homens se compreendermos a 
sociedade que os obriga a agir de acordo com forças 
estranhas a suas vontades individuais, e impositivas 
em relação a elas.” (Alberto Tosi Rodrigues). Para 
Durkheim, a educação é o mecanismo pelo qual o 
indivíduo torna-se membro da sociedade, se socializa. 
Para Marx, a educação é: 

 

(A)  um mecanismo que tanto pode oprimir, quanto 

emancipar o homem; 

(B)  uma possibilidade de adaptação ao meio 

historicamente determinado; 

(C)  uma porta de acesso aos bens materiais 

produzidos pela sociedade; 

(D)  um ponto de partida para o autoconhecimento e 

aceitação das diferenças; 

(E)  uma consequência da interação entre sujeito e 

objetos do conhecimento. 

 
49 

 

Conteúdos desconectados da realidade, 

disciplinas estanques, memorização mecânica dos 
assuntos, valorização da sonoridade das palavras em 
detrimento do seu valor significativo são exemplos de 
características da prática educativa chamada por Paulo 
Freire de: 
 
(A)  crítica; 
(B)  autoritária; 
(C)  histórica; 
(D)  bancária; 
(E)  real. 
 
 
 
 
 

50  A cultura da educação na rede computacional 
(web) está se fazendo e refazendo. Todos estão 
aprendendo juntos, praticamente nas mesmas 
condições dos aprendizes. Uma das grandes 
contribuições da internet para o trabalho educativo na 
esfera virtual é a valorização da dimensão: 
 
(A)  participativa; 
(B)  colaborativa; 
(C)  interativa; 
(D)  individualista; 
(E)  generalista. 

 

51  “A certeza que temos é que o espaço digital, na 
geração de relações e elementos interativos próprios 
para o meio virtual, produz novos espaços de poder 
nos quais a mediação crítica é fundamental para 
permitir a educação.” A partir do alerta dado pela  
Prof.ª Margarita Gomez na citação, é correto afirmar 
que a política educacional voltada para a 
implementação de redes de aprendizagem deve 
considerar a opção por uma concepção educativa 
democratizante e garantir a: 
 
(A)  infraestrutura necessária para a formação dos 

educadores; 

(B)  orientação devida às inovações educativas; 
(C)  avaliação contínua do processo educativo; 
(D)  metodologia progressista sempre atualizada; 
(E)  dialogicidade plena entre os participantes. 

 

52   Seguem alguns exemplos de recomendações para 
uma comunicação saudável e um bom entendimento 
entre as pessoas na internet. 
 

 

 
Da mesma maneira que no cotidiano existem regras de 
convivência para se viver em sociedade, nas 
comunidades virtuais busca-se o convívio harmonioso 
entre as pessoas. A essa ética de comportamento na 
internet dá-se o nome de: 
 
(A)  etiquenet; 
(B)  etiqueweb; 
(C)  webquest; 
(D)  netiqueta; 
(E)  webneta. 
 

As mensagens enviadas por e-mail devem ser 
breves e objetivas. 
Devem-se evitar comentários ou atitudes 
desagradáveis para com os outros. 
Não bisbilhotar arquivos de outras pessoas. 
Não se apropriar da produção intelectual de 
outras pessoas. 
Não monopolizar as participações nos fóruns, 
debates e listas de discussão. 
Deve-se evitar escrever mensagens com letras 
maiúsculas, porque são consideradas gritos. 

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11

53 Um dos pensadores mais apreciados pelos 
educadores brasileiros, na atualidade, é o psicanalista 
Rubem Alves. Sua crítica tenaz ao modelo tradicional 
de educação e a toda forma como as escolas, de uma 
maneira geral, se organizam, encontra eco nas salas 
de aula de todo o país. Para Rubem Alves, a 
aprendizagem se efetiva de maneira consequente, se 
estiver diretamente ligada ao(à): 

 

(A)  natureza; 
(B)  disciplina; 
(C)  prazer; 
(D)  futuro; 
(E)  imaginário. 

 

54   O filósofo austríaco Ivan Illich é considerado um 
dos autores mais radicais e humanistas de nosso 
tempo. Critica severamente o sistema escolar, 
denunciando a estrutura reprodutora e justificadora do 
tipo de sociedade construída, caracterizada pela 
industrialização crescente e pelo consumismo ilimitado. 
Illich prega, então, a: 

 

(A)  globalização da educação; 
(B)  desescolarização da sociedade; 
(C)  generalização dos conhecimentos; 
(D)  especialização dos indivíduos;  
(E)  padronização das instituições. 

 

55 Segundo Telma Weisz, o modelo de ensino 
atualmente relacionado ao construtivismo chama-se 
aprendizagem pela resolução de problemas e 
pressupõe uma intervenção pedagógica de natureza 
própria. A autora esclarece que quando se fala nesse 
modelo, não está se referindo aos clássicos problemas 
escolares de matemática, e sim: 

 

(A)  aos problemas do cotidiano vivenciados pelos alunos; 
(B)  à dura problemática socioeconômica em que vivem os 

brasileiros; 

(C)  aos conteúdos previamente elaborados, chamados de 

pré-requisitos; 

(D)  à utilização de situações-problema como núcleos das 

situações de aprendizagem; 

(E)  ao conhecimento prévio dos alunos ainda não 

problematizado. 

 

56  Sobre as correções feitas pelo professor de 
trabalhos feitos pelos alunos, Telma Weisz alerta que é 
importante ressaltar que elas não podem ser todas da 
mesma natureza, porque os conteúdos não o são. Não 
é da mesma natureza trabalhar com cálculo mental e 
com os diferentes gêneros literários. Em cada situação 
há várias formas de fazer o aluno saber que errou, 
onde errou e por que errou. O professor deve estar 
atento aos motivos que o levam a corrigir os trabalhos 
dos alunos. O professor deve intervir porque: 

 

(A)  corrigindo, ele está ensinando; 
(B)  consertando, estará fixando o que é certo; 
(C)  avaliando, estará cumprindo com a sua atribuição; 
(D)  retificando, levará o aluno a fazer o que é correto; 
(E)  verificando, poderá melhorar o conceito do aluno. 

57   Um homem, que estudou apenas até o 5º ano do 
ensino fundamental, trabalha há dezesseis anos numa 
oficina de consertos de aparelhos eletrônicos, como 
técnico. Foi convidado para trabalhar numa empresa 
de médio porte, em que pediram a certificação técnica 
desse trabalhador. Ele procurou, então, uma escola 
técnica reconhecida e, após ser submetido a uma 
avaliação de seus conhecimentos, foi aprovado e 
obteve o diploma. Esse é um caso: 
 
(A)  inexistente porque não existem técnicos sem 

certificação; 

(B)  absurdo porque não possui respaldo na legislação 

brasileira; 

(C)  excepcional e deve ser remetido às instâncias 

superiores; 

(D)  previsto pela Lei de Diretrizes e Bases 9.394/1996;  
(E)  raro e apenas os Conselhos Estaduais de 

Educação podem avaliar. 

 
58 

 A teoria construtivista de Jean Piaget já é 

conhecida há mais tempo pelos educadores, 
principalmente em seus aspectos psicológicos. A partir 
da década de 80 passam a ser enfatizados também os 
pressupostos epistemológicos dessa teoria. A esses 
estudos, acrescenta-se a contribuição da pesquisa 
científica de: 
 
(A)  Gramsci e Dewey; 
(B)  Vygotsky e Emília Ferreiro;  
(C)  Freinet e Rogers; 
(D)  Durkheim e Leontiev; 
(E)  Wallon e Luria. 
 
59 Na década de 60, durante a ditadura militar, 
diversos acordos foram feitos. São conhecidos os 
acordos MEC-USAID (entre o Ministério da Educação 
e Cultura e a United States Agency for International 
Development), pelos quais o Brasil recebeu assistência 
técnica e cooperação financeira para a implantação da 
reforma educacional. Segundo Mª Lucia de Arruda 
Aranha, a partir daí, desenvolveu-se uma reforma 
autoritária, vertical, domesticadora, que visava atrelar o 
sistema educacional ao modelo econômico 
dependente, imposto pela política norte-americana 
para a América Latina. Esse modelo se baseava em 
três pilares: 
 
(A)  educação e adaptação, educação e produtividade 

e educação e cultura; 

(B)  educação e privatização, educação e globalização 

e educação e comportamento; 

(C)  educação e desenvolvimento, educação e 

segurança e educação e comunidade; 

(D)  educação e disciplina, educação e trabalho, 

educação e formação; 

(E)  educação e técnica, educação e reforma, 

educação e sistema público. 

 

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60   Na vigência do Estado Novo (1937-1945), durante 
a ditadura Vargas, o ministro Gustavo Capanema 
empreendeu algumas reformas, como, por exemplo, a 
reestruturação do então curso secundário, passando a 
ser assim constituído: 
 
(A)  1º grau de oito anos e 2º grau de três anos, este 

com formação profissionalizante; 

(B)  educação básica de 12 anos consecutivos e 

formação generalista para o vestibular; 

(C)  1º grau de quatro anos e 2º grau de três anos, 

este com formação para o magistério; 

(D)  admissão, ensino fundamental de cinco anos e 

ensino médio de três anos; 

(E)  ginásio de quatro anos e colegial de três anos, 

este dividido em clássico e científico.                                                                                                                                     

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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