Prova Concurso - Arquitetura - 2011-TRT-23-REGIAO-MT-ANALISTA-JUDICIARIO-ARQUITETURA - FCC - TRT - 2011

Prova - Arquitetura - 2011-TRT-23-REGIAO-MT-ANALISTA-JUDICIARIO-ARQUITETURA - FCC - TRT - 2011

Detalhes

Profissão: Arquitetura
Cargo: 2011-TRT-23-REGIAO-MT-ANALISTA-JUDICIARIO-ARQUITETURA
Órgão: TRT
Banca: FCC
Ano: 2011
Nível: Superior

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Gabarito

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Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região 

Mato Grosso - Analista e Técnico Judiciário 

 
 

Divulgação do gabarito preliminar 

 
 

C. Gerais/C. Específicos 
Cargo ou opção AI - AN JUD - APOIO ESP ARQUITETURA (SEG DO TRAB) 
Tipo gabarito 1  

 

001 - B 
002 - E 
003 - A 
004 - D 
005 - C 
006 - A 
007 - E 
008 - C 
009 - D 
010 - B 

 

011 - B 
012 - D 
013 - B 
014 - C 
015 - A 
016 - E 
017 - D 
018 - C 
019 - E 
020 - A 

 

021 - C 
022 - C 
023 - E 
024 - B 
025 - D 
026 - A 
027 - B 
028 - A 
029 - D 
030 - E 

 

031 - C 
032 - A 
033 - D 
034 - B 
035 - A 
036 - B 
037 - C 
038 - D 
039 - E 
040 - B 

 

041 - E 
042 - A 
043 - E 
044 - C 
045 - A 
046 - D 
047 - E 
048 - D 
049 - B 
050 - C 

 

051 - E 
052 - C 
053 - A 
054 - A 
055 - B 
056 - E 
057 - C 
058 - D 
059 - C 
060 - A 

 

Prova

fcc-2011-trt-23-regiao-mt-analista-judiciario-arquitetura-prova.pdf-html.html

N do Caderno

o

N de Inscrição

o

ASSINATURA DO CANDIDATO

N do Documento

o

Nome do Candidato

Analista Judiciário -

Especialidade Arquitetura (Segurança do Trabalho)

Área Apoio Especializado

Concurso Público para provimento de cargos de

Maio/2011

TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 23 REGIÃO

a

P R O V A

INSTRUÇÕES

VOCÊ DEVE

ATENÇÃO

- Verifique se este caderno:

- corresponde a sua opção de cargo.

- contém 60 questões, numeradas de 1 a 60.

Caso contrário, reclame ao fiscal da sala um outro caderno.

Não serão aceitas reclamações posteriores.

- Para cada questão existe apenas UMA resposta certa.

- Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher a resposta certa.

- Essa resposta deve ser marcada na FOLHA DE RESPOSTAS que você recebeu.

- Procurar, na FOLHA DE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo.

- Verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que você escolheu.

- Marcar essa letra na FOLHA DE RESPOSTAS, conforme o exemplo:

- Marque as respostas primeiro a lápis e depois cubra com caneta esferográfica de tinta preta.

- Marque apenas uma letra para cada questão, mais de uma letra assinalada implicará anulação dessa questão.

- Responda a todas as questões.

- Não será permitida qualquer espécie de consulta, nem o uso de máquina calculadora.

- Você terá 3 horas para responder a todas as questões e preencher a Folha de Respostas.

- Ao término da prova, chame o fiscal da sala para devolver o Caderno de Questões e a sua Folha de Respostas.

- Proibida a divulgação ou impressão parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados.

A

C D E

Conhecimentos Gerais
Conhecimentos Específicos

Caderno de Prova ’AI’, Tipo 001

MODELO

0000000000000000

MODELO1

00001−0001−0001

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TRT23-Conhecimentos-Gerais

1

 

 

CONHECIMENTOS GERAIS 

 

Língua Portuguesa 

 

Atenção: 

As questões de números 1 a 6 referem-se ao texto 
abaixo. 

 

Política e sociedade na obra de 

Sérgio Buarque de Holanda 

 

Para Sérgio Buarque de Holanda a principal tarefa do 

historiador consistia em estudar possibilidades de mudança 

social. Entretanto, conceitos herdados e intelectualismos 

abstratos impediam a sensibilidade para com o processo do 

devir. Raramente o que se afigurava como predominante na 

historiografia brasileira apontava um caminho profícuo para o 

historiador preocupado em estudar mudanças. Os caminhos 

institucionalizados escondiam os figurantes mudos e sua fala. 

Tanto as fontes quanto a própria historiografia falavam a 

linguagem do poder, e sempre imbuídas da ideologia dos 

interesses estabelecidos. Desvendar ideologias implica para o 

historiador um cuidadoso percurso interpretativo voltado para 

indícios tênues e nuanças sutis. Pormenores significativos 

apontavam caminhos imperceptíveis, o fragmentário, o não-

determinante, o secundário. Destes proviriam as pistas que 

indicariam o caminho da interpretação da mudança, do 

processo do vir a ser dos figurantes mudos em processo de 

forjar estratégias de sobrevivência. 

Era engajado o seu modo de escrever história. Como 

historiador quis elaborar formas de apreensão do mutável, do 

transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da 

sociedade brasileira. Enfatizava o provisório, a diversidade, a 

fim de documentar novos sujeitos eventualmente participantes 

da história. 

Para chegar a escrever uma história verdadeiramente 

engajada deveria o historiador partir do estudo da urdidura dos 

pormenores para chegar a uma visão de conjunto de sociabi-

lidades, experiências de vida, que por sua vez traduzissem 

necessidades sociais. Aderir à pluralidade se lhe afigurava 

como uma condição essencial para este sondar das possibili-

dades de emergência de novos fatores de mudança social. 

Tratava-se, na historiografia, de aceitar o provisório como ne-

cessário. Caberia ao historiador o desafio de discernir e de 

apreender, juntamente com valores ideológicos preexistentes, 

as possibilidades de coexistência de valores e necessidades 

sociais diversas que conviviam entre si no processo de 

formação da sociedade brasileira sem uma necessária 

coerência. 

(Fragmento adaptado de Maria Odila Leite da Silva Dias, Sérgio 
Buarque de Holanda e o Brasil. 
São Paulo, Perseu Abramo, 
1998, pp.15-17) 

1. 

Na visão de Sérgio Buarque de Holanda, o historiador 
deve valorizar 
 
(A)  os personagens que tiveram papel preponderante na 

história nacional, deixando de lado os figurantes a 
quem é dado muito espaço na historiografia brasi-
leira tradicional. 

 
(B)  o fragmento e o detalhe, contrapondo-se assim à 

historiografia brasileira tradicional, que privilegia a 
totalidade e a síntese. 

 
(C)  o inacabado e o imperfeito, convergindo para a his-

toriografia brasileira tradicional, que sempre recusou 
a estabilidade e a permanência. 

 
(D)  os resultados em lugar do processo, objetivando tor-

nar mais significativas as descobertas da história tra-
dicional feita no Brasil. 

 
(E)  as ideologias e o papel fundamental que desem-

penham em todo o processo histórico, muito mais 
importante que aquele exercido pelos indivíduos. 

_________________________________________________________ 

 

2. Ao 

contrapor 

conceitos herdados e intelectualismos 

abstratos, de um lado, e a sensibilidade para com o pro-
cesso do devir
, de outro, a autora afirma a opção de 
Sérgio Buarque de Holanda 
 
(A)  pelo pensamento metódico e consagrado em detri-

mento da observação sempre enganosa dos fatos. 

 
(B)  pela arte, capaz de despertar os sentidos mais em-

botados, em detrimento da filosofia, em que a razão 
invariavelmente predomina. 

 
(C)  pelo trabalho braçal, palpável e concreto, em detri-

mento do trabalho intelectual, desvinculado da vida e 
da realidade. 

 
(D)  pelo passado, que se pode conhecer em detalhes e 

de modo seguro, em detrimento do futuro, que não 
pode ser previsto senão especulativamente. 

 
(E)  pela apreensão da realidade fugidia e instável em 

detrimento da teoria inflexível e da especulação 
vazia. 

_________________________________________________________ 

 

3. 

Destes proviriam as pistas que indicariam o caminho ... 

 

O verbo empregado no texto que exige o mesmo tipo de 
complemento que o grifado acima está também grifado 
em:  

 
(A) ... 

a principal tarefa do historiador consistia em 

estudar possibilidades de mudança social. 

 
(B)  Os caminhos institucionalizados escondiam os 

figurantes mudos e sua fala. 

 
(C)  Enfatizava o provisório, a diversidade, a fim de 

documentar novos sujeitos ... 

 
(D) ... 

sociabilidades, experiências de vida, que por sua 

vez traduzissem necessidades sociais. 

 
(E)  Era engajado o seu modo de escrever história. 

_________________________________________________________ 

 

4. 

Tanto as fontes quanto a própria historiografia falavam a 
linguagem do poder 
... 

 

Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma 
verbal resultante será: 

 
(A) eram 

faladas. 

(B) foi 

falada. 

(C) se 

falaram. 

(D) era 

falada. 

(E) tinha-se 

falado. 

Caderno de Prova ’AI’, Tipo 001

fcc-2011-trt-23-regiao-mt-analista-judiciario-arquitetura-prova.pdf-html.html

 

TRT23-Conhecimentos-Gerais

1

 

5. 

O segmento retirado do texto cuja redação mantém-se 
correta com o acréscimo de uma vírgula é:  

 
(A)  Raramente o que se afigurava como predominante 

na historiografia brasileira, apontava um caminho 
profícuo ... 

 
(B)  Caberia ao historiador, o desafio de discernir e de 

apreender ... 

 
(C)  Para chegar a escrever uma história verdadeira-

mente engajada, deveria o historiador ... 

 
(D)  Aderir à pluralidade se lhe afigurava, como uma con-

dição essencial para este sondar ... 

 
(E)  Desvendar ideologias, implica para o historiador um 

cuidadoso percurso interpretativo ... 

_________________________________________________________ 

 

6. 

Como historiador quis elaborar formas de apreensão do 
mutável, do transitório e de processos ainda incipientes no 
vir a ser da sociedade brasileira. 

 
A frase acima está corretamente reescrita, preservando-se 
em linhas gerais o sentido original, em: 

 
(A)  Às formas de apreensão do mutável, do transitório e 

de processos ainda incipientes no vir a ser da socie-
dade brasileira voltou-se o historiador Sérgio Buar-
que, com o intento de elaborá-las. 

 
(B)  Sérgio Buarque, como historiador, dedicou-se à ela-

borar formas de apreensão do mutável, do transitório 
e dos processos ainda incipientes no vir a ser da 
sociedade brasileira. 

 
(C)  As formas de apreensão do mutável, do transitório e 

de processos ainda incipientes no vir a ser da socie-
dade brasileira o historiador Sérgio Buarque preten-
deu dar elaboração. 

 
(D)  Em seu trabalho como historiador, Sérgio Buarque 

tinha como meta chegar à certas formas de apreen-
são do mutável, do transitório e de processos ainda 
incipientes no vir a ser da sociedade brasileira.  

 
(E)  O historiador Sérgio Buarque dedicou-se a elabora-

ção de formas de apreensão do mutável, do transitó-
rio e de processos ainda incipientes no vir a ser da 
sociedade brasileira. 

_________________________________________________________ 

 

Atenção: 

As questões de números 7 a 10 referem-se ao texto 
abaixo. 

 

A navegação fazia-se, comumente, das oito horas da 

manhã às cinco da tarde, quando as canoas embicavam pelos 

barrancos e eram presas a troncos de árvores, com o auxílio de 

cordas ou cipós. Os densos nevoeiros, que se acumulam sobre 

os rios durante a tarde e pela manhã, às vezes até o meio-dia, 

impediam que se prolongasse o horário das viagens. 

Antes do pôr-do-sol, costumavam os homens arranchar-

se e cuidar da ceia, que constava principalmente de feijão com 

toucinho, além da indefectível farinha, e algum pescado ou caça 

apanhados pelo caminho. Quando a bordo, e por não poderem 

acender fogo, os viajantes tinham de contentar-se, geralmente, 

com feijão frio, feito de véspera. 

De qualquer modo, era esse alimento tido em grande 

conta nas expedições, passando por extremamente substancial 

e saudável. Um dos motivos para tal preferência vinha, sem 

dúvida, da grande abundância de feijão nos povoados, durante 

as ocasiões em que costumavam sair as frotas destinadas ao 

Cuiabá e a Mato Grosso. 

(Adaptado de Sérgio Buarque de Holanda. Monções. 3.ed. São 
Paulo, Brasiliense, 2000, pp.105-6) 

7. 

O segmento cujo sentido está corretamente expresso em 
outras palavras é: 

 
(A)  além da indefectível farinha 

=

 sem contar a eventual 

moagem. 

 
(B)  feito de véspera 

=

 ritualmente preparado. 

 
(C)  tido em grande conta nas expedições 

=

 muito caro 

para as viagens. 

 
(D)  arranchar-se e cuidar da ceia 

=

 abancar-se e servir o 

jantar. 

 
(E)  impediam que se prolongasse 

=

 obstavam que se 

estendesse. 

_________________________________________________________ 

 

8. 

Quando a bordo, e por não poderem acender fogo, os 
viajantes tinham de contentar-se, geralmente, com feijão 
frio, feito de véspera. 

 
Identificam-se nos segmentos grifados na frase acima, 
respectivamente, noções de 

 
(A)  modo e consequência. 
(B) causa 

concessão. 

(C) temporalidade 

causa. 

(D)  modo e temporalidade. 
(E) consequência 

oposição. 

_________________________________________________________ 

 

9. 

Leia atentamente as afirmações a seguir. 

 

 

I

.  O segmento grifado em as canoas [...] eram presas 

a troncos de árvores, com o auxílio de cordas ou 
cipós
 (primeiro parágrafo) pode ser substituído por 
auxiliadas consoante, sem prejuízo para a cor-
reção e a clareza. 

 

 

II

. Em 

Os densos nevoeiros, que se acumulam sobre 

os rios (primeiro parágrafo), o segmento grifado 
pode ser substituído, sem prejuízo para a correção 
e o sentido, por acumulados

 

 

III

. A 

expressão 

De qualquer modo, no último pará-

grafo, é equivalente a Em todo caso

 
Está correto o que se afirma em 

 
(A) 

I

, apenas. 

(B) 

II

, apenas. 

(C) 

I

 e 

III

, apenas. 

(D) 

II

 e 

III

, apenas. 

(E) 

I

II

 e 

III

_________________________________________________________ 

 

10.  O verbo corretamente empregado e flexionado está grifa-

do em: 

 
(A)  É de se imaginar que, se os viajantes setecentistas 

antevessem as dificuldades que iriam deparar, mui-
tos deles desistiriam da aventura antes mesmo de 
embarcar. 

 
(B)  O que quer que os compelisse, cabe admirar a cora-

gem desses homens que partiam para o desconhe-
cido sem saber o que os aguardava a cada volta do 
rio. 

 
(C)  Caso não se surtisse com os mantimentos neces-

sários para o longo percurso, o viajante corria o risco 
de literalmente morrer de fome antes de chegar ao 
destino. 

 
(D)  Se não maldiziam os santos, é bastante provável 

que muitos dos viajantes maldizessem ao menos o 
destino diante das terríveis tribulações que deviam 
enfrentar. 

 
(E)  Na história da humanidade, desbravadores foram 

não raro aqueles que sobreporam o desejo de enri-
quecer à relativa segurança de uma vida sedentária. 

Caderno de Prova ’AI’, Tipo 001

fcc-2011-trt-23-regiao-mt-analista-judiciario-arquitetura-prova.pdf-html.html

 

TRT23-Conhecimentos-Gerais

1

 

Atenção: 

As questões de números 11 a 20 referem-se ao 
texto seguinte. 

 

Do homicídio

 

Cabe a vós, senhores, examinar em que caso é justo pri-

var da vida o vosso semelhante, vida que lhe foi dada por Deus. 

Há quem diga que a guerra sempre tornou esses 

homicídios não só legítimos como também gloriosos. Todavia, 

como explicar que a guerra sempre tenha sido vista com horror 

pelos brâmanes, tanto quanto o porco era execrado pelos ára-

bes e pelos egípcios? Os primitivos aos quais foi dado o nome 

ridículo de quakers** fugiram da guerra e a detestaram por 

mais de um século, até o dia em que foram forçados por seus 

irmãos cristãos de Londres a renunciar a essa prerrogativa, que 

os distinguia de quase todo o restante do mundo. Portanto, 

apesar de tudo, é possível abster-se de matar homens. 

Mas há cidadãos que vos bradam: um malvado furou-me 

um olho; um bárbaro matou meu irmão; queremos vingança; 

quero um olho do agressor que me cegou; quero todo o sangue 

do assassino que apunhalou meu irmão; queremos que seja 

cumprida a antiga e universal lei de talião. 

Não podereis acaso responder-lhes: “Quando aquele 

que vos cegou tiver um olho a menos, vós tereis um olho a 

mais? Quando eu mandar supliciar aquele que matou vosso 

irmão, esse irmão será ressuscitado? Esperai alguns dias; 

então vossa justa dor terá perdido intensidade; não vos 

aborrecerá  ver com o olho que vos resta a vultosa soma de 

dinheiro que obrigarei o mutilador a vos dar; com ela vivereis 

vida agradável, e além disso ele será vosso escravo durante 

alguns anos, desde que lhe seja permitido conservar seus dois 

olhos para melhor vos servir durante esse tempo. Quanto ao 

assassino do seu irmão, será vosso escravo enquanto viver. Eu 

o tornarei útil para sempre a vós, ao público e a si mesmo”. 

É assim que se faz na Rússia há quarenta anos. Os 

criminosos que ultrajaram a pátria são forçados a servir à pátria 

para sempre; seu suplício é uma lição contínua, e foi a partir de 

então que aquela vasta região do mundo deixou de ser bárbara. 

(Voltaire 

  O preço da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 

2001, pp. 15/16. Trad. de Ivone Castilho Benedetti) 

 

*  Excerto de texto escrito em 1777, pelo filósofo iluminista 

francês Voltaire (1694-1778). 

 

**  Quaker 

=

  associação religiosa inglesa do séc. 

XVI

, defen-

sora do pacifismo

 

 
11.  No segundo parágrafo, em sua argumentação contra a 

pena de morte, Voltaire refuta a tese segundo a qual 

 
(A)  a pena de morte sempre existiu entre os povos, 

sancionada pelos legisladores mais prestigiados. 

 
(B)  as guerras demonstram que a execução do inimigo é 

uma prática não apenas legítima como também 
universal. 

 
(C) os 

quakers constituem um exemplo de que, surgindo 

a oportunidade, os medrosos tornam-se valentes. 

 
(D)  os homicídios só podem ser evitados quando os res-

ponsáveis por eles renunciam a suas prerrogativas. 

 
(E)  a execução de criminosos, justificável durante uma 

guerra, torna-se inaceitável em tempos de paz. 

12.  Atente para as seguintes afirmações: 

 

 

I

.  O caso dos quakers é lembrado para exemplificar a 

mesma convicção sustentada por outra coletivida-
de, a dos brâmanes. 

 

 

II

.  A pena de talião é refutada por Voltaire porque ele, 

a par de considerá-la eficaz, julga-a ilegítima e 
excessivamente cruel. 

 

 

III

.  O caso da Rússia serve a Voltaire para demonstrar 

que uma pena exemplar, cumprida em vida, é 
também índice de civilização. 

 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma 
APENAS em 

 
(A) 

I

(B) 

II

(C) 

III

(D) 

I

 e 

III

(E) 

II

 e 

III

_________________________________________________________ 

 

13.  Em relação ao quarto parágrafo, é correto afirmar que 

Voltaire se vale do seguinte procedimento: 

 
(A)  formula perguntas retóricas, supondo sempre que se 

deva responder a elas de modo afirmativo. 

 
(B)  imagina os argumentos a que seus leitores poderiam 

recorrer contra os defensores da pena de talião. 

 
(C)  enumera as razões pelas quais são imorais as van-

tagens advenientes da aplicação da pena de talião. 

 
(D)  simula mostrar complacência diante do criminoso, para 

com isso fustigar os defensores da pena de morte. 

 
(E)  tipifica os delitos para os quais se providenciarão a 

tortura pública e uma reparação pecuniária. 

_________________________________________________________ 

 

14.  Considerando-se o contexto, mostra-se adequada com-

preensão do sentido de um segmento em: 

 
(A)  foram forçados a renunciar a essa prerrogativa (2

o

 

parágrafo) 

=

 os quakers foram obrigados a desistir 

de qualquer intento bélico. 

 
(B)  é possível abter-se de matar homens (2

o

 parágrafo) 

=

  não é verdade que o instinto assassino deixe de 

prevalecer, em alguns casos. 

 
(C)  que seja cumprida a antiga e universal lei de talião 

(3

o

 parágrafo) 

=

 cumpra-se: olho por olho, dente por 

dente. 

 
(D)  Não podereis acaso responder-lhes (4

o

 parágrafo) 

=

 

sereis impedidos de lhes responder ao acaso. 

 
(E)  seu suplício é uma lição contínua (5

o

 parágrafo) 

=

 é 

um martírio que se infligem perpetuamente. 

_________________________________________________________ 

 

15.  É correto concluir da argumentação de Voltaire, tomando-

se o conjunto do texto: 

 
(A)  Além de ineficaz, a pena de morte impede uma repa-

ração a quem de direito e impossibilita a aplicação 
de uma pena socialmente exemplar. 

 
(B)  A pena de morte e a  pena de talião são bárbaras, 

ao contrariarem os desígnios divinos e os impulsos 
da natureza humana. 

 
(C)  É desprezível a ideia da compensação pecuniária 

por direitos ofendidos, sendo justo promover a inde-
nização apenas pelo caráter pedagógico da medida. 

 
(D)  Não há lição possível a se tirar da pena de talião, 

por isso os legisladores devem preocupar-se com a 
reparação financeira que redima o criminoso. 

 
(E)  Os bárbaros adotam a pena de talião, que favorece 

os criminosos, ao invés de adotarem penas exem-
plares, que punem a sociedade.  

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TRT23-Conhecimentos-Gerais

1

 

16.  As normas de concordância verbal estão plenamente 

respeitadas na frase: 
 
(A)  Havendo quem vos pretendam convencer de que a 

pena de morte é necessária, perguntem onde e 
quando ela já se provou indiscutivelmente eficaz. 

 

(B)  Entre os cidadãos de todos os países nunca deixa-

rão de haver, por força do nosso instinto de vio-
lência, os que propugnam pela pena de morte. 

 

(C)  Destaca-se, entre as qualidades de Voltaire, suas 

tiradas irônicas e seu humor ferino, armas de que se 
valia em suas pregações de homem liberal. 

 

(D)  Embora remontem aos hábitos das sociedades mais 

violentas do passado, a pena de talião ainda goza 
de prestígio entre cidadãos que se dizem civiliza-
dos. 

 

(E)  Opõe-se às ideias libertárias de Voltaire, um lúcido 

pensador iluminista, a violência das penas irracio-
nais que se aplicam em nome da justiça. 

_________________________________________________________ 

 

17.  Está adequado o emprego de ambos os elementos 

sublinhados na frase: 
 
(A)  Os argumentos de que devemos nos agarrar devem 

se pautar nos limites da racionalidade e da justiça. 

 

(B)  Os casos históricos em que Voltaire recorre em seu 

texto ajudam-no a demonstrar de que a pena de 
morte é ineficaz. 

 

(C)  A pena de talião é um recurso de cuja eficácia mui-

tos defendem, ninguém se abale em tentar de-
monstrá-la. 

 

(D)  Os castigos a que se submetem os criminosos de-

vem corresponder à gravidade de que se reveste o 
crime. 

 

(E)  As ideias liberais, de cuja propagação Voltaire se 

lançou, estimulam legisladores em quem não falte o 
senso de justiça. 

_________________________________________________________ 

 

18. Deve-se 

CORRIGIR, por deficiência estrutural, a redação 

deste livre comentário sobre o texto: 
 
(A)  O tratamento de vós, que hoje nos soa tão cerimo-

nioso, ecoa uma época em que se aliavam boa 
argumentação e boa retórica. 

 

(B)  Voltaire não hesita em lembrar as vantagens reais 

da aplicação de penas que poupam a vida do crimi-
noso para que pague pelo que fez. 

 

(C)  Como sempre há quem defenda os castigos capitais, 

razão pela qual Voltaire buscou refutá-los, através 
de alternativas mais confiáveis. 

 

(D)  Note-se a preocupação que tem esse iluminista 

francês em escalonar as penas de modo a que nelas 
se preserve adequada relação com o crime come-
tido. 

 

(E)  Na refutação aos que defendem a pena de talião, 

Voltaire argumenta que o mal já causado não se 
sana com um ato idêntico ao do criminoso. 

19.  Está adequada a correlação entre tempos e modos 

verbais na frase: 

 
(A)  Os criminosos que tenham ultrajado a pátria seriam 

forçados a servi-la pelo tempo que se julgava ne-
cessário. 

 
(B)  Os que vierem a ultrajar a pátria deveriam ser 

submetidos a um castigo que trouxera consigo uma 
clara lição. 

 
(C)  Ninguém seria indiferente a uma vultosa soma que 

venha a receber como indenização ao delito que o 
prejudique. 

 
(D)  O próprio criminoso, se mantivesse alguma dose de 

decência, possa tirar proveito da lição a que seja 
submetido. 

 
(E)  Sempre houve povos que, por forte convicção, evi-

taram a guerra, ainda quando fossem provocados. 

_________________________________________________________ 

 

20.  Muitos se dizem a favor da pena de morte, mas mesmo os 

que mais ardorosamente defendem a pena de morte não 
são capazes de atribuir à pena de morte o efeito de repa-
ração do ato do criminoso que supostamente mereceria a 
pena de morte. 

 
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substi-
tuindo-se os elementos sublinhados, respectivamente, por: 

 
(A)  a defendem  -  lhe atribuir  -  a mereceria. 
(B) a 

defendem - 

atribui-la  - lhe 

mereceria. 

(C) defendem-na 

- atribui-la  - merecer-lhe-ia. 

(D)  lhe defendem -  lhe atribuir  -  mereceriam-na. 
(E) defendem-lhe 

atribuir-lhe 

- a 

mereceria. 

_________________________________________________________ 

 

Noções de Gestão Pública 

 
21.  O modelo de administração gerencial no Brasil 

 
(A)  foi introduzido pelo Decreto-Lei n

o

 200/1967, visando 

profissionalizar a administração federal, reduzindo o 
nível de autonomia das empresas e autarquias e 
implantando o Orçamento de Base Zero. 

 
(B)  foi implementado com a criação do Departamento de 

Administração do Serviço Público (DASP), em 1936, 
tendo por meta flexibilizar as funções gerenciais nas 
autarquias federais. 

 
(C)  teve seu auge na segunda metade dos anos 1990, 

visando ao processo de fortalecimento da responsa-
bilização e autonomia dos níveis gerenciais e ten-
tando implantar a gestão por resultados na adminis-
tração federal. 

 
(D)  foi um movimento político iniciado no fim dos anos 

1980 orientado para a privatização das políticas so-
ciais e fortalecimento dos controles externos formais 
da administração federal. 

 
(E)  foi introduzido no Brasil através do Programa Nacio-

nal de Desburocratização, tendo como meta extin-
guir a burocracia formal e implantar a burocracia ge-
rencial, voltada exclusivamente para os processos. 

_________________________________________________________ 

 

22.  O principal instrumento para a implantação do Plane-

jamento Estratégico no âmbito do Poder Judiciário, ao 
qual se refere a Resolução 70 do Conselho Nacional da 
Justiça, é a 

 
(A)  definição da visão do Poder Judiciário segundo o 

Plano Estratégico Estadual. 

 
(B)  agilização dos trâmites judiciais e administrativos. 

 
(C)  definição de pelo menos um indicador de resultado 

para cada objetivo estratégico. 

 

(D)  definição de metas de longo prazo associadas à 

missão do Poder Judiciário, segundo o Plano 
Estratégico Nacional. 

 
(E)  motivação dos magistrados a implantar os objetivos 

centrais do Poder Judiciário, segundo a definição do 
Poder Executivo. 

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TRT23-Conhecimentos-Gerais

1

 

23. O

 

Decreto-Lei

 

n

o

 

200/1967

 

estabelece

 

como

 

principal

 

medi- 

da 

 

(A)  o aumento da formalização na tramitação dos pro-

cessos governamentais, visando a maior impessoa-
lidade na administração pública federal. 

 
(B)  a indicação de profissionais do mercado para melho-

rar o padrão gerencial da administração pública 
estadual. 

 
(C)  a redução dos níveis hierárquicos, visando transferir 

o poder para os escalões inferiores da administração 
pública federal. 

 
(D)  a descentralização das atividades-meio, objetivando 

reduzir o viés autoritário da administração pública fe-
deral. 

 
(E)  a desconcentração administrativa, distinguindo as 

atividades de direção das de execução. 

_________________________________________________________ 

 

24.  A Lei de Diretrizes Orçamentárias tem como objetivo 

precípuo 

 

(A)  definir metas gerais que devem ser incorporadas aos 

orçamentos dos anos seguintes. 

 
(B)  definir metas e prioridades da administração pública 

federal que devem ser incorporadas pela LOA. 

 
(C)  revisar a cada cinco anos as diretrizes gerais do go-

verno que devem ser incorporadas aos Planos 
Plurianuais. 

 
(D)  limitar os gastos com pessoal e custeio da máquina 

de acordo com tetos estabelecidos a cada cinco 
anos. 

 
(E)  reduzir a descontinuidade do planejamento público, 

impondo a cooperação entre governos. 

_________________________________________________________ 

 

25.  A definição da visão da organização no planejamento 

estratégico 

 

(A)  só vale para o curto prazo da organização. 
 
(B)  configura uma etapa desvinculada da definição da 

missão da organização. 

 
(C)  implica necessariamente uma crítica da situação 

atual da organização. 

 
(D)  representa aquilo que a organização quer ser num 

futuro previsível. 

 
(E)  é um instrumento da reengenharia organizacional. 

_________________________________________________________ 

 

26.  Quando uma autoridade tem competência para editar um 

determinado ato e pratica-o, mas, nessa operação, afasta-
se do fim colimado para perseguir finalidade diversa da 
visada, configura um caso de 
 
(A) desvio 

de 

poder. 

 
(B)  incúria administrativa grave. 
 
(C) nepotismo. 
 
(D) clientelismo. 
 
(E) omissão. 

27.  Na aplicação do método do Balanced Scorecard ao plane-

jamento estratégico do Poder Judiciário é essencial 

 
(A)  definir limites de gastos com as reformas previstas 

nos planejamentos estratégicos setoriais. 

 
(B)  identificar os processos internos críticos para a reali-

zação das necessidades dos cidadãos que acessam 
a Justiça. 

 
(C)  definir a missão da Justiça com base na perspectiva 

do conjunto dos funcionários. 

 
(D)  subordinar o acesso aos serviços judiciários ao 

cálculo de custo unitário dos procedimentos. 

 
(E)  estabelecer procedimentos que não precisam seguir 

a legislação. 

_________________________________________________________ 

 

28.  Com relação à classificação dos indicadores de gestão, 

considere as afirmativas abaixo. 

 
 

I

.  Indicadores de produtividade permitem medir a efi-

ciência na aplicação dos recursos para a geração 
de bens e serviços. 

 
 

II

.  Indicadores de qualidade visam aperfeiçoar proces-

sos e expressam a eficácia na obtenção da confor-
midade do produto e do processo. 

 
 

III

.  Indicadores de desempenho são fundamentais para 

as organizações contemporâneas. 

 
 

IV

.  Indicadores de resultados são utilizados na monito-

ração do grau de sucesso dos objetivos persegui-
dos, que dependem exclusivamente das competên-
cias da empresa, visto não serem influenciados por 
fatores externos. 

 
 

V

.  Indicadores que não espelhem esforços e metas 

dos programas internos de melhorias dizem muito 
pouco à organização. 

 

Está correto o que se afirma APENAS em 

 

(A) 

I

II

III

 e 

V

(B) 

II

III

 e 

IV

(C) 

I

 e 

V

(D) 

II

IV

 e 

V

(E) 

I

III

IV

 e 

V

_________________________________________________________ 

 

29.  Em organizações complexas, na implantação de mudan-

ças nos objetivos estratégicos em cenários de incerteza, a 
função de direção deve enfatizar 

 

(A)  a emissão de ordens claras e válidas para o longo 

prazo. 

 
(B)  a competição entre os setores operacionais. 

 
(C)  a motivação dos quadros funcionais para a reali-

zação das atividades rotineiras. 

 
(D)  o exercício da liderança e a coordenação dos seto-

res da organização para a mudança. 

 
(E)  a prevalência dos procedimentos sobre a liderança. 

_________________________________________________________ 

 

30.  De acordo com a Resolução 49 do Conselho Nacional de 

Justiça, as informações estatísticas produzidas pelos Tri-
bunais devem ser reunidas e supervisionadas 

 

(A)  pelo Superior Tribunal de Justiça. 
(B)  pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias. 
(C)  pelo Sistema de Estatística do Poder Judiciário. 
(D)  pelo Supremo Tribunal Federal. 
(E)  pela Comissão de Estatística e Gestão Estratégica. 

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TRT23-Anal.Jud.-Arquitetura-Seg.-Trabalho-A

I

 

 

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 

 

31.  A fase do projeto que permite compor os custos parciais de modo a alterar os custos totais da construção, é: 

 

(A) Anteprojeto 

 fase de representação das informações técnicas provisórias, dos elementos componentes e do inter-relacio-

namento das atividades de projeto. 

 
(B) Projeto 

Legal 

 fase de representação dos desenhos e das informações técnicas para aprovação do projeto pelas autori-

dades competentes. 

 
(C)  Estudo de Viabilidade 

 fase de avaliações e recomendação das alternativas para a concepção da edificação. 

 
(D) Projeto 

Executivo 

 fase de representação final dos desenhos e informações técnicas, necessárias à licitação dos serviços 

e obras correspondentes. 

 
(E) Projeto 

Básico 

 fase de representação das informações técnicas necessárias à licitação dos serviços e obras corres-

pondentes. 

 
 

32.  As especificações técnicas (ET) descrevem de maneira 

 

(A)  completa, os materiais e procedimentos de execução a serem adotados na construção.  
(B)  parcial, as especificações dos materiais e discriminação dos serviços. 
(C)  genérica, os materiais e procedimentos de execução a serem adotados nas construções.  
(D)  objetiva, a identificação da obra, fiscalização, recebimento da obra, modificações de projeto e classificação de serviços. 
(E)  específica, os materiais e procedimentos especiais. 

 
 

33.  O Planejamento executivo de obras consiste em detalhado estudo de todos os métodos, materiais e práticas construtivas, sendo 

avaliado no processo de projeto e reavaliado no processo de produção. 

 

Processo de Projeto:  

 

  Planejamento geral do empreendimento, considerando os elementos disponíveis.  

 

Processo para a Produção: 

 

  Revisão do planejamento, considerando o aporte de pessoal, de materiais e equipamentos. 

 

  Análise do planejamento para definição das melhores alternativas (relação custo/benefício). 

 

São agentes do processo técnico de projetos: 

 

(A)  os órgãos de aprovação (Municipais, Estaduais e Federais), a Empreendedora e o Cliente.  
(B)  a Financeira, os órgãos de aprovação (Municipais, Estaduais e Federais) e a Incorporadora. 
(C)  a Empreendedora, o Empreiteiro e o Escritório de Projetos.  
(D)  o Projetista, a Empresa de Construção Civil e a Gerenciadora. 
(E)  o Escritório de Projetos, a Financeira e a Empresa de Construção Civil.  

 
 
34.  Na fase de conclusão do projeto executivo e de seus complementares, será feita a composição do orçamento definitivo. Sobre a 

composição de custos, BDI (Benefício e Despesas Indiretas) e Encargos Sociais, é correto afirmar: 

 

(A)  As despesas com custo de mão de obra, referentes às despesas com alimentação, transporte, EPI (Equipamento de 

Proteção Individual) e FM (ferramentas manuais), compõem os encargos sociais básicos e obrigatórios. 

 
(B)  A soma de todos os custos unitários dos serviços necessários à construção da edificação, como mão de obra, materiais e 

equipamentos, são classificados como custos diretos. 

 
(C)  Deve-se recorrer a dados históricos para demonstração de taxa de turnover  (rotatividade de pessoal), como parâmetro 

mais próximo da realidade, para composição dos encargos sociais complementares. 

 
(D)  A taxa de risco do empreendimento ou taxa de eventuais ou imprevistos, não é aplicável aos contratos de empreitada por 

preço unitário. 

 
(E)  O tributo, cuja alíquota é estabelecida pelo próprio município e cobrado pela prestação de serviços no local de execução 

da obra ou de serviço, é classificado como BDI. 

 
 

35.  O cronograma físico da disponibilidade financeira da empresa deve apresentar com clareza a diferença entre receitas e 

despesas. Definidas, respectivamente, como: 

 

(A)  Valor da obra (forma de pagamento e disponibilidade de caixa da empresa) e Custos do empreendimento (mão de obra, 

materiais, leis sociais e demais custos). 

 
(B)  Custos do empreendimento (mão de obra, materiais, leis sociais e demais custos) e Valor da obra (forma de pagamento e 

disponibilidade de caixa da empresa). 

 
(C)  Valor da administração da obra (equipamentos e ferramentas, consumos, refeições, transportes etc) e Custo da obra 

(materiais, mão de obra etc).  

 
(D)  Custo da obra (materiais, mão de obra etc) e Valor da administração da obra (equipamentos e ferramentas, consumos, 

refeições, transportes etc). 

 
(E)  Valor do empreendimento e Custo da administração da obra. 

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TRT23-Anal.Jud.-Arquitetura-Seg.-Trabalho-A

I

 

36.  A construção de uma rede PERT – Program Evaluation and Reviem Tecnique (Técnica de Avaliação e Revisão das Técnicas) 

e/ou CPM – Critical Path Method (Método do Caminho Crítico), exige que se conheça a lista das tarefas que devem ser 
executadas para a conclusão do projeto, as tarefas precedentes e as subsequentes e o tempo de execução de cada tarefa. 

 
 

Analise a lista de tarefas abaixo. 

 
 

Atividade 

Duração 

(dias) 

Atividades 

Precedentes 

Atividades 

Subsequentes 

A 10 

D, 

B 15 

  8 

D 12  A 

  2 

  5 

  6 

B, D 

  8 

C, E 

 
 

A rede correspondente é 

 
 

(A) 

3

4

6

7

2

5

1

A

B

E

H

C

D

F

G

 

 
 
 
 

(B) 

C

A

B

E

D

F

G

H

1

3

5

4

2

 

 
 
 
 

(C) 

1

2

3

4

5

6

7

A

B

C

D

E

F

G

 

 
 
 
 

(D) 

4

3

1

2

5

6

7

A

B

C

E

D

F

G

H

 

 
 
 
 

(E) 

7

2

5

3

6

1

4

A

B

C

D

E

F

G

H

 

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TRT23-Anal.Jud.-Arquitetura-Seg.-Trabalho-A

I

 

37.  O projeto arquitetônico de um edifício de 5 andares, requer a definição de um sistema predial de suprimento de água. Analise 

abaixo as condicionantes do sistema e da reservação. 

(A)   (B) 

 (C) 

 (D) 

 (E) 

 

Sistema de Abastecimento 

Abastecimento Contínuo 

Vazão Pressão 

Tipo de Sistema 

Reservação 

Não 

Qa 

<

 Qd 

Pa 

>=

 Pd 

? ? 

 

Pa 

 Pressão no sistema de abastecimento 

 Simples 

Pd 

 Pressão necessária no sistema de distribuição predial 

 Pressurizado 

Qa 

 Vazão no sistema de abastecimento 

 Gravidade 

Qd 

 Vazão no sistema de distribuição predial 

 Hidropneumático 

 

SD 

 Sistema Direto 

 

SI 

 Sistema Indireto 

A melhor opção é: 

 

 
(A) 

        Sistema Direto com Bombeamento 

Hidrômetro

Rede pública de
abastecimento
de água

Booster

 

(B) 

Sistema Direto sem Bombeamento 

Hidrômetro

Rede pública de
abastecimento
de água

 

 

(C) 

           

Sistema Indireto RS 

RS

Hidrômetro

Rede pública de
abastecimento
de água

 

 

(D) 

        

Sistema Indireto RI 

 RS 

RS

Hidrômetro

Rede pública de
abastecimento
de água

RI

Booster

 

 

(E) 

   

Sistema Indireto com Bombeamento 

RS

Hidrômetro

Rede pública de
abastecimento
de água

Booster

 

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10 

TRT23-Anal.Jud.-Arquitetura-Seg.-Trabalho-A

I

 

38.  Um projeto arquitetônico tem as seguintes condicionantes para escolha da estrutura: Edifício de 3 pavimentos, com grandes 

vãos com interferência mínima de pilares; solo de baixa resistência 

 o local da implantação sofrerá rebaixamento de lençol 

freático 

, com limitação de espaço no canteiro de obras. Considerando a superestrutura (pilares e colunas) em alvenaria 

armada, a laje será 

 

(A)  maciça de concreto convencional. 
 
(B)  pré-moldada volterrana com blocos de cimento. 
 
(C)  pré-moldada treliçada tipo painel. 
 
(D)  pré-moldada treliçada com blocos de eps. 
 
(E)  nervurada com blocos cerâmicos. 

 
 
39.  Um projeto para edifício judiciário prevê estrutura com lajes colmeia com cabacinhas. Em ambiente que receberá TI (Tecnologia 

da Informação) e TELECOM (Tecnologia de Telecomunicação), visando a compatibilizar dutos e tubulações com a referida 
estrutura, será necessário 

 

(A)  utilizar tubulações, caixas de interligação e caixa de derivação externas nos pisos. 
 
(B)  prever dutos verticais especializados (shafts) para alocar racks, e rebaixo de forro para dutos e tubulações. 
 
(C)  utilizar tubulações, caixas de interligação e caixa de derivação embutidas apenas nas paredes. 
 
(D) utilizar 

tubulações 

em 

pipe-racks

 
(E)  ampliar o pé-direito para permitir o caminhamento dos dutos e das tubulações entre pisos (piso técnico) e entre forros, e 

instalar dutos verticais especializados (shafts). 

 
 
40.  A sinalização de edifícios se divide em três níveis: sinalização visual, sinalização tátil e sinalização sonora. Um sistema de si-

nalização eficiente para edifícios judiciais deve considerar, também: 

 

(A)  sistemas integrados de segurança e NR17 

 Ergonomia (Norma Reguladora de Segurança e Saúde no Trabalho). 

 
(B)  sistemas de combate à incêndio e ABNT NBR 9050:2004 (Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipa-

mentos urbanos). 

 
(C)  comunicação visual e NBR 17799/2007 (Norma de Segurança da Informação). 
 
(D)  sistemas de controle de acesso e NR16 

 Sinalização de Segurança (Norma Reguladora de Segurança e Saúde no Tra-

balho). 

 
(E)  sistemas de automação predial e Lei n

o

 9.503, de 23 de Setembro de 1997 (Código Nacional de Trânsito). 

 
 
41.  Concebido e propalado por Le Corbusier, Tony Garnier, Ebenezer Howard, entre outros, o modelo conhecido como master plans 

ou blueprint planning repensava o meio urbano através das questões sociais, mas desprezava as tradições e particularidades 
culturais e históricas, transformando a heterogeneidade dos bairros urbanos com a contrastante regularidade dos projetos 
habitacionais. Esse modelo de urbanização, 

 

(A)  evidenciava as influências por temáticas como o desenvolvimento sustentável, quando tratava de alguns problemas am-

bientais presentes nas cidades, como por exemplo poluição, lixo, cobertura vegetal, mananciais etc. Sua ideia central era o 
esforço de compatibilização do desenvolvimento urbano com certos valores comunitários. 

 
(B)  representava a dimensão dos aspectos humanos na forma urbana, à partir da construção de canais de diálogo com a po-

pulação, utilizando motivos culturais consagrados para ampliar o significado da arquitetura em suas dimensões simbólicas 
e lúdicas.  

 
(C)  discutia a arquitetura da cidade como meio de continuidade histórica, pois identificava e recuperava o inconsciente coletivo 

expresso na arquitetura, através da valorização dos monumentos e outros elementos visíveis constantes no tempo, res-
ponsáveis pela organização física e homogeneidade do tecido urbano.  

 
(D)  permitia o planejamento colaborativo inspirado no pensamento de Habermas em torno da razão e do agir comunicativo, 

que propunha uma administração pública através da construção de canais de diálogo e da superação de preconceitos 
entre diferentes grupos de interesses voltados para maior justiça social.  

 
(E)  propunha ideais de uma cidade eficiente, mas estava distante dos problemas enfrentados pelas cidades reais, pois não era 

baseado na experiência e na pesquisa sobre o modo de funcionamento das cidades, mas em concepções essencialmente 
estéticas e racionalizadas da forma urbana.  

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I

 

11 

42.  Determinado pavimento de um edifício judiciário será compartimentado para receber salas de reuniões individuais. As condicio-

nantes do projeto se referem à privacidade das salas e ao conforto acústico e luminoso. A proposta que atende ao solicitado é:  

 
 

 Paredes 

Divisórias de MDF com laminado melamínico 
branco (laje a laje), com septo e vidros du-
plos com persianas embutidas. 

 

Níveis de Iluminância (lx/m

2

500 

 

Janelas 

Persianas de alumínio nas janelas, cor branca. 

 

Coeficientes de Reflexão dos Materiais (%) 

  78 

(A) Teto 

Forros de lã mineral cor clara, com luminá-
rias embutidas. 

 

Intensidade (dB) 

25-30 

 Piso  Carpete 

bege. 

 

 

 

 Mobiliário 

Móveis 

cores 

claras. 

 

 

 

 
 

 Paredes 

Alvenaria tipo espelho (laje a laje), revesti-
das em laminado melamínico na cor bege. 

 

Níveis de Iluminância (lx/m

2

500 

 

Janelas 

Cortinas em tecido de algodão, cor bege. 

 

Coeficientes de Reflexão dos Materiais (%) 

25,35 

(B) Teto 

Forros com lâminas de madeira clara; com 
luminárias pendentes. 

 

Intensidade (dB) 

35-45 

 Piso  Carpete 

bege. 

 

 

 

 

Mobiliário  Móveis em madeira clara. 

 

 

 

 
 

 Paredes 

Divisórias do tipo drywall tipo sandwich com 
lã de rocha, cor bege. 

 

Níveis de Iluminância (lx/m

2

200 

 Janelas 

Cortinas tipo rolo blackout, cor bege. 

 

Coeficientes de Reflexão dos Materiais (%) 

25,35 

(C) Teto 

Forro de gesso cor branca, com luminárias 
pendentes. 

 

Intensidade (dB) 

25-30 

 

Piso 

Piso com laminado de cor clara. 

 

 

 

 Mobiliário 

Móveis em MDF e laminado melamínico, cor 
argila. 

 

 

 

 
 

 Paredes 

Divisórias baixas (1,50 m/h) revestidas em te-
cido cor grená. Paredes com pintura branca. 

 

Níveis de Iluminância (lx/m

2

1000 

 Janelas 

Película de proteção solar nos vidros, cor 
grafite. 

 

Coeficientes de Reflexão dos Materiais (%) 

70,80 

(D) Teto 

Forros com lâminas de PVC; cor branca, 
com luminárias pendentes. 

 

Intensidade (dB) 

40-60 

 

Piso 

Revestimento cerâmico de cor clara. 

 

 

 

 

Mobiliário  Móveis em melamínico cor bege. 

 

 

 

 
 

 Paredes 

Painéis de vidro transparente, com persia-
nas de alumínio cor branca. Paredes pintura 
branca. 

 

Níveis de Iluminância (lx/m

2

500 

 

Janelas 

Persianas de alumínio, cor branca. 

 

Coeficientes de Reflexão dos Materiais (%) 

70,80 

(E) Teto 

Forro de gesso, cor branca, com luminárias 
pendentes. 

 

Intensidade (dB) 

35-45 

 Piso  Madeira 

escura. 

 

 

 

 Mobiliário 

Móveis 

cores 

claras. 

 

 

 

 

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12 

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I

 

43.  Um projeto arquitetônico para edifício judiciário em Cuiabá prevê laje com cobertura vegetal, constituindo um telhado verde. A 

implantação dessa ideia contempla: 

 
 

I

.  Cálculos estruturais considerando o peso da terra e lajes com inclinação de até 5

°

 e impermeabilização dupla. 

 

 

II

.  Sistemas hidráulicos para abastecimento do sprinkler de irrigação e para drenagem do excedente de águas pluviais. 

 

 

III

.  Reforços na infraestrutura considerando o peso da terra e das camadas isolantes e filtrantes e lajes com inclinação  

de 20

°

 

 

IV

.  Acessos para visitação e manutenção e barreiras físicas nos limites da laje de cobertura para segurança dos usuários. 

 

 

V

.  Lajes com substrato (camadas isolantes e filtrantes) para receber as placas pré-moldadas com solo e vegetação. 

 

Está correto o que se afirma APENAS em 

 

(A) 

III

IV

 e 

V

(B) 

I

III

 e 

V

(C) 

II

IV

 e 

V

(D) 

II

III

 e 

IV

(E) 

I

II

 e 

IV

 
 
44.  Cuiabá tem clima quente e úmido. Está localizada a 180 m de altitude e a velocidade média anual do vento é de 1,5 metros por 

segundo. A cidade está localizada numa província geomorfológica denominada Depressão Cuiabana, que é caracterizada como 
uma peneplanície de erosão, com predominância de relevos de baixa amplitude.
 

(Fonte: Atlas Geográfico do Mato Grosso) 

 

Com base nos dados, considere: 

 
 

I

.  A implantação: dispor a construção no sentido perpendicular ao vento dominante.  

 

II

.  As paredes: aplicar materiais que possuam um elevado coeficiente de condutividade térmica. 

 

III

.  As lajes de cobertura: utilizar materiais que tenham grande capacidade de armazenar calor.  

 

IV

.  Os revestimentos de piso e parede: aplicar materiais de média a baixa inércia térmica. 

 

V

.  As aberturas: prever aberturas suficientemente grandes, protegidas da radiação solar direta. 

 

Os elementos programáticos para o projeto arquitetônico são APENAS os especificados em: 

 

(A) 

II

III

 e 

IV

(B) 

II

IV

 e 

V

(C) 

I

IV

 e 

V

(D) 

III

IV

 e 

V

(E) 

I

II

 e 

III

 
 
45.  Os materiais isolantes geralmente atuam de modo termo-acústico, porém: 

 

  O isolamento de paredes e pisos interiores realiza-se quase sempre com o objetivo de atenuar o nível sonoro, pois o isola-

mento térmico é secundário ao tratar-se de divisões interiores.  

 

  Os telhados e as coberturas são as partes da construção mais indicadas para isolamento térmico, pois têm as maiores áreas 

de absorção do calor. 

 

Revestimentos: 

  I

Painel rígido, constituído por lã de vidro. 

 II

Painéis isotérmicos compostos por chapas metálicas com núcleo em espuma de poliuretano expandido. 

III

Feltro flexível, constituído de lã de rocha. 

 IV

Argamassa plástica com vermiculita expandida, argila refratária e aglomerados minerais. 

  V

Espuma de polietileno. 

 VI

Alumínio polido. 

VII

Painel rígido de lã de rocha de alta densidade, colado a uma placa de gesso acartonado. 

 

Os revestimentos para parede, piso e laje/telhado são, respectivamente,  

 

(A) 

I

V

 e 

VI

(B) 

I

IV

 e 

VI

(C) 

II

III

 e 

VII

(D) 

IV

V

 e 

VII

(E) 

V

VI

 e 

VII

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I

 

13 

46.  Na implantação dos meios de acesso viário ao local do empreendimento, devem ser consideradas as necessidades de logística 

para execução, manutenção e operação da obra. Em função destes parâmetros, a relação custo-benefício para execução da 
obra será determinada por: 

 

(A)  espaço físico para as atividades de carga e descarga e períodos de mobilização e desmobilização.  
 

(B)  quantidade de materiais para a confecção de recapeamento dos acessos; documentação dos órgãos locais, regionais e fe-

derais, para a confecção de plano viário a ser implantado e o espaço físico para as atividades de carga e descarga. 

 

(C)  documentação dos órgãos locais, regionais e federais, para a confecção de plano viário a ser implantado para integração 

dos novos acessos aos existentes na região e para a consideração no planejamento viário local e regional. 

 

(D)  dimensionamento dos materiais básicos para construção (peso e dimensão); cronograma de chegada dos equipamentos 

permanentes e equipamentos de construção, histograma de pessoal envolvido e política para deslocamento de pessoal. 

 

(E)  quantidade de materiais para a confecção de recapeamento dos acessos, materiais para fechamento provisório do terreno, 

placas de sinalização e outros equipamentos de segurança provisórios. 

 
 
47.  O gestor de projetos tem, entre outras atividades, a função de estabelecer os objetivos e parâmetros a serem seguidos no de-

senvolvimento dos projetos. Se a fase do projeto requer identificação e soluções de interfaces, ele deverá 

 

(A)  integrar o projeto com as fases subsequentes a saber, organização, direção e controle do processo de projeto. 
 

(B)  planejar as etapas e prazos de desenvolvimento das diversas etapas, no todo e por especialidades de projeto (crono-

gramas), controlar e adequar os prazos planejados (gestão de prazos). 

 

(C)  definir os escopos de projeto, segundo especialidades e etapas de projeto, e planejar os custos de desenvolvimento dos 

projetos. 

 

(D)  controlar os custos de projeto, garantir a qualidade das soluções técnicas adotadas e validar (ou fazer validar pelo em-

preendedor) as etapas e os projetos. 

 

(E)  fomentar a comunicação entre os participantes do projeto e gerenciar a compatibilização. 

 
 
48.  Para promover concorrência para a execução de uma pequena reforma, cujo conjunto de plantas e especificações estão bem 

detalhadas e são suficientes para a cotação de preços e posteriormente, execução da totalidade dos serviços, e sabendo-se que 
não haverá nenhuma flexibilidade em relação a variação de quantidade de serviços realizados durante a obra, a forma de 
contrato será 

 

(A) por 

quantitativos. 

 

(B) a 

preços 

unitários. 

 

(C) por 

administração. 

 

(D)  a preço global. 
 

(E) negociada. 

 
 
49.  O acompanhamento periódico do andamento do empreendimento visa análise comparativa entre o planejado e o executado, em 

termos de quantidade e custo. Qual ferramenta permite comparar o volume executado e o desembolso?  

 

(A)  As Partidas de Quantidades ou QTO (Quantity takeoff) ou ainda, Levantamento das Quantidades, que são procedimentos 

empregados pelo orçamentista para o desenvolvimento das quantidades de trabalho. 

 

(B)  A Medição da Obra que informa o percentual de obra pronta em relação ao quantitativo orçado inicialmente.  
 

(C)  O Pacote de Trabalho ou Estimativa Baseada em Montagem que é utilizado para dimensionar o desenvolvimento das 

partes de trabalho ou de montagem com suas dimensões e custos. 

 

(D)  A Enumeração de Recursos que fornece uma visão dimensional e metodológica do sistema de construção, preços, re-

cursos e ajustes de produtividade.  

 

(E)  Os Cálculos de Tarefas que estimulam a produção, pois garante ao operário o pagamento após a conclusão do serviço. 

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14 

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I

 

50.  Será contratada uma empresa para a execução de uma obra de arquitetura, através de licitação. As propostas técnica e co-

mercial devem estar em acordo com as Leis n

os

 8.666/93 e 8.883/94. Os critérios que serão utilizados para a escolha da melhor 

proposta pela combinação de técnica e preço são:  

 

(A) Proposta 

Técnica 

 Histograma de pessoal envolvido; índices de pessoal envolvido (casados, solteiros, dependentes e res-

pectivas faixas etárias); política a ser adotada para alojar o pessoal; grau de periculosidade do empreendimento. Proposta 
Comercial 

 Proposta de acordo com as especificações a ofertar o menor preço. 

 
(B) Proposta 

Técnica 

 A natureza do empreendimento; o porte; a localização; a extensão da obra; as dificuldades de implan-

tação; o nível de tecnologia; a forma de contratação; o regime de preços. Proposta Comercial 

 A proposta classificada em 

primeiro lugar e que obedece aos limites do edital. 

 
(C) Proposta 

Técnica 

 Experiência da empresa, principalmente comprovada no tipo de empreendimento que será realizado; 

plano, método e cronograma de trabalho; modelo de organização; equipe técnica e suporte técnico e administrativo. 
Proposta Comercial 

 A melhor economicamente e que satisfaz as técnicas solicitadas. 

 
(D) Proposta 

Técnica 

 a subdivisão do empreendimento em etapas; o cronograma para execução de cada uma delas; a em-

presa; a forma de contratação, o regime de preços, o desempenho esperado e o controle da obra. Proposta Comercial 

 A 

proposta do proponente classificada em primeiro lugar e que obedece aos limites do edital, com o menor preço. 

 
(E) Proposta 

Técnica 

 Esquema de compras e armazenagem de materiais e equipamentos; esquemas de transporte; política 

de manutenção das máquinas; suprimentos de gêneros alimentícios; plano de recrutamento, seleção e treinamento de 
mão de obra. Proposta Comercial 

 Preço proposto itemizado; composição do custo; cronograma de desembolsos; fórmula 

de pagamento. 

 
 
51.  Surgiram defeitos construtivos durante o período de responsabilidade legal da empresa contratada. Na ocasião do encerra-

mento e entrega da obra licitada: 

 

(A)  a contratada será acionada para celebrar aditivo de contrato para correção das anormalidades.  
 
(B)  a contratada será acionada com vistas a correção dos eventuais defeitos constatados, e desde que comprovado o paga-

mento dos encargos referentes ao contrato, será lavrado o TERMO DE RECEBIMENTO DEFINITIVO e liberada a caução 
ou garantia, se existir. 

 
(C)  se os serviços de correção das anormalidades verificadas forem executados e aceitos pela comissão de vistoria, e com-

provado o pagamento dos encargos referentes ao contrato, será lavrado o TERMO DE RECEBIMENTO PROVISÓRIO.  

 
(D)  a contratada será acionada com vistas a correção dos eventuais defeitos constatados, e desde que comprovado o pa-

gamento dos encargos referentes ao contrato, será lavrado o TERMO DE RECEBIMENTO PROVISÓRIO. 

 
(E)  se os serviços de correção das anormalidades verificadas forem executados e aceitos pela comissão de vistoria, e 

comprovado o pagamento dos encargos referentes ao contrato, será lavrado o TERMO DE RECEBIMENTO DEFINITIVO e 
liberada a caução ou garantia, se existir. 

 
 
52.  Na execução de uma obra arquitetônica, o gerente executivo é responsável pelo planejamento da obra, do canteiro e da pro-

gramação dos trabalhos. Ele deve conciliar metas, desempenho técnico e custos, desenvolvendo negociações no âmbito do 
empreendimento e gerenciando os recursos humanos. NÃO são suas atribuições: 

 

(A)  organizar o empreendimento, medir os resultados a tempo de propor correções. 
 
(B) estabelecer 

datas-marco, 

estabelecer metas diárias, semanais e mensais. 

 
(C)  atividades financeiras, de preparação de orçamentos e captação de recursos. 
 
(D)  implementar o empreendimento, medir os resultados a tempo de propor correções, melhorias no desempenho e redução 

de prazos. 

 
(E)  desenvolver pessoas, formação de profissionais ao longo do processo. 

 
 
53.  No desenvolvimento de desenhos dos projetos complementares, qualquer mudança na planta de base, provoca alterações nas 

demais pranchas. O AutoCAD reflete automaticamente essas alterações para todos os outros arquivos derivados, facilitando 
ainda o compartilhamento e diminuindo o tamanho do arquivo, através da ferramenta 

 

(A) Xref 

 External Reference. 

(B) EPS 

 Encapsulated PostScript. 

(C) ECW 

 Enhanced Compression Wavelet. 

(D) PNG 

 Portable Network Graphics. 

(E) MrSid 

 MultiResolution Seamless Image Database. 

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TRT23-Anal.Jud.-Arquitetura-Seg.-Trabalho-A

I

 

15 

54.  Considere abaixo as diretrizes básicas para construção de um complexo judiciário. 
 
 

I

.  Localização acessível ao público; disponibilidade de transporte público na região; proximidade com outros edifícios institu-

cionais.  

 
 

II

.  Entradas para o público independentes e dotadas de sistema de segurança; três padrões de circulação interna (judicial, 

pública e controlada), independentes. 

 
 

III

.  Área pública com circulação, espera, banheiros, quiosques de informação (tripulados ou não), telefones públicos, acesso 

a sala de arquivos para depósito ou retirada de documentos e salas de audiência pública. 

 
 

IV

.  Segurança do edifício, com subsistemas para CFTV (Circuito Fechado de TV); sistema integrado de segurança (Catra-

cas, identificadores biométricos, etc) e sala para segurança.  

 
 

V

.  Biblioteca para o uso dos juízes, advogados e funcionários; cafeteria com refeitório e/ou snack-bar para o público e área 

independente para os juízes. 

 

As opções que devem ser consideradas para projeções do crescimento populacional demanda processual, e aumento do 
espaço físico são: 

 

(A) 

III

 e 

V

 
(B) 

I

 e 

II

 
(C) 

II

III

 e 

IV

 
(D) 

I

III

 e 

V

 
(E) 

IV

 e 

V

 
 
55.  Para que o operário trabalhe na execução do tapume de madeira indicado, ao longo de 20 m da periferia da obra, sem o uso de 

cinto de segurança ou qualquer outro tipo de proteção em relação ao talude, é necessário que 

 

α

Ta

lu

de

L1

L2

Tapume

Exterior
da obra

h

 

 

(A) 

α

 > 30

°

;  L1 > 2,00 m. 

 
(B) 

α

 < 30

°

;  h < 2,00 m. 

 
(C) 

α

 < 45

°

;  L2 > 4,00 m. 

 
(D) 

α

 < 38

°

; h 

<

 3,20 m. 

 
(E) 

α

 > 38

°

;  L1 < 2,30 m. 

 
 
56.  No início das obras de um prédio de 3 andares, dois trabalhadores foram contratados para executar alguns tubulões a céu 

aberto. Além deles, apenas o encarregado e um ajudante trabalhavam no local. Porém, antes que os dois trabalhadores 
iniciassem a escavação de primeiro tubulão, o engenheiro responsável pelas obras exigiu que os trabalhos fossem suspensos 
até que determinadas exigências técnicas fossem cumpridas. O encarregado, responsável pela obra, constatou que todos os 
equipamentos necessários à escavação do tubulão e toda a documentação dos trabalhadores estavam à disposição para 
verificação pelo engenheiro, EXCETO 

 

(A)  o registro do PCMAT com o devido protocolo do MTE e da CIPA local. 
 
(B)  um registro em carteira com tempo superior a seis meses na função de poceiro. 
 
(C)  um cilindro de oxigênio no local em caso de emergência. 
 
(D)  o mapa de PCMSO indicando a rota de fuga e as condições de salubridade do local. 
 
(E)  certificados de preparo para trabalho em espaço confinado. 

Caderno de Prova ’AI’, Tipo 001

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16 

TRT23-Anal.Jud.-Arquitetura-Seg.-Trabalho-A

I

 

57.  Uma empresa terceirizada foi contratada para prestar serviços de escavação e terraplenagem em uma obra de um prédio 

comercial. Vários trabalhadores se apresentaram para o trabalho entre eles, ajudantes, oficiais, encarregados, operadores de 
máquinas, operadores de equipamentos, soldadores e eletricistas. Todos os trabalhadores passaram por treinamento interno de 
prevenção de acidentes, receberam seus EPI’s, tiveram seus registros na empresa terceirizada verificados e estavam exercendo 
suas funções de carteira. Porém, após alguns dias de trabalho e durante uma vistoria de rotina ao canteiro, o fiscal de obras 
exigiu que todos, exceto os ajudantes, parassem suas atividades. O fiscal pôde fazer isso porque 

 

(A)  qualquer trabalhador oficial, exceto ajudantes, precisa de registro na CIPA. 
 
(B)  nenhum dos trabalhadores envolvidos na paralisação tinha mais que 6 meses de registro em carteira. 
 
(C)  os trabalhadores em questão não tinham registro adequado de ASO. 
 
(D)  a empresa não possuía representação no MTE em relação a seu SESMIT. 
 
(E)  nem o PCMAT nem o PCMSO tinham o registro do nome dos empregados. 

 
 
58.  Considerando o disposto na Norma Regulamentadora n

o

 09 

 NR-9, é correto afirmar: 

 
(A)  Deverá ser mantido pelo empregador ou instituição um registro de dados, estruturado de forma a constituir um histórico 

técnico e administrativo do desenvolvimento do PPRA, por um período mínimo de 8 anos após a dissolução da CIPA local. 

 
(B)  Deverá ser efetuada, pelo menos uma vez a cada 18 meses, uma análise global do PPRA para avaliação do seu 

desenvolvimento, realização dos ajustes necessários e estabelecimento de novas metas e prioridades. 

 
(C)  O documento-base e suas alterações e complementações deverão ser apresentados e discutidos na realização do 

PCMSO 

 CIPA, quando existente na empresa, de acordo com a NR-7, sendo que sua cópia deve ser protocolada junto à 

regional do MTE. 

 
(D)  O conhecimento e a percepção que os trabalhadores têm do processo de trabalho e dos riscos ambientais presentes, 

incluindo os dados consignados no Mapa de Riscos, previsto na NR-5, deverão ser considerados para fins de 
planejamento e execução do PPRA em todas as suas fases. 

 
(E)  A elaboração, implementação, acompanhamento e avaliação do PPRA poderão ser feitas pela CIPA ou por pessoa que 

dela participe, desde que eleita por votação dos funcionários, para que seja capaz de desenvolver as responsabilidades do 
programa. 

 
 
59

De acordo com a Norma Regulamentadora 

 n

o

 18 

 NR-18 

 Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção, 

as instalações sanitárias devem 
 
(A)  estar situadas em locais de fácil e seguro acesso, não sendo permitido um deslocamento superior a 120 metros do posto 

de trabalho aos gabinetes sanitários, mictórios e lavatórios. 

 
(B)  ter pisos impermeáveis, laváveis e de acabamento anti-mofo, com pé direito mínimo de 2,20 m e área de circulação interna 

mínima de 1 m

2

 para cada 2 conjuntos de sanitários. 

 

(C)  ter o local destinado ao vaso sanitário com área mínima de 1,00 m

2

 e ser provido de porta com trinco interno e borda 

inferior de, no máximo, 15 cm, além de divisórias com altura mínima de 1,80 m. 

 
(D)  ser constituídas de lavatório, vaso sanitário e mictório, na proporção de 1 conjunto para cada grupo de 15 trabalhadores ou 

fração, bem como de chuveiro, na proporção de 1 unidade para cada grupo de 12 trabalhadores ou fração. 

 
(E)  ter os lavatórios ligados diretamente à rede de águas servidas, quando houver, instalados a uma altura de 0,70 m do piso e 

espaçamento mínimo entre si de 0,50 m. 

 
 
60.  Segundo a Norma Regulamentadora n

o

 06 

 NR-6 

 Equipamento de Proteção Individual, nos casos em que a concentração de 

gás oxigênio seja inferior a 18% em volume, para proteção das vias respiratórias contra agentes químicos em condições de 
escape de atmosfera imediatamente perigosa à vida e à saúde, deve-se usar 
 
(A) respirador 

de 

fuga. 

 
(B)  respirador de adução de ar. 
 
(C)  respirador purificador de ar. 
 
(D)  máscara de solda de segurança para respiração forçada. 
 
(E)  protetor facial para proteção contra baixa concentração de O

2

Caderno de Prova ’AI’, Tipo 001