Prova Concurso - Pedagogia - 2011-TRT-23-REGIAO-MT-ANALISTA-JUDICIARIO-PEDAGOGIA - FCC - TRT - 2011

Prova - Pedagogia - 2011-TRT-23-REGIAO-MT-ANALISTA-JUDICIARIO-PEDAGOGIA - FCC - TRT - 2011

Detalhes

Profissão: Pedagogia
Cargo: 2011-TRT-23-REGIAO-MT-ANALISTA-JUDICIARIO-PEDAGOGIA
Órgão: TRT
Banca: FCC
Ano: 2011
Nível: Superior

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Gabarito

fcc-2011-trt-23-regiao-mt-analista-judiciario-pedagogia-gabarito.pdf-html.html

Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região 

Mato Grosso - Analista e Técnico Judiciário 

 
 

Divulgação do gabarito preliminar 

 
 

C. Gerais/C. Específicos 
Cargo ou opção AR - AN JUD - APOIO ESP PEDAGOGIA 
Tipo gabarito 1  

 

001 - B 
002 - E 
003 - A 
004 - D 
005 - C 
006 - A 
007 - E 
008 - C 
009 - D 
010 - B 

 

011 - B 
012 - D 
013 - B 
014 - C 
015 - A 
016 - E 
017 - D 
018 - C 
019 - E 
020 - A 

 

021 - C 
022 - C 
023 - E 
024 - B 
025 - D 
026 - A 
027 - B 
028 - A 
029 - D 
030 - E 

 

031 - E 
032 - C 
033 - D 
034 - D 
035 - E 
036 - A 
037 - C 
038 - B 
039 - A 
040 - C 

 

041 - E 
042 - A 
043 - C 
044 - B 
045 - D 
046 - C 
047 - E 
048 - C 
049 - A 
050 - D 

 

051 - E 
052 - D 
053 - A 
054 - B 
055 - D 
056 - A 
057 - B 
058 - C 
059 - B 
060 - E 

 

Prova

fcc-2011-trt-23-regiao-mt-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

N do Caderno

o

N de Inscrição

o

ASSINATURA DO CANDIDATO

N do Documento

o

Nome do Candidato

Analista Judiciário -

Especialidade Pedagogia

Área Apoio Especializado

Concurso Público para provimento de cargos de

Maio/2011

TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 23 REGIÃO

a

P R O V A

INSTRUÇÕES

VOCÊ DEVE

ATENÇÃO

- Verifique se este caderno:

- corresponde a sua opção de cargo.

- contém 60 questões, numeradas de 1 a 60.

Caso contrário, reclame ao fiscal da sala um outro caderno.

Não serão aceitas reclamações posteriores.

- Para cada questão existe apenas UMA resposta certa.

- Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher a resposta certa.

- Essa resposta deve ser marcada na FOLHA DE RESPOSTAS que você recebeu.

- Procurar, na FOLHA DE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo.

- Verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que você escolheu.

- Marcar essa letra na FOLHA DE RESPOSTAS, conforme o exemplo:

- Marque as respostas primeiro a lápis e depois cubra com caneta esferográfica de tinta preta.

- Marque apenas uma letra para cada questão, mais de uma letra assinalada implicará anulação dessa questão.

- Responda a todas as questões.

- Não será permitida qualquer espécie de consulta, nem o uso de máquina calculadora.

- Você terá 3 horas para responder a todas as questões e preencher a Folha de Respostas.

- Ao término da prova, chame o fiscal da sala para devolver o Caderno de Questões e a sua Folha de Respostas.

- Proibida a divulgação ou impressão parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados.

A

C D E

Conhecimentos Gerais
Conhecimentos Específicos

Caderno de Prova ’AR’, Tipo 001

MODELO

0000000000000000

MODELO1

00001−0001−0001

fcc-2011-trt-23-regiao-mt-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

 

TRT23-Conhecimentos-Gerais

1

 

 

CONHECIMENTOS GERAIS 

 

Língua Portuguesa 

 

Atenção: 

As questões de números 1 a 6 referem-se ao texto 
abaixo. 

 

Política e sociedade na obra de 

Sérgio Buarque de Holanda 

 

Para Sérgio Buarque de Holanda a principal tarefa do 

historiador consistia em estudar possibilidades de mudança 

social. Entretanto, conceitos herdados e intelectualismos 

abstratos impediam a sensibilidade para com o processo do 

devir. Raramente o que se afigurava como predominante na 

historiografia brasileira apontava um caminho profícuo para o 

historiador preocupado em estudar mudanças. Os caminhos 

institucionalizados escondiam os figurantes mudos e sua fala. 

Tanto as fontes quanto a própria historiografia falavam a 

linguagem do poder, e sempre imbuídas da ideologia dos 

interesses estabelecidos. Desvendar ideologias implica para o 

historiador um cuidadoso percurso interpretativo voltado para 

indícios tênues e nuanças sutis. Pormenores significativos 

apontavam caminhos imperceptíveis, o fragmentário, o não-

determinante, o secundário. Destes proviriam as pistas que 

indicariam o caminho da interpretação da mudança, do 

processo do vir a ser dos figurantes mudos em processo de 

forjar estratégias de sobrevivência. 

Era engajado o seu modo de escrever história. Como 

historiador quis elaborar formas de apreensão do mutável, do 

transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da 

sociedade brasileira. Enfatizava o provisório, a diversidade, a 

fim de documentar novos sujeitos eventualmente participantes 

da história. 

Para chegar a escrever uma história verdadeiramente 

engajada deveria o historiador partir do estudo da urdidura dos 

pormenores para chegar a uma visão de conjunto de sociabi-

lidades, experiências de vida, que por sua vez traduzissem 

necessidades sociais. Aderir à pluralidade se lhe afigurava 

como uma condição essencial para este sondar das possibili-

dades de emergência de novos fatores de mudança social. 

Tratava-se, na historiografia, de aceitar o provisório como ne-

cessário. Caberia ao historiador o desafio de discernir e de 

apreender, juntamente com valores ideológicos preexistentes, 

as possibilidades de coexistência de valores e necessidades 

sociais diversas que conviviam entre si no processo de 

formação da sociedade brasileira sem uma necessária 

coerência. 

(Fragmento adaptado de Maria Odila Leite da Silva Dias, Sérgio 
Buarque de Holanda e o Brasil. 
São Paulo, Perseu Abramo, 
1998, pp.15-17) 

1. 

Na visão de Sérgio Buarque de Holanda, o historiador 
deve valorizar 
 
(A)  os personagens que tiveram papel preponderante na 

história nacional, deixando de lado os figurantes a 
quem é dado muito espaço na historiografia brasi-
leira tradicional. 

 
(B)  o fragmento e o detalhe, contrapondo-se assim à 

historiografia brasileira tradicional, que privilegia a 
totalidade e a síntese. 

 
(C)  o inacabado e o imperfeito, convergindo para a his-

toriografia brasileira tradicional, que sempre recusou 
a estabilidade e a permanência. 

 
(D)  os resultados em lugar do processo, objetivando tor-

nar mais significativas as descobertas da história tra-
dicional feita no Brasil. 

 
(E)  as ideologias e o papel fundamental que desem-

penham em todo o processo histórico, muito mais 
importante que aquele exercido pelos indivíduos. 

_________________________________________________________ 

 

2. Ao 

contrapor 

conceitos herdados e intelectualismos 

abstratos, de um lado, e a sensibilidade para com o pro-
cesso do devir
, de outro, a autora afirma a opção de 
Sérgio Buarque de Holanda 
 
(A)  pelo pensamento metódico e consagrado em detri-

mento da observação sempre enganosa dos fatos. 

 
(B)  pela arte, capaz de despertar os sentidos mais em-

botados, em detrimento da filosofia, em que a razão 
invariavelmente predomina. 

 
(C)  pelo trabalho braçal, palpável e concreto, em detri-

mento do trabalho intelectual, desvinculado da vida e 
da realidade. 

 
(D)  pelo passado, que se pode conhecer em detalhes e 

de modo seguro, em detrimento do futuro, que não 
pode ser previsto senão especulativamente. 

 
(E)  pela apreensão da realidade fugidia e instável em 

detrimento da teoria inflexível e da especulação 
vazia. 

_________________________________________________________ 

 

3. 

Destes proviriam as pistas que indicariam o caminho ... 

 

O verbo empregado no texto que exige o mesmo tipo de 
complemento que o grifado acima está também grifado 
em:  

 
(A) ... 

a principal tarefa do historiador consistia em 

estudar possibilidades de mudança social. 

 
(B)  Os caminhos institucionalizados escondiam os 

figurantes mudos e sua fala. 

 
(C)  Enfatizava o provisório, a diversidade, a fim de 

documentar novos sujeitos ... 

 
(D) ... 

sociabilidades, experiências de vida, que por sua 

vez traduzissem necessidades sociais. 

 
(E)  Era engajado o seu modo de escrever história. 

_________________________________________________________ 

 

4. 

Tanto as fontes quanto a própria historiografia falavam a 
linguagem do poder 
... 

 

Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma 
verbal resultante será: 

 
(A) eram 

faladas. 

(B) foi 

falada. 

(C) se 

falaram. 

(D) era 

falada. 

(E) tinha-se 

falado. 

Caderno de Prova ’AR’, Tipo 001

fcc-2011-trt-23-regiao-mt-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

 

TRT23-Conhecimentos-Gerais

1

 

5. 

O segmento retirado do texto cuja redação mantém-se 
correta com o acréscimo de uma vírgula é:  

 
(A)  Raramente o que se afigurava como predominante 

na historiografia brasileira, apontava um caminho 
profícuo ... 

 
(B)  Caberia ao historiador, o desafio de discernir e de 

apreender ... 

 
(C)  Para chegar a escrever uma história verdadeira-

mente engajada, deveria o historiador ... 

 
(D)  Aderir à pluralidade se lhe afigurava, como uma con-

dição essencial para este sondar ... 

 
(E)  Desvendar ideologias, implica para o historiador um 

cuidadoso percurso interpretativo ... 

_________________________________________________________ 

 

6. 

Como historiador quis elaborar formas de apreensão do 
mutável, do transitório e de processos ainda incipientes no 
vir a ser da sociedade brasileira. 

 
A frase acima está corretamente reescrita, preservando-se 
em linhas gerais o sentido original, em: 

 
(A)  Às formas de apreensão do mutável, do transitório e 

de processos ainda incipientes no vir a ser da socie-
dade brasileira voltou-se o historiador Sérgio Buar-
que, com o intento de elaborá-las. 

 
(B)  Sérgio Buarque, como historiador, dedicou-se à ela-

borar formas de apreensão do mutável, do transitório 
e dos processos ainda incipientes no vir a ser da 
sociedade brasileira. 

 
(C)  As formas de apreensão do mutável, do transitório e 

de processos ainda incipientes no vir a ser da socie-
dade brasileira o historiador Sérgio Buarque preten-
deu dar elaboração. 

 
(D)  Em seu trabalho como historiador, Sérgio Buarque 

tinha como meta chegar à certas formas de apreen-
são do mutável, do transitório e de processos ainda 
incipientes no vir a ser da sociedade brasileira.  

 
(E)  O historiador Sérgio Buarque dedicou-se a elabora-

ção de formas de apreensão do mutável, do transitó-
rio e de processos ainda incipientes no vir a ser da 
sociedade brasileira. 

_________________________________________________________ 

 

Atenção: 

As questões de números 7 a 10 referem-se ao texto 
abaixo. 

 

A navegação fazia-se, comumente, das oito horas da 

manhã às cinco da tarde, quando as canoas embicavam pelos 

barrancos e eram presas a troncos de árvores, com o auxílio de 

cordas ou cipós. Os densos nevoeiros, que se acumulam sobre 

os rios durante a tarde e pela manhã, às vezes até o meio-dia, 

impediam que se prolongasse o horário das viagens. 

Antes do pôr-do-sol, costumavam os homens arranchar-

se e cuidar da ceia, que constava principalmente de feijão com 

toucinho, além da indefectível farinha, e algum pescado ou caça 

apanhados pelo caminho. Quando a bordo, e por não poderem 

acender fogo, os viajantes tinham de contentar-se, geralmente, 

com feijão frio, feito de véspera. 

De qualquer modo, era esse alimento tido em grande 

conta nas expedições, passando por extremamente substancial 

e saudável. Um dos motivos para tal preferência vinha, sem 

dúvida, da grande abundância de feijão nos povoados, durante 

as ocasiões em que costumavam sair as frotas destinadas ao 

Cuiabá e a Mato Grosso. 

(Adaptado de Sérgio Buarque de Holanda. Monções. 3.ed. São 
Paulo, Brasiliense, 2000, pp.105-6) 

7. 

O segmento cujo sentido está corretamente expresso em 
outras palavras é: 

 
(A)  além da indefectível farinha 

=

 sem contar a eventual 

moagem. 

 
(B)  feito de véspera 

=

 ritualmente preparado. 

 
(C)  tido em grande conta nas expedições 

=

 muito caro 

para as viagens. 

 
(D)  arranchar-se e cuidar da ceia 

=

 abancar-se e servir o 

jantar. 

 
(E)  impediam que se prolongasse 

=

 obstavam que se 

estendesse. 

_________________________________________________________ 

 

8. 

Quando a bordo, e por não poderem acender fogo, os 
viajantes tinham de contentar-se, geralmente, com feijão 
frio, feito de véspera. 

 
Identificam-se nos segmentos grifados na frase acima, 
respectivamente, noções de 

 
(A)  modo e consequência. 
(B) causa 

concessão. 

(C) temporalidade 

causa. 

(D)  modo e temporalidade. 
(E) consequência 

oposição. 

_________________________________________________________ 

 

9. 

Leia atentamente as afirmações a seguir. 

 

 

I

.  O segmento grifado em as canoas [...] eram presas 

a troncos de árvores, com o auxílio de cordas ou 
cipós
 (primeiro parágrafo) pode ser substituído por 
auxiliadas consoante, sem prejuízo para a cor-
reção e a clareza. 

 

 

II

. Em 

Os densos nevoeiros, que se acumulam sobre 

os rios (primeiro parágrafo), o segmento grifado 
pode ser substituído, sem prejuízo para a correção 
e o sentido, por acumulados

 

 

III

. A 

expressão 

De qualquer modo, no último pará-

grafo, é equivalente a Em todo caso

 
Está correto o que se afirma em 

 
(A) 

I

, apenas. 

(B) 

II

, apenas. 

(C) 

I

 e 

III

, apenas. 

(D) 

II

 e 

III

, apenas. 

(E) 

I

II

 e 

III

_________________________________________________________ 

 

10.  O verbo corretamente empregado e flexionado está grifa-

do em: 

 
(A)  É de se imaginar que, se os viajantes setecentistas 

antevessem as dificuldades que iriam deparar, mui-
tos deles desistiriam da aventura antes mesmo de 
embarcar. 

 
(B)  O que quer que os compelisse, cabe admirar a cora-

gem desses homens que partiam para o desconhe-
cido sem saber o que os aguardava a cada volta do 
rio. 

 
(C)  Caso não se surtisse com os mantimentos neces-

sários para o longo percurso, o viajante corria o risco 
de literalmente morrer de fome antes de chegar ao 
destino. 

 
(D)  Se não maldiziam os santos, é bastante provável 

que muitos dos viajantes maldizessem ao menos o 
destino diante das terríveis tribulações que deviam 
enfrentar. 

 
(E)  Na história da humanidade, desbravadores foram 

não raro aqueles que sobreporam o desejo de enri-
quecer à relativa segurança de uma vida sedentária. 

Caderno de Prova ’AR’, Tipo 001

fcc-2011-trt-23-regiao-mt-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

 

TRT23-Conhecimentos-Gerais

1

 

Atenção: 

As questões de números 11 a 20 referem-se ao 
texto seguinte. 

 

Do homicídio

 

Cabe a vós, senhores, examinar em que caso é justo pri-

var da vida o vosso semelhante, vida que lhe foi dada por Deus. 

Há quem diga que a guerra sempre tornou esses 

homicídios não só legítimos como também gloriosos. Todavia, 

como explicar que a guerra sempre tenha sido vista com horror 

pelos brâmanes, tanto quanto o porco era execrado pelos ára-

bes e pelos egípcios? Os primitivos aos quais foi dado o nome 

ridículo de quakers** fugiram da guerra e a detestaram por 

mais de um século, até o dia em que foram forçados por seus 

irmãos cristãos de Londres a renunciar a essa prerrogativa, que 

os distinguia de quase todo o restante do mundo. Portanto, 

apesar de tudo, é possível abster-se de matar homens. 

Mas há cidadãos que vos bradam: um malvado furou-me 

um olho; um bárbaro matou meu irmão; queremos vingança; 

quero um olho do agressor que me cegou; quero todo o sangue 

do assassino que apunhalou meu irmão; queremos que seja 

cumprida a antiga e universal lei de talião. 

Não podereis acaso responder-lhes: “Quando aquele 

que vos cegou tiver um olho a menos, vós tereis um olho a 

mais? Quando eu mandar supliciar aquele que matou vosso 

irmão, esse irmão será ressuscitado? Esperai alguns dias; 

então vossa justa dor terá perdido intensidade; não vos 

aborrecerá  ver com o olho que vos resta a vultosa soma de 

dinheiro que obrigarei o mutilador a vos dar; com ela vivereis 

vida agradável, e além disso ele será vosso escravo durante 

alguns anos, desde que lhe seja permitido conservar seus dois 

olhos para melhor vos servir durante esse tempo. Quanto ao 

assassino do seu irmão, será vosso escravo enquanto viver. Eu 

o tornarei útil para sempre a vós, ao público e a si mesmo”. 

É assim que se faz na Rússia há quarenta anos. Os 

criminosos que ultrajaram a pátria são forçados a servir à pátria 

para sempre; seu suplício é uma lição contínua, e foi a partir de 

então que aquela vasta região do mundo deixou de ser bárbara. 

(Voltaire 

  O preço da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 

2001, pp. 15/16. Trad. de Ivone Castilho Benedetti) 

 

*  Excerto de texto escrito em 1777, pelo filósofo iluminista 

francês Voltaire (1694-1778). 

 

**  Quaker 

=

  associação religiosa inglesa do séc. 

XVI

, defen-

sora do pacifismo

 

 
11.  No segundo parágrafo, em sua argumentação contra a 

pena de morte, Voltaire refuta a tese segundo a qual 

 
(A)  a pena de morte sempre existiu entre os povos, 

sancionada pelos legisladores mais prestigiados. 

 
(B)  as guerras demonstram que a execução do inimigo é 

uma prática não apenas legítima como também 
universal. 

 
(C) os 

quakers constituem um exemplo de que, surgindo 

a oportunidade, os medrosos tornam-se valentes. 

 
(D)  os homicídios só podem ser evitados quando os res-

ponsáveis por eles renunciam a suas prerrogativas. 

 
(E)  a execução de criminosos, justificável durante uma 

guerra, torna-se inaceitável em tempos de paz. 

12.  Atente para as seguintes afirmações: 

 

 

I

.  O caso dos quakers é lembrado para exemplificar a 

mesma convicção sustentada por outra coletivida-
de, a dos brâmanes. 

 

 

II

.  A pena de talião é refutada por Voltaire porque ele, 

a par de considerá-la eficaz, julga-a ilegítima e 
excessivamente cruel. 

 

 

III

.  O caso da Rússia serve a Voltaire para demonstrar 

que uma pena exemplar, cumprida em vida, é 
também índice de civilização. 

 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma 
APENAS em 

 
(A) 

I

(B) 

II

(C) 

III

(D) 

I

 e 

III

(E) 

II

 e 

III

_________________________________________________________ 

 

13.  Em relação ao quarto parágrafo, é correto afirmar que 

Voltaire se vale do seguinte procedimento: 

 
(A)  formula perguntas retóricas, supondo sempre que se 

deva responder a elas de modo afirmativo. 

 
(B)  imagina os argumentos a que seus leitores poderiam 

recorrer contra os defensores da pena de talião. 

 
(C)  enumera as razões pelas quais são imorais as van-

tagens advenientes da aplicação da pena de talião. 

 
(D)  simula mostrar complacência diante do criminoso, para 

com isso fustigar os defensores da pena de morte. 

 
(E)  tipifica os delitos para os quais se providenciarão a 

tortura pública e uma reparação pecuniária. 

_________________________________________________________ 

 

14.  Considerando-se o contexto, mostra-se adequada com-

preensão do sentido de um segmento em: 

 
(A)  foram forçados a renunciar a essa prerrogativa (2

o

 

parágrafo) 

=

 os quakers foram obrigados a desistir 

de qualquer intento bélico. 

 
(B)  é possível abter-se de matar homens (2

o

 parágrafo) 

=

  não é verdade que o instinto assassino deixe de 

prevalecer, em alguns casos. 

 
(C)  que seja cumprida a antiga e universal lei de talião 

(3

o

 parágrafo) 

=

 cumpra-se: olho por olho, dente por 

dente. 

 
(D)  Não podereis acaso responder-lhes (4

o

 parágrafo) 

=

 

sereis impedidos de lhes responder ao acaso. 

 
(E)  seu suplício é uma lição contínua (5

o

 parágrafo) 

=

 é 

um martírio que se infligem perpetuamente. 

_________________________________________________________ 

 

15.  É correto concluir da argumentação de Voltaire, tomando-

se o conjunto do texto: 

 
(A)  Além de ineficaz, a pena de morte impede uma repa-

ração a quem de direito e impossibilita a aplicação 
de uma pena socialmente exemplar. 

 
(B)  A pena de morte e a  pena de talião são bárbaras, 

ao contrariarem os desígnios divinos e os impulsos 
da natureza humana. 

 
(C)  É desprezível a ideia da compensação pecuniária 

por direitos ofendidos, sendo justo promover a inde-
nização apenas pelo caráter pedagógico da medida. 

 
(D)  Não há lição possível a se tirar da pena de talião, 

por isso os legisladores devem preocupar-se com a 
reparação financeira que redima o criminoso. 

 
(E)  Os bárbaros adotam a pena de talião, que favorece 

os criminosos, ao invés de adotarem penas exem-
plares, que punem a sociedade.  

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TRT23-Conhecimentos-Gerais

1

 

16.  As normas de concordância verbal estão plenamente 

respeitadas na frase: 
 
(A)  Havendo quem vos pretendam convencer de que a 

pena de morte é necessária, perguntem onde e 
quando ela já se provou indiscutivelmente eficaz. 

 

(B)  Entre os cidadãos de todos os países nunca deixa-

rão de haver, por força do nosso instinto de vio-
lência, os que propugnam pela pena de morte. 

 

(C)  Destaca-se, entre as qualidades de Voltaire, suas 

tiradas irônicas e seu humor ferino, armas de que se 
valia em suas pregações de homem liberal. 

 

(D)  Embora remontem aos hábitos das sociedades mais 

violentas do passado, a pena de talião ainda goza 
de prestígio entre cidadãos que se dizem civiliza-
dos. 

 

(E)  Opõe-se às ideias libertárias de Voltaire, um lúcido 

pensador iluminista, a violência das penas irracio-
nais que se aplicam em nome da justiça. 

_________________________________________________________ 

 

17.  Está adequado o emprego de ambos os elementos 

sublinhados na frase: 
 
(A)  Os argumentos de que devemos nos agarrar devem 

se pautar nos limites da racionalidade e da justiça. 

 

(B)  Os casos históricos em que Voltaire recorre em seu 

texto ajudam-no a demonstrar de que a pena de 
morte é ineficaz. 

 

(C)  A pena de talião é um recurso de cuja eficácia mui-

tos defendem, ninguém se abale em tentar de-
monstrá-la. 

 

(D)  Os castigos a que se submetem os criminosos de-

vem corresponder à gravidade de que se reveste o 
crime. 

 

(E)  As ideias liberais, de cuja propagação Voltaire se 

lançou, estimulam legisladores em quem não falte o 
senso de justiça. 

_________________________________________________________ 

 

18. Deve-se 

CORRIGIR, por deficiência estrutural, a redação 

deste livre comentário sobre o texto: 
 
(A)  O tratamento de vós, que hoje nos soa tão cerimo-

nioso, ecoa uma época em que se aliavam boa 
argumentação e boa retórica. 

 

(B)  Voltaire não hesita em lembrar as vantagens reais 

da aplicação de penas que poupam a vida do crimi-
noso para que pague pelo que fez. 

 

(C)  Como sempre há quem defenda os castigos capitais, 

razão pela qual Voltaire buscou refutá-los, através 
de alternativas mais confiáveis. 

 

(D)  Note-se a preocupação que tem esse iluminista 

francês em escalonar as penas de modo a que nelas 
se preserve adequada relação com o crime come-
tido. 

 

(E)  Na refutação aos que defendem a pena de talião, 

Voltaire argumenta que o mal já causado não se 
sana com um ato idêntico ao do criminoso. 

19.  Está adequada a correlação entre tempos e modos 

verbais na frase: 

 
(A)  Os criminosos que tenham ultrajado a pátria seriam 

forçados a servi-la pelo tempo que se julgava ne-
cessário. 

 
(B)  Os que vierem a ultrajar a pátria deveriam ser 

submetidos a um castigo que trouxera consigo uma 
clara lição. 

 
(C)  Ninguém seria indiferente a uma vultosa soma que 

venha a receber como indenização ao delito que o 
prejudique. 

 
(D)  O próprio criminoso, se mantivesse alguma dose de 

decência, possa tirar proveito da lição a que seja 
submetido. 

 
(E)  Sempre houve povos que, por forte convicção, evi-

taram a guerra, ainda quando fossem provocados. 

_________________________________________________________ 

 

20.  Muitos se dizem a favor da pena de morte, mas mesmo os 

que mais ardorosamente defendem a pena de morte não 
são capazes de atribuir à pena de morte o efeito de repa-
ração do ato do criminoso que supostamente mereceria a 
pena de morte. 

 
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substi-
tuindo-se os elementos sublinhados, respectivamente, por: 

 
(A)  a defendem  -  lhe atribuir  -  a mereceria. 
(B) a 

defendem - 

atribui-la  - lhe 

mereceria. 

(C) defendem-na 

- atribui-la  - merecer-lhe-ia. 

(D)  lhe defendem -  lhe atribuir  -  mereceriam-na. 
(E) defendem-lhe 

atribuir-lhe 

- a 

mereceria. 

_________________________________________________________ 

 

Noções de Gestão Pública 

 
21.  O modelo de administração gerencial no Brasil 

 
(A)  foi introduzido pelo Decreto-Lei n

o

 200/1967, visando 

profissionalizar a administração federal, reduzindo o 
nível de autonomia das empresas e autarquias e 
implantando o Orçamento de Base Zero. 

 
(B)  foi implementado com a criação do Departamento de 

Administração do Serviço Público (DASP), em 1936, 
tendo por meta flexibilizar as funções gerenciais nas 
autarquias federais. 

 
(C)  teve seu auge na segunda metade dos anos 1990, 

visando ao processo de fortalecimento da responsa-
bilização e autonomia dos níveis gerenciais e ten-
tando implantar a gestão por resultados na adminis-
tração federal. 

 
(D)  foi um movimento político iniciado no fim dos anos 

1980 orientado para a privatização das políticas so-
ciais e fortalecimento dos controles externos formais 
da administração federal. 

 
(E)  foi introduzido no Brasil através do Programa Nacio-

nal de Desburocratização, tendo como meta extin-
guir a burocracia formal e implantar a burocracia ge-
rencial, voltada exclusivamente para os processos. 

_________________________________________________________ 

 

22.  O principal instrumento para a implantação do Plane-

jamento Estratégico no âmbito do Poder Judiciário, ao 
qual se refere a Resolução 70 do Conselho Nacional da 
Justiça, é a 

 
(A)  definição da visão do Poder Judiciário segundo o 

Plano Estratégico Estadual. 

 
(B)  agilização dos trâmites judiciais e administrativos. 

 
(C)  definição de pelo menos um indicador de resultado 

para cada objetivo estratégico. 

 

(D)  definição de metas de longo prazo associadas à 

missão do Poder Judiciário, segundo o Plano 
Estratégico Nacional. 

 
(E)  motivação dos magistrados a implantar os objetivos 

centrais do Poder Judiciário, segundo a definição do 
Poder Executivo. 

Caderno de Prova ’AR’, Tipo 001

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TRT23-Conhecimentos-Gerais

1

 

23. O

 

Decreto-Lei

 

n

o

 

200/1967

 

estabelece

 

como

 

principal

 

medi- 

da 

 

(A)  o aumento da formalização na tramitação dos pro-

cessos governamentais, visando a maior impessoa-
lidade na administração pública federal. 

 
(B)  a indicação de profissionais do mercado para melho-

rar o padrão gerencial da administração pública 
estadual. 

 
(C)  a redução dos níveis hierárquicos, visando transferir 

o poder para os escalões inferiores da administração 
pública federal. 

 
(D)  a descentralização das atividades-meio, objetivando 

reduzir o viés autoritário da administração pública fe-
deral. 

 
(E)  a desconcentração administrativa, distinguindo as 

atividades de direção das de execução. 

_________________________________________________________ 

 

24.  A Lei de Diretrizes Orçamentárias tem como objetivo 

precípuo 

 

(A)  definir metas gerais que devem ser incorporadas aos 

orçamentos dos anos seguintes. 

 
(B)  definir metas e prioridades da administração pública 

federal que devem ser incorporadas pela LOA. 

 
(C)  revisar a cada cinco anos as diretrizes gerais do go-

verno que devem ser incorporadas aos Planos 
Plurianuais. 

 
(D)  limitar os gastos com pessoal e custeio da máquina 

de acordo com tetos estabelecidos a cada cinco 
anos. 

 
(E)  reduzir a descontinuidade do planejamento público, 

impondo a cooperação entre governos. 

_________________________________________________________ 

 

25.  A definição da visão da organização no planejamento 

estratégico 

 

(A)  só vale para o curto prazo da organização. 
 
(B)  configura uma etapa desvinculada da definição da 

missão da organização. 

 
(C)  implica necessariamente uma crítica da situação 

atual da organização. 

 
(D)  representa aquilo que a organização quer ser num 

futuro previsível. 

 
(E)  é um instrumento da reengenharia organizacional. 

_________________________________________________________ 

 

26.  Quando uma autoridade tem competência para editar um 

determinado ato e pratica-o, mas, nessa operação, afasta-
se do fim colimado para perseguir finalidade diversa da 
visada, configura um caso de 
 
(A) desvio 

de 

poder. 

 
(B)  incúria administrativa grave. 
 
(C) nepotismo. 
 
(D) clientelismo. 
 
(E) omissão. 

27.  Na aplicação do método do Balanced Scorecard ao plane-

jamento estratégico do Poder Judiciário é essencial 

 
(A)  definir limites de gastos com as reformas previstas 

nos planejamentos estratégicos setoriais. 

 
(B)  identificar os processos internos críticos para a reali-

zação das necessidades dos cidadãos que acessam 
a Justiça. 

 
(C)  definir a missão da Justiça com base na perspectiva 

do conjunto dos funcionários. 

 
(D)  subordinar o acesso aos serviços judiciários ao 

cálculo de custo unitário dos procedimentos. 

 
(E)  estabelecer procedimentos que não precisam seguir 

a legislação. 

_________________________________________________________ 

 

28.  Com relação à classificação dos indicadores de gestão, 

considere as afirmativas abaixo. 

 
 

I

.  Indicadores de produtividade permitem medir a efi-

ciência na aplicação dos recursos para a geração 
de bens e serviços. 

 
 

II

.  Indicadores de qualidade visam aperfeiçoar proces-

sos e expressam a eficácia na obtenção da confor-
midade do produto e do processo. 

 
 

III

.  Indicadores de desempenho são fundamentais para 

as organizações contemporâneas. 

 
 

IV

.  Indicadores de resultados são utilizados na monito-

ração do grau de sucesso dos objetivos persegui-
dos, que dependem exclusivamente das competên-
cias da empresa, visto não serem influenciados por 
fatores externos. 

 
 

V

.  Indicadores que não espelhem esforços e metas 

dos programas internos de melhorias dizem muito 
pouco à organização. 

 

Está correto o que se afirma APENAS em 

 

(A) 

I

II

III

 e 

V

(B) 

II

III

 e 

IV

(C) 

I

 e 

V

(D) 

II

IV

 e 

V

(E) 

I

III

IV

 e 

V

_________________________________________________________ 

 

29.  Em organizações complexas, na implantação de mudan-

ças nos objetivos estratégicos em cenários de incerteza, a 
função de direção deve enfatizar 

 

(A)  a emissão de ordens claras e válidas para o longo 

prazo. 

 
(B)  a competição entre os setores operacionais. 

 
(C)  a motivação dos quadros funcionais para a reali-

zação das atividades rotineiras. 

 
(D)  o exercício da liderança e a coordenação dos seto-

res da organização para a mudança. 

 
(E)  a prevalência dos procedimentos sobre a liderança. 

_________________________________________________________ 

 

30.  De acordo com a Resolução 49 do Conselho Nacional de 

Justiça, as informações estatísticas produzidas pelos Tri-
bunais devem ser reunidas e supervisionadas 

 

(A)  pelo Superior Tribunal de Justiça. 
(B)  pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias. 
(C)  pelo Sistema de Estatística do Poder Judiciário. 
(D)  pelo Supremo Tribunal Federal. 
(E)  pela Comissão de Estatística e Gestão Estratégica. 

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TRT23-Anal.Jud.-Pedagogia-AR

 

 

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 

 
31.  Saber importantíssimo que fundamenta a prática educa-

tiva dos educadores é o que diz respeito à força, às vezes 
maior do que pensamos, da ideologia. É o que nos adver-
te de suas manhas, das armadilhas em que nos faz cair

Esta concepção de ideologia relaciona-se 
 
(A)  com um conjunto de idéias e crenças de uma 

pessoa ou de um grupo. 

 
(B)  com doutrinas constituídas por motivos religiosos ou 

políticos. 

 
(C)  diretamente com um conjunto de visões de mundo 

que explicitam a realidade social. 

 
(D)  com ideias e valores que explicam e orientam os 

comportamentos sociais coletivos. 

 
(E)  diretamente com a ocultação da verdade dos fatos, 

nos tornando míopes. 

_________________________________________________________ 

 

32.  Considere as afirmações abaixo. 
 
 

I

.  Ênfase no domínio do professor. 

 
 

II

.  Os alunos devem ser capazes de aprender e acei-

tar as explicações e as orientações. 

 
 

III

.  Os métodos são baseados em exposição verbal da 

matéria. 

 
 

IV

.  A preocupação básica da instituição educacional é 

a de adaptar os educandos à tarefa da aprendi-
zagem. 

 

As características apresentadas estão relacionadas à 
concepção de educação 
 
(A) inatista. 

(B) humanista. 

(C) tradicional. 

(D) progressista. 

(E) construtivista. 

_________________________________________________________ 

 

33.  Considere as seguintes interpretações realizadas pela 

escola: 

 

  A criança de baixa renda não aprende porque 

apresenta déficit cognitivo. 

 

  A criança de baixa renda não aprende porque é 

culturalmente pobre. 

 

  A criança de baixa renda não aprende porque é 

desnutrida. 

 
Diante disso, o resultado de sua ação se relaciona à ideia 

de 

 

(A) inclusão 

social. 

(B) capacitação 

intelectual. 

(C) eficiência 

escolar. 

(D) fracasso 

escolar. 

(E)  redução da desigualdade social. 

34.  A escola pública brasileira, mediante a forma como orga-

niza seu trabalho pedagógico e estabelece seus regula-
mentos, ritmos e rituais, ainda está longe de 

 

(A)  conseguir organizar o ensino de forma a combater o 

atraso cultural das pessoas com baixo poder aqui-
sitivo. 

 
(B)  vencer os problemas decorrentes da heterogenei-

dade cultural existente entre as crianças, os jovens e 
os adultos. 

 
(C)  conquistar melhores patamares de eficiência no 

processo educativo de sua clientela multicultural. 

 
(D)  produzir o sucesso escolar e de alcançar os fins 

educacionais assegurados constitucionalmente. 

 
(E)  realizar uma proposta educacional que padronize os 

diferentes comportamentos dos alunos para, assim, 
evitar as várias transgressões nela existentes. 

_________________________________________________________ 

 

35.  A Constituição Federal de 1988 estabelece que são di-

reitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros 
que visem à melhoria de sua condição social: 

 
 

I

.  Proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalu-

bre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a 
menores de dezesseis anos, salvo na condição de 
aprendiz, a partir de quatorze anos. 

 
 

II

.  Proibição de trabalho perigoso ou insalubre a me-

nores de dezoito e de qualquer trabalho a menores 
de quatorze anos. 

 
 

III

.  Proibição de distinção entre trabalho manual, técni-

co e intelectual ou entre os profissionais respecti-
vos. 

 
 

IV

.  Proteção do mercado de trabalho da mulher, me-

diante incentivos específicos, nos termos da lei. 

 

Está correto o que se afirma APENAS em 

 

(A) 

I

 e 

III

(B) 

II

 e 

III

(C) 

II

 e 

IV

(D) 

I

II

 e 

IV

(E) 

I

III

 e 

IV

_________________________________________________________ 

 

36.  De acordo com a Constituição Federal de 1988, o ensino 

será ministrado com base nos seguintes princípios: 

 
 

I

.  Igualdade de condições para o acesso e perma-

nência na escola. 

 
 

II

.  Preparação competente para o mercado de tra-

balho. 

 
 

III

.  Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divul-

gar a cultura, o pensamento, a arte e o saber. 

 
 

IV

.  Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas. 

 
 

V

.  Avaliação nacional periódica do desempenho dos 

alunos. 

 
 

VI

.  Garantia de padrão de qualidade. 

 

Está correto o que se afirma APENAS em 

 

(A) 

I

III

IV

 e 

VI

(B) 

II

III

IV

 e 

VI

(C) 

I

II

III

IV

 e 

V

(D) 

II

V

 e 

VI

(E) 

I

IV

 e 

V

Caderno de Prova ’AR’, Tipo 001

fcc-2011-trt-23-regiao-mt-analista-judiciario-pedagogia-prova.pdf-html.html

 

TRT23-Anal.Jud.-Pedagogia-AR

 

37.  A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei  

n

o

 9.394/96) prevê que a Educação de Jovens e Adultos 

será destinada àqueles que 
 
(A)  trabalham durante o dia, em jornadas de trabalho 

superior a 20 horas semanais. 

 
(B)  precisam desenvolver atividades educativas como 

forma de cumprimento à liberdade assistida. 

 
(C)  não tiveram acesso ou continuidade de estudos no 

ensino fundamental e médio na idade própria. 

 
(D)  se encontram em programas de correção de fluxo 

idade/série, por estarem atrasados em relação à 
série esperada. 

 
(E)  necessitam acelerar sua escolaridade devido à ur-

gência de entrar no mercado de trabalho. 

_________________________________________________________ 

 

38.  De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 

Nacional (Lei n

o

 9.394/96), os sistemas de ensino assegu-

rarão aos educandos com necessidades especiais: 

 
 

I

.  Currículos, métodos, técnicas, recursos educativos 

e organização específicos, para atender às suas 
necessidades. 

 

 

II

.  Infraestrutura adequada para as várias necessida-

des existentes, na esfera pública bem como na 
esfera privada. 

 

 

III

.  Professores com especialização adequada em nível 

superior, para atendimento especializado na educa-
ção regular e nos cursos de formação continuada. 

 

 

IV

.  Educação especial para o trabalho, visando a sua 

efetiva integração na vida em sociedade. 

 

Está correto o que se afirma APENAS em 

 
(A) 

I

 e 

II

(B) 

I

 e 

IV

(C) 

II

 e 

III

(D) 

II

III

 e 

IV

(E) 

I

III

 e 

IV

_________________________________________________________ 

 

39.  Nascer significa ver-se submetido à obrigação de apren-

der. Aprender para construir-se em um triplo processo de 
“hominização” (tornar-se homem), de singularização (tor-
nar-se exemplo único de homem), de socialização (tornar-
se membro de uma comunidade, partilhando seus valores 
e ocupando um lugar nela). Aprender para viver com ou-
tros homens com quem o mundo é partilhado. Aprender 
para apropriar-se do mundo, de uma parte desse mundo, 
e para participar da construção de um mundo pré-
existente

 

Portanto, aprender é  

 
(A)  entrar em um conjunto de relações e processos que 

constituem um sistema de sentido. 

 
(B)  sistematizar as experiências significativas vividas, 

refletidas e sentidas. 

 
(C)  um processo permanente de visão e revisão das 

relações sociais. 

 
(D)  dar sentido ao conjunto de ações e reações que o 

fazer humano gera. 

 
(E)  refletir sobre as ações realizadas, visando planejar o 

fazer futuro sem erros, em função do bem comum. 

40.  A nossa capacidade de aprender, de que decorre a de 

ensinar, sugere ou, mais do que isso, implica a nossa ha-

bilidade de aprender a substantividade do objeto apren-

dido

 

Pode-se afirmar, portanto, que ensinoaprendizagem pres-
supõe 

 

(A)  a memorização do objeto que se quer aprender que 

já é, em si, um conhecimento apreendido. 

 
(B)  um complexo sistema de transmissão intencional de 

um dado conhecimento para que possa ser apreen-
dido por outro sujeito. 

 
(C)  no ato de conhecer, a significação da realidade e na 

práxis, o poder da transformação. 

 
(D)  o conhecimento prévio para a aquisição de novos 

conhecimentos. 

 
(E)  o estabelecimento de procedimentos e normas que 

garantam avaliações da efetiva aprendizagem. 

_________________________________________________________ 

 

41.  Na teoria crítica do conhecimento, métodos e metodo-

logias  

 

(A) são 

sinônimos. 

 
(B)  traduzem a habilidade em ensinar do professor. 
 
(C)  não são relevantes para a prática de professores.  
 
(D)  expressam a competência técnica do professor, 

especialmente na variedade de sua forma de atuar. 

 
(E)  organizam o trabalho do professor porque traduzem 

a teoria que embasa a sua prática. 

_________________________________________________________ 

 

42.  A educação autêntica não se faz de A para B ou de A 

sobre B, mas de A com B, mediatizados pelo mundo

 

A citação acima implica em conceber que a relação 
professor aluno: 

 
 

I

.  

Pressupõe que ninguém educa ninguém, ninguém 
educa a si mesmo, os homens se educam entre si, 
mediatizados pelo mundo. 

 
 

II

.  Sugere a dicotomia educando-educador na constru-

ção da consciência crítica e autônoma dos educan-
dos. 

 
 

III

.  

É uma relação horizontal, mas que implica na 
assunção da necessária competência técnica do 
educador. 

 
 

IV

.  

É uma relação em que o educador reconduz as 
práticas sociais e saberes de educandos à cons-
ciência crítica e transformadora.  

 
 

V

.  Não é de um educador que apenas educa, mas o 

que, enquanto educa, é educado, em diálogo com o 
educando que, ao ser educado, também educa. 

 

Está correto o que se afirma APENAS em 

 

(A) 

I

III

 e 

V

(B) 

I

II

 e 

III

(C) 

I

IV

 e 

V

(D) 

II

III

 e 

IV

(E) 

III

IV

 e 

V

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43.  Fundamentado na teoria crítica é papel do professor 
 

(A)  transmitir os seus conhecimentos às crianças, jo-

vens e adultos para que estes aprendam a viver 
melhor. 

 
(B)  transformar seus saberes em conhecimento siste-

matizado para os alunos obterem bons resultados 
nas avaliações institucionais. 

 
(C)  criar as possibilidades para a produção ou cons-

trução do conhecimento. 

 
(D)  desenvolver suas atividades independente do proje-

to político pedagógico da escola. 

 
(E)  não corrigir os alunos no desenvolvimento das ati-

vidades, pois o processo de correção inibe sua 
criatividade. 

_________________________________________________________ 

 

44.  Em relação à diversidade cultural, pode-se afirmar que 

práticas educativas são coerentes quando se considera 
que 

 

(A)  manifestações culturais não devem compor o cur-

rículo escolar porque não produzem conhecimento 
formal. 

 
(B)  diferentes crenças, opções políticas e ideológicas, 

saberes, práticas sociais, diferentes manifestações 
de grupos raciais, étnicos, também constituem um 
currículo escolar.  

 
(C)  na educação infantil não se faz necessário desen-

volver atividades desta ordem, visto que as crianças 
não têm ainda compreensão das diferenças sócio-
culturais. 

 
(D)  a diversidade cultural deve ser aceita nas escolas 

como estratégia para a contenção de manifestações 
de protesto e violência. 

 
(E)  o respeito às diferentes formas de linguagem implica 

em que não se corrijam os erros gramaticais no ciclo 
inicial da alfabetização. 

_________________________________________________________ 

 

45.  Estudos recentes sobre jovens e adultos como sujeitos de 

conhecimento e aprendizagem apontam para a Andrago-
gia como uma teoria da aprendizagem do adulto baseada 
nas suas experiências, na vontade de aprender e na 
motivação. Propõe-se, nesta perspectiva, que as ativida-
des sejam organizadas a partir do reconhecimento de 
suas necessidades e interesses, considerando-se as suas 
situações de vida, suas experiências e as diferenças 
acerca dos processos de aprendizagem

 

Nesta concepção, o professor é aquele que 

 
(A)  organiza os saberes e experiências dos alunos em 

disciplinas. 

 
(B)  considera as suas próprias experiências como mais 

significativas, visto que o seu grau de escolaridade é 
maior. 

 
(C)  convence os adultos a aumentarem o grau de esco-

laridade para que se adequem às exigências da 
sociedade. 

 
(D)  participa do cotidiano dos adultos, engajando-se no 

processo de mútua investigação. 

 
(E)  realiza atividades indicadas para as crianças, re-

portando-se, sistematicamente, às experiências de 
seus ancestrais. 

46.  Papagaio velho não aprende a falar... 

 
Burro velho não toma andadura; e se a toma, pouco du-
ra... 

 

É comum encontrarmos pessoas adultas que desistem de 
voltar à escola ou retomar seus estudos porque, tal como 
o dito popular, não vão aprender porque já são velhas. Pa-
ra que o adulto supere esse preconceito, é necessário que 

 

(A)  entendam que as experiências escolares são tão ou 

mais importantes do que as que vivenciaram fora da 
escola. 

 
(B)  o sistema da aprendizagem dos conteúdos esco-

lares seja mais lento do que o da escola regular. 

 
(C)  os saberes e experiências de vida dos adultos sejam 

reconhecidos e valorizados. 

 
(D)  as matérias do ensino fundamental tenham só con-

teúdos práticos. 

 
(E) aceitem 

que 

falar direito exige dedicação aos en-

sinos escolares. 

_________________________________________________________ 

 

47.  O Planejamento, plano e projetos pressupõem: 
 

(A)  ações distintas e independentes no que diz respeito 

à organização das atividades.  

 
(B)  diferentes formas de burocratização e formalidades 

para se garantir a implementação de políticas 
públicas educacionais. 

 
(C)  elaboração de projeto político pedagógico, por trazer 

a ideia de que lançar-se adiante não depende da 
elaboração de planos e planejamento para a sua 
execução. 

 
(D)  mera formalidade visto que nunca se faz o que se 

planeja. 

 
(E)  a compreensão sobre as relações de aproximação 

entre eles e traduzem projetos políticos pedagógicos 
distintos quanto ao lugar e ao papel da educação e 
da gestão escolar. 

_________________________________________________________ 

 

48.  Planejamento Participativo pressupõe: 
 
 

I

.  Colaboração dos participantes na discussão da or-

ganização institucional; porém, não interferindo nas 
definições de estratégias que é função de es-
pecialistas. 

 
 

II

.  Descentralização e caminho para a democratização 

da gestão institucional. 

 
 

III

.  

Participação de todos envolvidos num debate de-
mocrático, incorporação dos significados das dife-
rentes práticas sociais, individuais e coletivas, nas 
decisões. 

 
 

IV

.  

Procedimentos, estratégias e conteúdos organiza-
dos e sistematizados por um coordenador. 

 
 

V

.  

Planejamento, acompanhamento e avaliação das 
proposições e ações planejadas e replanejamento. 

 
 

VI

.  Elaboração de projetos somente pela comunidade 

escolar, em especial, pelos alunos e pais. 

 

Está correto o que se afirma APENAS em 

 

(A) 

I

IV

 e 

VI

(B) 

II

III

IV

 e 

VI

(C) 

II

III

 e 

V

(D) 

I

II

 e 

III

(E) 

IV

V

 e 

VI

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49. Avaliar 

pressupõe 

 
(A)  julgamento de valor, sobre nós mesmos, sobre que 

estamos fazendo, sobre o resultado de trabalhos. 

 

(B)  transformações em que a avaliação, por si só, pro-

voca nos sujeitos e nos resultados de trabalhos. 

 

(C)  uma atividade objetiva desvinculada das experiên-

cias e vivências. 

 

(D)  formulação permanente de novos instrumentos que 

contemplem as avaliações contínuas. 

 

(E)  definição de técnicas e procedimentos científicos 

para aferição de resultados. 

_________________________________________________________ 

 

50.  Na execução de um planejamento, prevê- se acompanha-

mento, registro do processo, sistematização e avaliação, 
portanto, pode-se inferir que 
 
(A)  planejar e sistematizar as atividades se restringe à 

elaboração do projeto político pedagógico. 

 

(B)  o planejamento é desnecessário quando se trata de 

organização de brincadeiras infantis. 

 

(C)  o planejamento é o início de um processo que ne-

cessita de avaliação, por isso o registro não é impor-
tante uma vez que o que interessa é o resultado 
obtido. 

 

(D)  planejar é atividade intrínseca à educação.  
 

(E)  planejar, acompanhar, registrar e avaliar as ações 

pedagógicas é de competência do coordenador pe-
dagógico. Ao professor compete executar o esta-
belecido para garantir os resultados esperados. 

_________________________________________________________ 

 

51.  A organização do currículo por projetos é uma das pro-

postas para o desenvolvimento integral de homens e mu-
lheres numa realidade plural, portanto, na sua realização 
deve-se considerar a elaboração de projetos 
 
(A)  que priorizem os programas governamentais como 

forma de atingirem os índices satisfatórios de apren-
dizagem nas avaliações institucionais. 

 

(B)  com um tema comum, de interesse social, previa-

mente aprovado pelo conjunto dos professores e 
que permita superar a organização interdisciplinar. 

 

(C)  que reorganizem os espaços educativos como forma 

de se manter o interesse e disciplina dos alunos na 
escola. 

 

(D)  interligados com as necessidades dos educadores 

tendo em vista as precárias condições de trabalho 
em que se encontram. 

 

(E)  integrados, interdisciplinares, fruto de planejamento 

conjunto, com participação ativa e compartilhada de 
todos os envolvidos, considerando-se, também, a 
realidade sociocultural. 

52.  Numa abordagem sociológica e crítica, o currículo pres-

supõe: 
 
(A)  As dimensões técnicas, voltadas para questões rela-

cionadas a procedimentos, estratégias e métodos. 

 
(B)  Implicações nas relações de poder, com visões so-

ciais particulares, produzindo identidades individuais. 

 
(C)  Planejamento científico das ações pedagógicas, de 

modo a evitar que o comportamento e o sentimento 
se desviem de metas e padrões predefinidos. 

 
(D)  Produção de significações e sentidos da prática cul-

tural no campo da transformação das relações de 
poder. 

 
(E)  Organização das diferentes áreas do conhecimento 

na definição da grade curricular. 

_________________________________________________________ 

 

53.  As práticas educativas voltadas ao adulto precisam levar 

em conta que o educando: 

 
 

I

.  Está inserido no mundo do trabalho e das relações 

interpessoais de um modo diferente daquele da 
criança e do adolescente. 

 

 

II

.  Traz consigo uma história mais longa (e provavel-

mente mais complexa) de experiências, conheci-
mentos acumulados e reflexões sobre o mundo ex-
terno, sobre si mesmo e sobre as outras pessoas. 

 

 

III

.  Possui, notadamente, dificuldade de abstração na 

construção de conhecimentos novos. 

 

 

IV

.  Apresenta maior capacidade de concentração na 

aprendizagem, pois valoriza os estudos em sua 
vida. 

 
Está correto o que se afirma APENAS em 

 
(A) 

I

 e 

II

(B) 

I

 e 

III

(C) 

II

 e 

III

(D) 

II

 e 

IV

(E) 

III

 e 

IV

_________________________________________________________ 

 

54.  A consciência ingênua é fértil em atitudes referentes ao 

analfabetismo. Algumas delas se referem às causas, 

outras ao significado do analfabetismo (...). No que diz 

respeito às causas, refere sempre o analfabetismo a um 

vício de formação individual, pelo qual é responsável o 

próprio analfabeto ou sua família, jamais a sociedade 

como um todo. E quando menciona a sociedade, a enten-

de como um simples meio ambiente, como uma realidade 

puramente física, sem conseqüências existenciais. 

 

Com isso, o adulto analfabeto ou com pouca escolari-
zação 

 
(A)  desconhece os conhecimentos necessários à sua 

sobrevivência. 

 
(B) ignora 

as 

causas  de sua condição de atraso de 

estudo e de pobreza. 

 
(C)  precisa se esforçar para vencer suas dificuldades 

cognitivas nos estudos. 

 
(D)  carece aprender os conhecimentos fundamentais ao 

mercado de trabalho. 

 
(E) necessita 

aprender a aprender para assim conseguir 

adquirir habilidades profissionais. 

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11 

55.  Os elementos que um educando adulto pode construir 

porque sua experiência de vida assim o permitiu naquele 

momento, não necessariamente são os mesmos para ou-

tro que possivelmente teve outra experiência com outros 

elementos. 

 

Logo, desenvolver a formação continuada por meio de 
propostas previamente definidas e organizadas pelo refe-
rencial dos conhecimentos e da lógica de quem ensina 
 
(A)  possibilita estruturar um trabalho preciso, sem cair 

nas armadilhas da subjetividade dos conhecimentos 
dos alunos. 

 
(B)  exige a preparação de conteúdos voltados para o 

desenvolvimento de habilidades e competências ne-
cessárias ao mundo do trabalho. 

 
(C)  favorece a organização curricular voltada especifica-

mente para as lacunas existentes na formação dos 
educandos. 

 
(D)  pode significar invalidar ou não fazer sentido às ex-

periências vividas pelos educandos e a seus co-
nhecimentos construídos. 

 
(E)  permite o desenvolvimento de um processo mais 

organizado de aquisição do conhecimento, habilida-
des e competências. 

_________________________________________________________ 

 

56.  Uma proposta de tecnologia na educação que crie impacto 

na aprendizagem e no ensino, no sentido de tornar-se 

libertadora e não opressora, tem que ser fundamentada 

em uma compreensão da aprendizagem humana e em 

uma concepção de educação também libertadora

 

Dessa forma, não se trata de uma educação contra a 
tecnologia, mas uma educação em que os alunos possam  
 
(A)  refletir sobre sua condição no mundo frente aos 

desafios postos pela tecnologia. 

 
(B)  assimilar os conhecimentos tecnológicos, exigência 

atual de sucesso nos estudos. 

 
(C)  incorporar o saber científico voltado à criação do 

conhecimento tecnológico. 

 
(D)  aceitar novos valores, incorporando as novas tecno-

logias em seu dia a dia. 

 
(E)  refletir sobre as diferenças existentes entre o ensino 

tradicional e o ensino moderno. 

_________________________________________________________ 

 

57.  A tecnologia educacional, sob a ótica do processo, está 

presente como forma de entender e ver a cultura, o meio, 
a realidade social e o crescimento político e estrutural a 
que as pessoas se auto-submetem nos processos de 
ensinar e aprender.
 

 

Tais processos incidem diretamente na 
 
(A) escolha 

de 

habilidades. 

(B) articulação 

dos 

currículos. 

(C) determinação 

de 

conteúdos. 

(D)  opção por técnicas inovadoras. 

(E)  definição de informações básicas. 

58.  A Educação a Distância só se realiza quando um processo 

de utilização garante uma verdadeira comunicação bilate-
ral nitidamente educativa. Uma proposta de ensino/educa-
ção a distância necessariamente ultrapassa o simples co-
locar materiais instrucionais à disposição do aluno dis-
tante. 

 

Dessa maneira, a Educação a Distância exige 
 
(A)  comunicação de informações e conhecimentos, que 

possam se configurar num processo de transmissão 
individual, específico e intransferível. 

 
(B)  estímulo ao desenvolvimento de habilidades e atitu-

des por meio da transmissão de informações  técni-
cas que irão constituir o autoensino. 

 
(C)  atendimento pedagógico, superador da distância e 

que promova a essencial relação professor-aluno, por 
meio de estratégias institucionalmente garantidas. 

 
(D)  eliminação da distância entre o gerador e o receptor 

de informações, por meio de aulas presenciais para 
que se viabilize a verdadeira comunicação bilateral. 

 
(E)  disponibilização de materiais instrucionais de boa 

qualidade que sirvam de base para uma aprendi-
zagem mecânica e significativa. 

_________________________________________________________ 

 

59.  Na Educação a Distância, é papel do designer instrucional 

cuidar dos 

 

(A)  tópicos da arquitetura da informação/conhecimento. 
 
(B)  aspectos educacionais, caracterizando o conteúdo e 

a proposta educativa. 

 
(C)  padrões do desenho de um treinamento instrucional. 
 
(D)  componentes multidisciplinares articulados aos con-

teúdos do programa. 

 
(E)  parâmetros de um curso, definindo critérios de qua-

lidade. 

_________________________________________________________ 

 

60.  Ao projetar um curso de educação a distância deve-se 

levar em conta: 

 
 

I

.  Contexto sócio-histórico dos aprendentes. 

 
 

II

.  Perfil cognitivo, social e cultural dos aprendentes. 

 
 

III

.  Expectativas dos aprendentes em relação ao curso 

 
 

IV

. Infraestrutura 

tecnológica. 

 
 

V

.  Os conteúdos e interfaces de conteúdos e de co-

municação. 

 
 

VI

.  Estrutura: aula, fase, módulo ou unidade do curso. 

 

Está correto o que se afirma em 

 
(A) 

I

III

IV

 e 

V

, apenas. 

 
(B) 

II

III

IV

 e 

VI

, apenas. 

 
(C) 

II

IV

V

 e 

VI

, apenas. 

 
(D) 

I

II

III

IV

 e 

VI

, apenas. 

 
(E) 

I

II

III

IV

V

 e 

VI

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