Prova Concurso - Arquitetura - 4-UFRJ-2015-UFRJ-ARQUITETO-E-URBANISTA - PR - UFRJ - 2015

Prova - Arquitetura - 4-UFRJ-2015-UFRJ-ARQUITETO-E-URBANISTA - PR - UFRJ - 2015

Detalhes

Profissão: Arquitetura
Cargo: 4-UFRJ-2015-UFRJ-ARQUITETO-E-URBANISTA
Órgão: UFRJ
Banca: PR
Ano: 2015
Nível: Superior

Downloads dos Arquivos

prova.pdf
gabarito.pdf

Provas relacionadas

ARQUITETOEBSERH2018
ESPECIALISTA-PORTUARIO-ARQUITETURAEMAP2018
ARQUITETOPREFEITURA2018

Gabarito

pr-4-ufrj-2015-ufrj-arquiteto-e-urbanista-gabarito.pdf-html.html

Questão

Resposta

1

C

2

E

3

A

4

D

5

D

6

E

7

C

8

E

9

A

10

C

11

E

12

C

13

A

14

B

15

D

16

A

17

B

18

A

19

E

20

B

21

D

22

E

23

D

24

C

25

D

26

B

27

A

28

B

29

B

30

C

31

D

32

E

33

A

34

A

35

E

36

C

37

D

38

C

39

A

40

B

41

A

42

B

43

B

44

C

45

E

46

A

47

D

48

D

49

B

50

C

51

D

52

E

53

E

54

C

55

B

56

B

57

D

58

E

59

A

60

C

101 - Arquiteto e Urbanista - Rio de Janeiro - RJ

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

Concurso Público para provimento de vagas de cargos Técnico-Administrativos - Edital 390/2014

Gabarito Final da Prova Objetiva

Opção de Vaga:

Prova

pr-4-ufrj-2015-ufrj-arquiteto-e-urbanista-prova.pdf-html.html

101

prova objetiva

Arquiteto e Urbanista

Cronograma Previsto - Prova Objetiva

Leia com atenção as Instruções

1.  Você  recebeu  do  fiscal  um  cartão de respostas da 
prova objetiva

 e este caderno de questões que contém 

60 (sessenta) questões objetivas.
2. É sua responsabilidade verificar se o nome do cargo 

informado  neste  caderno de questões  corresponde  ao 

nome do cargo informado em seu cartão de respostas.
3. Você dispõe de 4 (quatro) horas para realizar a prova, 

incluindo o preenchimento do cartão de respostas
4. 

Somente depois de decorrida uma hora do início da prova, 

o candidato poderá retirar-se da sala de prova em caráter 

definitivo, obrigatoriamente entregando ao fiscal de sala todo 

o material de prova recebido.
5. 

Somente será permitido ao candidato levar seu caderno 

de questões

 quando faltar uma hora para o término do 

tempo estabelecido para a prova.
6.  É  terminantemente  vedado  copiar  respostas,  em 

qualquer fase do concurso público.

7.  Os  3  (três)  últimos  candidatos  de  cada  sala  somente 

poderão ser liberados juntos.
8.  Se  você  precisar  de  algum  esclarecimento,  consulte  o 

fiscal.

Somente após autorização para o início da prova:

1. Verifique, neste caderno de questões, se a numeração 

das questões e a paginação estão corretas.

2. Verifique, no cartão de respostas, se existem espaços 

suficientes  para  a  marcação  das  respostas  de  todas  as 
questões objetivas

 existentes neste caderno de questões. 

3.  Transcreva  a  frase  abaixo,  utilizando  letra  cursiva,  no 

espaço reservado no seu cartão de respostas.

"A persistência é o caminho do êxito."

 

Charlie Chaplin

Atividade

Início

Término

Publicação das provas objetivas - Internet 

30/03/2015

Publicação dos gabaritos preliminares das provas objetivas - Internet 

Consulte o cronograma completo em http://concursos.pr4.ufrj.br

Concurso Público - Edital nº 390/2014

pr-4-ufrj-2015-ufrj-arquiteto-e-urbanista-prova.pdf-html.html
pr-4-ufrj-2015-ufrj-arquiteto-e-urbanista-prova.pdf-html.html

3

Concurso Público UFRJ - Edital 390/2014

101 | Arquiteto e Urbanista

LÍNGUA PORTUGUESA

TEXTO 1

AFOGANDO-SE NO “SELFIE

Recentemente, em uma exposição de fotografias 

de Henri Cartier-Bresson, li sua breve definição sobre 

o ofício do fotógrafo comparando-o com um caçador. 
Todavia, no entendimento de um dos maiores fotógra-
fos do século 20, não seria a imagem propriamente 

dita o objeto da caça, mas sim todo um significado,  

o contexto capaz de ser trazido à tona por tal imagem.  
A título de exemplo, pensa-se no jornalismo, na ma-
neira como uma imagem pode ser veiculada, entrando 
em questão, neste caso, a legenda, o contexto social, 
econômico ou político etc. A apreensão de determi-
nado instante sugere, portanto, não mais observá-lo 
unicamente sob a lógica de um momento passado, 

outrora  capturado  pela  lente  fotográfica,  devendo 

inseri-lo em algo potencialmente muito maior, como, 

neste caso, a realidade de quem vê a fotografia. Creio 

não ser diferente com o 

selfie.

Definitivamente, ele veio para ficar. É uma novida-

de e, enquanto novo, carece de entendimento. Não 
proponho desvendá-lo, apresentar um tratado ou 
compreensão sua. Nem mesmo criticá-lo. Desejo re-

fletir. Confesso que o seu sentido ainda não chegou a 

mim – algo notável todas as vezes que vejo pessoas, 
independente da idade e cultura, realizando 

selfies

O cúmulo de minha incompreensão se deu recente-
mente quando presenciei um jovem turista, passe-
ando integradamente em um grupo (integração essa 
perceptível pelas risadas e brincadeiras feitas com 
os outros e com ele mesmo), fazendo uma autofoto 
diante de um monumento. Ou seja, tirava a fotogra-

fia de si mesmo, enquanto os outros olhavam, sem 

pedir a ajuda a qualquer um de seus pares. Isso me 
fez perceber a complexidade da coisa, devendo ser 
vista como não mais sendo simplesmente fotografar 
ou ser fotografado.

Desconfio ser uma das chaves de sua compreen-

são perceber o quão importante é a posse do apa-
relho eletrônico, a máquina, smartphone,  tablet ou 
qualquer coisa parecida. Ter o aparelho, em si, faz  
toda a diferença no momento de se realizar uma 

 

fotografia. Não se vai mais a um determinado lugar, 

se  vai  a  este  lugar  com  o  seu  aparato  fotográfico.  

Deseja-se, sempre, estar com o captador de ima-
gens à mão, de maneira que possa retratar aquele 

momento.  Entretanto,  assim  como  uma  fotografia 

jornalística leva em conta os elementos a comporem  
o seu quadro social, tal como o contexto da notícia e  

da  fotografia,  a  foto  derivada  do  selfie também.  

Ademais, compreendo este contexto como sendo 
aquele em que apresenta o fotografado como al-
guém integrado no universo do fazer a foto por si 
mesmo, a partir do momento em que se tem um 
aparelho diretamente conectado às principais redes 
sociais – por isso o aparelho é importante, pois é a 
chave para a conexão imediata com o mundo virtual.

Logo, questionariam: “Mas, neste caso, pensando 

nas redes sociais, o contexto da foto não seria ab-
surdamente amplo?”. Em meu entendimento – digno 

de críticas –, sim. A razão da fotografia estaria con-

dicionada à exposição praticamente instantânea nas 
redes sociais que, como se sabe, possui uma dinâ-

mica própria, rápida, a exigir um acompanhamen-
to constante e ininterrupto de quem dela faz parte.  
O interessante, neste caso, é que o 

selfie sempre 

posiciona o fotografado em primeiro plano, fazendo 
com que nada o ofusque. Neste caso, tudo passaria, 
a meu ver, ao plano do secundário, do circunstancial.

Quando era mais novo, sempre me questionei 

sobre o momento em que aquelas pessoas que fo-
tografavam tudo em um passeio, indiscriminadamen-
te, fariam uma sessão para ver o que vivenciaram. 
Imaginava a sala escura de suas residências com a 
projeção das fotos e os possíveis comentários deriva-
dos de cada imagem. Em alguns casos, visualizava a 
presença de amigos e familiares – que, naturalmen-
te, não puderam fazer a mesma viagem – com ques-
tionamentos sobre como é tal ou qual lugar, povo, 

 

monumento, boneco de neve, cardápios etc. Pare-
cia um verdadeiro desespero tentar captar tudo, em 
uma espécie de ansiedade em controlar todo aquele 
ambiente sumamente estranho, avesso à sua cultura. 
Talvez, imagino, ao colocar todos os fatos, aconteci-

mentos, deste mundo tão diferente, em um filtro foto-

gráfico, disquete, ou qualquer dispositivo semelhante, 

seria uma forma de controlar este algo estranho.

Em minhas lembranças, estes nervosos fotó-

grafos não apareciam na maioria de suas próprias  
fotos. Os 

selfies, sim. Aliás, a existência do selfie está 

condicionada à presença do fotógrafo-fotografado, 
dono da conta na rede social, num primeiro plano. 
Se antes se mostrava, em sua viagem a Roma, o 
Coliseu, hoje a fala, implícita ou explícita, é “este sou 
eu no Coliseu”. O ver e o ser visto (con)fundem-se. 
Fico apenas sentido com o fato de o mesmo Coliseu, 
e seus congêneres monumentos histórico-artísticos, 
estarem condenados ao segundo plano, no fundo da 

fotografia, compondo uma espécie de cenário para a 

atração principal: o fotógrafo.

Continuando no exemplo do Coliseu. Alguém po-

deria acompanhar as suas transformações ao longo 

do tempo ao olhar diversas fotografias suas, tiradas 

em diversos momentos da história, ainda que elas 

não tenham como objetivo final retratar as possíveis 

mudanças. Entretanto, acho difícil um acompanha-
mento como este ser possível se se tomar como 
referência somente 

selfies. Ou, pelo menos, as di-

mensões das transformações não serão totalmente 
expressas, tendo em vista a condição de segundo 
plano à qual o Coliseu foi relegado. E, sendo um 

pouco catastrófico, não seria apenas o monumento 

romano de Vespasiano a ser condenado como algo 
secundário, ocorrendo o mesmo com toda a arquite-
tura da Roma Antiga na capital italiana.

Alguém diria: “são os tempos, os novos tempos, 

em que a pós-modernidade romperia com uma nar-
rativa pré-estabelecida da História e, por sua vez, 
as coisas perderiam o seu sentido original, no caso,  
o sentido desejado pelo artista. Está escrito em Jean 
François-Lyotard.” Bem, pode até ser. De toda forma, 
vejo de maneira interessante que essa suposta res-

significação é feita por meio de uma transposição de 

valores, de sentidos, saindo o sentido original, aque-
le ansiado pelo artista, em nome de um indivíduo. 

Por sua vez, neste tipo de fotografia, o selfie, des-

ponta cada vez mais a ideia de indivíduo, mais do 
que o indivíduo retratado propriamente dito, tal como 
suas idiossincrasias.

pr-4-ufrj-2015-ufrj-arquiteto-e-urbanista-prova.pdf-html.html

4

Concurso Público UFRJ - Edital 390/2014

101 | Arquiteto e Urbanista

Imagine um católico diante da parede da Cape-

la Sistina. Pressionado perante a ideia do pecado, 
ele, como indivíduo, sente-se tocado, ansioso pelo 
perdão de Deus. Pode ser que veja, em si mesmo, 
seus pecados, seus defeitos. O indivíduo ao fazer 

selfie,  em  sua  essência,  ficando  de  costas  para 

a obra de Michelangelo, simplesmente transmite a 
ideia de indivíduo. O único diferencial é o fato de 
estar na Capela Sistina. E, depois, na Basílica São  
Pedro. Depois, na praça São Pedro. Trata-se, sem-
pre, de fulano em algum lugar. O pôr-do-sol no Solar 
do Unhão, em Salvador, não faz sentido se não tiver 
a presença marcada.

À guisa de conclusão, retomo o que escrevi aci-

ma, nos primeiros parágrafos. Não se trata de apre-
sentar uma explicação, um tratado, sobre o 

selfie

Aqui, encontram-se expressas as minhas sensações 
todas as vezes que vejo alguém tirando uma foto so-
zinho e, em seguida, volta-se quase instintivamente 
para a tela de seu dispositivo, digita algo e... pronto! 
Está no ar! Tais inquietações, obviamente, podem 
ser frutos de alguma espécie de anacronismo deri-
vado de incompatibilidade geracional – no qual não 
creio. De toda forma, acentuo o espanto de tudo isso 
a ponto de me causar um gigantesco estranhamen-
to. Caetano Veloso disse que Narciso achava feio o 
que não fosse espelho. Bem, espero somente que 
ninguém anseie se tornar a narcísica e belíssima 

flor, pois, para isso, é preciso se afogar. 

(RODRIGUES, Faustino da Rocha. Disponível em: http//

www. observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em 04 nov. 2014)

1. 

O título do texto, Afogando-se no “

selfie, apre-

senta um sentido:
A) literal.
B) objetivo.
C) conotativo.
D) denotativo.
E) anacrônico.

2. 

No primeiro parágrafo, o autor refere-se à com-
paração estabelecida por Henri Cartier-Bresson 

entre o fotógrafo e o caçador para refletir sobre o 

jornalismo e o emprego da imagem. A partir dessa 

reflexão, o autor afirma no primeiro parágrafo:
A) a distância entre a situação social e a constru-

ção do 

selfie.

B) a autonomia do objeto retratado em relação a 

quem o retrata.

C) 

a contradição presente na afirmativa de Henri 

Cartier-Bresson.

D) a supremacia do 

selfie sobre a captura de ima-

gens no jornalismo.

E) a necessidade de relacionar imagem, contexto 

e subjetividade.

3. 

Ao tecer as conexões entre o 

selfie e o contexto, 

o texto aponta a:
A) conexão com as redes sociais e a simbiose 

entre os atos de ver e ser visto.

B) condição passageira do fenômeno e a cisão 

entre a figura do fotógrafo e a do fotografado.

C) separação entre o 

selfie e quaisquer modos 

possíveis de contextualização midiática. 

D) valorização do objeto fotografado e a coloca-

ção do fotógrafo em um plano divergente.

E) forma como a tecnologia supera a exibição da 

subjetividade, colocando-a em segundo plano.

4. 

No último parágrafo do texto, o autor questiona 
se um possível “anacronismo derivado de incom-
patibilidade geracional” estaria atrelado ao seu 
espanto diante do fenômeno do 

selfie. Dentro do 

contexto textual referido, a expressão “anacronis-
mo” liga-se à ideia de:
A) repetitivo.
B) saudoso.
C) atemporal.
D) antiquado.
E) espantoso.

5. 

A citação das ideias do pensador francês Jean-
-François Lyotard no texto, a saber: “são os tem-
pos, os novos tempos, em que a pós-modernidade 
romperia com uma narrativa pré-estabelecida da 
História e, por sua vez, as coisas perderiam o seu 
sentido original, no caso, o sentido desejado pelo 
artista”, é usada para questionar os possíveis sig-

nificados do selfie. Em relação ao pensamento de 

Lyotard, é correto afirmar que o texto:
A) opõe-se, pois Lyotard nega os pressupostos 

de significação subjetiva e atrela à pós-moder-

nidade o domínio amplo artístico, enquanto o 
texto demonstra os limites do 

selfie como sub-

jetividade e como produção de arte.

B) 

opõe-se,  pois  Lyotard  propõe  a  ressignifica-

ção da arte pelo receptor, enquanto o texto 
demonstra que, cada vez mais, o 

selfie impõe-

se como um domínio artístico idiossincrático e 
que coloca o sujeito em primeiro plano.

C) vincula-se, pois tanto as ideias de Lyotard 

quanto as defendidas no texto compreendem 
a supremacia do sujeito concreto como produ-
tor artístico fundamental na pós-modernidade.

D) opõe-se, pois Lyotard mostra a substituição 

da ideia do artista pela do sujeito, enquanto o 
texto demonstra o 

selfie como a superação do 

indivíduo e a celebração da ideia do indivíduo.   

E) 

vincula-se, pois tratam da ideia de ressignifica-

ção da obra de arte pelo indivíduo bem como 

da  substituição  dos  significados  criados  pelo 

artista através dos sentidos pensados pelo 
indivíduo em si.

6. 

No oitavo parágrafo, o termo “idiossincrasias” 
refere-se ao sentido de:
A) vontades.
B) artes.
C) consensos.
D) religiões.
E) particularidades.

7. 

Em relação ao trecho “Em minhas lembranças, 
estes nervosos fotógrafos não apareciam na 
maioria de suas próprias fotos”, a proposição 
Estes fotógrafos nervosos, em minhas memó-
rias, não surgiam na maior parte de suas próprias 
fotos
 estabelece uma relação de:
A) sinonímia lexical, apenas.
B) sinonímia estrutural, apenas.

pr-4-ufrj-2015-ufrj-arquiteto-e-urbanista-prova.pdf-html.html

5

Concurso Público UFRJ - Edital 390/2014

101 | Arquiteto e Urbanista

C) sinonímia lexical e estrutural.
D) inversão antonímica lexical, apenas.
E) inversão lexical e estrutural.

8. 

No trecho “quando era mais novo, sempre me 
questionei sobre o momento em que aquelas 
pessoas que fotografavam tudo em um passeio”, 
a palavra “novo” poderia ter como antônimo “ido-
so”. Quanto à produção de relações de antoní-

mia, pode-se afirmar que:
A) 

o contexto é uma referência artificial e fixa que 

auxilia na busca de uma significação absoluta.

B) somente através da compreensão do contex-

to será possível escolher o antônimo perfeito 
para a palavra em questão, de modo a torná-la 
aplicável a outros contextos.

C) no que tange aos termos “novo” e ‘jovem”, a 

clareza das relações impõe a existência do 
antônimo perfeito, independente do contexto.

D)  como referência mutável, o contexto determi-

na a produção de regras fixas para o uso da 

antonímia; assim, “novo” sempre será antôni-
mo de “idoso”.

E) não existe antônimo perfeito, uma vez que a 

significação depende do contexto.

9. 

Em “a partir do momento em que se tem um apa-
relho”, quanto à correção gramatical, é correto 

afirmar que, no trecho citado, há o emprego:
A) correto da próclise, pois o pronome “que” atrai 

o “se”.

B) correto da ênclise, pois o pronome “que” atrai 

o “se”.

C) incorreto da próclise, pois o pronome “se” deve 

situar-se após o “que”.

D) incorreto da ênclise, pois o pronome  “se” deve 

situar-se após o “que”.

E) incorreto da mesóclise, pois o pronome “se” 

deve situar-se após o “que”.

10. 

A regência verbal apresenta-se de modo intei-

ramente correto na sentença:
A) O pensamento de Cartier-Bresson agradou o 

jornalista, que assistiu o documentário sobre o 
fotógrafo que preferia mais retratos de cenas 

espontâneas do que fotos artificiais.

B) O pensamento de Cartier-Bresson agradou o 

jornalista, que assistiu o documentário sobre 
o fotógrafo que preferia retratos de cenas 

espontâneas do que fotos artificiais.

C) O pensamento de Cartier-Bresson agradou ao 

jornalista, que assistiu ao documentário sobre 
o fotógrafo que preferia retratos de cenas 

espontâneas a fotos artificiais.

D) O pensamento de Cartier-Bresson agradou ao 

jornalista, que assistiu ao documentário sobre 
o fotógrafo que preferia mais retratos de cenas 

espontâneas do que fotos artificiais.

E) O pensamento de Cartier-Bresson agradou o 

jornalista, que assistiu ao documentário sobre 
o fotógrafo que preferia retratos de cenas 

espontâneas do que fotos artificiais.

TEXTO 2 

A ALMA DO CONSUMO

Todos os dias, em algum nível, o consumo atinge 

nossa vida, modifica nossas relações, gera e rege 

sentimentos, engendra fantasias, aciona comporta-
mentos, faz sofrer, faz gozar. Às vezes constrangen-
do-nos em nossas ações no mundo, humilhando e 
aprisionando, às vezes ampliando nossa imagina-
ção e nossa capacidade de desejar, consumimos e 
somos consumidos.

O consumo não pertence a todas as épocas nem 

a todas as civilizações. Somente há pouco tempo 
histórico é que falamos e entendemos viver numa so-
ciedade
 de consumo, onde tudo parece adaptar-se à 
lógica dessa racionalidade, ou seja, à esfera do lucro 
e do ganho, à ética e à estética das trocas pagas. 

É  uma  singularidade  histórica. Tornamo-nos  Homo 

consumericus.

Para uma psicologia arquetípica, há deuses em 

nosso consumo: Afrodite da sedução e do encan-
tamento pela beleza e pelo prazer, Hermes do co-
mércio e da troca intensa, Cronos do devoramento, 
Plutão da riqueza e da abundância, Criança Divina 
da novidade, Dioniso do arrebatamento, Narciso en-
simesmado, Herói furioso, Eros apaixonado, Pan, 
Príapo, Puer, quem mais? Que pessoas arquetípicas 
estão na alma do consumo?

Ao buscarmos pela alma do consumo, lançamo-

nos, sempre mais desconfortavelmente, no jogo en-

tre necessidade e supérfluo, entre frívolo e essencial. 

Não sabemos ao certo onde termina a necessidade, 

onde começa o supérfluo, onde estão as fronteiras 

entre consumo de necessidade e consumo de gosto, 
consumo consciente e consumo de compulsão.

A era hipermoderna se dá sob o signo do excesso 

e do extremo, que realiza uma “pulsão neofílica”, um 
prazer pela novidade que se volta constantemente 
para o presente. O consumo acontece ao lado de 
outros fenômenos importantes que marcam e que 
estão no centro do novo tempo histórico: o espetá-
culo midiático, a comunicação de massa, a indivi-
dualização extremada, o hipermercado globalizado, 
a poderosíssima revolução informática, a internet. 
O consumo cria seus próprios templos: os shopping 
centers
, as novas catedrais das novas e velhas igre-
jas, e também, a seu modo, a própria rede mundial 
de computadores.

Consumo: tantos são seus deuses que é preciso 

evocá-los com cuidado, sem voracidade, para sentir-
mos sua interioridade, sua alma, sem sermos pegos 

em sua malha fina.

Consumo de utensílios domésticos, eletrodomés-

-ticos,  eletroeletrônicos  que  liquidificam,  batem, 

moem, trituram, misturam, assam, limpam, fervem, 
fritam, amassam, amolecem, passam e enceram 
para nós – sem nossas mãos, sem contato manual. 
Tocam sons, reproduzem imagens, processam infor-
mações. Excesso e profusão de automatismos tam-
bém funcionando para a era da autonomia.

Organizo e escolho as músicas que quero ouvir  

– a trilha sonora da minha vida – sem surpresas 

 

desagradáveis ou diferentes, simplesmente baixan-
do arquivos de áudio da internet e armazenando-os 

pr-4-ufrj-2015-ufrj-arquiteto-e-urbanista-prova.pdf-html.html

6

Concurso Público UFRJ - Edital 390/2014

101 | Arquiteto e Urbanista

em meu iPod. A telefonia está em minhas mãos, 
em qualquer lugar, é móvel, e com ela a impressão 
de contato por trás da fantasia de conectividade. 

 

A comunicação está toda em minhas mãos. Minha 
correspondência, agora por via eletrônica, está em 
minhas mãos (ou diante de meus olhos) na hora que 
desejo ou preciso, em qualquer lugar do planeta. 

 

E está em minhas mãos principalmente tudo aqui-
lo que posso comprar pronto (ready-to-go): desde a 
comida – entregue em casa (delivery), ou então ao 
acesso rápido de uma corrida de carro (drive-through)  
– até medicamentos, entretenimento, companhia, 
sexo e roupas prêt-à-porter.

Percebemos a enorme presença da fantasia de 

autonomia. E esta autonomia está a serviço da feli-
cidade privada.

O nosso tempo é um tempo de escolhas. A “cus-

tomização” cada vez mais intensa da maioria dos 
bens e dos serviços de consumo permite que eu 
diga como quero meu refrigerante, meu carro, meu 
jeans, meu computador.

A superindividualização também leva à autono-

mia, ou vice-versa, e impõe processos de escolha 
cada vez mais intensos e urgentes: “Os gostos não 
cessam de individualizar-se”.

O senhor dos Portões (Mr. Gates) abriu as jane-

las (Windows) de um presente que requer, sim, defi-

nições (escolhas) cada vez mais “altas”, mais preci-
sas, mais particularizadas, em quase tudo.

A própria identidade torna-se, no mundo hiper-

moderno, uma escolha que se dá num campo cada 

vez  mais  flexível  e  fluido  de  possibilidades:  tribos, 

nações, culturas, subculturas, sexualidades, profis-

sões, idades. Personas to-go. Autonomia: nomear-
-se a si mesmo.

A lógica consumista parece ser a de um hiper-

narcisismo. Se existem deuses nas nossas doenças, 
quem são eles no consumismo?

Comecemos pela necessidade: temos necessi-

dade de quê? De quanto? Quando? Não sabemos 
mais ao certo, é claro. As medidas enlouquece-
ram. Movemo-nos agora num mar de necessida-

des:  pseudonecessidades,  necessidades  artificiais, 

necessidades básicas, necessidades estrategica-
mente plantadas pelo marketing, necessidades que 
não sei se tenho, necessidades futuras, até chegar 
ao desnecessário, o extraordinário que é demais. 

 

A necessidade delira.

A compra é a magia do efêmero. É asa, é brasa. 

É futuro, promessa, desejo de mudar, intensificação, 

momento de morte. É o fim da produção, quando as 

coisas são finalmente absorvidas pela psique.

A compra, ao contrário do que se poderia pensar, 

dissolve o ego em alma, dissolve o ego heróico em 
sua fantasia de morte. Comprar é o que resta. Com-
prar é nosso modo de fazer o mundo virar alma.

BARCELLOS, Gustavo.

Disponível em:  

http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=291  

Acesso em: 04 dez. 2014.  

Texto adaptado.

11. 

A opção em que todas as palavras apresentam 

o mesmo processo de formação é:
A) acesso - refrigerante - customização.
B) desconfortavelmente - desagradáveis - estra-

tegicamente.

C) racionalidade - desnecessário - autonomia.
D) sedução - produção - processos.
E) consumo - escolha - troca.

12. 

Assinale a alternativa em que todas as palavras 

são acentuadas com base na mesma regra.
A) comércio / nível.
B) 

também / supérfluo.

C) há / trás.
D) móvel / está.
E) herói / próprio.

13. 

A expressão sublinhada no trecho exemplifica 

uma figura de linguagem.

O senhor dos Portões (Mr. Gates) abriu as ja-

nelas (Windows) de um presente que requer, sim, 

definições (escolhas) cada vez mais “altas”, mais 

precisas, mais particularizadas, em quase tudo”.

Marque a alternativa que nomeia corretamente 

a figura de linguagem.
A) Antonomásia.
B) Eufemismo.
C) Prosopopeia.
D) Apóstrofe.
E) Pleonasmo.

14. 

No trecho a seguir, “Ao buscarmos pela alma 

do consumo, lançamo-nos, sempre mais des-
confortavelmente, no jogo entre necessidade e 

supérfluo,  entre  frívolo e essencial.”, a relação 

semântica que se estabelece entre os termos 
sublinhados é de:
A) sinonímia.
B) antonímia.
C) hiperonímia.
D) hiponímia.
E) homonímia.

15. 

No 5º parágrafo, os dois pontos foram utilizados 

com o intuito de:
A) estabelecer uma pausa longa.
B) criar um efeito de ênfase.
C) sinalizar uma citação.
D) 

enumerar uma exemplificação.

E) indicar uma ressalva.

TEXTO 3

Os meios de transportes, e comunicação em 

massa, as mercadorias, casa, alimento e roupa, 

 

a produção irresistível da indústria de diversões e 
informação trazem atitudes e hábitos prescritos, 
certas reações intelectuais e emocionais que pren-
dem os consumidores mais ou menos agradavel-
mente aos produtores e, através destes, ao todo. 

 

Os produtos doutrinam e manipulam; promovem 
uma falsa consciência que é imune à sua falsidade. 

E, ao ficarem esses produtos benéficos à disposição 

pr-4-ufrj-2015-ufrj-arquiteto-e-urbanista-prova.pdf-html.html

7

Concurso Público UFRJ - Edital 390/2014

101 | Arquiteto e Urbanista

de maior número de indivíduos e de classes sociais, 
a doutrinação que eles portam deixa de ser publici-

dade; torna-se um estilo de vida. É um bom estilo de 

vida – muito melhor do que antes – e, como um bom 
estilo de vida, milita contra a transformação quali-
tativa. Surge, assim, um padrão de pensamento e 
comportamento unidimensionais no qual as ideias, 
as aspirações e os objetivos que, por seu conteúdo, 
transcendem o universo estabelecido da palavra e 
da ação são repelidos ou reduzidos a termos desse 

universo. São redefinidos pela racionalidade do sis-

tema dado e de sua extensão quantitativa. 

MARCUSE, H. A ideologia da sociedade industrial.  

Rio de Janeiro: Zahar, 1979. p.32.  

Adaptado.

16. 

Assinale a alternativa em que é opcional o uso 

do sinal indicativo de crase na palavra destacada.
A) “Os produtos doutrinam e manipulam; promo-

vem uma falsa consciência que é imune à sua 
falsidade.”

B) “Os meios de transportes, e comunicação 

em massa, as mercadorias, casa, alimento e 
roupa, a produção irresistível da indústria de 
diversões e informação trazem atitudes e hábi-
tos prescritos,[...]”

C) 

“E, ao ficarem esses produtos benéficos à dis-

posição de maior número de indivíduos e de 
classes sociais, a doutrinação que eles portam 
deixa de ser publicidade; torna-se um estilo de 
vida.”

D) 

“É um bom estilo de vida – muito melhor do 

que antes – e, como um bom estilo de vida, 
milita contra a transformação qualitativa.”

E) “Surge, assim, um padrão de pensamento e 

comportamento unidimensionais no qual as 
ideias, as aspirações e os objetivos que por 
seu conteúdo transcendem o universo estabe-
lecido da palavra e da ação, são repelidos ou 
reduzidos a termos desse universo.”

TEXTO 4

MUSEU DE COISAS VIVAS

As coisas que admiramos nos museus que 

 

conhecemos são objetos do desejo de gerações 

passadas,  finismos  de  gente  morta:  joias,  bijute-

rias, móveis, ferramentas de escrita. Talvez seja por 
isso que, quando viajo, vou a lojas, bazares e mer-
cados com o mesmo entusiasmo com que vou aos 
museus. As mercadorias expostas (e a forma como 
são expostas) têm sempre muito a dizer a respeito 
do local, dos seus habitantes e das pessoas que os  
visitam — exatamente como as alas dos museus nos 
falam, por exemplo, sobre os etruscos ou os antigos 
romanos. A diferença, a favor do comércio, é que a 
gente pode levar para casa o que está exposto.

Exagero, claro. Os museus expõem peças úni-

cas, com a pátina de centenas, quando não milhares 
de anos. Mas não é preciso pensar muito para notar 
que a essência das peças é a mesma das coisas 
que nos seduzem nas lojas. Todas elas, coisas no-
vas e peças antigas, foram feitas obedecendo a uma 
necessidade ou a um capricho da época.

É curioso notar, também, como praticamente não 

há família de objetos, por funcionais que sejam, em 
que não se possa perceber a evolução dos tempos 
e dos gostos e o desejo de distinção de um bípede 
em relação a outro. Uma caixa de madeira é tão cai-

xa quanto a sua contraparte de marfim; uma tigela 

simples serve tão bem ao seu uso quanto uma tigela 
enfeitada de pedrarias. Mas como o homem de pos-
ses vai se diferenciar dos mortais comuns se não 

caprichar no supérfluo?

Os museus provam que somos consumistas e 

exibicionistas há milhares de anos, e que distribui-
ção de renda justa é uma utopia recente. O comércio  
prova que, se somos animais que consomem, 

 

somos também animais muito criativos. Quem pode-
ria imaginar os 60 tipos de escovas de dentes que 
se encontram em qualquer drugstore americana? 

 

Ou  as  infinitas  formas  e  cores  que  assumem  os  

sapatos, sobretudo femininos?

Às vezes penso que o conteúdo de uma loja, 

qualquer loja, arrumado por um museólogo, com as 

devidas etiquetas, poderia ficar divertido.

Nem sempre museus e lojas se entendem bem 

na minha cabeça. Uma vez fui para o Louvre depois 
de sair da Printemps só para ver a nova ala egípcia.  
Fiquei sem ar diante do que estava exposto, nem 
tanto pela beleza do que via quanto pela consciência 
do tempo que me separava das pessoas que haviam 
feito e usado aquelas coisas. Diante de tal abismo 
metafísico, quase morri de vergonha do creme contra 
celulite que comprara e que carregava na bolsa: que 
besteira era aquela diante da poeira dos séculos? [...]

RÓNAI, Cora. O Globo, 04/10/2012.

17. 

Assinale a alternativa em que a palavra que foi 

utilizada com o objetivo de se referir a um termo 
antecedente nas duas ocorrências sublinhadas.
A) “[...] Mas não é preciso pensar muito para 

notar  que a essência das peças é a mesma 
das coisas que nos seduzem nas lojas. [...]”.

B) “As coisas que admiramos nos museus que 

conhecemos são objetos do desejo de gerações 
passadas [...]” / “[...] As mercadorias expostas  
(e a forma como são expostas) têm sempre mui-
to a dizer a respeito do local, dos seus habitan-
tes e das pessoas que os visitam [...]”.

C) “[...] Os museus provam que somos consu-

mistas e exibicionistas há milhares de anos, 
e que distribuição de renda justa é uma utopia 
recente. [...]”.

D) “[...] A diferença, a favor do comércio, é que a 

gente pode levar para casa o que está expos-
to.” / ”[...] Quem poderia imaginar os 60 tipos 
de escovas de dentes que se encontram em 
qualquer drugstore americana? [...]”.

E) 

“[...] Ou as infinitas formas e cores que assu-

mem os sapatos, sobretudo femininos? / Às 
vezes penso que o conteúdo de uma loja, qual-
quer loja, arrumado por um museólogo, com as 

devidas etiquetas, poderia ficar divertido.[...]”.

pr-4-ufrj-2015-ufrj-arquiteto-e-urbanista-prova.pdf-html.html

8

Concurso Público UFRJ - Edital 390/2014

101 | Arquiteto e Urbanista

18. 

 Leia o trecho a seguir:

Os museus expõem peças únicas, com a pátina 

de centenas, quando não milhares de anos. Mas não 
é preciso pensar muito para notar que a essência 
das peças é a mesma das coisas que nos seduzem 
nas lojas. Todas elas, coisas novas e peças antigas, 
foram feitas obedecendo a uma necessidade ou a 
um capricho da época.”

Quanto à classe gramatical, as palavras des-

tacadas são respectivamente:

A) artigo; substantivo; conjunção; pronome; pre-

posição.

B) artigo; adjetivo; pronome; pronome; artigo.
C) pronome; substantivo; conjunção; pronome; 

artigo.

D) pronome; adjetivo; conjunção; pronome; pre-

posição.

E) artigo; substantivo; pronome; conjunção; pre-

posição.

TEXTO 5

“OS SELFIES DESNUDOS”

Na conta, o estrago do domingo ficou assim: são 

vinte mulheres. Catorze atrizes, três modelos, uma 
cantora, uma ginasta e uma jogadora de futebol. 
Todas mais ou menos famosas: três estiveram no 
elenco da série “Glee”, uma fez a sonhadora Lady 
Sybil em “Downton Abbey”. Jennifer Lawrence ven-
ceu um Oscar. Em alguns casos, as fotos mostram 
uma nudez discreta. Noutros, há vídeos caseiros 
de sexo. Ao todo, na manhã de domingo, vazaram 
479 arquivos privados. Ainda sabemos pouco sobre 
como apareceram. Fotos íntimas vazadas não são 
novidade no mundo pós-internet. Nesta quantidade, 
jamais ocorrera antes. E, desta vez, temos de apren-
der algo sobre a rede e sobre nós.

Trata-se, possivelmente, do trabalho de uma 

quadrilha de hackers que opera há alguns anos para  
alimentar um mercado negro de colecionadores 

 

on-line. Um pacote destes que reúnem vazou. Quem 
vazou diz ter imagens de 101 pessoas. De mulheres, 
nunca homens. Jovens e mais ou menos famosas.

Mas, por trás do frenesi que tomou a internet após 

o vazamento, um detalhe se perdeu. Porque, além 
de lindas e famosas, outro traço une as vinte: 15 têm 
menos de trinta anos. A mais velha ainda não fez 35. 
Todas nasceram da década de 1980 para cá. São 
digitais. Registrar sua nudez e compartilhá-la com 
quem se relacionam faz parte de suas vidas. Porque 
faz parte da vida de sua geração. Mesmo nos vídeos 

mais explícitos, o tom não é o de um filme pornográ-

fico. Há humor, suor e ninguém tem a pele perfeita. 

É gente fazendo o que gente faz. Em alguns casos, 

o carinho dos parceiros é evidente.

Nunca um pacote tão grande de fotos vaza-

das  veio  assim  à  tona.  Dificilmente  será  o  último.  

Porque a segurança da internet é e seguirá sendo 
frágil. Assim como as moças não vão parar de en-
viar para quem desejam o registro de suas próprias 
imagens. São duas realidades inexoráveis. Nossa 
cultura evoluiu dessa forma.

DÓRIA, Pedro. O Globo, 02/09/2014.

19. 

Leia os trechos a seguir:

1º) “O nosso tempo é um tempo de escolhas. 

 

A “customização” cada vez mais intensa da maioria 
dos bens e dos serviços de consumo permite que eu 
diga como quero meu refrigerante, meu carro, meu 
jeans, meu computador.” (texto 2)

2º) “Nem sempre museus e lojas se entendem 

bem na minha cabeça. Uma vez fui para o Louvre 
depois de sair da Printemps só para ver a nova 
ala egípcia. Fiquei sem ar diante do que estava 
exposto, nem tanto pela beleza do que via quanto 
pela consciência do tempo que me separava das 
pessoas que haviam feito e usado aquelas coisas.” 
(texto 4)

3º) “Os meios de transportes, e comunicação 

em massa, as mercadorias, casa, alimento e roupa, 
a produção irresistível da indústria de diversões e 
informação trazem consigo atitudes e hábitos pres-
critos, certas reações intelectuais e emocionais que 
prendem os consumidores mais ou menos agrada-
velmente aos produtores e, através destes, ao todo.” 
(texto 3)

4º) “Na conta, o estrago do domingo ficou assim: 

são vinte mulheres. Catorze atrizes, três modelos, 
uma cantora, uma ginasta e uma jogadora de fute-
bol. Todas mais ou menos famosas: três estiveram 
no elenco da série “Glee”, uma fez a sonhadora Lady 
Sybil em “Downton Abbey”. Jennifer Lawrence ven-
ceu um Oscar. Em alguns casos, as fotos mostram 
uma nudez discreta. Noutros, há vídeos caseiros de 
sexo. Ao todo, na manhã de domingo, vazaram 479 
arquivos privados.” (texto 5)

Quanto  à  tipologia  textual,  podemos  afirmar 

que, em cada trecho destacado, predominam res-
pectivamente as características do texto: 

A) narrativo; narrativo; dissertativo; dissertativo.
B) dissertativo; descritivo; dissertativo; narrativo.
C) descritivo; dissertativo; narrativo; dissertativo.
D) dissertativo; dissertativo; narrativo; dissertativo.
E) dissertativo; narrativo; dissertativo; descritivo.

20. 

Leia o trecho a seguir.

“Os meios de transportes, e comunicação em 

massa, as mercadorias, casa, alimento e roupa, 
a produção irresistível da indústria de diversões 
e informação trazem atitudes e hábitos prescri-
tos, certas reações intelectuais e emocionais que 
prendem os consumidores mais ou menos agra-
davelmente aos produtores e, através destes, ao 
todo.” (texto 3)

Quanto à regência, os verbos destacados são 

respectivamente:

A) transitivo indireto; transitivo direto.
B) transitivo direto; transitivo direto e indireto.
C) transitivo direto; transitivo indireto.
D) transitivo direto e indireto; transitivo direto e 

indireto.

E) transitivo direto e indireto; transitivo indireto.

pr-4-ufrj-2015-ufrj-arquiteto-e-urbanista-prova.pdf-html.html

9

Concurso Público UFRJ - Edital 390/2014

101 | Arquiteto e Urbanista

REGIME JURÍDICO

21. 

Juliana era servidora da UFRJ investida no car-

go de nível médio de Técnico em Arquivo desde 

2009. No final do ano de 2014 ela prestou concur-

so para o cargo de Arquivista, nível superior, tam-
bém 

na UFRJ, obtendo aprovação e classificação 

dentro do número de vagas ofertado no edital.  
A nomeação de Juliana no novo cargo ocorrerá 
em maio de 2015. Contudo, nessa data, ela esta-
rá afastada da UFRJ para usufruir de uma licença 
para capacitação com duração prevista de 90 dias.  
Considerando os prazos para posse previstos na 
Lei nº 8.112/90, após sua nomeação Juliana:
A) deverá tomar posse no novo cargo antes do 

término de sua licença para capacitação.

B) deverá outorgar uma procuração a algum 

conhecido para que este tome posse em seu 
nome até que ela retorne da licença para 
capacitação.

C) poderá solicitar que ela seja tornada sem efeito 

até o término de sua licença e que uma nova 
nomeação seja realizada dentro de trinta dias.

D) poderá aguardar o término de sua licença para 

capacitação para tomar posse no novo cargo.

E) deverá interromper sua licença para capaci-

tação, tomar posse no prazo de trinta dias, e 
retornar para cumprir a sua licença.

22. 

Lorenzo  é um jovem arquiteto chileno que se 

formou pela Universidad de Chile. Durante sua 
graduação, ele participou de um intercâmbio aca-
dêmico na UFRJ e se apaixonou pelo Brasil. Após 
terminar sua graduação, Lorenzo estava no Brasil 
a passeio e soube que a UFRJ estava realizando 
concurso para contratação de arquitetos para o 
seu quadro de servidores efetivos. Lorenzo se ins-
creveu, prestou o concurso e obteve a aprovação. 
No momento da posse foi constatado que ele não 
possuía a nacionalidade brasileira, muito embora 
cumprisse todos os demais requisitos estabeleci-
dos em lei. Diante dessa situação, a UFRJ:
A) não poderá dar posse a Lorenzo, pois aos 

estrangeiros  é permitida apenas a posse em 
cargos em comissão.

B) poderá dar posse a Lorenzo desde que exista 

acordo prévio de cooperação técnica celebra-
do entre a Universidad de Chile e o governo 
federal brasileiro. 

C) não poderá dar posse a Lorenzo, pois os car-

gos de provimento efetivo são exclusivos para 
portadores da nacionalidade brasileira.

D) poderá dar posse a Lorenzo, desde que ele 

comprove ser casado com alguém que possui 
nacionalidade brasileira.

E) poderá dar posse a Lorenzo, pois às universi-

dades federais é concedido o direito de prover 
seus cargos com servidores estrangeiros.

23. 

Guilherme foi aprovado e classificado no concurso 

da UFRJ para o cargo de Engenheiro em Telecomu-
nicações. Após tomar posse e entrar em exercício, 
ele foi convocado para realizar o Curso de Formação 

Profissional referente à segunda etapa do concurso 

para o cargo de Policial Rodoviário Federal ao qual 
também estava concorrendo a época que tomou 

posse na UFRJ. Considerando que Guilherme se 
encontra em estágio probatório na UFRJ, seu afas-
tamento para participar no Curso de Formação:
A) é negado, uma vez que o afastamento para 

participar em Curso de Formação é permitido 
apenas aos servidores que não se encontram 
em estágio probatório.

B) é permitido, desde que seja sem a remuneração 

do cargo de Engenheiro em Telecomunicações.

C) é negado, a menos que ele solicite exoneração 

do cargo de Engenheiro em Telecomunicações.

D) é permitido, podendo ele se afastar das ativi-

dades de seu cargo enquanto durar o Curso de 
Formação.

E) é permitido, desde que haja a compensação do 

horário após a realização do Curso de Formação.

24. 

Breno é servidor da UFRJ investido no cargo de 

Nutricionista e sua remuneração mensal totaliza 
quatro mil reais. Recentemente ele comprou um 
carro no valor de vinte e oito mil reais e optou 

pelo financiamento bancário com pagamento em 

vinte parcelas. O gerente do banco informou a 
Breno que se as parcelas puderem ser descon-
tadas diretamente em seu contracheque, ele terá 
um desconto de cinco por cento no valor total do 

financiamento. Mediante essa proposta, Breno:
A) poderá autorizar a consignação em folha, 

mesmo que o valor da parcela não esteja den-
tro da margem consignável.

B) não poderá autorizar a consignação em folha, 

visto que descontos dessa natureza são auto-
rizados apenas por imposição legal ou man-
dado judicial.

C) poderá autorizar a consignação em folha, 

desde que o valor da parcela esteja dentro da 
margem consignável.

D) deverá solicitar autorização judicial para que o 

valor da parcela seja descontado em seu con-
tracheque.

E) poderá autorizar a consignação em folha, des-

de que a UFRJ faça a adequação da margem 
consignável ao valor da parcela.

25. 

Ângela é servidora da UFRJ investida no cargo 

de Programador Visual. Recentemente ela parti-
cipou de uma atividade de editoração de textos 
referente a provas de concurso público para essa 
instituição. Por ser uma atividade que exige sigi-
lo, a revelação desse segredo sujeitará Ângela à 
penalidade de:
A) destituição.
B) exoneração.
C) suspensão.
D) demissão. 
E) advertência.

26. 

Sofia é servidora da UFRJ investida no cargo de 

Tecnólogo/Analista de Relações Internacionais. 
Há duas semanas ela recebeu um convite para 
prestar serviços à Organização das Nações Uni-
das (ONU) com sede na cidade de Nova Iorque. 
Para que ela possa atender ao pedido, deverá 
afastar-se de seu cargo na UFRJ mediante auto-
rização da autoridade competente. Considerando 

que Sofia se encontra em estágio probatório, ela:

pr-4-ufrj-2015-ufrj-arquiteto-e-urbanista-prova.pdf-html.html

10

Concurso Público UFRJ - Edital 390/2014

101 | Arquiteto e Urbanista

A) não poderá afastar-se de seu cargo até que 

obtenha aprovação no estágio.

B) poderá afastar-se de seu cargo mediante a 

perda total de sua remuneração.

C) poderá afastar-se de seu cargo desde que 

seja autorizada pelo reitor da UFRJ.

D) não poderá afastar-se de seu cargo, exceto se 

o período for inferior a três meses.

E) poderá afastar-se de seu cargo desde que 

seja por período inferior a um ano.

27. 

Bernardo é servidor da UFRJ investido no car-

go de Técnico Desportivo. Há dois meses ele foi 
convocado pela Seção de Segurança e Saúde do 
Trabalhador, setor responsável pela prevenção 
e promoção da saúde do servidor da UFRJ, para 
ser submetido à inspeção médica. Ocorre que Ber-
nardo vem se recusando a comparecer ao setor 

mencionado sem apresentar nenhuma justificativa. 

Essa atitude de Bernardo poderá sujeitá-lo à pena-
lidade de: 
A) suspensão de até quinze dias.
B) suspensão de até doze dias.
C) suspensão de até sete dias.
D) advertência seguida por suspensão de até 

doze dias.

E) advertência seguida por suspensão de até 

sete dias.

28. 

Roberto é servidor ativo da UFRJ e há um ano 

se envolveu em um acidente de carro durante 
uma viagem realizada em suas férias. O acidente 
provocou a morte de duas pessoas resultando, 
após o julgamento, na prisão de Roberto. Esse 
fato não ocasionou a perda do cargo que Roberto 
ocupava na UFRJ, contudo ele não poderá rece-
ber sua remuneração enquanto estiver cumprindo 
a pena. Considerando que a família de Roberto 
poderá ser assistida pelos benefícios de seu pla-
no de seguridade social, ela terá direito a receber:
A) pensão, no valor integral da remuneração de 

Roberto.

B) auxílio-reclusão, no valor de cinquenta por 

cento da remuneração de Roberto.

C) salário-família, no valor de dois terços da 

remuneração de Roberto.

D) auxílio-alimentação, enquanto durar a prisão 

de Roberto.

E) bolsa-família, enquanto durar a prisão de 

Roberto.

29. 

Lúcia tem 62 anos e é servidora aposentada no 

cargo de Enfermeiro na UFRJ. Recentemente, ela 
prestou novo concurso público para o cargo de 
Tecnólogo/Analista de Relações Internacionais e 
obteve aprovação. Após comprovar que possuía 
os pré-requisitos exigidos para o cargo, conforme 
constava no edital, averiguou-se que Lúcia:
A) poderia ser investida no novo cargo, pois é per-

mitido acumular os proventos de sua aposenta-
doria com o vencimento do cargo em questão.

B) não poderia ser investida no novo cargo, pois é 

proibido acumular os proventos de sua aposen-
tadoria com o vencimento do cargo em questão.

C) não poderia ser investida no novo cargo, pois 

o ingresso no serviço público é permitido ape-
nas a pessoas com idade compreendida entre 
18 e 60 anos.

D) poderia ser investida no novo cargo, desde 

que comprovado que a carga horária de seu 
cargo de enfermeiro, quando em atividade, 
somada  à carga horária do novo cargo não 
exceda a 60 horas semanais.

E) poderia ser investida no novo cargo, pois a 

proibição de acumular ocorre apenas quando 
se trata de dois cargos em atividade.

30. 

Julia prestou concurso para o cargo de Nutri-

cionista na UFRJ, obtendo aprovação e classi-

ficação  dentro  do  número  de  vagas  previsto  no 

Edital. Considerando que ela foi nomeada na últi-
ma sexta-feira para assumir as responsabilidades 
do cargo e que sua posse ocorrerá no prazo esta-
belecido pela Lei nº 8.112/90, Julia, após a posse, 
deverá entrar em exercício:
A) imediatamente, isto é, no mesmo dia da posse.
B) no dia seguinte ao dia da posse.
C) no prazo máximo de 15 dias.
D) no prazo máximo de 30 dias.
E) no primeiro dia útil do mês seguinte.

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

31. 

No Gerenciamento de Projetos, o uso de redes de interdependência é um recurso muito útil, principal-

mente porque permite identificar o caminho crítico do Projeto. Observe o gráfico a seguir, o qual dispõe as 

atividades de A a H e suas respectivas durações. 

pr-4-ufrj-2015-ufrj-arquiteto-e-urbanista-prova.pdf-html.html

11

Concurso Público UFRJ - Edital 390/2014

101 | Arquiteto e Urbanista

Seguindo o caminho crítico, pode-se saber 

que a atividade G estará concluída em:

A) 18 dias.
B) 20 dias.
C) 15 dias.
D) 25 dias.
E) 8 dias.

32. 

Considerando as principais linhas dos telhados, 

são divisores de água:
A) espigões e rincões.
B) rincões e calhas.
C) calhas e cumeeiras.
D) cumeeiras e rincões.
E) cumeeiras e espigões.

33. 

Ao utilizar uma escada, o conforto do usuário 

está diretamente vinculado à relação de dimen-
sionamento entre o piso e o espelho do degrau. 
Aplicando a fórmula de Blondell, para uma esca-
da cujo espelho tem 17,5cm de altura, a medida 
do piso do degrau será de:
A) 29 cm
B) 30 cm
C) 27 cm
D) 27,5 cm
E) 25 cm

34. 

Segundo a NBR 13532 (Elaboração de projetos 

de edificações – Arquitetura), a etapa de execu-

ção da atividade técnica do projeto de arquitetura 
que pode ser opcional é:
A) Projeto Básico de Arquitetura.
B) Estudo Preliminar de Arquitetura.
C) Levantamento de Dados para Arquitetura.
D) Programa de Necessidades de Arquitetura.
E) Estudo de Viabilidade de Arquitetura.

35. 

Segundo a NBR 13532 (Elaboração de proje-

tos de edificações – Arquitetura), dentre os docu-

mentos técnicos que devem ser apresentados na 
etapa do Estudo Preliminar de Arquitetura estão:
A) planta geral de implantação; plantas dos pavi-

mentos; planta da cobertura; cortes; elevações; 
plantas, cortes e elevações de áreas molhadas; 
detalhes construtivos.

B) planta geral de implantação; planta e cortes de 

terraplenagem; plantas dos pavimentos; planta 
da cobertura; cortes; elevações; detalhes cons-
trutivos, quando necessário.

C) desenhos e textos exigidos em leis; decretos; 

portarias ou normas e relativos aos diversos 
órgãos públicos ou companhias concessioná-
rias de serviços aos quais o projeto deva ser 
submetido para análise e aprovação.

D) planta geral de implantação; planta e cortes de 

terraplenagem; plantas dos pavimentos; planta 
da cobertura; cortes; elevações; plantas, cor-
tes e elevações de áreas molhadas; detalhes 
construtivos.

E) planta geral de implantação; plantas dos pavi-

mentos; planta da cobertura; cortes; elevações; 
detalhes construtivos, quando necessário.

36. 

Segundo Dinsmore e Silveira Neto (2007), as 

três áreas que formam o chamado trinômio sagra-
do do Gerenciamento de Projetos são:
A) escopo, prazo e custo.
B) escopo, recursos humanos e comunicação.
C) prazo, custo e qualidade.
D) recursos humanos, qualidade e comunicação.
E) escopo, risco e prazo.

37. 

Segundo a NBR 6492 (Representação de pro-

jetos de arquitetura), no que se refere às linhas 

de  representação  gráfica  do  desenho,  deve-se 

utilizar traço e dois pontos para:
A) linhas situadas abaixo do plano do desenho.
B) linhas de eixo ou coordenadas.
C) linhas de interrupção de desenho.
D) linhas situadas acima do plano do desenho.
E) linhas de cotas.

38. 

Considere o terreno a seguir:

Na elaboração do Projeto de Arquitetura, o partido 

arquitetônico  adotado  exige  que  o  terreno  fique 

no mesmo nível da calçada. Para isso, será 
necessário realizar:

A) aterro com material do próprio terreno.
B) corte com retirada de material.
C) aterro com material importado.
D) corte e aterro com material do próprio terreno.
E) terraplenagem em todo o terreno.

39. 

A interpretação correta do trecho assinalado na 

planta de forma a seguir é:

pr-4-ufrj-2015-ufrj-arquiteto-e-urbanista-prova.pdf-html.html

12

Concurso Público UFRJ - Edital 390/2014

101 | Arquiteto e Urbanista

A) corte esquemático de viga e laje.
B) pilar em “L”.
C) pilar que nasce.
D) laje nervurada.
E) arrimo.

40. 

Assinale a alternativa que apresenta apenas 

fundações diretas:
A) bloco, caixão, sapata.
B) bloco, radier, sapata.
C) radier, sapata, caixão.
D) estaca, tubulão, bloco.
E) estaca, tubulão, caixão.

41. 

Na figura a seguir, as tubulações enumeradas 

representam, respectivamente:

A) alimentação, extravasor, limpeza.
B) alimentação, serviço, limpeza.
C) serviço, extravasor, alimentação.
D) extravasor, serviço, alimentação.
E) extravasor, alimentação, serviço.

42. 

Assinale a alternativa INCORRETA segundo a 

NBR 5626 (Instalação Predial de Água Fria).
A) No caso de um reservatório muito comprido, 

recomenda-se posicionar a entrada e a saí-
da de água em lados opostos relativamente à 

dimensão predominante, a fim de evitar o risco 

de ocorrência de zonas de estagnação dentro 
do reservatório.

B) A água não potável pode ser utilizada apenas 

para limpeza de bacias sanitárias e mictórios, 
para combate a incêndios e para rega de jar-
dim.

C) A instalação predial de água fria abastecida 

com água não potável deve ser totalmente 
independente daquela destinada ao uso da 
água potável.  

D) Conexão cruzada é qualquer ligação física 

que conecte duas tubulações das quais uma 
conduz água potável e a outra conduz água de 
qualidade desconhecida ou não potável.

E) Conexão cruzada se aplica à ligação física 

entre a água contida em uma tubulação da ins-
talação predial de água fria e a água servida 
contida em um aparelho sanitário ou qualquer 
outro recipiente que esteja sendo utilizado.

43. 

A NBR 8160 (Sistemas prediais de esgoto sani-

tário – Projeto e execução) estabelece a distância 
máxima de um desconector à ligação de um tubo 
de ventilação que o serve. Considerando que a 
tubulação do desconector é de 100 mm, essa dis-
tância não deve exceder:
A) 1,80 m
B) 2,40 m
C) 1,40 m
D) 1,50 m
E) 2,50 m

44. 

Com relação ao Desenvolvimento Sustentável, 

o método da Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) se 
refere:
A) a um estudo do comportamento social, no perí-

odo de uma geração, para avaliar sua capaci-
dade de adaptação às mudanças ambientais 
globais.

B) ao desenvolvimento e recuperação de áreas 

de reflorestamento, a fim de atingir metas de 

mitigação do impacto ambiental.

C) a uma forma holística de avaliar um produto 

desde a fase de extração da matéria-prima, 

seu  beneficiamento,  transporte,  utilização  e 

descarte final.

D) a ensaios laboratoriais para avaliar o desem-

penho de produtos durante sua utilização, 
dentro dos prazos de vida útil estabelecidos 
por seus fabricantes.

E) a métodos matemáticos que estimam as reser-

vas naturais de uma região para determinado 
ciclo de vida.

45. 

Em Sustentabilidade é muito comum a utiliza-

ção da política dos 3Rs. Atualmente, alguns auto-
res já falam em 4Rs e 5Rs, mas os 3Rs originais 
são sempre mantidos em todas as novas ver-
sões. Os três Rs originais são:
A) Reduzir, Reciclar, Reeducar.
B) Reeducar, Repensar, Reciclar.
C) Reeducar, Reduzir, Reutilizar.
D) Repensar, Reutilizar, Recuperar.
E) Reduzir, Reciclar, Reutilizar.

46. 

O projeto de um auditório de 300 lugares requer 

um cuidado especial na escolha dos revestimen-
tos. Para que esse espaço tenha uma boa acústi-

ca, é correto especificar para o teto:
A) 

material reflexivo nas proximidades do palco e 

absorvente no fundo da plateia.

B) material absorvente nas proximidades do pal-

co e reflexivo no fundo da plateia.

C) 

material reflexivo nas proximidades do palco e 

isolante no fundo da plateia.

D) material absorvente em todo o teto.
E) 

material reflexivo em todo o teto.

pr-4-ufrj-2015-ufrj-arquiteto-e-urbanista-prova.pdf-html.html

13

Concurso Público UFRJ - Edital 390/2014

101 | Arquiteto e Urbanista

47. 

A execução de pisos intertravados, de ele-

mentos pré-moldados de concreto, é feita sobre 
camadas, conforme o desenho a seguir. 

A  identificação  correta  da  sequência  dessas 

camadas (a, b, c, d) respectivamente é:

A) subleito, base, sub-base e areia de assenta-

mento.

B) sub-base, base, subleito e areia de assenta-

mento.

C) sub-base, subleito, base e areia de assenta-

mento.

D) subleito, sub-base, base e areia de assenta-

mento.

E) areia de assentamento, sub-base, base e 

subleito.

48. 

Considere o caso específico de um projeto de 

edifício público, localizado na Ilha do Fundão, 
que tenha uma de suas fachadas envidraçada e 
orientada para Sul. Do ponto de vista do conforto 
ambiental, essa fachada:
A) dispensa brises horizontais e demanda brises 

verticais.

B) dispensa brises verticais e demanda brises 

horizontais.

C) demanda brises verticais e horizontais móveis.
D) dispensa brises verticais e horizontais.
E) 

demanda brises verticais e horizontais fixos.

49. 

Ao  especificar  materiais  em  um  Projeto  de 

Arquitetura, é importante que o arquiteto concilie 
as propriedades químicas dos materiais a serem 
adotados com a manutenção que será feita no 
ambiente. Assim, em um ambiente sujeito à lava-
gem e higienização constantes com produtos clo-
rados, NÃO é recomendada a utilização de:
A) materiais com base epóxica.
B) materiais com base cimentícia.
C) cerâmica estrudada.
D) poliureia.
E) porcelanato.

50. 

De acordo com a NBR 9050 (Acessibilidade a 

edificações,  mobiliários,  espaços  e  equipamen-

tos urbanos), para rampas e opcionalmente para 
escadas, os corrimãos laterais devem ser insta-
lados a duas alturas do piso, medidos da geratriz 
superior. São elas:
A) 0,90m e 0,70m
B) 0,80m e 0,70m
C) 0,92m e 0,70m
D) 0,90m e 0,72m
E) 1,00m e 0,80m

51. 

De acordo com a NBR 9050 (Acessibilidade a 

edificações, mobiliários, espaços e equipamentos 

urbanos), o vão livre mínimo para portas, visan-

do à utilização pelo deficiente físico, inclusive em 

elevadores, deve ser de:
A) 0,90m
B) 1,00m
C) 1,10m
D) 0,80m
E) 0,70m

52. 

Assinale a alternativa correta, segundo a NBR 

9050  (Acessibilidade  a  edificações,  mobiliários, 

espaços e equipamentos urbanos).
A) Esta norma estabelece critérios e parâmetros 

técnicos a serem observados exclusivamente 

em projetos de novas edificações, mobiliários, 

espaços e equipamentos urbanos. 

B) No estabelecimento dos critérios e parâmetros 

técnicos dessa norma, foram consideradas 
diversas condições de mobilidade e de per-
cepção do ambiente, priorizando os usuários 
de cadeira de rodas.

C) 

As  edificações  residenciais  multifamiliares, 

condomínios e conjuntos habitacionais devem 
ser acessíveis em suas áreas de uso comum 
apenas nos casos em que exista um proprie-
tário ou morador com necessidades especiais.

D) 

Edificações  e  equipamentos  urbanos  que 

venham a ser totalmente reformados devem ser 
tornados acessíveis, porém, em reformas par-
ciais, a aplicação desta norma não é obrigatória.

E) As entradas e áreas de serviço ou de acesso 

restrito, tais como casas de máquinas, barrile-
tes e passagem de uso técnico não necessitam 
ser acessíveis. 

53. 

Considere  as  afirmativas  a  seguir  sobre  o 

comando XREF (Referência Externa) do progra-
ma AutoCAD:

I. A referência externa é um recurso do Auto-

CAD que permite a criação de arquivos-base que 
poderão ser utilizados em diversos arquivos do 
Projeto.

II. Quando um desenho é inserido como um 

XREF, ele mantém o vínculo com o arquivo de 
origem e é atualizado sempre que o desenho ori-
ginal for alterado.

III. A utilização de XREFs aumenta considera-

velmente o tamanho dos arquivos em que eles 
são inseridos.

IV. O XREF inserido em um desenho aparece 

como um objeto único, como um bloco. Porém, 
diferente de um bloco, um XREF não pode ser 
explodido.

Pode-se afirmar que:

A) II e IV são falsas.
B) II e III são verdadeiras.
C) III e IV são falsas.
D) I, II, III e IV são verdadeiras.
E) I, II e IV são verdadeiras.

pr-4-ufrj-2015-ufrj-arquiteto-e-urbanista-prova.pdf-html.html

14

Concurso Público UFRJ - Edital 390/2014

101 | Arquiteto e Urbanista

54. 

Ao se desenvolver um desenho de Arquitetura 

no model space

 do programa AutoCAD, foi defini-

da a altura de 1.0 para todos os textos do dese-
nho. No paper space, desenhou-se uma prancha 
e nela foi aberta uma viewport onde o desenho foi 
representado na escala 1/100. Caso se quisesse 
representar esse desenho na escala 1/50, nessa 
mesma prancha, mantendo a proporção entre os 
elementos do desenho, a altura dos textos:
A) deveria ser alterada para 2.0 no paper space.
B) deveria ser alterada para 0.5 no paper space.
C) deveria ser alterada para 0.5 no model space.
D) deveria ser alterada para 2.0 no model space.
E) não precisaria ser alterada.

55. 

Todo objeto criado no AutoCAD pode ser preci-

samente unido a outro por um ponto específico, 

determinado pelo usuário e preestabelecido pelo 
AutoCAD. Para que isso ocorra, é necessário 

estar configurada e ativada a opção:
A)   Snap.
B)  Object Snap.
C)   Grid.
D)   UCS.
E)   Ortho.

56. 

O comando do AutoCAD que permite esticar, 

encolher ou mover partes selecionadas de um 
grupo de objetos chama-se:
A)   Extend.
B)  Stretch.
C)   Lengthen.
D)   Move.
E)   Array.

57. 

Segundo o Decreto n° 897, de 21/09/1976, que 

estabelece o Código de Segurança contra Incên-
dio e Pânico do estado do Rio de Janeiro (COS-
CIP/RJ), um edifício público de escritórios, com 6 
pavimentos e com menos de 30m de altura, deve 
possuir os seguintes dispositivos de incêndio:
A) portas corta fogo, canalização preventiva e 

sprinklers.

B) portas corta fogo, canalização preventiva e 

sprinklers a partir do segundo pavimento.

C) portas corta fogo e sprinklers.
D) portas corta fogo e canalização preventiva.
E) portas corta fogo, canalização preventiva e 

sprinklers apenas nas rotas de fuga.

58. 

De acordo com a Lei n° 8.666, de 21/06/1993, e 

suas atualizações, todos os itens seguintes cons-
tituem anexos do edital como parte integrante, 
EXCETO:
A) projeto básico e/ou executivo, com todas 

as  suas  partes,  desenhos,  especificações  e 

outros complementos.

B) orçamento estimado em planilhas de quantita-

tivos e preços unitários.

C) 

minuta do contrato a ser firmado entre a Admi-

nistração e o licitante vencedor.

D) 

especificações complementares e as normas 

de execução pertinentes à licitação.

E) 

ato  de  designação  da  comissão  de  fiscaliza-

ção do contrato. 

59. 

A Resolução n° 52, de 06/11/2013, estabelece 

o  Código  de  Ética  e  Disciplina  do  Conselho  de 

Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), o 
qual determina obrigações para com o interesse 
público. Referente às regras para o exercício pro-

fissional, o arquiteto e urbanista deve:
A) 

prescindir de utilizar o saber profissional para 

emitir opiniões que deturpem conscientemen-

te  a  verdade,  persuadindo  leigos,  a  fim  de 

obter resultados que convenham a si ou a gru-
pos para os quais preste serviço ou os quais 
represente.

B) considerar o impacto social e ambiental de 

suas atividades profissionais apenas na execu-

ção de obras sob responsabilidade do Estado.

C) sempre inovar os valores e criar novos marcos 

culturais para a comunidade na qual esteja 

prestando seus serviços profissionais.

D) considerar, na execução de seus serviços pro-

fissionais, o consumo abrangente de recursos 

naturais.

E) respeitar o conjunto das realizações arquitetô-

nicas e urbanísticas do patrimônio histórico e 
artístico nacional, estadual, municipal, ou de 
reconhecido interesse local, apenas em Proje-
tos de Restauração.

60. 

De acordo com a Lei n° 8.666, de 21/06/1993,  

e suas atualizações, os prazos de início de etapas 
de execução, de conclusão e de entrega admitem 
prorrogação desde que ocorra algum dos seguin-
tes motivos, EXCETO:
A) superveniência de fato excepcional ou impre-

visível, estranho à vontade das partes, que 
altere fundamentalmente as condições de 
execução do contrato.

B) interrupção da execução do contrato ou dimi-

nuição do ritmo de trabalho por ordem e no 
interesse da Administração.

C) 

alteração  do  projeto  ou  especificações,  pela 

Contratada.

D) aumento das quantidades inicialmente previs-

tas no contrato, nos limites permitidos por esta 
Lei.

E) omissão ou atraso de providências a cargo 

da Administração, inclusive quanto aos paga-
mentos previstos de que resulte, diretamente, 
impedimento ou retardamento na execução do 
contrato.

pr-4-ufrj-2015-ufrj-arquiteto-e-urbanista-prova.pdf-html.html

Concurso Público UFRJ - Edital 390/2014

101 | Arquiteto e Urbanista