Prova Concurso - Pedagogia - DOCENTE-I-GEOGRAFIA - COSEAC - PREFEITURA - 2018

Prova - Pedagogia - DOCENTE-I-GEOGRAFIA - COSEAC - PREFEITURA - 2018

Detalhes

Profissão: Pedagogia
Cargo: DOCENTE-I-GEOGRAFIA
Órgão: PREFEITURA
Banca: COSEAC
Ano: 2018
Nível: Superior

Downloads dos Arquivos

prova.pdf
gabarito.pdf

Provas relacionadas

PEDAGOGOUFPA2018
PEDAGOGOUNIFESSPA2018
PEDAGOGOEBSERH2018

Gabarito

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-gabarito.pdf-html.html

               

UFF - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE 

         COSEAC - COORDENAÇÃO DE SELEÇÃO ACADÊMICA 
                 PMM - PREFEITURA MUNICIPAL DE MARICÁ 
    CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DA  
                       PREFEITURA MUNICIPAL DE MARICÁ 
                                         EDITAL N

O

 1/2018 

 

GABARITO 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prof. Luiz Antonio dos Santos Cruz 

Coordenador Geral da COSEAC/UFF 

 

 

Cargo: 

DOCENTE I 

– GEOGRAFIA

 

NÍVEL: 

SUPERIOR I 

Tópico: 

Língua 

Portuguesa 

Tópico: Raciocínio 

Lógico e Noções 

de Informática 

Tópico: Conhecimentos  

Específicos 

01 

11 

21 

31 

41 

02 

12 

22 

32 

42 

03 

13 

23 

33 

43 

04 

14 

24 

34 

44 

05 

15 

25 

35 

45 

06 

16 

26 

36 

46 

07 

17 

27 

37 

47 

08 

18 

28 

38 

48 

09 

19 

29 

39 

49 

10 

20 

30 

40 

50 

TIPO DE PROVA 

Prova

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

 

 

 

UFF - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE 

COSEAC - COORDENAÇÃO DE SELEÇÃO ACADÊMICA 

PMM - PREFEITURA MUNICIPAL DE MARICÁ 

CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DA  

PREFEITURA MUNICIPAL DE MARICÁ 

EDITAL N

O

 1/2018 

 

Leia atentamente todas as informações da Capa do Caderno de Questões antes de começar a Prova. 

 

 
 

 

De acordo com o subitem 7.15.13 do Edital, cabe ao candidato conferir se a letra do TIPO DE 

PROVA  constante  em  seu  Cartão  de  Respostas  corresponde  a  letra  do  TIPO  DE  PROVA 

desse Caderno de Questões recebido. Caso haja qualquer divergência, o candidato deverá, 

imediatamente, informar ao Fiscal de Sala e solicitar a substituição do Caderno de Questões. 

O  Cartão  de  Respostas  será  corrigido  de  acordo  com  o  gabarito  do  TIPO  DE  PROVA 

constante no seu Cartão de Respostas. 

 

Cargo: 

DOCENTE I 

– GEOGRAFIA 

 

NÍVEL: 

SUPERIOR I 

 

CADERNO DE QUESTÕES 

 

Instruções ao candidato 

(Parte integrante do Edital 

– subitem 13.2) 

 

 

Ao  receber  este  Caderno  de  Questões,  confira  se  o  cargo  indicado  é  aquele  para  o  qual  você  está 
concorrendo, se não for notifique imediatamente ao Fiscal. Você será responsável pelas consequências se 
fizer a Prova para um cargo diferente daquele a que concorre. 

 

Além deste Caderno de Questões, você deverá ter recebido o Cartão de Respostas e a Folha da Prova 
Dissertativa

 

Verifique  se  constam  deste  Caderno,  de  forma  legível,  50  questões  objetivas,  a  proposta  da  Prova 
Dissertativa
 e espaços para rascunho. Caso contrário, notifique imediatamente ao Fiscal. 

 

Confira seus dados com os que aparecem no Cartão de Respostas e na Folha da Prova Dissertativa. Se 
eles  estiverem  corretos,  assine  o  Cartão  de  Respostas  e  leia  atentamente  as  instruções  para  seu 
preenchimento. Caso contrário, notifique imediatamente ao Fiscal. 

 

Em  hipótese  alguma  haverá  substituição  do  Caderno  de  Questões,  do  Cartão  de  Respostas  ou  da         
Folha da Prova Dissertativa se você cometer erros ou rasuras durante a prova. 

 

Sob pena de eliminação do concurso, não é permitido fazer uso de instrumentos auxiliares para cálculos ou 
desenhos,  ou  portar  qualquer  material  que  sirva  de  consulta  ou  comunicação.  Da  mesma  forma,  não  é 
permitido fazer registros na Folha da Prova Dissertativa que possibilite a identificação do candidato. 

   A Folha da Prova Dissertativa será desidentificada pelo Fiscal na sua presença. 

 

Cada questão objetiva apresenta cinco opções de respostas, sendo apenas uma delas a correta. No   Cartão 
de  Respostas
,  para  cada  questão,  assinale  apenas  uma  opção,  pois  será  atribuída  pontuação  zero  à 
questão da Prova que contiver mais de uma ou nenhuma opção assinalada, emenda ou rasura. 

 

O  tempo  disponível  para  você  fazer  esta  Prova  (Prova  Objetiva  e  Prova  Dissertativa),  incluindo  o 
preenchimento do Cartão de Respostas, é de quatro horas e trinta minutos. 

 

Colabore com o Fiscal, na coleta da impressão digital. 

 

Use  somente  caneta  esferográfica  de  corpo  transparente  e  de  ponta  média  com  tinta  azul  ou  preta  para 
preencher o Cartão de Respostas e fazer a Prova Dissertativa. Não é permitido uso de lápis mesmo que 
para rascunho. 

 

Terminando a prova, entregue ao Fiscal o Cartão de Respostas assinado e a Folha da Prova Dissertativa
A não entrega desse material implicará a sua eliminação no Concurso. 

 

Somente será permitido na última hora que antecede ao término da Prova levar o Caderno de Questões

Após o aviso para o início da prova, você deverá permanecer no local 

de realização da mesma por, no mínimo, noventa minutos.

 

TIPO DE PROVA 

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

 

TÓPICO: Língua Portuguesa 

 

 
Texto 1 

 

A MISSA DO COUPÉ 

Machado de Assis 

 

“Na  Igreja  de  São  Domingos  diz-se  hoje  uma 

missa por alma de João de Melo, falecido em Maricá.

” 

Não  se  sabendo  quem  mandava  dizer  a  missa, 

ninguém  lá  foi.  A  igreja  escolhida  deu  ainda  menos 
relevo  ao  ato;  não  era  vistosa,  nem  buscada,  mas 
velhota, sem galas nem gente,  metida ao canto  de um 
pequeno largo, adequada à missa recôndita e anônima. 

Às  oito  horas  parou  um  coupé  à  porta;  o  lacaio 

desceu, abriu a portinhola, desbarretou-se e perfilou-se. 
Saiu um senhor e deu a mão a uma senhora, a senhora 
saiu  e  tomou  o  braço  ao  senhor,  atravessaram  o 
pedacinho  de  largo  e  entraram  na  igreja.  Na  sacristia  
era  tudo  espanto.  A  alma  que  a  tais  sítios  atraíra  um    
carro de luxo, cavalos de raça, e duas pessoas tão finas                  
não  seria  como  as  outras  almas  ali  sufragadas.  A              
missa  foi  ouvida  sem  pêsames  nem  lágrimas.  Quando 
acabou,  o  senhor  foi  à  sacristia  dar  as  espórtulas.  O 
sacristão,  agasalhando  na  algibeira  a  nota  de  dez       
mil-réis  que  recebeu,  achou  que  ela  provava  a 
sublimidade do defunto; mas que defunto era esse? O 
mesmo  pensaria  a  caixa  das  almas,  se  pensasse, 
quando  a  luva  da  senhora  deixou  cair  dentro  uma 
pratinha de cinco tostões. Já então havia na igreja meia 
dúzia  de  crianças  maltrapilhas,  e,  fora,  alguma  gente  às 
portas  e  no  largo,  esperando.  O  senhor,  chegando  à 
porta, relanceou os olhos, ainda que vagamente, e viu 
que era objeto de curiosidade. A senhora trazia os seus 
no  chão.  E  os  dois  entraram  no  carro,  com  o  mesmo 
gesto, o lacaio bateu a portinhola e partiram. 

A gente local não falou de outra coisa naquele e 

nos dias seguintes. Sacristão  e  vizinhos relembravam   
o coupé, com orgulho. Era a missa do coupé. As outras 
missas  vieram  vindo,  todas  a  pé,  algumas  de  sapato 
roto,  não  raras  descalças,  capinhas  velhas,  morins 
estragados,  missas  de  chita,  ao  domingo,  missas  de 
tamancos.  Tudo  voltou  ao  costume,  mas  a  missa  do 
coupé viveu na memória por muitos meses. Afinal não 
se falou mais nela; esqueceu como um baile. 

 

ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora  

Globo, 1997, p. 10. 

 
Glossário: 
Coupé (ou cupê) 

– Carruagem ou carro de duas portas. 

Desbarretar 

– Retirar o barrete ou o chapéu. 

Espórtula 

– Esmola. 

 
 

01  

O trecho do romance Esaú e Jacó, de Machado 

de Assis, tem como objetivo: 

 

(A) 

narrar um episódio marcado pela diferença social. 

(B) 

opinar contra o hábito do prejulgamento. 

(C) 

descrever o falecimento de um homem importante. 

(D) 

dissertar sobre as missas por alma. 

(E) 

exortar a elegância da classe abastada. 
 

 
 

02  

Em “E os dois entraram no carro, com o mesmo 

gesto,  o  lacaio  bateu  a  portinhola  e  partiram.

”                

(linhas 28-29

), “o mesmo gesto” se refere a: 

 

(A) 

“A senhora trazia os seus no chão.” (linhas 27-28) 

(B) 

“O senhor, chegando à porta, relanceou os olhos, 
a

inda que vagamente...” (linhas 25-26) 

(C) 

 

“...o  lacaio  desceu,  abriu  a  portinhola, 

desbarretou-se e perfilou-

se.” (linhas 8-9) 

(D) 

 

“...a  luva  da  senhora  deixou  cair  dentro  uma 

prati

nha de cinco tostões.” (linhas 22-23) 

(E) 

“Saiu um senhor e deu a mão a uma senhora...” 
(linha 10) 

 
 
03
  

De  acordo  com  o  texto,  em  “O  sacristão, 

agasalhando  na  algibeira  a  nota  de  dez  mil-réis  que 
recebeu,  achou  que  ela  provava  a  sublimidade  do 
defunto...

”, (linhas 17-20) “sublimidade” significa:  

 

(A) 

espiritualidade. 

(B) 

ostracismo. 

(C) 

passamento. 

(D) 

altruísmo. 

(E) 

prestígio. 

 
 
04  

“Coupé”,  “dez  mil-réis”,  “cinco  tostões”,  “lacaio” 

constituem  um  léxico  que  comprova  a  variação 
linguística entre: 

 

(A) 

regiões. 

(B) 

gerações. 

(C) 

níveis sociais. 

(D) 

fala e escrita. 

(E) 

situações de fala.  

 
 

05  

Entre  as  partes  do  período 

“Não  se  sabendo 

quem mandava dizer a missa

” e “ninguém lá foi” (linhas 

3-4), há, respectivamente, uma relação de:    

 

(A) 

causa e condição. 

(B) 

consequência e causa. 

(C) 

condição e causa. 

(D) 

consequência e condição. 

(E) 

causa e consequência. 

 
06  

Marque  a  opção  em  que  as  palavras  são 

acentuadas pela mesma regra.   

(A) 

memória 

– sítios.  

(B) 

pé 

– pêsames.  

(C) 

Esaú 

– ninguém. 

(D) 

lá 

– à. 

(E) 

atraíra 

– lágrimas. 

 

 

 

 

10 

15 

20 

25 

30 

35 

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

 

07  

Em  termos  morfológicos,  todas  as  opções  a 

seguir  apresentam  palavras  no  grau  diminutivo, 
EXCETO a seguinte: 

(A) 

velhota. (linha 6) 

(B) 

pequeno. (linha 7) 

(C) 

pedacinho. (linha 12) 

(D) 

pratinha. (linha 23) 

(E) 

portinhola. (linha 29) 

 
 
Texto 2 

PADRE ANCHIETA 

 

A  história  do  Padre  José  de  Anchieta  (1534 

– 

1597), canonizado pelo Papa Francisco no Vaticano, tem 
um breve e marcante episódio na cidade de Maricá. 

Em 1584, o padre considerado Apóstolo do Brasil 

e  Fundador  Histórico  de  Maricá  realizou  a  chamada 
‘Pesca Miraculosa’ ou ‘Pesca Milagrosa’ na Lagoa de 
Maricá, mais precisamente na localidade de Araçatiba, 
junto  com  índios  nativos  da  região.  Ele  também  
realizou uma catequização. 

Na  pesca  miraculosa,  o  Padre  José  de   

Anchieta,  que  passou  a  se  chamar  São  José  do 
Anchieta  após  a  sua  canonização,  antecipava  aos 
índios  quais  peixes    eles  trariam  ao  barco  em 
determinada região da Lagoa de Maricá. 

A  pescaria  foi  tão  abundante  e  variada  que  a   

praia se abarrotou de homens, que eram poucos para a 
salga  de  tantos  peixes.  Uma  estátua  do  padre  foi 
colocada  no  local  em  1997,  quando  se  completaram   
400 anos de sua morte, porém, pouco tempo depois foi 
roubada e até hoje não se conhece o seu paradeiro. 

O  local  da  primeira  missa  realizada  por  ele           

ainda  é  lembrado,  porém,  com  muita  vegetação  e              
pouca  informação  de  que  aquele  lugar  é  histórico  no 
município.  Muitos  moradores  sequer  sabem  o 
significado  da  cruz  afixada  para  demarcar  o  local  da 
primeira missa celebrada na cidade de Maricá. 
 

Adaptado. Fonte: http://maricainfo.com/2014/04/02/marica-padre-

jose-de-anchieta-e-a-pesca-miraculosa.html  . 

Acesso em 18 jul 2018. 

 
08  

A  breve  biografia  de  Padre  Anchieta  apresenta 

como recurso de impessoalização bastante produtivo: 
 

(A) 

o  sujeito  oculto:  “...pouco  tempo  depois  foi 
roubada...” (linhas 19-20) 

(B) 

a  substituição  por  pronome:  “Ele  também 
realizou uma 

catequização.” (linhas 8-9) 

(C) 

o  emprego  de  oração  reduzida:  “...canonizado 
pelo Papa Fr

ancisco no Vaticano...” (linha 2) 

(D) 

a  voz  passiva:  “Uma  estátua  do  padre  foi 
colocada no local em 1997...

” (linhas 17-18) 

(E) 

o  uso  de  pronome  indefinido:  “...pouca 
informação  de  que  aquele  lugar  é  histórico  no 
município

.” (linhas 23-24) 

 
 
 

09  

“O local da primeira missa realizada por ele ainda 

é  lembrado,  porém,  com  muita  vegetação  e  pouca 
informação  de  que  aquele  lugar  é  histórico  no 
município

”  (linhas  21-24).  Em  relação  à  informação 

precedente, o conectivo sublinhado: 
 

(A) 

indica uma ideia alternativa. 

(B) 

apresenta uma ideia explicativa. 

(C) 

introduz uma ideia conclusiva. 

(D) 

soma uma ideia de mesma orientação discursiva. 

(E) 

anuncia uma ideia contrária à expectativa criada. 

 
 
10  

O  termo  sublinhado  em  “Muitos  moradores 

sequer  sabem  o  significado  da  cruz  afixada  para 
demarcar o local da primeira missa celebrada na cidade 
de Maricá.

” (linhas 24-26) tem valor: 

 

(A) 

adjetivo. 

(B) 

adverbial. 

(C) 

conjuntivo. 

(D) 

pronominal. 

(E) 

preposicional. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

10 

15 

20 

25 

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

 

TÓPICO: Raciocínio Lógico e Noções de Informática 
 
 
11
  

A  quantidade  de  siglas  com  quatro  letras 

distintas, formadas a partir das letras do conjunto 
{A, B, C, D, E, F}, é igual a: 
 

(A) 

360. 

(B) 

720. 

(C) 

1200. 

(D) 

1296. 

(E) 

1340. 

 
 
12  

O próximo número que completaria a sequência 

lógica 1, 4, 3, 16, 5, ..., é: 
 
(A) 

25. 

(B) 

36. 

(C) 

7. 

(D) 

49. 

(E) 

81. 

 
 
 
 
13 

Em  um  grupo  estão  reunidas  13  pessoas.  Das 

afirmações 

abaixo, 

única 

necessariamente 

verdadeira é: 
 
(A) 

pelo menos uma delas é estrangeira. 

(B) 

pelo menos duas delas são do sexo feminino. 

(C) 

pelo menos duas delas fazem aniversário no mesmo 
mês. 

(D) 

pelo menos uma delas nasceu em março. 

(E) 

pelo menos uma delas mede mais do que 1,60 m. 

 
14
  

A  negação  lógica  da  afirmação  condicional  “se 

Ana adoece, então Pedro fica triste” é: 
 
(A) 

se Ana não adoece, Pedro não fica triste. 

(B) 

se Ana adoece, então Pedro não fica triste. 

(C) 

Ana adoece ou Pedro não fica triste. 

(D) 

Ana adoece e Pedro não fica triste. 

(E) 

se Pedro fica triste, Ana adoece. 

 
 

15  

Um  grupo  de  500  estudantes  participa  de  uma 

pesquisa. 

Sabe-se 

que 

desses 

estudantes,                      

200  estudam  Física,  240  estudam  Matemática,                        
80  estudam  Matemática  e  Física.  Se  um  desses 
estudantes for sorteado, a probabilidade de que ele não 
estude Matemática e nem Física é: 
 
(A) 

14%. 

(B) 

28%. 

(C) 

36%. 

(D) 

45%. 

(E) 

50%. 
 
 

16  

Avalie  se  são  verdadeiras  (V)  ou  falsas  (F)  as 

afirmativas  a  seguir  sobre  o  sistema  operacional 
Windows 7. 
 
I  Para  acessar  pastas  compartilhadas  as  pessoas 

devem ter uma conta de usuário e uma senha. 

II  O  sistema  operacional  não  possui  um  assistente 

para configuração de rede sem fio. 

III  A conexão com a internet e o concentrador de rede 

são  elementos  opcionais  de  hardware  para 
funcionamento de uma rede ponto a ponto.  

 
As afirmativas I, II e III são, respectivamente: 
 
(A) 

V, F e V. 

(B) 

F, F e V. 

(C) 

V, F e F. 

(D) 

F, V e V. 

(E) 

V, V e V. 

 
 
17  

Suponha  que  você  digitou  COR??.*  na  caixa 

“pesquisar”  do  Windows  7.  Um  possível  resultado  da 
localização de arquivos será: 
 
(A) 

COR?BRANCO.txt. 

(B) 

CORAL.doc. 

(C) 

CONTENTE.wmf 

(D) 

COR??.bmp 

(E) 

CO*.gif. 

 
 
18  

Na  segurança  da  Informação  existe  um  tipo  de 

ataque  em  que  iscas  como  “mensagens  não 
solicitadas”  são  utilizadas  para  capturar  senhas  e 
dados  de  usuários  na  Internet.  Esse  ataque  é 
conhecido como: 
 
(A) 

spoofing. 

(B) 

hijacking. 

(C) 

engenharia social. 

(D) 

phishing. 

(E) 

cookies. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

 

19  

Considere a seguinte planilha no MS Excel 2016: 

 

Na planilha supracitada, as células D1, D2, D3, D4, E1, 
E2, E3 e E4 possuem, respectivamente, os  seguintes 
valores: 3, 20, 2, 4, 5, 12, 6 e 1. Ao se executar na célula 
E5 a fórmula =$D1-E2+D2, o MS Excel retornará: 
 
(A) 

1. 

(B) 

29. 

(C) 

0. 

(D) 

32. 

(E) 

11. 

 
 
20  

No  MS  Word  2016,  o  recurso  para  fazer  a 

contagem de parágrafos em um texto digitado é: 
 
(A) 

pincel de formatação. 

(B) 

ortografia e gramática. 

(C) 

contagem de palavras. 

(D) 

estrutura de tópicos. 

(E) 

referência cruzada. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Espaço reservado para rascunho 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

 

TÓPICO: Conhecimentos Específicos 

21  

"Quanto às regiões funcionais, a estruturação do 

espaço  não  é  vista  sob  o  caráter  da  uniformidade 
espacial, mas sim das múltiplas relações que circulam 
e  dão  forma  a  um  espaço  que  é  internamente 
diferenciado.  Grande  parte  desta  perspectiva  surge 
com a valorização do papel da cidade como centro de 
organização espacial. [...] Ao estudarmos os fluxos e as 
trocas que se organizam em um espaço estruturado, ao 
qual  chamamos  de  região  funcional,  há  naturalmente 
uma valorização da vida econômica como fundamento 
dessas  trocas  e  desses  fluxos,  sejam  eles  de 
mercadorias, de serviços, de mão de obra etc." 

(GOMES, 

P.C.C.  O  conceito  de  região  e  sua  discussão.  In:  CASTRO,  I.E., 
GOMES,  P.C.C.  e  CORRÊA,  R.L.  (orgs.).  12ª  ed.  “Geografia: 
conceitos e temas”. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007, p. 64.)

 

 

A corrente do pensamento geográfico à qual o conceito 
de região acima abordado vincula-se é: 
 
(A) 

Geografia Determinista. 

(B) 

Geografia Clássica. 

(C) 

Geografia Teorético-Quantitativa. 

(D) 

Geografia Crítica. 

(E) 

Geografia Humanística. 

 
22  

“Em  todo  o  momento  de  atividade  mental 

acontece em nós um duplo fenômeno de percepção: ao 
mesmo  tempo  que  temos  consciência  dum  estado  de 
alma,  temos  diante  de  nós,  impressionando-nos  os 
sentidos  que  estão  virados  para  o  exterior,  uma 
paisagem  qualquer,  entendendo  por  paisagem,  para 
conveniência  de  frases,  tudo  o  que  forma  o  mundo 
exterior  num  determinado  momento  da  nossa 
percepção. Todo  o  estado  de  alma  é  uma  paisagem. 
Isto  é,  todo  o  estado  de  alma  é  não  só  representável 
por  uma  paisagem,  mas  verdadeiramente  uma 
paisagem.  Há  em  nós  um  espaço  interior  onde  a 
matéria  da  nossa  vida  física  se  agita.  Assim  uma 
tristeza é um lago morto dentro de nós, uma alegria um 
dia de sol no nosso espírito.” 

(PESSOA, F. Cancioneiro: nota 

preliminar

. In: “Obra poética”. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 3ª ed., 

1998 [s.d.].)

 

 
Conforme  Marcelo  Lopes  de  Souza  (2013),  toda 
ferramenta  conceitual  possui  potencialidades  e 
limitações.  Uma  das  potencialidades  do  conceito  de 
paisagem  é  a  sua  integração  com  outras  categorias 
analíticas da Geografia. 
 
A  partir  da  leitura  do  trecho  de  Fernando  Pessoa,  as 
possibilidades  de  leitura  da  paisagem  podem  se  dar 
pelo exame de: 
 
(A) 

comparações  entre  áreas,  relacionadas  ao 
conceito de região. 

(B) 

formas,  conteúdos,  processos  e  estruturas, 
associados ao conceito de espaço geográfico. 

(C) 

aspectos  políticos,  associados  às  relações  de 
poder intrínsecas ao conceito de território. 

(D) 

elementos concretos e materiais, associados ao 
conceito de substrato espacial. 

(E) 

aspectos  mais  fortemente  (inter)subjetivos, 
associados ao conceito de lugar. 

23 

“A  escala  é  o  artifício  analítico  que  confere 

visibilidade à parcela ou dimensão do real. Como este 
só  pode  ser  apreendido  por  representação  e  por 
fragmentação,  a  escala  constitui  uma  prática, embora 
intuitiva e não refletida de observação e elaboração do 
mundo.  A  simplicidade  matemática  da  escala  como 
medida 

de 

representação 

gráfica 

esconde 

complexidade do conceito quando se trata de recortar 
a  realidade.  Esse  recorte  supõe,  consciente  ou 
inconscientemente,  uma  concepção  que  informa  uma 
perc

epção do espaço total e do ‘fragmento’ escolhido.” 

(CASTRO,  I.E.  de.  Escala  e  pesquisa  na  geografia.  Problema  ou 
solução?

in:  “Espaço  Aberto”,  PPGG  -  UFRJ,  V.  4,  N.1,  p.  87-100, 

2014.)

 

 
A questão da escala aparece como uma das questões 
metodológicas essenciais na Geografia. A respeito da 
escala geográfica, é correto afirmar que: 
 
(A) 

tem  relação  com  a  fração  da  divisão  de  uma 
superfície  representada  em  um  documento 
cartográfico. 

(B) 

mudanças 

de 

escala 

implicam 

em 

transformações  estritamente  quantitativas  do 
fenômeno  observado,  associadas  à  maior  ou 
menor 

generalização 

de 

elementos 

representados. 

(C) 

a  microescala  é  menos  complexa  do  que  a  
macroescala. 

(D) 

as  variáveis  significativas  para  fenômenos  em 
uma dada escala não são transferíveis, seja para 
o  mesmo  fenômeno  ou  para  outro,  em  outra 
escala. 

(E) 

a articulação entre escalas é um simples jogo de 
relações  entre  fenômenos  de  amplitude  e 
natureza semelhantes.  

 

24 

 Observe os mapas a seguir: 

 

Terremotos no Brasil  

 

 

 

 

 

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
Extraído 

de: 

https://noticias.uol.com.br/meio-

ambiente/ultimas-noticias/redacao/2017/09/20/brasil- 

Extraído 

de: 

https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-

noticias/redacao/2017/09/20/brasil-registra-quase-um-tremor-por-dia-mas-
efeito-nem-sempre-e-sentido.htm (
Acesso em 30/01/2018) 

 

Para  uma  correta  compreensão  da  ocorrência  de 
terremotos no Brasil, é correto afirmar que: 
 
(A) 

existem  diferentes  espessuras  da  crosta 
terrestre  e,  ainda  que  de  modo  geral  a  crosta 
brasileira  tenha  espessura  semelhante  à  dos 
outros  continentes  (em  média,  40  quilômetros), 
em  algumas  partes  existe  um  afinamento  que 
favorece  sua  flexura  e  envergamento,  podendo 
causar abalos sísmicos. 

(B) 

por situar-se na borda da placa sul-americana e 
ter um limite convergente com a placa africana, 
a costa nordestina brasileira, onde se encontra a 
Borborema,  é  mais  susceptível  à  ocorrência  de 
abalos sísmicos. 

(C) 

na região da floresta amazônica, entre Roraima, 
Amazonas  e  Pará,  encontra-se  uma  das  partes 
de menor espessura da crosta, por estar em uma 
região  de  formação  geológica  mais  recente  e,

 

portanto, há maior favorecimento à ocorrência de 
tremores. 

(D) 

nas  faixas  de  presença  de  terra  roxa,  onde  é 
possível 

fazer 

associação 

às 

atividades 

vulcânicas pretéritas, a datação de rochas mais 
antigas  define  também  áreas  de  menor 
espessamento  da  crosta  e,  consequentemente, 
maior  incidência  de  abalos  sísmicos  de  grande 
magnitude. 

(E) 

existe  uma  aleatoriedade  na  geografia  das 
ocorrências  de  terremotos  no  Brasil  que 
impossibilita a explicação de uma lógica espacial 
na  distribuição  dos  fenômenos,  o  que  pode 
causar  desastres  e  destruições  graves  dada  a 
imprevisibilidade. 

 

25 

“[...] E uma das grandes qualidades de Ab’Saber 

é  a  precisão  conceitual  na  Geografia. [...]  Em  apenas 
quatro páginas o autor sintetiza opiniões de geógrafos 
brasileiros  e do exterior sobre os  grandes quadros  de 
vegetação  observáveis  no  território  brasileiro  e 
apresenta  sua  proposta  pessoal,  esboçada  em  um 
cartograma  extremamente  simples  e  didático,  onde  o 
grau  de  generalização  é  admiravelmente  adequado  à 
escala  adotada.  Estão  ali  representados  os  seis 
domínios por ele identificados e em cuja espacialização 
(escala  cartográfica  adotada)  os  limites  não  são 
traçados  por  linhas,  mas sugeridos  por  faixas,  melhor 
condizentes  com  a  efetiva  existência  de  interfaces. 
Estas não só exprimem a situação atual, mas também 
as  oscilações,  interpenetrações  causadas  pelas 
flutuações climáticas neogênicas.” 

Fonte: MODENESI-GAUTTIERI, M. C. et al (orgs.). A Obra de Aziz 
NacibAb'Sáber
. São Paulo: Beca-BALL edições, 2010.  
Disponível 

em: 

http://www.geografia.fflch.usp.br/ 

graduacao/apoio/Apoio/Apoio_Attila/2s2017/excursoes/A_Obra_de_
Aziz_Ab'Saber.pdf- Acesso em 29/01/2018.) 

 
A  respeito  da  publicação  do  renomado  geógrafo 
Ab’Saber, em 1967, amplamente utilizada até os dias 
atuais para fins didáticos, é correto afirmar que: 
 
(A) 

cada  um  dos  grandes  tipos  morfoclimáticos 
ocupa  uma  área  de  forma  irregular,  às  vezes 
mesmo  descontínua,  onde  se  concentram  as 
áreas  nucleadas  (ou  core),  acrescidas  de  uma 
variedade  de  feições  mistas,  peculiares  às 
chamadas faixas ou áreas de transição. 

(B) 

pode-se hoje caracterizar meia dúzia de grandes 
domínios morfoclimáticos, cujas áreas nucleadas 
(ou  core)  estão  relacionadas  a  regiões 
climatobotânicas, 

áreas 

geopedológicas, 

províncias fitogeográficas e regiões hidrológicas 
pouco definidas. 

(C) 

há  total  relação  entre  as  áreas  nucleadas  (ou 
core)  e  as  províncias  geológico-estruturais  do 
país,  existindo,  dentro  dos  ‘cores’,  terrenos  de 
mesmas idades e de litologia muito semelhante. 

(D) 

possui o mérito de abordar de forma integrada os 
aspectos fitogeográficos do território brasileiro e 

ocupação 

humana, 

culminando 

em 

verdadeiros complexos regionais. 

(E) 

possui uma disposição similar àquela encontrada 
na  África  ocidental,  esquemática  em  faixas, 
orientadas  segundo  a  latitude,  justificando  o 
mesmo  termo  ‘zona’  para  definir  as  extensões 
fitogeográficas. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

 

26 

As duas metrópoles nacionais passam por uma 

"involução  metropolitana",  segundo  Milton  Santos 
(1993).  A  respeito  desse  processo,  são  feitas  as 
afirmativas abaixo: 
 
I  Contribui 

cada 

vez 

mais 

para 

uma 

desmetropolização, observável na escala nacional, 
associada  às  perdas  populacionais  absolutas  nas 
metrópoles  individualmente  consideradas  e  à 
redução do seu tamanho urbano. 

II  Caminha  paralelamente  e  em  conexão  com  uma 

"suburbanização  ampliada",  também  denominada 
como  "exurbanização",  entendida  como  um  dos 
tipos  de  escapismo  da  elite  econômica  e  classe 
média  urbana,  justificado  pela  deterioração  geral 
das condições de vida e habitabilidade nas grandes 
metrópoles. 

III  Promove um deslocamento do crescimento para as 

bordas  da  metrópole,  em  direção  ao  campo  e  à 
franja  periurbana,  ou  expandindo  a  área  integrada 
ao espaço metropolitano, com um incremento maior 
das cidades de porte pequeno e médio em relação 
às grandes cidades.  

IV  Apesar  das  distâncias  implicadas,  associa-se  ao 

movimento  de  pendularidade,  permitindo  uma 
interação  regular  com  o  núcleo  metropolitano  e  a 
dilatação 

da 

metrópole 

enquanto 

entidade 

socioespacial,  ainda  que  os  limites  da  região 
metropolitana, 

como 

entidade 

formal 

de 

planejamento, permaneçam inalterados. 

V  Tem  estreita  relação  com  a  autossegregação  em 

condomínios 

exclusivos, 

demarcando 

um 

enclausuramento  opcional  da  elite  e  da  classe 
média urbana que solapa o sentido de cidadania e 
caminha no rumo contrário do que é entendido como 
vida metropolitana. 

 

Das afirmativas acima, estão corretas apenas: 

 

(A) 

I, II e III.  

(B) 

II, III e IV. 

(C) 

III, IV e V. 

(D) 

I, III e V. 

(E) 

II, IV e V. 

 
27 

No  início  da  década  de  90,  Clélio  Campolina 

Diniz (1993)  defendia  a ideia  de que  a distribuição  da 
produção 

industrial 

brasileira 

tem 

mudado 

significativamente  desde  a  década  de  70.  A  respeito 
desse processo, são feitas as afirmativas: 

 

I  Na  primeira  fase,  o  processo  de  reversão  da 

polarização  se  fez  com  um  relativo  espraiamento 
industrial para o próprio interior do Estado de São Paulo 
e para quase todos os demais estados brasileiros.  

II  Na segunda fase, ocorreu uma relativa reconcentração 

no  polígono  definido  por  Belo  Horizonte-Uberlândia-
Londrina-Maringá-Porto  Alegre-Florianópolis-São  José 
dos  Campos-Belo  Horizonte,  dentro  do  qual  estão 
sendo formados os principais polos de alta tecnologia. 

III 

O  Rio  de  Janeiro  fica  de  fora  do  “polígono  industrial” 
pois,  embora  possua  tradicionais  centros  de  ensino  e 
pesquisa,  além  da  sede  de  importantes  corporações, 
especialmente  empresas  estatais,  por  ter  uma 
economia  local  decadente,  não  apresentou  atrativos 

para  a  localização  industrial,  além  de  outros 
desestímulos  de  natureza  política  e  social,  que 
afugentam o capital privado. 

IV  Com a expansão de setores fortemente sustentados na 

ciência  e  na  tecnologia,  crescem  os  requisitos 
locacionais  articulados  à  proximidade  de  fontes  de 
recursos naturais 

– à semelhança do Vale do Silício, nos 

Estados Unidos. 

V  Em função da lógica neoliberal, a ação do Estado não 

exerceu influência na condução da política econômica, 
nem  em  termos  de  investimentos  diretos,  como  a 
concessão  de  incentivos  fiscais  e  construção  de 
infraestrutura, 

para 

encorajamento 

da 

desconcentração geográfica da produção. 

 

Das afirmativas acima, estão corretas apenas: 

 

(A) 

I, II e III. 

(B) 

II, III e IV. 

(C) 

III, IV e V. 

(D) 

I, II, IV e V. 

(E) 

I, II, III e V. 

 
28
 

"As  estratégias  de  conservação  dos  solos 

implicam  a  sua  proteção  para  prevenir  a  ação  dos 
impactos  das  gotas  de  chuva.  Isso  aumenta  a 
capacidade  de  infiltração,  melhorando  a  estabilidade 
dos  agregados  e  aumentando  a  rugosidade  da 
superfície do solo. Tudo isso tem o objetivo de reduzir 
a  velocidade  do  runoff  e  do  vento.  Existe  grande 
variedade de métodos de controle de erosão do solo." 

(GUERRA,  A.  J.  T.;  CUNHA,  S.  B.  da.  Geomorfologia:  uma 
atualização  de  bases  e  conceitos
.  7ª  ed.  Rio  de  Janeiro:  Bertrand 
Brasil, 2007, p.195.)

 

 

A  relação  entre  o  método  mecânico  e  suas 
características estratégicas de conservação dos solos 
está corretamente feita em: 

 

(A) 

captação  de  águas 

–  não  demanda  grandes 

cuidados  em  sua  construção,  que  consiste  na 
abertura  de  uma  represa  que  capte  o 
escoamento superficial e o confine em estações 
de armazenagem.  

(B) 

terraceamento 

–  técnica  associada  à  revolução 

verde,  permite  a  construção  de  terraços 
verticalmente, seguindo as linhas das encostas, 
visando a redução do comprimento das rampas, 
com espaçamentos que podem ser variáveis, de 
acordo  com  o  grau  do  declive  em  gradientes  e 
altitudes diferentes. 

(C) 

estruturas  de  estabilização 

–  construção  de 

grandes  paredes  de  20  a  40  metros  de  altura 
transversalmente  à  voçoroca,  com  material 
disponível  no  próprio  local,  como  areia,  argila, 
terra e madeira, tendo, portanto, elevado grau de 
sucesso  na  retenção  de  sedimentos  e  redução 
da profundidade e gradiente da feição. 

(D) 

cultivo em curva de nível 

– pode reduzir em até 

50%  a  perda  de  solo,  se  comparado  ao  plantio 
de  alto  a  baixo,  na  encosta;  mais  efetiva  em 
áreas de chuva de baixa intensidade; no caso de 
áreas  de  chuva  de  alta  intensidade  deve  ser 
combinada  com  outras  técnicas  de  controle 
erosivo,  como  o  plantio  de  fileiras  de  plantas 
protetoras mais acima das encostas. 

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

10 

 

(E) 

geotêxteis 

–  tipos  de  redes,  feitas  de  fibras 

naturais, como a juta, e artificiais, como o náilon, 
que podem ser colocadas em cortes íngremes de 
estradas  e  ser  facilmente  desenroladas  nas 
encostas, a  partir  do topo  até a  base, e fixadas 
com  pinos,  o  que  impossibilita  tanto  o 
crescimento 

da 

vegetação, 

quanto 

os 

deslizamentos de terra.  

 
29 

Observe o mapa a seguir: 

 

 

 

A respeito da referida região do MATOPIBA, é correto 
afirmar que: 

 

(A) 

representa  a  área  de  maior  preservação 
ambiental  brasileira  na  atualidade,  com  a 
manutenção 

de 

mais 

remanescentes 

da 

vegetação original do território brasileiro. 

(B) 

por  ser  uma  área  fora  dos  processos  de 
especulação  imobiliária  e  com  baixa  incidência 
de conflitos pela terra, é a região prioritária para 
reassentamentos  de  famílias  por  parte  de  uma 
reforma agrária. 

(C) 

trata-se  de  uma  região  planejada,  visando  seu 
povoamento  através  do  redirecionamento  de 
fluxos migratórios nordestinos para o interior da 
região,  atraídos  pela  abertura  de  postos  de 
trabalho em atividades industriais recentemente 
implantadas ali. 

(D) 

corresponde à nova fronteira agrícola brasileira, 
marcada  pela  presença  do  agronegócio  e  pela 
desterritorialização  de  comunidades  e  grupos 
tradicionais,  como  as  quebradeiras  de  coco 
babaçu. 

(E) 

compreende 

parte 

do 

cerrado 

brasileiro, 

incluindo  importante  participação  produtiva 
voltada ao mercado interno e contribuindo para a 
ampliação  da  soberania  alimentar,  o  que  difere 
do Centro-Oeste. 

 

30 

A respeito do Tratado Integral e Progressista de 

Associação Transpacífico (TPP11), identifique os itens 
certos e os itens errados. 
 
(  )  

Foi  assinado  com  a  previsão  de  medidas 
protecionistas  entre  os  países  signatários, 
visando  o  fortalecimento  mútuo  de  tais 
economias. 

(  )  

Representa um dos maiores acordos comerciais 
do  mundo,  abrangendo  11  países,  que 
correspondem  a  cerca  de  500  milhões  de 
pessoas  de  três  continentes  diferentes  e  quase 
1/6 do PIB mundial. 

(  )  

Apesar  de  suas  discussões  terem  se  originado 
durante  o  governo  Obama,  os  Estados  Unidos 
retiraram-se  do  acordo  sob  o  comando  de 
Trump, com a argumentação de que a abertura 
econômica multinacional contraria a atual política 
defendida pelo país. 

(  )  

Uma  pauta  progressista  reforça  a  dimensão 
inclusiva do tratado que, após algumas revisões 
nos escritos originais, contempla perspectivas de 
gênero, meio ambiente e direitos trabalhistas. 

 
A  opção  que  apresenta  a  sequência  correta,  de  cima 
para baixo, é: 
 
(A) 

certo; errado; certo; errado. 

(B) 

errado; certo; errado; certo. 

(C) 

certo; certo; errado; certo. 

(D) 

certo; certo; certo; errado. 

(E) 

errado; certo; certo; certo. 

 

31 

Em 2017, o número de pessoas deslocadas por 

guerras,  violência  e  perseguições  bateu  um  novo 
recorde  pelo  quinto  ano  consecutivo.  Do  total  de 
indivíduos forçados a se deslocar, 25,4 milhões haviam 
cruzado 

fronteiras, 

tornando-se  refugiados. 

Os 

números  são  do  relatório  anual  Tendências  Globais, 
divulgado  pela  Agência  da  ONU  para  Refugiados 
(ACNUR). 
 
A respeito de tal situação, é correto afirmar que: 

 

(A) 

a grande maioria dos refugiados está nos países 
“desenvolvidos”, 

muitos 

dos 

quais 

são 

absorvidos  como  força  de  trabalho  útil  em 
realidades de envelhecimento demográfico. 

(B) 

boa  parte  dos  refugiados  vão  para  países 
vizinhos aos de seus locais de origem. 

(C) 

o  deslocamento  em  grande  escala  através  das 
fronteiras  é  muito  comum  e  a  minoria  das 
pessoas 

forçadas 

fugir 

permanecem 

deslocadas  internas  e  continuam  a  viver  dentro 
de seus próprios países. 

(D) 

depois  da  Síria,  a  Venezuela  é  hoje  o  segundo 
país que possui o maior grupo de refugiados do 
mundo. 

(E) 

a maioria dos refugiados é adulta ou idosa e vive 
predominantemente em áreas urbanas, não em 
acampamentos ou áreas rurais.  

 
 
 
 
 
 
 
 
 

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

11 

 

32 

“O capitalismo é, por necessidade, tecnológica e 

organizacionalmente  dinâmico.  Isso  decorre  em  parte 
das  leis  coercitivas,  que  impelem  os  capitalistas 
individuais a inovações em sua busca de lucro. Mas a 
mudança  organizacional  e  tecnológica  também  tem 
papel-chave  na  modificação  da  dinâmica  da  luta  de 
classes,  movida  por  ambos  os  lados,  no  domínio  dos 
mercados de trabalho e do controle do trabalho.” 

(HARVEY,  D.  Condição  Pós-Moderna.  17ª  ed.  São  Paulo:  Loyola, 
2008. p. 169.) 
 

Com  relação  às  transformações  sistêmicas  do 
capitalismo  e  suas  repercussões  organizacionais, 
tecnológicas  e  na  dinâmica  da  luta  de  classes, 
associadas  à  passagem  do  modelo  fordista  para  o   
pós-fordista, é correto afirmar que: 
 
(A) 

houve 

uma 

mudança 

da 

ênfase 

na 

corresponsabilidade  para  uma  redução  da 
responsabilidade do trabalhador. 

(B) 

passou-se  de  uma  economia  de  escopo  para 
uma  economia  de  escala  com  consumo  de 
massa de bens duráveis. 

(C) 

as  negociações  locais  ou  por  empresa 
substituíram os acordos coletivos. 

(D) 

a  diversificação  do  mercado  de  trabalho  foi 
suplantada pela homogeneização dos mercados 
regionais de trabalho. 

(E) 

flexibilidade 

desregulamentação 

possibilitaram uma divisão espacial do trabalho, 
que  proporciona  maior  segurança  no  trabalho 
tanto  para  trabalhadores  centrais,  quanto  para 
temporários. 

 

33 

A  respeito  do  chamado  “Triângulo  Norte” 

encontrado  no  continente  americano,  identifique  os 
itens certos e os itens errados: 
 
(  )  

Guatemala,  El  Salvador  e  Honduras  são  os 
integrantes, localizados na América Central. 

(  ) 

O  arquipélago  das  Bermudas,  o  estado  da 
Flórida (Estados Unidos), e a cidade de San Juan 
(Porto  Rico)  compõem  os  limites  dessa  região 
sobre as águas do mar do Caribe. 

(  )  

Corresponde  a  uma  “zona  morta”  em  área  de 
grande  impacto  ambiental,  composta  de  zonas 
marítimas  com  baixo  teor  de  oxigênio,  que  se 
formam  devido  à  contaminação  da  água  por 
fertilizantes e detritos. 

(  ) 

Disputas  territoriais  ligadas  ao  narcotráfico 
elevaram os índices de homicídio, fazendo com 
que  a  região  corresponda  a  uma  das  mais 
violentas do mundo atual; o controle territorial é 
fundamental  para  a  lucratividade  das  milícias 
que promovem a passagem terrestre de cocaína 
que  chega  da  Colômbia  por  via  aérea  ou 
marítima,  em  direção  ao  polo  consumidor  na 
América do Norte. 

(  )  

Tem  gerado  fluxos  massivos  de  migração 
forçada em direção à fronteira sul do México. 

 
 
 

A  opção  que  apresenta  a  sequência  correta,  de  cima 
para baixo, é: 
 
(A) 

certo; errado; errado; certo; certo. 

(B) 

errado; certo; certo; errado; certo. 

(C) 

certo; errado; certo; errado; errado. 

(D) 

errado; certo; certo; certo; errado. 

(E) 

certo; errado; errado; errado; certo. 

 

34 

Um  dos  desafios  da  Geografia  é  a  permanente 

necessidade  de  atualização,  à  medida  que  territórios 
são 

reconfigurados, 

limites 

fronteiras 

são 

questionados e o próprio mapa mundi pode ser alterado 
a partir das questões geopolíticas que emergem. Sobre 
o  tema  dos  nacionalismos,  regionalismos  e  conflitos 
separatistas no mundo atual, complete as lacunas com 
os grupos correspondentes: 
 
Os  _______  compõem  a  maior  nação  sem  um  país 
próprio, ocupam parte dos territórios da Turquia, Síria, 
Iraque, Irã e Armênia. 
 
Os ________ são o povo de maioria islâmica que habita 
a  região  do  Cáucaso,  separado  por  uma  fronteira 
internacional  em  Norte,  na  Rússia,  e  Sul,  na  Geórgia 
(país  de  forte  tradição  cristã),  de  quem  deseja  se 
separar. 
 
Enquanto  os  ________,  povo  de  maioria  budista, 
tiveram seu território anexado pela China logo  após  a 
Revolução de 1949, os ________, um povo de maioria 
islâmica,  ocupam  a  parte  noroeste  do  país,  território 
rico em petróleo e que tem sido alvo de ocupação pelos 
chineses Han por meio de uma frente pioneira, a fim de 
sufocar o separatismo em ascensão.  
 
Um dos pontos centrais das rivalidades entre indianos 
e  paquistaneses,  desde  que  ambos  conseguiram  se 
libertar  do  jugo  colonial  britânico  em  1947,  está  no 
território ocupado pelos ________. 
 
A  opção  que  apresenta  a  sequência  correta  que 
preenche as afirmativas, de cima para baixo, é: 
 
(A) 

curdos; chechenos; tibetanos; caxemires; uigures. 

(B) 

curdos; bascos; uigures; palestinos; tibetanos. 

(C) 

palestinos; chechenos; caxemires; ossetas; curdos. 

(D) 

curdos; ossetas; caxemires; uigures; tibetanos. 

(E) 

curdos; ossetas; tibetanos; uigures; caxemires. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

12 

 

35 

A primazia dos mecanismos de compra e venda 

inerentes  à  lógica  capitalista  tem  feito  com  que  o 
mercado ingresse em espaços, sistemas e dimensões 
outrora  nunca  vistos  ou  mesmo  considerados  como 
impenetráveis. A respeito da inserção do Brasil nesse 
sistema da adoção de práticas convergentes com essa 
lógica  econômica  mundializada,  são  feitas  as 
afirmativas: 
 
I  A  discussão  de  mecanismos  de  flexibilização  e 

oficialização  da  compra  e  venda  de  carbono  no 
âmbito  global,  através  da  denominada  "métrica  do 
carbono", construiu uma nova arquitetura financeira 
global no sentido de se ter agora um novo elemento 
matemático que gera toda uma gama de debates e 
políticas  globais,  como  o  TEEB  (Economia  dos 
Ecossistemas e da Biodiversidade). 

II  A exportação de ecoestresses e de todo o enorme 

passivo ambiental de lixo eletrônico, tóxico, químico, 
nuclear,  hospitalar,  entre  outros,  ocorre  pela 
inexistência  de  tecnologias  e  conhecimentos 
suficientes  para  tratá-los  de  maneira  correta  e 
promover o reaproveitamento de materiais. 

III  É  realizada  a  provisão  de  serviços  ambientais,  a 

criação  de  fundos  a  partir  do  pagamento  por 
resultados 

após 

geração 

de 

impactos 

socioambientais e os parâmetros para se medir as 
possíveis  compensações  aos  danos  causados, 
“medindo  os  custos”  do  sofrimento  psíquico  e  do 
comprometimento da beleza cênica, por exemplo 

– 

ainda  que  tais  práticas  não  sejam  capazes  de 
abarcar a dimensão dos bens comuns ou culturais e 
do  poder  do  simbólico,  impossível  de  ser 
quantificado em valores monetários. 

IV  A  política  econômica,  ao  caminhar  na  direção  da 

produção  de  commodities  voltadas  à  exportação, 
promove  um  avanço  das  práticas  agropecuárias 
intensivas,  das  atividades  mineradoras  e  das 
grandes  obras  de  infraestrutura,  mercantilizando  a 
natureza,  deixando  um  legado  de  exaustão  aos 
solos e de destruição acelerada dos ecossistemas. 

V  Há uma negação de direitos ao meio ambiente e a 

um 

futuro 

próprio 

aos 

povos 

indígenas, 

comunidades tradicionais e setores de campesinato 
–  que,  através  do  uso  comum  dos  territórios 
ocupados,  historicamente  souberam  gerir  os 
ecossistemas em que estiveram imersos. 

 
Das  afirmativas  apresentadas,  é  correto  associar  à 
realidade brasileira apenas: 
 
(A) 

I, II, III e IV. 

(B) 

I, II e III. 

(C) 

I, III, IV e V. 

(D) 

II, IV e V. 

(E) 

III, IV e V. 

 
 
 
 
 
 
 

36 

Sobre a Amazônia Azul brasileira, afirma-se que: 

 
I  É composta pelo mar brasileiro que, com 8,5 mil km 

de costa e 4,5 milhões de km² de Zona Econômica 
Exclusiva  (ZEE),  representa  quase  a  metade  de 
todo nosso território terrestre. 

II  Corresponde  à  nossa  fronteira  marítima,  por  onde 

passam  hoje  cerca  de  95%  de  todo  o  comércio 
exterior nacional. 

III  Além  dos  recursos  minerais  e  energéticos,  possui 

uma  enorme  importância  também  como  fonte  de 
alimentos.  

IV  Na faixa do mar territorial são explorados petróleo e 

gás, além do sal e da água potável. 

 
Dos  itens  considerados,  são  verdadeiras  apenas  as 
afirmativas: 
 
(A) 

I, II e III. 

(B) 

II, III e IV. 

(C) 

I, III e IV. 

(D) 

I e IV. 

(E) 

II e III. 

 

37 

Analise a geometria dos canais esquematizados 

nas imagens a seguir.  

 

 

(CHRISTOFOLETTI,  Antônio.  Geomorfologia.  São  Paulo:  Edgard 
Blücher, 1980.)  

 
Baseado na geometria dos canais fluviais, os padrões 
de  drenagem  são  classificados,  respectivamente, 
como: 
 
(A) 

anelar e treliça. 

(B) 

radial e dendrítico. 

(C) 

anelar e retangular. 

(D) 

radial e retangular. 

(E) 

anelar e dendrítico. 

 
 
 
 
 
 
 

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

13 

 

38 

A respeito das fontes e da questão energética, é 

correto afirmar que: 
 
(A) 

o  Brasil,  com  mais  de  500  parques  eólicos, 
atingiu  recentemente  na  produção  de  energia 
eólica a mesma capacidade que a Hidrelétrica de 
Itaipu,  configurando-se  como  o  maior,  nesse 
quesito, no ranking mundial. 

(B) 

a  exploração  do  pré-sal  no  Brasil  possibilitou 
nossa  autossuficiência  no  consumo  de  petróleo 
e  gás,  e  é  mais  vantajosa  que  a  exploração  do 
gás de xisto nos Estados Unidos, ainda que esta 
última 

implique 

em 

menores 

problemas 

ambientais. 

(C) 

a  Alemanha,  que  já  exportou  tecnologias 
nucleares para fins pacíficos ao Brasil, é uma das 
maiores  entusiastas  da  manutenção  de  tais 
usinas  em  sua  base  energética,  enquanto  o 
Japão, após o acidente em Fukushima, caminha 
no sentido de substituir tal fonte. 

(D) 

a  China  faz  grandes  avanços  na  área  de 
tecnologias do futuro, ampliou significativamente 
sua  energia  eólica  e  solar  e  superou  a  Europa, 
assumindo a liderança em energias renováveis. 

(E) 

como os países do Golfo Pérsico têm as maiores 
reservas  conhecidas  de  petróleo,  toda  a 
mobilização geopolítica mundial volta seus olhos 
para a região, o que contribui para o isolamento 
comercial da Rússia em relação ao ocidente. 

 

39 

 Analise o climograma a seguir. 

 

 

A  formação  vegetal  associada  ao  tipo  climático 
representado no gráfico é: 
 
(A) 

taiga. 

(B) 

tundra. 

(C) 

savana. 

(D) 

estepe. 

(E) 

floresta boreal. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 

40 

A figura a seguir consta em um material publicitário 

de um empreendimento imobiliário em Maricá.

  

 

 

 

Fonte adaptada de: https://www.properati.com.br/ (Acesso em 

15/07/18). 

 

A opção que melhor representa uma análise fundamentada 
à luz do olhar geográfico e a identificação de um problema 
de inconsistência técnica, respectivamente, é: 

 

(A) 

tendência 

à 

autossegregação 

residencial/ 

ausência de orientação. 

(B) 

destaque  para  as  amenidades  naturais  /não 
indicação da projeção cartográfica. 

(C) 

valorização  do  potencial  turístico  /  ausência  de 
escala cartográfica. 

(D) 

antecipação espacial /ausência de legenda. 

(E) 

apagamento  de  formas  de  ocupação  e  de 
agentes na paisagem / distorção da escala. 

 
41
 

Para Milton Santos (1996), “o espaço é formado 

por  um  conjunto  indissociável,  solidário  e,  também, 
contraditório,  de  sistemas  de  objetos  e  sistemas  de 
ações,  não  considerados  isoladamente,  mas  como  o 
quadro único no qual a história se dá”. A partir dessa 
definição, uma postura coerente e fundamentada para 
o Ensino de Geografia, pautada na função da educação 
segundo os PCNs, é encontrada no(a): 

 

(A) 

fragmentação de conhecimentos, que conduzem 
à  crítica  e  ao  pensamento  autêntico,  sem  se 
deixar  confundir  pelo  emaranhado  de  outras 
visões acerca dos conceitos e da percepção da 
realidade. 

(B) 

busca pela compreensão da totalidade a partir da 
soma  das  diversas  partes  que  a  compõem, 
embasando o aluno a partir dos aspectos físicos 
que  compõem  um  espaço, para  que  depois  ele 
compreenda  as  dimensões  de  organização 
política, social e cultural. 

(C) 

eliminação das dúvidas conteudistas como forma 
de  condução  à  clareza  de  pensamento,  à 
reflexão crítica e à ação cidadã. 

(D) 

cooperação, trabalho e diálogo entre as pessoas, 
entre  as  disciplinas  e  com  outras  formas  de 
conhecimento,  estabelecendo  redes,  à  medida 
que  o  espaço  é  dinâmico,  afinando-se  com  a 

CENTRO  

RIO DE JANEIRO 

PONTE 

RIO/NITERÓI 

S. FRANCISCO 

CENTRO DE 

NITERÓI 

SÃO 

GONÇALO 

     SHOPPING  

   INOà    UPA  

MARICÁ 

CENTRO 

MARICÁ 

PRAIA 

 BARRA DE 

MARICÁ 

LAGOA DE 

MARICÁ 

CABO FRIO 

BÚZIOS  

ARRAIAL DO CABO 

BAIA DE GUANABARA 

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

14 

 

educação  em  sua  função  de  repensar  a 
caminhada humana e conduzir a práxis. 

(E) 

intercâmbio estrito com a História, à medida que 
o  espaço  é  um  acúmulo  de  tempos  e  possui 
marcas  do  passado,  mas  sem  incorrer  em 
anacronismos, pois a Geografia é a Ciência que 
busca  explicar  o  presente  e  formar  um  cidadão 
atualizado. 

 

42 

 

“O paladar, o olfato, a sensibilidade da pele e a 

audição  não  podem  individualmente  (nem  sequer 
talvez juntos) tornar-nos cientes de um mundo exterior 
habitado por objetos. No entanto, em combinação com 
as  faculdades  “espacializantes”  da  visão  e  do  tato, 
esses  sentidos  essencialmente  não  distanciadores 
enriquecem  muito  a  nossa  apreensão  do  caráter 
espacial e geométrico do  mundo.” 

(TUAN,  Y.  F.  Espaço  e 

Lugar: a perspectiva da experiência. São Paulo: Difel,1983.)

 

 

Um  dos  desafios  para  o  professor  da  rede  regular  de 
ensino  é  pensar  em  estratégias  docentes  inclusivas, 
que  contemplem  alunos  com  deficiência,  que  tenham 
impedimentos  ou  limitações  de  natureza  física, 
intelectual  ou  sensorial,  os  quais,  em  interação  com 
diversas  barreiras,  podem  obstruir  sua  participação 
plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas. 
Na tentativa de transpô-las, são propostos os seguintes 
trabalhos: 

 

I  Construir  pirâmides  etárias  a  partir  de  blocos  de 

montar, possibilitando a percepção tátil do aumento 
ou redução da base, corpo ou topo. 

II  Utilizar argila em potes plásticos para moldar formas 

de  relevo,  a  fim  de  que  o  aluno  possa  distinguir  o 
que  é  uma  ilha,  uma  baía,  uma  lagoa,  um  golfo  e 
uma península, por exemplo. 

III  A transmissão de conteúdos pela Língua Brasileira de 

Sinais  (LIBRAS),  possibilitando  uma  comunicação 
eficaz na relação ensino-aprendizagem que gere uma 
aproximação com o mundo do aluno e seus espaços 
vividos, evocando 

o sentido de “lugar”. 

IV  O  estímulo  à  visualização  de  paisagens  sonoras  e 

olfativas, seja através de maquetes multissensoriais 
ou de trabalhos de campo. 

 
Em  Geografia,  para  o  trabalho  com  alunos  cegos  ou 
com  baixa  visão,  as  práticas  possíveis  de  serem 
realizadas encontram-se em: 

 

(A) 

apenas I e II. 

(B) 

apenas III e IV. 

(C) 

I, II, III e IV. 

(D) 

apenas I, II e IV. 

(E) 

apenas II, III e IV. 

 

43 

Para  João  Rua  et  al.  (1993),  o  estudo  da 

natureza  dentro  da  Geografia,  compreendida  como 
ciência  social,  é  de  fundamental  importância,  pois 
ressalta o jogo de influências que se desenvolve entre 
a sociedade e a natureza no processo de estruturação 
do  espaço.  Assim,  uma  perspectiva  que  vem  sendo 
conhecida 

como 

Geografia 

Ambiental 

emerge 

comprometida  com  uma  busca  de  reconstrução  de 
novos nexos entre as Geografias “Humana” e “Física”. 
 

A afirmativa que revela uma problematização importante 
na  esfera  do  ensino  de  uma  Geografia  Ambiental,  sob 
uma nova base de compreensão da relação homem/meio 
ou sociedade/natureza encontra-se em: 
 
(A) 

privilegiar  processos  globais,  compreendendo  as 
grandes  mudanças  climáticas  como  um  quadro 
irreversível se não assumirmos responsabilidades e 
ações locais, sob o risco de comprometimento das 
próprias 

necessidades 

humanas, 

como 

desaparecimento  de  áreas  pela  elevação  do  nível 
dos  oceanos  com  o  derretimento  das  calotas 
polares. 

(B) 

focalizar  na  perspectiva  antropocêntrica,  sendo  a 
sociedade genericamente a maior responsável, na 
atualidade,  pela  devastação  da  natureza  e  pelos 
problemas  ambientais,  que  se  voltam  contra  si 
própria, em termos de perda de qualidade de vida. 

(C) 

agregar à já conhecida “agenda verde” as agendas 
“marrom” (relacionada à poluição ambiental) e “azul” 
(que trata, especificamente, da gestão dos recursos 
hídricos), reforçando uma visão biocêntrica a partir 
da  perda  de  biodiversidade  e  da  urgência  de  um 
desenvolvimento sustentável. 

(D) 

criminalizar a pobreza, à medida que os grupos mais 
vulneráveis  socialmente  são  aqueles  que  também 
mais geram impactos negativos ao meio, devido, por 
exemplo,  à  ocupação  irregular  de  encostas  e  a 
práticas agrícolas rudimentares e insustentáveis do 
ponto de vista ecológico. 

(E) 

desnaturalizar  a  concepção  de  natureza,  dando 
visibilidade 

aos 

conflitos 

impactos 

(sócio)ambientais  que  ocorrem  nas  relações  entre 
os  diversos  agentes  sociais  que  compõem  uma 
sociedade complexa e fraturada em classes, etnias 
e  culturas,  repleta  de  assimetrias,  injustiças, 
responsabilidades  e  capacidades  de  resiliência 
distintas. 

 
44 

Trabalhar  com  o  lúdico  em  sala  de  aula 

proporciona  ganhos  significativos  na  relação  
ensino/aprendizagem.  Alguns  jogos  fazem  parte  das 
novas tecnologias que podem ser aplicadas ao ensino 
de Geografia na era da informação, como por exemplo 
aqueles que proporcionam a experiência de cada aluno 
ser prefeito por um dia e construir sua própria cidade. É 
claro  que  algumas  questões  são  fundamentais  de 
serem  pensadas,  como  por  exemplo:  Quem  produz  e 
habita  as  cidades?  Como  pensá-las  e  planejá-las  a 
partir de visões de mundo divergentes? 
 
Partindo da realidade da escola pública municipal e do 
ponto  de  vista  de  alunos  com  deficiência  física,  suas 
principais  urgências  e  prioridades  de  escolhas, 
articuladas  em  um  jogo  em  que  se  podem  tomar 
decisões políticas, tendem a ser: 
 
(A) 

inserir a cidade em um ambiente competitivo, do 
ponto de vista de capturar investimentos e atrair 
negócios. 

(B) 

buscar  soluções  sustentáveis  e  tecnológicas  às 
edificações,  aliadas  às  lógicas  das  cidades 
inteligentes (smart cities). 

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

15 

 

(C) 

investir  na  ampliação  da  rede  de  transportes 
público,  ampliando  a  oferta  e  favorecendo  a 
mobilidade urbana.  

(D) 

inserir  sinais  de  trânsito  sonoros,  com  vistas  à 
redução de acidentes de seu cotidiano.  

(E) 

investir na pavimentação das ruas e na redução 
de  obstáculos  das  calçadas  visando  a  redução 
dos  problemas  de  acessibilidade  aos  espaços 
citadinos. 

 
45  

Partindo  do  consenso  de  que  o  nível  escalar  é 

sempre  pensado  em  termos  de  lógica  zonal  de 
organização  do  espaço,  enfatizam-se  recortes  em 
termos  de  superfícies  ou  áreas,  que  podem  gerar 
diversas maneiras de regionalizar o espaço. Superando 
as  visões  tradicionais,  Rogério  Haesbaert  (2010) 
propõe  que,  no  atual  estágio  do  processo  de 
globalização  e  de  mundialização  da  economia 
capitalista, o estudo regional deve ser vinculado: 
 
(A) 

às  múltiplas  escalas  de  poder  num  mundo 
global/fragmentado,  frente  à  densificação  de 
suas redes e dos circuitos. 

(B) 

a  qualquer  nível  escalar  abaixo  do  nível  global, 
especialmente  na  abordagem  mais  geral  da 
região como recorte analítico ou parcela do todo. 

(C) 

a um nível escalar intermediário entre o nacional 
e  o  global,  como  na  leitura  dos  “novos 
regionalismos” dos blocos econômicos. 

(D) 

a um nível escalar intermediário entre o local e o 
nacional, como as Macrorregiões do IBGE ou os 
Complexos Regionais brasileiros. 

(E) 

ao nível local, como na região a partir dos “novos 
localismos”. 

 

46 

“Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.  

O educador diz: ‘Veja!’ - e, ao falar, aponta. 
O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. 
Seu mundo se expande. 
Ele fica mais rico interiormente 
E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais 
alegria  e  dar  mais  alegria 

–  que  é  a  razão  pela  qual 

vivemos.” 
“Já  li  muitos  livros  sobre  psicologia  da  educação, 
sociologia da educação, filosofia da educação 

– mas, por 

mais  que  me  esforce,  não  consigo  me  lembrar  de 
qualquer  referência  à  educação  do  olhar  ou  à 
importância do olhar na educação, em qualquer deles.” 
“A primeira tarefa da educação é ensinar a ver... 
“É  através  dos  olhos  que  as  crianças  tomam  contato 
com a beleza e o fascínio do mundo.” 
“Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria 
aumente.” 
"As  palavras  só  têm  sentido  se  nos  ajudam  a  ver  um 
mundo melhor" 
" Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem... 
O ato de ver não é coisa 

natural. Precisa ser aprendido” 

(Rubem Alves) 

 
A  respeito  da  riqueza  do  trabalho  de  campo  como 
prática pedagógica na Geografia, afirma-se que: 
 
I   Há uma pedagogia no olhar que se basta a partir do 

empirismo  do  local  e  das  abstrações  realizadas 

pelos alunos, não carecendo de  articulação a  uma 
formação teórica e conceitual. 

II  O trabalho de campo deve ser entendido como um 

objetivo em si mesmo e não como um meio. 

III  Revela  as  diversas  posssibilidades  de  recortar, 

analisar  e  conceituar  o  espaço,  de  acordo  com  as 
questões, metas e objetivos definidos. 

IV  Deve basear-se na totalidade do espaço, enquanto 

dinâmica  e  processo,  sem  esquecer  os  arranjos 
específicos que tornam cada lugar, cidade, bairro ou 
região uma articulação particular de fatores físicos e 
humanos em um mundo fragmentado, porém cada 
vez mais articulado. 

 
As práticas e compreensões adequadas a respeito das 
finalidades didáticas através do trabalho de campo em 
Geografia correspondem apenas às afirmativas:

 

 
(A) 

I e II. 

(B) 

II e III. 

(C) 

III e IV. 

(D) 

I, II e III. 

(E) 

I, III e IV. 

 
47 

Os deslocamentos populacionais e a mobilidade 

espacial  são  temas  fundamentais  para  o  estudo  da 
Geografia  na  atualidade.  As  afirmativas  a  seguir 
apresentam justificativas a essa relevância: 
 
I   Migração não é apenas deslocamento humano, mas 

também  irradiação  geográfica  de  um  dado  sistema 
econômico e de uma dada estrutura social. 

II   Migrações  são  respostas  e  representam,  em  grande  

parte  dos  casos,  o  abandono  não  desejado  da  rede 
tradicional de relações longamente tecidas através de 
gerações, ainda que haja esforços para mantê-las. 

III  Migrações forçadas são respostas e representam, em 

grande  parte dos casos, a entrada já como perdedor 
em outra arena de competições cujas regras ainda têm 
de se aprender. 

IV  Migrações  são  respostas  e  representam,  em  grande  

parte  dos  casos,  uma  ruptura  cultural  com  todas  as 
suas sequelas e todos os seus reflexos. 

 

Das afirmativas consideradas:

 

 

(A) 

I, II, III e IV estão corretas.

 

(B) 

apenas I e IV estão corretas. 

(C) 

apenas II, III e IV estão corretas. 

(D) 

apenas I, II e III estão corretas. 

(E) 

apenas I está correta. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

16 

 

48 

Leia os gráficos a seguir: 

 

 

Fonte: Retrato das desigualdades de gênero e raça 

– 4

a

 edição 

 

 

 

Fonte: Retrato das desigualdades de gênero e raça 

– 4

a

 edição 

 

LEGENDA: 

 

 

Fonte: IPEA. Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça. 2009.  

Disponível em: http://www.ipea.gov.br/retrato/ 

 

A linguagem visual tem grande impacto na capacidade de 
aprendizagem  de  crianças  e  jovens.  A  partir  da 
interpretação dos gráficos acima, pode-se constatar que:  
 
I  Mulheres  e  homens  negros  são menos  absorvidos 

no mercado de trabalho do que mulheres e homens 
brancos. 

II  As  mulheres  no  geral,  sobretudo  as  negras, 

apresentam-se 

em 

situação 

de 

maior 

vulnerabilidade,  tanto  no  que  tange  à  taxa  de 
desemprego, quanto às remunerações inferiores às 
dos homens. 

III  As  desigualdades  de  gênero  e  raça  são 

estruturantes  da  desigualdade  social  brasileira  e 
podem  ser  ainda  mais  problematizadas  a  partir  de 
aspectos  qualitativos  a  respeito  da  ocupação  por 
setor da economia e dos tipos de trabalho realizados 
por cada grupo. 

IV  O  estudo  geográfico  pode  contribuir  para  a 

espacialização  das  informações  sobre  o  território 
brasileiro,  visualizando  discrepâncias  inter-regionais 
na distribuição de renda e absorção no mercado de 
trabalho por gênero e raça. 

V  A  situação  de  maior  absorção  de  homens  tanto 

brancos  quanto  negros  no  mercado  de  trabalho 
pode relativizar as lutas e bandeiras de movimentos 
negros e feministas. 

 

Dos itens acima, estão corretos, apenas:

 

 

(A) 

I, II, III e IV.

 

(B) 

I, III e V. 

(C) 

II, III, IV e V. 

(D) 

II, III e IV. 

(E) 

II e IV. 

 
49 

“Os  geógrafos  têm  majoritariamente  se 

apropriado  das  imagens  ‘para  contar’,  exercendo  um 
tipo  de  performance  em  que  as  representações 
mostradas  normalmente  corroboram  a  narrativa  do 
expositor.  Ao  mostrar  uma  foto  ou  um  mapa  de  uma 
determinada  região,  o  pro

fessor  geralmente  ‘sugere 

sua  presença’  na  sala  de  aula,  contando  como  ‘é’  o 
Nordeste,  a  China  ou  o  Oriente  Médio.  Dificilmente 
essas  imagens  são  utilizadas  ‘para  descobrir’  as 
seletividades  existentes  na  sua  produção  ou  na  sua 
recepção  pelos  alunos.” 

(NOVAES,  A.  R.  Uma  Geografia 

Visual?  Contribuições  para  o  uso  de  imagens  na  difusão  do 
conhecimento geográfico
. In: Espaço e Cultua, UERJ. Rio de Janeiro, 
n° 30, p. 6-22, jul/dez 2011.)

 

 

A  partir  da  crítica  acima  apontada,  uma  maneira 
renovada  de  trabalhar  a  Geografia  em  sala  de  aula 
através de imagens é encontrada em: 

 

(A) 

selecionar  e  mostrar  imagens  de  países  pouco 
conhecidos,  descrevendo-as  para  os  alunos 
enxergarem os elementos que compõem a narrativa 
do professor. 

(B) 

apresentar  imagens  da  mesma  paisagem  em 
momentos  distintos,  a  fim  de  comparar  e  quebrar 
estereótipos, cristalizando as ideias do professor. 

(C) 

estimular a diversidade de interpretações possíveis 
das  imagens  por  parte  dos  alunos,  constatando  e 
abrindo  caminho  para  uma  discussão  sobre 
alteridade. 

(D) 

apresentar  mapas  com  a  finalidade  de  localizar 
fenômenos e locais, apontando os elementos que os 
compõem, como legenda, escala e orientação. 

(E) 

trabalhar com fotografias de paisagens conhecidas 
de  países  ou  cidades,  a  fim  de  estabelecer 
generalizações a respeito da imagem do local. 
 

 

 

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

17 

 

50 

“Hoje,  temos  um marco  que  nos  permite  trazer 

essas discussões para o ensino da Geografia, que é a 
Lei n° 10.639. Essa Lei é tratada na Parte 1, ‘A Lei n° 10.639 

o ensino de Geografia’. Ela coloca na ordem do dia – 

de  diferentes  maneiras 

–  que  o  mundo  da  educação 

tem que refletir sobre essas questões, tem que refletir 
sobre  a  forma  como  as  relações  raciais  são  tratadas 
dentro  de  conteúdos  programáticos  e,  também,  de 
práticas  pedagógicas.  Ela  nos  provoca,  portanto,  a 
inserir  novos  conteúdos,  mas,  sobretudo,  a  rever 
conteúdos e práticas pedagógicas.” 

(SANTOS,  R.  E.  dos  (org.).  Diversidade,  espaço  e  relações  étnico-
raciais:  o  negro  na  geografia  do  Brasil
.  Belo  Horizonte:  Autêntica, 
2007. p. 115-136.) 

 
Uma forma de estabelecer novos e necessários olhares 
consiste 

na 

ruptura 

com 

as 

estigmatizações 

socioespaciais,  que  instituem  papeis  sociais  restritos 
aos negros e limitadas visões sobre seus lugares, e na 
explicitação  da  diversidade  de  ocupações  e  funções 
que são e podem ser exercidas na sociedade por eles. 
 
A partir do que foi explicitado, uma prática pedagógica 
afinada  com  a  revisão  de  conteúdos  e  formas  de 
apresentar a África consiste em: 
 
 
(A) 

retratá-la  a  partir  de  fotografias  com  pinturas  e 
ornamentos  típicos  de  seus  povos,  além  das 
belezas naturais das savanas. 

(B) 

apresentá-la em sua heterogeneidade, como um 
continente  marcado  pela  diversidade  cultural, 
religiosa, físico-natural, econômica, entre outros 
aspectos. 

(C) 

regionalizar  o  continente  em  África  Branca,  ao 
Norte,  e  África  Negra,  na  parte  Subsaariana, 
partindo do olhar forasteiro. 

(D) 

apresentá-la  como  área  de  riquezas  naturais, 
acumuladas pela via da espoliação. 

(E) 

abordá-la  como  um  território  de  conflitos, 
marcados  pela  grande  invisibilidade  no  que 
tange às repercussões e comoções mundiais. 

 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BAIA DE 

GUANABARA 

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

 

PROVA DISSERTATIVA 

Após  a  leitura  dos  trechos  que  seguem,  produza  um  texto  dissertativo-argumentativo,  conforme  a 
orientação apresentada. 

 

“A BNCC (Base Curricular Comum Curricular) afirma, de maneira explícita, o seu compromisso com a educação 
integral. Reconhece, assim, que a Educação Básica deve visar à formação e ao desenvolvimento humano global, o 
que  implica  compreender  a  complexidade  e  a  não  linearidade  desse  desenvolvimento,  rompendo  com  visões 
reducionistas que privilegiam ou a dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva. Significa, ainda, assumir 
uma  visão  plural,  singular  e  integral  da  criança,  do  adolescente,  do  jovem  e  do  adulto 

–  considerando-os  como 

sujeitos  de  aprendizagem 

–  e  promover  uma  educação  voltada  ao  seu  acolhimento,  reconhecimento  e 

desenvolvimento pleno, nas suas singularidades e diversidades.  

Além  disso,  a  escola,  como  espaço  de  aprendizagem  e  de  democracia  inclusiva,  deve  se  fortalecer  na  prática 
coercitiva de não discriminação, não preconceito e respeito às diferenças e diversidades. Independentemente da 
duração da jornada escolar, o conceito de educação integral com o qual a BNCC está comprometida se refere à 
construção intencional de processos educativos que promovam aprendizagens sintonizadas com as necessidades, 
as possibilidades e os interesses dos estudantes e, também, com os desafios da sociedade contemporânea. Isso 
supõe considerar as diferentes infâncias e juventudes, as diversas culturas juvenis e seu potencial de criar novas 
formas de existir. 

Independentemente  da  duração  da  jornada  escolar,  o  conceito  de  educação  integral  com  o  qual  a  BNCC  está 
comprometida  se  refere  à  construção  intencional  de  processos  educativos  que  promovam  aprendizagens 
sintonizadas com as necessidades, as possibilidades e os interesses dos estudantes e, também, com os desafios 
da  sociedade  contemporânea.  Isso  supõe  considerar  as  diferentes  infâncias  e  juventudes,  as  diversas  culturas 
juvenis e seu potencial de criar novas formas de existir.”
  

(Fonte: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/#introducao#os-fundamentos-pedagogicos-da-bncc) 

____________________________________________________ 

Educadores de Maricá participam de seminário de Educação em Tempo Integral 

Repensar a modalidade do ensino oferecido nas escolas foi uma das propostas do 2º Seminário de Educação em 
Tempo  Integral,  realizado  na  manhã  desta  quinta-feira  (...).  Miguel  Arroyo,  foi  um  dos  palestrantes  do  encontro, 
direcionado  para  diretores,  orientadores  pedagógicos  e  educacionais  das  62  unidades  municipais  de  Maricá.  O 
seminário faz parte do Programa Municipal de Escolas de Tempo Integral (Prometi). 

A Secretária de Educação (...) disse: “Nossa missão é humanizar e pensar para além das grades da escola. Temos 
que nos preocupar com a formação plena dos educandos, sobretudo daqueles que a sociedade trata de maneira 
tão injusta, 

respeitando sempre a individualidade de cada um”, ressaltou a secretária. 

Para o sociólogo Miguel Arroyo, a função da pedagogia e da educação, desde Sócrates, é acompanhar a formação 
do ser humano em sua totalidade e garantir aos alunos o direito à humanid

ade. “Estamos em um momento em que 

a  escola  tem  que  pensar  radicalmente  sobre  que  infância  e  que  adolescência  estão  chegando  a  ela.  Quantas 
crianças  chegam  ameaçadas  de  morte?  Com  problemas  familiares?  Vivendo  no  limite  da  sobrevivência?”.  Para 
Arroyo, edu

cação integral não significa estender o tempo de permanência do aluno na escola. “A educação deve 

ser plena, integral e integrada e tem que garantir os direitos dos alunos enquanto sujeitos. Se queremos construir 
uma educação integral temos que ter como referência a vida integral do aluno como um todo. E isso não se aprende 
em  livros  ou  nas  faculdades  e  sim  no  convívio  direto  com  o  educando.  A  educação  se  faz  na  interação  entre 
professores e professores, alunos e alunos, e professores e estudantes”, destacou o professor. (...) 

A gerente de Educação Integral em Tempo Integral (...) ressaltou que, desde 2009, a prefeitura investe em escola 
de  tempo  integral,  totalizando,  até  o  momento,  em  20  unidades,  com  a  previsão  de  mais  duas  escolas  da  rede 
municipal 

ampliarem o atendimento até o fim desse ano. “Estamos caminhando na questão da educação integral e 

por  isso é fundamental a discussão desse tema. Nossa meta é sempre buscar  a humanização  da escola  e uma 

18 

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-geografia-prova.pdf-html.html

 

R

A

S

C

U

N

H

O

integração com a comunidade escolar como um todo. Nosso desafio é descobrir como transformar essa escola de 
modo a atender o ser humano e as diretrizes curriculares exigidas pelo Ministério da Educação”, disse.  

(Fonte: https://www.marica.rj.gov.br/2018/06/28/educadores-de-marica-participam-de-seminario-de-educacao-em-tempo-integral/) 

____________________________________________________ 

Para você, Profissional da Educação, quais as relações entre o trecho da BNCC e a iniciativa da Prefeitura 
de Maricá, conforme relata a reportagem?  

Complemente  o  seu  texto  sugerindo  outras  ações  que  a  Prefeitura  de  Maricá  e  a  Secretaria Municipal de 
Educação podem implementar, para a viabilização das propostas do MEC. 

  No desenvolvimento da questão proposta, utilize os conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação, 

além de seu conhecimento sobre a BNCC. 

  Seu texto deve ser escrito seguindo os padrões do tipo dissertativo, e redigido na modalidade padrão da 

Língua Portuguesa.  

  O texto deve ter entre 25 e 30 linhas.  
  Seu texto não deve conter fragmentos dos textos motivadores. 

 

_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________

 

10 

15 

20 

25 

30 

19