Prova Concurso - Pedagogia - DOCENTE-I-HISTORIA - COSEAC - PREFEITURA - 2018

Prova - Pedagogia - DOCENTE-I-HISTORIA - COSEAC - PREFEITURA - 2018

Detalhes

Profissão: Pedagogia
Cargo: DOCENTE-I-HISTORIA
Órgão: PREFEITURA
Banca: COSEAC
Ano: 2018
Nível: Superior

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PEDAGOGOEBSERH2018

Gabarito

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-historia-gabarito.pdf-html.html

               

UFF - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE 

         COSEAC - COORDENAÇÃO DE SELEÇÃO ACADÊMICA 
                 PMM - PREFEITURA MUNICIPAL DE MARICÁ 
    CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DA  
                       PREFEITURA MUNICIPAL DE MARICÁ 
                                         EDITAL N

O

 1/2018 

 

GABARITO 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prof. Luiz  Antonio dos Santos Cruz 

Coordenador Geral da COSEAC/UFF 

 

 

Cargo: 

DOCENTE I 

– HISTÓRIA

 

NÍVEL: 

SUPERIOR I 

Tópico: 

Língua 

Portuguesa 

Tópico: Raciocínio 

Lógico e Noções 

de Informática 

Tópico: Conhecimentos  

Específicos 

01 

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19 

29 

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40 

50 

TIPO DE PROVA 

Prova

coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-historia-prova.pdf-html.html

 

 

 

UFF - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE 

COSEAC - COORDENAÇÃO DE SELEÇÃO ACADÊMICA 

PMM - PREFEITURA MUNICIPAL DE MARICÁ 

CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DA  

PREFEITURA MUNICIPAL DE MARICÁ 

EDITAL N

O

 1/2018 

 

Leia atentamente todas as informações da Capa do Caderno de Questões antes de começar a Prova. 

 

 
 

 

De acordo com o subitem 7.15.13 do Edital, cabe ao candidato conferir se a letra do TIPO DE 

PROVA  constante  em  seu  Cartão  de  Respostas  corresponde  a  letra  do  TIPO  DE  PROVA 

desse Caderno de Questões recebido. Caso haja qualquer divergência, o candidato deverá, 

imediatamente, informar ao Fiscal de Sala e solicitar a substituição do Caderno de Questões. 

O  Cartão  de  Respostas  será  corrigido  de  acordo  com  o  gabarito  do  TIPO  DE  PROVA 

constante no seu Cartão de Respostas. 

 

Cargo: 

DOCENTE I 

– HISTÓRIA 

 

NÍVEL: 

SUPERIOR I 

 

CADERNO DE QUESTÕES 

 

Instruções ao candidato 

(Parte integrante do Edital 

– subitem 13.2) 

 

 

Ao  receber  este  Caderno  de  Questões,  confira  se  o  cargo  indicado  é  aquele  para  o  qual  você  está 
concorrendo, se não for notifique imediatamente ao Fiscal. Você será responsável pelas consequências se 
fizer a Prova para um cargo diferente daquele a que concorre. 

 

Além deste Caderno de Questões, você deverá ter recebido o Cartão de Respostas e a Folha da Prova 
Dissertativa

 

Verifique  se  constam  deste  Caderno,  de  forma  legível,  50  questões  objetivas,  a  proposta  da  Prova 
Dissertativa
 e espaços para rascunho. Caso contrário, notifique imediatamente ao Fiscal. 

 

Confira seus dados com os que aparecem no Cartão de Respostas e na Folha da Prova Dissertativa. Se 
eles  estiverem  corretos,  assine  o  Cartão  de  Respostas  e  leia  atentamente  as  instruções  para  seu 
preenchimento. Caso contrário, notifique imediatamente ao Fiscal. 

 

Em  hipótese  alguma  haverá  substituição  do  Caderno  de  Questões,  do  Cartão  de  Respostas  ou  da         
Folha da Prova Dissertativa se você cometer erros ou rasuras durante a prova. 

 

Sob pena de eliminação do concurso, não é permitido fazer uso de instrumentos auxiliares para cálculos ou 
desenhos,  ou  portar  qualquer  material  que  sirva  de  consulta  ou  comunicação.  Da  mesma  forma,  não  é 
permitido fazer registros na Folha da Prova Dissertativa que possibilite a identificação do candidato. 

   A Folha da Prova Dissertativa será desidentificada pelo Fiscal na sua presença. 

 

Cada questão objetiva apresenta cinco opções de respostas, sendo apenas uma delas a correta. No   Cartão 
de  Respostas
,  para  cada  questão,  assinale  apenas  uma  opção,  pois  será  atribuída  pontuação  zero  à 
questão da Prova que contiver mais de uma ou nenhuma opção assinalada, emenda ou rasura. 

 

O  tempo  disponível  para  você  fazer  esta  Prova  (Prova  Objetiva  e  Prova  Dissertativa),  incluindo  o 
preenchimento do Cartão de Respostas, é de quatro horas e trinta minutos. 

 

Colabore com o Fiscal, na coleta da impressão digital. 

 

Use  somente  caneta  esferográfica  de  corpo  transparente  e  de  ponta  média  com  tinta  azul  ou  preta  para 
preencher o Cartão de Respostas e fazer a Prova Dissertativa. Não é permitido uso de lápis mesmo que 
para rascunho. 

 

Terminando a prova, entregue ao Fiscal o Cartão de Respostas assinado e a Folha da Prova Dissertativa
A não entrega desse material implicará a sua eliminação no Concurso. 

 

Somente será permitido na última hora que antecede ao término da Prova levar o Caderno de Questões

Após o aviso para o início da prova, você deverá permanecer no local 

de realização da mesma por, no mínimo, noventa minutos.

 

TIPO DE PROVA 

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TÓPICO: Língua Portuguesa 

 

Texto 1 

 

A MISSA DO COUPÉ 

Machado de Assis 

 

“Na  Igreja  de  São  Domingos  diz-se  hoje  uma 

missa por alma de João de Melo, falecido em Maricá.

” 

Não  se  sabendo  quem  mandava  dizer  a  missa, 

ninguém  lá  foi.  A  igreja  escolhida  deu  ainda  menos 
relevo  ao  ato;  não  era  vistosa,  nem  buscada,  mas 
velhota, sem galas nem  gente, metida ao canto  de um 
pequeno largo, adequada à missa recôndita e anônima. 

Às  oito  horas  parou  um  coupé  à  porta;  o  lacaio 

desceu, abriu a portinhola, desbarretou-se e perfilou-se. 
Saiu um senhor e deu a mão a uma senhora, a senhora 
saiu  e  tomou  o  braço  ao  senhor,  atravessaram  o 
pedacinho  de  largo  e  entraram  na  igreja.  Na  sacristia  
era  tudo  espanto.  A  alma  que  a  tais  sítios  atraíra  um    
carro de luxo, cavalos de raça, e duas pessoas tão finas                  
não  seria  como  as  outras  almas  ali  sufragadas.  A    
missa  foi  ouvida  sem  pêsames  nem  lágrimas.  Quando 
acabou,  o  senhor  foi  à  sacristia  dar  as  espórtulas.  O 
sacristão,  agasalhando  na  algibeira  a  nota  de  dez                            
mil-réis  que  recebeu,  achou  que  ela  provava  a 
sublimidade do defunto; mas que defunto era esse? O 
mesmo  pensaria  a  caixa  das  almas,  se  pensasse, 
quando  a  luva  da  senhora  deixou  cair  dentro  uma 
pratinha de cinco tostões. Já então havia na igreja meia 
dúzia  de  crianças  maltrapilhas,  e,  fora,  alguma  gente  às 
portas  e  no  largo,  esperando.  O  senhor,  chegando  à 
porta, relanceou os olhos, ainda que vagamente, e viu 
que era objeto de curiosidade. A senhora trazia os seus 
no  chão.  E  os  dois  entraram  no  carro,  com  o  mesmo 
gesto, o lacaio bateu a portinhola e partiram. 

A gente local não falou de outra coisa naquele e 

nos dias seguintes. Sacristão  e  vizinhos relembravam     
o coupé, com orgulho. Era a missa do coupé. As outras 
missas  vieram  vindo,  todas  a  pé,  algumas  de  sapato 
roto,  não  raras  descalças,  capinhas  velhas,  morins 
estragados,  missas  de  chita,  ao  domingo,  missas  de 
tamancos.  Tudo  voltou  ao  costume,  mas  a  missa  do 
coupé viveu na memória por muitos meses. Afinal não 
se falou mais nela; esqueceu como um baile. 

 

ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora  

Globo, 1997, p. 10. 

 
Glossário: 
Coupé (ou cupê) 

– Carruagem ou carro de duas portas. 

Desbarretar 

– Retirar o barrete ou o chapéu. 

Espórtula 

– Esmola. 

 
 

01  

O trecho do romance Esaú e Jacó, de Machado 

de Assis, tem como objetivo: 

 

(A) 

narrar um episódio marcado pela diferença social. 

(B) 

opinar contra o hábito do prejulgamento. 

(C) 

descrever o falecimento de um homem importante. 

(D) 

dissertar sobre as missas por alma. 

(E) 

exortar a elegância da classe abastada. 
 

 

02  

Em “E os dois entraram no carro, com o mesmo 

gesto,  o  lacaio  bateu  a  portinhola  e  partiram.

”                

(linhas 28-29

), “o mesmo gesto” se refere a: 

 

(A) 

“A senhora trazia os seus no chão.” (linhas 27-28) 

(B) 

“O senhor, chegando à porta, relanceou os olhos, 
a

inda que vagamente...” (linhas 25-26) 

(C) 

 

“...o  lacaio  desceu,  abriu  a  portinhola, 

desbarretou-se e perfilou-

se.” (linhas 8-9) 

(D) 

 

“...a  luva  da  senhora  deixou  cair  dentro  uma 

prati

nha de cinco tostões.” (linhas 22-23) 

(E) 

“Saiu um senhor e deu a mão a uma senhora...” 
(linha 10) 

 
 
03
  

De  acordo  com  o  texto,  em  “O  sacristão, 

agasalhando  na  algibeira  a  nota  de  dez  mil-réis  que 
recebeu,  achou  que  ela  provava  a  sublimidade  do 
defunto...

”, (linhas 17-20) “sublimidade” significa:  

 

(A) 

espiritualidade. 

(B) 

ostracismo. 

(C) 

passamento. 

(D) 

altruísmo. 

(E) 

prestígio. 

 
 
04  

“Coupé”,  “dez  mil-réis”,  “cinco  tostões”,  “lacaio” 

constituem  um  léxico  que  comprova  a  variação 
linguística entre: 

 

(A) 

regiões. 

(B) 

gerações. 

(C) 

níveis sociais. 

(D) 

fala e escrita. 

(E) 

situações de fala.  

 
 

05  

Entre  as  partes  do  período 

“Não  se  sabendo 

quem mandava dizer a missa

” e “ninguém lá foi” (linhas 

3-4), há, respectivamente, uma relação de:    

 

(A) 

causa e condição. 

(B) 

consequência e causa. 

(C) 

condição e causa. 

(D) 

consequência e condição. 

(E) 

causa e consequência. 

 
06  

Marque  a  opção  em  que  as  palavras  são 

acentuadas pela mesma regra.   

(A) 

memória 

– sítios.  

(B) 

pé 

– pêsames.  

(C) 

Esaú 

– ninguém. 

(D) 

lá 

– à. 

(E) 

atraíra 

– lágrimas. 

 

 

 

10 

15 

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25 

30 

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07  

Em  termos  morfológicos,  todas  as  opções  a 

seguir  apresentam  palavras  no  grau  diminutivo, 
EXCETO a seguinte: 

(A) 

velhota. (linha 6) 

(B) 

pequeno. (linha 7) 

(C) 

pedacinho. (linha 12) 

(D) 

pratinha. (linha 23) 

(E) 

portinhola. (linha 29) 

 
 
Texto 2 

PADRE ANCHIETA 

 

A  história  do  Padre  José  de  Anchieta  (1534 

– 

1597), canonizado pelo Papa Francisco no Vaticano, tem 
um breve e marcante episódio na cidade de Maricá. 

Em 1584, o padre considerado Apóstolo do Brasil 

e  Fundador  Histórico  de  Maricá  realizou  a  chamada 
‘Pesca Miraculosa’ ou ‘Pesca Milagrosa’ na Lagoa de 
Maricá, mais precisamente na localidade de Araçatiba, 
junto  com  índios  nativos  da  região.  Ele  também  
realizou uma catequização. 

Na  pesca  miraculosa,  o  Padre  José  de   

Anchieta,  que  passou  a  se  chamar  São  José  do 
Anchieta  após  a  sua  canonização,  antecipava  aos 
índios  quais  peixes    eles  trariam  ao  barco  em 
determinada região da Lagoa de Maricá. 

A  pescaria  foi  tão  abundante  e  variada  que  a   

praia se abarrotou de homens, que eram poucos para a 
salga  de  tantos  peixes.  Uma  estátua  do  padre  foi 
colocada  no  local  em  1997,  quando  se  completaram   
400 anos de sua morte, porém, pouco tempo depois foi 
roubada e até hoje não se conhece o seu paradeiro. 

O  local  da  primeira  missa  realizada  por  ele    

ainda  é  lembrado,  porém,  com  muita  vegetação  e 
pouca  informação  de  que  aquele  lugar  é  histórico  no 
município.  Muitos  moradores  sequer  sabem  o 
significado  da  cruz  afixada  para  demarcar  o  local  da 
primeira missa celebrada na cidade de Maricá. 
 

Adaptado. Fonte: http://maricainfo.com/2014/04/02/marica-padre-

jose-de-anchieta-e-a-pesca-miraculosa.html  . 

Acesso em 18 jul 2018. 

 
08  

A  breve  biografia  de  Padre  Anchieta  apresenta 

como recurso de impessoalização bastante produtivo: 
 

(A) 

o  sujeito  oculto:  “...pouco  tempo  depois  foi 
roubada...” (linhas 19-20) 

(B) 

a  substituição  por  pronome:  “Ele  também 
realizou uma 

catequização.” (linhas 8-9) 

(C) 

o  emprego  de  oração  reduzida:  “...canonizado 
pelo Papa Fr

ancisco no Vaticano...” (linha 2) 

(D) 

a  voz  passiva:  “Uma  estátua  do  padre  foi 
colocada no local em 1997...

” (linhas 17-18) 

(E) 

o  uso  de  pronome  indefinido:  “...pouca 
informação  de  que  aquele  lugar  é  histórico  no 
município

.” (linhas 23-24) 

 
 
 

09  

“O local da primeira missa realizada por ele ainda 

é  lembrado,  porém,  com  muita  vegetação  e  pouca 
informação  de  que  aquele  lugar  é  histórico  no 
município

”  (linhas  21-24).  Em  relação  à  informação 

precedente, o conectivo sublinhado: 
 

(A) 

indica uma ideia alternativa. 

(B) 

apresenta uma ideia explicativa. 

(C) 

introduz uma ideia conclusiva. 

(D) 

soma uma ideia de mesma orientação discursiva. 

(E) 

anuncia uma ideia contrária à expectativa criada. 

 
 
10  

O  termo  sublinhado  em  “Muitos  moradores 

sequer  sabem  o  significado  da  cruz  afixada  para 
demarcar o local da primeira missa celebrada na cidade 
de Maricá.

” (linhas 24-26) tem valor: 

 

(A) 

adjetivo. 

(B) 

adverbial. 

(C) 

conjuntivo. 

(D) 

pronominal. 

(E) 

preposicional. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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TÓPICO: Raciocínio Lógico e Noções de Informática 
 
 
11
  

A  quantidade  de  siglas  com  quatro  letras 

distintas, formadas a partir das letras do conjunto 
{A, B, C, D, E, F}, é igual a: 
 

(A) 

360. 

(B) 

720. 

(C) 

1200. 

(D) 

1296. 

(E) 

1340. 

 
 
12  

O próximo número que completaria a sequência 

lógica 1, 4, 3, 16, 5, ..., é: 
 
(A) 

25. 

(B) 

36. 

(C) 

7. 

(D) 

49. 

(E) 

81. 

 
 
 
 
13 

Em  um  grupo  estão  reunidas  13  pessoas.  Das 

afirmações 

abaixo, 

única 

necessariamente 

verdadeira é: 
 
(A) 

pelo menos uma delas é estrangeira. 

(B) 

pelo menos duas delas são do sexo feminino. 

(C) 

pelo menos duas delas fazem aniversário no mesmo 
mês. 

(D) 

pelo menos uma delas nasceu em março. 

(E) 

pelo menos uma delas mede mais do que 1,60 m. 

 
14
  

A  negação  lógica  da  afirmação  condicional  “se 

Ana adoece, então Pedro fica triste” é: 
 
(A) 

se Ana não adoece, Pedro não fica triste. 

(B) 

se Ana adoece, então Pedro não fica triste. 

(C) 

Ana adoece ou Pedro não fica triste. 

(D) 

Ana adoece e Pedro não fica triste. 

(E) 

se Pedro fica triste, Ana adoece. 

 
 

15  

Um  grupo  de  500  estudantes  participa  de  uma 

pesquisa. 

Sabe-se 

que 

desses 

estudantes,                      

200  estudam  Física,  240  estudam  Matemática,                        
80  estudam  Matemática  e  Física.  Se  um  desses 
estudantes for sorteado, a probabilidade de que ele não 
estude Matemática e nem Física é: 
 
(A) 

14%. 

(B) 

28%. 

(C) 

36%. 

(D) 

45%. 

(E) 

50%. 
 
 

16  

Avalie  se  são  verdadeiras  (V)  ou  falsas  (F)  as 

afirmativas  a  seguir  sobre  o  sistema  operacional 
Windows 7. 
 
I  Para  acessar  pastas  compartilhadas  as  pessoas 

devem ter uma conta de usuário e uma senha. 

II  O  sistema  operacional  não  possui  um  assistente 

para configuração de rede sem fio. 

III  A conexão com a internet e o concentrador de rede 

são  elementos  opcionais  de  hardware  para 
funcionamento de uma rede ponto a ponto.  

 
As afirmativas I, II e III são, respectivamente: 
 
(A) 

V, F e V. 

(B) 

F, F e V. 

(C) 

V, F e F. 

(D) 

F, V e V. 

(E) 

V, V e V. 

 
 
17  

Suponha  que  você  digitou  COR??.*  na  caixa 

“pesquisar”  do  Windows  7.  Um  possível  resultado  da 
localização de arquivos será: 
 
(A) 

COR?BRANCO.txt. 

(B) 

CORAL.doc. 

(C) 

CONTENTE.wmf 

(D) 

COR??.bmp 

(E) 

CO*.gif. 

 
 
18  

Na  segurança  da  Informação  existe  um  tipo  de 

ataque  em  que  iscas  como  “mensagens  não 
solicitadas”  são  utilizadas  para  capturar  senhas  e 
dados  de  usuários  na  Internet.  Esse  ataque  é 
conhecido como: 
 
(A) 

spoofing. 

(B) 

hijacking. 

(C) 

engenharia social. 

(D) 

phishing. 

(E) 

cookies. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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19  

Considere a seguinte planilha no MS Excel 2016: 

 

Na planilha supracitada, as células D1, D2, D3, D4, E1, 
E2, E3 e E4 possuem, respectivamente, os  seguintes 
valores: 3, 20, 2, 4, 5, 12, 6 e 1. Ao se executar na célula 
E5 a fórmula =$D1-E2+D2, o MS Excel retornará: 
 
(A) 

1. 

(B) 

29. 

(C) 

0. 

(D) 

32. 

(E) 

11. 

 
 
20  

No  MS  Word  2016,  o  recurso  para  fazer  a 

contagem de parágrafos em um texto digitado é: 
 
(A) 

pincel de formatação. 

(B) 

ortografia e gramática. 

(C) 

contagem de palavras. 

(D) 

estrutura de tópicos. 

(E) 

referência cruzada. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Espaço reservado para rascunho 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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TÓPICO: Conhecimentos Específicos 

21 

A Idade Média Central (Séc. XII-XIV) presenciou 

uma  distribuição  fundiária  sensivelmente  diferente  da 
época  carolíngia.  Nesse  contexto  a  concentração  de 
terras: 
 
(A) 

estabiliza-se, pois apesar do aumento constante 
da 

população 

europeia, 

as 

monarquias 

mantiveram  constante  expansão  territorial  em 
busca de terras. 

(B) 

aumenta, 

em 

razão 

do 

sucesso 

desenvolvimento 

das 

cidades 

medievais, 

impulsionadas  por  um  longo  período  sem 
epidemias e pestes. 

(C) 

diminuiu,  devido  ao  aumento  demográfico 
iniciado  no  século  X,  à  criação  de  novas 
tenências  e  a  novas  técnicas  agrícolas  que 
aumentaram a produtividade. 

(D) 

aumenta, devido às invasões de povos húngaros 
e  mouros  que  diminuiriam  significativamente  o 
território correspondente à cristandade europeia. 

(E) 

diminui, graças ao hábito de senhores feudais de 
acumularem 

indefinidamente 

terras, 

pois 

significavam  aumento  do  poder  político  na 
aristocracia. 

 
 
22 

Na Idade Média a evolução dos colégios mostrou 

que,  se  no  início  o  senso  comum  aceitava  sem 
dificuldades a mistura das idades, chegou um momento 
em  que  surgiu  uma  repugnância  nesse  sentido,  de 
início a favor das crianças menores. No entanto, essa 
separação  não  se  aplicou  com  o  fito  de  distinguir  as 
crianças 

dos 

adultos 

num 

regime 

realmente          

infanto-juvenil. Desejava-se: 
 
(A) 

segmentar a sociedade  a fim de fazer com que 
os  jovens  estivessem  aptos  para  serviço  nas 
igrejas e feudos ou para as guerras e Cruzadas. 

(B) 

apenas proteger os estudantes das tentações da 
vida leiga, uma vida que muitos clérigos também 
levavam: o objetivo era proteger sua moralidade. 

(C) 

impedir  a  instrução  de  pobres  e  camponeses 
para  além  do  necessário,  por  isso  eram 
estabelecidas idades máximas para o ensino de 
cada camada social. 

(D) 

assegurar que o ensino seria melhor aproveitado 
se  houvesse  a  organização  do  conteúdo  mais 
adequado a cada uma das faixas etárias. 

(E) 

promover  ensino  que  reproduzisse  em  sala  de 
aula a organização extremamente hierarquizada 
e excludente da Idade Média. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

23 

A imagem a seguir é do holandês Albert Eckhout 

que,  no  século  XVII,  pintou  aspectos  da  vida  e 
personagens  americanos da região do atual Nordeste 
brasileiro. 
 

 

(Mulato, Eckhout, Albert, 1640) 

 
Essa obra de arte: 
 
(A) 

expressa  um  ideal  de  colonização  calvinista, 
voltada à interação comercial com as populações 
locais e não de conversão cristã. 

(B) 

apresenta  uma  preocupação  de  catalogação  e 
divulgação  das  riquezas  naturais  a  serem 
exploradas no Novo Mundo. 

(C) 

divulga  um  ideal  eurocêntrico  e  civilizacional 
porque divulga a adoção de hábitos europeus por 
nativos da América. 

(D) 

traduz as intenções holandesas de submeterem 
o  território  a  uma  dominação  sociopolítica  e 
racial. 

(E) 

mostra o olhar artístico e a técnica do autor que 
procura  interpretar  aquilo  que  observa  na 
paisagem. 

 
24 

O  escritor  Ambrósio  Fernandes  Brandão  nos 

conta  uma  transação  de  compra  e  venda  de  peças 
(lotes) de escravos no século XVII: 
 
“[...] vi na capitania de Pernambuco a certo mercador 
fazer um negócio, (...) o qual foi comprar, para pagar na 
hora,  um  lote  de  escravos  de  Guiné  (africanos)  por 
quantidade de dinheiro e logo no mesmo instante, sem 
nem mesmo ainda possuí-los, os tornou a vender a um 

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lavrador fiados por certo tempo que não chegava a um 
ano, com 

mais de 85 por cento de avanço (lucros).” 

 
O  trecho  acima  deixa  evidente  a  lucratividade  obtida 
com o tráfico de africanos, gerada pela: 
 
(A) 

ocupação  territorial  que  visava  a  promoção  de 
um  mercado  interno,  que  demandava  cada  vez 
mais mão de obra escrava africana. 

(B) 

incapacidade  dos  nativos  da  América  de  se 
adaptarem  ao  trabalho  escravo  na  lavoura  de 
cana-de-açúcar,  tornando  o  africano  a  única 
opção. 

(C) 

impossibilidade de escravização dos ameríndios 
pois,  por  conhecerem  o  território  e  estarem  em 
maior  número  e  mais  adaptados  ao  meio, 
promoviam revoltas. 

(D) 

promoção  de  um  modo  de  produção  que 
demandava  prioritariamente  a  exploração  de 
uma mão de obra dócil e pouco afeita a revoltas 
como os africanos. 

(E) 

definição  de  uma  colonização  baseada  na 
plantation,  dentro  dos  padrões  mercantilistas, 
tornando 

África 

América 

economias 

interdependentes. 

 
25 

Leia  o  que  o  cronista  colonial  Gabriel  Soares 

escreveu  em  Tratado  descritivo  do  Brasil,  de  1587,  a 
respeito da segurança militar de Salvador: 
 
“[...] porque [a cidade] pode ser socorrida por mar e por 
terra de muita gente portuguesa até a quantia de dois 
mil  homens,  de  entre  os  quais  podem  sair  dez  mil 
escravos de peleja, a saber: quatro mil pretos da Guiné 
e  seis  mil  índios  da  terra,  mui  bons  flecheiros,  que 
juntos  com  a  gente  da  cidade,  se  fará  mui  arrazoada 
exército”.  (SOUSA,  Gabriel  Soares  de.  Tratado 
descritivo do Brasil, 1587, p.140-141 [adaptado]) 
 
O trecho acima deixa evidente que: 
 
(A) 

as  ameaças  estrangeiras  eram  reais  em  um 
período de consolidação do poder luso e entre os 
escravos havia aqueles com funções e privilégios 
diferentes. 

(B) 

a  escravidão  negra  e  escravidão  indígena 
conviveram  durante  o  século  XVI  e  foram 
essenciais não só para a produção, mas para a 
manutenção do domínio da terra. 

(C) 

que  a  desproporção  entre  homens  livres  e 
escravos  obrigava  os  lusos  a  fazerem  alianças 
militares  com  os  indígenas  a  fim  de  poderem 
contar com sua força militar. 

(D) 

que  os  portugueses  seriam  capazes  de 
oferecerem  cargos  militares  a  seus  próprios 
escravos  a  fim  de  defenderem  as  lavouras  de 
cana-de-açúcar no Nordeste colonial. 

(E) 

o  caráter  doce  e  flexível  da  escravidão 
portuguesa  na  América  pois  conferia  aos 
escravos um papel central nas guerras coloniais. 

 
 
 

26 

“Os índios dessa província são inumeráveis pela 

terra  a  dentro,  de  várias  nações  e  costumes  e 
linguagem e muitos deles são como selvagens e não se 
lhes pode entender sua língua e há pouco remédio para 
sua salvação, exceto alguns inocentes ou adultos que 
se batizam in extremis e se vão para o céu. São de mui 
pouca  capacidade  natural,  se  bem  que  para  sua 
avaliação  têm  juízo  bastante  e  não  são  tão  boçais  e 
rudes como por lá se imagina”. 

(ANCHIETA, José de) 

 

Os  jesuítas  se  notabilizaram  pela  atuação  junto  aos 
nativos da América, e o diferencial desta ordem está na: 

 

(A) 

rigidez  dos  rituais  católicos  nas  missões  e 
aldeamentos, 

promovendo 

imediata 

incorporação de hábitos católicos pelos índios. 

(B) 

habilidade de superexplorar a mão de obra nativa 
sem,  no  entanto,  recorrer  à  escravidão  e  à 
custosa compra de trabalhadores. 

(C) 

capacidade de manipular um número grande de 
ameríndios,  provendo  um  grande  poder  de 
autonomia dessa Ordem religiosa. 

(D) 

percepção 

da 

humanidade 

dos 

nativos, 

incentivando 

assim 

desenvolver 

procedimentos  capazes  de  atingir  a  sua 
sensibilidade. 

(E) 

propagação 

de 

práticas 

catequéticas 

educacionais  que  asseguravam  o  sucesso  da 
Ordem na conversão dos índios. 

 

27 

A respeito das primeiras tentativas de escrita de 

uma  História  do  Brasil,  ainda  em  meados  do  século 
XIX, observa José Carlos Reis: 

 

“Era  preciso  criar  uma  ideia  do  homem  brasileiro,  de 
povo  brasileiro,  no  interior  de  um  projeto  de  nação 
brasileira.  Sobretudo,  era  preciso  perceber  a  nação 
como  diferença  e  continuidade  colonial  e  como 
continuidade da diferença colonial. Pensou-se o Brasil 
com o conceito de “raça” e a sociedade brasileira como 
u

ma mescla de raças”. 

 

Tal afirmativa está de acordo com um contexto de: 

 

I  formulação  de  teorias  científicas  europeias,  que 

permitiram  a  elaboração  de  interpretações  acerca 
do atraso do país e condição dos habitantes. 

II  apresentação  de  projetos  de  organização  nacional 

sem que, contudo, pudesse ser afastada uma visão 
pessimista acerca do presente e do futuro da nação. 

III  contribuição  das  ciências  para  a  naturalização  das 

diferenças 

socioculturais, 

estabelecendo 

correlações  rígidas  entre  as  leis  da  natureza  e  a 
sociedade. 

IV  avanço 

dos 

conhecimentos 

científicos 

que 

promoveriam  uma  releitura  da  miscigenação, 
tornando-a  positiva  por  causa  da  diversidade 
biológica. 

 
Os itens corretos são: 

 

(A) 

apenas I, II e III. 

(B) 

apenas I, II e IV. 

(C) 

apenas I, III e IV. 

(D) 

apenas II, III e IV. 

(E) 

I, II, III e IV. 

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28  

“(...) as famílias da elite, muito menos temerosas 

do  que  poderia  se  supor,  viam  umas  nas  outras, 
possíveis  aliadas  para  ‘uma  maior  participação’, 
manutenção  e  manipulação  do  poder  político.  Sendo 
muitos  dos  envolvidos  na  administração  local 
portadores  de  títulos  militares,  concluímos  pela 
existência  de  uma  relação  unívoca  entre  títulos 
honoríficos  e  militares  e  as  elites  políticas  locais,  ou 
seja,  as  principais  famílias  detinham  o  monopólio  do 
poder local, na câmara e na administração militar das 
tropas  auxiliares  e  de  ordenanças”.  (Isis  Messias  da 
Silva, Revista Vernáculo, nº 14 - 15 - 16, p. 21

–50).  

 
O trecho acima traduz: 
 
(A) 

a  enorme  dependência  das  elites  quanto  aos 
cargos  administrativos,  fazendo  com  que  uma 
aparente  autonomia  seja  na  verdade  evidência 
da submissão à Metrópole. 

(B) 

a grande autonomia das elites locais que, ao se 
apropriarem 

dos 

cargos 

administrativos, 

neutralizavam a influência da Coroa nas cidades 
da América portuguesa. 

(C) 

a necessária cooptação das elites locais através 
das  honras  e  privilégios  associados  aos  cargos 
administrativos,  evitando  revoltas  coloniais  e 
legitimando o poder da Metrópole. 

(D) 

a  incapacidade  da  Coroa  portuguesa  de 
neutralizar  a  influência  das  famílias  aristocratas 
coloniais e desenvolver o colonialismo de cunho 
mercantilista. 

(E) 

a  impossibilidade  de  se  fazer  cumprir  os 
desígnios  reais  nas  regiões  mais  afastadas  do 
império  português,  ficando  sempre  dependente 
das aristocracias locais. 

 
29 

A  Organização  Internacional  do  Trabalho  foi 

criada  pela  Conferência  da  Paz,  assinada  em 
Versalhes,  em  junho  do  ano  de  1919,  logo  após  a 
Primeira  Guerra  Mundial,  e  teve  como  vocação 
promover  a  justiça  social  e,  em  particular,  fazer 
respeitar  os  direitos  humanos  no  mundo  do  trabalho. 
Desde a sua criação, portanto, a OIT está assente no 
princípio, inscrito na sua Constituição, de que não pode 
haver  paz  universal  duradoura  sem  justiça  social.  A 
respeito da OIT, pode-se afirmar que sua criação: 
 
(A) 

representa  o  reconhecimento  dos  Estados 
ocidentais às causas operárias, gerando a partir 
desta  instituição  várias  políticas  de  bem-estar 
social. 

(B) 

ligava-se 

à 

necessidade 

de 

capital 

internacional  interferir,  conter  e  manipular  a 
massa trabalhadora por meio dessa instituição. 

(C) 

baseou-se  em  argumentos  humanitários  e 
políticos,  que  fundamentaram  a  formação  da 
justiça social no âmbito internacional do trabalho. 

(D) 

foi  resquício  de  ideologias  autoritárias  que 
pregavam a absorção das causas trabalhadoras 
pelo Estado e impedia a autonomia do proletário. 

(E) 

marcou  o  triunfo  das  lutas  internacionalistas 
iniciadas  em  finais  do  século  XIX  e  que 
pregavam 

revolução 

como 

forma 

de 

emancipação dos trabalhadores 

30 

Com  base  no  Plano  Cohen,  que  revelava 

“instruções  da  Internacional  Comunista  para  a  ação  de 
seus  agentes  no  Brasil”,  o  presidente  Getúlio  Vargas 
solicitou  imediatamente  ao  Congresso  autorização  para 
decretar  o  estado  de  guerra  pelo  prazo  de  90  dias.  A 
aprovação da medida abriu caminho para: 

 

(A) 

a  perda  de  apoio  político  e  da  governabilidade  de 
Getúlio Vargas, pois ficou logo depois provado que 
o documento era uma fraude. 

(B) 

uma transição  da  ditadura  para  a  democracia  que 
garantiu a consolidação de valores republicanos. 

(C) 

a  ascensão  do  integralismo  liderado  por  Plínio 
Salgado que apoiou fortemente a ditadura varguista. 

(D) 

o  golpe  do  Estado  Novo,  desfechado  em  10  de 
novembro de 1937, só em 1945 ficou provado que o 
plano era uma fraude. 

(E) 

a  eclosão  do  movimento  legalista  que  resultou  no 
conflito  entre  o  Estado  de  São  Paulo  e  as  tropas 
federais. 

 

31 

Em 14 de maio de 1948, um dia antes de expirar 

a autoridade britânica no seu Mandato na Palestina que 
já  se  encontrava  em  guerra  civil,  o  Estado  de  Israel 
declarou-se independente. O que se seguiu foi a: 

 

(A) 

expansão  imediata  das  fronteiras  de  Israel  que 
incorporou  arbitrariamente  as  Colinas  de  Golã  e 
Jerusalém Oriental. 

(B) 

segunda  Guerra  Árabe-Israelense,  em  que  Síria, 
Jordânia  e  Líbano  declaram  guerra  a  Israel,  mas 
Egito, Iraque e Arábia Saudita se declaram neutros. 

(C) 

Guerra  do  Yom  Kippur  em  que  o  recém-criado 
Estado  de  Israel  se  vê  invadido  de  surpresa  por 
tropas egípcias. 

(D) 

Guerra  do  Líbano,  que  reagiu  aos  ataques  e  ao 
apoio de Israel a grupo extremistas minoritários no 
país vizinho. 

(E) 

primeira  Guerra  Árabe-israelense,  em  que  Egito, 
Síria,  Iraque,  Jordânia,  Líbano  e  Arábia  Saudita 
declararam guerra a Israel. 

 

32 

“Devemos  nos  lembrar  que  a  medida  do 

progresso  daqueles  que  marcharam  há  50  anos  não 
era  simplesmente  quantos  negros  entrariam  para  o 
grupo dos milionários, era sobre se este país convidaria 
à classe média todas as pessoas dispostas a trabalhar 
duro,  a  despeito  de  raça.  Vencer  essa  batalha  e 
responder  a  esse  chamado  permanece  como  nosso 
maior assunto inacabado” (

OBAMA, Barack, 2013).

 

 

Em  1963  Martin  Luther  King  professava  seu  famoso 
discurso ao final da Marcha a Washington. As principais 
reivindicações da marcha de 1963 eram: 

 

(A) 

abolição  das  leis  segregacionistas,  liberdade 
religiosa e leis de incentivo à integração racial. 

(B) 

fim  do  apartheid  em  estados  sulistas,  fim  do 
alistamento  obrigatório  e  cotas  para  negros  em 
universidades. 

(C) 

integração racial, direito de moradia digna, pleno 
emprego, direito ao voto e educação integrada. 

(D) 

impeachment  presidencial,  integração  racial, 
igualdade salarial e direito a voto. 

(E) 

voto  obrigatório,  eleições  livres,  fim  do 
segregacionismo racial e fim da violência policial. 

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10 

 

33 

O ano de 1968 foi um dos mais importantes para 

a  Guerra  do  Vietnã  pois  em  janeiro  foi  deflagrada  a 
chamada Ofensiva do Têt sob a liderança, entre outros, 
da  Aliança  para  a  Libertação  Nacional.  A  partir  dessa 
ofensiva ficou evidente que: 
 
(A) 

o  apoio  dos  EUA  não  abreviaria  o  conflito  em 
favor do Sul. 

(B) 

o  fim  da  guerra  e  a  vitória  das  tropas  do  Norte 
estavam próximos. 

(C) 

as tropas do Sul estavam prestes a ganharem o 
conflito. 

(D) 

a intervenção dos EUA era um ponto decisivo no 
conflito. 

(E) 

resistência 

vietcong 

se 

sustentaria 

principalmente nas áreas rurais. 

 
 
 
34 

“Foi o ano que experimentamos todos os limites, 

em  que  as  moças  começaram  a  tomar  pílulas,  que 
sentamos  na  Rio  Branco,  que  formos  para  as  portas 
das  fábricas,  que  redefinimos  os  padrões  de 
comportamento”. 

(C. Telles, apud Groppo, 2005, p. 2015).

 

 
O ano de 1968 ficou conhecido pela efervescência das 
ideias por liberdade política (Leste Europeu e América 
Latina)  e  liberdade  de  costumes  (Europa  ocidental  e 
EUA).  No  entanto,  parte  desse  movimento  se  viu 
derrotado pela: 
 
(A) 

ascensão de governos socialistas autoritários e a 
devastação das drogas na geração de artistas da 
contracultura. 

(B) 

ação de repressão do Estado e a transformação 
das  artes  contraculturais  em  produtos  das 
indústrias culturais. 

(C) 

perseguição de Estados autoritários e a profusão 
de doenças como a AIDS  que  desarticularam o 
cenário artístico. 

(D) 

desvirtuação 

dos 

princípios 

políticos 

por 

lideranças  corruptas  e  o  desinteresse  pela 
contracultura nas gerações seguintes. 

(E) 

descentralização do movimento que promoveu a 
pulverização  de  reinvindicações  e  enfraqueceu 
os propósitos iniciais. 

 
 
 
35 

A  partir  da  década  de  1970  pode-se  assistir  à 

multiplicação  do  conhecimento  sobre  a  história  das 
mulheres, numa íntima associação com os movimentos 
feministas, 

ressurgidos 

nesse 

período. 

Uma 

característica desses movimentos era: 
 
(A) 

o  conteúdo  internacionalista,  voltado  à  inclusão 
de mulheres em escala global, em contraposição 
às  preocupações  anteriores,  associadas  ao 
contexto europeu e industrial. 

(B) 

o  viés  radical,  ou  seja,  voltado  à  ruptura  da 
ordem imposta pelos homens, em contraposição 
às  preocupações  anteriores,  associadas  à 
convivência pacífica entre os gêneros. 

(C) 

a orientação intelectual, voltada à formulação de 
esquemas  teóricos,  em  contraposição  às 
preocupações  anteriores,  associadas  a  ações 
revolucionárias anarquista ou sindicais. 

(D) 

o  teor  sexista,  ou  seja,  voltado  às  questões 
específicas  do  feminino,  em  contraposição  às 
preocupações  anteriores,  associadas  à  luta  por 
direitos sociais, de caráter geral. 

(E) 

a  transversalidade  social,  voltado  à  percepção 
histórica do gênero em todas as escalas sociais, 
em  contraposição  às  preocupações  anteriores, 
associadas  ao  estudo  de  mulheres  notáveis  da 
história. 

 
 
36 

Em  1988  foi  promulgada  a  atual  Constituição 

brasileira,  chamada  de  Constituição  Cidadã  pela 
atribuição  de  direitos  depois  de  um  longo  período  de 
ditadura  civil-militar.  Mas  também  foi  acusada  pelo 
então  presidente  José  Sarney  de  “tornar  o  país 
ingovernável” por causa do(a): 
 
(A) 

extrema 

regulamentação 

das 

normas 

econômicas. 

(B) 

ausência de atribuições do Estado. 

(C) 

dependência do Executivo pelo Legislativo. 

(D) 

presidencialismo 

com 

características 

parlamentaristas. 

(E) 

excesso de atribuições do Estado. 

 
 
 
37 

O Programa Nacional de Desestatização (PND), 

tinha  como  objetivos  concentrar  ações  e  recursos  do 
Estado  nas  áreas  sociais,  reduzir  a  dívida  pública, 
promover  ajuste  fiscal  e  retomada  de  investimentos 
privados  e  fortalecer  o  mercado  acionário.  Foi 
implementado: 
 
(A) 

1990, durante o governo de Fernando Collor. 

(B) 

1992, durante o governo de Itamar Franco. 

(C) 

1994,  durante  o  1°  governo  de  Fernando 
Henrique Cardoso. 

(D) 

1998,  durante  o  2°  governo  de  Fernando 
Henrique Cardoso. 

(E) 

2002, durante o 1° governo de Lula da Silva. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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11 

 

38 

Segundo  as  Diretrizes  Curriculares  Nacionais 

para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o 
Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana: 
 
“A  obrigatoriedade  de  inclusão  de  História  e  Cultura 
Afro-Brasileira  e  Africana  nos  currículos  da  Educação 
Básica  trata-se  de  decisão  política,  com  fortes 
repercussões  pedagógicas,  inclusive  na  formação  de 
professores.  Com  essa  medida,  reconhece-se  que, 
além  de  garantir  vagas  para  negros  nos  bancos 
escolares, é preciso valorizar devidamente a história e 
cultura de seu  povo, buscando reparar danos,  que se 
repetem  há  cinco  séculos,  à  sua  identidade  e  a  seus 
direitos”. (p.17) 
 
Ainda segundo esse documento a relevância do tema 
diz respeito: 
 
(A) 

ao  fato  de  que  o  povo  africano  foi  o  principal 
formador da cultura e hábitos sociais brasileiros 
e deve ser reconhecido. 

(B) 

à aplicação de políticas públicas que priorizam a 
cor de pele dos cidadãos em detrimento de uma 
igualdade social. 

(C) 

a  todos  os  brasileiros,  uma  vez  que  devem 
educar-se  enquanto  cidadãos  atuantes  no  seio 
de uma sociedade multicultural e pluriétnica. 

(D) 

à identificação da África como local privilegiado 
para  a  observação  de  povos  primitivos  que 
representam  a  ancestralidade  do  gênero 
humano. 

(E) 

ao  grande  sofrimento que  sempre  acompanhou 
os  povos  africanos  por  serem  constantemente 
subjugados por nações europeias e americanas. 

 
39  

“A  revolta  paulista,  chamada  Revolução 

Constitucionalista,  durou  três  meses  e  foi  a  mais 
importante guerra civil brasileira do século XX (…) Sua 
causa  era  praticamente  inatacável:  a  restauração  da 
legalidade,  do  g

overno constitucional.” 

(CARVALHO,  J.M. 

de, Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização 
Brasileira, p. 100). 
 

Apesar  das  características  acima,  pode-se  também 
afirmar que a Revolução Constitucionalista tinha: 
 
(A) 

sentido modernizador, pois buscava-se restaurar 
a democracia, deter o getulismo e restabelecer a 
autoridade do governo federal. 

(B) 

feições aristocráticas, pois buscava-se restringir 
a  participação  popular,  deter  a  influência 
comunista e restabelecer o governo militar. 

(C) 

espírito republicano, pois buscava-se combater a 
política de café com leite, deter as aristocracias 
estaduais e restabelecer eleições livres. 

(D) 

caráter  inovador,  pois  buscava-se  implementar 
reformas eleitorais, deter a reação conservadora 
e restabelecer o pioneirismo industrial paulista. 

(E) 

objetivos  conservadores,  pois  buscava-se  parar 
as reformas, deter o tenentismo e restabelecer o 
controle federal pelos estados. 

 
 

40 

“A  melhor  indicação  das  dificuldades  em 

estabelecer  um  sistema  nacional  de  dominação  com 
base na solução monárquica encontra-se nas rebeliões 
regenciais. (...) As revoltas podem ser divididas em dois 
grandes grupos” 

(José Murilo de Carvalho, Teatro de Sombras, 

Ed. UFRJ/Relume- Dumará, p. 230) 

 
A  opção  que  apresenta  revoltas  que  NÃO  são  do 
período regencial é: 
 
(A) 

Novembrada;  Sedição  de  Ouro  Preto  e 
Carneirada. 

(B) 

Revolta do Maneta; Revolta de Felipe dos Santos 
e Revolta de Beckman. 

(C) 

Revolta dos Malês; Balaiada e Praieira. 

(D) 

Abrilada; Insurreição do Crato e Sabinada 

(E) 

Setembrizada; Farroupilha e Crise Federalista. 

 
 
 
 
41 

No  documento  dedicado  à  Pluralidade  Cultural 

dos Parâmetros Curriculares Nacionais afirma-se: 
 
“Cidadania  é  prática,  e  a  escola  tem  meios  de 
desenvolver  essa  prática  para  trabalhar  com  o  aluno 
não só a busca e acesso à informação relativa a seus 
direitos 

e deveres, como o seu exercício”. 

 
Segundo esse mesmo documento, uma das estratégias 
para a promoção da cidadania seria a: 
 
(A) 

participação  ativa  dos  alunos  em  campanhas 
eleitorais e manifestações políticas por melhores 
condições de ensino. 

(B) 

participação  de  alunos  em  atos  cívicos,  como 
cantar  o  Hino  Nacional  e  comemorar  as  datas 
nacionais. 

(C) 

promoção de jogos e brincadeiras que reforcem 
os laços de solidariedade entre os alunos. 

(D) 

consulta  e  leitura  de  documentos  jurídicos 
nacionais 

tratados 

declarações 

internacionais em sala de aula. 

(E) 

identificação e promoção de líderes que possam 
futuramente contribuir com a sociedade em favor 
de melhorias sociais. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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12 

 

42 

“A  construção  discursiva  remete,  portanto, 

necessariamente,  às  posições  e  às  propriedades 
sociais  objetivas,  exteriores  ao  discurso,  que 
caracterizam  os  diferentes  grupos,  ou  classes  sociais 
que constituem o mundo social” 

(CHARTIER, Roger. Estudos 

Históricos, 1[13], 1994, p.106.)

 

 
No trecho acima, Chartier está fazendo um contraponto 
a concepções conhecidas como: 
 
(A) 

pós-modernas, ancoradas na teoria literária e na 
antropologia. 

(B) 

micro-história, ancoradas na teoria sociológica e 
minimalista. 

(C) 

marxistas,  ancoradas  na  análise  na  evolução 
dialética da história. 

(D) 

estruturalistas, ancoradas na análise quantitativa 
de fontes. 

(E) 

deterministas,  ancoradas  na  teleologia  e  nas 
ideias filosóficas. 

 
 
43
 

Em  relação  ao  movimento  abolicionista  a 

historiadora Angela Alonso afirma: 
“O modo de inserir o ex-cativo na sociedade nacional 
se  bifurcava,  então,  em  programas  diferentes.  Um 
visava à sua conversão em cidadão de uma sociedade 
liberal e capitalista com direitos  civis e políticos, e em 
pequeno  proprietário  no  campo  (...).  Outro  futuro  lhe 
acenava com direitos sociais e o convertia em proletário 
urbano  da  sociedade  industrial  que  se  anunciava”. 

(ALONSO, Angela. Flores, votos e balas. Cia das Letras, 2015, p.363) 

 
O  desacordo  entre  abolicionistas  só  não  existia  em 
relação: 
 
(A) 

à política de igualdade de condições sociais, pois 
nunca  cogitaram  uma  ordem  em  que  a 
população  negra  ascendesse  socialmente  por 
seus próprios esforços. 

(B) 

ao  pagamento  de  indenização  ao  ex-escravo, 
pois  nunca  cogitaram  deixar  os  proprietários 
escravistas impunes pelo passado. 

(C) 

ao programa voluntário de retorno à África, pois 
nunca  cogitaram  deixar  de  lado  as  origens  da 
população escrava. 

(D) 

ao  livre  arbítrio  do  ex-escravo,  pois  nunca 
cogitaram  uma  tutela  excessiva  do  Estado  em 
relação ao negro liberto. 

(E) 

à educação e a tutela ao ex-escravo, pois nunca 
cogitaram deixá-los gerentes do próprio futuro. 

 
44
 

“As  primeiras  vítimas  da  Revolução  Francesa 

foram  os  coelhos.  Pelotões  armado  de  paus  e  foices 
saíam  à  cata  de  coelhos  e  colocavam  armadilhas  em 
desafio  às  leis  de  caça.  Mas  os  ataques  mais 
espetaculares  foram  contra  os  pombais,  castelos  em 
miniatura; dali partiam verdadeiras esquadrilhas contra 
os  grãos  dos  camponeses,  voltando  em  absoluta 
segurança  para  suas  fortalezas  senhoriais.  Os 
camponeses não estavam dispostos a deixar que sua 
safra  se  transformasse  em  alimento  para  coelhos  e 
pombos  e  afirmavam  ser  a  ‘vontade  geral  da  nação’  
que  a caça fosse destruída”. 

(Adaptado  de  Simon  Schama, 

Cidadãos:  uma  crônica  da  Revolução  Francesa.  São  Paulo: 
Companhia das Letras, 1989, p. 271-272.) 

 
A  partir  do  trecho  acima  pode-se  concluir  que  no 
contexto da Revolução de 1789: 
 
(A) 

matar  coelhos  e  pombos  era  uma  medida  de 
desespero que traduzia a situação de pobreza da 
população francesa. 

(B) 

a  matança  de  animais  por  camponeses 
demonstra  o  quanto  os  camponeses  estavam 
distantes  dos  ideais  iluministas  dos  líderes 
revolucionários. 

(C) 

matar  animais  de  caça  cumpria  uma  função 
simbólica,  pois,  derrotava-se  privilégios  e 
celebrava-se a liberdade. 

(D) 

o  extermínio  de  caça  foi  uma  ação  estratégica, 
desencadeada  como  meio  de  impedir  o 
entretenimento nobre. 

(E) 

a perseguição aos animais de caça simbolizou a 
posse  dos  camponeses  de  terras  que  eram  da 
nobreza. 
 

45 

“Para se formar cidadãos conscientes e críticos 

da realidade em que estão inseridos, é necessário fazer 
escolhas  pedagógicas  pelas  quais  o  estudante  possa 
conhecer as problemáticas e os anseios individuais, de 
classes  e  de  grupos 

–  local,  regional,  nacional  e 

internacional 

– que projetam a cidadania como prática 

e  ideal;  distinguir  as  diferenças  do  significado  de 
cidadania para vários povos; e conhecer conceituações 
históricas  delineadas  por  estudiosos  do  tema  em 
diferentes épocas”. 
 
Os  Parâmetros  Curriculares  Nacionais  deixam  a 
entender que cidadania: 
 
(A) 

é um conceito indefinido e por isso depende das 
escolhas  do  professor,  sobretudo  de  História, 
para desenvolvê-lo no aluno. 

(B) 

não é um conceito portador de algo essencial, ou 
seja,  para  definir  o  significado  é  preciso  refletir 
sua dimensão histórica. 

(C) 

é  um  conceito  essencial  para  a  vida  em 
sociedade,  mas  que  não  depende  do  ensino 
escolar para ser difundido entre os alunos. 

(D) 

não é um conceito voltado à acomodação acrítica 
do  cidadão,  serve  para  propagar  a  permanente 
luta de classes. 

(E) 

não  é  conceito  ligado  à  visão  crítica  da 
sociedade, 

serve 

para 

conscientizar 

necessidade histórica de seguir as leis e normas 
vigentes. 

 
46 

A  chamada  Escola  dos  Annales  é  um 

movimento historiográfico do século XX que se constitui 
em  torno  do  periódico  acadêmico  francês  Annales 
d'histoire  économique  et  sociale
,  tendo  se  destacado 
por incorporar métodos das Ciências Sociais à História. 
Fundada  por  Lucien  Febvre  e  Marc  Bloch  em  1929, 
propunha-se  a  ir  além  da  visão  positivista  da  história 
como crônica de acontecimentos, substituindo o tempo 
breve da história dos acontecimentos pelos processos 

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13 

 

de longa duração, com o objetivo de tornar inteligíveis 
a civilização e as mentalidades. 
 
Entre  as  obras  de  maior  destaque  daqueles  que 
compuseram o movimento dos Annales, encontram-se: 
 
(A) 

A Cidade Antiga de Fustel de Coulanges, sobre 
a  sociedade  grega  e  O  Processo  Civilizador  de 
Norbert Elias. 

(B) 

Queijos  e  Vermes  de  Carlo  Guinzburg,  da 
primeira geração do Annales, e O Livro Negro do 
Colonialismo, de Marc Ferro. 

(C) 

Cidadãos de Simon Schama, sobre a Revolução 
Francesa e História Econômica e Social de Henri 
Pirenne. 

(D) 

Os Reis Taumaturgos de Marc Bloch, publicado 
antes da fundação da revista, e o O Mediterrâneo 
de Fernand Braudel. 

(E) 

O  Mundo  de  Ponta-cabeça  de  Cristopher  Hill, 
sobre a Revolução Inglesa e A História do Novo 
Mundo de Serge Gruzinski. 

 
 
47 

Há  pelo  menos  duas  histórias:  a  da  memória 

coletiva  e  a  dos  historiadores.  A  primeira  é 
essencialmente  mítica,  deformada,  anacrônica,  mas 
constitui o vivido desta relação nunca acabada entre o 
presente  e  o  passado.  É  desejável  que  a  informação 
histórica,  fornecida  pelos  historiadores  de  ofício, 
vulgarizada pela escola (ou pelo menos deveria sê-lo) 
e os massmedia [meios de comunicação social], corrija 
esta história tradicional falseada. 

(Jacques Le Goff. História 

e Memória, p. 29. Adaptado) 

 
Interpretando-se o trecho acima, pode-se afirmar que a 
história: 
 
(A) 

deve ser vulgarizada pela escola para ser a fonte da 
memória. 

(B) 

a  exemplo  da  memória,  deve  tornar-se  cada  vez 
mais popular. 

(C) 

deve esclarecer a memória e ajudá-la a retificar os 
seus erros. 

(D) 

é superior à memória porque é capaz de corrigi-la. 

(E) 

é a mãe da memória e são sempre interligadas. 

 
 
48 

Atualmente  estudos  sobre  negros,  índios, 

populações  migrantes  e  relações  de  contrato  entre 
grupos  mais  variados  ganham  novas  dimensões 
quando 

analisados 

à 

luz 

de 

abordagens 

interdisciplinares da História e da Antropologia. Esses 
estudos 

contribuem 

para 

um 

dos 

elementos 

fundamentais  para  os  atuais  Parâmetros  Curriculares 
Nacionais, ou seja: 
 
(A) 

a  identidade  associada  à  ideia  de  pluralidade 
cultural  e  o  estudo  de  sujeitos  anteriormente 
negligenciados em nossa historiografia. 

(B) 

o  entendimento  de  uma  sociedade  brasileira 
racialmente  dividida,  fruto  da  exploração  de 
americanos e africanos por europeus. 

(C) 

o desenvolvimento de sentimento de orgulho de 
pertencimento a um determinado grupo, etnia ou 
classe social. 

(D) 

a  percepção  interdisciplinar  de  conceitos 
históricos com a análise de um mesmo tema por 
diferentes abordagens. 

(E) 

a ética como instrumento primordial das relações 
entre  os  indivíduos  com  necessidades  e 
características diferentes. 

 
 
49 

Varnhagen  no  século  XIX  afirmava  em  relação 

aos indígenas que “povos na infância, não há história: 
há só etnografia.” 

(História Geral do Brasil 1962 [1854], v1, p.42).

  
 

Tal  concepção  está  ligada  a  uma  historiografia 
tradicional que representava a relação de contato entre 
índios e a sociedade Ocidental como: 
 
(A) 

alta  dependência  de  europeus,  pois  sem  os 
nativos não haveria a possiblidade de conquistar 
e manter o domínio colonial. 

(B) 

inusitada  amizade  construída  na  integração 
entre esses povos, mas que gerava a perda das 
características fundamentais dos indígenas. 

(C) 

grande 

incapacidade 

dos 

povos 

de 

se 

compreenderem e se adaptarem um aos outros, 
levando à guerra e extinção dos nativos. 

(D) 

estéril,  pois  foi  incapaz  de  modificar  ou 
ressignificar  os  modos  de  pensar  de  ocidentais 
e, principalmente, dos ameríndios. 

(E) 

simples  dominação  imposta  aos  índios,  que  se 
submetiam  passivamente  a  um  processo  de 
perdas culturais até a sua extinção. 

 
 
50 

A  ideia  veiculada  na  escola  de  um  Brasil  sem 

diferenças, formado originalmente pelas três raças 

– o 

índio, o branco e o negro 

– que se dissolveram dando 

origem  ao  brasileiro,  também  tem  sido  difundida  nos 
livros didáticos, neutralizando as diferenças culturais e, 
às vezes, subordinando uma cultura à outra. 

(PCN, temas 

transversais, p.126.)

 

 
Tal  concepção,  que  pretende  ser  combatida  pelos 
atuais 

Parâmetros 

Curriculares 

Nacionais, 

era 

responsável por: 
 
(A) 

constranger  as  tentativas  de  estudos  que 
conjugassem as várias experiências étnico-culturais 
na formação do Brasil. 

(B) 

propagar o mito de democracia racial em que o 
convívio  seria  harmônico,  mas,  igualando  a 
importância  das  contribuições  culturais  de  cada 
um. 

(C) 

adiar a escrita de uma história verdadeiramente 
brasileira e popular, pois não estariam de acordo 
com os valores aristocráticos. 

(D) 

construir  uma  narrativa  conflituosa  da  relação 
entre  as  raças  no  Brasil,  resultado  de  tensões, 
conflitos e negociações. 

(E) 

divulgar  uma  concepção  de  cultura  uniforme, 
depreciando  as  diversas  contribuições  que 
compuseram e compõem a identidade nacional. 

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PROVA DISSERTATIVA 

Após  a  leitura  dos  trechos  que  seguem,  produza  um  texto  dissertativo-argumentativo,  conforme  a 
orientação apresentada. 

 

“A BNCC (Base Curricular Comum Curricular) afirma, de maneira explícita, o seu compromisso com a educação 
integral. Reconhece, assim, que a Educação Básica deve visar à formação e ao desenvolvimento humano global, o 
que  implica  compreender  a  complexidade  e  a  não  linearidade  desse  desenvolvimento,  rompendo  com  visões 
reducionistas que privilegiam ou a dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva. Significa, ainda, assumir 
uma  visão  plural,  singular  e  integral  da  criança,  do  adolescente,  do  jovem  e  do  adulto 

–  considerando-os  como 

sujeitos  de  aprendizagem 

–  e  promover  uma  educação  voltada  ao  seu  acolhimento,  reconhecimento  e 

desenvolvimento pleno, nas suas singularidades e diversidades.  

Além  disso,  a  escola,  como  espaço  de  aprendizagem  e  de  democracia  inclusiva,  deve  se  fortalecer  na  prática 
coercitiva de não discriminação, não preconceito e respeito às diferenças e diversidades. Independentemente da 
duração da jornada escolar, o conceito de educação integral com o qual a BNCC está comprometida se refere à 
construção intencional de processos educativos que promovam aprendizagens sintonizadas com as necessidades, 
as possibilidades e os interesses dos estudantes e, também, com os desafios da sociedade contemporânea. Isso 
supõe considerar as diferentes infâncias e juventudes, as diversas culturas juvenis e seu potencial de criar novas 
formas de existir. 

Independentemente  da  duração  da  jornada  escolar,  o  conceito  de  educação  integral  com  o  qual  a  BNCC  está 
comprometida  se  refere  à  construção  intencional  de  processos  educativos  que  promovam  aprendizagens 
sintonizadas com as necessidades, as possibilidades e os interesses dos estudantes e, também, com os desafios 
da  sociedade  contemporânea.  Isso  supõe  considerar  as  diferentes  infâncias  e  juventudes,  as  diversas  culturas 
juvenis e seu potencial de criar novas formas de existir.”
  

(Fonte: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/#introducao#os-fundamentos-pedagogicos-da-bncc) 

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Educadores de Maricá participam de seminário de Educação em Tempo Integral 

Repensar a modalidade do ensino oferecido nas escolas foi uma das propostas do 2º Seminário de Educação em 
Tempo  Integral,  realizado  na  manhã  desta  quinta-feira  (...).  Miguel  Arroyo,  foi  um  dos  palestrantes  do  encontro, 
direcionado  para  diretores,  orientadores  pedagógicos  e  educacionais  das  62  unidades  municipais  de  Maricá.  O 
seminário faz parte do Programa Municipal de Escolas de Tempo Integral (Prometi). 

A Secretária de Educação (...) disse: “Nossa missão é humanizar e pensar para além das grades da escola. Temos 
que nos preocupar com a formação plena dos educandos, sobretudo daqueles que a sociedade trata de maneira 
tão injust

a, respeitando sempre a individualidade de cada um”, ressaltou a secretária. 

Para o sociólogo Miguel Arroyo, a função da pedagogia e da educação, desde Sócrates, é acompanhar a formação 
do ser humano em sua totalidade e garantir aos alunos o direito à huma

nidade. “Estamos em um momento em que 

a  escola  tem  que  pensar  radicalmente  sobre  que  infância  e  que  adolescência  estão  chegando  a  ela.  Quantas 
crianças  chegam  ameaçadas  de  morte?  Com  problemas  familiares?  Vivendo  no  limite  da  sobrevivência?”.  Para 
Arroyo, 

educação integral não significa estender o tempo de permanência do aluno na escola. “A educação deve 

ser plena, integral e integrada e tem que garantir os direitos dos alunos enquanto sujeitos. Se queremos construir 
uma educação integral temos que ter como referência a vida integral do aluno como um todo. E isso não se aprende 
em  livros  ou  nas  faculdades  e  sim  no  convívio  direto  com  o  educando.  A  educação  se  faz  na  interação  entre 
professores e professores, alunos e alunos, e professores e estudantes”, destacou o professor. (...) 

A gerente de Educação Integral em Tempo Integral (...) ressaltou que, desde 2009, a prefeitura investe em escola 
de  tempo  integral,  totalizando,  até  o  momento,  em  20  unidades,  com  a  previsão  de  mais  duas  escolas  da  rede 
municipal ampliarem o atendimento at

é o fim desse ano. “Estamos caminhando na questão da educação integral e 

por  isso é fundamental a discussão desse tema. Nossa meta é sempre buscar  a humanização  da escola  e uma 

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coseac-2018-prefeitura-de-marica-rj-docente-i-historia-prova.pdf-html.html

 

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integração com a comunidade escolar como um todo. Nosso desafio é descobrir como transformar essa escola de 
modo a atender o ser humano e as diretrizes curriculares exigidas pelo Ministério da Educação”, disse.  

(Fonte: https://www.marica.rj.gov.br/2018/06/28/educadores-de-marica-participam-de-seminario-de-educacao-em-tempo-integral/) 

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Para você, Profissional da Educação, quais as relações entre o trecho da BNCC e a iniciativa da Prefeitura 
de Maricá, conforme relata a reportagem?  

Complemente  o  seu  texto  sugerindo  outras  ações  que  a  Prefeitura  de  Maricá  e  a  Secretaria Municipal de 
Educação podem implementar, para a viabilização das propostas do MEC. 

  No desenvolvimento da questão proposta, utilize os conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação, 

além de seu conhecimento sobre a BNCC. 

  Seu texto deve ser escrito seguindo os padrões do tipo dissertativo, e redigido na modalidade padrão da 

Língua Portuguesa.  

  O texto deve ter entre 25 e 30 linhas.  
  Seu texto não deve conter fragmentos dos textos motivadores. 

 

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