Prova Concurso - Engenharia - ENGENHEIRO-DE-SEGURANCA-DO-TRABALHO-01 - FCC - SABESP - 2018

Prova - Engenharia - ENGENHEIRO-DE-SEGURANCA-DO-TRABALHO-01 - FCC - SABESP - 2018

Detalhes

Profissão: Engenharia
Cargo: ENGENHEIRO-DE-SEGURANCA-DO-TRABALHO-01
Órgão: SABESP
Banca: FCC
Ano: 2018
Nível: Superior

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Prova

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ASSINATURA DO CANDIDATO

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o

Nome do Candidato

Maio/2018

Engenheiro de Segurança do Trabalho 01

Concurso Público para preenchimento de vagas

COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO
DO ESTADO DE SÃO PAULO

P R O V A

INSTRUÇÕES

VOCÊ DEVE

ATENÇÃO

- Verifique se este caderno:

- corresponde a sua opção de cargo.

- contém 50 questões, numeradas de 1 a 50.

Caso contrário, solicite imediatamente ao fiscal da sala a substituição do caderno.

Não serão aceitas reclamações posteriores.

- Para cada questão existe apenas UMA resposta certa.

- Leia cuidadosamente cada uma das questões e escolha a resposta certa.

- Essa resposta deve ser marcada na FOLHA DE RESPOSTAS que você recebeu.

- Procurar, na FOLHA DE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo.

- Verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que você escolheu.

- Marcar essa letra na FOLHA DE RESPOSTAS, conforme o exemplo:

-

- Marque apenas uma letra para cada questão. Será anulada a questão em que mais de uma letra estiver assinalada.

- Responda a todas as questões.

- Não será permitida qualquer espécie de consulta ou comunicação entre os candidatos, nem a utilização de livros, códi-

gos, manuais, impressos ou quaisquer anotações.

- A duração da prova é de 3 horas para responder a todas as questões objetivas e preencher a Folha de Respostas.

- Ao término da prova, chame o fiscal da sala e devolva todo o material recebido.

- É proibida a divulgação ou impressão parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados.

Marque as respostas com caneta esferográfica de material transparente de tinta preta ou azul. Não será permitida a

utilização de lápis, lapiseira, marca-texto, borracha ou líquido corretor de texto durante a realização da prova.

N do Caderno

o

N de Inscrição

o

ASSINATURA DO CANDIDATO

N do Documento

o

Nome do Candidato

Colégio

Sala

Ordem

Conhecimentos Básicos

Conhecimentos Específicos

A

C D E

Caderno de Prova ’20’, Tipo 001

MODELO

0000000000000000

TIPO−001

00001

0001

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SABES-Conhec.Básicos

2

 

 

CONHECIMENTOS BÁSICOS 

 

Língua Portuguesa 

 
Atenção:  Leia o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 10. 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 
 
 

 

 

 

 

 

O último livro de Achille Mbembe intitula-se Crítica da Razão Negra. Como define “razão negra”? O que 

chamamos de “Negro” é uma invenção do capitalismo à época em que esse sistema econômico e essa forma de exploração da 

natureza e dos seres humanos foi posta em prática à beira do Oceano Atlântico, no século 

XV

. Neste contexto, “Negro” é a 

definição de uma humanidade que se presume não ser só uma, ou, sendo apenas uma, não pode ser nada mais do que uma 
coisa, um objeto, uma mercadoria. A “razão negra” reflete o conjunto de discursos que afirmam quem é este homem-objeto, 
homem-mercadoria, homem-coisa, como deve ser tratado, governado, em que condições se deve pô-lo a trabalhar e como 
tirar proveito dele. Depois, a “razão negra” designa a retomada do discurso daqueles que foram “catalogados” (Africanos, 

Antilhanos, Afro-Americanos, Afro-Caribenhos) e que devolvem e endossam essa responsabilidade aos responsáveis por este 
“fabrico”, buscando a reafirmação da sua humanidade plena e inteira. Logo após o 11 de Setembro, o mundo entrou numa fase 
muito particular, a que poderíamos chamar de estado de “exceção”. 
 

Está hoje presente, segundo defende, uma espécie de “racismo sem raça” que mobiliza a religião e a cultura no 

quadro da luta contra o terrorismo. Pode aprofundar esta questão? Depois do 11 de Setembro, o mundo entrou num 
momento muito específico, que pode ser chamado de “estado de sítio”: uma série de garantias jurídicas fundamentais que 
permitiam assegurar a nossa segurança e a nossa liberdade foi posta em causa, de forma explícita ou indireta. A exceção 
tornou-se norma. A detenção de pessoas que supõem tratar-se de inimigos vulgarizou-se, as prisões sem julgamento 
também, a tortura com o objetivo de extrair à força informações e a submissão das populações de todo o mundo a sistemas de 
vigilância sem contrapontos legais tornaram-se comuns. Tudo isso resulta numa “re-balcanização” do mundo sobre um fundo 
de duas formas obscuras de desejo que afligem as sociedades contemporâneas: o 
apartheid (cada um quer viver apenas com 
os seus) e o sonho, funesto no meu ponto de vista, de uma comunidade sem estrangeiros. 
 

O presidente francês, François Hollande ensaiou a ideia de retirar a palavra “raça” da constituição francesa para 

lutar contra o racismo. Como encara esta atitude? Absolutamente inacreditável! Porque isso pressupõe que se nos 

confrontamos com um problema, basta eliminar o vocábulo que o define. Se os países africanos suprimirem a palavra 
“pobreza”, ela desaparece? Há qualquer coisa de estranho neste tipo de raciocínio. Creio que o presidente faria melhor se 
refletisse sobre as novas formas de racismo em França e buscasse métodos para as combater. 
 

O que pensa dos que denunciam um aumento do racismo antibranco? (Risos) Não devemos brincar. Não quero 

dizer que os não brancos não são capazes de atitudes racistas. Porém, o racismo tal como se desenvolveu no mundo moderno, 
implica a existência de mecanismos institucionais coercivos na atribuição de uma identidade. Neste momento, na correlação de 
forças mundial, desculpe, mas o mundo africano em particular não dispõe de recursos suscetíveis de estigmatizar pessoas de 
origem europeia.
 

(Adaptado de: Entrevista de Achille Mbembe a Séverine Kodjo-Grandvaux. Trad. de C.F., Novo Jornal, 17 jan. 2014, p. 7)

 

 
 
1. 

De acordo com o texto, o título do livro Crítica da Razão Negra refere-se a 
 
(A)  uma série de objeções às políticas identitárias, que, ao tentar reverter a lógica escravocrata do período colonial, terminam 

por reafirmá-la em um conjunto de identidades minoritárias, exemplificado por noções como “afro-americano” e “afro-cari-
benho”. 

 
(B)  um conjunto de críticas, seja aos regimes escravocratas, seja ao posterior capitalismo, que se apropria de diferentes 

noções de raça para forjar uma compreensão do negro como mercadoria. 

 
(C)  uma crítica, seja ao modo como uma lógica escravocrata operou a coisificação do negro, seja à suposta retomada de sua 

autonomia enquanto ser humano, apropriando-se da imagem de raça que o regime capitalista forjou. 

 
(D)  momentos históricos distintos: o primeiro relacionado à desumanização do negro, que passa a ser visto como mercadoria; 

o segundo, à reafirmação da humanidade por parte dos que foram objetificados. 

 
(E)  períodos conflitantes do processo escravocrata: seja seu início, com o capitalismo, que fabrica as noções de raça e cor, 

seja no presente, em que tais noções são esvaziadas de sentido, a ponto de cogitarem-se ações contra o racismo reverso.

Caderno de Prova ’20’, Tipo 001

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SABES-Conhec.Básicos

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2. 

No contexto, com a frase o racismo tal como se desenvolveu no mundo moderno, implica a existência de mecanismos 
institucionais coercivos na atribuição de uma identidade
 (último parágrafo), o entrevistado chama atenção para 

 

(A)  o fato de o racismo estar ligado a relações de força institucionalizadas responsáveis por sua conformação, e não por atos 

de indivíduos isolados. 

 

(B)  a caracterização do racismo como um somatório de atitudes individuais, a ponto de, em determinado momento, existir a 

possibilidade, por exemplo, de racismo contra brancos. 

 

(C)  a possibilidade de coexistência de dois racismos, seja o institucional, contra negros, seja o que ocorre em manifestações 

isoladas, contra estrangeiros. 

 

(D)  o complexo modo de operar das instituições que fizeram uso econômico do racismo e que agora prescindem da distinção 

entre brancos e negros para fomentar o capital. 

 

(E)  o fato de que o mundo moderno criou uma engrenagem intrincada a fim de dissimular o racismo, a ponto de atribuir a 

indivíduos isolados uma prática, em verdade, estrutural. 

 

 

3. 

Quanto ao uso do hífen no texto, é correto afirmar que:  

 

(A)  no termo “re-balcanização” (2

o

 parágrafo), embora contrário às regras vigentes, o hífen presta-se a conferir relevo e a 

indicar que o substantivo foi cunhado por Achille Mbembe. 

 

(B)  na composição de termos que indicam origem, como em “Afro-Americano” (1

o

 parágrafo), o hífen atribui maior importância 

ao que inicia o vocábulo, a ponto de indicar, no contexto, uma identidade valorizada pelo entrevistado. 

 

(C)  na composição de dois substantivos como “homem-mercadoria” (1

o

 parágrafo) forma-se um termo de significado novo, de 

modo a indicar, neste caso, a depreciação do homem a ponto de ser comercializado. 

 

(D)  na justaposição, como ocorre em “homem-coisa” (1

o

 parágrafo), o hífen tem a função de hierarquizar os termos compo-

nentes, variando em número, por regra, apenas o primeiro: “homens-coisa”. 

 

(E)  na justaposição de termos, como ocorre em “Afro-Caribenho”, ainda que o hífen tenha servido para ressaltar um atributo 

dual, trata-se de equívoco, uma vez que a norma vigente exclui o hífen quando não ocorre encontro de duas vogais se-
melhantes. 

 

 

4. 

As frases abaixo referem-se à pontuação do texto. 

 

 

I

. Em 

Porque isso pressupõe que se nos confrontamos (3

o

 parágrafo), caso se acrescente uma vírgula imediatamente após 

“que”, isola-se corretamente uma oração intercalada. 

 

 

II

. Em 

“estado de sítio”: uma série de garantias (2

o

 parágrafo), os dois-pontos podem ser substituídos por vírgula seguida de 

“pois”, já que se segue uma explicação. 

 

 

III

. Em 

Não quero dizer que os não brancos (último parágrafo), pode-se substituir “que” por dois-pontos mantendo-se o 

sentido e a correção. 

 

 

Está correto o que consta em 

 

(A) 

I

 e 

II

, apenas. 

(B) 

II

 e 

III

, apenas. 

(C) 

I

, apenas. 

(D) 

III

, apenas 

(E) 

I

II

 e 

III

 

 

5. 

que se presume não ser só uma (1

o

 parágrafo) 

 

que devolvem e endossam essa responsabilidade (1

o

 parágrafo)  

 

que o define (3

o

 parágrafo) 

 

 

Os pronomes sublinhados acima referem-se respectivamente a: 

 

(A) humanidade 

− responsáveis − vocábulo 

(B) definição 

− daqueles 

− vocábulo 

(C) definição 

− responsáveis − problema 

(D) humanidade 

− daqueles 

− problema 

(E) humanidade 

− daqueles 

− vocábulo 

 

 

6. 

Recupera o sentido da expressão recursos suscetíveis de estigmatizar (último parágrafo) o que está em 

 

(A)  condições capazes de estratificar 
(B)  meios capazes de vilipendiar 
(C) maneiras 

de 

sobrepor-se 

(D)  riquezas passíveis de comprometer 
(E)  ensejos aptos a macular 

Caderno de Prova ’20’, Tipo 001

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7. 

Mantendo-se o sentido, uma nova redação ao segmento A detenção de pessoas que supõem tratar-se de inimigos vulgarizou-se 
(2

o

 parágrafo), adequada às normas gramaticais, encontra-se em 

 

(A)  A detenção de pessoas que se tratam de inimigos passou a ser contumaz. 
(B)  Tornou-se comum a detenção de pessoas que se supõe serem inimigos. 
(C)  Prender pessoas supostamente tratadas como inimigos tornou-se vulgar. 
(D)  Pessoas que se consideram inimigos passaram a ser detidas vulgarmente. 
(E)  Tornou-se supostamente corriqueiro deterem-se pessoas que se tratam de inimigos. 

 

 

8. Em 

Há  qualquer coisa de estranho neste tipo de raciocínio (3

o

 parágrafo), o segmento em destaque tem função sintática 

equivalente ao que se encontra sublinhado em: 

 

(A)  sendo apenas uma, não pode ser nada mais do que uma coisa 
(B)  a retomada do discurso daqueles que foram “catalogados” 
(C)  garantias jurídicas fundamentais que permitiam assegurar  
(D)  o conjunto de discursos que afirmam quem é este homem-objeto 
(E)  Creio que o presidente faria melhor 

 

 

9. Em 

Se os países africanos suprimirem a palavra “pobreza”, ela desaparece?, mantêm-se a adequada correlação entre os 

verbos substituindo-os respectivamente por: 

 

(A) tenham 

suprimido 

− desaparecera 

(B) suprimam 

− desapareça 

(C)  tem suprimido  

− tinha 

desaparecido 

(D) teriam 

suprimido 

−  há de desaparecer  

(E) suprimissem 

− desapareceria 

 

 

10.  Mantendo-se a correção e, em linhas gerais, o sentido, nos segmentos ... sendo apenas uma... e ... buscando a reafirmação da 

sua humanidade... (1

o

 parágrafo), os verbos sublinhados podem ser corretamente substituídos por: 

 

(A)  uma vez que é 

− que 

busquem 

(B)  desde que seja 

− conforme 

se 

busque 

(C) enquanto 

é 

−  contanto que se busque 

(D) enquanto 

é 

−  de maneira a buscar  

(E)  desde que seja 

− caso 

busquem 

 

 

Atenção:  Leia o texto abaixo para responder às questões de números 11 a 13. 

 

 

O que há de mais evidente nas atitudes dos brasileiros diante do “preconceito de cor” é a tendência a considerá-lo como algo 

ultrajante (para quem o sofre) e degradante (para quem o pratique).  

Contudo, na situação imperante nos últimos 40 anos (de 1927 até hoje), tem prevalecido uma considerável ambiguidade 

axiológica. Os valores vinculados à ordem social tradicionalista são antes condenados no plano ideal que repelidos no plano da ação 
concreta e direta. Daí uma confusa combinação de atitudes e verbalizações ideais que nada têm a ver com as disposições efetivas de 
atuação social. Tudo se passa como se o “branco” assumisse maior consciência parcial de sua responsabilidade na degradação do 
“negro” e do “mulato” como pessoa mas, ao mesmo tempo, encontrasse sérias dificuldades em vencer-se a si próprio. 

O lado curioso dessa ambígua situação de transição aparece na saída espontânea que se deu a esse drama de consciência. 

Sem nenhuma espécie de farisaísmo consciente, tende-se a uma acomodação contraditória. O “preconceito de cor” é condenado 
sem reservas, como se constituísse um mal em si mesmo, mais degradante para quem o pratique do que para quem seja sua vítima. 
A liberdade de preservar os antigos ajustamentos discriminatórios e preconceituosos, porém, é tida como intocável, desde que se 
mantenha o decoro e suas manifestações possam ser encobertas ou dissimuladas. 

Do ponto de vista e em termos de posição sociocultural do “branco”, o que ganha o centro do palco não é o “preconceito de 

cor”, mas uma realidade moral reativa, que bem poderia ser designada como o “preconceito de não ter preconceito”. 

 

(Adaptado de: FLORESTAN, Fernandes. O Negro no Mundo dos Brancos. São Paulo: Difel, 1972, pp. 23-25) 

  

11.  De acordo com o texto, 

 

(A)  em decorrência de uma dubiedade no plano dos valores, que separa o plano da efetividade de um outro plano, o ideal, o pre-

conceito racial no Brasil ganha uma roupagem dissimulada, o que o autor chama de “preconceito de não ter preconceito”. 

 

(B)  o fato de se manter, no Brasil, a liberdade no plano das ideias, fez com que não se chegasse a extremos, como em outros 

países, e o “preconceito de cor”, como é referido pelo autor, não se tornasse efetivo, mas sim permanecesse encoberto. 

 

(C)  o desdobramento de uma oposição – o caráter ultrajante da ação sofrida e o caráter degradante da ação praticada – 

confere ao Brasil uma posição singular em relação ao “preconceito de cor”, que é mais sentido do que manifestado, uma 
vez que em nenhum momento deixa de ser condenado de modo irrestrito. 

 

(D)  o branco, ao tornar-se mais consciente de sua realidade social, passa a condenar as atitudes racistas, em consonância 

com seu pensamento, com a liberdade e o decoro sociais, ainda que se esteja longe de resolver o problema da 
discriminação no Brasil. 

 

(E)  a herança colonial caracterizou um regime social, no Brasil, que se acomodou ao racismo, a ponto de apenas no fim da 

década de 1960, quando é escrito o texto, medidas resolutivas serem postas em prática, deixando o plano ideal e ga-
nhando efetividade. 

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SABES-Conhec.Básicos

2

 

12.  Os valores vinculados à ordem social tradicionalista são antes condenados no plano ideal que repelidos no plano da ação 

concreta e direta. 

 
 

Uma redação alternativa para a frase acima, em que se mantêm a correção e, em linhas gerais, o sentido, encontra-se em: 

 

(A)  Os valores inscritos na tradição a priori são condenados no plano das ideias; a posteriori, no plano da vida prática. 
 
(B)  Por primeiro os valores afeitos à ordenação conservadora são condenados no campo das ideias e depois no campo das 

ações concretas. 

 
(C)  Preferencialmente ao plano da vida prática, é na esfera ideal que os valores ligados à sociedade conservadora são 

rechaçados. 

 
(D)  Antes de serem censurados no tocante à manutenção da ordem tradicionalista na sociedade, é na esfera da ação 

propriamente dita que os valores são rechaçados. 

 
(E)  Os valores tradicionais são previamente desaprovados no plano ideal, para em seguida o serem no plano prático e direto 

das ações. 

 
 
13.  Considerando-se o contexto, mantêm-se as relações de sentido e a correção gramatical substituindo-se 

 

(A)  verbalizações   por   “prolixidades”   (2

o

 parágrafo) 

 
(B)  axiológica 

por   “conceitual”  

(2

o

 parágrafo) 

 
(C)  vencer-se  

por   “derrotar-se”   (2

o

 parágrafo) 

 
(D)  tende-se  

por   “inclina-se”  

(3

o

 parágrafo) 

 
(E)  ajustamentos   por   “consensos”   (3

o

 parágrafo) 

 
 

Matemática e Raciocínio Lógico 

 

14.  São frequentes os episódios em que Pedro ouve o barulho de algum objeto quebrando em seu apartamento e, ao chegar ao 

local do acidente, encontra seus três cachorros, Totó, Milu e Brutus, em volta do objeto quebrado. Toda vez que isso ocorre, 
Pedro pergunta para os cachorros em tom firme, apontando para o objeto: Quem foi que quebrou isso? Ele notou que cada 
cachorro sempre age de uma forma específica, dependendo se foi ou não o responsável pelo acidente e, caso não tenha sido o 
responsável, se testemunhou ou não o acontecimento. 

 
 

A tabela a seguir descreve o comportamento de cada cachorro ao ouvir a pergunta feita pelo dono: 

 

Cachorro 

Comportamento caso tenha 

sido o responsável 

Comportamento caso não 
tenha sido o responsável, 

mas tenha testemunhado 

Comportamento caso não 

tenha sido o responsável e 

também não tenha 

testemunhado 

Totó 

Fica inquieto 

Fica inquieto 

Olha fixamente para o dono 

Milu 

Aponta aleatoriamente para 

um dos outros dois cachorros 

Aponta para o cachorro que 

causou o acidente  

Aponta aleatoriamente para 

um dos outros dois cachorros 

Brutus 

Olha fixamente para o dono 

Começa a pular  

Olha fixamente para o dono 

 

 

Em um desses episódios, Pedro chega ao local do acidente e pergunta Quem foi que quebrou isso?, observando as seguintes 
reações: 

 

−  Totó olha fixamente para o dono; 
−  Milu aponta para Totó; 
−  Brutus olha fixamente para o dono. 

 

 

Sabendo que o acidente foi causado por apenas um dos cachorros, Pedro pode concluir que 
 
(A)  Totó foi o responsável, certamente. 
 
(B)  Milu foi o responsável, certamente. 
 
(C)  Brutus foi o responsável, certamente. 
 
(D)  tanto Milu quanto Brutus podem ter sido os responsáveis, mas não é possível especificar qual dos dois. 
 
(E)  qualquer um dos três cachorros pode ter sido o responsável, mas não é possível especificar qual dos três. 

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2

 

15.  João é proprietário de um veículo movido a diesel. Ao parar em um posto para abastecer, esqueceu-se de avisar o atendente 

sobre o combustível, sendo que esse completou o tanque do carro com gasolina, em vez de diesel. Constatado o erro, João 
verificou o manual do veículo e descobriu que não haverá danos ao motor se o veículo rodar com uma quantidade de gasolina 
no tanque inferior a 5% do volume total de combustível, considerando diesel e gasolina, os quais se misturam completamente. 
João sabe que o tanque continha cerca de 5 L de diesel puro antes do erro de abastecimento, que 45 L de gasolina pura fo- 
ram adicionados no abastecimento e que, ao esgotar o tanque, sempre sobram 5 L de combustível, os quais não é possível 
eliminar. 

 

 

João decide esgotar o tanque e, em seguida, completá-lo com diesel puro, de modo a diluir a quantidade de gasolina presente. 
Para que o veículo não tenha danos ao motor, João terá que fazer esse procedimento, no mínimo, 

 

(A) quatro 

vezes. 

 
(B) duas 

vezes. 

 
(C) três 

vezes. 

 
(D) uma 

vez. 

 
(E) cinco 

vezes. 

 

 

16.  Um corredor, preparando-se para uma maratona, decide iniciar um treinamento da seguinte forma: no primeiro dia, corre 

5 km. No segundo dia, aumenta a distância percorrida em 0,2 km, correndo 5,2 km; do terceiro dia em diante, ele sempre 
aumenta a distância percorrida em 0,2 km, relativamente ao dia anterior. 

 

 

Após uma certa quantidade de dias, o corredor atinge, pela primeira vez, a marca dos 22 km, o que ocorre no  

 

(A) 73

o

 dia. 

 
(B) 85

o

 dia. 

 
(C) 74

o

 dia. 

 
(D) 86

o

 dia. 

 
(E) 95

o

 dia. 

 
 
17.  Nas obras de pavimentação de uma rodovia, a quantidade de quilômetros de estrada pavimentados em uma semana é 

proporcional tanto ao número de funcionários trabalhando, quanto à jornada diária de trabalho de cada um deles. 

 
 

Se 20 funcionários, trabalhando 8 horas por dia cada um, pavimentam 15 quilômetros de rodovia em uma semana, para pavi-
mentar exatamente 21 quilômetros de rodovia em uma semana, a jornada diária de trabalho de 32 funcionários deverá ser de 
 
(A) 4 

horas. 

 
(B) 7 

horas. 

 
(C) 6 

horas. 

 
(D) 5 

horas. 

 
(E) 11 

horas. 

 
 
18.  Um novo filme será lançado em 3 cinemas de uma cidade do oeste paulista. Devido à popularidade mundial do filme, os 3 ci-

nemas irão exibir sessões continuamente pelos próximos dias, inclusive de madrugada e de manhã, assim como nos domingos 
e feriados. 

 

 

O lançamento ocorre simultaneamente nos 3 cinemas, às 23h de um sábado. A partir daí as próximas exibições seguem o 
seguinte padrão: 

 

−  Cinema A: a partir do instante de lançamento, uma nova sessão a cada 4 horas; 
−  Cinema B: a partir do instante de lançamento, uma nova sessão a cada 5 horas; 
−  Cinema C: a partir do instante de lançamento, uma nova sessão a cada 12 horas. 

 

 

Dessa forma, pode-se concluir que a primeira vez em que os três cinemas irão iniciar uma sessão simultaneamente, sem contar 
o lançamento, se dará às 

 

(A)  23h de uma segunda-feira. 

 

(B)  23h de uma terça-feira. 

 

(C)  11h de uma terça-feira. 

 

(D)  16h de um domingo. 

 

(E)  11h de uma quarta-feira. 

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2

 

19.  Um grande terreno plano e retangular, com lados medindo 63 m e 96 m, será completamente gramado. Para isso, o proprietário 

contrata uma empresa de paisagismo. Ao fazer o orçamento, o técnico da empresa de paisagismo informa ao proprietário do 
terreno que o gramado é vendido apenas em tapetes quadrados, cujos lados podem ter qualquer quantidade inteira de metros. 
Para evitar o desperdício, o proprietário decide comprar os maiores tapetes possíveis, com a condição de que nenhum deles 
tenha de ser cortado para gramar o terreno e que todos sejam utilizados. 

 
 

Para isso, ele deve pedir uma quantidade de tapetes igual a 
 
(A) 384. 
 

(B) 672. 
 

(C) 6

 

048. 

 

(D) 3

 

024. 

 

(E) 1

 

488. 

 
 
20.  O dígito verificador, que ocorre na numeração de documentos como o RG, tem como intuito evitar erros de digitação. Para isso, 

ele é calculado por meio de uma fórmula que envolve os dígitos que de fato compõem a numeração do documento. Imagine que 
a numeração de um certo tipo de documento seja formada por 6 dígitos em sequência, mais um dígito verificador no final. Uma 
numeração possível é 322.652-X, sendo X o dígito verificador. Para obter o dígito verificador, é aplicada a seguinte fórmula: 
 

−  elevamos o segundo dígito ao primeiro, tomando-se apenas o algarismo das unidades do resultado; 

 

−  elevamos o terceiro dígito ao valor obtido no passo anterior, tomando-se apenas o algarismo das unidades do resultado; 

 

−  fazemos isso sequencialmente, até que o sexto dígito seja elevado ao valor obtido no passo imediatamente anterior, 

novamente tomando apenas o algarismo das unidades do resultado; 

 

−  o valor do dígito verificador é uma unidade a mais que o algarismo obtido no passo anterior. 

 

 

Dessa forma, o dígito verificador X do documento de numeração 322.652-X é 
 
(A) 2. 
 
(B) 6. 
 
(C) 4. 
 
(D) 5. 
 
(E) 3. 

 
 

 

Conhecimentos de Microinformática 

 
21.  Um funcionário está usando um computador com o sistema operacional Windows 8, em português, e deseja saber o endereço IP 

de sua máquina. Para isso, ele deve abrir uma janela de execução do Windows 
 

(A)  clicando no botão Iniciar, digitar run seguido de ENTER e, na janela aberta, digitar ipshow seguido de ENTER. O mesmo 

procedimento é válido no Windows 10. 

 

(B)  clicando no botão Iniciar, digitar cmd seguido de ENTER e, na janela aberta, digitar ipconfig seguido de ENTER. O mesmo 

procedimento não é válido no Windows 7. 

 

(C)  pressionando a Tecla do Windows, digitar ipshow -all seguido de ENTER. O mesmo procedimento é válido no Windows 10. 
 

(D)  utilizando o atalho Tecla do Windows + R, digitar cmd seguido de ENTER e, na janela aberta, digitar ipconfig -all seguido 

de ENTER. O mesmo procedimento é válido no Windows 7. 

 

(E)  utilizando o atalho Tecla do Windows + E, digitar run seguido de ENTER e, na janela aberta, digitar ipconfig -all seguido de 

ENTER. O mesmo procedimento não é válido no Windows 7. 

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22.  O Windows 10, em português, permite a um usuário continuar no seu computador as tarefas iniciadas no telefone celular. Com o 

smartphone vinculado, o usuário pode, por exemplo, abrir uma página específica pelo navegador do celular e continuar a leitura 
no computador com o sistema operacional Windows 10. Em condições ideais, para usar o recurso “Continuar no PC", é 
necessário criar, no Windows 10, o vínculo do celular a partir do acesso 

 

(A)  aos Acessórios do Windows seguido de um clique Continuar no PC. 
 
(B)  às Configurações seguido de um clique em Telefone. 
 
(C)  a Continuar no PC seguido de um clique em Vincular Telefone. 
 
(D)  aos Aplicativos para Telefones seguido de um clique em Telefone. 
 
(E)  aos Acessórios do Windows seguido de um clique em Vincular Telefone. 

 
 
23.  Um funcionário está usando um computador com o sistema operacional Windows 7, em português, e deseja saber a quantidade 

total de memória RAM e quanto de memória está livre naquele momento. Para isso, ele deve 

 

(A)  pressionar a tecla Windows, digitar cmd seguido de Enter e digitar mem seguido de Enter. 
 
(B)  acessar o menu “Sistema” a partir do Windows Explorer. 
 
(C)  pressionar as teclas Ctrl+Alt+Delete e acessar a aba “Desempenho” do Gerenciador de Tarefas. 
 
(D)  acessar o menu “Memória” a partir do Windows Explorer. 
 
(E)  pressionar as teclas Windows + E e acessar a aba “Memória” do Gerenciador de Tarefas.  

 
 
24.  Que medidas são tomadas para garantir o abastecimento nos próximos meses e no futuro? 

A empresa realiza obras para ampliar a capacidade dos reservatórios e a produção de água, como: 

Desvio de água do córrego Guaratuba para o Alto Tietê: mais mil litros de água por segundo, desde janeiro de 2015; 

Bombeamento da represa Billings para o Alto Tietê: mais 4 mil litros de água por segundo; 

Ligação do rio Guaió ao Alto Tietê: mais mil litros de água por segundo; 

Ampliação da Estação de Tratamento de Água do Alto da Boa Vista (Guarapiranga): mais mil litros de água por segundo. 

 

(Disponível em: http://site.sabesp.com.br/site/fale-conosco/faq.aspx?secaoId=134

 

 

Considerando que o texto acima foi editado no Microsoft Word 2010, em português, é correto afirmar que 

 

(A)  os ícones utilizados nos itens são nativos do Word. 
 
(B)  para utilizar os ícones personalizados, é necessário fazer o download da imagem usando "Definir novo formato de nú-

mero...” a partir do recurso Numeração. 

 
(C)  como os ícones utilizam imagens, o arquivo deve ser salvo com a extensão .docm. 
 
(D)  como os ícones utilizam imagens, o arquivo deve ser salvo com a extensão .dotx. 
 
(E)  para utilizar os ícones personalizados, é necessário "Definir novo marcador...” a partir do recurso Marcadores. 

 
 
25.  Foi solicitado a um funcionário que criasse um mapa a partir de uma planilha do Microsoft Excel 2013, em português, na qual 

constavam dados de consumo de água por habitante em diversos países. Para realizar esta tarefa, ele deve utilizar o recurso 

 

(A) Power 

View. 

 
(B) Gráfico 

Dinâmico. 

 
(C) Gráfico 

em 

Mapa. 

 
(D) Imagens 

de 

Mapas. 

 
(E) Ilustrações. 

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SABES-Eng.Segurança Trabalho01-20

 

 

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 

 

26.  De acordo com as disposições da NR-9, o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) poderá ser elaborado, 

implementado, acompanhado e avaliado somente 

 

(A)  pelo SESMT ou por pessoa ou equipe de pessoas, a critério do empregador, com capacidade para desenvolver o disposto 

na referida NR. 

 

(B)  por engenheiro de segurança do trabalho ou técnico em segurança do trabalho, com devida qualificação e habilitação. 

 

(C)  por engenheiro de segurança do trabalho com respectivo registro no Crea. 

 

(D)  pela Cipa, com anuência do SESMT. 

 

(E)  por profissional devidamente capacitado e autorizado pelo empregador. 

 

 

27.  Durante a construção do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) do estabelecimento de uma empresa, um 

engenheiro de segurança do trabalho determinou, como medida necessária suficiente para a eliminação de um risco ambiental 
existente, a implantação de medida de proteção coletiva. Segundo a NR-9, ao estudar, desenvolver e implementar medidas de 

proteção coletiva, deve ser obedecida uma hierarquia que determina que as medidas que 

 

(A)  previnam a liberação de agentes prejudiciais à saúde no ambiente de trabalho sejam prioritárias às medidas que reduzam 

a formação desses agentes. 

 

(B)  reduzam a concentração dos agentes nocivos no ambiente de trabalho sejam prioritárias àquelas que reduzam a formação 

de agentes prejudiciais à saúde. 

 

(C)  reduzam os níveis dos agentes prejudiciais à saúde no ambiente de trabalho sejam prioritárias às medidas que reduzam os 

níveis desses agentes no ambiente de trabalho. 

 

(D)  reduzam os níveis dos agentes prejudiciais à saúde no ambiente de trabalho sejam prioritárias àquelas que eliminem a 

utilização desses agentes. 

 

(E)  eliminem a utilização de agentes prejudiciais à saúde sejam prioritárias às medidas que reduzam os níveis dos agentes 

nocivos no ambiente de trabalho. 

 

 

28.  O engenheiro de segurança do trabalho de uma empresa com 23 empregados, cuja atividade principal é de grau de risco 3 

(conforme NR-4), instruiu o empregador que, de acordo com as disposições da NR-7, a empresa está desobrigada a indicar 
médico coordenador do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). Não há qualquer negociação coletiva 
assistida por profissional do órgão regional competente em segurança e saúde no trabalho envolvendo essa empresa. O 

engenheiro de segurança do trabalho está 

 

(A)  errado, porque as disposições sobre indicação de médico coordenador do PCMSO não são tratadas na NR-7, mas na 

NR-4, que versa sobre o dimensionamento e atribuições do SESMT. 

 

(B)  correto, porque empresas de grau de risco 3 com até 25 empregados, independentemente da existência ou não de acordo 

coletivo, estão desobrigadas de indicar médico coordenador do PCMSO. 

 

(C)  errado, porque empresas de grau de risco 3 com mais de 20 empregados são obrigadas a indicar médico coordenador do 

PCMSO em qualquer circunstância. 

 

(D)  correto, porque empresas de grau de risco 3 são obrigadas, em qualquer situação, independentemente da quantidade de 

empregados, a indicar médico coordenador do PCMSO em função do elevado risco das atividades principais 
desenvolvidas. 

 

(E)  correto, porque todas as empresas de grau de risco 3 que tenham de 10 a 20 empregados estão desobrigadas de indicar 

médico coordenador do PCMSO em qualquer circunstância. 

 

 

29.  O engenheiro de segurança do trabalho, ao inspecionar os assentos em postos de trabalho, deve verificar se atendem a 

requisitos mínimos de conforto, como ter altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida e encosto 
cuja forma seja adaptada ao corpo para proteção da região lombar. Além disso, de acordo com a NR-7, esses assentos devem 
atender aos seguintes requisitos mínimos de conforto: 

 

(A)  nenhuma conformação na base do assento e borda frontal com conformação de 90 graus. 
(B)  pouca ou nenhuma conformação na base do assento e borda frontal arredondada. 
(C)  conformação na base do assento suficiente para garantir a boa circulação sanguínea e borda frontal com declive de 75 graus. 
(D)  leve conformação na base do assento e borda frontal com aclive de 75 graus. 
(E)  conformação adequada na base do assento e borda frontal com declive de 45 graus.  

 

 

30.  Considerando as recomendações da norma que regulamenta as questões ergonômicas do trabalho no que tange a sua organi-

zação, cabe ao engenheiro de segurança do trabalho considerar minimamente, ao inspecionar e avaliar riscos em um ambiente 

de produção, 

 

(A)  o sistema de produção, as condições de temperatura, iluminação e ruído, a disposição dos postos de trabalho e os contro-

les e mostradores das máquinas. 

 

(B)  o sistema de produção, as condições ambientais, a quantidade de operadores, a segurança das máquinas e os EPIs que 

são utilizados. 

 

(C)  os controles, os métodos de acionamento, as condições das instalações, os movimentos dos operadores e as ordens de 

serviço. 

 

(D)  as normas, o modo operatório, a exigência de tempo, a determinação do conteúdo de tempo, o ritmo de trabalho e o con-

teúdo das tarefas. 

 

(E)  as posturas exigidas, a qualidade do trabalho, as condições ambientais, as exigências dos superiores imediatos e as or-

dens de serviço. 

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SABES-Eng.Segurança Trabalho01-20

 

31.  Uma empresa produz resíduos sólidos e líquidos de alta toxicidade e periculosidade nos seus processos e operações industriais, 

os quais, sob supervisão e responsabilidade técnica de um engenheiro de segurança do trabalho, são adequadamente 
coletados, acondicionados, armazenados, transportados, tratados e encaminhados para disposição final de forma adequada. De 
acordo com a NR-25, além de a empresa desenvolver ações de controle para evitar risco à segurança e saúde dos 
trabalhadores, esses resíduos devem ser dispostos 

 

(A)  com o conhecimento, aquiescência e auxílio de entidades especializadas ou públicas e no campo de sua competência. 
 
(B)  devidamente sinalizados e acondicionados, em locais adequados, com emissão de documento específico que informe a 

sua composição. 

 
(C)  de acordo com as recomendações do engenheiro de segurança do trabalho, que deverá emitir ordem de serviço com as 

informações suficientes para garantir a segurança no processo. 

 
(D)  em conformidade com as normas nacionais vigentes, com embalagem e rotulagem preventivas construídas de acordo com 

as recomendações da NR-26. 

 
(E)  após autorização expressa dos órgãos competentes no âmbito da segurança e saúde do trabalho. 

 
 
32.  Durante uma inspeção no local de trabalho, um engenheiro de segurança do trabalho identificou riscos ambientais que, de 

acordo com a NR-9, são determinados por três agentes físicos, dois agentes químicos e três agentes biológicos, sendo eles: 

 

 

Agentes Físicos 

Agentes Químicos 

Agentes Biológicos 

(

A

)

    ruído, temperatura extrema, vibração 

gases, névoas 

fungos, parasitas, vírus 

(

B

)

    poeiras, ruído, fumos 

temperatura extrema, gases 

bacilos, protozoários, névoas 

(

C

)

    pressão anormal, temperatura extrema, poeiras 

gases, neblinas 

parasitas, vírus, vapores 

(

D

)

    vapores, vibrações, poeiras 

neblinas, protozoários 

bacilos, fungos, fumos 

(

E

)

    radiações ionizantes, fumos, temperaturas extremas  neblinas, poeiras 

fumos, bacilos, vírus 

 
 
33.  João está transportando 225 litros de inflamáveis líquidos em um veículo que contém 20 litros de combustível em seu tanque 

para consumo próprio. Nessas condições, João trabalha em uma operação de transporte em condição de 

 

(A)  insalubridade, pois está transportando quantidade acima de 240 litros de inflamável líquido, considerando também o 

combustível no tanque do veículo para seu consumo próprio. 

 
(B)  periculosidade, pois está transportando quantidade acima de 200 litros de inflamável líquido. 
 
(C)  regularidade, pois está transportando quantidade inferior a 250 litros de inflamável líquido, considerando também o 

combustível no tanque do veículo para seu consumo próprio. 

 
(D)  normalidade, pois está transportando quantidade inferior a 230 litros de inflamável líquido. 
 
(E)  periculosidade, que é caracterizada sempre que é realizado o transporte de inflamável líquido em qualquer quantidade. 

 
 
34.  O trabalho executado diariamente por Carlos é caracterizado como transporte manual de sacos, de acordo com a NR-11. Todas 

as determinações desta norma regulamentadora são corretamente seguidas. Um engenheiro de segurança do trabalho descre-
veu o caso de Carlos de acordo com as disposições da NR-11, relatando que Carlos realiza atividade de maneira 

 

(A)  contínua, fundamental para o transporte manual de sacos, com o peso da carga distribuído por meio do uso de equipamentos 

específicos para sua proteção. A distância máxima que ele percorre para o transporte manual de um saco é 80 metros. 

 
(B)  contínua, focada no transporte manual de sacos, sendo o peso da carga suportado por ele, que levanta, transporta e 

dispõe os sacos no local adequado. Ele percorre distância de até 80 metros para o transporte manual de um saco. 

 
(C)  descontínua, fundamental para o transporte manual de sacos, em que o peso da carga é distribuído em função do uso de 

um equipamento adequado que dispensa o levantamento e a disposição da carga. A distância máxima que ele percorre 
para o transporte manual de um saco é 40 metros. 

 
(D)  contínua ou descontínua, essencial para o transporte manual de sacos, com o peso da carga distribuído por meio do uso 

de pranchas de apoio. A distância máxima que ele percorre para o transporte manual de um saco é 50 metros. 

 
(E)  descontínua, essencial para o transporte manual de sacos, em que o peso da carga é suportado por ele de forma integral, 

compreendendo tanto o levantamento quanto a disposição. A distância máxima que ele percorre para o transporte manual 
de um saco é 60 metros.  

 

 

Caderno de Prova ’20’, Tipo 001

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SABES-Eng.Segurança Trabalho01-20

 

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35.  O médico do trabalho constatou agravamento em doença profissional desenvolvida por um funcionário da empresa onde traba-

lhava. O médico do trabalho solicitou que a empresa emitisse a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), indicou o 
afastamento do trabalhador da exposição ao risco mediante necessidade identificada e orientou o empregador sobre a 
necessidade de adoção de medidas de controle no ambiente de trabalho. De acordo com a NR-7, o médico do trabalho 
 
(A)  não deve solicitar a emissão da CAT à empresa, pois se trata de sua atribuição, uma vez que ele é o agente responsável 

pelo encaminhamento da referida situação mediante protocolo médico estabelecido. 

 
(B)  tem a responsabilidade de preencher adequadamente o PPP para que o trabalhador possa ter seus direitos ao atendimen-

to previdenciário garantidos. 

 
(C)  também deve encaminhar o trabalhador à Previdência Social para estabelecimento do nexo causal, avaliação da 

incapacidade e definição da conduta previdenciária em relação ao trabalho. 

 
(D)  não pode indicar o afastamento do trabalhador, uma vez que essa é atribuição da Previdência Social. 
 
(E)  não deve orientar o empregador sobre as medidas de controle que deverão ser adotadas, pois essa é uma atribuição do 

engenheiro ou técnico de segurança do trabalho. 

 
 
36.  Genilson, no exercício de sua profissão, executa operações elementares realizadas em tensões elétricas que variam entre 100 e 

120 volts em corrente alternada, envolvendo os procedimentos de ligar e desligar circuitos elétricos. Os materiais e equipamen-
tos elétricos estão em conformidade com as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e também com as 
normas internacionais cabíveis. O salário de Genilson, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participação 
nos lucros da empresa, é de R$ 3.000,00. O salário mínimo vigente na região é de R$ 1.000,00. De acordo com a NR-16, 
Genilson 
 
(A)  tem direito ao recebimento de adicional de periculosidade em grau médio, no valor de R$ 200,00. 

 

(B)  tem direito ao recebimento de adicional de periculosidade no valor de R$ 900,00. 

 

(C)  tem direito ao recebimento de adicional de periculosidade no valor de R$ 300,00. 

 

(D)  não tem direito ao recebimento de adicional de periculosidade. 

 

(E)  tem direito ao recebimento de adicional de periculosidade em grau máximo, no valor de R$ 1.200,00. 

 
 
37.  Mauro trabalha em operações que exigem o contato permanente com esgotos (galerias e tanques). Seu salário, sem os acrésci-

mos resultantes de gratificações, prêmios ou participação nos lucros da empresa, é de R$ 1.600,00. O salário mínimo vigente na 
região é de R$ 900,00. Mauro tem direito ao recebimento de adicional de  
 
(A)  insalubridade de grau mínimo, no valor de R$ 90,00. 

 

(B)  insalubridade de grau médio, no valor de R$ 180,00. 

 

(C)  insalubridade de grau máximo, no valor de R$ 360,00. 

 

(D)  periculosidade, no valor de R$ 480,00. 

 

(E)  insalubridade, no valor de R$ 480,00. 

 
 
38.  Diante do seu crescimento nos últimos 6 meses, uma empresa contratou mais empregados no último mês. Um engenheiro de 

segurança do trabalho foi incumbido de redimensionar seu SESMT. A empresa ficou, então, com 7

 

225 empregados, com grau 

de risco 3. Anteriormente, a empresa tinha, no mesmo estabelecimento, 4

 

245 empregados. Nesse caso, o engenheiro deverá 

 
(A)  manter o SESMT atual pelo período de um ano, pois a NR-4 prevê a necessidade de revisão do dimensionamento do SESMT 

em função da ampliação do quadro funcional da empresa somente após esse período, após a ampliação da quantidade de 
empregados. 

 
(B)  dimensionar o novo SESMT da empresa considerando a quantidade e especificidade de componentes da faixa de 5

 

001 a 

8 000 empregados, conforme quadro 

II

 da NR-4. 

 
(C)  adicionar à quantidade de componente do SESMT quando a empresa tinha 4

 

245 empregados, a quantidade de compo-

nentes indicada no quadro 

II

 da NR-4 correspondente à faixa de 2

 

001 a 3

 

000 empregados, pois 4

 

245 

+ 3

 

000 

= 7

 

245 

empregados, que é menor que a quantidade total atual de empregados da empresa. 

 
(D)  dimensionar o novo SESMT da empresa considerando a quantidade e especificidade de componentes da faixa de 6

 

001 a 

8

 

000 empregados, conforme quadro 

II

 da NR-4. 

 
(E)  adicionar, à quantidade de componentes do SESMT quando a empresa tinha 4

 

245 empregados, a quantidade de compo-

nentes indicada no quadro 

II

 da NR-4 correspondente à fração acima de 2

 

000 empregados, além da faixa de 3

 

501 a 

5

 

000 empregados indicada no mesmo quadro. 

Caderno de Prova ’20’, Tipo 001

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12 

SABES-Eng.Segurança Trabalho01-20

 

39.  Abrilino era empregado mensalista celetista da Empresa Consertamos Tudo Ltda. Ele não recebia nenhum tipo de adicional de 

insalubridade conforme detectado no laudo inspecionado pela auditoria fiscal do Ministério do Trabalho. Portanto, foi apontada 
não conformidade com a NR-15, visto que os trabalhadores estavam expostos de modo habitual e permanente aos seguintes 
agentes nocivos: 

 

1.  Hidrocarbonetos aromáticos ou outros compostos de carbono (Anexo 13). 
2.  Formaldeído ou Formol (Anexo 11). 
3.  Radiações não ionizantes (Anexo 7). 
4.  Poeiras Minerais: Fibras de asbesto crisólita (Anexo 12). 

 
 

A família de Abrilino enseja o recolhimento da diferença do acréscimo do adicional de insalubridade por tempo de serviço no 
período de 2005, via processo judicial. O valor do salário mínimo na região era de R$ 300,00 (valor vigente em 2005). O salário-
base mensal de Abrilino era de R$ 3.000,00. No holerite deveria estar descrito o valor desse benefício. Calculando o valor do 
adicional de insalubridade em relação aos agentes nocivos expostos e considerando as disposições da NR-15, o valor mensal 
desse benefício no período de 2005, ao mês, deveria ser 

 

(A) R$ 

1.200,00. 

 

(B) R$ 

120,00. 

 

(C) R$ 

60,00. 

 

(D) R$ 

900,00. 

 

(E) R$ 

300,00. 

 

 

40.  A Auditoria Fiscal do Ministério do Trabalho aplicou um Auto de Infração para a Empresa Consertamos Tudo Ltda por não 

cumprir os seguintes itens: 

 

NR Código Item 

Código de 

infração 

Descrição 

NR-7 

107066-5 

7.4.2, alínea “b” 

Deixar de realizar no exame médico ocupacional exames comple-
mentares, de acordo com o disposto na NR-7. 

NR-15 Portaria 
01/1991 

115029-4 

anexo 12 da NR15 
subitem 11 

Deixar de realizar avaliação ambiental semestral de poeira de as-
besto nos locais de trabalho. 

NR-9 Portaria 
25/1994 

109080-1 9.3.8.1 

Deixar de manter registro de dados, estruturado de forma a 
constituir um histórico técnico e administrativo do desenvolvimento 
do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. 

 

Dados: Considerar o valor de 1 Ufir 

= R$ 1,00 e o número de funcionários = 120 funcionários da empresa. 

 

Anexo 

I

 da NR-28 

 Quadro de gradação de multas 

 

Gradação das Multas (em Ufir) 

Número de 

empregadores 

Segurança do Trabalho 

Medicina do Trabalho 

I

1

 

I

2

 

I

3

 

I

4

 

I

1

 

I

2

 

I

3

 

I

4

 

1-10 

630-729 1129-1393 

1691-2091 

2252-2792 378-428  676-839 1015-1254 

1350-1680 

11-25 730-830 

1394-1664 

2092-2495 

2793-3334 

429-498 

840-1002 

1255-1500 

1681-1998 

26-50 

831-963 1665-1935 

2496-2898 

3335-3876 499-580 1003-1166 

1501-1746 

1999-2320 

51-100 

964-1104  1936-2200 2899-3302 3877-4418  581-662  1167-1324 1747-1986 2321-2648 

101-250 

1105-1241 2201-2471 3303-3718 4419-4948  663-744  1325-1482 1987-2225 2649-2976 

251-500 

1242-1374 2472-2748 3719-4121 4949-5490  745-826  1483-1646 2226-2471 2977-3297 

501-1000 

1375-1507 2749-3020 4122-4525 5491-6033  827-906  1647-1810 2472-2717 3298-3618 

mais 

de 

1000  1508-1646 3021-3284 4526-4929 6034-6304  907-990  1811-1973 2718-2957 3619-3782 

 

 

Considerando os apontamentos acima, o valor total aproximado a ser pago ao MTPS, de acordo com a NR-28 

− Fiscalização e 

Penalidades, será de 

 

(A) R$ 

9.661,00 

 

(B) R$ 

8.937,05 

 

(C) R$ 

8.593,00 

 

(D) R$ 

8.729,19 

 

(E) R$ 

9.127,00 

Caderno de Prova ’20’, Tipo 001

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SABES-Eng.Segurança Trabalho01-20

 

13 

41.  Foi solicitado um laudo pericial do ambiente de trabalho da manutenção, onde os funcionários trabalham com a manipulação de 

esmaltes sintéticos, tintas e vernizes. Foram encontrados os seguintes valores de concentração de formaldeído (HCOH) nas 

amostras, durante o período de 8 horas de jornada de trabalho: 

 

 

Amostras 

concentração 

(mg/m

3

Tempo de 

 exposição 

0,7 

1 hora e 30 minutos 

1,0 1 

hora 

1,5 1 

hora 

3,2 30 

minutos 

0,5 3 

horas 

0,8 1 

hora 

 

 

 

Nessas condições, o tipo de atividade deveria ser classificado como: 

 

(A)  Salubre, pois a concentração média está abaixo do Limite de Tolerância (LT).  

 

(B)  Insalubre, e a exposição é caracterizada como um risco grave e iminente (RGI). 

 

(C)  Insalubre, pois duas amostras estão acima do Limite de Tolerância (LT), e a exposição não é caracterizada como um risco 

grave e iminente. 

 

(D)  Insalubre, e a exposição é caracterizada como Imediatamente Perigoso à Vida e à Saúde (IPVS). 

 

(E)  Salubre, e a exposição é caracterizada como um risco grave e iminente. 

 

 

42.  Funcionário de determinada empresa realiza, a céu aberto, solda em tubulações de água. Foi solicitado, por juiz, um perito 

especialista na área de Higiene Ocupacional que realizasse a análise do agente nocivo calor e das condições térmicas Índice de 

Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG) no local de trabalho mencionado. Foram obtidos os seguintes dados: 

 

Grandeza 

Condições de Trabalho-Descanso 

Manhã Tarde 

Termômetro de globo 

33 

°C 40 

°C 

Termômetro de bulbo úmido. 

25 

°C 28 

°C 

Termômetro de bulbo seco 

30 

°C 34 

°C 

 

−  Período de análise: manhã das 8h às 12h e no período da tarde das 13h às 17h, de forma contínua. 

 

−  Tipo de atividade é de pé, trabalho em máquina ou bancada principalmente com o uso das mãos e braços devido ao uso de maçarico. 

 

−  Metabolismo equivalente igual a 175 Kcal/h. 

 

Quadro 1 do anexo número 3 da Norma Regulamentadora 15 

  

 

TIPO DE ATIVIDADE 

LEVE MODERADA 

PESADA 

Trabalho contínuo 

Até 30 

Até 26,7 

Até 25,0 

45 minutos trabalho 
15 minutos descanso 

30,1 a 30,5 

26,8 a 28,0 

25,1 a 25,9 

30 minutos trabalho 
30 minutos descanso 

30,7 a 31,4 

28,1 a 29,4 

26,0 a 27,9 

15 minutos trabalho 
45 minutos descanso 

31,5 a 32,2 

29,5 a 31,1 

28,0 a 30,0 

Não

 

é

 

permitido

 

o

 

trabalho,

 

sem

 

a

 

adoção

 

de

 

medidas

 

adequadas

 

de

 

controle. 

Acima de 32,2 

Acima de 31,1 

Acima de 30,0 

 

 

Analisando as condições de trabalho, sob a ótica da insalubridade, é correto concluir que a atividade é 

 

(A)  pesada, e o regime de trabalho intermitente com descanso no próprio local de trabalho está no limite de tolerância, 

portanto a atividade não é insalubre. 

 

(B)  leve, e o regime de trabalho intermitente com descanso no próprio local de trabalho está abaixo do limite de tolerância, 

portanto a atividade não é insalubre.  

 

(C)  moderada, e o regime de trabalho intermitente com descanso no próprio local de trabalho está acima do limite de 

tolerância, portanto a atividade é insalubre para o período da tarde. 

 

(D)  leve, e o regime de trabalho intermitente com descanso no próprio local de trabalho está no limite de tolerância, portanto a 

atividade é insalubre para o período da manhã e tarde. 

 

(E)  moderada, e o regime de trabalho intermitente com descanso no próprio local de trabalho está no limite de tolerância, 

portanto a atividade não é insalubre. 

 

 

Dados: 

 
LT (Limite de Tolerância) 

= 2,3 mg/m

3

 (NR-15) para uma 

jornada de trabalho de 48 horas semanais 

 

FD (Fator de Desvio) 

= 3 

 

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14 

SABES-Eng.Segurança Trabalho01-20

 

43.  O amianto foi incluído no grupo principal de substâncias cancerígenas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a 

organização, 125 milhões de pessoas estão expostas à substância em todo o mundo, e pelo menos 107 mil morrem anualmente 
de doenças associadas a ela. No Brasil, de acordo com os dispositivos legais, a exposição ao amianto é 
 
(A)  aceitável quando o limite de tolerância para fibras respiráveis de asbesto crisotila não ultrapassar de 3,0 f/cm

3

.  

 

(B)  uma exposição de asbesto crisotila de 0,1 f/cm

3

 que caracteriza risco grave e iminente, portanto fica proibido o uso, a 

fabricação e a comercialização deste produto no país. 

 
(C)  a exposição a um agente químico, cujo limite de tolerância se considerará excedido quando qualquer uma das concen-

trações obtidas nas amostragens ultrapassar os valores de 10 micrômetros. 

 
(D)  uma situação de emergência, caracterizando um evento programado dentro do processo habitual de trabalho, que implica 

no agravamento da exposição dos trabalhadores, pois o asbesto é asfixiante simples. 

 
(E)  a exposição no trabalho às fibras de asbesto respiráveis, ou poeira de asbesto em suspensão no ar originada por minerais, 

com diâmetro inferior a 3 micrômetros, comprimento maior que 5 micrômetros e relação entre comprimento e diâmetro 
superior a 3:1. 

 
 
44.  Em processo judicial foi solicitada a avaliação da exposição de sílica livre em setor de uma empresa. O engenheiro perito, 

designado por indicação do juiz responsável pelo caso, utilizou uma bomba de amostragem de ar, kit completo 5 a 5000 cc/min, 
aplicada em um dos funcionários. O aparelho funcionou no período da tarde, das 13h às 17h10, com uma vazão média de 
2 litros por minuto. O meio de coleta foi através de cassetes com filtros de policarbonato acoplado com ciclone (impinger) para 
particulado de até 1,0 

μm. A massa total da amostra é de 2,0 mg e essa massa contém uma massa de SiO

2

 de 0,01 mg. 

 

Dados: 

 

O limite de tolerância para poeira respirável, expresso em mg/m

3

, é dado pela seguinte fórmula: 

3

m

/

mg

2

quartzo

%

8

.

T

.

L

+

=

 

 
O limite de tolerância para poeira respirável (Sílica Cristalina e cristobalita): 

 
TWA (ACGIH) antes de 2009 

= 0,1 mg/m

3

 

 
TWA (AGGIH) depois de 2009 

= 0,025 mg/m

3

 

 

 

No parecer técnico, conforme a NR-15, a concentração de sílica é 

 

(A)  igual ao limite de tolerância, portanto o profissional tem direito ao adicional de insalubridade. 
 
(B)  inferior ao limite de tolerância, portanto o profissional não tem direito ao adicional de insalubridade. 
 
(C)  igual ao limite de tolerância, portanto o profissional não tem direito ao adicional de insalubridade. 
 
(D)  superior ao limite de tolerância, portanto o profissional tem direito ao adicional de insalubridade. 
 
(E)  inferior ao limite de tolerância, portanto o profissional tem direito ao adicional de insalubridade. 

 
 
45.  Um funcionário utiliza mantas de amianto para cobrir as soldas, para o seu resfriamento, denominado alívio térmico controlado, 

durante as operações de solda de tubulações, manutenções corretivas e preventivas. De acordo com a NR-07 e a NR-15, é 
correto afirmar que 

 

(A)  o empregador deverá realizar a avaliação ambiental de poeira de asbesto nos locais de trabalho, em intervalos não 

superiores a 12 meses ou 1 ano.  

 
(B)  os empregados deverão ser submetidos ao exame complementar de telerradiografia do tórax e espirometria por se tratar 

de aerodispersoides fibrogênicos.  

 
(C)  as áreas, recipientes ou rotulagem, equipamentos e pontos com risco de exposição ao amianto devem ser sinalizados com 

“CUIDADO: PRESENÇA DE AMIANTO 

− RISCO À SAÚDE”. 

 
(D)  para o limite de tolerância para fibras respiráveis de asbesto crisólita, que é de 3,0 f/cm

3

, os trabalhadores deverão realizar 

o controle médico da exposição de Raio de tórax e espirometria, mesmo não sendo fibrogênicos. 

 
(E)  o fornecedor de asbesto só poderá entregar a matéria-prima a empresas cadastradas, sendo esse cadastro atualizado 

obrigatoriamente a cada 3 (três) anos.  

 

 

Caderno de Prova ’20’, Tipo 001

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SABES-Eng.Segurança Trabalho01-20

 

15 

46.  A empresa deve manter os registros das avaliações da exposição ao asbesto, de acordo com a NR-15, por um período não 

inferior a 

 

(A)  20 anos após o desligamento do trabalhador. 

 

(B)  15 anos após o desligamento do trabalhador.  

 

(C)  25 anos após a data do laudo de avaliação. 

 

(D)  20 anos após a data do laudo de avaliação. 

 

(E)  30 anos após o desligamento do trabalhador.  

 
 
47.  Os profissionais de soldagem de certa empresa ficam expostos aos fumos metálicos das operações de soldagem, tendo como 

consequência a febre dos fumos metálicos. Foram identificados na análise química os seguintes elementos químicos: 

 

Elemento Químico  

composto com o 

Oxigênio 

Número da substância

CAS 

Concentração 

(mg/m

3

Limite de Exposição 

Ocupacional TWA 

(mg/m

3

) ACGIH 2012 

Zinco 1314-13-2 

(2001) 0,2 

2,0 

Prata 7440-50-8 

(1992) 

0,002 

0,01 

Manganês 7439-96-5 

(1992)  0,02 

0,2 

Ferro 1309-37-1 

(2005) 0,5 

5,0 

Cádmio 7440-43-9 

(1990) 

0,0004 

0,002 

Cromo 7440-47-3 

(1991) 

0,001 

0,01 

Chumbo 7439-92-1 

(1991) 0,01 

0,05 

 
 

A partir dos dados obtidos na análise e de acordo com NR-15 

− Operações e atividades insalubres,  

 

(A)  quanto aos elementos químicos cádmio e zinco, por serem substâncias carcinogênicas e mesmo que o trabalhador esteja 

protegido adequadamente, de modo a não permitir nenhum contato com essas substâncias, o trabalhador terá o direito ao 
adicional de insalubridade, de grau médio, conforme anexo 13 A da NR-15. 

 
(B)  os agentes químicos apresentados na análise química deverão ser levadas em consideração o cálculo médio do Índice de 

Exposição Ocupacional combinada e levar em consideração os limites de tolerância do Anexos 11 da NR-15. 

 
(C)  o índice de exposição ocupacional não ultrapassa a dosagem de 100%, portanto não é considerada atividade insalubre. 
 
(D)  o índice de exposição ocupacional ultrapassa a dosagem de 100%, portanto é considerada atividade insalubre de grau 

médio conforme anexo 12 da NR-15. 

 
(E)  a relação da atividade e operação de soldagem envolvendo o elemento químico cádmio é considerada insalubridade de 

grau máximo em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme o anexo 13 da NR-15 

− Operações e 

atividades insalubres. 

 
 
48.  Verificou-se a presença do Chumbo (Pb-1991) em amostra coletada em determinada empresa. Sobre o TLV preconizado pela 

ACGIH [Estados Unidos]  em comparação ao preconizado pela NR 15 

− Operações e atividades insalubres, é correto afirmar:  

 

(A)  O TLV é menor que o da NR-15 conforme o anexo 11, sendo 0,05 mg/m

3

, possuindo um limite de tolerância aceitável. 

 
(B)  O TLV é maior que o da NR-15 conforme o anexo 12 e entende-se como uma “situação de emergência”, pois é um

evento não programado dentro do processo habitual de trabalho e que implica no agravamento da exposição dos 
trabalhadores. 

 
(C)  O TLV é igual ao da NR-15, equivalente a 0,1 mg/m

3

, caracterizando insalubridade de grau máximo, além disso deve-se 

realizar um laudo em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme anexo 13.  

 
(D)  Não há como fazer comparação, pois na NR-15 não é descrito o limite de tolerância para o elemento químico Pb, que se 

encontra no anexo 13, considerada como atividade insalubre em decorrência de inspeção realizada no local do trabalho. 

 
(E)  O TLV é maior do que o da NR-15, equivalente a 0,1 mg/m3, caracterizando insalubridade de grau médio, além disso 

deve-se realizar um laudo em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho, conforme anexo 13.  

 

 

Caderno de Prova ’20’, Tipo 001

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16 

SABES-Eng.Segurança Trabalho01-20

 

49.  Silas, funcionário aposentado por tempo de contribuição desde 2005, faleceu em 2015. Ele trabalhava em um ambiente exposto 

ao amianto, não utilizava protetores respiratórios, além disso, a empresa possuía os programas de prevenção, PPRA e PCMSO, 
de 1994 a 2010, mas não se constatava, em ambos os programas, a exposição em relação às fibras de amianto/asbesto e não 
eram submetidos ao controle médio. Se a empresa não tivesse omitido as informações e se fossem respeitadas as normas de 
segurança do trabalho e a legislação previdenciária (RGPS), por parte da empresa, em 2005, teria sido assegurada a Silas 
concessão de aposentadoria 

 
(A)  por invalidez, a qual depende de exposição a atividade insalubre, nível máximo de insalubridade, sendo possível o direito 

de se aposentar com 15 anos de profissão. 

 

(B)  por invalidez, sendo essa situação dada a quem não tem mais como exercer nenhum tipo de atividade remunerada, seja 

por causa de uma doença ou por um acidente. 

 

(C)  por doença, se fosse constatada durante a perícia médica do auxílio-doença a incapacidade permanente. 

 

(D)  especial, destinada a trabalhadores expostos a condições prejudiciais à saúde ou à integridade física, partindo de um 

laudo médico que serve de base para o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP). 

 

(E)  especial, sendo somente possível aposentar-se após cumprir 25 anos de contribuição, desde que apresentados os 

documentos que comprovem a exposição a agentes nocivos, como o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP).  

 

 

50.  A empresa Sempre Limpa LTDA. fornecia equipamentos de Proteção Respiratória (EPR) para os trabalhadores. Em particular 

para a proteção respiratória, era fornecido o tipo PFF1 e a maioria dos profissionais do setor da manutenção não o utilizavam. 
 

Dados: 

 

Elemento Químico com- 

posto com o Oxigênio 

Número da subs- 

tância CAS 

Concentração 

(mg/m

3

Limite de Exposição

Ocupacional TWA 

(mg/m

3

) ACGIH 2012 

Prata 7440-50-8 

(1992) 

0,08 

0,01 

Cádmio 7440-43-9 

(1990) 

0,05 

0,002 

 

Fatores de proteção atribuídos para EPR 

 

 

Tipo de respirador 

Tipo de cobertura das vias respiratórias 

Peça semifacial

(1)

 

Peça facial inteira 

Purificador de ar 

10 

100 

De adução de ar: 

 

 

− Máscara autônoma

(2)

 (demanda) 

10 100 

−  Linha de ar comprimido (demanda) 

10 100 

 

Tipo de respirador 

Tipo de Cobertura das vias respiratórias 

Peça 

semifacial 

Peça facial 

inteira 

Capuz 

capacete 

Sem vedação 

facial 

Purificador de ar motorizado  

50 

1000

(3)

 

1000 25 

De adução de ar: 

 

 

 

 

Linha de ar comprimido 

 

 

 

 

−  De demanda com pressão positiva 

50 1000   

 

− Fluxo contínuo 

50 1000 

1000  25 

Máscara autônoma (circuito aberto 
ou fechado) 

 

 

 

 

−  De demanda com pressão positiva 

− 

(4) 

− 

− 

 

Para a operação de soldagem, caso fosse encontrada na amostra uma concentração média ponderada (8 horas) de 0,08 mg/m

3

 de 

prata e 0,05 mg/m

3

 de cádmio, de acordo com Programa de Proteção Respiratória (PPR) recomendada pela Fundacentro (Instrução 

Normativa n

o

 1, de 11 de abril de 1994 do Ministério do Trabalho) e considerando que o ambiente não é deficiente de oxigênio, o 

Fator de Proteção Requerido (FPR) e respirador apropriado para os trabalhadores deverão, respectivamente, ter as seguintes 
características: 

 
(A)  não ultrapassar 50 

−  filtro P2 ou P3 com respirador motorizado de peça semifacial. 

 
(B)  não ultrapassar 10 

−  EPR do tipo semifacial filtrante PFF1. 

 
(C)  não ultrapassar 25 

−  EPR do tipo semifacial filtrante PFF2 ou PFF3. 

 
(D) ultrapassar 

100 

−  Respirador purificador de ar com peça facial inteira com filtros P2 ou P3. 

 
(E) ultrapassar 

1000 

−  Respirador purificador de ar motorizado com peça facial inteira e filtro P3 e Capuz ou Capacete 

motorizado com filtro P3. 

Caderno de Prova ’20’, Tipo 001