Prova Concurso - Pedagogia - PEDAGOGO - FCC - PREFEITURA - 2018

Prova - Pedagogia - PEDAGOGO - FCC - PREFEITURA - 2018

Detalhes

Profissão: Pedagogia
Cargo: PEDAGOGO
Órgão: PREFEITURA
Banca: FCC
Ano: 2018
Nível: Superior

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Prova

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N do Caderno

o

N de Inscrição

o

ASSINATURA DO CANDIDATO

N do Documento

o

Nome do Candidato

Pedagogo

Concurso Público para provimento de cargos de

Agosto/2018

Colégio

Sala

Ordem

Quando autorizado pelo fiscal
de sala, transcreva a frase
ao lado, com sua caligrafia
usual, no espaço apropriado
na Folha de Respostas.

I N S T R U Ç Õ E S

P R O VA

Conhecimentos Gerais

Conhecimentos Específicos

- Verifique se este caderno:

- corresponde a sua opção de cargo.

- contém 50 questões, numeradas de 1 a 50.

Caso contrário, solicite imediatamente ao fiscal da sala a substituição do caderno.

Não serão aceitas reclamações posteriores.

- Para cada questão existe apenas UMA resposta certa.

- Leia cuidadosamente cada uma das questões e escolha a resposta certa.

- Essa resposta deve ser marcada na FOLHA DE RESPOSTAS que você recebeu.

- Procurar, na FOLHA DE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo.

- Verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que você escolheu.

- Marcar essa letra na FOLHA DE RESPOSTAS, conforme o exemplo:

- Marque as respostas com caneta esferográfica de material transparente de tinta preta ou azul. Não será permitida a utilização de

lápis, lapiseira, marca texto, borracha ou líquido corretor de texto durante a realização da prova.

- Marque apenas uma letra para cada questão. Será anulada a questão em que mais de uma letra estiver assinalada.

- Responda a todas as questões.

- Não será permitida qualquer espécie de consulta ou comunicação entre os candidatos, nem a utilização de livros, códigos,

manuais, impressos ou quaisquer anotações.

- A duração da prova é de 3 horas para responder a todas as questões objetivas e preencher a Folha de Respostas.

- Ao término da prova, chame o fiscal da sala e devolva todo o material recebido.

- É proibida a divulgação ou impressão parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados.

VOCÊ DEVE

ATENÇÃO

Educação de qualidade é investimento essencial de uma nação.

PREFEITURA MUNICIPAL DE MACAPÁ

A

C D E

Caderno de Prova ’E02’, Tipo 001

MODELO

0000000000000000

TIPO−001

00001

0001

0001

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PMMAE-Conhecimentos Gerais¹

 

 

CONHECIMENTOS GERAIS 

 

Língua Portuguesa 

 

Atenção:  Para responder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto abaixo. 

 

 

Pensamento crítico de José Saramago 

 

Brilhante provocador intelectual, consciência insatisfeita, duro polemista e detonador de conformismos, além de refinado 

analista e observador atento de seu tempo, o escritor português José Saramago assumiu, com visível energia a partir da década de 

1990, a função crítica do homem de cultura envolvido pelo pulsar de seu tempo. Concernido pelo mundo e pela natureza do ser 

humano, empreendeu a tarefa de desestabilizar, mediante o questionamento, uma realidade social que julgou opaca, confusa e 

injusta. 

Saramago destacava “a necessidade de abrir os olhos” e, como Aristóteles, apegava-se à obrigação de elevar o julgamento ao 

nível da maior lucidez possível. Essa busca exigente das facetas ocultas da verdade – “as verdades únicas não existem: as verdades 

são múltiplas, só a mentira é global”, garante – o conduziria a explorar o outro lado do visível, circulando por caminhos que 

escapavam ao costume. Tratava-se, em resumo, de procurar enxergar com clareza, para o que se tornava iniludível a tarefa de 

revelar e resgatar as omissões. Iluminar e desentranhar o real constituía uma aspiração central de seu pensamento. 

Com base nesses pressupostos, enfrentou o que chamava pensamento único – ou pensamento zero, como também o 

qualificava – opondo-lhe a resistência de uma autêntica barricada moral e intelectual. Suas visões alternativas foram expressas com a 

clareza e a autonomia de um livre-pensador que reage contra as deformações dos mitos e as limitações das versões oficiais. Praticou, 

como o filósofo francês Voltaire, a dúvida sistemática, reagindo com firmeza à indolência da frase que diz “sábio é aquele que se 

contenta com o espetáculo do mundo”, defendida pelo poeta Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa. 

(Comentário sem indicação autoral ao livro As palavras de Saramago. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 453-454) 

 

 

1. No 

2

o

 parágrafo do texto, a “necessidade de abrir os olhos”, tão valorizada por Saramago, indica que ele 

 

(A)  considera insuficiente a visão já constituída das coisas, o que torna premente a busca da verdade nas facetas ocultas do 

real. 

 
(B)  recomenda a quem queira compreender o mundo a busca da verdade das coisas nas formas sob as quais elas se 

apresentam. 

 
(C)  aceita que a globalização da mentira se deve ao fato de que ela goza de mais prestígio em nossa época do que a busca 

da verdade. 

 
(D)  reluta em comungar com a tese daqueles que acreditam estar a verdade das coisas mais no que elas ocultam do que no 

que elas mostram. 

 
(E)  prefere investir mais na clareza do senso comum do que no esforço de desentranhar das coisas um significado mais 

complexo que nelas se oculta. 

 

 
2. No 

3

o

 parágrafo do texto, o filósofo Voltaire e o poeta Ricardo Reis são citados de modo a  

 

(A)  apresentar duas posições complementares, no que diz respeito a atitudes a serem tomadas diante do espetáculo do 

mundo. 

 
(B)  valorizar sobremaneira a discrição dos poetas, notadamente mais consequente do que a dúvida dos filósofos. 
 
(C)  mostrar como antagônicas a desconfiança filosófica e o sábio prazer de quem se satisfaz com o mundo.  
 
(D)  contrastar  a restrição do conhecimento que está na dúvida e a inteireza do saber que não teme a indolência. 
 
(E)  equiparar a vantagem que está no conformismo com o relativo sucesso de quem cultiva a dúvida como método. 

 

 

3. 

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em: 

 

(A)  envolvido pelo pulsar de seu tempo (1

o

 parágrafo) 

= emerso das atribulações de sua época. 

(B)  facetas ocultas da verdade (2

o

 parágrafo) 

= nuances simuladas do conhecimento. 

(C)  resgatar as omissões (2

o

 parágrafo) 

= cumprir os desfalques. 

(D)  Iluminar e desentranhar o real (2

o

 parágrafo) 

= Esclarecer e desvendar a realidade. 

(E)  autêntica barricada moral (3

o

 parágrafo) 

= genuína acomodação da ética. 

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4. 

Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto: 

 

(A)  Por traz da visibilidade do real há aspectos que seriam necessários também considerar para se ter dele um 

dimensionamento mais eficaz. 

 

(B)  Ao se opor ao chamado pensamento único, Saramago quer ressaltar a importância de se levar em conta uma visão 

alternativa da realidade. 

 

(C)  É comum que se credite ao pensamento zero as supostas vantagens que no senso comum haveriam de ter sobre o senso 

crítico. 

 

(D)  Sensível à pressões de seu tempo, Saramago soube fazer de sua literatura um exercício crítico à que não há de faltar 

análises fundas da realidade. 

 

(E)  Os versos de Ricardo Reis espelhariam uma atitude da qual Saramago não concordaria, haja visto suas posições 

combativas. 

 

 

5. 

Há ocorrência de forma verbal na voz passiva e pleno atendimento às normas de concordância na frase: 

 

(A)  A dúvida sistemática a que se entregou Saramago em seus textos mais maduros parecem derivar de suas leituras de 

Voltaire. 

 

(B)  A poucas pessoas costumam ocorrer que os dados da realidade vivem muito mais de uma aparência de verdade por trás 

da qual se oculta a verdade efetiva. 

 

(C)  Assim como Aristóteles se empenhava na clareza do pensamento, assim também sucedem aos grandes escritores 

espelhar-se na filosofia clássica. 

 

(D)  Em mais de um texto Saramago defendeu a ideia de que a História não é mais que uma narrativa parcial, uma vez que 

faltariam aos fatos a versão dos derrotados. 

 

(E)  Enquanto não se fazem as análises possíveis de um acontecimento, é importante que se desconfie das omissões e 

lacunas de quem o registra. 

 

 

6. 

Está plenamente adequada a correlação entre os tempos verbais na frase: 

 

(A)  Não fosse Saramago um escritor tão atento às nuances do real, sua prosa de ficção não haverá de granjear tantos 

admiradores. 

 

(B)  A frase de Ricardo Reis houvesse de ter soado mal para um outro escritor que preferisse investir em posições mais 

críticas. 

 

(C)  Quem vier a se empenhar na prática da dúvida sistemática estará mais perto de reconhecer o que os fatos costumam 

ocultar. 

 

(D)  O relato dos fatos históricos passados evidencia que os vitoriosos determinassem o seu significado. 

 

(E)  Sempre que alguém ultrapasse as limitações do senso comum teria verificado quão mais complexos são os fatos tidos 

como consumados. 

 

 

Atenção:   Para responder às questões de números 7 a 10, baseie-se no texto abaixo. 

 
 

Pensando a “motivação” 

 

Já é um lugar-comum dizer que a motivação é um elemento importantíssimo na tarefa de educar. “Motivar o aluno” é uma 

operação vista como a chave essencial do processo. Mas é preciso ter cautela quanto ao que se entende, afinal, por motivação. Se 
ela quer dizer algo como “corresponder a desejos ou expectativas existentes no aluno”, então não será mais do que o atendimento ao 
que, no fundo, já está motivado. Talvez seja o caso de aceitar que a surpresa, o passo desconhecido e o impacto do estranhamento 
podem ser estimulantes para o jovem se defrontar exatamente com o que é diferente do que ele já tem. Em vez de acionar nele os 
mecanismos de atendimento ao que já lhe interessa, não será melhor fazê-lo trilhar um caminho inédito e desafiador? 

O sentido de motivar pode ser bastante conservador, ao acionar valores já mecanizados de um sistema. Começam a surgir 

assertivas como “isto seria mais próprio para crianças acima de dez anos” ou “os jovens de hoje preferem ouvir tal tipo de música”. Se 
seguirmos por esse caminho, estaremos apenas confirmando um gosto já estabelecido. A única condição que existe para se abonar o 
termo motivação está no aproveitamento da ideia de motivo como uma oportunidade de mover o aluno para bem mais adiante do 
lugar que ele próprio já determinou para instalar suas expectativas.

 

(Perivaldo Ramon Gutierrez, inédito

  

7. 

O autor do texto defende a posição segundo a qual uma motivação positiva e desejável é aquela que 

 

(A)  repercute imediatamente no educando por já estar representada dentro dele. 
(B)  atrai o jovem para  valores sedimentados nos usos e costumes  de uma cultura. 
(C)  propicia ao aluno a confirmação prática das expectativas que ele alimenta na teoria. 
(D)  desafia o estudante a se confrontar com valores de cuja existência sequer suspeitava. 
(E)  afasta o aluno de  suas obsessões próprias para conduzi-lo por caminho mais seguro. 

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8. 

Considerando-se o contexto, estabelecem entre si  uma relação de oposição os seguintes segmentos do texto: 

 

(A)  corresponder a desejos  /  expectativas existentes (1

o

 parágrafo). 

(B)  mecanismos de atendimento / caminho inédito (1

o

 parágrafo). 

(C)  já está motivado / já lhe interessa (1

o

 parágrafo). 

(D)  valores já mecanizados / instalar suas expectativas (2

o

 parágrafo). 

(E)  mover o aluno  /  bem mais adiante do lugar (2

o

 parágrafo). 

 

 

9. 

Traduz-se em linguagem clara, correta e coerente o sentido de um segmento do texto em: 

 

(A)  Já é um lugar-comum dizer que a motivação é um elemento importantíssimo 

= É normal afirmar que o bom senso 

estabeleça a importância preliminar da motivação. 

 
(B)  é preciso ter cautela quanto ao que se entende, afinal, por motivação = acautelar-se quanto ao que entendemos por 

motivar é o cuidado que precisamos. 

 
(C)  A única condição que existe para se abonar = A condicionante excludente para se remunerar. 
 
(D) Começam a surgir assertivas como = Introduz-se então afirmações taxativas tipo assim. 
 
(E)  acionar nele os mecanismos de atendimento ao que já lhe interessa = estimular nele as razões de interesse que ele já tem. 

 

 

10. O 

verbo indicado entre parênteses, ao flexionar-se, deverá concordar com o elemento sublinhado na frase: 

 

(A)  É preciso que se (atender) os interesses que ainda não estejam prescritos pelo senso comum. 
(B)  O que (dever) motivar um aluno são as expectativas que ainda não foram bem assimiladas por ele. 
(C)  Entre as assertivas que (fazer) constar no texto, o autor se valeu de algumas já bastante consagradas. 
(D)  O autor deseja distinguir entre os vários sentidos que se (atribuir) à motivação.  
(E)  Aos caminhos já percorridos (cumprir) opor as trilhas do que é novo. 

 

 

Legislação 

 

11.  A União, em matéria de educação, tem responsabilidades partilhadas com Estados e Municípios. Além de organizar e manter o 

sistema federal de ensino, deve atuar na função redistributiva e supletiva. A função redistributiva está baseada no princípio da 

 

(A) equidade 

 

(B) acessibilidade. 
(C) legalidade. 
(D) simetria. 
(E) isonomia. 

 

 

12.  O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é um exemplo de política 

 

(A)  reguladora do padrão de qualidade da merenda fornecida por Estados, Municípios e cantinas escolares. 
(B)  focada, voltada para populações vulneráveis que frequentam as escolas públicas de educação básica. 
(C)  suplementar, voltada para efetivar o dever do Estado em garantir o direito à educação escolar. 
(D)  de educação alimentar a ser desenvolvida nas escolas de educação básica. 
(E)  estimuladora de hábitos de alimentação saudável nas famílias para o pleno desenvolvimento dos estudantes. 

 

 

13.  O direito à Educação, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), assegura à criança e ao adolescente 
 

(A)  bolsa de estudo, sempre que a família provar insuficiência de recursos. 
(B)  merenda escolar com produtos orgânicos. 
(C)  participar das atividades extraclasse sem ônus para a família. 
(D)  acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. 
(E)  acesso gratuito a cinemas, teatros e museus. 

 

 

14.  A professora de uma pré-escola percebeu durante as aulas da semana um comportamento incomum em uma das crianças. De 

muito alegre, ela passou a choramingar com frequência, parecendo estar com dores e assustada. Ao se aproximar da criança 
observou que nela havia hematomas nas pernas e nos braços. Sem saber o que fazer, a professora nada perguntou à criança e 
retomou as atividades do dia. Tendo em vista as responsabilidades dos educadores relativamente à proteção da criança e do 
adolescente previstas no ECA, a atitude da professora nesse caso foi 

 

(A)  correta, uma vez que não houve reclamação da criança sobre o ocorrido. 
(B)  de omissão, caracterizada como uma infração administrativa. 
(C)  cruel e de falta de humanidade com semelhante indefeso. 
(D)  de preservar a criança à exposição pública vexatória. 
(E)  criminosa por não levar a suspeita ao conhecimento da direção da escola. 

Caderno de Prova ’E02’, Tipo 001

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15.  Nos termos da LBD, o Conselho Escolar 

 

(A)  consolida seu trabalho pela atuação específica dos profissionais da educação e não dos pais, pois estes não possuem o 

conhecimento pedagógico necessário para a elaboração de um projeto educativo. 

 

(B)  constitui-se numa forma de organização institucional que depende, principalmente, da direção da escola e da equipe 

técnica da Secretaria de Educação. 

 

(C)  constitui um importante espaço para fortalecer a gestão escolar participativa e a elaboração do projeto pedagógico da 

escola. 

 

(D)  atua colegiadamente, com a participação de toda a comunidade escolar, mas onde a direção da escola tem a 

responsabilidade de resolução dos problemas da escola. 

 

(E)  constitui um espaço institucional onde a responsabilidade pelo sucesso ou fracasso escolar da escola é dividido entre 

todos os segmentos. 

 

 

16.  “A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas 

instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.” A 
LDB regulamenta a  

 

(A)  educação familiar e comunitária além da educação escolar. 
(B)  educação não formal que ocorre nas relações sociais. 
(C)  formação permanente da pessoa desde o nascimento e ao longo da vida. 
(D)  formação do caráter, dos hábitos e das atitudes. 
(E)  educação escolar que ocorre em instituições próprias, por meio do ensino. 

 

 

17.  Dentre as responsabilidades expressas na LDB, são responsabilidades coletivas do grupo docente: 

 

(A)  participar da elaboração da proposta pedagógica da escola, dos períodos de planejamento, avaliação e formação 

continuada em serviço. 

 

(B)  elaborar e cumprir plano de trabalho da sua turma, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. 

 

(C)  ministrar os dias letivos, registrar a frequência dos alunos e zelar pela sua aprendizagem. 

 

(D)  administrar o pessoal da escola e seus recursos materiais e financeiros, além de elaborar os planos de ensino. 

 

(E)  notificar o Conselho Tutelar do Município a relação de alunos com frequência irregular. 

 

 

18.  Os direitos fundamentais são os direitos do ser humano, reconhecidos e positivados na esfera jurídica de determinado país, 

como o Brasil, enquanto os direitos internacionais se referem ao ser humano como tal, independentemente de sua vinculação 
com uma determinada ordem institucional, sendo válidos para todos os homens em todos os tempos

 

 

Essa concepção se refere, respectivamente, aos direitos previstos na 

 

(A)  Declaração dos Direitos do Homem e da Mulher e na Declaração de Igualdade e Inclusão Social. 
(B)  Constituição dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal do Brasil. 
(C)  Declaração Nacional de Inclusão Social e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 
(D)  Declaração dos Direitos do Cidadão e no Estatuto da Criança e do Adolescente. 
(E)  Constituição Federal do Brasil e na Declaração Universal de Direitos Humanos. 

 

 

19.  Nos termos do Estatuto da Igualdade Racial, a população negra tem direito à participar de atividades educacionais, culturais, 

esportivas e de lazer adequadas a seus interesses e condições, de modo a contribuir para o patrimônio cultural de sua 
comunidade e da sociedade brasileira. 

 

 

São providências para o cumprimento deste disposto: 

 

 

I

.  Promoção de ações para viabilizar e ampliar o acesso da população negra ao ensino gratuito e às atividades esportivas e 

de lazer. 

 

 II

.  Desenvolvimento de campanhas educativas, inclusive nas escolas, para que a solidariedade aos membros da população 

negra faça parte da cultura de toda a sociedade. 

 

 III

.  Implementação de políticas públicas para o fortalecimento da juventude negra brasileira. 

 

 

Está correto o que se afirma em 

 

(A) 

I

 e 

III

, apenas. 

(B) 

III

, apenas. 

(C) 

I

 e 

II

, apenas. 

(D) 

I

II

 e 

III

(E) 

II

, apenas. 

 

 

20.  Uma das medidas socioeducativas previstas no ECA é a Liberdade Assistida. O objetivo maior desta medida é 

 

(A)  limitar a liberdade de infratores após a saída da unidade correcional. 
(B)  o acompanhamento do adolescente e a orientação deste. 
(C)  a vigilância do menor por meio de equipamentos tecnológicos. 
(D)  a reeducação do infrator por meio do trabalho disciplinado assistido. 
(E)  obrigar a escola a receber estudantes em conflito com a lei. 

Caderno de Prova ’E02’, Tipo 001

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PMMAE-Pedagogo-E02

 

 

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 

 

21.  Ao considerar os fins da educação, três eixos de compreensão são expressos pelas seguintes tendências: Educação como 

redenção da sociedade; Educação como reprodução da sociedade e Educação como um meio de transformação da sociedade. 
Segundo essas tendências, os fins da educação são, respectivamente, meios para 

 

(A)  a manutenção e conservação da sociedade, a reprodução da ordem social, a transformação da sociedade. 
(B)  ampliação das desigualdades, a manutenção e conservação da sociedade, a reprodução da sociedade. 
(C)  a transformação da sociedade, a reprodução da sociedade, a manutenção e conservação da sociedade. 
(D)  fazer justiça social, garantir a sobrevivência da espécie, inserir a modernidade na produção industrial. 
(E)  o empreendedorismo social, a filantropia nos países emergentes, a revolução tecnológica. 

 

 

22.  O termo “educação bancária” foi cunhado pelo educador 

 

(A) Anísio 

Teixeira. 

(B) Darcy 

Ribeiro. 

(C) Jean 

Piaget. 

(D) Paulo 

Freire. 

(E) Ivan 

Illich. 

 

 

23.  São Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional as 

 

(A)  9.394, de 1996  e  10.005, de 2014. 
(B)  9.394, de 1996  e  13.415, de 2017. 
(C)  2.844, de 1937  e  4.014, de 1971. 
(D)  4.024, de 1971  e  13.415, de 2017. 
(E)  4.024, de 1961  e  9.394, de 1996. 

 

 

24.  Temos o direito a ser iguais sempre que a diferença nos inferioriza; temos o direito a ser diferentes sempre que a igualdade nos 

descaracteriza

 

 

A frase acima, quando aplicada ao fazer escolar, alerta os educadores para a necessidade de 

 

(A)  praticar uma igualdade que reconheça as diferenças de modo que não produzam, alimentem ou reproduzam as 

desigualdades. 

 

(B)  normas escolares que definam o que é igualdade e quais diferenças são aceitáveis para tratar a todos do mesmo jeito, 

sem discriminação. 

 

(C)  a escola tratar de modos distintos os desiguais, segundo suas capacidades, tendo em vista reduzir as diferenças que os 

inferiorizam. 

 

(D)  adaptar-se aos diferentes, desenvolvendo modelos alternativos de educação escolar para atender aos menos inteligentes. 

 

(E)  homogeneizar o público atendido em termos de capacidade intelectual, destreza física e capacidade socioemocional para 

aprender a ser, a fazer e a conviver. 

 

 

25.  Diversidade cultural e desigualdade social 

 

(A)  é a mesma coisa, uma vez que a desigualdade social é que produz a diversidade cultural, em razão das condições de vida 

dos grupos em situações distintas de acesso à riqueza e ao conhecimento. 

 

(B)  são fenômenos sociais distintos, sendo que a diversidade cultural é produzida pelos grupos sociais ao longo de suas 

histórias e a desigualdade social é produzida na relação de dominação e exploração socioeconômica e política. 

 

(C)  são causa e consequência das diferenças uma vez que as escolhas dos grupos sobre formas de subsistência, organização 

da vida, relações com o meio e com outros grupos, determinam suas capacidades econômicas. 

 

(D)  são categorias que servem para justificar a organização social e permitir a compreensão lógica do porquê a educação 

escolar universal é o meio ideal para permitir a todos a igualdade econômica. 

 

(E)  são mazelas humanas encontradas em todas as sociedades, que reproduzem as desigualdades constatadas na natureza, 

refletidas na luta pela sobrevivência e nas condições de vida. 

 

 

26.  A escola inclusiva constitui um modelo educacional que 

 

(A)  reconhece o direito de inclusão das pessoas com deficiência para frequentarem escolas comuns. 
(B)  considera igualdade e diferença como valores indissociáveis acolhendo a todos. 
(C)  recomenda que existam escolas diferentes para atender aqueles que são diferentes. 
(D)  organiza classes homogêneas para garantir ensino equivalente para todos os alunos. 
(E)  trabalha a partir da meta de igualar a todos, superando suas diferenças em relação à maioria. 

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27.  Pesquisas feitas com professores e gestores escolares mostram que as visões predominantes sobre a inclusão escolar de crian-

ças e alunos com deficiência destacam como importantes: o compartilhamento do mesmo espaço físico das demais e enfatizam a 
inserção como uma forma de integrar essas pessoas na sociedade
. Dado que a escola inclusiva envolve mais que a integração 
é INCORRETO afirmar que 

 

(A)  o fato de esses alunos estarem no mesmo ambiente com os demais não quer dizer que estejam incluídos. 
 
(B)  inclusão implica práticas escolares que favoreçam relações significativas dentro da perspectiva de aprendizagem cola-

borativa. 

 
(C)  o desafio da aprendizagem para todos é algo impossível nas escolas comuns porque os professores não são espe-

cializados para atuarem com esse público. 

 
(D)  o projeto pedagógico de uma escola inclusiva precisa considerar o contexto local e o conjunto das necessidades for-

mativas dos professores. 

 
(E)  a formação continuada favorece a implementação da proposta inclusiva e necessita estar aliada a melhorias nas condições 

de ensino e ao compromisso de cada profissional em trabalhar para a concretização das mudanças. 

 

 

28.  A educação, sendo um direito humano, é garantida legalmente no território nacional 
 

(A)  apenas aos nascidos no Brasil. 

 

(B)  aos brasileiros em estado de liberdade. 

 

(C)  somente no ensino fundamental. 

 

(D) a 

todos. 

 

(E)  a estrangeiros nacionalizados. 

 

 

29.  Para que a educação escolar seja concretizada como um direito, o poder público tem responsabilidades constitucionais compar-

tilhadas em financiar as políticas e ações necessárias para garantir, de fato, o direito à educação básica obrigatória. Considere 
as afirmativas: 

 
 

I

.  Construção de museus e galerias de arte. 

 

II

.  Transporte terrestre e fluvial para estudantes em locais de difícil acesso. 

 

III

.  Moradias populares e saneamento básico. 

 

IV

.  Transporte terrestre, fluvial e aéreo para professores em locais de difícil acesso. 

 

V

.  Oferta de educação escolar bilíngue aos indígenas e surdos. 

 

 

Dentre as descritas acima, são despesas diretas necessárias ao cumprimento desse direito APENAS o que consta em 

 

(A) 

I

II

 e 

III

 
(B) 

I

II

 e 

V

 

(C) 

II

IV

 e 

V

 

(D) 

I

IV

 e 

V

 
(E) 

II

III

 e 

IV

 

 

30.  Considerando a educação um direito humano, o objetivo da educação e das suas políticas NÃO é formar gerações para 

 

 

I

. garantir 

direitos. 

 

II

. o 

mercado. 

 

III

. o 

vestibular. 

 

IV

.  atingir índices internacionais de alfabetização e matematização. 

 

V

.  exercerem a cidadania ativa. 

 

 

Está correto o que se afirma APENAS em 

 

(A) 

III

IV

 e 

V

 
(B) 

I

II

 e 

III

 
(C) 

I

IV

 e 

V

 

(D) 

II

IV

 e 

V

 

(E) 

II

III

 e 

IV

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PMMAE-Pedagogo-E02

 

31.  As primeiras professoras chegadas ao Quilombo do Cria-ú em 1945, julgaram errada a grafia e a pronúncia do nome Cria-ú* e 

mudaram-no para Curiaú”. 

 

*Lugar onde se criava gado. O (ú) do Cria-ú faz referência ao mugido do animal. 

 

(Primeiro grupo social quilombola reconhecido no Estado do Amapá pelo governo federal em 13 de agosto de 1988) 

 
 

O relato acima poderia ser hoje um exemplo de prática educacional que desconsidera a cultura local. A educação escolar qui-
lombola prevista nas diretrizes curriculares é uma modalidade desenvolvida em unidades educacionais inscritas em suas terras 
e cultura, requerendo 

 

(A)  desenvolvimento de métodos de ensino que garantam igualdade de tratamento curricular entre as escolas para a univer-

salização do ensino, prevista como direito de todos. 

 

(B)  pedagogia própria em respeito à especificidade étnico-cultural e currículo restrito aos saberes tradicionais das comu-

nidades contidos na base curricular quilombola nacional. 

 

(C)  pedagogia própria em respeito à especificidade étnico-cultural de cada comunidade, observados os princípios constitu-

cionais, a base nacional comum e os princípios que orientam a Educação Básica brasileira. 

 

(D)  o uso da mesma pedagogia e dos mesmos materiais didáticos das demais escolas do país uma vez que para garantir o di-

reito humano à educação o ensino deve ser o mesmo para todos. 

 

(E)  que haja cursos específicos de formação de professores, uma vez que só quilombolas podem ser responsáveis por turmas 

de alunos até o 9

o

 ano de ensino fundamental. 

 

 

32.  São elementos básicos para a organização, estrutura e funcionamento das escolas indígenas: 

 

(A)  localização urbana ou rural, atendimento integrado e ensino ministrado na língua nacional. 

 

(B)  localização em terras das comunidades indígenas, exclusividade de atendimento e ensino ministrado na língua materna da 

comunidade. 

 

(C)  autorização dos caciques para funcionamento, construção de edificações padrão e sistema de ensino modular. 

 

(D)  eleição da língua predominante entre os povos para ministrar o ensino, currículo oficial do Estado e adoção de regimento 

comum das escolas. 

 

(E)  adoção de sistema único, formação de professores voltada à execução do plano de trabalho e turmas multisseriadas. 

 

 

33.  O racismo e os mesmos preconceitos que estão na sociedade permeiam o cotidiano das relações sociais de alunos entre si e 

de alunos com professores no espaço escolar. O desafio desse convívio e a dificuldade de lidar com esses casos leva alguns 
educadores a praticarem a política do avestruz ou a sentirem pena dos agredidos. As Diretrizes Curriculares para a Educação 
das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africanas, estabelecem como 
responsabilidade dos órgãos colegiados das escolas, 

 

(A)  o exame e encaminhamento de solução para situações de discriminação, buscando criar situações educativas para o re-

conhecimento, valorização e respeito da diversidade. 

 

(B)  o estabelecimento de punição progressiva a qualquer membro da comunidade que pratique, por atos ou omissões, a discri-

minação ou preconceito. 

 

(C)  a promoção do aprofundamento de estudos na temática para auxiliar os professores a conceberem e desenvolverem 

estudos, programas e projetos contra o racismo. 

 

(D)  a garantia do direito de alunos afrodescendentes de frequentarem estabelecimentos com professores competentes e 

comprometidos com a educação de negros e não negros. 

 

(E)  a definição de conteúdos curriculares que enfatizem aspectos da cultura e da história afro-brasileira e africanas, 

minimizando as questões raciais. 

 

 

34.  Você acabou de receber uma incumbência da Secretaria Municipal para fazer parte de um grupo que deve preparar um diagnós-

tico sobre o estado atual de desenvolvimento dos Projetos Pedagógicos (PP) das escolas. Para realizar essa tarefa de modo 
participativo e produzir o diagnóstico que foi solicitado, além da leitura de documentos das escolas, você utilizaria como instru-
mento ou metodologia: 

 

(A)  um questionário com perguntas de múltipla escolha sobre o projeto pedagógico da escola, a ser enviado a cada diretor de 

escola. 

 

(B)  uma conversa por telefone com a secretária da escola investigando por meio de perguntas objetivas as informações 

necessárias. 

 

(C)  a definição de uma amostra estatística representativa das escolas e convidaria os diretores dessas escolas para en-

trevistas semiestruturadas. 

 

(D)  a técnica do planejamento estratégico situacional, convidando representantes de todos os segmentos de cada escola, para 

levantamento de dados para o diagnóstico. 

 

(E)  o envio de um cartaz, junto com uma caixa de opiniões e sugestões pedindo que todos colaborassem com esse levan-

tamento sobre o projeto pedagógico da escola. 

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PMMAE-Pedagogo-E02

 

35.  Planejamento é o contrário de improvisação e não improviso, quando tenho um objetivo em vista. 

 

 

O planejamento educacional se efetiva em três níveis distintos. São eles: 

 

(A)  dos objetivos gerais, dos objetivos específicos e da definição de metas. 

(B)  constitucional, legal e das práticas efetivas. 

(C)  dos sistemas e redes de ensino, da unidade escolar e do ensino. 

(D)  do governo do Estado, do governo Municipal e da Secretaria de Educação. 

(E)  da gestão administrativa, da gestão pedagógica e da gestão socioemocional. 

 

 

36.  A Meta 1, do Plano Nacional de Educação (PNE) trata da universalização, até 2016, da educação infantil na pré-escola e a 

ampliação do atendimento em creches para 50% das crianças de até três anos até o final da vigência do PNE, em 2014. Para 
dar atendimento a populações do campo e das comunidades indígenas e quilombolas na educação infantil, a estratégia 1.10 
propõe, dentre outras coisas: 

 

 

I

.  Atendimento nas respectivas comunidades. 

 

II

.  Adensamento e redução da distribuição do atendimento. 

 

III

.  Limitação do deslocamento de crianças. 

 

IV

.  Participação das comunidades para atendimento às especificidades. 

 

V

.  Instalação da educação infantil nas escolas de ensino fundamental. 

 

 

Está correto o que se afirma APENAS em 

 

(A) 

I

III

 e 

IV

(B) 

I

II

 e 

III

(C) 

III

IV

 e 

V

(D) 

II

III

 e 

IV

(E) 

I

II

 e 

V

 

 

37. A educação básica obrigatória no Brasil, após a Emenda Constitucional n

o

 59/2009, está organizada em: 

 

(A)  ensino infantil, primeiro grau e segundo grau. 

(B)  creche, ensino fundamental e ensino médio. 

(C)  educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. 

(D)  ensino fundamental, ensino médio e ensino técnico profissional. 

(E)  pré-escola, ensino fundamental e ensino médio. 

 

 

38.  Conforme previsto na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), os Municípios devem 

oferecer com prioridade 

 

(A) a 

educação 

infantil. 

(B)  o ensino fundamental. 

(C)  o ensino médio. 

(D)  o ensino profissional. 

(E) a 

educação 

superior. 

 

 

39.  A LDB, em relação à educação do campo para a população rural, afirma que os sistemas de ensino promoverão adaptações 

necessárias às peculiaridades da vida rural e de cada região, especialmente em relação a 

 

(A)  conteúdos curriculares e metodologias padronizados, organização em agrupamento de séries e 50% de atividades com 

trabalho agrícola. 

 
(B)  sistema de ensino apostilado com conteúdos curriculares úteis para a permanência no campo, biblioteca circulante e 

liberdade de organização. 

 
(C)  conteúdos curriculares elaborados localmente, frequência em períodos alternados e classes multisseriadas. 

 
(D)  organização de escolas urbanas em regime de internato, cursos profissionalizantes e organização de calendário 

considerando o período das colheitas. 

 
(E)  conteúdos curriculares e metodologias de ensino apropriadas, organização escolar própria e adequação à natureza do tra-

balho na zona rural. 

Caderno de Prova ’E02’, Tipo 001

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10 

PMMAE-Pedagogo-E02

 

40.  Conforme a LDB, a avaliação escolar na educação infantil 

 

(A)  deve ocorrer por meio de acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção. 
 
(B)  não se aplica em razão da natureza do trabalho em que o foco são os cuidados com a criança e não a aprendizagem. 
 
(C)  deve ocorrer por meio de avaliações semestrais baseadas nos objetivos cognitivos, afetivos e psicomotores. 
 
(D)  deve ser classificatória para fins de compensar carências sociais, afetivas e intelectuais, indicando os avanços obtidos. 
 
(E)  deve ocorrer como acompanhamento ao desenvolvimento das crianças e por testes, para verificar a prontidão necessária 

ao ingresso no 1

o

 ano. 

 

 

41.  A escola em que você trabalha vem recebendo muitos pedidos de transferência de crianças e adolescentes vindos de classes 

multisseriadas da área rural. O diretor verifica que no histórico escolar faltam informações para saber em qual turma matricular 
esses estudantes. Como pedagogo, qual solução você indicaria para esse problema? 

 

(A)  Manter os estudantes uma semana em cada turma para descobrir aquela em que melhor se adaptam. 
 
(B)  Não matricular os estudantes até que a escola de origem envie detalhamento do histórico escolar. 
 
(C)  Fazer uma carta com esclarecimentos sobre a negativa da matrícula para que as famílias levem à Secretaria de Educação 

para providências. 

 
(D)  Classificar os estudantes por meio de avaliação do grau de desenvolvimento, tendo como base as normas curriculares 

gerais. 

 
(E)  Pedir às famílias certidão de nascimento de todos os alunos e matriculá-los nas turmas compatíveis com as idades. 

 

 

42.  Na escola em que você está atuando como pedagogo ocorreu uma discórdia entre pais de alunos do 5

o

 ano e a professora, 

motivada por uma prova surpresa aplicada à turma sobre conteúdo que estava sendo apresentado no mesmo dia. Procurada 
pelas mães dos alunos, você ficou responsável por conversar com a professora. Na conversa, ela alegou que era absurda a 
reclamação das mães e dos alunos; que ela era a professora e poderia avaliar os alunos como e quando quisesse. Você 
responde que os alunos podem reclamar da avaliação feita pelos professores. 

 

 

Qual o instrumento legal que assegura às crianças e adolescentes o direito de contestação de critérios avaliativos na escola? 

 

(A)  O Plano Nacional de Educação de 2014/2024. 
(B)  A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 
(C)  A Constituição Federal. 
(D)  O Regimento Escolar. 
(E)  O Estatuto da Criança e do Adolescente. 

 

 

43.  Uma professora de 4

o

 ano do ensino fundamental observou que uma das crianças de sua turma chegou chorando muito; depois 

de acomodar a turma, ela se aproximou da criança para saber o que estava acontecendo e porque estava chorando. Na con-
versa, a criança relatou uma situação de abuso ocorrida em casa. Assustada e sem saber o que fazer, a professora pediu ajuda 
à coordenadora pedagógica. Nesses casos, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): 

 

(A)  a escola só deve notificar às autoridades casos comprovados de ocorrência de maus-tratos ou violência sexual, não bastan-

do a suspeita, que pode resultar em crime contra a honra e reparação por danos morais. 

 
(B)  os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente devem ser obrigatoriamente comu-

nicados ao Conselho Tutelar, sendo a omissão uma infração administrativa. 

 
(C)  a família deve ser convocada na escola para explicar a situação narrada, por meio de uma acareação entre a criança e a 

pessoa apontada pela criança como agressor, para então decidir o que fazer. 

 
(D)  a escola deve levar a criança ao Instituto Médico Legal para exame de corpo de delito e a partir daí ser instaurado o devido 

processo criminal. 

 
(E)  a escola deve fazer um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia local, sendo a professora a depoente, poupando o 

constrangimento para a criança. 

 

 

44.  A Constituição Federal trata da aplicação anual de recursos vinculados à manutenção e desenvolvimento do ensino. Essa 

aplicação da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, por ente federado, é de no mínimo: 

 

(A)  18% para a União, 25% para os Estados e 18% para o Distrito Federal e os Municípios 
(B)  25% para a União e 25% para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 
(C)  18% para a União e 25% para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. 
(D)  30% para os Municípios, 25% para os Estados e 20% para a União. 
(E)  15% para a União e 30% para os Estados, o Distrito Federal e 20% para os Municípios. 

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PMMAE-Pedagogo-E02

 

11 

45.  Para financiar as metas do Plano Nacional de Educação (2014-2024), em acréscimo aos recursos vinculados na Constituição, 

além de outros recursos inscritos em lei, está previsto, na meta 20, da Lei n

o

 13.005/2014, ampliar o investimento público de 

forma a atingir o equivalente a 

 

(A)  10% do PIB, ao final do decênio. 
(B)  7% do PIB, ao final do decênio. 
(C)  10% do PIB, no 15

o

 ano de vigência da lei. 

(D)  12% do PIB, nos 12 primeiros anos de vigência da lei. 
(E)  1% de aumento do PIB, a cada ano, durante os primeiros dez anos da vigência da lei. 

 

 

46.  Vygotsky, ao enfatizar a importância da linguagem e da cultura na constituição dos sujeitos, compreende as crianças como seres 

sócio-históricos. Neste sentido, as crianças 

 

(A)  não dependem de fatores externos de ordem social, cultural ou mesmo histórico, no aprendizado de sua língua materna. 

 

(B)  durante o processo de aquisição linguística, são recompensadas ou reforçadas na sua produção pelos adultos que a ro-

deiam. 

 

(C)  possuem uma predisposição natural, instintiva, para a aquisição de um sistema linguístico. 

 

(D)  não estão apenas imitando os adultos, mas estão, sobretudo, recriando e ressignificando o mundo que estes lhes ofere-

cem. 

 

(E)  apresentam capacidade cognitiva dependente dos aspectos biológicos, exercendo estes, papel determinante no processo 

de aquisição da linguagem. 

 

 

47.  A palavra currículo tem sido também utilizada para indicar efeitos alcançados na escola, que não estão explicitados nos planos e 

nas propostas, não sendo sempre, por isso, claramente percebidos pela comunidade escolar. Eles envolvem, predominante-
mente, atitudes e valores transmitidos, subliminarmente, pelas relações sociais e pelas rotinas do cotidiano escolar. 

 

 

Trata-se do chamado currículo 

 

(A) emancipatório. 
(B) oculto. 
(C) tradicional. 
(D) crítico. 
(E) transversal. 

 

 

48.  Em relação à organização curricular, o fato de não se valorizar como prioridades, a pluralidade cultural encontrada em sala de 

aula 

 

(A)  propicia a escolha de conteúdos baseados nas experiências de vida dos alunos. 
(B)  incentiva uma prática educativa democrática em que todos os alunos tenham acesso e aprendam igualmente. 
(C)  possibilita a escolha de conhecimentos adequados à realidade da comunidade escolar. 
(D)  dificulta o ensino dos conteúdos indicados pelos professores. 
(E)  pode impedir que professores reconheçam distintas manifestações culturais presentes no cotidiano escolar. 

 

 

49.  Considere o relato de atividades de aula abaixo. 

 

A professora cumpre sua obrigação realizando diariamente um ritual, sempre o mesmo, destituído de vida e de significado que a 
mortifica; obediente, mas descrente, coloca as sílabas na lousa, passa mecanicamente entre as carteiras, constata sempre os 
mesmos erros, que aponta com maior ou menor irritação, para começar de novo no dia seguinte, no mês seguinte, no semestre 
seguinte. 

 

 

Numa concepção crítica de educação, o crescente desinteresse da criança, afastando-a da escola, ou determinando o fracasso 
escolar traduzido pela reprovação e/ou evasão e sua gradativa exclusão, pode se dar quando o 

 

(A)  professor desenvolver técnicas de ensino inadequadas durante as aulas. 
(B)  conhecimento prévio do aluno revelar sua insuficiência de cultura. 
(C)  ensino oferecido encontrar-se distante dos problemas e necessidades da criança e seus familiares. 
(D)  próprio aluno não apresentar capacidade de aquisição e/ou elaboração de conhecimento, no nível da classe. 
(E)  pai ou responsável não acompanhar a realização da lição de casa de seu filho. 

 

 

50.  Numa concepção crítica de educação, o erro do aluno também pode indicar uma 

 

(A)  forma incorreta de se construir o conhecimento. 
(B)  avaliação das condições emocionais da criança. 
(C)  uma necessidade do aluno chamar a atenção do professor. 
(D)  construção de um conhecimento ainda não acabado. 
(E)  consequência de um ensino mal administrado. 

Caderno de Prova ’E02’, Tipo 001