Prova Concurso - Pedagogia - PROFESSOR-FILOSOFIA - CESPE - SEDUC - 2018

Prova - Pedagogia - PROFESSOR-FILOSOFIA - CESPE - SEDUC - 2018

Detalhes

Profissão: Pedagogia
Cargo: PROFESSOR-FILOSOFIA
Órgão: SEDUC
Banca: CESPE
Ano: 2018
Nível: Superior

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Gabarito

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GOVERNO DO ESTADO DE ALAGOAS

 

SECRETARIA DO PLANEJAMENTO, GESTÃO E PATRIMÔNIO DO ESTADO DE ALAGOAS

 

CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE VAGAS NO CARGO DE PROFESSOR DA SECRETARIA DE

ESTADO DA EDUCAÇÃO DE ALAGOAS

Aplicação: 1.º/4/2018

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Gabarito

Obs.: ( X ) item anulado.

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Gabarito

376_SEDUCAL005

GABARITOS OFICIAIS DEFINITIVOS

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Cargo 5: PROFESSOR – ESPECIALIDADE: FILOSOFIA

Prova

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CESPE | CEBRASPE – SEDUC/AL – Aplicação: 2018

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

O  que  intriga  os  primeiros  filósofos  é  principalmente

o movimento, conceito que em grego tem um sentido bem amplo,

podendo significar “mudança de lugar”, “aumento e diminuição”,

“qualquer alteração ou um movimento substancial”, quando alguma

coisa é gerada ou se deteriora. Diante disso, eles se perguntam:

o  que  faz  com  que,  apesar  de  toda  a  mudança,  haja  algo  na

realidade  que  sempre  permanece  o  mesmo?  Assim,  sob

a  multiplicidade  das  coisas,  eles  buscam  a  identidade.  Ou  seja,

procuram  um  princípio  original  e  racional  (em  grego  arkhé).

O  termo  princípio  pode  ser  entendido  como  “origem”,

mas também como “fundamento”.

Maria  Lúcia  de  Arruda  Aranha.  Filosofar  com  textos:  temas

e  história  da  filosofia.  São  Paulo:  Moderna,  2012.  p.  285.

Tendo o texto precedente como referência inicial e considerando

que os filósofos pré-socráticos, com seus conceitos, buscavam o

entendimento do mundo e da natureza, julgue os itens subsequentes.

51

A  maneira  de  pensar  dos  filósofos  pré-socráticos

contrapunha-se  ao  tradicional  pensamento  mítico  presente

na Grécia Antiga.

52

O  surgimento  da  filosofia,  e  com  ela  o  desenvolvimento

do  pensamento  crítico  e  racional,  é  denominado  milagre

grego devido ao caráter único desse evento para a sociedade

ocidental.

53

Com  os  filósofos  da  physis,  a  cosmologia  contrapôs-se

à cosmogonia. 

54

O  surgimento  da  pólis  facilitou  a  emergência  da  filosofia

grega.

55

Denomina-se  filosofia  grega  antiga  o  longo  período  que

se iniciou na era mítica, por volta do final do século VII a.C.,

e  se  estendeu  até  o  século  III  d.C.,  período  conhecido

como clássico.

Sendo então a alma imortal e tendo nascido muitas vezes,

e tendo visto tanto as coisas (que estão) aqui quanto as (que estão)

no Hades, enfim, todas, as coisas, não o que não tenha aprendido;

de modo que não é nada de admirar, tanto com respeito à virtude

quanto  ao  demais,  ser  possível  a  ela  rememorar  aquelas  coisas

justamente  que  já  antes  conhecia.  Pois,  sendo  a  natureza  toda

congênere e tendo a alma aprendido todas as coisas, nada impede

que, tendo (alguém) rememorando alguma só coisa — fato esse

precisamente que os homens chamam aprendizado —, essa pessoa

descubra todas as outras coisas, se for corajosa e não se cansar de

procurar. Pois, pelo visto, o procurar e o aprender são, no seu total,

uma rememoração.

Platão. Mênon. Rio de Janeiro: São Paulo, 2001. p. 51-2.

Tendo  o  fragmento  do  texto  de  Platão  como  referência  inicial,

julgue os itens a seguir, acerca da teoria da reminiscência platônica.

56

Conforme a teoria da reminiscência platônica, os sentidos são

as ferramentas que despertam na alma as lembranças latentes.

57

Na  teoria  platônica,  exposta  no  Mito  de  Er  ou  Mito  da

Reminiscência, a alma e o corpo, sendo congêneres, detêm

os mesmos aspectos reminiscentes quanto ao conhecimento.

58

De acordo com a teoria da reminiscência, a alma contempla

as ideias antes de encarnar, mas de tudo se esquece ao se unir

ao corpo.

59

Para Platão, todos os indivíduos aprendem da mesma forma e

pelas mesmas vias, uma vez que aprender é lembrar daquilo

que já existe na alma. 

Todas  as  pessoas  precisam  ser  educadas  para  a

convivência. O processo de aprendizagem supõe descentramento,

um  sair  de  si  mesmo,  tanto  do  ponto  de  vista  da  inteligência

como da afetividade ou da moral. A descoberta de que o outro é

um  “outro  eu”  é  fundamental  para  superar  o  egocentrismo.

No  entanto,  o  desenvolvimento  desses  três  níveis  mentais

—  inteligência,  afetividade  e  moralidade  —  não  é  automático,

porque  exige  a  intermediação  de  agentes  culturais  —  pais,

professores, adultos em geral.

Maria  Lúcia  de  Arruda  Aranha.  Filosofando.

São  Paulo:  Moderna,  2009,  p.  222.

A  partir  do  texto  anteriormente  apresentado,  julgue  os  itens

subsequentes, referentes à relação entre ética, moral e política.

60

Moralmente,  a  educação  se  constitui  a  partir  dos  polos

da  heteronomia  (própria  da  imaturidade)  e  da  autonomia

(própria da maturidade).

61

O  sujeito  ético  surge  com  a  “descoberta  de  que  o  outro

é  um  ‘outro  eu’”,  ou  seja,  com  o  reconhecimento  da  sua

humanidade no outro.

62

A  ética  e  a  moral  são  conceitos  correlacionados,

complementares  e  dependentes,  restringindo-se  a  moral

à questão ética em um ambiente de ação democrática.

63

Por  meio  da  educação  e  da  cultura  e  do  acesso  às  demais

produções  tecnológicas  e  intelectuais  desenvolvidas  pela

humanidade  ao  longo  de  sua  trajetória  civilizatória,

o  ser  humano  tem  a  oportunidade  de  constituir  uma

personalidade moral.

64

Os  problemas  éticos  da  atualidade  podem  ser  resolvidos

com  a  educação  ética  individual,  sendo  desnecessário,

portanto, um projeto político de ação social nesse sentido.

Acerca do formalismo moral desenvolvido na filosofia kantiana,

julgue os próximos itens.

65

De  acordo  com  Kant,  o  agir  racionalmente  depende  de

princípios, e a vontade é a razão prática.

66

O  imperativo  categórico  kantiano  é  o  que  visa  a  uma  ação

como contingente, imprevisível, incerta.

67

Na defesa de sua teoria moral, Kant distingue os imperativos

categórico e hipotético, dando ao primeiro menor relevância

que ao último.

Mas  é  natural  que  tais  amizades  não  sejam  muito

frequentes,  pois  que  tais  homens  são  raros.  Acresce  que  uma

amizade  dessa  espécie  exige  tempo  e  familiaridade.  Como  diz

o  provérbio,  os  homens  não  podem  conhecer-se  mutuamente

enquanto não houverem “provado sal juntos”; e tampouco podem

aceitar um ao outro como amigos enquanto cada um não parecer

estimável  ao  outro  e  este  não  depositar  confiança  nele.  Os  que

não  tardam  a  mostrar  mutuamente  sinais  de  amizade  desejam

ser amigos, mas não o são a menos que ambos sejam estimáveis

e  o  saibam;  porque  o  desejo  da  amizade  pode  surgir  depressa,

mas a amizade não.

Aristóteles.  Ética  a  Nicômaco.  São  Paulo:

Abril  Cultural,  1973,  p.  382  (com  adaptações).

Tendo  o  texto  precedente  como  referência  inicial,  julgue  os

itens  a  seguir,  acerca  da  relação  entre  ética  e  felicidade  na

filosofia aristotélica.

68

Com a expressão “provado sal juntos”, Aristóteles refere-se

à  ética  que  constitui  os  laços  de  amizade,  explicitando

a importância da convivência para a formação da amizade. 

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CESPE | CEBRASPE – SEDUC/AL – Aplicação: 2018

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Segundo Aristóteles, a felicidade independe da interveniência
das virtudes, devendo ser um objetivo em si mesma.

70

Para  Aristóteles,  a  vida  política  é  guiada  pelo  prazer  do
reconhecimento  e  a  ação  no  campo  político  é  suficiente
para conduzir o homem à felicidade.

71

De acordo com Aristóteles, toda amizade gera felicidade.

O Esclarecimento é a saída do homem da condição de

menoridade autoimposta. Menoridade é a incapacidade de servir-se
de  seu  entendimento  sem  a  orientação  de  um  outro.  Essa
menoridade é autoimposta quando a sua causa reside na carência
não  de  entendimento,  mas  de  decisão  e  coragem  em  fazer  uso
do seu próprio entendimento sem a orientação alheia. Sapere aude!
Tem  coragem  em  servir-te  de  teu  próprio  entendimento!  Este
é o mote do Esclarecimento.

Immanuel Kant. Que é Esclarecimento? In: Danilo Marcondes. Textos básicos de
ética:  de  Platão  a  Foucault.  Rio  de  Janeiro:  Jorge  Zahar,  2007,  p.  95.

Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue os itens
que se seguem, a respeito da concepção kantiana acerca da ética,
da autonomia da razão e da dignidade.

72

De  acordo  com  a  teoria  moral  kantiana,  embora  seja
naturalmente  livre,  o  ser  humano  se  submete  à  orientação
de outrem por medo, preguiça, comodismo ou covardia.

73

A  maioridade  é  um  estado  de  liberdade  consciente  de
responsabilidade adquirida: ser livre é ser responsável.

74

Para  Kant,  a  menoridade  está  diretamente  ligada  ao
desenvolvimento cognitivo e à idade do sujeito.

75

Em  relação  à  moral,  o  homem  deve  servir-se  de  si  mesmo
quando se autoimpõe a condição de menoridade.

Notei  certas  leis  que  Deus  estabeleceu  de  tal  modo  na

natureza,  e  das  quais  imprimiu  tais  noções  em  nossas  almas
que, depois de ter refletido bem sobre elas, não podemos duvidar
de  que  sejam  exatamente  observadas  em  tudo  o  que  existe  ou
se faz no mundo.

René Descartes. Discurso do Método.

Tendo como referência inicial o fragmento de texto precedente,
julgue os itens seguintes, relativos à filosofia de Descartes.

76

No Discurso do Método, Descartes refere-se a todos os tipos
de leis, inclusive as do comportamento humano.

77

Conforme  a  filosofia  cartesiana,  de  modo  semelhante  ao
que propõe a física cartesiana, o ponto de partida mais seguro
para  exprimir  as  leis  mencionadas  no  texto  é  o  trabalho
experimental.

78

As  ideias  inatas  são  oriundas  especificamente  da  matéria
e possibilitam o conhecimento das leis da natureza.

79

As  leis  da  natureza  se  exprimem  por  meio  de  ideias  claras
e distintas.

80

Em Descartes, a racionalidade se exprime, em grande medida,
pelo  uso  ou  pela  aplicação  das  ideias  claras  e  distintas  na
Epistemologia — entendida como Teoria do Conhecimento —,
na Matemática e na Física.

Ainda  não  foi  criada  uma  filosofia  natural  pura.  As

existentes  acham-se  infectadas  e  corrompidas:  na  escola  de
Aristóteles, pela lógica; na escola de Platão, pela teologia natural;
na segunda escola de Platão, a de Proclo e outros, pela matemática,
a  quem  cabe  rematar  a  filosofia  e  não  engendrar  ou  produzir
a filosofia natural.

Francis Bacon. Novum Organum.

Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial,
julgue os itens subsequentes, de acordo com a filosofia de Francis
Bacon.

81

Francis  Bacon  é  considerado  um  dos  arautos  da  ciência
moderna e um dos seus mais importantes cientistas.

82

Francis Bacon, especialmente na obra apresentada, enfatiza
a importância do método experimental no estudo da natureza.

83

Na sua crítica a Aristóteles, Bacon defende o abandono da
busca de causas finais para o estudo da natureza, sem exceção.

84

Para  Francis  Bacon,  o  conhecimento  científico  não  admite
a  noção  de  forma,  tendo  daí  surgido  sua  crítica  incisiva
a Aristóteles, que propôs a noção de causa formal.

85

Em  contraposição  à  filosofia  aristotélica,  o  empirismo
baconiano não admite a noção de indução. 

O  período  de  tempo  que  vai  mais  ou  menos  da  data

de  publicação  do  De  revolutionibus  de  Nicolau  Copérnico,
isto é, de 1543, à obra de Isaac Newton, Philosophia naturalis
principia  mathematica,  publicada  pela  primeira  vez  em  1687,
é  comumente  apontado  hoje  como  o  período  da  “revolução
científica”.  Trata-se  de  um  poderoso  movimento  de  ideias  que
adquiriu,  no  século  XVII,  as  suas  características  determinantes
na obra de Galileu, que encontra os seus filósofos — em aspectos
diferentes — nas ideias de Bacon e Descartes e que depois iria
encontrar a sua expressão, agora clássica, na imagem newtoniana do
universo concebido como uma máquina, ou seja, como um relógio.

Giovanni  Reale  e  Dario  Antiseri.  História  da  Filosofia:
do  humanismo  a  Kant.  São  Paulo:  Paulus,  1990.

Com  base  no  fragmento  de  texto  precedente,  julgue  os  itens
que se seguem, acerca da filosofia e do conhecimento científico
no período moderno.

86

Conforme  o  fragmento  de  texto  apresentado,  ao  final  do
período  denominado  revolução  científica,  estava  formada
uma concepção mecânica do universo.

87

A filosofia de René Descartes apresenta, em alguma medida,
algum tipo de mecanicismo.

88

Infere-se que Francis Bacon é citado no texto por sua defesa do
estudo da natureza com características mecânicas.

89

Nenhum dos filósofos do período citado no texto considera
a  metáfora  do  universo  como  um  relógio  compatível  com
a crença em um Deus criador.

90

Em  Newton,  a  metáfora  do  relógio  pode  ser  justificada,
em grande parte, por sua relação com o mecanicismo e pela
busca de precisão no estudo da natureza e do próprio universo.

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CESPE | CEBRASPE – SEDUC/AL – Aplicação: 2018

Nietzsche  é  considerado  o  filósofo  que  afirma  a  vida.

Mais  ainda,  ele  é  o  filósofo  que  relaciona  vida  e  estética.
Em  O  Nascimento  da  Tragédia,  a  afirmação  está  expressa
da  seguinte  maneira:  “Só  como  fenômeno  estético  a  existência
e o mundo aparecem eternamente justificados”.

Tendo  o  aforismo  precedente  como  referência  inicial,  julgue
os itens a seguir, sobre as dimensões apolínea e dionisíaca e sobre
os aspectos gerais da filosofia de Nietzsche relacionados à arte.

91

A  estética  nietzscheana  se  estabelece  a  partir  dos  aspectos
apolíneo  e  dionisíaco  na  arte  grega,  considerados  como
impulsos antagônicos.

92

Para  Nietzsche,  a  embriaguez  é  condição  necessária
e  suficiente  para  a  produção  artística,  por  isso  a  ausência
de um estado de embriaguez impede o artista de criar.

93

Em Nietzsche, as dimensões apolínea e dionisíaca são impulsos
artísticos  que  emergem  da  natureza,  independentemente
da mediação do artista.

94

A  despeito  de  diferenças  fundamentais  entre  Nietzsche  e
Platão, ambos, quando se debruçam sobre o que se denomina
arte, consideram o artista um imitador.

95

No estado apolíneo, a natureza força o artista a exprimir-se,
a  dominar  o  caos  da  vontade  e  a  criar  um  novo  mundo
de símbolos, no qual se encontram a dança e a música.

A  indústria  cultural  impede  a  formação  de

indivíduos  autônomos,  independentes,  capazes  de  julgar  e  de
decidir conscientemente.

T. W. Adorno. Os Pensadores. Textos escolhidos,
Conceito  de  Iluminismo.  Nova  Cultural,  1999.

Tendo  o  fragmento  de  texto  anterior  como  referência  inicial,
julgue  os  itens  a  seguir,  referentes  às  relações  entre  arte  e
capitalismo e às concepções de Adorno sobre a indústria cultural.

96

Com  o  fortalecimento  do  sistema  capitalista  no  Ocidente,
a doutrina iluminista da razão humana deu lugar ao domínio
da  razão  técnica,  ou  da  razão  instrumental,  de  acordo  com
os teóricos de Frankfurt.

97

O coletivismo é resultado da indústria cultural.

98

A  indústria  cultural  resulta  da  razão  técnica,  do
desenvolvimento e da legitimação de uma razão instrumental,
desenvolvida e possibilitada a partir da Revolução Científica,
sem o concurso da Revolução Industrial.

99

Para Adorno, a indústria cultural detém todos os elementos
característicos do mundo industrial moderno, apresentando-se
como disseminadora da ideologia dominante que dá sentido
a todo o sistema sociocultural ocidental.

100

Adorno  defende  a  ideia  de  que  a  cultura  de  massas,
ao contrário de uma cultura elitista, emana do povo.

Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio

(PCNEM), o ensino de filosofia deve capacitar o aluno a

101

ler textos literários de modo filosófico.

102

contextualizar  os  conhecimentos  filosóficos  na  sociedade

científico-tecnológica.

103

contextualizar os conhecimentos filosóficos quanto ao plano

pessoal-biográfico.

104

construir instrumentos para uma melhor compreensão da vida

cotidiana,  ampliando  a  visão  de  mundo  e  o  horizonte

de  expectativas  nas  relações  interpessoais  com  variados

grupos sociais.

105

elaborar  por  escrito  o  que  tenha  sido  apropriado  por  meio

da reflexão.

A  centralidade  na  história  da  filosofia  pode  matizar

um ponto que se afigura bastante controverso, qual seja, a assunção

de  uma  perspectiva  filosófica  pelo  professor.  Certamente

ninguém trabalha uma questão filosófica situando-se fora de suas

próprias referências intelectuais, sendo inevitável que o professor

dê seu assentimento a uma perspectiva. Essa adesão, entretanto,

tem alguma medida de controle na referência à história da filosofia,

sem a qual seu labor se tornaria mera doutrinação.

Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica.

Ciências humanas e suas tecnologias: orientações curriculares

para o ensino médio. Brasília, v. 3, 2006, p. 37 (com adaptações).

Considerando o texto precedente como referência inicial, julgue

os itens subsequentes, acerca do ensino de filosofia.

106

A  organização  do  ensino  de  filosofia  com  base  na  história

dessa  área  de  conhecimento  garante  uma  forma  legítima

de doutrinação.

107

O  professor  de  filosofia  inevitavelmente  é  levado  a  dar

assentimento  a  uma  opinião  filosófica,  mesmo  antes  de

submetê-la à crítica.

108

O ensino de filosofia baseado em áreas de estudo como ética,

metafísica e estética não fere, necessariamente, a centralidade

na história da disciplina.

109

O ensino dos conteúdos de filosofia a partir de temas como

liberdade, subjetividade, ideologia e trabalho não impede que

o ensino de filosofia seja centralizado na história da disciplina.

110

Um professor que assume uma perspectiva filosófica em sua

atividade docente impele os alunos a assumirem determinados

valores em vez de estimular uma prática reflexiva.

Com  relação  à  interdisciplinaridade  no  ensino  de  filosofia,

julgue os próximos itens.

111

A interdisciplinaridade no ensino de filosofia no ensino médio

é  garantida  no  caso  de  os  diferentes  períodos  da  história

da filosofia serem metodologicamente articulados em torno

dos mesmos temas filosóficos.

112

No  ensino  de  filosofia,  as  abordagens  pluridisciplinar,

interdisciplinar  e  transdisciplinar  são  equivalentes  e  tratam

do mesmo processo de integração disciplinar.

113

Apesar  de  suas  especificidades,  a  transversalidade  e  a

interdisciplinaridade são complementares.

114

A  contextualização  aliada  à  interdisciplinaridade  contribui

para a transversalidade do conhecimento filosófico.

115

O ensino de lógica permite a abordagem interdisciplinar.

cespe-2018-seduc-al-professor-filosofia-prova.pdf-html.html

CESPE | CEBRASPE – SEDUC/AL – Aplicação: 2018

É tarde demais quando já não é possível pensar... Esse

é  o  movimento  que  os  tempos  hipermodernos  nos  apresentam:
lançar-nos  tanto  à  opinião,  afastar-nos  tanto  do  conceito,
como  forma  de  fugir  do  caos,  que  de  repente  o  pensamento
já não é mais possível. É mais do que tempo, pois, de fazermos
das  escolas  um  espaço  de  resistência  a  isso.  E  se  a  escola  não
puder ser propriamente o lugar do exercício do conceito, que seja
ao menos de uma propedêutica ao conceito.

Deleuze  e  Guattari  afirmaram  que  é  preciso  investir

em  uma  “pedagogia  do  conceito”,  à  qual  os  filósofos  se
dedicaram pouco ao longo da história. Ora, se os conceitos não
estão dados, mas são criados, é possível se desvendarem as regras,
os  processos,  os  caminhos  de  criação  dos  conceitos;  é  possível
—  e  é  necessária  —  uma  pedagogia  do  conceito,  isto  é,
um aprendizado em torno do ato criativo de um conceito.

No  que  concerne  ao  trato  com  as  aulas  de  filosofia

na educação média, penso que a pedagogia do conceito poderia
estar articulada em torno de quatro momentos didáticos: uma etapa
de  sensibilização,  uma  etapa  de  problematização,  uma  etapa
de  investigação  e,  finalmente,  uma  etapa  de  conceituação
(isto é, de criação ou recriação do conceito).

Silvio Gallo. Metodologia do ensino de filosofia: uma didática
para  o  ensino  médio.  Papirus,  2012,  p.  95  (com  adaptações).

Considerando  as  ideias  do  texto  precedente  e  o  assunto  nele
abordado, julgue os itens seguintes.

116

A  proposta  metodológica  do  autor  do  texto,  Silvio  Gallo,
concorda  com  o  pensamento  de  Gilles  Deleuze  e  Félix
Guattari,  autores  que  definem  a  filosofia  como  a  arte
de criar conceitos.

117

A  proposta  de  uma  pedagogia  do  conceito  contraria
didaticamente  a  de  um  ensino  que  tenha  como  referência
a história da filosofia.

118

A propedêutica corresponde ao estudo especializado dos temas
mais relevantes da tradição filosófica como forma de garantir
profundidade na aprendizagem dos estudantes.

119

A  proposta  de  uma  pedagogia  do  conceito  converge  para
uma atitude didática conteudista.

120

Na perspectiva didático-metodológica apresentada no texto,
a  construção  de  uma  pedagogia  do  conceito  requer  que
a  escola  incite  os  jovens  a  defender  sua  própria  opinião
como uma estratégia de fuga ao caos.

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