Prova Concurso - Pedagogia - PROFESSOR-PORTUGUES - CESPE - SEDUC - 2018

Prova - Pedagogia - PROFESSOR-PORTUGUES - CESPE - SEDUC - 2018

Detalhes

Profissão: Pedagogia
Cargo: PROFESSOR-PORTUGUES
Órgão: SEDUC
Banca: CESPE
Ano: 2018
Nível: Superior

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Gabarito

cespe-2018-seduc-al-professor-portugues-gabarito.pdf-html.html

 

GOVERNO DO ESTADO DE ALAGOAS

 

SECRETARIA DO PLANEJAMENTO, GESTÃO E PATRIMÔNIO DO ESTADO DE ALAGOAS

 

CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE VAGAS NO CARGO DE PROFESSOR DA SECRETARIA DE

ESTADO DA EDUCAÇÃO DE ALAGOAS

Aplicação: 1.º/4/2018

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Cargo 11: PROFESSOR – ESPECIALIDADE: PORTUGUÊS

376_SEDUCAL011

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Obs.: ( X ) item anulado.

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Gabarito

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Gabarito

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GABARITOS OFICIAIS DEFINITIVOS

Prova

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CESPE | CEBRASPE – SEDUC/AL – Aplicação: 2018

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

Leitor, se não tens desprezo

1

De vir descer às senzalas,
Trocar tapetes e salas
Por um alcouce cruel,

4

Vem comigo, mas... cuidado...
Que o teu vestido bordado
Não fique no chão manchado,

7

No chão do imundo bordel.
Não venhas tu que achas triste
Às vezes a própria festa.

10

Tu, grande, que nunca ouviste
Senão gemidos da orquestra
Por que despertar tu'alma,

13

Em sedas adormecida,
Esta excrescência da vida
Que ocultas com tanto esmero?

16

E o coração — tredo lodo,
Fezes d'ânfora doirada
Negra serpe, que enraivada,

19

Morde a cauda, morde o dorso
E sangra às vezes piedade,
E sangra às vezes remorso?...

22

Não venham esses que negam
A esmola ao leproso, ao pobre.

25

A luva branca do nobre
Oh! senhores, não mancheis...
Os pés lá pisam em lama,

28

Porém as frontes são puras
Mas vós nas faces impuras
Tendes lodo, e pus nos pés.

31

Castro Alves. Tragédia no lar. Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.

Considerando  o  poema  apresentado,  julgue  os  itens  a  seguir,
a respeito do Romantismo brasileiro.

51

Esse  poema  de  Castro  Alves  é  representativo  da  poesia  da
primeira  geração  romântica,  cujo  projeto  era  fundado  na
perspectiva  nacionalista  e  buscava  libertar  a  literatura
brasileira das influências literárias portuguesas.

52

A repulsa à escravidão e às condições degradantes impostas
aos escravos é explicitada no poema por metáforas como as
expressas em “alcouce cruel” (v.4) e “imundo bordel” (v.8). 

53

O uso de vocativo e de pontuação expressiva constitui recurso
textual que colabora para atribuir ao texto tom característico da
oratória, próprio da poesia condoreira. 

54

Diferentemente  da  segunda  geração  romântica,  marcada
pelo sentimentalismo exacerbado, a poesia de Castro Alves
afirma-se como instrumento de luta e de reformas sociais.

55

O  Romantismo  no  Brasil  apresentou  postura  de  combate  a
conjunturas adversas, como na luta em favor do abolicionismo,
representada  tanto  no  poema  de  Castro  Alves  como  no
romance Inocência, de Visconde de Taunay.

Cresci; e nisso é que a família não interveio; cresci

1

naturalmente, como crescem as magnólias e os gatos. Talvez os

gatos são menos matreiros, e, com certeza, as magnólias são

menos inquietas do que eu era na minha infância. Um poeta

4

dizia que o menino é pai do homem. Se isto é verdade, vejamos

alguns lineamentos do menino.

Desde  os  cinco  anos  merecera  eu  a  alcunha  de

7

“menino diabo”; e verdadeiramente não era outra coisa; fui dos

mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e

voluntarioso. Por exemplo, um dia quebrei a cabeça de uma

10

escrava, porque me negara uma colher do doce de coco que

estava fazendo, e, não contente com o malefício,  deitei um

punhado de cinza ao tacho, e, não satisfeito da travessura, fui

13

dizer à minha mãe que a escrava é que estragara o doce “por

pirraça”; e eu tinha apenas seis anos. Prudêncio, um moleque

de casa, era o meu cavalo de todos os dias; punha as mãos no

16

chão,  recebia  um  cordel  nos  queixos,  à  guisa  de  freio,  eu

trepava-lhe ao dorso, com uma varinha na mão, fustigava-o,

dava mil voltas a um e outro lado, e ele obedecia, — algumas

19

vezes gemendo — mas obedecia sem dizer palavra, ou, quando

muito, um — “ai, nhonhô!” — ao que eu retorquia: — “Cala a

boca, besta!” — Esconder os chapéus das visitas, deitar rabos

22

de papel a pessoas graves, puxar pelo rabicho das cabeleiras,

dar beliscões nos braços das matronas, e outras muitas façanhas

deste jaez, eram mostras de um gênio indócil, mas devo crer

25

que eram também expressões de um espírito robusto, porque

meu  pai  tinha-me  em  grande  admiração;  e  se  às  vezes  me

repreendia, à vista de gente, fazia-o por simples formalidade:

28

em particular dava-me beijos.

Não se conclua daqui que eu levasse todo o resto da

minha vida a quebrar a cabeça dos outros nem a esconder-lhes

31

os  chapéus;  mas  opiniático,  egoísta  e  algo  contemptor  dos

homens, isso fui; se não passei o tempo a esconder-lhes os

chapéus, alguma vez lhes puxei pelo rabicho das cabeleiras.

34

Outrossim, afeiçoei-me à contemplação da injustiça

humana, inclinei-me a atenuá-la, a explicá-la, a classificá-la por

partes, a entendê-la, não segundo um padrão rígido, mas ao

37

sabor das circunstâncias e lugares. Minha mãe doutrinava-me

a seu modo, fazia-me decorar alguns preceitos e orações; mas

eu  sentia  que,  mais  do  que  as  orações,  me  governavam  os

40

nervos e o sangue, e a boa regra perdia o espírito, que a faz

viver,  para  se  tomar  uma  vã  fórmula.  De  manhã,  antes  do

mingau,  e  de  noite,  antes  da  cama,  pedia  a  Deus  que  me

43

perdoasse, assim como eu perdoava aos meus devedores; mas

entre a manhã e a noite fazia uma grande maldade, e meu pai,

passado o alvoroço, dava-me pancadinhas na cara, e exclamava

46

a rir: Ah! brejeiro! ah! brejeiro!

Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás

Cubas.  Internet:  <www.dominiopublico.gov.br>.

Julgue  os  próximos  itens,  com  relação  ao  fragmento  de  texto

apresentado, ao contexto histórico-literário em que foi produzido

e à produção literária machadiana.

56

A obra da qual esse fragmento de texto foi extraído pertence

à segunda fase da produção machadiana e inaugura a estética

realista no Brasil.

57

A  crueldade  e  a  rebeldia  que  caracterizam  o  menino  Brás

Cubas  se  contrapõem  à  imagem  idealizada  de  infância,

própria de autores românticos.

58

A afirmação “o menino é pai do homem” (R.5) é corroborada

pelo  narrador,  que  se  mostra  consciente  dos  fatos  que

marcaram sua trajetória existencial. 

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CESPE | CEBRASPE – SEDUC/AL – Aplicação: 2018

59

No  fragmento  apresentado,  assim  como  em  toda  a  obra

Memórias Póstumas de Brás Cubas, predomina a linguagem

denotativa, em consonância com os princípios de racionalismo

e objetividade característicos do Realismo. 

60

O  fragmento  apresentado  é  predominantemente  descritivo,

dada  a  preocupação  do  narrador  em  detalhar  suas  próprias

características. 

61

Depreende-se do último parágrafo do texto que Brás Cubas foi

criado em contexto familiar que reprovava comportamentos

prepotentes.

62

Para  compor  um  panorama  da  sociedade  carioca  do

século  XIX,  Machado  de  Assis  elege,  principalmente  nos

romances  da  segunda  fase  de  sua  produção,  protagonistas

pertencentes  às classes populares, como é o caso de Bento

Santiago, narrador de Dom Casmurro.

Vidas Secas começa por uma fuga e acaba com outra.

1

Decorre entre duas situações idênticas, de tal modo que o fim,

encontrando o princípio, fecha a ação em um círculo. Entre a

seca e as águas, a vida do sertanejo se organiza, do berço à

4

sepultura,  a  modo  de  retorno  perpétuo.  Como  os  animais

atrelados ao moinho, Fabiano voltará sempre sobre os passos,

sufocado pelo meio.

7

É preciso, todavia, lembrar que essa ligação com o

problema geográfico e social só adquire significado pleno, isto

é, só atua sobre o leitor, graças à elevada qualidade artística do

10

livro.  Graciliano  soube  transpor  o  ritmo  mesológico  para  a

própria  estrutura  da  narrativa,  mobilizando  recursos  que  a

fazem  parecer  movida  pela  mesma  fatalidade  sem  saída.

13

Euclides da Cunha tomou o sertanejo e deu ao seu drama (que

foi  o  primeiro  a  exprimir  convenientemente)  faíscas  de

epopeia. Graciliano esbateu-o no ramerrão das misérias diárias

16

e  o  fez  irremediavelmente  doloroso.  Apegou-se  a  um

determinismo  semelhante  ao  d’Os  sertões,  tornando-o

inflexível  pela  representação  literária  do  eterno  retorno.  E

19

assim como José Lins do Rego produziu as obras-primas das

terras de massapé, com a planturosidade das regiões fartas, ele

se  tornou  o  escritor  por  excelência  da  terra  estorricada.

22

Romance da zona pastoril, encourado como ele na secura da

fatalidade geográfica. Da consciência mortiça do bom Fabiano

podem  emergir  os  transes  periódicos  em  que  se  estorce  o

25

homem esmagado pela paisagem e pelos outros homens.

Antonio  Candido.  Ficção  e  confissão.  Rio  de

Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006 (com adaptações).

Considerando as ideias  do  texto precedente e a relação que ele

estabelece  com  aspectos  da  historiografia  literária  brasileira,

julgue os itens subsequentes.

63

Dada a preocupação com os problemas regionais, o autor do

texto  considera  Graciliano  Ramos  e  Euclides  da  Cunha

escritores  do  Naturalismo,  estética  literária  cujo  expoente

maior no Brasil foi Aluísio Azevedo.

64

Além de José Lins do Rego e Graciliano Ramos, mencionados

no  texto,  Rachel  de  Queiroz  também  compôs  a  chamada

geração  de  1930,  a  qual  guarda  estreita  relação  com

o regionalismo romântico do século XIX. 

65

De acordo com o texto, Euclides da Cunha antecipou marcas

da prosa de ficção da segunda geração modernista, entre elas

a preocupação com o impacto do meio sobre o indivíduo. 

66

Por  se  tratar  de  “Romance  da  zona  pastoril”  (R.23),  Vidas

Secas  apresenta  um  realismo  social  ininteligível  a  regiões

urbanas do país.

O Zé Pereira chegou de caravela
E preguntou pro guarani da mata virgem
— Sois cristão?
— Não. Sou bravo, sou forte, sou filho da MorteTeterê
tetê Quizá Quizá Quecê!
Lá longe a onça resmungava Uu! ua! uu!
O negro zonzo saído da fornalha
Tomou a palavra e respondeu
— Sim pela graça de Deus
Canhem Babá Canhem Babá Cum Cum!
E fizeram o Carnaval.

Oswald  de  Andrade.  Brasil.  In:  Primeiro  caderno
do aluno de poesia Oswald. São Paulo, Círculo do Livro.

Acerca do poema precedente e de aspectos da literatura brasileira
a ele relacionados, julgue os itens subsecutivos.

67

No poema, a pluralidade de vozes recria, de maneira irônica
e irreverente, a chegada do colonizador europeu ao Brasil.

68

O  poema  estabelece  explícita  intertextualidade  com  a  obra
I-Juca  Pirama,  de  Gonçalves  Dias,  poeta  do  Romantismo
brasileiro.

69

O  poema  demonstra,  no  plano  da  linguagem,  a  postura
nacionalista  do  movimento  modernista  brasileiro,  que
valorizou  o  emprego,  nos  textos  literários,  de  formas
linguísticas  típicas  da  modalidade  falada  do  português
brasileiro.

70

A  liberdade  formal  e  o  coloquialismo  presentes  no  poema
apresentado são também características marcantes do projeto
literário dos poetas modernistas da geração de 1945.

A maior riqueza do homem

1

é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou — eu não aceito.

4

Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas,
que puxa válvulas, que olha o relógio,
que compra pão às 6 horas da tarde,

7

que vai lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai

10

Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.

Manoel de Barros. Retrato do artista quando coisa. 3.ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2002, p. 79.

Julgue os itens seguintes, a respeito do texto precedente.

71

Infere-se  do  terceiro  verso  do  poema  que  o  eu  lírico
considera-se um homem incompleto. 

72

Do quinto ao nono verso do poema, a repetição do pronome
relativo tem o efeito de reforçar a ideia expressa pelo eu lírico:
ele não é afeito a novidades. 

73

Está implícita no trecho “que vê a uva” (v.9) uma referência ao
método de alfabetização adotado em antigas cartilhas.

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CESPE | CEBRASPE – SEDUC/AL – Aplicação: 2018

O estado de São Paulo realiza o chamado “dia D” da

1

vacinação contra a febre amarela em 54 cidades da Grande São

Paulo, do Vale do Paraíba e da Baixada Santista. O governo do

estado  pretende  imunizar  9,2  milhões  de  pessoas.  Para  se

4

vacinar, as pessoas devem apresentar documento de identidade

e carteiras do SUS e de vacinação.

A  campanha  será  feita  com  a  dose  fracionada  da

7

vacina. Segundo o Ministério da Saúde, a vacina fracionada

tem  eficácia  de  oito  anos,  e  quem  já  tomou  uma  dose  não

precisará se vacinar novamente.

10

Também serão disponibilizadas doses convencionais

para crianças com idade entre nove meses e dois anos, pessoas

que viajarão para países que exigem imunização, grávidas que

13

moram  em  área  de  risco,  transplantados  e  portadores  de

doenças crônicas. De acordo com a Organização Mundial da

Saúde (OMS), a dose padrão tem validade para a vida toda.

16

São Paulo faz mutirão para vacinação contra a febre

amarela. Internet: <www.g1.com.br> (com adaptações).

Considerando  as  ideias  e  os  aspectos  linguísticos  do  texto

precedente, julgue os itens a seguir.

74

O emprego das aspas em “dia D” (R.1) justifica-se porque a

expressão, originada do campo lexical militar, está empregada

no  texto  em  sentido  mais  amplo,  significando  uma  data

especial e muito aguardada. 

75

Conclui-se do emprego do advérbio “Também” (R.11) que as

duas  modalidades  de  vacinação,  além  de  serem  aplicadas

simultaneamente, valem para a vida toda. 

76

O  propósito  central  do  texto  é  convencer  os  leitores  a  se

vacinarem contra a febre amarela. 

77

Em “Para se vacinar, as pessoas precisam de documento de

identidade e carteiras do SUS e de vacinação” (R. 4 a 6), a

preposição “Para” exerce o papel de conectivo e introduz uma

oração que expressa finalidade. 

78

Na expressão “dose padrão” (R.16), o vocábulo “padrão” foi

empregado como sinônimo de análogo.

Deixei-o nessa reticência, e fui descalçar as botas, que

1

estavam  apertadas.  Uma  vez  aliviado,  respirei  à  larga,  e

deitei-me  a  fio  comprido,  enquanto  os  pés,  e  todo  eu  atrás

deles,  entrávamos  numa  relativa  bem-aventurança.  Então

4

considerei que as botas apertadas são uma das maiores venturas

da Terra, porque, fazendo doer os pés, dão azo ao prazer de as

descalçar.  Mortifica  os  pés,  desgraçado,  desmortifica-os

7

depois, e aí tens a felicidade barata, ao sabor dos sapateiros e

de Epicuro. (...) Daqui inferi eu que a vida é o mais engenhoso

dos fenômenos, porque só aguça a fome, com o fim de deparar

10

a ocasião de comer, e não inventou os calos, senão porque eles

aperfeiçoam a felicidade terrestre. Em verdade vos digo que

toda a sabedoria humana não vale um par de botas curtas.

13

Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás

Cubas.  In:  Obra  Completa,  v.  1,  p.  555-6.

No que se refere ao texto precedente, julgue os itens que se seguem.

79

A  ideia  principal  do  texto  é  a  relação  entre  sofrimento  e

felicidade: as botas apertadas representam a dor, o sofrimento;

descalçá-las representa o prazer, a “felicidade terrestre” (R.12).

80

Dados os sentidos do texto, subentende-se que o agente da

forma verbal “Mortifica” (R.7) é “botas” (R.5).

81

O trecho “Em verdade vos digo que toda a sabedoria humana

não vale um par de botas curtas” (R. 12 e 13) expressa um fato

constatado pelo narrador quando descalçou suas botas.

Neste  final  de  semana,  esta  Folha  publicou  editorial

criticando a proposta de ampliar a pena daqueles que assassinam

mulheres por “razões de gênero”. O texto alega que tal “populismo”

jurídico seria uma extravagância, já que todas as circunstâncias

agravantes que poderiam particularizar o homicídio contra mulheres

(motivo  fútil,  crueldade,  dificuldade  de  defesa)  estariam

contempladas  pela  legislação  vigente.  Neste  sentido,  criar  a

categoria jurídica “razões de gênero” de nada serviria, a não ser

para quebrar o quadro universalista que deveria ser o fundamento

da lei.

Vladimir Safatle. Feminicídio. In: Folha de S.Paulo. mar./2015, p. A 2.

Com referência às ideias do texto precedente, julgue o próximo

item.

82

Trata-se de um texto publicado no jornal para o qual o próprio

autor escreve, havendo indícios de que ele apresentará a tal

texto uma crítica. 

No  dia  seguinte,  estando  na  repartição,  recebeu

1

Camilo  este  bilhete  de  Vilela:  “Vem  já,  já,  à  nossa  casa;

preciso falar-te sem demora”. Era mais de meio-dia. Camilo

saiu logo; na rua, advertiu que teria sido mais natural chamá-lo

4

ao escritório; por que em casa?(...)

A cartomante foi à cômoda, sobre a qual estava um

prato  com  passas,  tirou  um  cacho  destas,  começou  a

7

despencá-las e comê-las, mostrando duas fileiras de dentes que

desmentiam as unhas. (...)

Machado  de  Assis.  A  cartomante.  In:  Obra  completa.

Rio  de  Janeiro:  Nova  Aguilar,  v.  II,  1994.

A  respeito  do  trecho  do  conto  apresentado,  julgue  os  próximos

itens.

83

Tanto em “recebeu Camilo este bilhete de Vilela” (R. 1 e 2)

quanto  em  “tirou  um  cacho  destas”  (R.7),  os  pronomes

demonstrativos  foram  empregados  para  retomar  termos

antecedentes.

84

Na linha 4, o verbo advertir foi empregado como sinônimo de

concluir. 

O  índice  de  leitura  no  Brasil  continua  baixo.  Uma

1

pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro revelou que, após

sair  da  escola,  o  brasileiro  lê  em  média  1,3  livro  por  ano.

Quando  se  inclui  a  leitura  de  didáticos  e  paradidáticos

4

— aqueles títulos lidos por obrigação, como parte do programa

de alguma disciplina —, o número sobe para 4,7. Ainda assim,

trata-se de uma média baixíssima se comparada à de países

7

desenvolvidos.  Cada  francês,  por  exemplo,  lê,  em  média,

anualmente,  sete  livros;  na  Finlândia,  são  mais  de  25.  O

levantamento apontou também que 45% dos entrevistados não

10

havia lido nenhuma obra sequer nos três meses anteriores à

enquete. O estudo, feito entre novembro e dezembro de 2007,

também mostrou que, para os brasileiros, a leitura é apenas a

13

quinta  opção  de  entretenimento.  Em  primeiro  lugar,  está  a

televisão. Alguma surpresa?

Leitura em baixa. In: Welcome Congonhas. Camarinha

Editora & Comunicação, jul./2008, p. 9 (com adaptações).

No que se refere ao texto precedente e às ideias nele veiculadas,

julgue os itens subsequentes.

85

Conforme as pesquisas citadas no texto, o brasileiro não sabe

ler.

86

O texto é um artigo de opinião no qual o autor discute o baixo

envolvimento do brasileiro com a leitura em oposição ao que

ocorre na França e na Finlândia.

87

A  expressão  “Alguma  surpresa?”  (R.15)  é  uma  pergunta

retórica  acerca  do  fato  de  a  leitura  ser  a  quinta  opção  de

entretenimento no Brasil e a televisão, a primeira.

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CESPE | CEBRASPE – SEDUC/AL – Aplicação: 2018

Posso conceber um homem sem mãos, pés, cabeça

1

(pois  só  a  experiência  nos  ensina  que  a  cabeça  é  mais

necessária do que os pés); mas não posso conceber o homem

sem pensamento: seria uma pedra ou um animal.

4

Instinto e razão, marcas de duas naturezas.

O homem não passa de um caniço, o mais fraco da

natureza,  mas  é  um  caniço  pensante.  Não  é  preciso  que  o

7

universo inteiro se arme para esmagá-lo: um vapor, uma gota

de água bastam para matá-lo. Mas, mesmo que o universo o

esmagasse, o homem seria ainda mais nobre do que quem o

10

mata, porque sabe que morre e a vantagem que o universo tem

sobre ele; o universo desconhece tudo isso.

Toda a nossa dignidade consiste, pois, no pensamento.

13

Daí  ser  preciso  nos  elevarmos,  e  não  do  espaço  e  da

duração,  que  não  podemos  preencher.  Trabalhemos,  pois,

para bem pensar.

16

Não é no espaço que devo buscar minha dignidade,

mas  na  ordenação  de  meu  pensamento.  Não  terei  mais

possuindo terras; pelo espaço, o universo me abarca e traga

19

como um ponto; pelo pensamento, eu o abarco.

Blaise  Pascal.  Um  caniço  pensante.  In:  Pensamentos.  Trad.  Sérgio

Milliet. 2.ª ed. São Paulo: Abril Cultural, 1979, p. 123-4 (com adaptações).

Com base no texto precedente, julgue os seguintes itens.

88

Depreende-se do texto que bens materiais em nada dignificam

o homem, podendo somente a razão pode fazê-lo.

89

No  primeiro  parágrafo  do  texto,  o  verbo  “conceber”  (R.1)

veicula o mesmo sentido de gerar.

90

Para o autor do texto, o ser humano, apesar da condição de

“caniço”, é superior ao universo, porque detém a faculdade do

pensamento.

Espaço livre

Texto 11A3AAA

Era Borjalino Ferraz e perdeu o primeiro emprego na

1

Prefeitura de Macajuba por coisas de pontuação. Certa vez, o
diretor do Serviço de Obras chamou o amanuense para uma
conversa de fim de expediente. E aconselhativo:

4

—  Seu  Borjalino,  tenha  cuidado  com  as  vírgulas.

Desse jeito, o amigo acaba com o estoque e a comarca não tem
dinheiro para comprar vírgulas novas.

7

Fez outros ofícios, semeou vírgulas empenadas por

todos  os  lados  e  foi  despedido.  Como  era  sujeito  de  brio,
tomou aulas de gramática, de modo a colocar as vírgulas em

10

seus devidos lugares. Estudou e progrediu. Mais do que isso,
saiu  das  páginas  da  gramática  escrevendo  bonito,  com
rendilhados no estilo. Cravava vírgulas e crases como ourives

13

crava as pedras. O que fazia o coletor federal Zozó Laranjeira
apurar os óculos e dizer com orgulho: 

—  Não  tem  como  o  Borjalino  para  uma  vírgula  e

16

mesmo para uma crase. Nem o presidente da República.

E  assim,  um  porco-espinho  de  vírgulas  e  crases,

Borjalino  foi  trabalhar,  como  escriturário,  na  Divisão  de

19

Rendas de São Miguel do Cupim. Ficou logo encarregado dos
ofícios, não só por ter prática de escrever como pela fama de
virgulista. Mas, com dois meses de caneta, era despedido. O

22

encarregado  das  Rendas,  funcionário  sem  vírgulas  e  sem
crases, foi franco:

—  Seu  Borjalino,  sua  competência  é  demais  para

25

repartição tão miúda. O amigo é um homem de instrução. É um
dicionário.  Quando  o  contribuinte  recebe  um  ofício  de  sua
lavra, cuida que é ordem de prisão. O coronel Balduíno dos

28

Santos quase teve um sopro no coração ao ler uma peça saída
de sua caneta. Pensou que fosse uma ofensa, pelo que passou
um  telegrama  desaforado  ao  senhor  governador  do  Estado.

31

Veja bem! O senhor governador.

E por colocar bem as vírgulas e citar Nabucodonosor

em ofício de pequena corretagem, o esplêndido Borjalino foi

34

colocado à disposição do olho da rua. Com uma citação no
Diário Oficial e duas gramáticas debaixo do braço.

José Cândido Carvalho. A vírgula não foi feita para humilhar ninguém.
Seleção de textos, nota, estudos biográfico, histórico e crítico e exercícios
por Maria Aparecida Bacega. São Paulo: Abril Educação, 1983, p. 42.

Com  relação  às  ideias  do  texto  11A3AAA,  julgue  os  itens  que
se seguem.

91

Seu Borjalino foi penalizado com tantas advertências por seu
diretor na Prefeitura de Macajuba, com relação à pontuação,
que acabou perdendo o emprego.

92

Infere-se  do  texto  que  Seu  Borjalino,  além  da  vírgula  e  da
crase, conhecia bem o léxico da língua portuguesa.

93

Da fala do encarregado das Rendas de São Miguel do Cupim
conclui-se que, na época de Seu Borjalino, os contribuintes
podiam  dirigir-se  diretamente  aos  governadores  de  estado
para apresentar reclamações relacionadas ao fisco.

94

Depreende-se do texto que, apesar de exímio conhecedor da
gramática da língua portuguesa, Seu Borjalino não relacionava
adequadamente, em sua redação, estilo de linguagem e gênero
textual.

cespe-2018-seduc-al-professor-portugues-prova.pdf-html.html

CESPE | CEBRASPE – SEDUC/AL – Aplicação: 2018

Com  relação  aos  aspectos  linguísticos  do  texto  11A3AAA,
julgue os itens seguintes.

95

Feito o devido ajuste de letra maiúscula para minúscula em “E”
(R.4),  o  sentido  do  texto  e  sua  correção  gramatical  seriam
preservados  caso  o  ponto  final  empregado  logo  após
“expediente” (R.4) fosse substituído por vírgula.

96

O  emprego  da  expressão  “outros  ofícios”  (R.8)  indica  que,
além  de  ser  amanuense,  Seu  Borjalino  exerceu  outras
atividades na Prefeitura de Macajuba. 

97

Na linha 9, a conjunção “Como” introduz uma comparação.

98

Na linha 27, o pronome possessivo “sua” refere-se à expressão
“o contribuinte”. 

99

Caso  o  advérbio  “quase”  (R.29)  fosse  deslocado  para
imediatamente após “sopro”, a correção gramatical do texto
seria preservada, mas haveria prejuízo para seu sentido e sua
coerência.

Texto 11A3BBB

SEM DATA                        1926

1

Carlos,

Tenho estado pensando todos estes dias em você e Dolores.
Como  vai ela agora? Não tenho direito de exigir contínuas

4

porque  imagino  as  preocupações  de  você  porém  assim  que
ela  melhorar  me  mande  apenas  uma  nota  avisando  que  ela
melhorou. Meu pensamento está aí com vocês e meus desejos

7

nem se fala!

Me  lembre  a  Dolores  e  tenha  a  certeza  deste  abraço  de
companhia

10

Mário

Aí vai o conto. Mando a primeira redação. Peço guardar recato.
Porque o livro Histórias de Belasarte não sai tão já.

13

Lélia  Coelho  Frota  (org.).  Carlos  e  Mário:  correspondência  entre  Carlos
Drummond de Andrade — inédita — e Mário de Andrade: 1924-1945. Rio de
Janeiro:  Bem-Te-Vi  Produções  Literárias,  2002,  p.  251  (com  adaptações).

Com  relação  aos  aspectos  linguísticos  do  texto  11A3BBB,
julgue os seguintes itens.

100

O  sentido  do  trecho  “Me  lembre  a  Dolores”  (R.9)  seria
alterado caso ele fosse reescrito como Me lembre da Dolores. 

101

A  omissão  do  trecho  “que  ela  melhorou”  (R.  6  e  7)
não comprometeria a coerência e coesão do texto.

Com  relação  aos  textos  11A3AAA  e  11A3BBB,  julgue  o  item
a seguir.

102

As  expressões  “O  senhor  governador”  (R.32  do  texto
11A3AAA) e “e meus desejos nem se fala!” (R. 7 e 8 do texto
11A3BBB)  são  consideradas  coloquiais,  porém  adequadas
ao gênero dos textos em que aparecem, uma vez que ambos
configuram um discurso ficcional.

Texto 11A3CCC

Ainda  na  infância,  a  literatura  me  encantou,  me

1

conquistou: as histórias com suas tramas, os poemas com sua

musicalidade, seu uso especial da linguagem, todos com uma

precisão e um concretizar de fatos e sentimentos que a intuição

4

apenas adivinhava. Acho que foi isso que me fez amar a língua,

e esse amor me fez querer ser professor de Língua Portuguesa.

Já quando estava na quarta série do ginásio (hoje nono ano do

7

ensino  fundamental),  tinha  certeza  de  que  queria  ser

professor... de Língua Portuguesa.

Quem,  além  de  um  poeta,  poderia  chamar  a  nossa

10

língua de “última flor do Lácio inculta e bela”? Quem, além de

Bandeira,  poderia  ir  “embora  pra  Pasárgada...  uma  outra

civilização, para andar de bicicleta, montar em burro bravo,

13

subir em pau de sebo e tomar banho de mar”? Viajando por

entre as palavras mágicas de poetas, contistas, romancistas, fui

percorrendo os caminhos e descaminhos da linguagem.

16

Aos poucos cresceu no meu conhecimento a gramática

e  a  seguir  a  linguística  com  todas  as  suas  correntes  e

disciplinas.  Aumentou  assim  o  meu  entusiasmo  pelas

19

possibilidades  expressivas  da  língua,  sua  relação  com  os

recursos linguísticos e seu funcionamento em textos resultantes

de sujeitos, de ideologias, de atividades e esferas de ação do

22

ser humano concretizando modos/formas e objetivos de ação

em tipos de gêneros e espécies de textos.

Parece-me,  pois,  que  primeiro  a  literatura  nos  faz

25

sentir o que a língua é e pode, e, só depois, a gramática e a

linguística nos possibilitam saber o que é e como a língua é e

o que ela pode.

28

A  literatura  concentra,  converge,  encontra

possibilidades de expressão presentes na língua em todas as

suas variedades escritas e orais. Mesmo atualmente, quando os

31

estudos linguísticos se acostumaram a observar, descrever e

explicar os recursos da língua e seus usos nas variedades orais

e escritas não literárias (como na imprensa falada e escrita,

34

nos  documentos  orais  e  em  todos  os  gêneros  de  todas  as

esferas  de  ação  social  ou  comunidades  discursivas),  parece

que a literatura continua a Senhora que nos mostra e aponta

37

a magia da língua.

É  por  esse  espírito  que  acredito  que  ser  linguista

ou  gramático,  ser  professor  de  Língua  Portuguesa  tem

40

mais  brilho,  mais  sabor,  mais  verdade,  mais  possibilidade

quando se acredita, mais ainda, quando se sabe que língua e

literatura  são  uma  só  coisa  e  que  a  segunda  é  a  primeira

43

transformada em arte, que a literatura é o que há de mais livre,

mais forte e, por que não dizer, de mais belo de tudo o que se

pode fazer com a língua.

46

Luiz  Carlos  Travaglia.  Da  infância  à  ciência:  língua  e

literatura. In: Beth Brait. Literatura e outras linguagens.

São  Paulo:  Contexto,  2010,  p.  36-8  (com  adaptações).

Com  relação  às  ideias  e  à  textualidade  do  texto  11A3CCC,

julgue os seguintes itens.

103

Com  relação  aos  fatores  de  coerência  textual,  o  segundo

parágrafo do texto caracteriza-se pela intertextualidade.

104

No  texto,  predomina  a  concepção  de  que  o  uso  da  língua

corresponde a um conjunto de práticas sociais que determinam

os diferentes modos e formatos da comunicação linguística.

105

Infere-se do texto que seu autor preferiria ter sido professor

de Literatura Brasileira a professor de Língua Portuguesa.

cespe-2018-seduc-al-professor-portugues-prova.pdf-html.html

CESPE | CEBRASPE – SEDUC/AL – Aplicação: 2018

No que diz respeito às construções linguísticas do texto 11A3CCC,

julgue os itens subsequentes.

106

Dada a marca de gênero masculino no pronome “todos” (R.3),

é correto interpretá-lo tanto em referência a “poemas” (R.2)

somente,  quanto  em  referência  a  “histórias”  (R.2)  e

“poemas”  (R.2),  sendo  ambas  as  leituras  coerentes  com

os sentidos do texto.

107

Na  linha  19,  a  contração  “pelas”  poderia  ser  substituída

por com as, mantendo-se a correção gramatical e o sentido

do texto.

108

Sem  prejuízo  para  a  correção  gramatical  e  para  o  sentido

do  texto,  o  trecho  “Mesmo  atualmente,  quando  os  estudos

linguísticos se acostumaram a observar, descrever e explicar os

recursos da língua e seus usos nas variedades orais e escritas

não literárias” (R. 31 a 34) poderia ser reescrito da seguinte

forma:  Ainda  nos  dias  de  hoje  em  que  a  linguística

acostumou a fazer a observação, a descrição e a explicação

dos  recursos  da  língua  usados  em  variedades  orais  e

escritas não literárias.

109

Na linha 42, a expressão “mais ainda” enfatiza o  conteúdo

da forma verbal que a antecede: “acredita”.

Com  relação  aos  textos  11A3BBB  e  11A3CCC,  julgue  o

próximo item.

110

Considerando-se  os  gêneros  dos  textos  e  as  variedades

da língua portuguesa, estaria adequado o emprego da próclise

em  “Parece-me”  (R.25  do  texto  11A3CCC),  assim  como

está  adequado  seu  emprego  em  “Me  lembre”  (R.9  do

texto 11A3BBB).

O processo ensino/aprendizagem de língua portuguesa, no

ensino médio, deve pressupor uma visão sobre o que é linguagem

verbal. Esta se caracteriza como construção humana e histórica de

um sistema linguístico e comunicativo em determinados contextos.

Assim, na gênese da linguagem verbal estão presentes o homem,

seus  sistemas  simbólicos  e  comunicativos,  em  um  mundo

sociocultural.

Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais do

Ensino Médio. Brasília: MEC, 1999, p. 139 (com adaptações).

Considerando o texto precedente e as competências e habilidades

a  serem  desenvolvidas  em  língua  portuguesa  conforme  os

Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (PCNEM),

julgue os itens a seguir.

111

Ao  prever  que  o  estudante  deva  ser  capaz  de  analisar  os

recursos expressivos da linguagem verbal, os PCNEM apontam

para a possibilidade de se optar por uma metodologia que se

baseie  na  verificação  do  saber  linguístico  do  aluno,

conhecimento  esse  que  deve  ser  usado  como  material  de

reflexão.

112

Para  que  o  estudante  seja  capaz  de  considerar  a  língua

portuguesa como fonte de legitimação de acordos e condutas

sociais, cabe, em sala de aula, o trabalho com textos, devendo

o professor propor práticas de leitura, de produção escrita e

de  análise  linguística,  embora  possa  ser  dispensada  a

verbalização. 

113

As  variantes  linguísticas  são  marcadas  pelo  exercício

profissional,  pela  ideologia  de  gênero,  situação

socioeconômica, faixa etária, pelo regionalismo, entre outros

aspectos, o que se reflete nos gêneros discursivos, cada vez

mais  flexíveis,  e  deve  ser  considerado  no  processo

ensino-aprendizagem em língua portuguesa.

114

O ensino da língua portuguesa na sala de aula busca perpetuar
a variedade padrão da língua portuguesa, independentemente
do seu exercício na vida social, e permitir que o aluno seja
capaz de empregá-la em situação formal de fala ou escrita.

115

Por estarem em desacordo com a norma-padrão, não devem ser
aceitas, no âmbito da sala de aula, sentenças como Te darei
uma resposta.

— Me disseram...
— Disseram-me.
— Hein?
— O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
— Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é “digo-te”?
— O quê?
— Digo-te que você...
— O “te” e o “você” não combinam.
— Lhe digo?
— Também não... O que você ia me dizer?
— Que  você  está  sendo  grosseiro,  pedante  e  chato.  E  que  eu

vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como
é que se diz?

Luis Fernando Veríssimo. Papos. In: Comédias para se
ler  na  escola.  São  Paulo:  Objetiva,  2001,  p.  65-6.

Considerando o fragmento de texto precedente e as competências
e habilidades propostas pelos PCNEM, julgue os seguintes itens.

116

O  professor  deve  adotar,  em  sala  de  aula,  uma  postura
semelhante  à  do  personagem  que  afirma:  “O  correto  é
‘disseram-me’. Não ‘me disseram’.”.

117

O texto apresentado poderia ser usado pelo professor de língua
portuguesa para desenvolver a habilidade de articular as redes
de diferenças e semelhanças entre língua oral e escrita e seus
códigos  sociais  de  acordo  com  os  variados  contextos
linguísticos.

118

No último parágrafo do texto, a fala do personagem poderia ser
usada para exemplificar uma situação em que o aluno já tenha
desenvolvido  a  competência  de  utilizar  diferentes  recursos
linguísticos conforme as condições de produção/recepção, já
que  esse  personagem  demonstra  conhecer  várias  formas  de
veicular a mesma informação utilizando diferentes variedades
linguísticas. 

No  que  se  refere  a  competências  e  habilidades  a  serem
desenvolvidas em língua portuguesa conforme os PCNEM, julgue
os próximos itens.

119

De acordo com os PCNEM, o estudo da gramática deve servir
como estratégia para a compreensão, interpretação e produção
de textos, e a literatura deve integrar-se à área de leitura.

120

Para  que  os  estudantes  possam  exercer  plenamente  sua
expressividade, além de reconhecer pontos de vista diferentes,
o professor, tendo como meta a organização de textos, deve
deixá-los falar/escrever de várias formas.