Prova Concurso - Pedagogia - PROFESSOR-TEMPORARIO-LINGUA-PORTUGUESA - NUCEPE - SEDUC - 2018

Prova - Pedagogia - PROFESSOR-TEMPORARIO-LINGUA-PORTUGUESA - NUCEPE - SEDUC - 2018

Detalhes

Profissão: Pedagogia
Cargo: PROFESSOR-TEMPORARIO-LINGUA-PORTUGUESA
Órgão: SEDUC
Banca: NUCEPE
Ano: 2018
Nível: Superior

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GABARITO

- PROVA ESCRITA OBJETIVA -

TIPO 14

PROFESSOR TEMPORÁRIO CLASSE “SL”

CARGO:

LÍNGUA PORTUGUESA

DATA: 16/02/2018

DISCIPLINAS

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Prova

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PROVA ESCRITA OBJETIVA -  

TIPO 14

 

CARGO: PROFESSOR TEMPORÁRIO CLASSE 

“SL”  

LÍNGUA PORTUGUESA 

DATA: 04/02/2018 

– HORÁRIO: 8h30min. às 12h30min. (horário do Piauí) 

 

 
 

LEIA AS INSTRUÇÕES: 

 

01.  Você deve receber do fiscal o material abaixo: 

        a)    Este  caderno,  contendo  40  questões  objetivas  e  mais  a  proposta  da  Prova  de 

Redação. As questões objetivas não têm repetição ou falhas. 

        b)  Um encarte para rascunho e elaboração da REDAÇÂO 

– Folha de Prova II

        c)  Um CARTÃO-RESPOSTA destinado às respostas objetivas da prova. 

02.  Verifique  se  este  material  está  completo  e  se  seus  dados  pessoais  conferem  com 

aqueles constantes do CARTÃO-RESPOSTA. 

03. 

Após  a  conferência,  você  deverá  assinar  seu  nome  completo,  no  espaço  próprio  do 
CARTÃO-RESPOSTA, utilizando caneta esferográfica com tinta de cor azul ou preta. 

04. 

Escreva  o  seu  nome  nos  espaços  indicados  na  capa  deste  CADERNO  DE 
QUESTÕES,  observando  as  condições  para  tal  (assinatura  e  letra  de  forma),  bem 
como  o  preenchimento  do  campo  reservado  à  informação  de  seu  número  de 
inscrição. 

05. 

No  CARTÃO-RESPOSTA,  a  marcação  das  letras  correspondentes  às  respostas  de 
sua opção deve ser feita com o preenchimento de todo o espaço do campo reservado 
para tal fim. 

06. 

Tenha  muito  cuidado  com  o  CARTÃO-RESPOSTA,  para  não  dobrar,  amassar  ou 
manchar, pois este é personalizado e em hipótese alguma poderá ser substituído. 

07. 

Para cada uma das questões são apresentadas cinco alternativas classificadas com 
as letras (A), (B), (C), (D) e (E); assinale apenas uma alternativa para cada questão, 
pois  somente  uma  responde  adequadamente  ao  quesito  proposto.  A  marcação  em 
mais  de  uma  alternativa  anula  a  questão,  mesmo  que  uma  das  respostas  esteja 
correta
; também serão nulas as marcações rasuradas. 

08. 

As questões são identificadas pelo número que fica à esquerda de seu enunciado. 

09. 

Os  fiscais  não  estão  autorizados  a  emitir  opinião  nem  a  prestar  esclarecimentos 
sobre o conteúdo das provas. Cabe única e exclusivamente ao candidato interpretar e 
decidir a este respeito. 

10. 

Reserve  os  30(trinta)  minutos  finais  para  marcar  seu  CARTÃO-RESPOSTA.  Os 
rascunhos  e  as  marcações  assinaladas  no  CADERNO  DE  QUESTÕES  não  serão 
levados em conta. 

11. 

Quando terminar sua Prova, antes de sair da sala, assine a LISTA DE FREQUÊNCIA, 
entregue  ao  Fiscal  o  CADERNO  DE  QUESTÕES  e  o  CARTÃO-RESPOSTA,  que 
deverão conter sua assinatura. 

12. 

O tempo de duração para esta prova é de 4 (quatro) horas. 

13. 

Por  motivos  de  segurança,  você  somente  poderá  ausentar-se  da  sala  de  prova 
depois de 3h (três horas) do início de sua prova.

 

14. 

O rascunho ao lado não tem validade definitiva como marcação do Cartão-Resposta, 
destina-se apenas à conferência do gabarito por parte do candidato. 

 

 
 
 
 

Nº DE INSCRIÇÃO 

 

 

 

 

 

 

 

____________________________________________________________ 

Assinatura 

 
 

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Nome do Candidato (letra de forma) 

 

Universidade  

Estadual do Piauí 

 

 
 

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DIDÁTICA E LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL 

 
 

01. 

A  Resolução  Nº  7,  DE  14  DE  DEZEMBRO  DE  2010,  que  fixa  as  Diretrizes  Curriculares  Nacionais  para  o  Ensino 
Fundamental  de  9  anos,    prevê  em  seus  fundamentos,  a    educação  de  qualidade,  como  um  direito  fundamental, 
caraterizada  por  ser:    relevante,  pertinente  e  equitativa.    A  relevância  reporta-se  à  promoção  de  aprendizagens 
significativas  do  ponto  de  vista  das  exigências  sociais  e  de  desenvolvimento  pessoal.  A  pertinência  refere-se  à 
possibilidade  de  atender  às  necessidades  e  às  características  dos  estudantes  de  diversos  contextos  sociais  e 
culturais e com diferentes capacidades e interesses. A equidade refere-se:  

a)  A  tratar  de  forma  diferenciada  o  que  se  apresenta  como  desigual  no  ponto  de  partida,  com  vistas  a  obter 

desenvolvimento e aprendizagens equiparáveis, assegurando a todos a igualdade de direito à educação. 

b)  A  garantir  a  todos  a  oferta  do  Ensino  Fundamental  público,  gratuito  e  de  qualidade,  sem  requisito  de  seleção, 

assim  como  os  benefícios  de  uma  formação  comum,  independentemente da  grande  diversidade  da  população 
escolar. 

c)  A assegurar a cada um e a todos o acesso ao conhecimento e aos elementos da cultura imprescindíveis para o 

seu desenvolvimento pessoal e para a vida em sociedade, assim como os benefícios de uma formação comum. 

d)  A  tratar  de  forma  igual  o  que  se  apresenta  de  forma  diferente,  reconhecendo  o  direito  à  diferença,  sendo  ela 

mesma também um direito social, e possibilitar a formação cidadã e o usufruto dos bens sociais e culturais. 

e)  Ao  compromisso  com  a  promoção  do  bem  de  todos,  contribuindo  para  combater  e  eliminar  quaisquer 

manifestações de preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. 

 

02. 

Na Organização da Educação Nacional a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios atuam em regime de 
colaboração, coordenados e articulados pela União. 

A alternativa que traz atribuições da União, dos Estados e dos Municípios, nesta sequência é: 

 

a)  Organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais do sistema federal de ensino e o dos Territórios;  

Elaborar  o  Plano  Nacional  de  Educação,  em  colaboração  com  os  Estados,  o  Distrito  Federal  e  os  Municípios;  
Autorizar,  reconhecer,  credenciar,  supervisionar  e  avaliar,  respectivamente,  os  cursos  das  instituições  de 
educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino; 

b)  Prestar  assistência  técnica  e  financeira  aos  Estados,  ao  Distrito  Federal  e  aos  Municípios  para  o 

desenvolvimento de  seus  sistemas  de  ensino  e  o  atendimento prioritário  à  escolaridade  obrigatória,  exercendo 
sua  função  redistributiva  e  supletiva;  Baixar  normas  complementares  para  o  seu  sistema  de  ensino;  Coletar, 
analisar e disseminar informações sobre a educação. 

c)  Elaborar  o  Plano  Nacional  de  Educação,  em  colaboração  com  os  Estados,  o  Distrito  Federal  e  os  Municípios; 

Assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio; Organizar, manter e desenvolver os 
órgãos e  instituições oficiais dos seus sistemas de ensino,  integrando-os às políticas e planos educacionais da 
União e dos Estados. 

d)  Autorizar,  reconhecer,  credenciar,  supervisionar  e  avaliar,  respectivamente,  os  cursos  das  instituições  de 

educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino; Coletar, analisar e disseminar informações 
sobre a educação; Assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio. 

e)  Oferecer  a  educação  infantil  em  creches  e  pré-escolas,  e,  com  prioridade,  o  ensino  fundamental;  Coletar, 

analisar  e  disseminar  informações  sobre  a  educação;  Baixar  normas  gerais  sobre  cursos  de  graduação  e  pós-
graduação. 

 

03. 

Segundo  Araújo  (2000),  são  quatro  os  elementos  indispensáveis  a  uma  gestão  democrática:  participação, 
pluralismo, autonomia e transparência. 

É exemplo de autonomia no contexto da escola democrática: 

 

a)  Reuniões  ou  assembleias  na  escola  em  que,  para  a  tomada  de  decisões,  se  abre  o  espaço  para  o  debate,  o 

conflito de ideias e expressão de diferentes interesses. 

b)  Relatórios  produzidos  pelas  escolas  em  que  constam  diagnósticos  situacionais    e  ou  resultados  do  trabalho 

realizado em um período. 

c)  A gestão da escola apoia e estimula a organização dos alunos em grêmios estudantis.  
d)  Construção coletiva do Projeto político pedagógico da escola, revelando capacidade de decidir por si mesma os 

melhores rumos a tomar. 

e)  Reuniões do conselho escolar que tem como pauta principal a prestação de contas.  

 

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SIMPLIFICADO PROFESSOR CLASSE ―SL‖ 

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LÍNGUA PORTUGUESA

 

 

 

04. 

Os métodos de ensino que melhor se ajustam ao ensino em grupo são: 

 

 

a)  Exposição oral, Painel integrado, instrução programada. 
b)  Exposição oral; Exposição dialogada; Entrevista; Leitura.  
c)  Estudo dirigido individual; Estudo supervisionado, Módulos instrucionais. 
d)  Jogos didáticos, experimentos, estudo dirigido individual, instrução programada. 
e)  Painel; Seminário; Debate; Discussão. 
 

05. 

Se  o  professor  cria  situações  comuns  ao  dia  a  dia  do  aluno  e  o  faz  interagir  ativamente  de  modo  intelectual  e 
afetivo, trazendo o cotidiano para a sala de aula e aproximando o dia a dia dos alunos do conhecimento científico, 
pode-se dizer, com base nisto, que sua prática é:  

a)  Interativa. 
b)  Contextualizada. 
c)  Interdisciplinar. 
d)  Socioemocional. 
e)  Teorizada. 

 

06. 

A denominação mais adequada para uma estratégia de formação de professores que realize diagnósticos e ofereça 
formações específicas, para que cada professor possa escolher aquelas que respondam melhor aos seus desafios 
profissionais, é:  

a)  Percurso personalizado. 
b)  Convivência. 
c)  Formação entre pares. 
d)  Laboratórios de aprendizagem. 
e)  Simulados para professores. 

 

07. 

Formulado para medir a qualidade de educação, o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), criado 
pelo MEC, serve como referência para a implantação de diversas ações, tanto pelo Ministério e pelas redes, quanto 
pelas  escolas  de  todo  o  país.  Seu  cálculo  é  baseado  nas  médias  alcançadas  pelos  alunos  do  5º  e  do  9º  anos  do 
Fundamental e do 3º do Ensino Médio na Prova Brasil/Saeb e nas taxas de aprovação em cada etapa de ensino. 

Analise a tabela a seguir, que traz os resultados do Estado do Piauí, Rede Pública (municipais e estadual).  

 

Tabela Ideb Piauí - Anos iniciais do ensino fundamental – Rede Pública 

 

Unidade da 

Federação 

Ideb 

2005 

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2007 

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2009 

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2011 

Ideb 

2013 

Ideb 

2015 

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2015 

Piauí 

 

Anos 

Iniciais 

2,6 

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3,8 

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4,1 

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Anos 

Finais 

2,8 

3,2 

3,5 

3,6 

3,6 

3,9 

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                                                                                                                               FONTE MEC/INEP 
 

Com base nos dados da tabela acima, é CORRETO afirmar que: 

 

a)  A meta do IDEB 2015 não foi alcançada nos anos iniciais. 
b)  O ano de IDEB em que se observa maior crescimento nos anos iniciais foi 2015. 
c)  Os anos finais cresceram mais, se comparados aos anos iniciais, ao longo do período. 
d)  A meta para o IDEB 2015 era maior nos anos iniciais. 
e)  Nos anos Iniciais e Finais observa-se crescimento em todas as edições de 2005 a 2015. 

 
 
 
 
 
 
 

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LÍNGUA PORTUGUESA

 

 

 

08. 

O  processo  de  avaliação  institucional  da  escola  compreende  a  avaliação  do  conjunto do  trabalho  da  escola  como 
instituição educativa, como subsídio do processo de planejamento e instrumento de gestão democrática. Tem como 
referência para sua operacionalização:  

a)  As competências e habilidades, conhecimentos, princípios e valores projetados para os estudantes. 
b)  O  estabelecido  pelo  Conselho  Nacional  de  Educação,  através  de  pareceres,  em  que  a  avaliação  da 

aprendizagem escolar é analisada. 

c)  As  ações  pedagógicas  que  priorizem  aprendizagens  através  da  operacionalidade  de  linguagens  visando  à 

transformação dos conteúdos em modos de pensar.  

d)  O  conjunto  de  objetivos,  metas  e  ações  previstos  para  os  diversos  segmentos  da  escola,  considerando  a 

natureza e a finalidade institucionais. 

e)  Aspectos da gestão administrativa e financeira da escola, tendo em vista a relação custo benefício na prestação 

do serviço educacional. 

 

09. 

No plano de aula, o item metodologia é onde se definem:  

 

a) 

Os vários componentes sobre o ensinar, como o assunto, os objetivos e a justificativa e o ‗como fazer‖. 

b)  As habilidades (cognitiva, motora, socioafetiva) a serem desenvolvidas pelos estudantes durante o processo de 

ensino. 

c)  As  estratégias  e  ou  ações  de  ensino,  que  se  pretende  utilizar,  descrevendo  atividades  em  função  do  tempo 

disponível. 

d)  O conteúdo da disciplina e a sua importância, no contexto educacional do estudante. 
e)  As características dos recursos a serem utilizados, considerando o método escolhido. 

 

10. 

O pensamento de Carl Rogers (1902-1987) para a educação reflete a teoria que desenvolveu como psicólogo. Para 
a terapia rogeriana, cabe ao cliente a responsabilidade pela condução e pelo sucesso do tratamento. Desta forma, 
pode-se inferir que, nesta concepção psicológica da educação, o papel do professor é de:  

a)  Conduzir, de forma diretiva, o ensino pensado pelo aluno. 
b)  Criar ou modificar comportamentos através de reforços positivos.  
c)  Identificar os conflitos psíquicos, buscando o equilíbrio entre liberdade e restrição. 
d)  Facilitar o aprendizado, que o aluno conduz a seu modo. 
e)  Propor problemas aos alunos sem ensinar-lhes a solução, fazendo desafios.  

 
 

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 

 

TEXTO 01 (Leia o texto para responder às questões que seguem). 

 

DIPLOMACIA FAMILIAR 

Precisamos acalmar os ânimos com os parentes 

 

A  vida  em  família  é,  na  maioria  das  vezes,  a  nossa  sustentação.  A  família  aconchega,  acolhe,  defende, 

oferece  segurança,  é  nossa  fortaleza.  Há  momentos  harmoniosos  de  convivência  que  melhoram  a  nossa 
qualidade de vida! (...) É o único grupo ao qual pertencemos a vida toda. É uma panelinha amorosa! 

Mas, como tudo, a vida em família tem o seu outro lado: não é 

– e nunca foi – fácil viver em família. Dentro 

das quatro paredes, os conflitos, as cobranças, as pressões e as expectativas frustradas, (...) vêm à tona. 

Normal!  Afinal,  como  são  os  afetos  que  regem  a  vida  do  grupo  familiar,  não  tinha  como  ser  diferente, 

porque eles sempre andam aos pares, com seus opostos. É por isso que, onde há amor, há ódio, também. Só não 
há indiferença, porque, aí, não há afeto. 

Entreveros familiares sempre existiram e existirão, mas, na atualidade, os laços familiares andam frágeis, 

porque qualquer motivo à toa já basta para que surjam picuinhas, hostilidades, distanciamento, raiva, mágoa etc. 
Será que estamos a assumir que, de fa

to, ―parente é serpente‖? 

Uma bronca de um tio no sobrinho é motivo para que os irmãos se desentendam; passar um dia com os 

netos já pode suscitar fofocas maldosas a respeito dos avós; um presente dado a uma sobrinha provoca ciúme de 
outra irmã, e assim por diante.  

 
 

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Por  que  esses  pequenos  acontecimentos  do  cotidiano,  antes  relevados,  agora  despertam  emoções  tão 

intensas nos integrantes do grupo familiar? Temos algumas pistas. 

O  modo  individualista  de  viver  e  a  busca  da  felicidade  pessoal  e  permanente,  valores  sociais  que 

adotamos faz tempo, têm grande parcela de responsabilidade nessa questão. ―Eu preciso pensar em mim‖, ―devo 
pôr para fora tudo o que me atormenta‖, ―por que as pessoas agem de modo tão diferente do que deveriam?‖ são 
alguns exemplos de pensamentos que existem em nós, muitas vezes à nossa revelia, e que mostram o quanto os 
valores citados interferem em nossa vida pessoal. (...). 

Precisamos  acalmar  os  ânimos  com  os  parentes,  relevar  as  pequenas  adversidades  que  eles  nos 

provocam, sem querer ou intencionalmente, respeitar as diferenças existentes, perdoar os seus defeitos e lembrar, 
sempre, dos benefícios que pertencer a uma família nos traz e que hoje estão em risco. Senão, logo teremos mais 
um  curso  de  graduação  disponível  no  já  concorrido  merc

ado universitário: ―diplomacia familiar‖. Somos capazes 

de dar conta disso, não somos? 

(Revista Veja, Editora Abril, edição 2.542, ano 50, nº 32, 9 de agosto de 2017, p. 89. Por Rosely Sayão). 

 

11. 

 De acordo com o texto, para uma convivência familiar harmoniosa são necessários (as): 

a)  Respeito às diferenças, individualismo e afetividade. 
b)  Provocações aos mais velhos, afetividade e respeito. 
c)  Ânimos acalmados, respeito e afetividade. 
d)  Busca da felicidade, hostilidade e afetividade. 
e)  Cultivo de mágoas, distanciamento e diplomacia. 

 

12. 

 Para a articulista, 

a)  Em tempos passados os laços familiares eram mais sólidos e solidários. 
b)  O desrespeito entre familiares, nos tempos atuais, é a causa de intolerâncias. 
c) 

Um curso sobre ―diplomacia familiar‖ resolveria problemas de desavenças e entreveros nas famílias.  

d)  A causa dos entreveros é localizada e decorre da educação que os pais dispensam aos filhos. 
e)  A harmonia reinaria, se os avós não preterissem alguns dos seus netos.  

13. 

A linguagem é usada em seu sentido literal, NÃO  figurado, no trecho destacado, em: 

a)  É uma panelinha amorosa! 
b)  Dentro  das  quatro  paredes,  os  conflitos,  as  cobranças,  as  pressões  e  as  expectativas  frustradas,  (...)  vêm  à 

tona. 

c)  ...como são os afetos que regem a vida do grupo familiar, ... 
d)  ... o quanto os valores citados interferem em nossa vida pessoal
e)  ...logo teremos mais um curso de graduação disponível no já concorrido mercado universitário:... 

 

14. 

 Toda e qualquer situação de interação comunicativa pressupõe o envolvimento de interlocutores. Considerando que 

isso também é válido, quando se trata de textos escritos, o recurso linguístico que marca uma interação direta entre 
o autor do texto em discussão e seus potenciais leitores é observado em: 

a)  Afinal, como são os afetos que regem a vida do grupo familiar, não tinha como ser diferente,... 
b)  Temos algumas pistas. 
c) 

―Eu preciso pensar em mim‖, ... 

d)  Senão, logo teremos mais um curso de graduação disponível no já concorrido mercado universitário: ...      
e)  Somos capazes de dar conta disso, não somos? 

15.  

A palavra que, textualmente, é utilizada como um recurso que sinaliza o encaminhamento de argumentações que se 
opõem quanto ao assunto tratado encontra-se destacada no trecho da opção: 

a)  A vida em família é, na maioria das vezes, a nossa sustentação. 
b)  Mas, como tudo, a vida em família tem o seu outro lado ... 
c)  Afinal, como são os afetos que regem a vida do grupo familiar, 
d)  É por isso que, onde há amor, há ódio, também. 
e)  Por que esses pequenos acontecimentos do cotidiano, antes relevados, agora despertam emoções tão intensas 

nos integrantes do grupo familiar? 
 

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16. 

 A palavra marcada na opção correta da questão anterior, classifica-se, do ponto de vista gramatical, como uma   

a)  Conjunção. 
b)  Advérbio. 
c)  Adjetivo. 
d)  Preposição. 
e)  Substantivo. 

17. 

 Nos trechos apresentados nas opções abaixo, a palavra/expressão destacada remete à ideia de tempo,  EXCETO

em: 

a)  ... antes relevados, agora despertam emoções tão intensas nos integrantes do grupo familiar? 
b)  ... antes relevados, agora despertam emoções tão intensas nos integrantes do grupo familiar? 
c)  ... como tudo, a vida em família tem o seu outro lado: ... 
d)  ... e que hoje estão em risco. 
e)  Senão, logo teremos mais um curso de graduação ... 

18.

  

As  aspas,  nos  trechos:  ―Eu  preciso  pensar  em mim‖,  ―devo  pôr  para  fora  tudo  o  que  me  atormenta‖,  ―por  que  as 
pessoas agem de modo tão diferente do que deveriam?‖, são utilizadas para: 

a)  Ironizar o individualismo que se verifica no mundo atual. 
b)  Marcar possibilidades de diálogo com o leitor potencial do texto. 
c) 

Levantar dúvidas sobre os ―laços familiares‖ constituídos na atualidade.  

d)  Repetir ironicamente o pensamento sobre as relações familiares. 
e)  Assinalar e ressaltar vozes diferentes da voz da autora do texto. 

Trecho para as questões 19 e 20 

 

Entreveros familiares sempre existiram e existirão, mas, na atualidade, os laços familiares andam frágeis, 

porque qualquer motivo à toa já basta para que surjam picuinhas, hostilidades, distanciamento, raiva, mágoa etc. 
Será que estamos a assumir 

que, de fato, ―parente é serpente‖? 

 

 

19. 

 

Sobre o verbo ―existir‖ e suas formas ―existiram‖ e ―existirão‖, só NÃO é correto o que se afirma em: 

a)  Trata-se de um verbo intransitivo, com sentido completo em si mesmo. 
b) 

As formas ―existiram‖ e ―existirão‖ constituem predicados de ―Entreveros familiares‖. 

c) 

Em virtude do seu significado, o verbo ―existir‖ poderia ser substituído pelo verbo ―haver‖. 

d) 

As  formas  nas  quais  se  apresentam  ―existiram‖  e  ―existirão‖  remetem,  respectivamente,  aos  tempos  futuro  e 
passado.  

e)  As f

ormas ―existiram‖ e ―existirão‖ aparecem, nesse trecho, na terceira pessoa do plural.  

20. 

 Considerando  o  aspecto  que  diz  respeito  às  relações  sintáticas,  assinale  a  opção  que  apresenta  uma  afirmação 

INCORRETA em relação ao termo em destaque.  

a) 

―... os laços familiares andam frágeis, ...‖ (Predicativo do sujeito ―os laços familiares‖). 

b) 

―... mas, na atualidade, os laços familiares andam frágeis, ...‖. (Complemento verbal de ―andam‖). 

c) 

―... qualquer motivo à toa já basta para que surjam picuinhas, ...‖. (Complemento verbal de ―surjam‖). 

d) 

―porque qualquer motivo à toa já basta para que surjam picuinhas, ...‖. (Complemento circunstancial de ―motivo‖). 

Será que estamos a assumir que, de fato, 

“parente é serpente”? (Do ponto de vista sintático, esse termo 

poderia ser substituído por ―isso‖, retirando-se ―que, de fato‖). 

 

TEXTO 02 (Para as questões de 21 a 27). 
 

Nos últimos 50 anos e em especial a partir da década de 1980, professores de português e pesquisadores 

da  língua  têm  feito  a  crítica  do  ensino  tradicional  de  português  (...).  Houve  e  continua  havendo  esforços  para 
construir alternativas a esse ensino. Não  obstante, o  quadro pedagógico tem mudado pouco. Talvez porque ainda 
não  tenhamos  conseguido  fazer  e  disseminar,  com  todas  as  letras,  a  crítica  radical  ao  normativismo  e  à 
gramatiquice. 

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E  essa  não  é  uma  tarefa  fácil,  porque  o  normativismo  e  a  gramatiquice  não  são  apenas  concepções  e 

atitudes  ligadas  à  língua  e  seu  ensino.  Pelo  seu  caráter  conservador,  impositivo  e  excludente,  o  normativo  e  a 
gramatiquice  são  parte  intrínseca  de  todo  um  conjunto  de  conceitos,  atitudes  e  valores  fundamentalmente 
autoritários, muito adequados ao funcionamento de uma sociedade profundamente marcada pela divisão social. 

O ensino de português, nesse sentido, não está separado da sociedade que o justifica e o sustenta. Desse 

modo,  criticá-lo  é  também  criticar  essa  mesma  sociedade:  agir  para  mudá-lo  é  também  agir  para  transformar  a 
sociedade. 

De saída, temos de ter sempre claro que a questão da língua é, fundamentalmente, uma questão política e 

como tal deve ser tratada. 

(...) 

(FARACO, C. A. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola editorial, 2008, p. 158) 

 

21. 

Quanto à posição do autor sobre o tema em debate, no texto, o ensino de língua e as práticas pedagógicas, nesse 
sentido, 

 

a)  Efetivam-se sob um paradigma funcionalista pautado na gramatiquice, por isso cumprem seus objetivos. 
b)  Adotam  uma  perspectiva  normativo-prescritiva  já  que  essa  orientação  é  secular  e  vem  dando  conta  do 

cumprimento de suas tarefas quanto à aprendizagem e desenvolvimento da escrita por parte dos aprendizes.  

c)  Desenvolvem-se fortemente em bases tradicionais, atrelados a uma política que visa à inclusão e à igualdade de 

oportunidades para seu povo. 

d)  São  dissociadas  de  uma  política  de  natureza  inclusiva,  apesar  de  seguirem  orientações  de  paradigmas 

sociointeracionais.  

e)  Efetivam-se em bases prescritivas e em modelos tradicionais ineficientes para o cumprimento dos seus objetivos 

primordiais: desenvolver a competência comunicativa dos usuários da língua.  

 

22. 

A palavra ―gramatiquice‖, no texto,  

 

a)  É usada com sentido pejorativo, propositadamente para enfatizar a crítica proposta. 
b)  Só seria adequada se utilizada como referência ao ensino de gramática descritiva. 
c)  Não parece adequada ao contexto, diante da vertente de discussão proposta. 
d)  É usada em sentido denotativo, para nomear um tipo de gramática pedagógica. 
e)  É empregada para fazer referência à gramática de uso da língua. 

 

23. 

Pode-se afirmar corretamente 

que a palavra ―gramatiquice‖  

 

a)  Apresenta, em sua formação, morfema derivacional evidenciado em prefixo.  
b)  Apresenta, em sua formação, morfemas derivacionais evidenciados em prefixo e sufixo ao mesmo tempo.  
c)  Apresenta, em sua formação, morfema derivacional evidenciado em sufixo. 
d)  É desprovido de sufixo em sua formação. 
e)  Aceitaria um prefixo para formar nova palavra. 
 

24. 

Assinale  a  opção  cujo(a)  termo/expressão/palavra  em  destaque  NÃO  tem  como  uma  das  suas  funções  garantir  a 
coesão e a sequenciação do texto. 

 

a) 

Não obstante, o quadro pedagógico tem mudado pouco.‖ 

b) 

E essa não é uma tarefa fácil,...‖ 

c) 

―O ensino de português, nesse sentido, não está separado da sociedade que o justifica...‖ 

d) 

Talvez porque ainda não tenhamos conseguido fazer e disseminar,...‖ 

e) 

Desse modo, criticá-lo é também criticar essa mesma sociedade:..‖ 

 

25. 

O  termo/expressão/palavra  que  deve  ser  marcada  como  opção  correta  na  questão  anterior  tem  classificação 
gramatical de:  

 

a)  Pronome. 
b)  Advérbio. 
c)  Preposição. 
d)  Conjunção. 
e)  Adjetivo. 

 

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26. 

Considerando-

se o verbo ―disseminar‖, no tempo mais que perfeito do modo indicativo, é  correto o que se afirma 

sobre seus elementos mórficos constitutivos.  

 

a)  Em todas as pessoas, após o radical, o segmento 

a  constitui desinência de modo e tempo.  

b)  Nesse modo e tempo, as formas verbais são destituídas de vogais temáticas. 
c)  A desinência de número e pessoa, na primeira e na terceira pessoa do singular é zero. 
d)  O segmento 

–ramos, da primeira pessoa do plural, constitui desinência de número e pessoa. 

e)  O segmento 

–is, de segunda pessoa do plural, constitui desinência de modo e tempo.  

Excerto para a questão 27. 

  

 

  

O  ensino  de  português,  nesse  sentido,  não  está  separado  da  sociedade  que  o  justifica  e  o 

sustenta. Desse modo, criticá-lo é também criticar essa mesma sociedade: agir para mudá-lo é também 
agir para transformar a sociedade.

 

 

27. 

Os termos marcados nos trechos transcritos em cada opção desempenham função sintática de complemento verbal 
– objeto direto, EXCETO em 

 

a) 

―... não está separado da sociedade que justifica e o sustenta.‖ 

b) 

―... não está separado da sociedade que o justifica e o sustenta.‖ 

c) 

―... não está separado da sociedade que o justifica e o sustenta.‖ 

d) 

―...agir para mudá-lo ...‖ 

e) 

―...é também criticar  essa mesma sociedade ...‖ 

 

  

TEXTO 03 (Para as questões de 28 a 30). 

 

Trecho  de  entrevista  concedida  pela  educadora  Rosa  Bertholini,  diretora  da  Escola  Teia  de 

Aprendizagens, sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), à Revista ENSINO Fundamental 

– arte educa. 

 

Revista  ENSINO  Fundamental:  Qual  a  importância  de  uma  BNCC  em  um  país  tão  cultural  e 

economicamente diverso como o nosso? 

Rosa  Bertholino:  Penso  que  discutir  os  rumos  da  educação  brasileira,  dedicando  especial 

atenção  aos  currículos  escolares,  sempre  é  necessário  e  se  faz  imprescindível  especialmente  nos 
novos debates sobre reformas da educação básica. 

Enxergar  a  BNCC  como  forma  de  dar  ênfase  à  escola  como  lugar  de  socialização  do 

conhecimento  é  função  dessa  instituição  especialmente  relevante  para  os  estudantes  das  classes 
menos  favorecidas,  que  têm  nela  uma  oportunidade,  algumas  vezes  a  única,  de  acesso  ao  mundo 
letrado, do conhecimento científico, da reflexão filosófica e do contato com a Arte. 

Os currículos deveriam ser tratados na BNCC de modo contextualizado a partir de uma relação 

interdisciplinar,  sem  tamanha  rigidez,  e  não  como  se  fosse  uma  mera  lista  de  objetivos,  métodos  e 
conteúdos,  desprezando  assim  seu  caráter  político,  sua  condição  de  elemento  que  pressupõe  um 
projeto de futuro para a sociedade que o produz. 

Só poderei enxergar a importância de um documento que guiará a educação de nosso país tão 

diverso  e  desigual  em  oportunidades  se  de  fato  esses  currículos,  habilidades  e  competências 
contribuam  para  o  pensamento  crítico  das  contradições  sociais,  políticas,  econômicas  e  culturais 
presentes em nossa sociedade, e que tragam o pensamento filosófico, a  criação artística, a expressão 
das  mais  de  cem  linguagens  de  nossos  meninas  e  meninos  inseridos  nos  contextos  em  que  elas  se 
constituem.  Tenho  também  clareza  de  que  a  implementação  da  BNCC  será  inócua  se  não  vier 
acompanhada  de  uma  política  educacional  mais  ampla,  voltada  para  a  formação  e  atuação  dos 
profissionais da área, e da adoção de medidas concretas para a melhoria das condições da educação 
pública no país. 

(...) 

(Revista ENSINO Fundamental: Arte educa, Editora Escala, Edição 16, p. 9).  

 

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10 

 
Responder às questões 28
 e 29 com base no excerto abaixo. 

 

 

―Só poderei enxergar a importância de um documento que guiará a educação de nosso país tão 

diverso e desigual em oportunidades se de fato esses currículos, habilidades e competências contribuam 
para o pensamento crítico das contradições sociais, políticas, econômicas e culturais presentes em nossa 
sociedade,...‖.  

 

28. 

Nesse excerto, a palavra ―‖ confere ao contexto um sentido de: 

 

a)  Restrição. 
b)  Ponderação. 
c)  Reiteração. 
d)  Retificação. 
e)  Reconsideração. 
 

29. 

Num registro mais próximo da escrita formal, o trecho ―...se de fato esses currículos, habilidades e competências 
contribuam para o pensamento crítico das contradições sociais, ...‖, a forma verbal ―contribuam‖ só NÃO poderá ser 
reescrita sob a forma da seguinte:  

 

a) 

―tivessem contribuído‖. 

b) 

―tinham contribuído‖. 

c) 

―tiveram contribuído‖. 

d) 

―teriam contribuído‖. 

e) 

―tenham contribuído‖. 

Leia o excerto para responder à questão 30
 

Os currículos deveriam ser tratados na BNCC de modo contextualizado a partir de uma relação 

interdisciplinar,  sem  tamanha  rigidez,  e  não  como  se  fossem  uma  mera  lista  de  objetivos,  métodos  e 
conteúdos,  desprezando  assim  seu  caráter  político,  sua  condição  de  elemento  que  pressupõe  um 
projeto de futuro para a sociedade que o produz. 

 
30. 

Sobre  o  que  se  afirma  a  respeito  de  estruturas  morfossintáticas  marcadas  em  cada  uma  das  opções  é 
CORRETO o que se afirma em: 

 

a) 

Os currículos deveriam ser tratados na BNCC de modo contextualizado...” (Perífrase verbal – tempo composto 
da voz ativa que compõem uma oração subordinada). 

b) 

―...e não como se fosse uma mera lista de objetivos,...” (Complemento indireto de da forma verbal ―fosse‖, que 
inicia uma oração subordinada adverbial comparativa). 

c) 

―...sua condição de elemento que pressupõe um projeto de futuro para a sociedade... (Oração subordinada 
substantiva subjetiva). 

d) 

―...e não como se fossem uma mera lista de objetivos, métodos e conteúdos, desprezando assim seu caráter 
político,...

 (Oração subordinada adjetiva reduzida de gerúndio).       

e) 

―...que pressupõe um projeto de futuro para a sociedade que o produz.” (Pronome relativo com função de objeto 
direto). 

Leia a tirinha, abaixo, para responder às questões 31 e 32

 

 

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(Guilhermebrasilunb.blogspot.com 

– Acesso em 22.1.2018) 

 

31. 

O efeito de humor, na tirinha, é explorado pelo recurso semântico da: 

 

a)  Sinonímia. 
b)  Polissemia. 
c)  Contradição. 
d)  Antonímia. 
e)  Ambiguidade. 

 

32. 

Verificamos que, na tirinha, o texto verbal que compõe cada um dos quadrinhos, encontra-se entre aspas. As aspas, 
nesse caso, são usadas com a finalidade de 

 

a)  Especificar a interação entre a leitora e o texto. 
b)  Indicar que, no texto, há termos pouco usados na linguagem comum.  
c)  Acentuar o efeito de humor do texto. 
d)  Ressaltar a ironia expressa no conteúdo do texto. 
e)  Sinalizar as passagens de texto que a personagem está lendo. 

 

Leia o anúncio publicitário para responder à questão 33, abaixo. 

 

 

(Folha Vitória. Vitória, 12 de julho de 2012. Disponível em

http://mod.lk/p0rcn

Acesso em 22.1.2018) 

 

33. 

No  texto  principal  desse  anúncio  identificamos  uma  estratégia  argumentativa  apresentada,  a  partir  de  recursos 
sintático-semânticos de 
  
a)  Comparação. 
b)  Explicação. 
c)  Retificação. 
d)  Definição. 
e)  Especificação. 

Trecho para a questão 34. 

 

O que é hipercorreção? 

 

A hipercorreção é um fenômeno de linguagem muito comum  entre pessoas que se deram conta 

da  existência  de  ―outro  falar‖  muito  mais  prestigiado  que  o  seu.  Essas  pessoas  também  desejam  ser 
usuárias dessa forma prestigiada, do ―falar mais correto‖. Para tal, esforçam-se em ―corrigir‖ sua fala e 
acabam incorrendo no erro de corrigi-la demasiadamente. (...). 

(BORTONE, M. E. e ALVES, S. B. O fenômeno da hipercorreção. In.Bortoni-Ricardo, S. M. et all. Orgs. São Paulo:  

Parábola editorial, 2014, p.130). 

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34. 

No texto acima, a função da linguagem que predomina é a função 

 

a)  Referencial. 
b)  Conativa. 
c)  Metalinguística. 
d)  Fática. 
e)  Poética. 

 

Leia o fragmento de uma entrevista com uma senhora residente na periferia da cidade de Teresina, em situação de 
coleta de dados, de pesquisa sociolinguística, para responder à questão 35. 

 

Pesquisadora: A senhora trabalha aqui mesmo, na comunidade
Dona  Maria  Rosa:  é  aqui  mermo  muié.  Eu  faço  faxina  em  duas  casa.  Tem  uma  que  me  dá 

trabaio demais. (...) Nunca vi um lugar pra ter tanta telha de aranha, que chega a enganchar na cara da 
gente

 

35. 

Verifica-se, na fala de Dona Maria Rosa, uma ocorrência do fenômeno de hipercorreção, identificado na pronúncia 
de 

 

a) 

mermo‖. 

b) 

muié‖. 

c) 

―(me dá) trabaio‖. 

d) 

telha (de aranha)‖. 

e) 

enganchar (na cara)‖. 

 

Responda às questões 36 e 37, com base no fragmento de texto abaixo: 

 

Jaguarê chegou à idade em que o mancebo troca a fama de caçador pela glória do guerreiro. 
Para ser aclamado guerreiro por sua nação é preciso que o jovem caçador conquiste esse título 

por uma grande façanha. Por isso, deixou a taba dos seus e a presença de Jandira, a virgem formosa 
que lhe guarda o seio de esposa. 

(José de Alencar. Ubirajara. São Paulo: Ática, 2002) 

 

36. 

A situação vivida pelo personagem corresponde a um ritual denominado: 

 

a)  De despedida. 
b)  De passagem . 
c)  De hospitalidade. 
d)  De acasalamento. 
e)  De guerra. 
 

37. 

O vocábulo que mais se aproxima do significado da palavra taba, no texto, é: 

 

a)  Família. 
b)  Casa. 
c)  País. 
d)  Aldeia. 
e)  Região. 
 

38. 

A que gênero literário pertence a obra D. Casmurro, de Machado de Assis? 
 
a)  Narrativo.  
b)  Lírico. 
c)  Dramático. 
d)  Poético. 
e)  Teatral. 
 

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39. 

Considere as afirmativas sobre as características das Escolas Literárias e assinale a alternativa CORRETA

–   Sugestão e musicalidade são características do Simbolismo. 

II 

–   Objetividade e culto à forma são características do Romantismo. 

III 

–  Subjetividade e sentimentalismo exacerbados constituem as principais características do Parnasianismo. 

IV 

–  Bucolismo e imitação dos clássicos são características do Arcadismo. 

 

a)  Apenas I está correta. 
b)  II e III estão corretas. 
c)  I e III estão corretas.  
d)  II e IV estão corretas. 
e)  I e IV estão corretas.  

 

40. 

Numere a 2ª coluna de acordo com a 1ª, relacionando o poeta à respectiva Escola Literária. Em seguida, marque a 
alternativa que contém a sequência CORRETA

 

(1) Gonçalves Dias 

(  ) Arcadismo 

(2) João Cabral de Melo Neto 

(  ) Romantismo   

(3) Olavo Bilac 

(  ) Parnasianismo 

(4) Cláudio Manuel da Costa 

(  ) Simbolismo 

(5) Cruz e Sousa 

(  ) Modernismo 

 

a)  2-3-5-1- 4  
b)  4-2- 3-5-1 
c)  4-1- 3-5-2    
d)  2-1-3-5- 4 
e)  3- 4-2-1-5 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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PROVA DE REDAÇÃO 

 

              Os  estudos,  as  vivências  e  convivências  permitem  que  acumulemos  um  vasto  repertório  de 

conhecimentos,  necessários  a  qualquer  ser  humano  para  atuar  em  sociedade.  Resgatando  esses 

conhecimentos  e  lendo  os  textos  motivadores  abaixo  apresentados,  redija  um  texto  dissertativo-

argumentativo,  em  prosa,  respeitando  os  preceitos  normativos  da  modalidade  escrita  formal  da  língua 

portuguesa, no qual desenvolva o seguinte tema: A EDUCAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE 

JUSTA, SOLIDÁRIA E DESENVOLVIDA: O PAPEL DE CADA CIDADÃO.  

 

Lembre-se:  
  O seu texto deverá apresentar um ponto de vista.  
  Esse  ponto  de  vista  deverá  ser  defendido  a  partir  de  argumentos  consistentes,  selecionados  e 

apresentados de forma coesa e coerente. 

  O seu texto deverá apresentar uma proposta para o problema que você trouxer à discussão.  

 

INSTRUÇÕES EM CONFORMIDADE COM O EDITAL 

 

 

A Prova Escrita Dissertativa deverá ser redigida em letra legível, com caneta esferográfica de tinta 

de cor azul ou preta. 

 

A  folha  do  texto  definitivo  da  Prova  Escrita  Dissertativa  não  poderá  ser  assinada,  rubricada  ou 

conter, em outro local que não o apropriado, qualquer palavra ou marca que identifique o candidato, 

sob  pena  de  anulação  do  texto  nela  contido.  A  detecção  de  qualquer  marca  identificadora  do 

candidato no espaço destinado à transcrição de texto definitivo acarretará a anulação do texto. 

 

A  folha  de  texto  definitivo  será  o  único  documento  válido  para  a  avaliação  da  Prova  Escrita 

Dissertativa.  A  folha  para  rascunho  no  Caderno  de  Prova  é  de  preenchimento  facultativo  e  não 

valerá para efeito de correção. 

 

A Prova Escrita Dissertativa deverá ser desenvolvida em no mínimo 20 (vinte) linhas e no máximo 

30 (trinta) linhas. 

 

Não será permitido exceder o limite de linhas contidas na folha de texto definitivo e/ou escrever no 

verso da referida folha. 

 

A  Prova  Escrita  Dissertativa  receberá  NOTA  ZERO,  caso  se  enquadre  em  qualquer  um  dos 

seguintes itens: 

 

a)  não desenvolvimento, pelo candidato, da proposta/fuga ao tema; 

b)  não identificação do candidato no local especificado; 

c)  identificação do candidato, sob qualquer forma, fora do local especificado; 

d)  escrita em forma de verso; 

e)  escrita ilegível; 

f)  escrita a lápis ou à caneta esferográfica com tinta de cor que não seja azul ou preta; 

g)  exceder o limite de linhas contidas na folha de texto definitivo e/ou escrever no verso da referida 

folha. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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TEXTOS MOTIVADORES 

 

TEXTO 01 

Constituição da República Federativa do Brasil. Título VIII, Capítulo III, Seção I. 

  
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a 
colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da 
cidadania e sua qualificação para o trabalho. 

(Constituição da República Federativa do Brasil. Título VIII, Capítulo III, Seção I, Artigo 205) 

 

TEXTO 02 

Escola e cidadania 

(por Luiz Gonzaga Belluzzo 

— publicado 01/09/2012 11h17, última modificação 06/06/2015 18h29) 

 

A  Educação  é  cláusula  pétrea  do  credo  iluminista-republicano.  Não  há  de  existir  cidadania  sem 

educação universal e pública. Sem ela estariam seriamente arriscadas a liberdade e a igualdade. O ideal 
da  educação  para  todos  nasceu  comprometido  com  o  projeto  de  autonomia  do  indivíduo,  o  que  supõe 
capacidade de compreensão do cidadão, enquanto titular de direitos e fonte do poder republicano.  

 (https://www.cartacapital.com.br/sociedade/escola-e-cidadania. Acesso em: 23 de janeiro de 2018) 

 

TEXTO 03 

(...) 
A  escola  possui  como  um  de  seus  principais  desafios  alcançar  o  objetivo  de  educar  o  indivíduo 

para  o  desempenho  de  sua  cidadania  e  para  seu  ingresso  no  mercado  de  trabalho  como  mão-de-obra 
qualificada. 

A educação possui um papel decisivo no desenvolvimento de uma sociedade, por ser responsável 

pela  transmissão  de  sua  herança  cultural  e  consequentemente  pela  sua  sobrevivência,  garantindo-lhe  o 
desenvolvimento. 

(...) é imprescindível que tenhamos claras as concepções de educação e sociedade, seu processo 

educativo,  suas  relações  e  estruturas,  enfim,  todo  o  processo  educativo,  para  podermos  atuar  com 
destreza,  capacidade  e  convicção,  de  modo  a  garantir  realmente  a  formação  integral  de  cidadãos  e 
pessoas de bem. 

(...)  esta  disfunção  entre  sociedade  e  educação,  se  não  impede,  gera  um  indivíduo  incapaz  de 

exercer sua cidadania, de ter conhecimento dos seus direitos, de saber exigi-los diante da sociedade.  (...) 
Há, portanto a necessidade de termos um olhar voltado para a educação e nos conscientizarmos de como 
ela  pode  converter-se  em  ferramenta  necessária  e  social,  para  diminuir  as  lacunas  e  disfunções  da 
sociedade. 

É por meio da educação que conseguiremos conscientizar o indivíduo a reconhecer e saber exigir 

seus direitos, deveres e obrigações, exercendo, assim, sua condição de cidadão. (...). 

A  relação  cidadania-educação  é fundamental  para  a  tão sonhada  construção  de  uma sociedade 

mais justa e igualitária.  

Assim,  os  objetivos  devem  ser  propostos  a  fim  de  contribuir  para  a  aproximação  da  realidade 

àquele ideal de homem e de sociedade justa e igualitária, (...). 

(http://telmaryeducaoediversidade.blogspot.com.br/2010/03/construcao-de-uma-sociedade-melhor-o.html. 

 Acesso: 22.1.2018)