Prova Concurso - Pedagogia - UFG-2010-SEDUCE-GO-PROFESSOR-INTERPRETE-DE-LIBRAS - CS - UFG - 2010

Prova - Pedagogia - UFG-2010-SEDUCE-GO-PROFESSOR-INTERPRETE-DE-LIBRAS - CS - UFG - 2010

Detalhes

Profissão: Pedagogia
Cargo: UFG-2010-SEDUCE-GO-PROFESSOR-INTERPRETE-DE-LIBRAS
Órgão: UFG
Banca: CS
Ano: 2010
Nível: Superior

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Gabarito

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GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS

SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESTADO DE GOIÁS

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE GOIÁS

CONCURSO PÚBLICO PARA O CARGO DE PROFESSOR, NÍVEL III, DO QUADRO 

PERMANENTE DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE GOIÁS

EDITAL DE ABERTURA N. 008/2010 

GABARITO OFICIAL DA PROVA OBJETIVA 

 31/05/2010

 INTÉRPRETE DE LIBRAS

CONHECIMENTOS GERAIS

TIPO

Q-1

Q-2

Q-3

Q-4

Q-5

Q-6

Q-7

Q-8

Q-9

Q-10

1

C

A

D

B

D

A

A

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C

2

D

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C

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C

B

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A

TIPO Q-11 Q-12 Q-13 Q-14 Q-15 Q-16 Q-17 Q-18 Q-19 Q-20

1

D

A

B

A

C

A

C

D

C

A

2

C

D

A

B

D

B

A

C

B

C

TIPO Q-21 Q-22 Q-23 Q-24 Q-25 Q-26 Q-27 Q-28 Q-29 Q-30

1

B

C

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B

A

B

D

B

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D

2

C

A

B

D

C

A

B

C

A

B

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

TIPO Q-31 Q-32 Q-33 Q-34 Q-35 Q-36 Q-37 Q-38 Q-39 Q-40

1

A

D

B

A

C

D

B

C

A

D

2

C

B

A

C

D

C

A

B

D

C

TIPO Q-41 Q-42 Q-43 Q-44 Q-45 Q-46 Q-47 Q-48 Q-49 Q-50

1

C

D

B

D

C

B

B

D

D

A

2

B

A

D

A

B

C

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A

B

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Prova

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S

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Õ

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S

GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS

SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

1  Confira  inicialmente  se  o  tipo  deste  caderno,  TIPO-1,  coincide  com  o  que  está  registrado  em  seu  cartão-
resposta. Em seguida, verifique se ele contém 50 questões objetivas e 3 questões discursivas. Caso o caderno 
esteja  incompleto,  tenha  qualquer  defeito,  ou  apresente  divergência  quanto  ao  tipo,  solicite  ao  aplicador  de 
prova a substituição, pois não serão aceitas reclamações posteriores nesse sentido.

2  Cada  questão  apresenta  quatro  alternativas  de  resposta,  das  quais  apenas  uma  é  a  correta.  Preencha  no 
cartão-resposta a letra correspondente à resposta assinalada na prova.

3  O  cartão-resposta  e  a  folha  de  resposta  das  questões  discursivas  são  personalizados  e  não  haverá 
substituição  em  caso  de  erro.  Ao  recebê-los  verifique  se  seus  dados  estão  impressos  corretamente,  caso 
contrário, notifique ao aplicador de prova o erro constatado.

4  O  desenvolvimento  das  questões  discursivas  deverá  ser  feito  com  caneta  esferográfica  de  tinta  preta,  na 
respectiva  folha  de  resposta.  RESPOSTAS  A  LÁPIS  NÃO  SERÃO  CORRIGIDAS  E    TERÃO  PONTUAÇÃO 
ZERO.

5  O  tempo  de  duração  das  provas  é  de  5  horas,  já  incluídas  a  marcação  do  cartão-resposta,  a  leitura  dos 
avisos e a coleta da impressão digital.

6  Você só poderá retirar-se definitivamente da sala e do prédio após terem decorridas duas horas de prova 
e  poderá  levar  o  caderno  de  prova  somente  no  decurso  dos  últimos  trinta  minutos  anteriores  ao  horário 
determinado para o término das provas.

7  AO  TERMINAR,  DEVOLVA  O  CARTÃO-RESPOSTA  E  A  FOLHA  DE  RESPOSTA  DAS  QUESTÕES 
DISCURSIVAS AO APLICADOR DE PROVA. 

INTÉRPRETE DE
LIBRAS

SÓ ABRA ESTE CADERNO QUANDO AUTORIZADO

LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES ABAIXO

CONCURSO PÚBLICO - EDITAL N.008/2010
PARA CARGO DE PROFESSOR - NÍVEL III

Caderno

TIPO-1

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UFG/CS                                                                            CONCURSO PÚBLICO                                                              SECTEC/2010

CONHECIMENTOS GERAIS

Leia o texto abaixo para responder às questões de 01 a 04.

De 1984 a 2010

No romance "1984", de George Orwell, o personagem principal
trabalha alterando os arquivos históricos para moldar as consci-
ências para o bom convívio social. Chegamos à época em que
essa distopia (contrário de utopia) virou realidade. Só que, des-
ta vez, pelas mãos dos herdeiros dos projetos utópicos "mais
bem-intencionados".
Porém, antes, um reparo. A política é um mal necessário, mas
existem formas e formas de política. A minha pode ser entendi-
da como uma política herdada de autores como Isaiah Berlin, fi-
lósofo e historiador das ideias do século 20, judeu nascido em
Riga,   Letônia,   radicado   na  Inglaterra.   Em   matéria   de   política,
prefiro   sempre   os   britânicos   aos   franceses   ou   alemães.   Tal
como ele diz em seu recém-publicado no Brasil "Idéias Políticas
na Era Romântica" (Cia. das Letras), prefiro a liberdade à felici-
dade.
A felicidade se declina no plural, porque os valores são confli-
tantes e não acredito em nenhuma forma de resolver essas di-
ferenças. A melhor sociedade é a sociedade na qual ninguém
tem razão (ninguém sabe a verdade definitiva sobre o bem e o
mal), mas um número significativo de pessoas consegue convi-
ver razoavelmente, mesmo sem saber a verdade sobre o bem e
o mal.
O furor   coletivo  de  "verdades  do  bem"  deve   ser  mantido  sob
controle rígido assim como delírios de um serial killer numa noi-
te de calor insuportável. A sociedade é o lugar do apenas tole-
rável.
E a profecia de Orwell? Todo mundo já tinha ouvido falar que na
China o governo estaria alterando os livros de história das esco-
las para que a Revolução Cultural Chinesa (uma das maiores
monstruosidades cometidas na história da humanidade) desa-
parecesse da memória das gerações mais jovens. Vale lembrar
que muitas das pessoas que entre nós se preparam para assu-
mir   o   governo   concordavam   com   aquelas   atrocidades:   matar,
saquear, sequestrar gente inocente.
Mas o que dizer de países democráticos como o Canadá? Re-
centemente, estudantes e professores "amantes da liberdade"
quase lincharam uma intelectual americana, Ann Coulter, e im-
pediram que ela falasse numa universidade. Não ouvi nenhum
dos intelectuais de plantão defendê-la. Era de esperar que mui-
tas mulheres do mundo das letras não o fizessem, uma vez que
ela  é  loira  e  gostosa,  pecados  imperdoáveis  para  intelectuais
feias e azedas. A causa da fúria da "comunidade intelectual" da
universidade no Canadá era porque essa loira conservadora é
conhecida por não rezar na cartilha dos opressores "do bem".
O Canadá é um dos países mais totalitários no que se refere à
repressão ao uso livre da linguagem e à crítica aos costumes
da nova casta fascista que empesteia o mundo.
Lá, de repente, você pode ser preso porque usou uma palavra
que esta casta julga inapropriada. Toda vez que estamos diante
do   controle   oficial   da   língua,   estamos   diante   de   um   regime
opressor.
Mas   fiquemos   em   nossa   cozinha   e   deixemos   os   canadenses
afogados em seu fascismo do detalhe.
Outro dia vi na mão de uma colega uma foto do "novo Saci". Ti-
raram o cachimbo da boca do Saci. Eu, que sou um amante de
cachimbos e charutos cubanos (e viva la Revolución!!), me senti
diretamente afetado. Meu irmão de fé, o Saci, está sendo repri-
mido. A ideia é que, com cachimbo, ele é um mau exemplo para
as crianças. Imagino que esses caras acham que bom exemplo
é mulher vestida de homem coçando o saco.
Outro caso recente é a perseguição a velhas cantigas de roda e
histórias infantis. Por exemplo, o "atirei o pau no gato" deve vi-
rar "não atire o pau no gato" para que as crianças não cresçam
espancando gatos por aí. O fascismo "verde" chega ao ponto
de tirar das crianças uma música divertida para torná-las defen-

soras dos gatos.
Lembro-me de meninas na minha infância que cantavam essas
músicas e ainda assim choravam quando os meninos ensaia-
vam torturar pequenos animais só para vê-las chorar e assim
chegar perto delas. Como era bom jogar baratas mortas no lan-
che das meninas só para ver elas pularem deliciosamente das
suas cadeiras em lágrimas.
O Lobo Mau não pode mais ser mau e comer a vovozinha da
Chapeuzinho Vermelho. Muito menos o Caçador pode salvá-la,
porque estaria estimulando às meninas sonharem com prínci-
pes encantados. O novo fascismo quer que os lobos sejam bon-
zinhos (pobres lobos) e que as meninas não sonhem com caça-
dores que as protejam (coitadas). Sim, 1984 é agora

.

PONDÉ, Luiz Felipe. De 1984 a 2010. In: Folha de S. Paulo. 5 abr. 2010. 

Considere a frase conclusiva “Sim, 1984 é agora” do texto
de Pondé para responder às questões 01 e 02.

 QUESTÃO 01 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Considerando que o romance 1984 de Orwell foi publicado
em 1949, a constatação final, “Sim, 1984 é agora”, produz
uma ironia por meio de  

(A)

um  subentendido  que  coloca   o  presente  como  uma
negação do futuro construído por Orwell em sua obra.

(B)

um pressuposto de que a atualidade tem mais proble-
mas do que Orwell, no passado, previu para o futuro.

(C) uma ambiguidade  que  tanto  atualiza  uma trama  fic-

cional   do   passado   no   presente   quanto   compara   a
atualidade com o passado.

(D) uma atenuação da crítica feita tanto às práticas bem-

intencionadas   do   presente   quanto   às   previsões   do
passado.

 QUESTÃO 02

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

No livro 1984, George Orwell mostra como uma sociedade
oligárquica coletivista é capaz de reprimir qualquer um que
se   opuser   a   ela.   Tal   sociedade   controla   não   só   a
economia, mas a mente e o coração das pessoas. A frase
conclusiva “Sim, 1984 é agora” pode ser assim explicada:

(A)

Os discursos atuais que pregam ações politicamente
corretas   alteram   a   história   natural   das   sociedades,
assim   como   os   arquivos   históricos   no   romance   de
Orwell foram alterados.

(B)

As   tentativas   de   mudança   no   comportamento   das
pessoas e na língua por elas usada são inúteis, visto
que a força maior está na naturalidade das coisas, tal
como postula a profecia de Orwell.

(C) Os  meios  de  controle   social da sociedade  moderna

pautam-se   exclusivamente   nos   registros   escritos   e
falados,   já   que   eles   manifestam   as   impropriedades
vocabulares já denunciadas pelo romance 1984.

(D) As  organizações  do   bem   existentes  no   mundo   hoje

trabalham   para   combater   as   organizações   do   mal,
que   são   inconsequentes   ao   divulgarem   palavras   e
imagens imorais, conflito já descrito no livro 1984.

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 QUESTÃO 03 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A alteração dos livros de história das escolas da China, o
quase linchamento da intelectual americana no Canadá, a
retirada do cachimbo da boca do Saci e a mudança das le-
tras das canções infantis são exemplos apresentados pelo
autor para dar crédito à sua tese. O trecho que   explicita
melhor a tese reforçada por tais exemplos é:

(A)

“O fascismo 'verde' chega ao ponto de tirar das crian-
ças  uma música divertida para torná-las  defensoras
dos gatos.”

(B)

“[...] muitas das pessoas que entre nós se preparam
para assumir o governo concordam com aquelas atro-
cidades: matar, saquear, sequestrar gente inocente”.

(C) “O Canadá é um dos países mais totalitários no que

se refere à repressão ao uso livre da linguagem e à
crítica aos costumes [...]”

(D) “O furor coletivo de ‘verdades do bem’ deve ser man-

tido sob controle rígido assim como delírios de um se-
rial killer numa noite de calor insuportável”.

 QUESTÃO 04 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A expressão “amantes da liberdade” foi utilizada pelo autor
para 

(A)

revelar   que   tanto   professores   quanto   alunos   cana-
denses exageram no uso da liberdade.

(B)

denunciar que há uma distância entre o discurso e a
prática de professores e alunos canadenses.

(C) mostrar que, para a comunidade universitária do Ca-

nadá, a liberdade tem um limite.

(D) marcar que, nas universidades do Canadá, a liberda-

de é entendida fora do sentido usual.

 RASCUNHO 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

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Leia o texto a seguir para responder às questões 05 e 06.

Disponível   em:  <http://busca.uol.com.br/imagem/index.html?ref=homeuol&ad=on&y=11&q   =ler+e+escrever&x=39&start=12>
Acesso em: 08 abr 2010. (Adaptado)

 QUESTÃO 05 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Conforme o texto dos quadrinhos, a língua oferece recursos para que seu usuário possa expressar com palavras o modo
de realização de uma ação, as atitudes, as características e os sentimentos de personagens. Com base nessa afirma-
ção, pode-se depreender que o

(A)

conhecimento das formas gramaticais determina a produção de diferentes enunciados em qualquer contexto.

(B)

domínio das regras gramaticais é condição para que o falante se expresse corretamente. 

(C) acesso às informações do texto é possibilitado pelo conhecimento que o falante tem das regras gramaticais. 

(D) uso das diferentes formas gramaticais é determinado pelos sentidos que o usuário da língua quer produzir.

 QUESTÃO 06 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O fenômeno gramatical que possibilitou, no texto, a criação do efeito de lentidão no verbo “converter” é

(A)

o uso de uma locução verbal no gerúndio.

(B)

a voz passiva da oração.

(C) o modo indicativo em que o verbo se encontra.

(D) a flexão no pretérito do verbo auxiliar. 

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 QUESTÃO 07 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O pensamento pós-moderno questiona os limites do proje-
to de racionalidade moderna e suas pretensões universa-
listas sobre o progresso, a felicidade e a liberdade. O mun-
do moderno, baseado na cultura ocidental e em suas tec-
nologias, ancora-se na certeza e na ordem, a pós-moder-
nidade, por sua vez, caracteriza-se pela:

(A)

complexidade,   indeterminação,   identidades   híbridas,
tecnologias eletrônicas, práticas culturais locais e es-
paços públicos plurais.

(B)

autoridade, participação, rígida disciplina, informatiza-
ção e qualidade do trabalho com conhecimento.

(C) autonomia,   treinamento   de   habilidades,   equipamen-

tos   tecnológicos,   instrução   popular   e   inovação   dos
métodos das ciências naturais.

(D) informação,  adoção   de  conteúdos  formais,  demons-

tração   racional   e   científica   e   prática   do   trabalho   in-
dustrial.

 QUESTÃO 08 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

 

O pensamento pedagógico brasileiro constitui-se do esfor-
ço de análise crítica de vários autores ao pensamento pe-
dagógico oficial.  Uma das  sínteses mais conhecidas é  a
de Dermeval Saviani, que identifica na história da educa-
ção as seguintes tendências: 

(A)

pedagogia do consenso, pedagogia do conflito, peda-
gogia libertária, pedagogia da diferença.

(B)

concepção   reprodutivista,   concepção   revolucionária,
concepção bancária, concepção cultural.

(C) concepção   humanista   tradicional,   concepção   huma-

nista moderna, concepção analítica, concepção dialé-
tica.

(D) pedagogia dialógica, pedagogia da comunicação, pe-

dagogia radical, pedagogia do oprimido.

 QUESTÃO 09 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A   educação   como   direito   fundamental   de   caráter   social
realiza-se por meio de políticas públicas, que expressam
determinada relação social de produção a ser concretiza-
da   pelas   instituições.  O  princípio   de  igualdade  de  condi-
ções para o acesso e permanência na escola, por exem-
plo, constitui uma diretriz fundamental que deve  informar
as  políticas  públicas  educacionais.  Assim, o trabalho  de-
senvolvido pela instituição escolar não se restringe à sua
prática específica, ele possui uma finalidade social deter-
minada pela concepção que o fundamenta. Nessa perspecti-
va, cabe à escola:

(A)

implementar políticas públicas necessárias à concreti-
zação desse direito e criar condições reais para o seu
gozo.

(B)

desenvolver   proposta   pedagógica   que   contemple   a
realidade local, conhecimentos científico-culturais re-
levantes, metodologias  que  possibilitem   a atribuição
de sentido aos conteúdos, processos avaliativos con-
tínuos e ao acompanhamento dos grupos que apre-
sentem maior vulnerabilidade.

(C) planejar e destinar recursos financeiros à criação de

condições de acesso ao ensino e permanência nele,
além de ampliação das possibilidades já existentes. 

(D) julgar as disputas, envolvendo a concretização do di-

reito   de   preparo   da   pessoa   para   o   trabalho,   bem
como para o exercício da cidadania em uma socieda-
de que estabelece fina sintonia entre a racionalidade
econômica e os fins educacionais.

 QUESTÃO 10 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O multiculturalismo como um discurso crítico de raça e pe-
dagogia precisa romper o silêncio em relação ao seu papel
na dissimulação de como a dominação branca coloniza as
definições do normal. Para que isso ocorra, um dos desa-
fios políticos e pedagógicos que se coloca aos educadores
críticos é

(A)

velar os interesses políticos presentes nas formas de
educação   multicultural   que   traduzem   as   diferenças
culturais   em   estilo   de   aprendizagem,   separando   a
cultura do poder e da luta.

(B)

transmitir   conhecimentos   fundamentados   nas   rela-
ções   assimétricas   que   produzem   a   instrumentaliza-
ção do ensino, abolindo questões de poder, história,
ética.

(C) confrontar os discursos educacionais que encaram a

educação   como   uma   atividade   descontextualizada,
isenta de tensões sociais, políticas e raciais.

(D) estimular   o   desenvolvimento   de   teorias   que   desta-

quem   igualdade   e   justiça   aos   grupos   étnico-raciais
pelas   formas   dominantes   de   educação   multicultural
na modernidade.

 QUESTÃO 11 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

 

O currículo constitui significativo instrumento utilizado por
diferentes   sociedades   para   desenvolver   tanto   os  proces-
sos de conservação quanto os de transformação dos co-
nhecimentos historicamente acumulados, bem como para
socializar as crianças e os jovens segundo os valores tidos
como   desejáveis   (MOREIRA,   1997).   Nesse   sentido,   por
currículo entende-se:

(A)

programa oficial determinado pelo Ministério da Edu-
cação e Cultura  para  ser desenvolvido pelas unida-
des educacionais às quais é vedada a crítica e a par-
ticipação na sua elaboração.

(B)

conjunto de normas e regras que orienta a previsão
de   conceitos   e  procedimentos  a  serem   transmitidos
sequencialmente   aos   estudantes   em   contextos   não
formais.

(C) listagem de disciplinas, conteúdos e atividades a ser

sistematizada e executada nas escolas pelos profes-
sores em atendimento às exigências do mercado.

(D) conjunto dos conteúdos cognitivos e simbólicos  (co-

nhecimentos,   valores,   costumes,   crenças,   hábitos)
que compõem uma proposta político-educativa, trans-
mitidos   de   modo   explícito   ou   implícito   nas   práticas
pedagógicas e nas situações escolares.

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 QUESTÃO 12 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O   movimento   de  renovação   curricular   ocorrido   nos  anos
1980 e 1990 focou a democratização do espaço escolar e
o desenvolvimento de currículos centrados na escola, res-
pectivamente.   Uma   análise   realizada   por   Moreira   (   In.
EDUCAÇÃO & SOCIEDADE, Ano XXI,n.73, 2000) em qua-
tro   capitais   do   Sul   e   Sudeste   brasileiro   evidencia   dife-
rentes princípios para integração do currículo. São eles:

(A)

interdisciplinaridade,   eixos   norteadores   e   transver-
sais, princípios educativos e núcleos conceituais.

(B)

sociabilidade, eixo comum, núcleo disciplinar especí-
fico e núcleo livre.

(C) racionalidade, eixos adaptadores, princípios de resis-

tência e núcleo impulsionador.

(D) produtividade, eixos cognitivos, núcleos procedimen-

tais e estruturadores de experiências.

 QUESTÃO 13 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O   principal   meio   de   assegurar   a   gestão   democrática   da
escola é a participação, porque possibilita o envolvimento
de professores, funcionários, pais e alunos no processo de
tomada de decisões. Nesse modelo de gestão democráti-
co-participativo, o trabalho em equipe é fundamental para

(A)

o diagnóstico e a análise da escola, por meio da bus-
ca de informações reais e atualizadas que permitam
identificar as  dificuldades  sem   preocupação  com  as
causas e alternativas de superação.

(B)

a construção conjunta do ambiente de trabalho, por
meio da distribuição de responsabilidades, de forma
colaborativa   e   solidária,   visando   à   formação   e   à
aprendizagem dos alunos.

(C) a determinação de tarefas pelo diretor, a serem exe-

cutadas pelos membros da comunidade, propiciando
uma contenção de gastos dos recursos financeiros da
escola.

(D) o desenvolvimento de uma mesma atividade por pes-

soas que tenham objetivos contrários em relação ao
projeto de  formação dos estudantes.

 QUESTÃO 14 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

 

Dentre as características organizacionais da escola (estilo
de   gestão,   responsabilidade   dos   profissionais,   liderança
compartilhada, participação coletiva, formação dos profes-
sores) destaca-se uma que se manifesta na sala de aula:
a cultura organizacional ou cultura da escola. Segundo Li-
bâneo (2008), a cultura da escola sintetiza

(A)

o sentido que as pessoas atribuem às coisas, os va-
lores, as atitudes, os modos de pensar e agir o que,
de   certa   forma,   mostra   os   traços   característicos   da
escola e das pessoas que nela atuam.

(B)

a posição universalista, que trabalha com a ideia de
que as crianças das camadas populares são carentes
e   que   o   conhecimento   escolar   deve   suprir   o   déficit
cultural desses alunos.

(C) a dificuldade de aprendizagem dos alunos, a precari-

edade de recursos materiais e de recursos humanos
necessários ao desenvolvimento do processo de es-
colarização.

(D) o impacto das políticas avaliativas sobre os proces-

sos educativos desenvolvidos pela escola e sobre a
expectativa de desempenho docente.

 QUESTÃO 15 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O projeto político-pedagógico é o plano global da institui-
ção,   um   instrumento   teórico-metodológico   para   interven-
ção e mudança da realidade (Vasconcellos, 2002). Nesse
sentido, ele é

(A)

um documento elaborado pelo coordenador pedagó-
gico da escola para atender a uma exigência legal de
avaliação externa.

(B)

uma sequência de passos, expressa em um texto ex-
tremamente preciso e correto, que deve evitar discus-
sões, conflitos e contradições no processo de elabo-
ração.

(C) um elemento de organização e integração da ativida-

de   educativa,   composto   por   três   dimensões:   marco
referencial, diagnóstico, programação.

(D) uma   tarefa   educacional   burocrática,   que   resulta   no

preenchimento   de   formulários   e   planilhas,   normal-
mente executada pela supervisão.

 QUESTÃO 16 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A  avaliação   educacional  acontece   em   duas   modalidades
distintas: a avaliação do sistema de ensino e a avaliação
do rendimento escolar. Freitas (2003) defende que as in-
formações decorrentes  das  avaliações  do   sistema  sejam
utilizadas de modo a considerar a relação entre as condi-
ções oferecidas às escolas e os resultados apresentados.
Isso significa que os dados de desempenho deverão

(A)

subsidiar as escolas na definição de prioridades em
consonância com sua realidade e metas.

(B)

ser escalonados, resultando em  comparação e clas-
sificação das escolas.

(C) subsidiar a política de estímulo às escolas por meio

da premiação.

(D) desencadear a competição entre as escolas, no senti-

do de galgarem melhores posições.

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 QUESTÃO 17 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Segundo Hoffman (2006), numa perspectiva construtivista de
avaliação, a questão da qualidade do ensino deve ser analisa-
da em termos dos objetivos previstos. Assim, nessa perspec-
tiva, qualidade do ensino significa:

(A)

padrões   preestabelecidos   em   bases   comparativas
com padrões de comportamento ideal.

(B)

quantidade  informada  pelo  sistema de médias esta-
tísticas e índices numéricos.

(C) desenvolvimento máximo do estudante, por meio de

uma ação educativa voltada para a autonomia moral
e intelectual.

(D) capacidade de selecionar os mais aptos à aquisição

de conhecimento e garantir a manutenção da hierar-
quia social.

 QUESTÃO 18 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Para Freitas (2003), o fenômeno da avaliação em sala de
aula ocorre em dois planos: formal e informal. No plano da
avaliação   formal   estão   as   técnicas   e   os   procedimentos,
como provas e trabalhos, que conduzem a uma nota. No
plano da avaliação informal, encontram-se:

(A)

os aspectos instrucionais, que medem o domínio de
habilidades e técnicas desenvolvidas pelo aluno em
situação de ensino.

(B)

os mecanismos de aferir os conhecimentos científicos
aprendidos   durante   a   exposição   do   conteúdo   pelo
professor.

(C) os   testes   relâmpagos,   que   possibilitam   a   classifica-

ção dos alunos que precisam receber reforço ou  fa-
zer recuperação paralela.

(D) os   juízos   de   valor,   construídos   pelos   professores   e

alunos   nas   interações   diárias,   que   acabam   por   in-
fluenciar os resultados das avaliações finais.

 QUESTÃO 19 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A Lei n. 9.394/96, que estabelece as diretrizes e bases da edu-
cação nacional, define que a educação tem por finalidade o
pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exer-
cício da cidadania e sua qualificação para o trabalho e dispõe,
no Art.23, que a educação básica poderá organizar-se em

(A)

cursos sequenciais por campo de saber, levando em
consideração as características regionais e locais da
sociedade, da cultura, da economia e da clientela.

(B)

cursos   técnicos   especiais,   abertos   à   comunidade,
condicionando a matrícula à capacidade de aprovei-
tamento e não necessariamente ao nível de escolari-
dade.

(C) séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância

regular de períodos de estudos, grupos não seriados,
com base na idade, na competência e em outros cri-
térios, ou por forma diversa de organização, sempre
que o interesse do processo de aprendizagem assim
o recomendar.

(D) turmas, de no máximo trinta alunos, da mesma área

de   conhecimento   ou   equivalente,   respeitando-se   a
capacidade cognoscitiva para desenvolver os estudos
com aproveitamento satisfatório.

 QUESTÃO 20 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Grande parte das políticas educacionais brasileiras foi reo-
rientada a partir de 2003, implicando alterações nos mar-
cos regulatórios vigentes para a educação básica e supe-
rior,   pautadas   no  binômio   inclusão   e   democratização
(DOURADO.  In.   EDUCAÇÃO   &  SOCIEDADE,  n.100.   es-
pecial.   2007).   Nesse   sentido,   destacam-se   as   seguintes
ações governamentais:

(A)

ampliação do ensino fundamental de oito para nove
anos, políticas de ação afirmativa, criação do Fundo
de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Bá-
sica.

(B)

revisão total da LDB e de seu arcabouço legal, inclu-
sive as diretrizes de formação de professores da edu-
cação básica e superior.

(C) aprovação   das   diretrizes   da   carreira   do   magistério,

prevendo jornada única, dedicação exclusiva, tempo
para   estudo,   para  a  pesquisa  e   análise   do  trabalho
docente.

(D) transformação dos polos Universidade Aberta do Bra-

sil em centro de formação de professores, articulados
à Rede Nacional de Formação Continuada de profes-
sores, geridos pelas Faculdades de Educação.

 QUESTÃO 21 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Conforme o que dispõe o Artigo 21, da Lei de Diretrizes e
Bases da Educação (LDB), Lei nº 9394/96, “ A educação
escolar compõe-se de”:

(A)

educação básica; ensino médio; educação de jovens
e adultos; educação superior.

(B)

educação básica, formada pela educação infantil, en-
sino fundamental, ensino médio; e educação superior.

(C) educação infantil; educação básica; educação profis-

sional; educação superior.

(D) educação infantil; ensino fundamental; ensino médio;

educação especial; ensino superior. 

 QUESTÃO 22 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Segundo Behrens (In.: MORAN, J. M. Novas Tecnologias e
mediação pedagógica, 2000), os professores e alunos po-
dem  beneficiar-se da tecnologia da informação para favo-
recer os processos tanto de ensino quanto de aprendiza-
gem, pois estão disponíveis no mercado diversos tipos de
programas aplicados à educação, dentre eles, os progra-
mas tutoriais, que são

(A)

voltados   para   funções   específicas,   como   planilhas
eletrônicas, processadores de textos e gerenciadores
de bancos de dados.

(B)

idealizados   para   escrever,   ajustar,   transferir,   copiar,
recortar, modificar, compor, decompor, gravar e impri-
mir todos os tipos de textos.

(C) compostos   por   blocos   de   informações,   pedagogica-

mente organizados, como se fossem um livro anima-
do, um vídeo ou um professor eletrônico.

(D) elaborados   para   possibilitar   ao   usuário   a   interação

com situações complexas e de risco, pois possibilitam
a apresentação de fenômenos e experiências.

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 QUESTÃO 23 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

As tecnologias de informação e comunicação permitem am-
pliar o conceito de aula, de espaço e tempo de comunicação
audiovisual e ainda estabelecer conexões entre o presencial e
o virtual, porém, por si só não resolvem os desafios educacio-
nais brasileiros. Um dos grandes desafios postos aos educa-
dores pela sociedade do conhecimento é

(A)

responsabilizar os estudantes pela busca de informa-
ções por meio de estudos individualizados, com vis-
tas a promover a superação de suas limitações, re-
sultantes da formação escolar recebida.

(B)

possibilitar aos estudantes uma formação mais rápi-
da, visando a compensar o tempo perdido com possí-
veis reprovações e prover o ingresso no mercado de
trabalho.

(C) viabilizar resultados imediatos, levando a conclusões

previsíveis  em detrimento da compreensão de temas
abstratos de longa duração.

(D) ajudar os estudantes a tornar a informação significati-

va,   a   filtrar   as   informações   verdadeiramente   impor-
tantes entre tantas possibilidades, a compreendê-las
de   forma   abrangente   e   profunda,   tornando-as   parte
de seus referenciais.

 QUESTÃO 24 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Vivemos em um mundo alucinado de grandes velocidades
e acelerações, com muitas turbulências, trazendo para a
cena uma perspectiva não linear de pensamento. Um dos
elementos marcantes dessa velocidade são as tecnologias
de informação e de comunicação (TIC), que passam a fa-
zer parte dos processos educativos. Compreendidas como
elementos de cultura e não apenas como aparato tecnoló-
gico, as TIC possibilitam

(A)

os mecanismos de transmissão de informações com
vistas à retenção e reprodução por parte do estudan-
te usuário.

(B)

a intensa criação e colaboração, por meio da consti-
tuição   de   comunidades   virtuais   de   aprendizagem,
articulando toda a rede com escolas, professores e alu-
nos.

(C) os treinamentos para o mercado, desenvolvendo ha-

bilidades inerentes ao uso de programas e planilhas
específicas.

(D) a  simplificação  da  informação  associada   aos  meca-

nismos lineares de memorização, configurando a se-
nha que garante uma melhor aprendizagem.

 QUESTÃO 25 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A utilização das águas no território goiano é bastante dis-
tinta, dependendo, sobretudo, de fatores de  povoamento,
relevo e disponibilidade hídrica. Para a produção de ener-
gia   e   para   o   abastecimento   humano,   Goiás   conta   com
duas principais bacias, que são as dos rios 

(A)

Corumbá e Meia Ponte.

(B)

Araguaia e Rio dos Bois.

(C) Tocantins e Rio Vermelho.

(D) Paraná e Maranhão.

 QUESTÃO 26 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O processo de modernização agrícola no Sudoeste Goia-
no ocorreu de forma desigual e concentrada. Entre os fato-
res que explicam essa modernização são citados, frequen-
temente, aqueles de ordem ambiental, com destaque para

(A)

os solos férteis.

(B)

o relevo tabular.

(C) as formações florestais.

(D) o clima úmido.

 QUESTÃO 27 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Os fluxos migratórios para o território goiano, durante o sé-
culo XX, seguiram padrões regionais influenciados pela di-
nâmica econômica e projetos de integração nacional. Ao
observar   o   perfil   demográfico   do   Sudoeste   Goiano   e   do
Entorno do Distrito Federal, percebe-se que esse padrão
foi determinado, respectivamente, pela

(A)

edificação de Goiânia e pela modernização agrícola.

(B)

construção da ferrovia e pela implantação de projetos
de irrigação.

(C) criação de projetos de colonização e por programas

de transferência de renda.

(D) modernização da agricultura e pela edificação de Bra-

sília.

 QUESTÃO 28 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

As representações expressam a relação do sujeito com as
formas de organização do espaço. Nesse sentido, as re-
presentações sobre a sociedade goiana, no século XIX, fo-
ram tributárias

(A)

das narrativas dos presidentes de província, que as-
sociavam   o   interior   de   Goiás   às   conexões   políticas
regionais.

(B)

dos relatos dos viajantes, que delimitaram as proposi-
ções sobre a região, divulgando uma perspectiva pe-
renizada na historiografia.

(C) das demandas sociais, que reivindicavam para a ca-

pital uma identidade cultural distinta da cultivada no li-
toral. 

(D) da formação de uma opinião pública por meio de uma

imprensa nascente, que tinha como propósito superar
o ruralismo regional.

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 QUESTÃO 29 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Durante a Primeira República, em Goiás, é possível se ca-
racterizar uma política coronelista estadual, efetivada pela
relação entre os coronéis interioranos e a capital. A perma-
nência dessa política é decorrente 

(A)

do incentivo à participação cívica, devido à almejada
institucionalização política dos partidos.

(B)

dos  desentendimentos entre  as  instâncias  de  poder
regional, o que tornava a política goiana imune às re-
novações ocorridas no cenário nacional.

(C) do sistema eleitoral, que se tornou o selo desse pacto

pela forma sistemática de controle da oposição.

(D) da pressão exercida pelo poder público regional com

o objetivo de inserir as camadas médias num jogo po-
lítico regulado.

 QUESTÃO 30 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Leia o fragmento a seguir.

Esta secção zurgindo,
Zurgirá sem pena ou dó
Enquanto estiver agindo
Com desmandos o Totó

(ZUMBI, 24.06.27) In: MACHADO, Maria Cristina Teixeira. Pedro Ludovi-
co
: um tempo, um carisma, uma história. Goiânia: Cegraf/UFG, 1990, p.
119

Esse fragmento faz alusão ao contexto político de Goiás,
no final da década de 1920, fundamentando-se na crítica à
oligarquia local e indicando que, com a mudança do centro
de poder, o Estado

(A)

deixaria de promover a concentração fundiária, incen-
tivando o desenvolvimento político e econômico mais
equânime.

(B)

fomentaria a ocupação de novos espaços em suas di-
versas   regiões,   vinculando-se   às   atividades   pecuá-
rias.

(C) permitiria  a  inserção mais dinâmica  das oligarquias,

impulsionando   a   competitividade   das   novas   forças
produtivas.

(D) entraria em uma nova era de realizações e de probi-

dade   administrativa,   rompendo   com   a   política   tradi-
cional.

 RASCUNHO 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

 

QUESTÃO 31 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Segundo  o   Decreto   n.  5.626   de   22/12/2005,   o  intérprete
tem entre suas atribuições:

(A)

atuar em todas as atividades didático-pedagógicas e
nos processos seletivos  para cursos em instituições
de ensino.

(B)

atuar como professor dos alunos surdos inseridos em
classes regulares e planejar aulas de forma autôno-
ma.

(C) atuar no apoio às atividades-fim da instituição de en-

sino restritas às salas de aula e assegurar a acessibi-
lidade aos serviços oferecidos pela escola.

(D) atuar nas salas de aula para viabilizar o acesso dos

alunos aos conhecimentos e conteúdos curriculares,
podendo assumir a docência de turmas especiais de
alunos surdos.

 QUESTÃO 32 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

 

Segundo a Resolução CNE/CEB n.2  de 11/09/2001, que
institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na
Educação Básica,

(A)

os alunos que apresentam dificuldades de comunica-
ção e sinalização diferenciadas dos demais educan-
dos devem ter assegurada a acessibilidade aos con-
teúdos curriculares, mediante o uso exclusivo da Li-
bras, uma vez que esta é sua língua natural.

(B)

os alunos com dificuldades de comunicação e sinali-
zação   diferenciadas   dos   demais   educandos   devem
ter assegurada em seu processo educativo a acessi-
bilidade   aos   conteúdos   curriculares   mediante   o   uso
exclusivo   da   língua   portuguesa,   uma   vez   que   esta
não pode ser substituída pela Libras.

(C) as escolas da rede regular de ensino devem prever e

prover,   na   organização   de   suas   classes   comuns,   a
concentração   dos  alunos   com  diferentes   necessida-
des educacionais especiais em uma mesma classe,
de modo que essa classe se beneficie das diferenças
e amplie  positivamente as experiências de  todos os
alunos dentro do princípio de educar para a diversida-
de.

(D) as escolas podem criar, extraordinariamente, classes

especiais   em   caráter   transitório,   para   alunos   que
apresentem   dificuldades   acentuadas   de   aprendiza-
gem ou condições de comunicação e sinalização dife-
renciadas dos demais alunos.

 QUESTÃO 33 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Quanto à formação e ao perfil do tradutor e intérprete de
Libras-língua portuguesa, o Decreto n. 5.626 de
22/12/2005 prescreve: 

(A)

a formação do tradutor  e intérprete  de Libras-língua
portuguesa deve efetivar-se por meio de curso supe-
rior de pedagogia,  com habilitação  em Libras-língua
portuguesa.

(B)

a formação do tradutor  e intérprete  de Libras-língua
portuguesa,  em  nível médio, deve  ser realizada  por
meio de cursos de educação profissional, cursos de
extensão   universitária   e   cursos   de   formação   conti-
nuada, promovidos por instituições de ensino superior
e instituições credenciadas por secretarias de educa-
ção.

(C) o   tradutor   e   intérprete   de   Libras-língua   portuguesa

pode ser um surdo oralizado, com competência e flu-
ência   em   língua   portuguesa   reconhecidas   informal-
mente pela comunidade surda na qual atua, dispen-
sando, pois, certificação.

(D) o   tradutor   e   intérprete   de   Libras-língua   portuguesa

pode ser um ouvinte, com competência e fluência em
Libras reconhecidas informalmente pela comunidade
surda na qual atua, dispensando, pois, certificação.

 QUESTÃO 34 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O oralismo, o bimodalismo e o bilinguismo são alguns dos
modelos   de   educação   dos   surdos   que   apresentam   dife-
renças entre si. Uma dessas diferenças é que

(A)

enquanto o oralismo é considerado pelos estudiosos
como uma imposição social de uma maioria linguísti-
ca   falante   das   línguas   orais   sobre   uma   minoria   lin-
guística surda, o bilinguismo é visto como uma pro-
posta   que   respeita   a   autonomia   e   torna   acessível
duas línguas no contexto escolar.

(B)

enquanto o bilinguismo é um sistema artificial de en-
sino e  uso simultâneo  de duas línguas,  no  caso do
Brasil   a   língua   portuguesa  e  a   Libras,   o   oralismo   é
uma proposta de ensino de leitura oral em que o alu-
no pode utilizar a língua de sinais.

(C) enquanto o bilinguismo propõe que às crianças sur-

das brasileiras o ensino seja em Libras, o bimodalis-
mo considera a Libras prejudicial ao aprendizado da
língua portuguesa pela criança surda.

(D) enquanto o bimodalismo defende o ensino da língua

portuguesa e da Libras, respeitando a riqueza estru-
tural de cada uma, o oralismo propõe o ensino basea-
do   somente   no   desenvolvimento   linguístico   oral   do
aluno surdo.

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 QUESTÃO 35 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Quadros e Karnopp (2004) realizaram estudos linguísticos
da Libras. Um dos resultados foi que

(A)

o hemisfério esquerdo do cérebro processa a lingua-
gem,   enquanto   o   hemisfério   direito   é   responsável
pelo   processamento  das informações  espaciais.  As-
sim, as línguas de sinais são processadas no hemis-
fério   direito   por   ser   línguas   que   utilizam   o   espaço
para a realização dos sinais.

(B)

a língua de sinais é uma língua universal utilizada por
todas as pessoas surdas do mundo por ser uma lín-
gua  icônica  e respeitar  as diferenças culturais  entre
elas.

(C) as línguas de sinais apresentam traços como flexibili-

dade e versatilidade, arbitrariedade, descontinuidade,
produtividade, dupla articulação, entre outros, atribuí-
dos também às línguas orais.

(D) a possibilidade de expressão de conceitos abstratos

nas línguas de sinais se deve  ao fato de essas lín-
guas apresentarem em seu léxico um grande número
de sinais icônicos.

 QUESTÃO 36 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A seguinte situação de ensino condiz com a proposta de
educação bilíngue para os surdos:

(A)

a língua de sinais e a língua oral são línguas de ins-
trução, mas a língua oral é utilizada apenas em sua
modalidade oral.

(B)

a língua oral e a língua de sinais são utilizadas simul-
taneamente, mas apenas a língua oral é objeto de es-
tudo.

(C) o   ensino   da   língua   oral  ocorre  obrigatoriamente   em

sua modalidade oral e alternativamente em sua mo-
dalidade escrita.

(D) ensino da língua oral ocorre após a aquisição da lín-

gua de sinais e apenas em sua modalidade escrita.

 QUESTÃO 37 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Pesquisas  revelam  que crianças surdas e ouvintes apre-
sentam   semelhanças   e   diferenças   em   seu   processo   de
aquisição de linguagem. Essa afirmação pode ser validada
por pesquisas que revelam o seguinte:

(A)

no   estágio   das   primeiras   combinações,   as   crianças
surdas e ouvintes começam a elaborar o sistema pro-
nominal de suas línguas, porém as crianças ouvintes
cometem   “erros”   de   reversão   pronominal,   ou   seja,
usam  os pronomes  “eu” e “você”  na  perspectiva  de
interlocutor, e as crianças surdas não o fazem, por-
que na Libras esses pronomes são identificados pela
apontação concreta.

(B)

os estágios de aquisição de linguagem – período pré-
linguístico, estágio  de uma  palavra,  estágio  das  pri-
meiras combinações, estágio das múltiplas combina-
ções – são observados tanto em crianças ouvintes, fi-
lhas de pais ouvintes, quanto em crianças surdas fi-
lhas de pais surdos usuários de língua de sinais.

(C) no   estágio   de   uma   palavra,   as   crianças   ouvintes

usam o recurso de apontar como elemento linguístico
de sua língua oral, assim como as crianças surdas o
utilizam em sua língua de sinais.

(D) no   estágio   apropriado,   os   bebês   que   são   ouvintes

balbuciam, pois esta forma de linguagem é restrita ao
sistema fonético das línguas orais e imprópria ao sis-
tema utilizado pelas crianças surdas.

 QUESTÃO 38 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Segundo   Padden   (apud  Quadros,   1997),   os   verbos   na
ASL podem ser classificados em: verbos sem concordân-
cia, (os que não flexionam em pessoa e número, sem afi-
xos locativos), verbos com concordância (os que flexionam
em pessoa, número e aspecto, sem afixos locativos) e ver-
bos espaciais (os que têm afixos locativos). São exemplos,
na Libras, desses três grupos de verbos, respectivamente,

(A)

DIZER, SABER, VOLTAR.

(B)

PROVOCAR, CHEGAR, DAR.

(C) AMAR, RESPONDER, IR.

(D) VIAJAR, ENVIAR, GOSTAR.

 QUESTÃO 39 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Os sinais da Libras DESCULPA, AZAR, BOI e BOBO têm em
comum

(A)

apenas configuração de mão.

(B)

configuração de mão e ponto de articulação.

(C) ponto de articulação e movimento.

(D) apenas movimento.

 QUESTÃO 40 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Pares mínimos são palavras que se diferenciam por ape-
nas um elemento. Na língua portuguesa, “colo” e “copo”,
“pé”   e   “pá”   são   exemplos   de   pares   mínimos.   Na   Libras,
são exemplos de pares mínimos:

(A)

ANTIGO/NOVO, CARO/BARATO, CLARO/ESCURO

(B)

AGORA/HOJE, CÉREBRO/CONFUSÃO,
ÔNIBUS/CAMINHÃO

(C) AMIGO/CORAÇÃO, FILHO/BAHIA, PAPEL/FALTAR

(D) BANDEIRA/HOTEL, BOI/EVITAR, GEOGRAFIA/UNI-

VERSO

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 QUESTÃO 41 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

É por meio da cultura que uma comunidade  se constitui,
se integra e se identifica. A construção de uma identidade
surda depende da proximidade que o surdo tem da cultura
surda e da posição que assume diante da sociedade. Per-
lin (2001) define algumas delas, tais como, identidade

(A)

de   Transição,   quando   o   surdo   passa,   sem   conflitos
culturais, da comunicação visual oral para a comuni-
cação visual sinalizada, e Surda quando o surdo é re-
presentado por discursos culturais.

(B)

Flutuante,   quando   o   surdo   consegue   se   manifestar
satisfatoriamente tanto na comunidade ouvinte quan-
to na comunidade surda, e Inconformada,   quando o
surdo só consegue se manifestar na comunidade sur-
da e fica triste por não conseguir fazê-lo com os ou-
vintes.

(C) Surda, quando o surdo está no mundo dos ouvintes e

desenvolve   experiências   pessoais   na   língua   de   si-
nais, e Híbrida, quando a pessoa nasce ouvinte e en-
surdece posteriormente, desenvolvendo tanto o pen-
samento  quanto  a   língua  de   sinais   dependentes   da
língua oral.

(D) Flutuante,  quando  o contato  do  surdo com   a língua

de sinais e com a comunidade surda acontece preco-
cemente, e de Transição, quando o surdo tenta se re-
presentar segundo o mundo ouvinte.

 QUESTÃO 42 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Interpretar  compreende   um   ato   cognitivo-linguístico  que   se
realiza em uma situação de interação comunicativa envolven-
do línguas diferentes, na qual o intérprete processa a infor-
mação dada na língua fonte para a língua alvo. Visto dessa
forma,   o   ato   de   interpretar   abrange   processos   altamente
complexos, para o qual o profissional intérprete-tradutor deve
seguir   determinados   preceitos   éticos   e   apresentar   certas
competências.  Roberts (1992,  apud  Quadros, 2007)  define
para o intérprete-tradutor as competências

(A)

técnica,   bicultural,   de   memória,   em   conhecimentos
gerais.

(B)

técnica, para transferência, de memória, de confiabili-
dade.

(C) metodológica,   de   discrição,   de   imparcialidade,   lin-

guística.

(D) metodológica, linguística,  para transferência, bicultu-

ral.

 QUESTÃO 43 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Leia as afirmações a seguir.

I-

Algumas ambiguidades na língua portuguesa são desfeitas
na Libras pelas referências anafóricas estabelecidas no es-
paço.

II-

O gênero na língua portuguesa pode ser marcado de forma
redundante. Esta redundância não ocorre na Libras.

III-

A prosódia, isto é, a substituição de várias palavras por um
único sinal só ocorre nas línguas de sinais.

Estão corretas as afirmações

(A)

I, II e III

(B)

I e II, apenas

(C) I e III, apenas

(D) II e III, apenas

 QUESTÃO 44 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A ética deve permear a prática de todos os profissionais
no exercício de suas profissões. Observando os princípios
do código de ética do profissional intérprete, este deve

(A)

seguir seus preceitos morais e religiosos em situação
de conflito.

(B)

reconhecer os diversos níveis da língua portuguesa e
da Libras, esclarecendo sempre que possível as dúvi-
das e equívocos que o público tiver durante a inter-
pretação.

(C) ser   uma   pessoa   imparcial,   fiel   à   sua   interpretação,

respeitando suas opiniões e ter uma conduta adequa-
da ao se vestir.

(D) aceitar tarefas levando em consideração seu próprio

nível de competência.

 QUESTÃO 45 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Os sinais da Libras podem ser simples ou compostos. São
sinais compostos nessa língua os seguintes:

(A)

AINDA-NÃO, MEIO-DIA, PONTO-DE-ÔNIBUS.

(B)

NUNCA, AZUL, SUCO.

(C) ZEBRA, TOMATE, VETERINÁRIO.

(D)

CORTAR-COM-FACA,   NÃO-QUERER,   PASSAR-MANTEI-
GA.

 QUESTÃO 46 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Segundo Perlin (2001), um surdo que apresenta uma iden-
tidade Incompleta 

(A)

usa a língua oral e a língua de sinais em sua comuni-
cação.

(B)

nega a representação surda e  aceita a cultura ouvin-
te como sua.

(C) rejeita a representação da identidade ouvinte.

(D) usa apenas a língua de sinais. 

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 QUESTÃO 47 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A língua portuguesa deve ser ensinada aos surdos como
segunda língua, porque

(A)

a língua portuguesa é considerada inferior à Libras.

(B)

seu   aprendizado   se   dá   de   forma   sistemática   e   não
por um processo de interação espontânea.

(C) a oferta de livros publicados na língua portuguesa é

muito maior do que em Libras.

(D) a língua portuguesa na modalidade escrita não subs-

titui a Libras, conforme prescreve a Lei n. 10.436 de
22/04/2002.

 QUESTÃO 48 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Sinais realizados em contato ou próximos à mesma parte
do corpo podem pertencer a um campo semântico especí-
fico. Pertencem ao mesmo campo semântico os seguintes
sinais:

(A)

AMOR, FILHO, FEIO, TER

(B)

SOFRER, PRIMO, EMPREGADO, FOME

(C) GOSTAR, ORGULHO, VIDA, PERFUME

(D)  PENSAR, LEMBRAR, ESQUECER, INTELIGÊNCIA

 QUESTÃO 49 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

NÃO corresponde à organização gramatical da Libras o
seguinte enunciado:

(A)

A Libras apresenta a possibilidade de estabelecimen-
to de relações gramaticais no espaço.

(B)

A Libras apresenta processos morfológicos de flexão
verbal, incorporação de numeração, derivação e com-
posição.

(C) Os articuladores primários das línguas de sinais são

as   mãos,   embora   movimentos   do   corpo   e   da   face
também desempenhem funções.

(D) O espaço de enunciação em língua de sinais refere-

se ao ponto no espaço onde um referente é abstrata-
mente posicionado.

 QUESTÃO 50 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A seguinte opção NÃO corresponde aos aspectos gramati-
cais das línguas de sinais:

(A)

Concordância   é   um   fenômeno   linguístico   no   qual   a
presença de um  elemento em  uma sentença requer
uma forma particular de outro elemento que é grama-
ticalmente   ligado   a   ele.   Uma   característica   comum
entre as línguas de sinais e as línguas orais é que as
duas apresentam concordância nominal entre o sujei-
to e o objeto.

(B)

Na Libras,os sinalizadores estabelecem os referentes
associados à localização no espaço, sendo que tais
referentes podem estar fisicamente presentes ou não.

(C) Na  Libras,  verbos com concordância, ou seja, verbos

que concordam com o sujeito e/ou o objeto indireto/dire-
to da frase, também são chamados de verbos direcio-
nais.

(D) O processo de composição é a utilização de estrutu-

ras  sintáticas   para   fins  lexicais   que   permitem   a  no-
meação   ou   caracterização   de   seres   pela   junção   de
dois   elementos   semânticos   de   existência   indepen-
dente no léxico, em apenas um elemento lexical. 

 RASCUNHO 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

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DISCURSIVA INTÉRPRETE DE LIBRAS

 QUESTÃO 1 

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Atualmente o bilinguismo é a proposta educacional considerada mais adequada para os surdos. Cite
e explique três características dessa proposta.

(10,0 pontos)

 QUESTÃO 2 

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O reconhecimento científico de propriedades linguísticas universais em um determinado sistema de
comunicação caracteriza-o como língua. As línguas de sinais e as línguas orais, sendo línguas, com-
partilham das mesmas propriedades linguísticas. Cite três semelhanças entre línguas de sinais e lín-
guas orais.

(10,0 pontos)

 QUESTÃO 3 

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Dentre os vários aspectos relacionados à educação dos surdos, destacam-se três: conceito de sur-
dez, conceito do ser surdo e objetivo da educação dos surdos. Explique como cada um desses as-
pectos se apresenta na corrente oralista e na corrente gestualista.

(10,0 pontos)

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UFG/CS                                                                        CONCURSO PÚBLICO                                                                   SECTEC/2010

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UFG/CS                                                                        CONCURSO PÚBLICO                                                                   SECTEC/2010