Prova Concurso - Pedagogia - UFG-2010-SEDUCE-GO-PROFESSOR-PEDAGOGIA - CS - UFG - 2010

Prova - Pedagogia - UFG-2010-SEDUCE-GO-PROFESSOR-PEDAGOGIA - CS - UFG - 2010

Detalhes

Profissão: Pedagogia
Cargo: UFG-2010-SEDUCE-GO-PROFESSOR-PEDAGOGIA
Órgão: UFG
Banca: CS
Ano: 2010
Nível: Superior

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Gabarito

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GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS

SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESTADO DE GOIÁS

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE GOIÁS

CONCURSO PÚBLICO PARA O CARGO DE PROFESSOR, NÍVEL III, DO QUADRO 

PERMANENTE DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE GOIÁS

EDITAL DE ABERTURA N. 008/2010 

GABARITO OFICIAL DA PROVA OBJETIVA 

 31/05/2010

PEDAGOGIA

CONHECIMENTOS GERAIS

TIPO

Q-1

Q-2

Q-3

Q-4

Q-5

Q-6

Q-7

Q-8

Q-9

Q-10

1

C

A

D

B

D

A

A

C

B

C

2

D

B

A

C

A

D

C

B

D

A

TIPO Q-11 Q-12 Q-13 Q-14 Q-15 Q-16 Q-17 Q-18 Q-19 Q-20

1

D

A

B

A

C

A

C

D

C

A

2

C

D

A

B

D

B

A

C

B

C

TIPO Q-21 Q-22 Q-23 Q-24 Q-25 Q-26 Q-27 Q-28 Q-29 Q-30

1

B

C

D

B

A

B

D

B

C

D

2

C

A

B

D

C

A

B

C

A

B

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

TIPO Q-31 Q-32 Q-33 Q-34 Q-35 Q-36 Q-37 Q-38 Q-39 Q-40

1

B

C

D

A

B

A

B

A

D

B

2

A

D

C

B

C

D

A

C

B

D

TIPO Q-41 Q-42 Q-43 Q-44 Q-45 Q-46 Q-47 Q-48 Q-49 Q-50

1

C

A

B

C

D

B

A

C

D

B

2

A

B

C

D

A

C

B

D

B

A

Prova

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C

A

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E

R

N

O

 D

E

 Q

U

E

S

T

Õ

E

S

GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS

SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

1  Confira  inicialmente  se  o  tipo  deste  caderno,  TIPO-1,  coincide  com  o  que  está  registrado  em  seu  cartão-
resposta. Em seguida, verifique se ele contém 50 questões objetivas e 3 questões discursivas. Caso o caderno 
esteja  incompleto,  tenha  qualquer  defeito,  ou  apresente  divergência  quanto  ao  tipo,  solicite  ao  aplicador  de 
prova a substituição, pois não serão aceitas reclamações posteriores nesse sentido.

2  Cada  questão  apresenta  quatro  alternativas  de  resposta,  das  quais  apenas  uma  é  a  correta.  Preencha  no 
cartão-resposta a letra correspondente à resposta assinalada na prova.

3  O  cartão-resposta  e  a  folha  de  resposta  das  questões  discursivas  são  personalizados  e  não  haverá 
substituição  em  caso  de  erro.  Ao  recebê-los  verifique  se  seus  dados  estão  impressos  corretamente,  caso 
contrário, notifique ao aplicador de prova o erro constatado.

4  O  desenvolvimento  das  questões  discursivas  deverá  ser  feito  com  caneta  esferográfica  de  tinta  preta,  na 
respectiva  folha  de  resposta.  RESPOSTAS  A  LÁPIS  NÃO  SERÃO  CORRIGIDAS  E    TERÃO  PONTUAÇÃO 
ZERO.

5  O  tempo  de  duração  das  provas  é  de  5  horas,  já  incluídas  a  marcação  do  cartão-resposta,  a  leitura  dos 
avisos e a coleta da impressão digital.

6  Você só poderá retirar-se definitivamente da sala e do prédio após terem decorridas duas horas de prova 
e  poderá  levar  o  caderno  de  prova  somente  no  decurso  dos  últimos  trinta  minutos  anteriores  ao  horário 
determinado para o término das provas.

7  AO  TERMINAR,  DEVOLVA  O  CARTÃO-RESPOSTA  E  A  FOLHA  DE  RESPOSTA  DAS  QUESTÕES 
DISCURSIVAS AO APLICADOR DE PROVA. 

PEDAGOGIA

SÓ ABRA ESTE CADERNO QUANDO AUTORIZADO

LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES ABAIXO

CONCURSO PÚBLICO - EDITAL N.008/2010
PARA CARGO DE PROFESSOR - NÍVEL III

Caderno

TIPO-1

cs-ufg-2010-seduce-go-professor-pedagogia-prova.pdf-html.html

UFG/CS                                                                            CONCURSO PÚBLICO                                                              SECTEC/2010

CONHECIMENTOS GERAIS

Leia o texto abaixo para responder às questões de 01 a 04.

De 1984 a 2010

No romance "1984", de George Orwell, o personagem principal
trabalha alterando os arquivos históricos para moldar as consci-
ências para o bom convívio social. Chegamos à época em que
essa distopia (contrário de utopia) virou realidade. Só que, des-
ta vez, pelas mãos dos herdeiros dos projetos utópicos "mais
bem-intencionados".
Porém, antes, um reparo. A política é um mal necessário, mas
existem formas e formas de política. A minha pode ser entendi-
da como uma política herdada de autores como Isaiah Berlin, fi-
lósofo e historiador das ideias do século 20, judeu nascido em
Riga,   Letônia,   radicado   na  Inglaterra.   Em   matéria   de   política,
prefiro   sempre   os   britânicos   aos   franceses   ou   alemães.   Tal
como ele diz em seu recém-publicado no Brasil "Idéias Políticas
na Era Romântica" (Cia. das Letras), prefiro a liberdade à felici-
dade.
A felicidade se declina no plural, porque os valores são confli-
tantes e não acredito em nenhuma forma de resolver essas di-
ferenças. A melhor sociedade é a sociedade na qual ninguém
tem razão (ninguém sabe a verdade definitiva sobre o bem e o
mal), mas um número significativo de pessoas consegue convi-
ver razoavelmente, mesmo sem saber a verdade sobre o bem e
o mal.
O furor   coletivo  de  "verdades  do  bem"  deve   ser  mantido  sob
controle rígido assim como delírios de um serial killer numa noi-
te de calor insuportável. A sociedade é o lugar do apenas tole-
rável.
E a profecia de Orwell? Todo mundo já tinha ouvido falar que na
China o governo estaria alterando os livros de história das esco-
las para que a Revolução Cultural Chinesa (uma das maiores
monstruosidades cometidas na história da humanidade) desa-
parecesse da memória das gerações mais jovens. Vale lembrar
que muitas das pessoas que entre nós se preparam para assu-
mir   o   governo   concordavam   com   aquelas   atrocidades:   matar,
saquear, sequestrar gente inocente.
Mas o que dizer de países democráticos como o Canadá? Re-
centemente, estudantes e professores "amantes da liberdade"
quase lincharam uma intelectual americana, Ann Coulter, e im-
pediram que ela falasse numa universidade. Não ouvi nenhum
dos intelectuais de plantão defendê-la. Era de esperar que mui-
tas mulheres do mundo das letras não o fizessem, uma vez que
ela  é  loira  e  gostosa,  pecados  imperdoáveis  para  intelectuais
feias e azedas. A causa da fúria da "comunidade intelectual" da
universidade no Canadá era porque essa loira conservadora é
conhecida por não rezar na cartilha dos opressores "do bem".
O Canadá é um dos países mais totalitários no que se refere à
repressão ao uso livre da linguagem e à crítica aos costumes
da nova casta fascista que empesteia o mundo.
Lá, de repente, você pode ser preso porque usou uma palavra
que esta casta julga inapropriada. Toda vez que estamos diante
do   controle   oficial   da   língua,   estamos   diante   de   um   regime
opressor.
Mas   fiquemos   em   nossa   cozinha   e   deixemos   os   canadenses
afogados em seu fascismo do detalhe.
Outro dia vi na mão de uma colega uma foto do "novo Saci". Ti-
raram o cachimbo da boca do Saci. Eu, que sou um amante de
cachimbos e charutos cubanos (e viva la Revolución!!), me senti
diretamente afetado. Meu irmão de fé, o Saci, está sendo repri-
mido. A ideia é que, com cachimbo, ele é um mau exemplo para
as crianças. Imagino que esses caras acham que bom exemplo
é mulher vestida de homem coçando o saco.
Outro caso recente é a perseguição a velhas cantigas de roda e
histórias infantis. Por exemplo, o "atirei o pau no gato" deve vi-
rar "não atire o pau no gato" para que as crianças não cresçam
espancando gatos por aí. O fascismo "verde" chega ao ponto
de tirar das crianças uma música divertida para torná-las defen-

soras dos gatos.
Lembro-me de meninas na minha infância que cantavam essas
músicas e ainda assim choravam quando os meninos ensaia-
vam torturar pequenos animais só para vê-las chorar e assim
chegar perto delas. Como era bom jogar baratas mortas no lan-
che das meninas só para ver elas pularem deliciosamente das
suas cadeiras em lágrimas.
O Lobo Mau não pode mais ser mau e comer a vovozinha da
Chapeuzinho Vermelho. Muito menos o Caçador pode salvá-la,
porque estaria estimulando às meninas sonharem com prínci-
pes encantados. O novo fascismo quer que os lobos sejam bon-
zinhos (pobres lobos) e que as meninas não sonhem com caça-
dores que as protejam (coitadas). Sim, 1984 é agora

.

PONDÉ, Luiz Felipe. De 1984 a 2010. In: Folha de S. Paulo. 5 abr. 2010. 

Considere a frase conclusiva “Sim, 1984 é agora” do texto
de Pondé para responder às questões 01 e 02.

 QUESTÃO 01 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Considerando que o romance 1984 de Orwell foi publicado
em 1949, a constatação final, “Sim, 1984 é agora”, produz
uma ironia por meio de  

(A)

um  subentendido  que  coloca   o  presente  como  uma
negação do futuro construído por Orwell em sua obra.

(B)

um pressuposto de que a atualidade tem mais proble-
mas do que Orwell, no passado, previu para o futuro.

(C) uma ambiguidade  que  tanto  atualiza  uma trama  fic-

cional   do   passado   no   presente   quanto   compara   a
atualidade com o passado.

(D) uma atenuação da crítica feita tanto às práticas bem-

intencionadas   do   presente   quanto   às   previsões   do
passado.

 QUESTÃO 02

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

No livro 1984, George Orwell mostra como uma sociedade
oligárquica coletivista é capaz de reprimir qualquer um que
se   opuser   a   ela.   Tal   sociedade   controla   não   só   a
economia, mas a mente e o coração das pessoas. A frase
conclusiva “Sim, 1984 é agora” pode ser assim explicada:

(A)

Os discursos atuais que pregam ações politicamente
corretas   alteram   a   história   natural   das   sociedades,
assim   como   os   arquivos   históricos   no   romance   de
Orwell foram alterados.

(B)

As   tentativas   de   mudança   no   comportamento   das
pessoas e na língua por elas usada são inúteis, visto
que a força maior está na naturalidade das coisas, tal
como postula a profecia de Orwell.

(C) Os  meios  de  controle   social da sociedade  moderna

pautam-se   exclusivamente   nos   registros   escritos   e
falados,   já   que   eles   manifestam   as   impropriedades
vocabulares já denunciadas pelo romance 1984.

(D) As  organizações  do   bem   existentes  no   mundo   hoje

trabalham   para   combater   as   organizações   do   mal,
que   são   inconsequentes   ao   divulgarem   palavras   e
imagens imorais, conflito já descrito no livro 1984.

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 QUESTÃO 03 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A alteração dos livros de história das escolas da China, o
quase linchamento da intelectual americana no Canadá, a
retirada do cachimbo da boca do Saci e a mudança das le-
tras das canções infantis são exemplos apresentados pelo
autor para dar crédito à sua tese. O trecho que   explicita
melhor a tese reforçada por tais exemplos é:

(A)

“O fascismo 'verde' chega ao ponto de tirar das crian-
ças  uma música divertida para torná-las  defensoras
dos gatos.”

(B)

“[...] muitas das pessoas que entre nós se preparam
para assumir o governo concordam com aquelas atro-
cidades: matar, saquear, sequestrar gente inocente”.

(C) “O Canadá é um dos países mais totalitários no que

se refere à repressão ao uso livre da linguagem e à
crítica aos costumes [...]”

(D) “O furor coletivo de ‘verdades do bem’ deve ser man-

tido sob controle rígido assim como delírios de um se-
rial killer numa noite de calor insuportável”.

 QUESTÃO 04 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A expressão “amantes da liberdade” foi utilizada pelo autor
para 

(A)

revelar   que   tanto   professores   quanto   alunos   cana-
denses exageram no uso da liberdade.

(B)

denunciar que há uma distância entre o discurso e a
prática de professores e alunos canadenses.

(C) mostrar que, para a comunidade universitária do Ca-

nadá, a liberdade tem um limite.

(D) marcar que, nas universidades do Canadá, a liberda-

de é entendida fora do sentido usual.

 RASCUNHO 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

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Leia o texto a seguir para responder às questões 05 e 06.

Disponível   em:  <http://busca.uol.com.br/imagem/index.html?ref=homeuol&ad=on&y=11&q   =ler+e+escrever&x=39&start=12>
Acesso em: 08 abr 2010. (Adaptado)

 QUESTÃO 05 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Conforme o texto dos quadrinhos, a língua oferece recursos para que seu usuário possa expressar com palavras o modo
de realização de uma ação, as atitudes, as características e os sentimentos de personagens. Com base nessa afirma-
ção, pode-se depreender que o

(A)

conhecimento das formas gramaticais determina a produção de diferentes enunciados em qualquer contexto.

(B)

domínio das regras gramaticais é condição para que o falante se expresse corretamente. 

(C) acesso às informações do texto é possibilitado pelo conhecimento que o falante tem das regras gramaticais. 

(D) uso das diferentes formas gramaticais é determinado pelos sentidos que o usuário da língua quer produzir.

 QUESTÃO 06 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O fenômeno gramatical que possibilitou, no texto, a criação do efeito de lentidão no verbo “converter” é

(A)

o uso de uma locução verbal no gerúndio.

(B)

a voz passiva da oração.

(C) o modo indicativo em que o verbo se encontra.

(D) a flexão no pretérito do verbo auxiliar. 

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 QUESTÃO 07 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O pensamento pós-moderno questiona os limites do proje-
to de racionalidade moderna e suas pretensões universa-
listas sobre o progresso, a felicidade e a liberdade. O mun-
do moderno, baseado na cultura ocidental e em suas tec-
nologias, ancora-se na certeza e na ordem, a pós-moder-
nidade, por sua vez, caracteriza-se pela:

(A)

complexidade,   indeterminação,   identidades   híbridas,
tecnologias eletrônicas, práticas culturais locais e es-
paços públicos plurais.

(B)

autoridade, participação, rígida disciplina, informatiza-
ção e qualidade do trabalho com conhecimento.

(C) autonomia,   treinamento   de   habilidades,   equipamen-

tos   tecnológicos,   instrução   popular   e   inovação   dos
métodos das ciências naturais.

(D) informação,  adoção   de  conteúdos  formais,  demons-

tração   racional   e   científica   e   prática   do   trabalho   in-
dustrial.

 QUESTÃO 08 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

 

O pensamento pedagógico brasileiro constitui-se do esfor-
ço de análise crítica de vários autores ao pensamento pe-
dagógico oficial.  Uma das  sínteses mais conhecidas é  a
de Dermeval Saviani, que identifica na história da educa-
ção as seguintes tendências: 

(A)

pedagogia do consenso, pedagogia do conflito, peda-
gogia libertária, pedagogia da diferença.

(B)

concepção   reprodutivista,   concepção   revolucionária,
concepção bancária, concepção cultural.

(C) concepção   humanista   tradicional,   concepção   huma-

nista moderna, concepção analítica, concepção dialé-
tica.

(D) pedagogia dialógica, pedagogia da comunicação, pe-

dagogia radical, pedagogia do oprimido.

 QUESTÃO 09 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A   educação   como   direito   fundamental   de   caráter   social
realiza-se por meio de políticas públicas, que expressam
determinada relação social de produção a ser concretiza-
da   pelas   instituições.  O  princípio   de  igualdade  de  condi-
ções para o acesso e permanência na escola, por exem-
plo, constitui uma diretriz fundamental que deve  informar
as  políticas  públicas  educacionais.  Assim, o trabalho  de-
senvolvido pela instituição escolar não se restringe à sua
prática específica, ele possui uma finalidade social deter-
minada pela concepção que o fundamenta. Nessa perspecti-
va, cabe à escola:

(A)

implementar políticas públicas necessárias à concreti-
zação desse direito e criar condições reais para o seu
gozo.

(B)

desenvolver   proposta   pedagógica   que   contemple   a
realidade local, conhecimentos científico-culturais re-
levantes, metodologias  que  possibilitem   a atribuição
de sentido aos conteúdos, processos avaliativos con-
tínuos e ao acompanhamento dos grupos que apre-
sentem maior vulnerabilidade.

(C) planejar e destinar recursos financeiros à criação de

condições de acesso ao ensino e permanência nele,
além de ampliação das possibilidades já existentes. 

(D) julgar as disputas, envolvendo a concretização do di-

reito   de   preparo   da   pessoa   para   o   trabalho,   bem
como para o exercício da cidadania em uma socieda-
de que estabelece fina sintonia entre a racionalidade
econômica e os fins educacionais.

 QUESTÃO 10 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O multiculturalismo como um discurso crítico de raça e pe-
dagogia precisa romper o silêncio em relação ao seu papel
na dissimulação de como a dominação branca coloniza as
definições do normal. Para que isso ocorra, um dos desa-
fios políticos e pedagógicos que se coloca aos educadores
críticos é

(A)

velar os interesses políticos presentes nas formas de
educação   multicultural   que   traduzem   as   diferenças
culturais   em   estilo   de   aprendizagem,   separando   a
cultura do poder e da luta.

(B)

transmitir   conhecimentos   fundamentados   nas   rela-
ções   assimétricas   que   produzem   a   instrumentaliza-
ção do ensino, abolindo questões de poder, história,
ética.

(C) confrontar os discursos educacionais que encaram a

educação   como   uma   atividade   descontextualizada,
isenta de tensões sociais, políticas e raciais.

(D) estimular   o   desenvolvimento   de   teorias   que   desta-

quem   igualdade   e   justiça   aos   grupos   étnico-raciais
pelas   formas   dominantes   de   educação   multicultural
na modernidade.

 QUESTÃO 11 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

 

O currículo constitui significativo instrumento utilizado por
diferentes   sociedades   para   desenvolver   tanto   os  proces-
sos de conservação quanto os de transformação dos co-
nhecimentos historicamente acumulados, bem como para
socializar as crianças e os jovens segundo os valores tidos
como   desejáveis   (MOREIRA,   1997).   Nesse   sentido,   por
currículo entende-se:

(A)

programa oficial determinado pelo Ministério da Edu-
cação e Cultura  para  ser desenvolvido pelas unida-
des educacionais às quais é vedada a crítica e a par-
ticipação na sua elaboração.

(B)

conjunto de normas e regras que orienta a previsão
de   conceitos   e  procedimentos  a  serem   transmitidos
sequencialmente   aos   estudantes   em   contextos   não
formais.

(C) listagem de disciplinas, conteúdos e atividades a ser

sistematizada e executada nas escolas pelos profes-
sores em atendimento às exigências do mercado.

(D) conjunto dos conteúdos cognitivos e simbólicos  (co-

nhecimentos,   valores,   costumes,   crenças,   hábitos)
que compõem uma proposta político-educativa, trans-
mitidos   de   modo   explícito   ou   implícito   nas   práticas
pedagógicas e nas situações escolares.

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 QUESTÃO 12 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O   movimento   de  renovação   curricular   ocorrido   nos  anos
1980 e 1990 focou a democratização do espaço escolar e
o desenvolvimento de currículos centrados na escola, res-
pectivamente.   Uma   análise   realizada   por   Moreira   (   In.
EDUCAÇÃO & SOCIEDADE, Ano XXI,n.73, 2000) em qua-
tro   capitais   do   Sul   e   Sudeste   brasileiro   evidencia   dife-
rentes princípios para integração do currículo. São eles:

(A)

interdisciplinaridade,   eixos   norteadores   e   transver-
sais, princípios educativos e núcleos conceituais.

(B)

sociabilidade, eixo comum, núcleo disciplinar especí-
fico e núcleo livre.

(C) racionalidade, eixos adaptadores, princípios de resis-

tência e núcleo impulsionador.

(D) produtividade, eixos cognitivos, núcleos procedimen-

tais e estruturadores de experiências.

 QUESTÃO 13 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O   principal   meio   de   assegurar   a   gestão   democrática   da
escola é a participação, porque possibilita o envolvimento
de professores, funcionários, pais e alunos no processo de
tomada de decisões. Nesse modelo de gestão democráti-
co-participativo, o trabalho em equipe é fundamental para

(A)

o diagnóstico e a análise da escola, por meio da bus-
ca de informações reais e atualizadas que permitam
identificar as  dificuldades  sem   preocupação  com  as
causas e alternativas de superação.

(B)

a construção conjunta do ambiente de trabalho, por
meio da distribuição de responsabilidades, de forma
colaborativa   e   solidária,   visando   à   formação   e   à
aprendizagem dos alunos.

(C) a determinação de tarefas pelo diretor, a serem exe-

cutadas pelos membros da comunidade, propiciando
uma contenção de gastos dos recursos financeiros da
escola.

(D) o desenvolvimento de uma mesma atividade por pes-

soas que tenham objetivos contrários em relação ao
projeto de  formação dos estudantes.

 QUESTÃO 14 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

 

Dentre as características organizacionais da escola (estilo
de   gestão,   responsabilidade   dos   profissionais,   liderança
compartilhada, participação coletiva, formação dos profes-
sores) destaca-se uma que se manifesta na sala de aula:
a cultura organizacional ou cultura da escola. Segundo Li-
bâneo (2008), a cultura da escola sintetiza

(A)

o sentido que as pessoas atribuem às coisas, os va-
lores, as atitudes, os modos de pensar e agir o que,
de   certa   forma,   mostra   os   traços   característicos   da
escola e das pessoas que nela atuam.

(B)

a posição universalista, que trabalha com a ideia de
que as crianças das camadas populares são carentes
e   que   o   conhecimento   escolar   deve   suprir   o   déficit
cultural desses alunos.

(C) a dificuldade de aprendizagem dos alunos, a precari-

edade de recursos materiais e de recursos humanos
necessários ao desenvolvimento do processo de es-
colarização.

(D) o impacto das políticas avaliativas sobre os proces-

sos educativos desenvolvidos pela escola e sobre a
expectativa de desempenho docente.

 QUESTÃO 15 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O projeto político-pedagógico é o plano global da institui-
ção,   um   instrumento   teórico-metodológico   para   interven-
ção e mudança da realidade (Vasconcellos, 2002). Nesse
sentido, ele é

(A)

um documento elaborado pelo coordenador pedagó-
gico da escola para atender a uma exigência legal de
avaliação externa.

(B)

uma sequência de passos, expressa em um texto ex-
tremamente preciso e correto, que deve evitar discus-
sões, conflitos e contradições no processo de elabo-
ração.

(C) um elemento de organização e integração da ativida-

de   educativa,   composto   por   três   dimensões:   marco
referencial, diagnóstico, programação.

(D) uma   tarefa   educacional   burocrática,   que   resulta   no

preenchimento   de   formulários   e   planilhas,   normal-
mente executada pela supervisão.

 QUESTÃO 16 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A  avaliação   educacional  acontece   em   duas   modalidades
distintas: a avaliação do sistema de ensino e a avaliação
do rendimento escolar. Freitas (2003) defende que as in-
formações decorrentes  das  avaliações  do   sistema  sejam
utilizadas de modo a considerar a relação entre as condi-
ções oferecidas às escolas e os resultados apresentados.
Isso significa que os dados de desempenho deverão

(A)

subsidiar as escolas na definição de prioridades em
consonância com sua realidade e metas.

(B)

ser escalonados, resultando em  comparação e clas-
sificação das escolas.

(C) subsidiar a política de estímulo às escolas por meio

da premiação.

(D) desencadear a competição entre as escolas, no senti-

do de galgarem melhores posições.

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 QUESTÃO 17 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Segundo Hoffman (2006), numa perspectiva construtivista de
avaliação, a questão da qualidade do ensino deve ser analisa-
da em termos dos objetivos previstos. Assim, nessa perspec-
tiva, qualidade do ensino significa:

(A)

padrões   preestabelecidos   em   bases   comparativas
com padrões de comportamento ideal.

(B)

quantidade  informada  pelo  sistema de médias esta-
tísticas e índices numéricos.

(C) desenvolvimento máximo do estudante, por meio de

uma ação educativa voltada para a autonomia moral
e intelectual.

(D) capacidade de selecionar os mais aptos à aquisição

de conhecimento e garantir a manutenção da hierar-
quia social.

 QUESTÃO 18 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Para Freitas (2003), o fenômeno da avaliação em sala de
aula ocorre em dois planos: formal e informal. No plano da
avaliação   formal   estão   as   técnicas   e   os   procedimentos,
como provas e trabalhos, que conduzem a uma nota. No
plano da avaliação informal, encontram-se:

(A)

os aspectos instrucionais, que medem o domínio de
habilidades e técnicas desenvolvidas pelo aluno em
situação de ensino.

(B)

os mecanismos de aferir os conhecimentos científicos
aprendidos   durante   a   exposição   do   conteúdo   pelo
professor.

(C) os   testes   relâmpagos,   que   possibilitam   a   classifica-

ção dos alunos que precisam receber reforço ou  fa-
zer recuperação paralela.

(D) os   juízos   de   valor,   construídos   pelos   professores   e

alunos   nas   interações   diárias,   que   acabam   por   in-
fluenciar os resultados das avaliações finais.

 QUESTÃO 19 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A Lei n. 9.394/96, que estabelece as diretrizes e bases da edu-
cação nacional, define que a educação tem por finalidade o
pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exer-
cício da cidadania e sua qualificação para o trabalho e dispõe,
no Art.23, que a educação básica poderá organizar-se em

(A)

cursos sequenciais por campo de saber, levando em
consideração as características regionais e locais da
sociedade, da cultura, da economia e da clientela.

(B)

cursos   técnicos   especiais,   abertos   à   comunidade,
condicionando a matrícula à capacidade de aprovei-
tamento e não necessariamente ao nível de escolari-
dade.

(C) séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância

regular de períodos de estudos, grupos não seriados,
com base na idade, na competência e em outros cri-
térios, ou por forma diversa de organização, sempre
que o interesse do processo de aprendizagem assim
o recomendar.

(D) turmas, de no máximo trinta alunos, da mesma área

de   conhecimento   ou   equivalente,   respeitando-se   a
capacidade cognoscitiva para desenvolver os estudos
com aproveitamento satisfatório.

 QUESTÃO 20 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Grande parte das políticas educacionais brasileiras foi reo-
rientada a partir de 2003, implicando alterações nos mar-
cos regulatórios vigentes para a educação básica e supe-
rior,   pautadas   no  binômio   inclusão   e   democratização
(DOURADO.  In.   EDUCAÇÃO   &  SOCIEDADE,  n.100.   es-
pecial.   2007).   Nesse   sentido,   destacam-se   as   seguintes
ações governamentais:

(A)

ampliação do ensino fundamental de oito para nove
anos, políticas de ação afirmativa, criação do Fundo
de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Bá-
sica.

(B)

revisão total da LDB e de seu arcabouço legal, inclu-
sive as diretrizes de formação de professores da edu-
cação básica e superior.

(C) aprovação   das   diretrizes   da   carreira   do   magistério,

prevendo jornada única, dedicação exclusiva, tempo
para   estudo,   para  a  pesquisa  e   análise   do  trabalho
docente.

(D) transformação dos polos Universidade Aberta do Bra-

sil em centro de formação de professores, articulados
à Rede Nacional de Formação Continuada de profes-
sores, geridos pelas Faculdades de Educação.

 QUESTÃO 21 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Conforme o que dispõe o Artigo 21, da Lei de Diretrizes e
Bases da Educação (LDB), Lei nº 9394/96, “ A educação
escolar compõe-se de”:

(A)

educação básica; ensino médio; educação de jovens
e adultos; educação superior.

(B)

educação básica, formada pela educação infantil, en-
sino fundamental, ensino médio; e educação superior.

(C) educação infantil; educação básica; educação profis-

sional; educação superior.

(D) educação infantil; ensino fundamental; ensino médio;

educação especial; ensino superior. 

 QUESTÃO 22 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Segundo Behrens (In.: MORAN, J. M. Novas Tecnologias e
mediação pedagógica, 2000), os professores e alunos po-
dem  beneficiar-se da tecnologia da informação para favo-
recer os processos tanto de ensino quanto de aprendiza-
gem, pois estão disponíveis no mercado diversos tipos de
programas aplicados à educação, dentre eles, os progra-
mas tutoriais, que são

(A)

voltados   para   funções   específicas,   como   planilhas
eletrônicas, processadores de textos e gerenciadores
de bancos de dados.

(B)

idealizados   para   escrever,   ajustar,   transferir,   copiar,
recortar, modificar, compor, decompor, gravar e impri-
mir todos os tipos de textos.

(C) compostos   por   blocos   de   informações,   pedagogica-

mente organizados, como se fossem um livro anima-
do, um vídeo ou um professor eletrônico.

(D) elaborados   para   possibilitar   ao   usuário   a   interação

com situações complexas e de risco, pois possibilitam
a apresentação de fenômenos e experiências.

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 QUESTÃO 23 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

As tecnologias de informação e comunicação permitem am-
pliar o conceito de aula, de espaço e tempo de comunicação
audiovisual e ainda estabelecer conexões entre o presencial e
o virtual, porém, por si só não resolvem os desafios educacio-
nais brasileiros. Um dos grandes desafios postos aos educa-
dores pela sociedade do conhecimento é

(A)

responsabilizar os estudantes pela busca de informa-
ções por meio de estudos individualizados, com vis-
tas a promover a superação de suas limitações, re-
sultantes da formação escolar recebida.

(B)

possibilitar aos estudantes uma formação mais rápi-
da, visando a compensar o tempo perdido com possí-
veis reprovações e prover o ingresso no mercado de
trabalho.

(C) viabilizar resultados imediatos, levando a conclusões

previsíveis  em detrimento da compreensão de temas
abstratos de longa duração.

(D) ajudar os estudantes a tornar a informação significati-

va,   a   filtrar   as   informações   verdadeiramente   impor-
tantes entre tantas possibilidades, a compreendê-las
de   forma   abrangente   e   profunda,   tornando-as   parte
de seus referenciais.

 QUESTÃO 24 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Vivemos em um mundo alucinado de grandes velocidades
e acelerações, com muitas turbulências, trazendo para a
cena uma perspectiva não linear de pensamento. Um dos
elementos marcantes dessa velocidade são as tecnologias
de informação e de comunicação (TIC), que passam a fa-
zer parte dos processos educativos. Compreendidas como
elementos de cultura e não apenas como aparato tecnoló-
gico, as TIC possibilitam

(A)

os mecanismos de transmissão de informações com
vistas à retenção e reprodução por parte do estudan-
te usuário.

(B)

a intensa criação e colaboração, por meio da consti-
tuição   de   comunidades   virtuais   de   aprendizagem,
articulando toda a rede com escolas, professores e alu-
nos.

(C) os treinamentos para o mercado, desenvolvendo ha-

bilidades inerentes ao uso de programas e planilhas
específicas.

(D) a  simplificação  da  informação  associada   aos  meca-

nismos lineares de memorização, configurando a se-
nha que garante uma melhor aprendizagem.

 QUESTÃO 25 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A utilização das águas no território goiano é bastante dis-
tinta, dependendo, sobretudo, de fatores de  povoamento,
relevo e disponibilidade hídrica. Para a produção de ener-
gia   e   para   o   abastecimento   humano,   Goiás   conta   com
duas principais bacias, que são as dos rios 

(A)

Corumbá e Meia Ponte.

(B)

Araguaia e Rio dos Bois.

(C) Tocantins e Rio Vermelho.

(D) Paraná e Maranhão.

 QUESTÃO 26 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O processo de modernização agrícola no Sudoeste Goia-
no ocorreu de forma desigual e concentrada. Entre os fato-
res que explicam essa modernização são citados, frequen-
temente, aqueles de ordem ambiental, com destaque para

(A)

os solos férteis.

(B)

o relevo tabular.

(C) as formações florestais.

(D) o clima úmido.

 QUESTÃO 27 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Os fluxos migratórios para o território goiano, durante o sé-
culo XX, seguiram padrões regionais influenciados pela di-
nâmica econômica e projetos de integração nacional. Ao
observar   o   perfil   demográfico   do   Sudoeste   Goiano   e   do
Entorno do Distrito Federal, percebe-se que esse padrão
foi determinado, respectivamente, pela

(A)

edificação de Goiânia e pela modernização agrícola.

(B)

construção da ferrovia e pela implantação de projetos
de irrigação.

(C) criação de projetos de colonização e por programas

de transferência de renda.

(D) modernização da agricultura e pela edificação de Bra-

sília.

 QUESTÃO 28 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

As representações expressam a relação do sujeito com as
formas de organização do espaço. Nesse sentido, as re-
presentações sobre a sociedade goiana, no século XIX, fo-
ram tributárias

(A)

das narrativas dos presidentes de província, que as-
sociavam   o   interior   de   Goiás   às   conexões   políticas
regionais.

(B)

dos relatos dos viajantes, que delimitaram as proposi-
ções sobre a região, divulgando uma perspectiva pe-
renizada na historiografia.

(C) das demandas sociais, que reivindicavam para a ca-

pital uma identidade cultural distinta da cultivada no li-
toral. 

(D) da formação de uma opinião pública por meio de uma

imprensa nascente, que tinha como propósito superar
o ruralismo regional.

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 QUESTÃO 29 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Durante a Primeira República, em Goiás, é possível se ca-
racterizar uma política coronelista estadual, efetivada pela
relação entre os coronéis interioranos e a capital. A perma-
nência dessa política é decorrente 

(A)

do incentivo à participação cívica, devido à almejada
institucionalização política dos partidos.

(B)

dos  desentendimentos entre  as  instâncias  de  poder
regional, o que tornava a política goiana imune às re-
novações ocorridas no cenário nacional.

(C) do sistema eleitoral, que se tornou o selo desse pacto

pela forma sistemática de controle da oposição.

(D) da pressão exercida pelo poder público regional com

o objetivo de inserir as camadas médias num jogo po-
lítico regulado.

 QUESTÃO 30 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Leia o fragmento a seguir.

Esta secção zurgindo,
Zurgirá sem pena ou dó
Enquanto estiver agindo
Com desmandos o Totó

(ZUMBI, 24.06.27) In: MACHADO, Maria Cristina Teixeira. Pedro Ludovi-
co
: um tempo, um carisma, uma história. Goiânia: Cegraf/UFG, 1990, p.
119

Esse fragmento faz alusão ao contexto político de Goiás,
no final da década de 1920, fundamentando-se na crítica à
oligarquia local e indicando que, com a mudança do centro
de poder, o Estado

(A)

deixaria de promover a concentração fundiária, incen-
tivando o desenvolvimento político e econômico mais
equânime.

(B)

fomentaria a ocupação de novos espaços em suas di-
versas   regiões,   vinculando-se   às   atividades   pecuá-
rias.

(C) permitiria  a  inserção mais dinâmica  das oligarquias,

impulsionando   a   competitividade   das   novas   forças
produtivas.

(D) entraria em uma nova era de realizações e de probi-

dade   administrativa,   rompendo   com   a   política   tradi-
cional.

 RASCUNHO 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

 QUESTÃO 31 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A reestruturação da realidade econômica e produtiva capi-
talista, a globalização da economia, os avanços científicos
e tecnológicos incidem em alterações no âmbito cultural e
social, causando impacto nas políticas educacionais, nos
sistemas de ensino e nas escolas. Nesse contexto, a fun-
ção social da escola é

(A)

produzir   a   igualdade,   garantindo   a   homogeneidade
na   turma   e   entre   os   alunos,   minimizando   o   espaço
para manifestação da singularidade.

(B)

promover a aprendizagem da cultura, da ciência, da
arte,   da   ética,   da   cidadania,   formando   os   sujeitos
para a compreensão e transformação da realidade.

(C) adequar as competências dos estudantes às deman-

das   do   mercado   de   trabalho   na   passagem   de   uma
produção fordista para uma pós-fordista. 

(D) preparar as novas gerações para uma atitude de con-

formismo diante das regras da globalização, das prá-
ticas consumistas e acríticas.

 QUESTÃO 32 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

 

Nas últimas décadas, a educação inclusiva assumiu espa-
ço central no debate acerca da sociedade contemporânea
e do papel da escola na superação da lógica da exclusão.
Com base nos referenciais para a construção de sistemas
educacionais inclusivos, a organização de escolas e clas-
ses especiais passa a ser repensada, implicando uma mu-
dança estrutural e cultural da escola, para que os alunos
tenham suas especificidades atendidas. Assim, a Política
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educa-
ção Inclusiva orienta os sistemas de ensino para garantir

(A)

a criação de instituições especializadas, escolas es-
peciais e classes especiais  para, em substituição ao
ensino comum, receber aqueles que têm impedimen-
tos de  longo prazo, de natureza  física, mental, inte-
lectual ou sensorial.  

(B)

o formato de atendimento clínico-terapêutico ancora-
do nos testes psicométricos que definem, por meio de
diagnósticos,   as   práticas   escolares   para   os   alunos
com deficiência, afastados dos demais.

(C) o acesso de todos ao ensino regular, com participa-

ção,   aprendizagem   e   continuidade   nos   níveis   mais
elevados do ensino; transversalidade da modalidade
de educação especial desde a educação infantil até a
educação superior.

(D) o tratamento especial aos alunos com deficiências fí-

sicas, mentais, aos que se encontrem em atraso con-
siderável quanto à idade regular de matrícula e aos
superdotados em escolas específicas, desonerando o
ensino regular.

 QUESTÃO 33 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A Resolução CNE/CEB nº. 1, de 5 de julho de 2000, que
estabelece   as   Diretrizes   Curriculares   Nacionais   para   a
Educação e Jovens e Adultos, pauta-se pelos   princípios
de equidade, da diferença e da proporcionalidade na apro-
priação  e contextualização   das  diretrizes   curriculares  na-
cionais e na proposição de um modelo pedagógico próprio
para essa modalidade. No que se refere à equidade, a Re-
solução assegura

(A)

a identificação e o reconhecimento da  alteridade pró-
pria e inseparável dos jovens e dos adultos em seu
processo formativo, da valorização do mérito de cada
qual e do desenvolvimento de seus conhecimentos e
valores.

(B)

a disposição e alocação adequadas dos componen-
tes   curriculares   ante   as   necessidades   próprias   da
educação de jovens e adultos com espaços e tempos
nos   quais   as   práticas   pedagógicas   assegurem   aos
seus estudantes identidade formativa comum aos de-
mais participantes da escolarização básica.

(C) a organização dos componentes curriculares da edu-

cação de jovens e adultos de forma hierárquica, con-
templando em primeiro plano os conhecimentos cien-
tíficos e, em segundo, os conhecimentos do cotidia-
no.

(D) a distribuição específica dos componentes curricula-

res, a fim de propiciar um patamar igualitário de for-
mação   e   restabelecer   a   igualdade   de   direitos   e   de
oportunidades em face do direito à educação.

 QUESTÃO 34 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Segundo Arroyo (2000, p.10), “Houve no imaginário sobre
a educação uma despersonalização que não acontece em
outros   campos   sociais.   O   imaginário   sobre   o   magistério
tem muito a ver com a despersonalização da educação. A
professora e o professor vistos apenas como apêndices”.
Para o autor, a recuperação da centralidade dos sujeitos
dar-se-á por meio de uma visão mais humanista, que con-
ceba

(A)

a relação  educativa  como uma relação  de pessoas,
educadores e educandos, cuja pedagogia tem no seu
cerne os mestres e seu ofício como núcleo da refle-
xão teórica e das políticas educativas.

(B)

as instituições, os métodos, os conteúdos como nú-
cleo da relação educativa, das políticas educacionais
e do imaginário social sobre a educação.

(C) o currículo e a formação de professores como foco le-

gítimo   da   teoria   pedagógica   e   do   imaginário   social,
por  constituírem  o   ofício  dos  mestres  na   renovação
educacional em curso. 

(D) a gestão da escola como o centro da relação educati-

va, tendo em vista   que o projeto gestor viabiliza  os
recursos, financeiros, materiais e humanos necessá-
rios. 

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 QUESTÃO 35 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

 

A Lei nº 11.274, de 6 de fevereiro de 2006, amplia o Ensi-
no   Fundamental   para   nove   anos,   institui   a   matrícula   de
crianças de seis anos de  idade e estabelece  o prazo  de
sua   implantação,   pelos   sistemas,   até   2010.   Em   síntese,
pode-se concluir que o  ensino fundamental de nove anos
visa a

(A)

ampliar o tempo dessa etapa de ensino na perspecti-
va de antecipar a conclusão da formação básica do
cidadão, uma vez que esta se inicia aos seis anos de
idade.

(B)

ampliar o tempo dos anos iniciais, de quatro para cin-
co anos, para dar à criança um  período  mais longo
para   as   aprendizagens   próprias   desta   fase,   dentre
elas a alfabetização. 

(C) antecipar para as crianças de seis anos os conteúdos

e atividades escolares trabalhados na tradicional pri-
meira   série,   aproveitando   as   estruturas,   os   planeja-
mentos e os materiais já existentes. 

(D) restringir transferência de crianças de um sistema  de

ensino para outro, pois essa medida favorece a deter-
minados segmentos sociais e contribui para o fracas-
so escolar de outros.

 QUESTÃO 36 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

De acordo com o Art. 31 da Lei de Diretrizes e Bases da
Educação, Lei nº. 9394/96, a avaliação da aprendizagem
na educação infantil deverá ser realizada

(A)

mediante acompanhamento e registro do desenvolvi-
mento da criança, sem o objetivo da promoção, mes-
mo para o acesso ao ensino fundamental.

(B)

por   meio   de   aplicação   de   tarefas   que   possibilitem
avaliar   cada   etapa   do   desenvolvimento   da   criança,
com o objetivo de proceder à promoção para a etapa
de aprendizagem seguinte.

(C) por intermédio de fichas avaliativas, que mensurem o

domínio cognitivo, afetivo e psicomotor da criança, de
modo   que   permitam   verificar   se   estão   aptas   ao   in-
gresso no ensino fundamental.

(D) mediante testes que possibilitem a comparação e se-

leção  dos  alunos  com   maior  desempenho,  a   serem
tomados como referência para a proposição de novos
objetivos de ensino.

 QUESTÃO 37 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

 

GÓMEZ   e   SACRISTÁN   (1998)   analisam   a   formação   de
professores,   considerando   os   diferentes   modos   de   com-
preender   a   prática   educativa,   quais   sejam:  perspectiva
acadêmica, perspectiva  técnica, perspectiva  prática, pers-
pectiva de reconstrução social. Na perspectiva de recons-
trução social, o professor é considerado como um

(A)

especialista nas diferentes disciplinas que compõem
a cultura, e sua formação estará vinculada ao domí-
nio dessas disciplinas, cujos conteúdos deve transmi-
tir aos estudantes em formação. 

(B)

profissional   que   reflete   criticamente   sobre   a   prática
para compreender tanto as características do proces-
so quanto o seu contexto, de modo que sua ação re-
flexiva facilite o desenvolvimento autônomo e emanci-
pador dos que participam do processo educativo. 

(C) técnico   que  domina  as  aplicações  do   conhecimento

científico produzido por outros, transformando regras
em atuação.

(D) artesão, artista ou profissional clínico que tem de de-

senvolver sua sabedoria experiencial e sua criativida-
de para enfrentar situações únicas, ambíguas, incer-
tas e conflitantes da sala de aula.

 QUESTÃO 38 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O papel da formação inicial é fornecer as bases para cons-
truir   um   conhecimento   pedagógico   especializado,   pois
constitui   o   começo   da   socialização   profissional,   conside-
rando-se   que   esse   processo   é   permanente(MIZUKAMI,
2002). Nessa perspectiva, a formação continuada significa

(A)

um   desenvolvimento   contínuo   orientado   por   um   fio
condutor, que vá produzindo os sentidos e explicitan-
do os significados  ao longo de toda a vida do profes-
sor, garantindo, ao mesmo tempo, os nexos entre a
formação inicial e as experiências vividas. 

(B)

um procedimento de preparação técnica, que permita
compreender o funcionamento das regras do mundo
real da sala de aula e desenvolver as competências
exigidas pela sua aplicação eficaz.

(C) uma proposta de inovação elaborada por especialis-

tas, abordando conteúdos e procedimentos, a ser de-
senvolvida pelos professores  em formação, com vis-
tas à incorporação e utilização do aprendido em suas
salas de aula.

(D) um programa de aperfeiçoamento didático-pedagógi-

co, que visa à atualização dos professores no que se
refere   a   determinados   tópicos   de   ensino   e   ao   trato
com alunos que apresentem dificuldades de aprendi-
zagem.

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 QUESTÃO 39 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Paulo Freire (2003, p. 36) afirma que “a promoção da inge-
nuidade à criticidade não pode e não deve ser feita à dis-
tância de uma rigorosa formação ética ao lado sempre da
estética. Decência e boniteza de mãos dadas.” O agir pe-
dagógico coerente com essa assertiva pressupõe a capa-
cidade

(A)

de   transferir   conhecimentos,   memorizar,   reproduzir
modelos, ajustar-se socialmente e, ainda, disponibili-
dade para aceitar que o conhecimento provém essen-
cialmente do meio e é transmitido ao indivíduo pela
escola.

(B)

de organizar conhecimentos, processar informações,
empregar símbolos verbais, controlar o meio e, ainda,
disponibilidade   para  alcançar  operacionalidade,   pois
o   sujeito   epistêmico   se   identifica-se   com   o   sujeito
operatório.

(C) de   observar,   descobrir,   experimentar,   planejar,   usar

tecnologias educacionais, economizar tempo e esfor-
ços   e,   ainda,   disponibilidade   para   considerar   que   o
conhecimento é resultado direto da experiência pro-
duzida em laboratório.

(D) de comparar, de valorar, de intervir, de escolher, de

decidir, de romper e, ainda, disponibilidade para revi-
são   dos   achados,   à   mudança   de   apreciação   e  res-
ponsabilização pela mudança.

 QUESTÃO 40 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Segundo a teoria histórico-cultural, o indivíduo se constitui,
não somente graças aos processos de maturação orgâni-
ca, mas, principalmente, por meio de suas interações so-
ciais,   nas   trocas   estabelecidas   com   seus   semelhantes
(REGO, 1995). Uma prática escolar baseada nesses prin-
cípios requer alguns saberes especializados. Assim, para
essa prática, é necessário 

(A)

dominar os conteúdos de uma determinada área de
conhecimento; realizar pesquisa empírica nesta área;
reconhecer que a aprendizagem é um processo indi-
vidualizado e solitário, que ocorre mediante a memo-
rização de princípios, fórmulas e a sua aplicação na
resolução de lista de exercícios.

(B)

reconhecer   que   as   funções   humanas   estão   intima-
mente vinculadas ao aprendizado; e a apropriação do
patrimônio material e simbólico se dá por intermédio
da linguagem; que para a criança realizar essa apro-
priação é fundamental a mediação de indivíduos mais
experientes de seu grupo cultural, pois construir co-
nhecimentos implica uma ação compartilhada.

(C) reconhecer que o comportamento humano é moldado

mediante   a   estimulação   externa;   o   conhecimento   é
estruturado   indutivamente   por   intermédio   da   expe-
riência; e que para o indivíduo aprender é fundamen-
tal o arranjo e planejamento de contingências de re-
forço, sob a responsabilidade do professor.

(D) dominar metodologias e técnicas de ensino, mídias e

tecnologias   que   facilitem   a   aprendizagem   do   aluno,
compreendido como um ser que se autodesenvolve;
realizar  auto-avaliação  e agir  de forma não diretiva,
para que os alunos atinjam altos níveis de desempe-
nho.

 QUESTÃO 41 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Existe   um   consenso   na   literatura   educacional   de   que   a
pesquisa é um elemento essencial na formação profissio-
nal do professor. Segundo Soares (In: ANDRÉ, M. (Org.). O
papel da pesquisa na formação e na prática do professor
,
2001), a importância da pesquisa para a formação docente en-
contra-se na

(A)

valorização dessa atividade acadêmica como um me-
canismo   capaz   de   elevar   o  status  da   profissão,   de
conquistar o respeito dos alunos e dos colegas, além
melhores condições de trabalho.

(B)

potencialidade   de   desenvolver   um   método  científico
que   consiga   restringir   os   problemas   de   aprendiza-
gem, evasão e reprovação nas instituições de ensino
básico e superior.

(C) possibilidade de, pela convivência com a pesquisa e,

mais que isso, da vivência dela, o professor apreen-
der e aprender os processos de produção de conhe-
cimento em sua área específica.

(D) legitimidade científica conferida à instituição formado-

ra que desenvolve pesquisa básica e aplicada,  colo-
cando-a   em  posição   de   destaque   e   garantindo   em-
pregabilidade aos professores por ela formados.

 QUESTÃO 42 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) podem ser com-
preendidos como uma tentativa de repensar os saberes fecha-
dos e incorporar saberes mais abertos na formação dos ado-
lescentes e jovens. Eles reafirmam os vínculos dos conteúdos
escolares com as demandas postas pelo mundo do trabalho e
por processos científicos e tecnológicos avançados e também,
ressaltam  o papel fundamental da educação no desenvolvi-
mento das pessoas e das sociedades. Nesse sentido enfati-
zam uma formação que possibilite

(A)

a participação social e política, o exercício da cidada-
nia, a criatividade,  o respeito  à diversidade, à ética,
aos   valores,   às   virtudes,   à   afetividade,   à   intuição,
bem como a utilização de  diversas linguagens, a in-
terpretação e fruição das produções culturais e, ain-
da, a análise crítica. 

(B)

o ajustamento  aos interesses do  mercado de traba-
lho, ao domínio dos conteúdos das disciplinas, ao do-
mínio da informática, a prática do individualismo e da
competitividade.

(C) a adequação ao mundo que se modifica, a execução

de múltiplas tarefas nas diferentes áreas de atuação,
a responsabilidade pelas atividades realizadas pelos
pares, a plasticidade em relação ao espaço-tempo de
formação.

(D) a   adaptação   a   contextos   locais,   em   detrimento   de

contextos globais, potencializando a atribuição de sig-
nificados à realidade e a intervenção nesta.

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 QUESTÃO 43 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Para Veiga (1995), o projeto político-pedagógico é uma ação
intencional, com sentido explícito e compromisso definido cole-
tivamente. É político pelo compromisso com a formação do ci-
dadão para um tipo de sociedade, e pedagógico no sentido de
definir

(A)

estratégias para concretizar acriticamente as políticas
educacionais  e curriculares propostas pelo Ministério
da Educação e Secretarias de Educação, em fina sin-
tonia com os organismos internacionais.

(B)

ações educativas e características necessárias às es-
colas para cumprirem seus propósitos e sua intencio-
nalidade, que é a formação do cidadão participativo,
responsável, compromissado, crítico e criativo.

(C) planos   de   gestão   administrativa   dos   recursos  finan-

ceiros, prevendo a receita e as despesas da escola,
as formas de escrituração e prestação de contas dos
recursos recebidos e dos gastos efetuados.

(D) os processos padronizados de gerência e eficiência,

centrados no conhecimento das normas que regem a
escola e fundamentam sua cultura.

 QUESTÃO 44 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Ao longo das últimas décadas, em busca de uma avalia-
ção  objetiva   e  mensurável,   os  educadores   determinaram
critérios, normas, parâmetros que minimizassem o caráter
subjetivo   do   processo   avaliativo   (HOFFMAN,   2005).   Se-
gundo   a   autora,   a   tomada   de   consciência   do   educador
precisa   se   dar   justamente   sobre   o   caráter   subjetivo   da
avaliação, porque

(A)

professores   conscientes   conseguem   compreender
que os alunos irão apresentar dificuldades  de apren-
dizagem   por   pertencerem   a   famílias   pobres,   muitas
com vivência de rua e de mendicância e, nesse caso,
nada podem fazer na escola, trata-se de um proble-
ma social.

(B)

professores que convivem, lado a lado nas escolas,
com  crianças  filhas de pais  separados, criadas com
os avós ou tios, sabem, de antemão, que estas irão
encontrar barreiras na aprendizagem, pois são imatu-
ras e pouco estruturadas psicologicamente, o que na-
turalmente resultará em reprovações.

(C) professores conscientes do seu envolvimento nos juí-

zos   de   valor   estabelecidos   irão   encarar   com   maior
seriedade   suas   decisões,   resgatar   a   sensibilidade
inerente ao processo educativo, que envolve relação
entre seres humanos diferentes entre si, promover in-
vestigação consistente das possibilidades dos alunos
e mediação pedagógica coerente.

(D) professores qualificados compreendem que a avalia-

ção escolar deve ocorrer em etapas, possibilitando a
seleção e classificação dos alunos para alocá-los em
séries e graus mais avançados ou excluí-los, a fim de
edificar   o   processo   educativo   no   terreno   das   certe-
zas.

 QUESTÃO 45 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O   plano   de   aula   é   a   proposta   de   trabalho   do   professor
para   uma   determinada   aula   ou   conjunto   de   aulas.   Tem
como objetivo nortear o trabalho pedagógico e promover a
aprendizagem dos alunos. Os elementos que o constituem
são:

(A)

o marco referencial, o marco situacional, o marco filo-
sófico, o marco operacional e o diagnóstico  das ne-
cessidades.

(B)

o   conhecimento   advindo   da   experiência   como  estu-
dante, o conhecimento da legislação educativa, o co-
nhecimento do objeto de investigação.

(C) a exposição do tema pelo professor, o livro didático

como portador de texto,  os exercícios, a correção e a
devolutiva.

(D) o tema, os objetivos geral e específicos, o conteúdo,

a metodologia, os recursos,  a avaliação e a bibliogra-
fia.

 QUESTÃO 46 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Segundo os preceitos da avaliação formativa, a escola deve
disponibilizar aos pais e aos órgãos de supervisão os resulta-
dos obtidos ao longo do processo, o que não significa simples-
mente mostrar as notas (CATANI, 2009). Nessa perspectiva, o
desafio para educadores e instituições escolares é

(A)

responsabilizar  os pais  ou responsáveis  pelo   acom-
panhamento das atividades escolares realizadas pe-
los alunos fora da sala de aula, de modo que estas
venham   a   sanar   as   deficiências   de   aprendizagem
apresentadas, minimizando as diferenças.

(B)

apresentar  considerações   sobre   as  dificuldades  dos
alunos,   seu   desempenho   em   relação   aos   objetivos
previstos,   seus   progressos   e   os   encaminhamentos
dados   na   busca  de   sanar   as  dificuldades   identifica-
das, reconhecendo as especificidades dos processos
de aprendizagem de cada um.

(C) criar   uma   cultura   escolar   que   incorpore   as   tecnolo-

gias da informação e comunicação para equacionar o
volume de tarefas a serem corrigidas pelos professo-
res,   organizando   conceitos   e   atribuindo   valores   às
questões formuladas.

(D) organizar   agrupamentos   intencionalmente   construí-

dos  com  base  nos  aspectos,   econômicos,  sociais  e
culturais para homogeneizar os modos de  aprendiza-
gem  dos alunos, sobretudo naquelas disciplinas mais
relevantes do currículo.

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 QUESTÃO 47 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A avaliação mediadora atribui grande relevância à aná-
lise e interpretação das tarefas de aprendizagem. A lei-
tura de uma tarefa ou de um teste que expressa a pos-
tura mediadora do professor tem como referência

(A)

métodos interpretativos e descritivos de análise, que
geram   resultados   qualitativos  e   possibilitam  apreen-
der dimensão de coerência, precisão e profundidade
na abordagem  do tema, bem  como a (re)orientação
do aluno. 

(B)

métodos   comparativos   de   análise,   que   possibilitam
analisar as respostas com base em expectativas pre-
determinadas ou em relação ao grupo, bem como ge-
rar resultados quantitativos, com a finalidade de apro-
var ou reprovar o aluno.

(C) métodos   avaliativos,   que   possibilitam   discriminar   os

conhecimentos e conceitos já adquiridos, as compe-
tências e habilidades desenvolvidas, com a finalidade
de selecionar e classificar os alunos. 

(D) métodos   quantitativos,   que   possibilitam   evidenciar

quais são as áreas de conhecimento em que o aluno
precisa se esmerar mais, com a finalidade de propor
cursinhos preparatórios específicos para a obtenção
de sucesso pessoal e profissional.

 QUESTÃO 48 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O   professor   que   possui   uma   visão   pedagógica   inovadora
pressupõe a participação dos alunos no processo educativo e
pode utilizar as ferramentas da WEB para promover a intera-
ção presencial-virtual na produção do conhecimento. Dentre
as redes sociais na WEB, que hoje são parte da vida da maio-
ria   dos   alunos,   destacam-se  Orkut,   MySpace,   Facebook,
que se configuram como

(A)

caminhos para suprimir a falha da educação em pro-
mover interações, cooperação e colaboração com  os
pares, independente da cultura escolar.

(B)

estratégias para resolver o problema do tempo redu-
zido   dos   encontros   escolares   presenciais,   possibili-
tando que todos os alunos de uma turma expressem
suas   opiniões   e   verbalizem   suas   dúvidas,   as   quais
serão discutidas e respondidas por todos os profes-
sores.

(C) espaços para a comunicação, para o relacionamento,

para o diálogo, para a troca de informações, sociali-
zação de ideias, produções individuais e coletivas.

(D) mecanismos para reverter o fracasso do atual modelo

de escola denunciado pelas avaliações oficiais, modi-
ficando as concepções pedagógicas dos professores
que aderirem ao uso das ferramentas virtuais.

 QUESTÃO 49 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A interdisciplinaridade é compreendida como uma necessida-
de, que se impõe para um melhor entendimento da realidade e
como um desafio a ser decifrado nas ciências sociais e, mais
especificamente, no campo educacional. Assim, interdisciplina-
ridade significa

(A)

uma  compartimentação   do  conhecimento  do   mundo
entre   as   diversas   disciplinas   científicas,   tarefa   que
prevê a participação de especialistas, permanecendo
cada qual com a visão restrita da sua área.

(B)

uma   justaposição   de   disciplinas   sem   comunicação
entre si, demarcando a territorialidade antropológica e
linguística   dos  envolvidos   no  processo  de  produção
da vida humana em todas as suas dimensões.

(C) um saber fragmentado que produz um sujeito capaz

de operar com diferentes conceitos de uma área es-
pecífica de conhecimento, caracterizada pela desarti-
culação entre pensamento teórico e prática informa-
da.

(D) um  movimento exercido no interior das disciplinas e

entre elas, visando à troca, à negociação e à intera-
ção dialógica entre os campos de conhecimento, sem
negligenciar a especialidade de cada um.

 QUESTÃO 50 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Segundo Aquino (2003, p.50) “os contratempos disciplina-
res sinalizariam o impacto do ingresso de uma clientela di-
ferenciada em uma estrutura opaca e resistente a mudan-
ças. Desta feita, a gênese da indisciplina residiria nos con-
flitos perpetrados pelas próprias práticas escolares, inca-
pazes de dialogar com novos perfis discentes – uma esco-
la de massa que, de certa forma, ainda preserva princípios
pedagógicos   e   políticos   de   uma   escola   de   elite,   de
outrora”. Uma outra forma de relacionar com as novas ge-
rações seria, na visão do autor, recorrer a dois mecanis-
mos básicos de regulação democrática do convívio esco-
lar: os contratos pedagógicos e as assembleias de classe.
Estas últimas são

(A)

estratégias livremente consentidas de organização e
ritualização democrática de sala de aula, estabeleci-
das por meio da consagração dos principais papéis,
diferentes e complementares, de professor e aluno.

(B)

momentos institucionais privilegiados de diálogo, cuja
marca principal é o protagonismo do grupo de alunos
e de professores na discussão de questões pertinen-
tes ou necessárias para otimizar a ação e a convivên-
cia democráticas.

(C) mecanismos que objetivam a oficialização dos múlti-

plos deveres dos segmentos envolvidos em determi-
nada instituição escolar, incluindo todos os segmen-
tos da comunidade acadêmica, até mesmo os pais.

(D) ações que  asseguram  à coordenação  pedagógica  a

identificação de soluções técnicas e organizacionais
legítimas para a gestão dos recursos físicos, financei-
ros, pedagógicos e humanos da escola.

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DISCURSIVA PEDAGOGIA 

 QUESTÃO 1 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

No contexto atual espera-se que as instituições de ensino e os educadores ajudem os educandos a
aprenderem a pensar, a refletir, a adquirir estruturas mentais para a aprendizagem autônoma e a do-
minar os conceitos científicos básicos das diferentes áreas do conhecimento. Para criar e organizar
um trabalho pedagógico crítico e comprometido com estes objetivos uma das alternativas é o traba-
lho por meio de Projeto de Ensino-Aprendizagem. Explicite quais são as contribuições do trabalho
por projeto de ensino-aprendizagem para:

a)

a autonomia do sujeito

     

(5,0 pontos)

b)

a prática interdisciplinar

     

(5,0 pontos)

 QUESTÃO 2 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O ensino para a compreensão requer do professor  a adoção de certas concepções e o desenvolvi-
mento de certas atitudes pedagógicas, pois cabe a ele o papel de mediador na relação sujeito/objeto
do conhecimento. Uma síntese do que se entende por ensino para a compreensão encontra-se na
seguinte citação de Vygotsky (1987, p. 92, apud Moysés, 1995, p.26) “[...] o professor, trabalhando
com o aluno, explicou, deu informações, questionou, corrigiu o aluno e o fez explicar”. Explique cada
uma destas expressões, configurando o processo ensino-aprendizagem na abordagem sócio-intera-
cionista:

O professor : “trabalhando com o aluno”

 “explicou” e “deu informações”

 “questionou e corrigiu o aluno”

“ e o fez explicar”.

(10,0 pontos)

 QUESTÃO 3 

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Uma das alternativas para que o planejamento educacional supere a dimensão técnica e priorize a
integração entre a escola e a realidade social seria o planejamento participativo, sistematizado nas
seguintes etapas inter-relacionadas: diagnóstico do contexto da escola e dos alunos; organização do
trabalho da escola; organização do trabalho didático: objetivos, conteúdos, metodologia e avaliação;
reflexão crítica, envolvendo todos os sujeitos do processo educativo. Explique esses aspectos do
planejamento participativo e argumente sobre o papel do coordenador pedagógico na sua elabora-
ção e desenvolvimento.

(10,0 pontos)

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