Prova Concurso - Pedagogia - UFG-2016-PREFEITURA-DE-GOIANIA-GO-PE-II-PEDAGOGO - CS - UFG - 2016

Prova - Pedagogia - UFG-2016-PREFEITURA-DE-GOIANIA-GO-PE-II-PEDAGOGO - CS - UFG - 2016

Detalhes

Profissão: Pedagogia
Cargo: UFG-2016-PREFEITURA-DE-GOIANIA-GO-PE-II-PEDAGOGO
Órgão: UFG
Banca: CS
Ano: 2016
Nível: Superior

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PEDAGOGOUFPA2018
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PEDAGOGOEBSERH2018

Gabarito

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PREFEITURA DE GOIÂNIA

SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO

COMISSÃO DE CONCURSO PÚBLICO

CENTRO DE SELEÇÃO

CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE

EDUCAÇÃO E ESPORTE

GABARITO PRELIMINAR

PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO II

PE II/PEDAGOGO 

Língua Portuguesa/Conhecimentos Gerais/

Conhecimentos sobre Educação

(Para todos os cargos)

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Conhecimentos na Área de Atuação

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Goiânia, 19 de junho de 2016.

Prova

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SÓ ABRA ESTE CADERNO QUANDO FOR AUTORIZADO

CONCURSO PÚBLICO  2016

PREFEITURA MUNICIPAL DE GOIÂNIA

SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO

COMISSÃO DE CONCURSO

EDITAL N. 001/2016

19/06/2016

1.

Quando for permitido abrir o caderno, verifique se ele está completo ou se apresenta imperfeições
gráficas que possam gerar dúvidas. Em seguida, verifique se ele contém 70 questões.

2. Cada questão apresenta quatro alternativas de resposta, das quais apenas uma é a correta. Preencha,

no cartão-resposta, a letra correspondente à resposta julgada correta.

 

No cartão, as respostas devem

ser marcadas com caneta esferográfica de tinta AZUL ou PRETA, fabricada em material transparente.
Preencha integralmente o alvéolo, rigorosamente dentro dos seus limites e sem rasuras.

3. O cartão-resposta e o caderno de resposta da prova de Redação são personalizados e não serão

substituídos em caso de erro durante o seu preenchimento. Ao recebê-los, verifique se seus dados
estão impressos corretamente; se for constatado algum erro, notifique ao aplicador de prova.

4.  As provas terão a duração de cinco horas, já incluíd

os nesse tempo a marcação do cartão-resposta e o

preenchimento da folha de resposta da Redação e a coleta da impressão digital.

5. Você só poderá retirar-se do prédio após terem decorridas quatro horas de prova, podendo, então,

levar o caderno de questões.

6. Quando apenas três candidatos permanecerem na sala para terminar a prova, estes deverão aguardar

até que o último a entregue e terão seus nomes registrados em Relatório de Sala, no qual aporão suas
respectivas assinaturas.

7. AO TERMINAR, DEVOLVA O CARTÃO-RESPOSTA E O CADERNO DE RESPOSTA DA PROVA DE

REDAÇÃO AO APLICADOR DE PROVA.

PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO II

 

PEDAGOGO

PROVAS

LÍNGUA PORTUGUESA

01 a 16

17 a 22

23 a 40

41 a 70

QUESTÕES

CONHECIMENTOS GERAIS

CONHECIMENTOS SOBRE EDUCAÇÃO

CONHECIMENTOS NA ÁREA DE ATUAÇÃO

REDAÇÃO

-

LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES

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LÍNGUA PORTUGUESA

Leia o texto 1 para responder às questões de 01 a 07.

Texto 1

Objetivo de princesas da Disney não é mais o casa-

mento, revela estudo

Maria Clara Moreira

Quando Walt Disney trouxe para as telas a versão ani-
mada   de   "Branca   de   Neve"   (1937),   clássico   alemão
imortalizado pelos irmãos Grimm, lançou as bases para
o que se tornaria um ícone cultural infantil. 

Desde   então,   sucessoras   como  Ariel,   de   "A  Pequena
Sereia", e Tiana, de "A Princesa e o Sapo", colaboram
para a formação do ideal de feminilidade de milhares
de meninas mundo afora. Em suas histórias, carregam
papéis e ideais que pautam, ainda na infância, os valo-
res sociais. 

Foi essa ideia que levou as pesquisadoras americanas
Carmen Fought, do Pitzer College, e Karen Eisenhau-
er,   da   North   Carolina   State   University,   a   aplicarem
princípios da linguística para analisar como os filmes
da Disney expressam as diferenças entre homens e mu-
lheres   e   como   essa   abordagem   mudou   nos   últimos
anos. 

"A feminilidade não vem do nascimento, é algo desen-
volvido a partir de interações com a ideologia da nossa
sociedade, e os filmes da Disney atuam como uma fon-
te de ideias sobre o que é ser mulher", defende Car-
men. 

Ela e Karen categorizaram os filmes em três eras cro-
nológicas: Clássica, de "Branca de Neve" (1937) a "A
Bela Adormecida" (1959); Renascentista, de "A Peque-
na Sereia" (1989) a "Mulan" (1998); e a Nova Era, de
"A Princesa e o Sapo" (2009) a "Frozen" (2013) − este
último não é reconhecido pela Disney como parte da
franquia, mas também foi considerado pela pesquisa. 

Fora "Aladdin" (1992), todos os longas da franquia das
princesas   são   protagonizados   por   mulheres,   embora
dominados por personagens masculinos. O número de
homens foi superior ao de mulheres em quase todos os
exemplos, com o empate em "Cinderela" (1950), única
exceção. 

Carmen   não   acredita   que   povoar   os   longas   com   ho-
mens seja uma escolha consciente por parte dos produ-
tores. Ao contrário, explica o fenômeno como uma de-
cisão automática e inconsciente de assumir o masculi-
no como norma. 

"Nossa imagem de médicos e advogados, por exemplo,
costuma ser masculina, mesmo com muitas mulheres
nessas profissões. Nos filmes analisados, quase todos
os   papéis  além  da protagonista  vão  automaticamente
para homens. Acho que é automático [para eles] colo-
car personagens homens como o braço direito engraça-

dinho e em funções  menores, que passam batido", ar-
gumenta. 

DIFERENÇA GERACIONAL? 

Entre as eras Clássica e Renascentista, há uma diferen-
ça geracional. Os 30 anos entre "A Bela Adormecida" e
"A Pequena Sereia" viram desde a luta pelos direitos
civis dos negros nos EUA à morte de Walt Disney, pas-
sando pela segunda onda do feminismo. 

As mudanças culturais levaram a uma princesa supos-
tamente diferente. A sereia Ariel foi recebida pela críti-
ca como uma rebelde, cuja independência em muito di-
feria da submissão das predecessoras. 

O estudo de Carmen e Karen, no entanto, prova o con-
trário. Se desde "Branca de Neve" a quantidade de pa-
lavras ditas por personagens femininas vinha crescen-
do (passando de 50% para 71% em 1959), Ariel e suas
sucessoras da era Renascentista reverteram a tendência
de forma drástica. Todos os cinco filmes do período vi-
ram  dominância   masculina,  cujo  ápice   foi   "Aladdin"
(90%). 

"Os filmes mais recentes mostram evolução em algu-
mas áreas. Em geral, as ideias estão sendo atualizadas.
A ideia de ser salva por um homem parece ter mudado,
e o casamento como meta única também. Um exemplo
é Tiana, de 'A Princesa e o Sapo', cujo sonho é ter um
restaurante", explica Carmen. "É possível argumentar
que se esforçaram ao incluir duas princesas que salvam
a si mesmas em 'Frozen'. Ao mesmo tempo, a maioria
de seus personagens é masculina, e os homens ganham
a maior parte do diálogo (59%)." 

BELEZA NÃO É TUDO 

Instigadas não apenas pela soberania do discurso, mas
também por seu conteúdo, as americanas catalogaram
os elogios distribuídos ao longo dos 12 filmes, buscan-
do descobrir se as personagens mulheres são mais elo-
giadas por sua aparência que por suas habilidades, e se
o padrão se opõe à tendência masculina. 

Aqui, "A Pequena Sereia" se mostrou progressista. O
filme deu início à era Disney que reduziu de 55% para
38% a quantidade de elogios à beleza das personagens.
No lugar, as princesas passaram a ser celebradas por
suas habilidades (um aumento de 12 pontos percentu-
ais em relação aos filmes clássicos) e personalidades.
A tendência se manteve durante a Nova Era. 

Na contramão da diminuição dos elogios à aparência
das personagens femininas, a pesquisa descobriu que
personagens masculinos cada vez mais têm a beleza, e
não as habilidades, elogiada. 

Os números refletem a inclusão de profissionais mu-
lheres em seu processo de criação. Entre os exemplos
notáveis estão "A Bela e a Fera" e "Valente". Idealiza-
dos por mulheres (Linda Woolverton e Brenda Chap-
man,   respectivamente),   os   dois   têm   heroínas   criadas

PE_II_Língua_Portuguesa

cs-ufg-2016-prefeitura-de-goiania-go-pe-ii-pedagogo-prova.pdf-html.html

UFG/CS                                            CONCURSO PÚBLICO DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E ESPORTE                                  PREFEITURA DE GOIÂNIA/2016

para serem novos modelos para meninas, desta vez ba-
seados em força de vontade e independência. 

"Torço para que façam filmes mais representativos. É
algo que necessitamos em toda a mídia, não só na Dis-
ney", opina Carmen. "Se nós não tomarmos a decisão
de incluir maior diversidade étnica, etária e de gênero
na mídia, continuaremos a escolher automaticamente a
maioria, ou seja, homens brancos." 

Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/02/1734943-objetivo-

de-princesas-da-disney-nao-e-mais-o-casamento-revela-estudo.shtml>. Acesso em: 13

abr. 2016. [Adaptado].

▬ QUESTÃO 01 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Conforme a autora da matéria, o objetivo geral das pesquisado-
ras Carmen Fought e Karen Eisenhauer era comprovar se os
filmes da Disney

(A) seguiam   uma   categorização   cronológica   pelo   fato   de

apresentarem suas histórias conforme características dos
comportamentos femininos das eras Clássica, Renascen-
tista e Moderna.

(B) refletiam os princípios da linguística pelo fato de marca-

rem as diferenças entre homens e mulheres nas falas das
personagens em interação social e ideológica.

(C) privilegiavam as personagens masculinas por uma esco-

lha consciente por parte dos produtores ou se por uma de-
cisão inconsciente de assumir o masculino como norma. 

(D) contribuíam para a formação do ideal de feminilidade de

meninas por apresentarem personagens com papéis e ide-
ais que reforçam os valores sociais estabelecidos.

▬ QUESTÃO 02 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ 

Para a análise dos dados, as pesquisadoras americanas uti-
lizaram, como método,

(A) as mudanças culturais e históricas ocorridas entre os

três períodos escolhidos e aquelas que se deram no in-
terior   de  um   mesmo   período,   redefinindo   os  papéis
masculinos e femininos.

(B) a contagem do número de personagens masculinos e

femininos, das palavras ditas por homens e mulheres
nos filmes e dos elogios recebidos por cada categoria
pela aparência e pelas habilidades.

(C) as diferenças relativas ao ideal feminino e masculino

existentes nas histórias de princesa dos contos tradici-
onais e nos filmes infantis produzidos pela Disney em
três diferentes épocas.

(D) a porcentagem das ocorrências de cenas de ação, dos

diálogos protagonizados pelos heróis e pelas heroínas
e a quantidade de papéis representados por auxiliares
masculinos e femininos.

▬ QUESTÃO 03 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

No processo comunicativo, os textos apresentam determi-
nadas funções e, em cada esfera de utilização da língua,
elaboram-se determinados gêneros discursivos para que se
cumpra a finalidade comunicativa. A análise geral do texto
permite a sua identificação com o gênero “artigo de divul-
gação científica”, pois

(A) baseia-se na exposição e defesa de um ponto de vista

com predomínio de sequências expositivo-argumenta-
tivas.

(B) volta-se para a popularização de conhecimentos aca-

dêmicos com uso de sequências expositivo-explicati-
vas.

(C) explicita posicionamento acerca de um tema polêmico

em debate no veículo de comunicação, fazendo uso de
sequências dissertativas.

(D) declara publicamente razões que justifiquem atos ou

em que se fundamentem direitos por meio de sequên-
cias injuntivas.

▬ QUESTÃO 04 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O texto deixa entrever que o trabalho feito pelas america-
nas   Carmen   Fought   e   Karen   Eisenhauer,   pautando-se   na
aplicação de princípios da linguística na análise de filmes,
trata-se de

(A) uma prática corriqueira no meio acadêmico, uma vez

que põe em confronto áreas distintas. 

(B) uma atitude não científica, porque inclui, nos estudos,

práticas relacionadas à esfera jornalística.

(C) um processo aceito pela comunidade acadêmica, uma

vez que relaciona áreas distintas e com comprovações
científicas.

(D) uma novidade no âmbito da pesquisa científica, por-

que   utiliza   a   prática   da   contagem   de   palavras   ditas
num filme.

▬ QUESTÃO 05 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O registro linguístico utilizado na construção do texto 

(A) aproxima leitor e conteúdo de difícil acesso por meio

do uso simplificado e didatizado da linguagem cien-
tífica. 

(B) atende às formas de interlocução do gênero do discur-

so científico ao fazer uso de linguagem técnica.

(C) utiliza terminologia rebuscada e formalidade elevada

em conformidade com a interlocução jornalística.

(D) apresenta léxico e sintaxe em consonância com a nor-

ma culta urbana, para atingir um público acadêmico-
científico.

PE_II_Língua_Portuguesa

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▬ QUESTÃO 06 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A correspondência entre o operador discursivo em desta-
que e a descrição de seu funcionamento dentro dos parên-
teses ocorre em:

(A) “todos os longas da franquia das princesas são prota-

gonizados por mulheres,  embora  dominados por per-
sonagens masculinos” (oposição de argumentos orien-
tados para conclusões contrárias).

(B) “O estudo de Carmen e Karen,  no entanto, prova o

contrário” (introdução de conclusão a partir de argu-
mentos apresentados anteriormente).

(C) “Instigadas  não   apenas  pela   soberania   do   discurso,

mas  também  por   seu   conteúdo”   (comparação   entre
elementos diferentes com vistas a uma dada conclu-
são).

(D) "Se nós não tomarmos a decisão de incluir maior di-

versidade étnica, etária e de gênero na mídia, continu-
aremos a escolher automaticamente a maioria” (apre-
sentação de uma explicação relativa ao enunciado an-
terior).

▬ QUESTÃO 07 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

No trecho “Idealizados por mulheres (Linda Woolverton e
Brenda Chapman, respectivamente), os dois têm heroínas
criadas para serem novos modelos para meninas, desta vez
baseados em força de vontade e independência”, a expres-
são “desta vez” assegura a coerência no encadeamento das
ideias,

(A) finalizando uma polêmica anterior por meio da expli-

citação do argumento subentendido.

(B) inserindo   um   argumento   já   citado   e   reforçando   seu

sentido por um raciocínio lógico.

(C) recuperando uma afirmação extratextual por meio do

recurso da pressuposição.

(D) apresentando um fato novo e recuperando por oposi-

ção um fato já apresentado.

Leia o texto 2 para responder às questões de 08 a 11.

Texto 2

Disponível em: <http://www.willtirando.com.br/?s=macho&submit=Search>. Acesso em: 13

abr. 2016.

▬ QUESTÃO 08 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Em relação ao plano linguístico, o efeito de humor, na tiri-
nha, é construído por meio 

(A) do encadeamento das ações de perguntar, exclamar e afir-

mar para reforçar a masculinidade.

(B) da substituição de termos polissêmicos por expressões

denotativas.

(C) da mudança promovida nos objetos pela supressão de su-

fixos das palavras.

(D) do uso de palavras concretas para enfatizar traços pes-

soais rudes. 

▬ QUESTÃO 09 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Considerando as condições históricas, sociais e culturais, a
tirinha possibilita a crítica sobre  

(A) a   recusa   das   diferenças   nas   escolhas   de   consumo

como marca do lugar de homens e mulheres.

(B) a submissão aos valores construídos para o padrão es-

tabelecido de comportamento masculino. 

(C) a imitação das atitudes de homens educados e elegan-

tes influenciados pelo discurso feminista.

(D) a restrição à fala dos homens imposta pela norma cul-

ta da língua e pelas formas literárias.

▬ QUESTÃO 10 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Acerca da relação entre elementos verbais e não verbais na
construção da tirinha, é possível afirmar que há entre eles  

(A) redundância,   uma   vez   que   os   elementos   imagéticos

reafirmam o que dizem os elementos verbais.

(B) unilateralidade, já que o verbal torna-se mais impor-

tante para o sentido do texto que o não verbal.

(C) independência, pois ambos contribuem com elemen-

tos distintos para a unidade do texto.

(D) sincretismo, dado que a retirada de algum deles resul-

taria em perda de sentido para o texto.

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▬ QUESTÃO 11 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Ao afirmar que “Macho que é macho nunca fala no dimi-
nutivo”,  o  enunciador   deixa  implícito que,  nesse caso,  o
uso de diminutivo funciona como

(A) sinalizador de desprezo.

(B) delimitador de espacialidade.

(C) indicador de  tamanho.

(D) marcador de fragilidade. 

Leia o texto 3 para responder às questões de 12 a 16.

Texto 3

Teoria, ideologia e a urgente necessidade de

pensar contra a má-fé 

Márcia Tiburi

O teólogo André Musskopf defende que os funda-

mentalistas têm ajudado o feminismo e os movimentos
pela diversidade sexual e de gênero. Em artigo, ele de-
fende que “talvez o mais surpreendente seja que aque-
les e aquelas que não queriam falar sobre o assunto de
repente se veem obrigadas e obrigados a estudar e co-
nhecer – e até falar sobre ele”. De fato, a gritaria de al-
guns tem esse outro lado, um efeito inesperado de co-
locar a questão em pauta, de levar muita gente a repen-
sar o modo como a questão de gênero afeta suas vidas
cotidianas. A vida e a sociedade são dialéticas, diga-
mos assim, tudo pode ter dois lados, e o olhar otimista
ajuda todos os que sobrevivem a seguir na luta por di-
reitos.   Mas   infelizmente   há   o   lado   péssimo   de   tudo
isso, aquele que é vivido pelas vítimas desse estado de
coisas, aqueles para quem não há justiça alguma.

Quem luta, não pode desistir. Enfraquecer o ini-

migo é necessário  desde que não se menospreze sua
força.

O caminho que devemos seguir quando se trata de

pensar em gênero é aquele que reúne o esforço da críti-
ca, da pesquisa, do esclarecimento, o esforço de quem
se dedica à educação e à ciência, com o esforço da es-
cuta.   Quando   escuto   alguém   falando   de   “cura   gay”
imagino o grau de esvaziamento de si, de pobreza sub-
jetiva,   que   levou   essa   pessoa   a   aderir   a   uma   teoria
como essa. Infelizmente, esse tipo de teoria popular se
transforma em ideologia enquanto, ao mesmo tempo, é
usada por “donos do poder”, para vantagens pessoais.

Importante saber a diferença entre teoria e ideolo-

gia. São termos muito complexos. Incontáveis volumes
já foram escritos sobre isso, mas podemos resumir nos
seguintes termos: teoria é um tipo de pensamento que
se expõe, ideologia é um tipo de pensamento que se
oculta.

Há, no entanto, um híbrido, as “teorias ideológi-

cas” que, por sua vez, expõem com a intenção de ocul-
tar, ou ocultam fingindo que expõem.

Há teorias populares (que constituem o senso co-

mum, as opiniões na forma de discursos que transitam

no mundo da vida depois de terem sido lidas em jor-
nais e revistas de divulgação) e teorias científicas (que
estão   sempre   sendo   questionadas   e   podem   vir   a   ser
desconstituídas,   mas   que   escorrem   para   o   senso   co-
mum e lá são transformadas e, em geral, perdem muito
do seu sentido).

Ideologia, por sua vez, é o conjunto dos discursos

e   opiniões   vigentes   que   servem   para   ocultar   alguma
coisa em vez de promover  esclarecimento, investiga-
ção e ponderação.

A ideologia de gênero, sobre a qual se fala hoje

em dia, não está na pesquisa que o discute e questiona,
mas no poder que, aliado ao senso comum, tenta dizer
o que gênero não é.

Algo muito curioso acontece com o uso do termo

ideologia   quando   se   fala   em   “ideologia   de   gênero”.
Algo,   no   mínimo,   capcioso.   Pois   quem   usa   o   termo
“ideologia de gênero” para combater o que há de eluci-
dativo  no  termo  gênero procura ocultar  por  meio  do
termo ideologia não apenas o valor do termo gênero,
como, por inversão, o próprio conceito de ideologia. É
como   se   falar   de   ideologia   de   gênero   servisse   para
ocultar a ideologia de gênero de quem professa o dis-
curso contra a ideologia de gênero.

Não se trata apenas de uma manobra em que a au-

tocontradição performativa é ocultada pela força da ex-
pressão, mas de um caso evidente de má fé. E quando
a má fé vem de pessoas (homens, sobretudo) que se di-
zem de fé, então, estamos correndo perigo, porque a fé
do povo tem sido usada de maneira demoníaca.

O papel ético e político de quem pesquisa, ensina

e luta pela lucidez em uma sociedade em que os traços
obscurantistas se tornam cada vez mais intensos é tam-
bém demonstrar que percebemos o que se passa e que
continuaremos do lado crítico a promover lucidez, diá-
logo e respeito aos direitos fundamentais, inclusive re-
lativos à sexualidade e ao gênero, em que pese a vio-
lência simbólica a que estamos submetidos.

Disponível em: <http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/vamos-conversar-sobre-

genero/>. Acesso: em 13 abr. 2016. [Adaptado].

▬ QUESTÃO 12 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A  expressão   “ideologia   de  gênero”   utilizada   nos   dias  de
hoje e questionada pela autora do texto refere-se a

(A) uma teoria utilizada pelo poder com base no senso co-

mum.

(B) um esforço da crítica para esclarecimento de sua defi-

nição. 

(C) uma temática religiosa de que tratam as filosofias mo-

dernas.

(D) um conceito advindo das pesquisas e reflexões acadê-

micas. 

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▬ QUESTÃO 13 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Em várias passagens do texto, nota-se o uso do sinal indi-
cador de aspas. No caso de sua utilização em “cura gay”,
“donos do poder”, “teorias ideológicas”, elas

(A) exprimem ironia ou conferem destaque a uma palavra

ou expressão que o enunciador considera empregada
fora de seu contexto habitual.

(B) ressaltam a ocorrência de empréstimos linguísticos ou

marcam  uma  não  adequação  ao  nível   de   linguagem
utilizado. 

(C) demonstram   crítica   ou   ressaltam   a   discordância   do

enunciador quanto ao que julga ser inapropriado. 

(D) demarcam a proximidade pretendida pelo locutor ao

enunciar ou referem-se ao título de outra obra.

▬ QUESTÃO 14 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

No parágrafo introdutório do texto, são usadas as palavras
de um teólogo acerca dos desdobramentos sobre as ques-
tões de gênero na atualidade. Com relação a essa citação e
aos  comentários  feitos  a  seu  respeito,   é possível   afirmar
que a autora

(A) concorda com o teólogo sobre os ataques sofridos pe-

las mulheres e pelos movimentos defensores da diver-
sidade sexual e de gênero.

(B) refuta o pensamento do teólogo com a argumentação

de que o olhar otimista ajuda todos os que sobrevivem
a seguir na luta por direitos.

(C) aceita  o  posicionamento  do  teólogo,   mas   enfatiza  o

lado negativo da questão para os que sofrem os ata-
ques dos fundamentalistas.

(D) questiona a propagação das ideias do teólogo, embora

considere produtivo o silenciamento sobre a questão
da sexualidade. 

▬ QUESTÃO 15 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

No trecho “A ideologia de gênero, sobre a qual se fala hoje
em dia, não está na pesquisa que o discute e questiona, mas
no poder que, aliado ao senso comum, tenta dizer o que gê-
nero não é”, o elemento “o”, no período em destaque, fun-
ciona como um mecanismo de coesão 

(A) sequencial, que recupera a noção de discurso apresen-

tada no parágrafo anterior.

(B) anafórica, que retoma a palavra “gênero”, separando-a

da ideia de ideologia.

(C) catafórica, que antecipa o significado do termo “po-

der”, distinguindo-o do senso comum.

(D) lexical, que substitui a expressão “algo muito curioso”

enunciada no período seguinte.

▬ QUESTÃO 16 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A expressão “má-fé” anunciada no título do texto está im-
plicada na questão que diz respeito

(A) à manobra utilizada para produzir sentido pejorativo

para a noção de gênero dos estudos científicos.

(B) ao modo como a teoria de gênero afeta a vida cotidia-

na das pessoas em suas relações interpessoais.

(C) à estratégia de enfraquecimento do discurso daqueles

que desconsideram a diversidade sexual e de gênero.

(D) ao poder exercido pelos pesquisadores sobre os sabe-

res do senso comum na definição da sexualidade.

▬ RASCUNHO ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

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CONHECIMENTOS GERAIS

▬ QUESTÃO 17 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Recentemente, algumas rodovias federais que cortam o es-
tado de Goiás passaram pelo processo de concessão, que
envolve a transferência de responsabilidade, da administra-
ção pública para uma organização privada, da gestão sobre
a infraestrutura rodoviária, por determinado tempo. Nas ro-
dovias concedidas, os motoristas devem pagar taxas para a
circulação. Porém, existe uma exceção, que prevê isenção
do pagamento das tarifas do pedágio para

(A) motoristas que moram e trabalham em cidades que fi-

cam entre os pontos de cobrança.

(B) veículos registrados em nome de idosos e/ou aposen-

tados.

(C) motoristas  que   apresentarem  ausência   de   pontos  na

Carteira Nacional de Habilitação.

(D) veículos oficiais utilizados pelo poder público ou que

pertençam ao corpo diplomático. 

▬ QUESTÃO 18 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ 

Uma  substância química orgânica, naturalmente presente
no organismo de vários mamíferos, chamada fosfoetanola-
mina, vem sendo anunciada por diversos meios de comuni-
cação como a cura para o câncer. A grande polêmica sobre
esse medicamento foi causada pelo fato de o governo fede-
ral ter aprovado sua produção, a despeito 

(A) da ausência de testes de segurança.

(B) do interesse da indústria farmoquímica.

(C) dos custos exorbitantes de comercialização.

(D) das iniciativas de pacientes em tratamento.

▬ QUESTÃO 19 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Nos  últimos  anos,   muitas  infecções  humanas,   até   pouco
tempo desconhecidas, passaram a ser descobertas, além de
várias outras que haviam sido controladas no passado te-
rem ressurgido. Um exemplo de doença viral reemergente
é:

(A) o tétano.

(B) a peste bubônica.

(C) a dengue.

(D) a tuberculose.

▬ QUESTÃO 20 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Causou polêmica a proposta recente do governo estadual
de   Goiás  de   transferência   da   gestão  de   escolas  públicas
para   instituições   conhecidas   como   organizações   sociais
(OS). A OS é uma entidade

(A) privada, sem fins lucrativos.

(B) mista, com fins lucrativos.

(C) pública, sem fins lucrativos.

(D) filantrópica, sem fins lucrativos.

▬ QUESTÃO 21 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Leia o gráfico a seguir.

Brasil   –   Variação   da   oferta   interna   de   energia   (%)   –
2013/2012

Fonte: BRASIL. Ministério das Minas e Energia. Balanço Energético Nacional 2014, Re-

latório Síntese, ano base 2013. Rio de Janeiro, 2014.

A leitura e interpretação do gráfico permite inferir que:

(A) a energia hidráulica deixou de ser a principal fonte

energética do país.

(B) o gás natural assumiu a condição de principal matriz

energética do Brasil.

(C) as fontes não renováveis apresentaram maior acrésci-

mo no período.

(D) as fontes renováveis apresentaram menor decréscimo

no período.

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▬ QUESTÃO 22 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A segurança pública tem sido um dos pontos problemáticos
no estado de Goiás nas últimas décadas, especialmente em
função do número de crimes violentos, como os homicí-
dios. Dentre as 500 cidades mais violentas do Brasil no ano
de 2012, conforme a lista publicada no Mapa da Violência
(Waiselfisz, 2014), com base nos dados do Sistema de In-
formações de Mortalidade, do Ministério da Saúde, apare-
cem cidades goianas como Luziânia (15ª), Planaltina (75ª),
Cocalzinho de Goiás (99ª), Santo Antônio do Descoberto
(108ª), Formosa (111ª), Valparaíso de Goiás (115ª) e Águas
Lindas de Goiás (129ª). Uma característica geográfica que
aglutina tais cidades é o fato de que elas fazem parte da

(A) área limítrofe de Goiás com o estado de Mato Grosso.

(B) região do entorno do Distrito Federal.

(C) região metropolitana de Goiânia.

(D) área limítrofe de Goiás com Minas Gerais.

▬ RASCUNHO  ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

▬ RASCUNHO  ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

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CONHECIMENTOS SOBRE EDUCAÇÃO

▬ QUESTÃO 23 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A intencionalidade é uma das peculiaridades do processo

 

de ensinar, ou seja, se inscreve na  pretensão de ajudar al-
guém a aprender (Castro, 2001, p. 15). A sua ausência pode

 

produzir  patologias  didáticas

.  Na  didática  comprometida 

com a qualificação do ensino e da aprendizagem,

(A) o responsável pelo trabalho com os alunos desenvolve

uma lista de procedimentos "que dão certo" e outros
"que não funcionam".

(B) a equipe de professores avalia e atua por meio de um

conjunto de prêmios e castigos em relação ao que se
pretende que os alunos aprendam.

(C) as atividades planejadas facilitam o domínio de hábi-

tos e as habilidades de conhecimentos fundados na es-
pontaneidade do aluno. 

(D) a proposta de ensino desafia o locutor a pensar sobre

algo, pois a didática se apoia no conceito de ensino e
este comanda o que se espera da ação de ensinar.

▬ QUESTÃO 24 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ 

De acordo com Maria Teresa Estrela (1994), ao tecer con-
siderações   sobre   a   disciplina   e   a   indisciplina   na   sala   de
aula, o professor desenvolve dois papéis básicos: "agente
normativo e organizador da aula". Este entendimento cor-
responde à afirmação de que: 

(A) o   professor   é   veiculador   de   uma   ética,   uma   moral,

uma axiologia que fazem parte do currículo expresso
e   oculto   da   escola.   O   modo   como   organiza   a   aula
deve  ser  pautado  por  regras e  direções que primem
pela clareza e pelo diálogo com os alunos.

(B) o professor deve produzir um código de conduta dis-

cente na sala de aula como resultado de diálogos con-
sensuais com os alunos. O regime de organização da
disciplina   deve   ser   pautado   pela   ambivalência   de
quaisquer que sejam as diferenças.

(C)

  o professor deve estar ciente de que a normatização

que vem de cima para baixo deve ser refutada. Orga-
nização não tem nenhuma correspondência com hie-
rarquia.

(D)

  o professor  sabe  que  a  sala  de  aula  deve  ser  regida

pelo conflito esclarecido. O respeito às diversidades
de ordem política, étnica, religiosa ou social  é impe-
rioso. 

▬ QUESTÃO 25 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A  ampliação   gradativa   da   jornada   escolar   no   Brasil   está
prevista   na   LDBEN/9394/1996.   Madeleine   Compère
(1997) informa que em países europeus as crianças meno-
res ficam menos tempo na escola, e esse tempo se amplia
para crianças maiores e para os adolescentes. No Brasil, as
pesquisas mostram que são as crianças menores que per-
manecem mais tempo na escola (Cavaliere, 2006, p. 96).
Esta tipicidade da escola brasileira evidencia a presença de:

(A) idiossincrasias no universo juvenil típicas da fase psi-

cológica e da transição biológica pelas quais atraves-
sa:   espírito   de   contestação,   irreverência,   novas   de-
mandas em face da sexualização da vida moderna.

(B) peculiaridades de natureza cultural e social que defi-

nem   a   demanda   pela   escola   de   tempo   integral   para
crianças menores: o trabalho, adolescentes cujos pa-
péis não se limitam a estudar, baixo nível de satisfa-
ção com a escola.

(C) incompatibilidades entre a demanda familiar e a oferta

escolar: de um lado, as famílias reivindicam um espaço
que assegure segurança e alimentação para seus filhos e,
de outro, a escola restringe o acesso a crianças menores.

(D) equívocos nos processos motivadores da adesão à po-

lítica de ampliação da jornada escolar brasileira: se-
cundarização das questões pedagógicas, sobreposição
de aspectos sociais, negação da educação inclusiva. 

▬ QUESTÃO 26 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Estudiosos da didática (Carlos e Gil, 1993; Castro, 2001,
entre outros) entendem que o professor precisa dominar os
saberes conceituais e metodológicos de sua área, pois dessa
maneira produzirá uma "educação científica". Tal pressu-
posto indica que o professor deve: 

(A) integrar os saberes das áreas disciplinares, ser motiva-

dor dos alunos, dominar as novas tecnologias, promo-
ver diálogos interculturais, acompanhar os alunos nas
redes sociais.

(B) ter conhecimento interdisciplinar, saber realizar medi-

ações didáticas, ter interesse pelas mídias, adquirir ha-
bilidades holísticas, ser formador de opinião pública. 

(C) conhecer as especificidades de sua área de conheci-

mento,   dominar   a   metodologia   de   produção   de   tais
conhecimentos, conhecer a produção recente, ser ca-
paz de abordagens transdisciplinares.

(D) integrar   saberes,   promover   interações   epistemológi-

cas,   ser   motivador   de   experiências   inovadoras,   em-
preender esforços para uma pedagogia crítica.

PE_II_Conhecimentos_sobre_Educacão

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UFG/CS                                       CONCURSO PÚBLICO DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E ESPORTE                                        PREFEITURA DE GOIÂNIA/2016

▬ QUESTÃO 27 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

“Algum tempo atrás, a BBC perguntou às crianças britâ-
nicas se preferiam a televisão ou o rádio. Quase todas
escolheram a televisão, o que foi algo assim como cons-
tatar que os gatos miam e os mortos não respiram. Mas
entre as poucas crianças que escolheram o rádio, houve
uma que explicou: -Gosto mais do rádio porque pelo rá-
dio   vejo   paisagens   mais   bonitas”   (Galeano,   2009,   p.
308).

Neste fragmento extraído da obra De pernas pro ar: a es-
cola do mundo avesso
, o escritor Eduardo Galeano convida
a pensar sobre:   

(A) o papel ostensivo dos meios de comunicação, com ên-

fase na tevê, e seus efeitos na formação do pensamen-
to e no fomento à cultura consumista da sociedade ca-
pitalista vigente.

(B) a relevância de pesquisas pautadas na infância, com

ênfase em conhecer os interesses da criança, garantin-
do a centralidade desta no processo de ensino e apren-
dizagem.

(C) a especificidade das crianças britânicas que se distin-

guem das crianças das demais sociedades, fato que,
por si só, supõe intervenções e políticas educativas es-
pecíficas. 

(D) a   ameaça   à   imaginação   criadora   da   criança   quando

conteúdos   fáceis   e   largamente   difundidos   pela   tevê
não recebem a problematização do adulto ou a possi-
bilidade   de  confrontar   a  criança   com   outras   lingua-
gens.

▬ RASCUNHO ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

▬ QUESTÃO 28 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A criança que quebra a cabeça com os barbara e bara-
liption
, fatiga-se, certamente, e deve-se procurar fazer
com que ela só se fatigue quando for indispensável e
não inutilmente; mas é igualmente certo que será sem-
pre necessário que ela se fatigue a fim de aprender e
que se obrigue a privações e limitações de movimento
físico, isto é, que se submeta a um tirocínio psicofísico.
Deve-se convencer a muita gente que o estudo é tam-
bém um trabalho, e muito fatigante, com um tirocínio
particular próprio, não só muscular-nervoso mas inte-
lectual: é um hábito adquirido com esforço, aborreci-
mento e mesmo sofrimento (Gramsci, 1968, 138-139).

O fragmento de António Gramsci foi extraído da obra  Os
intelectuais e a organização da cultura
 e chama a atenção

(A) pela severidade com que se trata a criança na sala de

aula.

(B) pela ousadia com que se desconsidera a psicologia da

criança moderna. 

(C) pela rigidez com que se definem as atividades da cri-

ança na escola.

(D) pelo entendimento de que o trabalho da criança na es-

cola é intelectual e, por isso, exigente.

▬ QUESTÃO 29 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A estudiosa Acácia Kuenzer (2005) entende que a concep-
ção pedagógica dominante nos anos iniciais do século XXI
reúne dois movimentos: a "exclusão includente" e a "inclu-
são excludente". A primeira se manifesta no terreno produ-
tivo como um fenômeno do mercado. A "inclusão exclu-
dente" se manifesta no terreno educativo e pode ser flagra-
da em ações como: 

(A) divisão do ensino em ciclos, progressão continuada,

classes de aceleração que permitem às crianças e aos
jovens permanecer mais tempo na escola sem corres-
pondente aprendizagem efetiva. 

(B) ampliação da matrícula de crianças e de jovens com

necessidades educativas especiais e dotação material e
humana com vistas à inclusão de históricos excluídos
do sistema escolar brasileiro. 

(C) investimento em políticas de ampliação da jornada es-

colar como forma de oportunizar aos filhos das clas-
ses populares o devido acesso a uma escola com ali-
mentação, esportes e ensino qualificado.

(D) reagrupamento de crianças e de adolescentes com dis-

torção   entre   idade   e   série,   avaliações   internas   diag-
nósticas que visam assegurar o aprendizado qualifica-
do, ainda que fora da faixa etária regular. 

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▬ QUESTÃO 30 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

As escolas deverão estabelecer como norteadores de suas
ações pedagógicas:  a)  os princípios éticos da autonomia,
da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem
comum; b) os princípios políticos dos direitos e deveres da
cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem
democrática; c) os princípios estéticos da sensibilidade, da
criatividade e da diversidade de manifestações artísticas e
culturais. Estes três princípios estão previstos:

(A) na Constituição da República Federativa do Brasil.

(B) na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n.

9394/1996.

(C) nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fun-

damental (1998).

(D) nos Parâmetros Curriculares Nacionais. 

▬ QUESTÃO 31 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Planejar significa antever uma forma possível e dese-
jável. (...). Não planejar pode implicar perder possibi-
lidades de melhores caminhos, perder pontos de en-
trada significativos (Vasconcellos, 1999, p. 148).

São   elementos   reconhecidos   como   imprescindíveis   a   um
plano de aula:

(A) objetivos,   conteúdos,   metodologia,   recursos,   avalia-

ção.

(B) lista de materiais, objetivos, conteúdos, problematiza-

ção, cronograma.

(C) finalidades,   assunto,   conhecimento   prévio,   tarefa,

avaliação.

(D) retomada da aula anterior, objetivos, conteúdos, corre-

ção da atividade, “dever de casa”. 

▬ QUESTÃO 32 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Leia o excerto.

Uma verdadeira filosofia da educação não poderá fun-
dar-se apenas em ideias. Tem de identificar-se com o
contexto a que vai se aplicar o seu agir educativo. Tem
de ter consciência crítica do contexto – dos seus valo-
res em transição –, somente como pode interferir neste
contexto, para que dele também não seja uma escrava.

FREIRE, Paulo. Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Cortez Editora, 2001.

Neste trecho, Paulo Freire se refere à relação entre:

(A) educação e sociedade.

(B) conteúdo e metodologia.

(C) método e epistemologia.

(D) educação e subjetividade.

▬ QUESTÃO 33 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A Base Nacional Comum Curricular, que está sendo discu-
tida pela sociedade na atualidade, faz referência

(A) a   um   conjunto   de   normas   disciplinares   que   devem

guiar as escolas municipais.

(B) às  diretrizes  relativas  ao  que  deve   ser   ensinado  aos

professores nos programas de formação continuada.

(C) ao conjunto de conhecimentos essenciais a que todo

estudante brasileiro deve ter acesso.

(D) ao comportamento que deve ser assumido pelos pro-

fessores nas escolas brasileiras.

▬ QUESTÃO 34 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

As   Diretrizes   Curriculares   Nacionais   para   a   Educação
Básica visam estabelecer bases comuns nacionais para:

(A) a educação continuada, a formação docente e a educa-

ção ao longo da vida.

(B) a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino

médio.

(C) a educação infantil, o ensino fundamental e a educa-

ção especial.

(D) o ensino fundamental, o ensino médio e o ensino pro-

fissionalizante.

▬ QUESTÃO 35 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A Lei n. 9394, de 1996, prevê que a educação de jovens e
adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou
continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na
idade própria. E ainda indica que a educação de jovens e
adultos 

(A) seja etapa preparatória para a educação superior.

(B) se organize em prol da educação para a cidadania.

(C) se articule, preferencialmente, com a educação profis-

sional.

(D) seja ofertada por meio da educação à distância.

▬ RASCUNHO ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

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▬ QUESTÃO 36 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Diversos autores da área da educação concordam em dizer
que   a   institucionalização   da   profissão   docente   coincide
com a feminização do magistério, e com sua consequente
desvalorização.   Com   essa   constatação   é   possível   inferir
que:

(A) as mulheres tornam a profissão docente mais qualifi-

cada, exigente e rigorosa, como é próprio do gênero
feminino.

(B) a feminização do magistério é irreal, pois há homens e

mulheres   atuando   na   área   do   magistério   em   todo   o
mundo.

(C) o magistério é uma profissão desvalorizada, indepen-

dente do gênero envolvido no compromisso de ensi-
nar.

(D) a luta pela profissionalização do docente passa a ser

não apenas uma luta de classes, mas também uma luta
de gênero.

▬ QUESTÃO 37 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Existe uma distância entre o saber escolar e o conhecimen-
to   que   o   aluno   possui.  A  transposição   didática   expressa
bem o que ocorre com os saberes a serem ensinados na es-
cola. Há uma passagem da cultura extraescolar ao currículo
formal, do currículo formal ao currículo real e do currículo
real   à   aprendizagem   efetiva   dos   alunos.   Essa   passagem
acontece quando o professor realiza um processo de:

(A) mediação dos conhecimentos.

(B) avaliação dos conteúdos.

(C) diagnóstico dos estudantes.

(D) regulação das aulas.

▬ QUESTÃO 38 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Para o bom desenvolvimento do trabalho docente é fator
primordial a clareza de onde se quer chegar com os alunos
e quais os melhores caminhos e instrumentos para fazê-lo.
Esse direcionamento está diretamente relacionado

(A) à avaliação da aprendizagem.

(B) ao planejamento escolar.

(C) à organização do currículo.

(D) às normas de convivência.

▬ QUESTÃO 39 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Leia o excerto.

O   que   pretendo   introduzir   é  a   perspectiva   da  ação
avaliativa como uma das ações pela qual se encoraja-
ria a reorganização do saber. Ação, movimento, pro-
vocação, na tentativa de reciprocidade intelectual en-
tre os elementos da ação educativa. Professor e aluno
buscando  coordenar   seus  pontos  de  vista,   trocando
ideias, reorganizando-as. 

HOFFMANN, Jussara M.L. Avaliação: mito e desafio - uma perspectiva construti-

vista. Porto Alegre: Educação e realidade. 1991.

Neste   excerto,   a  autora   apresenta   um  conjunto   de   ideias
que se refere ao paradigma da avaliação

(A) classificatória.

(B) reprovativa.

(C) mediadora.

(D) diagnóstica. 

▬ QUESTÃO 40 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Em entrevista à Revista Nova Escola, o professor Cipriano
Luckesi comentou que a maioria das escolas promove exa-
mes, os quais não são uma prática de avaliação. O ato de
examinar é classificatório e seletivo, e a avaliação deveria
ser inclusiva, disse ele. Esse modelo de avaliação inclusiva
é aquele no qual o estudante vai ser

(A) ajudado a dar  um passo à frente em sua aprendiza-

gem.

(B) classificado de acordo com seu rendimento médio.

(C) diagnosticado segundo diferentes níveis de ensino.

(D) aprovado, independente das exigências estabelecidas.

▬ RASCUNHO ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

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CONHECIMENTOS NA ÁREA DE ATUAÇÃO 

PEDAGOGO

▬ QUESTÃO 41 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ 

O pedagogo é um profissional de formação generalista com
atuação polivalente. Esta afirmação corresponde ao seguin-
te entendimento:  

(A) um   profissional   que,   por   saber   de   tudo   um   pouco,

deve, no seu ofício, ensinar um pouco de tudo.

(B) a prática de ensino junto a crianças pequenas supõe

um profissional de saberes genéricos e flexibilização
funcional.

(C) a atuação junto aos anos iniciais da educação escolar

pressupõe tanto o ensino de certas áreas do conheci-
mento como a formação do ser humano.

(D) o trabalho didático com os anos iniciais da escolariza-

ção requer uma formação inicial de abordagem funci-
onalista com vistas à atuação polivalente dos futuros
professores.

▬ QUESTÃO 42 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ 

O debate sobre o modelo de atuação polivalente do peda-
gogo revela benefícios e limites. Constituem, respectiva-
mente, um problema e uma vantagem da chamada poliva-
lência:

(A) o aprofundamento das interrelações entre professor e

alunos   e   a   possibilidade   de   ensinar   fundamentos   e
aplicação dos conhecimentos ligados aos componen-
tes curriculares previstos para cada etapa do Ensino
Fundamental.

(B) a possibilidade de estabelecer práticas interdisciplina-

res e a necessidade de um profissional versátil no tra-
balho docente realizado na escola.

(C) a efetivação de práticas de ensino superficiais no trato

com os componentes curriculares e a dificuldade de
transitar entre as diferentes áreas.

(D) a qualidade deficitária no tratamento didático de con-

ceitos ligados aos componentes curriculares previstos
para cada etapa do Ensino Fundamental e a garantia
de construção de vínculos socioafetivos na escolariza-
ção inicial.

▬ QUESTÃO 43 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

"Sou professor. Tenho uma profissão: ensino. Tenho um es-
paço onde realizo a minha atividade profissional: a escola."
A paráfrase acima está baseada no pensamento de Manoel
Oriosvaldo de Moura. Nela são destacadas características
inerentes à profissão professor, como:

(A) a identidade profissional do docente possui relação di-

reta com a prática de ensino e esta deve ser restrita ao
âmbito escolar.

(B) a compreensão do ensino como objeto principal do

professor ajuda na definição de princípios que carac-
terizam suas ações e organizam o seu campo de atua-
ção, visando ao melhor domínio de seu objeto. 

(C) a carreira docente implica o reconhecimento social e po-

lítico da profissão como meio de estabelecer o específi-
co da função. 

(D) a produção identitária da profissionalização docente

pressupõe formação inicial sólida e atuação docente
com capacidade definidora de quem é este trabalha-
dor, suas funções e o seu local de trabalho.

▬ QUESTÃO 44 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

"O entendimento de que os sujeitos não são meros assimi-
ladores de conhecimento dá ao professor uma nova respon-
sabilidade na organização do ensino" (MOURA, 2001, p.
150; in: CASTRO;   CARVALHO, 2001). Conforme esta
concepção,

(A) os elementos culturais da realidade do aluno e os as-

pectos psicológicos de sua aprendizagem também de-
vem pautar a organização do ensino.

(B) a  aprendizagem  do aluno envolve   boa  alimentação,

acompanhamento   familiar,   lição   de   casa   e   relações
afetivas sólidas.

(C) o desenvolvimento de políticas públicas de assistência

social e psicológica tem efeito imediato sobre a quali-
ficação das aprendizagens escolares.

(D) o professor tanto deve conhecer determinados compo-

nentes curriculares como deve ter a competência de
comunicação e de persuasão dos alunos.

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▬ QUESTÃO 45 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Leia e analise o texto a seguir.

Em seguida à entrada em fila, os alunos sentam-se

e aguardam o início da aula. Após ligar o ventilador,
Salete, no centro da sala, com o cenho franzido, olha
fixa e firmemente para os que ainda conversam. Como
a gravidade do olhar e da fachada não é suficiente para
obter a atenção de todos, bate palmas e diz: "Pronto!"
As crianças finalmente fazem silêncio. Salete interpela-
os da forma habitual:

P: Bom dia! Dormiram bem, sonharam com os

anjinhos? (sem esperar resposta dos alunos). Vamos fa-
zer as nossas orações. Lembrem-se de que, quando a
gente reza, não pode conversar. Estamos conversando
com Deus. (27/04/1994. TEIXEIRA, A. M. da F. In:
COX; ASSIS PETERSON (Orgs.) 2003, p. 193-226).

O fragmento acima pretende revelar aspectos que caracteri-
zam o modo como a criança recém-chegada à escola (seis
anos) é direcionada para assumir o papel de aluno na sala
de aula, pois

(A) a professora emprega o ritual da oração como estraté-

gia   que   transcende   o  objetivo  de   rezar,  baixando  a
efervescência das crianças e instituindo uma cerimô-
nia que espera um novo "modo de estar" (alunos) que
é desejável para que a aula seja iniciada.

(B) as crianças recém-chegadas à escola possuem espon-

taneidade   e   gestos  desgovernados  que   precisam  ser
repreendidos pelo docente responsável, sob pena de
que a ação central da sala de aula, o ensino, não se
efetive.

(C) a professora responsável pela iniciação da vida esco-

lar da criança precisa empreender várias estratégias de
comunicação   para   garantir   que   a   criança   assuma   o
comportamento   de   aluno,   condição   absoluta   para   a
condução da aula.

(D) as crianças em fase inicial de escolarização assumem

a condição de alunos quando substituem espontanei-
dade por disciplina, ações desgovernadas por práticas
de obediência e reconhecem no professor a autoridade
de ensino. 

▬ QUESTÃO 46 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Para estudiosos que trabalham com a perspectiva   teórica
de "saberes em ação", como é o caso de Donald Shon,  "a
eficácia de uma formação estaria relacionada não aos sabe-
res nela difundidos, mas ao lugar assumido pela reflexão
sobre as práticas" (CHARTIER, A. M., 2007, p. 189). Nes-
te entendimento da relação entre formação e atuação do-
cente revela-se um aspecto estruturante da docência, a sa-
ber:

(A) tensão irremediável entre teoria e prática.

(B) necessidade de equilibrar coerência pragmática e coe-

rência teórica.

(C) sobreposição da formação teórica à prática.

(D) desprezo teórico pela prática.

▬ QUESTÃO 47 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A sequência de falas a seguir constitui o registro de obser-
vação de Fernando Becker (1996) acerca de uma aula de
Língua Portuguesa na terceira série dos anos iniciais do
Ensino Fundamental. Analise-o.

Diz a professora: "Corrigi a composição [produção

de texto] de vocês e fiquei muito 

preocupada   por-

que vocês não põem ponto, acentuação, seguindo as regri-
nhas. 

Vocês   têm  ideias   ótimas,   jóias...  Vocês   têm   que

aprender. 
Vou colocar no quadro: vocês sabem mas têm que prestar
atenção." [...]. O aluno FAB mostra sua lição. A professo-
ra diz: "Há alguma coisa que me doeu os olhos; o que tu
escreveste aí? Ele arranca a folha do caderno. Depois re-
clama da professora: "O que está errado?" A professora
insiste em que ele deve descobrir – mas não diz como – o
que errou; e arremata: "Quem descobre porque errou  não
erra nunca mais". [...]. A professora faz "competentemen-
te" a aula girar em torno do assunto. E o faz pela pergun-
ta:   "Quando eu quero perguntar eu ponho que ponto?
Quando eu quero exclamar eu ponho que ponto? Quando
eu quero afirmar... que ponto? 

A análise do registro indica que se trata de

(A) uma prática de ensino cujo pressuposto teórico é o de

que o aluno deve assumir seu próprio processo de en-
sino-aprendizagem. 

(B) um equívoco no encaminhamento didático da profes-

sora que se ausenta da função ensino quando dá uma
condução espontaneísta para a aprendizagem.

(C) uma  sequência didática que subtrai a criatividade e

supervaloriza   aspectos   normativos   da   escrita   pouco
importantes para a fase de ensino em questão. 

(D) uma prática que visa garantir aos alunos o devido co-

nhecimento de aspectos convencionais da escrita nos
anos iniciais da escolarização.

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▬ QUESTÃO 48 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A avaliação da aprendizagem cumpre função diagnóstica
quando: 

(A) possui espaço destacado no projeto político-pedagógico

da escola.

(B) está inserida no planejamento do ensino, na sua exe-

cução e nos resultados da aprendizagem.

(C) possui capacidade de classificação hierarquizada do co-

nhecimento. 

(D) constitui um subsídio para melhoria de resultados.

▬ QUESTÃO 49 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

"Como ser capaz de desenvolver práticas interdisciplinares,
tendo uma frágil base disciplinar?" Esta pergunta decorre
de pesquisa realizada por Gatti (2008) sobre o currículo de
instituições   formadoras   de   pedagogos.  A  referida   autora
mostra que apenas 7,5% dos conteúdos que compõem o
currículo dos cursos de pedagogia dizem respeito àquilo
que será ensinado pelos futuros professores. Ao evidenciar
este   aspecto   da   formação   inicial   de   professores,   Gatti
(2008) coloca em questão a capacidade do pedagogo em
propor práticas interdisciplinares qualificadas. Nesta pers-
pectiva, interdisciplinaridade é:

(A) o modelo de formação e atuação docente fundamenta-

do na pedagogia da práxis.

(B) a   multirreferencialidade   necessária   ao   profissional

formado para atuação junto a crianças pequenas.

(C) a capacidade de transitar com certa profundidade nas

diferentes áreas de conhecimento que compõem o raio
de ação profissional do pedagogo.

(D) a concordância de que a pedagogia de projetos corres-

ponde  à alternativa  didática  para suprir  a formação
inicial. 

▬ RASCUNHO ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

▬ QUESTÃO 50 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Analise a tirinha a seguir.

Disponível em:

<http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/wpcontent/uploads/sites/19/import/tirinha_tecnolo-

gia_sala_de_aula.jpg, acesso em 05/04/2016.>.

A análise do texto indica que

(A) os professores devem rever suas concepções de ensi-

no em conformidade com as possibilidades dadas pe-
las tecnologias, superando práticas como a cópia do
quadro-negro.

(B) a escola deve promover ações de formação continua-

da dos professores com foco nas vantagens da leitura
na tela, inscrevendo-os na modernidade. 

(C) os professores devem lutar por iniciativas legais que

definam quais recursos tecnológicos são admissíveis
na sala de aula.

(D) a escola deve relacionar- se com as necessidades soci-

ais   de   cada   época,   incorporando   as   novas   mídias
como meios de impulsionar a educação. 

▬ RASCUNHO ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

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▬ QUESTÃO 51 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O texto a seguir foi escrito por uma aluna da terceira série
de uma escola pública de Campinas. Atendia a atividade
proposta pela professora, na qual solicitava às crianças que
escrevessem sobre si e sobre as identificações e não identi-
ficações  estabelecidas   com  os   colegas.  A  proposta   tinha
como enunciado: "Pense e escreva um texto que fale sobre:
1) Como sou?; 2) Quem é parecido comigo?; 3) O que é
parecido na classe?; 4) O que é diferente na classe?”

"Eu sou preta e tenho cabelo duro
Os meninos diram saro de mim só porque eu sou preta
Sou quenta não falo muito sou um pouco bagunceira
gosto muito de passear essete é o fim como sou?

Eu não sou parecido com ninguém
A Ana é diferente de mim ela tem cabelo grande
ela é morena eu sou preta os meninos agaram ela
esste é o fim Quem é parecido comigo Quem é?
diferente de mim

Eu sou parecida com a Bea
a Bea tem cabelo duro eu também tenho cabelo duro
A Bea fala muito eu também falo muito
esste é o fim O que é parecido na classe

Quem é diferente na classe é a Inê
ela fica bicuda com a professora
os meninos ficam bringado com ela - Que não 
vai fazer só que faz, esste é o fim o que é
diferente na classe." 

(Alc. relatado por OLIVEIRA, 1993, p. 161-162. In: GÓES et al. (Orgs.)

Foi solicitado a um pedagogo uma interpretação do texto
apresentado,   que   pudesse   ser   sintetizada   em   dois   eixos
principais. Essa interpretação deve evidenciar:

(A) traços conceituais de como o processo identitário da

criança se dá nas relações sociais escolares. A escrita
revela demandas quanto à ortografia e a outras con-
venções da escrita.

(B) distorções entre idade e série, reveladas na escrita. A

amistosidade define as relações entre os alunos da tur-
ma. 

(C) sinais de complexo de inferioridade causado por alu-

nos de etnia superior. O texto explicita a complexida-
de da ação de ensino da escrita. 

(D) indicadores da identificação da aluna com qualidades

inferiores. O cotidiano da sala de aula é espaço de
conflitos e requer profissionais qualificados para a do-
cência.

▬ QUESTÃO 52 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Funda-
mental (1998) prevêem que a base nacional comum curri-
cular e sua parte diversificada deverão integrar-se de modo
a envolver:

(A) a vida cidadã (saúde, sexualidade, educação financei-

ra, meio ambiente, política, cultura, linguagens, ciên-
cia   e   tecnologia)   e   áreas  do  conhecimento  (Língua
Portuguesa,   Língua   Materna,   Matemática,   Ciências,
Geografia,   História,   Língua   Estrangeira,   Educação
Artística, Educação Física, Ensino Religioso).

(B) áreas do conhecimento (leitura, escrita, operações ma-

temáticas, ciências sociais, ciências naturais) e práti-
cas de cidadania (eleições, saúde bucal, sanitarismo,
culturas urbanas, ética nas redes sociais).

(C) a vida cidadã (saúde, sexualidade, vida familiar e so-

cial,   meio   ambiente,   trabalho,   cultura,   linguagens,
ciência e tecnologia) e áreas do conhecimento (Lín-
gua Portuguesa, Língua Materna, Matemática, Ciên-
cias, Geografia, História, Língua Estrangeira, Educa-
ção Artística, Educação Física, Educação Religiosa).

(D) componentes curriculares (Língua Portuguesa, Mate-

mática, Ciências Naturais, Geografia, História, Edu-
cação Física) e práticas de cidadania (lixo seletivo,
educação para o trânsito, respeito às minorias).

▬ QUESTÃO 53 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Observe a figura.

Disponível em: < http://www.ovelhasvoadoras.com.br/2013/09/desenhos-de-criancas-retra-

tando-o-abuso-que-sofreram.html >. Acesso em: 8 abr.2016.

De acordo com Lúcia Moysés (2005), um dos desafios de
saber ensinar é reconhecer por onde passa o pensamento do
aluno, identificando quais são as suas hipóteses em relação
ao que lhe é proposto no âmbito da escola. Considerando
esta perspectiva, o desenho infantil pode ser compreendido
como: 

(A) uma atividade de prazer.

(B) uma estratégia de objetivação do pensamento.

(C) uma forma de expressão artística. 

(D) uma proposição assistemática de criação.

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▬ QUESTÃO 54 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Foi dado a um grupo de crianças em fase pré-operacional
(2 a 7 anos) a mesma atividade de matemática: dividir de-
zoito fichas entre duas pessoas. No quadro a seguir se vê
que elas encontraram três maneiras de solucionar o proble-
ma. 

KAMII, 2009, p. 65

.

As soluções de cada uma delas revelam os diferentes tipos
de raciocínio realizados, que são, respectivamente,

(A) correspondência biunívoca, abordagem intuitiva (glo-

bal), abordagem lógica.

(B) abordagem   algorítmica,   correspondência   posicional,

abordagem logarítmica.

(C) abordagem intuitiva (global), correspondência logarít-

mica, abordagem lógica.

(D) abordagem intuitiva (global), abordagem lógica, abor-

dagem espacial.

▬ QUESTÃO 55 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de
Jovens e Adultos (2000) estabelecem esta etapa como uma
modalidade da Educação Básica para a qual definem-se os
seguintes princípios:

(A) equidade,  isonomia, proporcionalidade.

(B) igualdade, distinção, dignidade.

(C) equidade, cidadania, identidade.

(D) identidade, cidadania, coletividade.

▬ QUESTÃO 56 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

De acordo com a Lei n. 9394, de 1996, é dever do Estado
oferecer educação escolar pública e gratuita a todos os ci-
dadãos e cidadãs. Esse dever de educar corresponde ao pe-
ríodo da educação básica brasileira, que atenderia os sujei-
tos de

(A) quatro a dezessete anos, ou seja, da educação infantil

ao ensino médio.

(B) quatro a dez anos, ou seja, da educação infantil ao en-

sino fundamental.

(C) seis a dezessete anos, ou seja, do ensino fundamental

ao ensino médio.

(D) seis a vinte e quatro anos, ou seja, do ensino funda-

mental à universidade.

▬ QUESTÃO 57 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A educação infantil tem como finalidade o desenvolvimen-
to integral da criança de zero a cinco anos de idade, sendo
oferecida em creches e pré-escolas. Considerando essa pre-
missa, a Educação Infantil deve realizar-se mediante

(A) desenvolvimento intelectual rigoroso das atividades,

como preparação para o Ensino Fundamental.

(B) acompanhamento prioritário do desenvolvimento cog-

nitivo, em detrimento dos aspectos físicos e biológi-
cos.

(C) acompanhamento e registro do desenvolvimento das

crianças, sem objetivo de promoção.

(D) desenvolvimento social e comunicativo das crianças,

focado na formação motora.

▬ QUESTÃO 58 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Uma ação pedagógica consciente, que estabelece uma vi-
são integrada do desenvolvimento da criança pequena, com
base em concepções que respeitem a diversidade, o mo-
mento e a realidade peculiares à infância, implica realizar
uma ação integradora entre 

(A) amar e disciplinar.

(B) motivar e acalentar.

(C) formar e instruir.

(D) cuidar e educar.

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▬ QUESTÃO 59 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Leia o excerto.

O movimento é uma importante dimensão do desen-
volvimento e da cultura humana. As crianças se movi-
mentam desde que nascem, adquirindo cada vez maior
controle sobre seu próprio corpo e se apropriando cada
vez mais das possibilidades de interação com o mun-
do. Engatinham, caminham, manuseiam objetos, cor-
rem, saltam, brincam sozinhas ou em grupo, com obje-
tos ou brinquedos, experimentando sempre novas ma-
neiras de utilizar seu corpo e seu movimento. Ao mo-
vimentar-se, as crianças expressam sentimentos, emo-
ções e pensamentos, ampliando as possibilidades do
uso significativo de gestos e posturas corporais. 
O movimento humano, portanto, é mais do que sim-
ples deslocamento do corpo no espaço: constitui-se em
uma linguagem que permite às crianças agirem sobre o
meio físico e atuarem sobre o ambiente humano, mobi-
lizando as pessoas por meio de seu teor expressivo. As
maneiras de andar, correr, arremessar, saltar resultam
das interações sociais e da relação dos homens com o
meio;   são   movimentos   cujos   significados   têm   sido
construídos em função das diferentes necessidades, in-
teresses e possibilidades corporais humanas presentes
nas diferentes culturas em diversas épocas da história.
Esses movimentos incorporam-se aos comportamentos
dos homens, constituindo-se assim numa cultura cor-
poral. Dessa forma, diferentes manifestações dessa lin-
guagem foram surgindo, como a dança, o jogo, as brin-
cadeiras, as práticas esportivas etc., nas quais se faz
uso de diferentes gestos, posturas e expressões corpo-
rais com intencionalidade.

(REFERENCIAIS CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO INFAN-

TIL)

Considerando as orientações dos Referenciais Curriculares
Nacionais para a Educação Infantil, é preciso eliminar das
instituições que recebem crianças pequenas práticas de 

(A) ampliação da cultura corporal de cada criança.

(B) supressão dos movimentos ou restrições posturais.

(C) organização de ambientes desafiadores.

(D) manifestação de aspectos específicos da motricidade.

▬ QUESTÃO 60 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

O Ensino Fundamental, com duração de nove anos, objeti-
va a formação inicial do cidadão, tendo como meio básico
para este desenvolvimento o pleno domínio

(A) da oralidade, da escrita e da boa convivência.

(B) da leitura, das ciências da natureza e do numeramen-

to.

(C) da ciência, da história e da geografia.

(D) da leitura, da escrita e do cálculo. 

▬ QUESTÃO 61 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

De acordo com a Declaração Mundial sobre Educação para
Todos, escrita em Jontiem, em 1990, “a educação básica
deve ser proporcionada a todas as crianças, jovens e adul-
tos. Para tanto, é necessário universalizá-la e melhorar sua
qualidade, bem como tomar medidas efetivas para reduzir
as desigualdades. [...] é mister oferecer a todas as crianças,
jovens e adultos, a oportunidade de alcançar e manter um
padrão mínimo de qualidade da aprendizagem.” Esse docu-
mento internacional, que ainda se apresenta tão atual no sé-
culo XXI, aponta para a necessidade de 

(A) ampliação do acesso e promoção da equidade na Edu-

cação Básica.

(B) organização do currículo e elevação das matrículas na

Educação Básica.

(C) ampliação das escolas e promoção dos alunos com di-

ficuldades de aprendizagem.

(D) adaptação   dos   conteúdos   de   ensino   e   elevação   das

metas de avaliação. 

▬ RASCUNHO ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

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▬ QUESTÃO 62 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Leia o texto que segue.

O pensamento pedagógico de Paulo Freire, assim

como sua proposta para a alfabetização de adultos, ins-
piraram   os   principais   programas   de   alfabetização   e
educação popular que se realizaram no país no início
dos anos 60. Esses programas foram empreendidos por
intelectuais,   estudantes   e   católicos   engajados   numa
ação  política   junto  aos  grupos  populares.   Desenvol-
vendo e aplicando essas novas diretrizes, atuaram os
educadores do MEB — Movimento de Educação de
Base,   ligado à  CNBB  —  Conferência   Nacional   dos
Bispos do Brasil, dos CPCs — Centros de Cultura Po-
pular, organizados pela UNE — União Nacional dos
Estudantes, dos Movimentos de Cultura Popular, que
reuniam artistas e intelectuais e tinham apoio de admi-
nistrações municipais. Esses diversos grupos de educa-
dores foram se articulando e passaram a pressionar o
governo federal para que os apoiasse e estabelecesse
uma coordenação nacional das iniciativas. 

Em janeiro de 1964, foi aprovado o Plano Nacio-

nal de Alfabetização, que previa a disseminação por
todo Brasil de programas de alfabetização orientados
pela proposta de Paulo Freire. A preparação do plano,
com forte engajamento de estudantes, sindicatos e di-
versos grupos estimulados pela efervescência política
da época, seria interrompida alguns meses depois pelo
golpe militar. 

O paradigma pedagógico que se construiu nessas

práticas baseava-se num novo entendimento da relação
entre a problemática educacional e a problemática so-
cial. Antes apontado como causa da pobreza e da mar-
ginalização, o analfabetismo passou a ser interpretado
como efeito da situação de pobreza gerada por uma es-
trutura   social   não   igualitária.   Era   preciso,   portanto,
que o processo educativo interferisse na estrutura soci-
al que produzia o analfabetismo. 

(MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA. Educação para jovens e

adultos – ensino fundamental. Proposta curricular do 1º segmento, 2001.)

Fundamentadas na perspectiva freireana para a educação
de jovens e adultos, a alfabetização e a educação de base
de adultos devem partir sempre de um exame crítico da re-
alidade existencial dos educandos, da identificação das ori-
gens de seus problemas e das possibilidades de superá-los.
Essa prerrogativa é muito bem representada pela máxima
escrita por Paulo Freire, na qual ele revela que

(A) ler a palavra não é o mesmo que ler o mundo.

(B) a educação bancária implica a leitura do mundo.

(C) a leitura do mundo precede a leitura da palavra.

(D) ler e escrever são quefazeres isolados da compreensão

de mundo.

▬ QUESTÃO 63 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Quando se fala em alfabetização, de crianças ou adultos, já
faz parte de uma compreensão comum a ideia de que é pre-
ciso levar em consideração o contexto real dos estudantes.
Se uma cartilha apresenta a frase: “Eva viu a uva” e por
acaso o estudante que a recebe nunca viu essa fruta ou não
a conhece, fica mais difícil levantar hipóteses sobre a leitu-
ra partindo de sua vivência. Seria mais fácil, então, lidar
com palavras ou frases daquele grupo específico, que pos-
sivelmente seriam entendidas por todos, o que tornaria o
ensino mais autêntico. Essa percepção revela uma preocu-
pação constante, por parte do professor, em relacionar o
conteúdo que será ensinado 

(A) às habilidades inatas dos alunos.

(B) aos saberes inconscientes dos alunos.

(C) aos conhecimentos prévios dos alunos.

(D) aos saberes científicos veiculados pela escola.

▬ QUESTÃO 64 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Nos novos livros didáticos, substitutos das antigas carti-
lhas, verifica-se um rico repertório textual, com práticas
frequentes de leitura de gêneros escritos variados. Esses
novos materiais utilizados no processo de alfabetização re-
velam uma preocupação atual em se trabalhar de maneira
articulada: 

(A) alfabetização e letramento.

(B) decodificação e registro.

(C) leitura e gramática.

(D) oralidade e numeramento.

▬ RASCUNHO ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

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▬ QUESTÃO 65 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Leia o excerto a seguir.

Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas nos sis-
temas de ensino evidenciam a necessidade de confron-
tar as práticas discriminatórias e criar alternativas para
superá-las, a educação inclusiva assume espaço cen-
tral no debate acerca da sociedade contemporânea e
do papel da escola na superação da lógica da exclu-
são. A partir dos referenciais para a construção de sis-
temas educacionais inclusivos, a organização de esco-
las e classes especiais passa a ser repensada, implican-
do uma mudança estrutural e cultural da escola para
que todos os alunos tenham suas especificidades aten-
didas. 

(MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Marcos Político-Legais da Educação Especial na

Perspectiva da Educação Inclusiva, 2010.)

Assim, tendo em vista as indicações do Ministério da Edu-
cação, a educação inclusiva deve

(A) conjugar igualdade e diferença como valores contrá-

rios, avançando em relação à ideia de singularidade.

(B) reafirmar a lógica da segregação social e educativa,

avançando em relação ao conceito de individualidade.

(C) ressaltar a perspectiva do atendimento especializado,

em detrimento do trabalho feito em escolas regulares.

(D) conjugar igualdade e diferença como valores indisso-

ciáveis, avançando em relação à ideia da equidade.

▬ QUESTÃO 66 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A Política Nacional de Educação Especial na perspectiva
da educação inclusiva tem como objetivo:

(A) o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos

com  deficiência,   transtornos  globais  do  desenvolvi-
mento   e   altas   habilidades/superdotação   nos   centros
especializados.

(B) o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos

com   deficiência,   transtornos   globais   do   desenvolvi-
mento e altas habilidades/superdotação nas escolas re-
gulares.

(C) o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos

com deficiência no âmbito dos centros comunitários,
com participação direta das famílias. 

(D) o acesso, a participação e a aprendizagem, em grupos

separados, dos alunos com deficiência e transtornos
globais do desenvolvimento daqueles com altas habi-
lidades e superdotação. 

▬ QUESTÃO 67 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Observe a tira que segue.

Considerando o contexto histórico-social atual, a tira faz
alusão:

(A) aos  riscos  da   chamada   sociedade   vazia,   na   qual   as

pessoas são substituídas pelos aparelhos eletrônicos e
de alta tecnologia, gerando solidão e falta de sentido. 

(B) aos riscos do chamado looping do progresso, no qual

as informações não precisam mais ficar armazenadas
no   cérebro   humano,   ocasionando   o   subdesenvolvi-
mento cognitivo. 

(C) aos riscos da chamada sociedade da informação, na

qual há uma forte presença das tecnologias de infor-
mação e comunicação, mediando a aprendizagem e as
relações humanas.

(D) aos riscos da chamada sociedade do consumo, na qual

há  uma  busca  desenfreada   pela   aquisição  de   novos
bens e produtos, realçando a lógica do individualis-
mo.

▬ RASCUNHO ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

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▬ QUESTÃO 68 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A função social da escola é ensinar os conceitos científicos
das diferentes áreas de conhecimento que a humanidade
conseguiu organizar. Ao contrário do conhecimento espon-
tâneo, o que se aprende na escola é hierarquicamente siste-
matizado   e   exige   que   seja   intencionalmente   trabalhado.
Dessa maneira, sabe-se que os estudantes são capazes de
elaborar conceitos quando conseguem

(A) generalizar o conhecimento, aplicando-o a outras situ-

ações e passando do particular para o geral.

(B) aplicar o que foi ensinado em situações e exercícios

propostos em sala de aula ou laboratórios.

(C) apreender inconscientemente os pressupostos científi-

cos presentes em seu dia a dia e realidade de entorno.

(D) memorizar   os   conhecimentos,   mesmo   que   demons-

trem de forma rudimentar sua utilização em situações
reais.

▬ QUESTÃO 69 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Leia o excerto para responder às questões 69 e 70.

(A professora Maria Helena está trabalhando com en-
cartes de supermercado. Uma aluna se aproxima dela
com um recorte de uma peça de carne)

– Tia, isso é mineral?
– Ângela, o que é isso que você recortou? (silêncio)
– Você conhece isso? (a aluna continua sem falar)
– Você come isso?
– Como.
– Qual o nome disso que você come? Como se chama
isso na sua casa?
– É carne.
– De que mais essa carne poderia ser?
– De vaca.
– Que mais?
– De porco... carneiro...
– E o que são a vaca, o boi, o porco e o carneiro?
– São bichos... (e num ar de satisfação conclui:)
– Tia, é animal, não é?

     MOYSÉS, L. O desafio de saber ensinar. 12ª Edição. Editora Papirus. Campinas,1998.

Considerando o diálogo mantido entre professora e aluna,
as perguntas da professora tinham a finalidade de:

(A) testar   a   estudante,   colocando   à   prova   sua   estrutura

cognitiva na compreensão de uma definição simples
da realidade.

(B) levar a estudante a reorganizar sua estrutura cognitiva

no sentido de reelaborá-la em níveis mais consisten-
tes.

(C) promover constrangimento na estudante, para forçá-la

a refletir sobre a realidade e chegar ao entendimento.

(D) facilitar a resposta à estudante, de forma que ela não

tivesse que se esforçar tanto ou ser constrangida por
não saber o conteúdo.

▬ QUESTÃO 70 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

No diálogo entre professora e aluna, a professora questio-
na: “Como se chama isso na sua casa?” Esse questiona-
mento da professora relacionado à casa da aluna é indicati-
vo de que a professora está preocupada em

(A) saber como as famílias dos estudantes dão nomes aos

alimentos, já que pertencem a uma outra classe social.

(B) apontar para a turma as diferentes maneiras de se no-

minar coisas, lugares e pessoas, ressaltando a diversi-
dade do grupo.

(C) demonstrar para a aluna a fragilidade de seu próprio

vocabulário,   uma   vez   que   se   distancia   do   conheci-
mento científico.

(D) resgatar aquilo que a estudante já conhece sobre o as-

sunto,   para   fazê-la   avançar   em  relação   à   sua   com-
preensão. 

▬ RASCUNHO ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

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 PREFEITURA DE GOIÂNIA

REDAÇÃO

Instruções

Você deve desenvolver um texto de caráter dissertativo em um dos gêneros apresentados nas propostas de
redação. O tema é único para as duas propostas. O texto deve ser redigido em prosa. A fuga do tema ou a cópia
da coletânea anula a redação. A leitura da coletânea é obrigatória. Ao utilizá-la, você não deve copiar trechos
ou frases. Quando for necessária, a transcrição deve estar a serviço do seu texto. Independentemente do gênero
escolhido, o seu texto NÃO deve ser assinado.

Tema

Antigamente era melhor? 

O passado como arena de conflitos

Coletânea

1. Meia-noite em Paris

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 PREFEITURA DE GOIÂNIA

Resenha de Luiz Zanin para o jornal O Estado de S. Paulo 

(...) é com inteligência e humor que Allen trabalha em Meia-noite em Paris um conceito em aparência
complexo: existe uma idade de ouro da humanidade ou ela é só construção mental de quem vive insatis-
feito em seu próprio tempo? 
Essa questão, na verdade fascinante, ganha corpo na figura do escritor Gil (Owen Wilson), que se encon-
tra em Paris com a noiva chatinha e os futuros sogros, riquíssimos. Gil é uma alma que poderíamos cha-
mar de romântica. Ou de civilizada, dependendo do ponto de vista. O contraponto aqui é entre a Europa,
refinada, suposta amante das artes, e os Estados Unidos, brutalizados pelo dinheiro. Civilização x bar-
bárie. Uma dicotomia meio tosca (como quase todas), muitas vezes utilizada pelos europeus em causa
própria, mas raramente por um norte-americano, como Allen. Também é verdade que Woody Allen hoje
consegue filmar na Europa e não em seu país. Fatos são fatos. De qualquer forma, a mística europeia – a
de Paris, em particular – historicamente provocou um êxodo da intelligentsia norte-americana para lá nos
anos 1930. Zelda e Scott Fitzgerald, Hemingway e Gertrude Stein frequentavam-se e a outros europeus
na diáspora, como os espanhóis Picasso, Salvador Dalí e Luis Buñuel. Todos em Paris, centro do mundo,
de outro mundo que não o nosso. Estaria lá e naquele tempo a tal idade de ouro? Pode ser, pode não ser.
Allen usa um expediente de ficção científica, a viagem no tempo, para debater a questão. Mistura figuras
reais a personagens imaginárias, como o próprio Gil e também as dulcíssimas Adriana   (Marion Cotil-
lard) e Gabrielle (Léa Seydoux). Ambas francesas e incumbidas de “mostrar” a Gil as ambivalências da
idealização, por um lado. E também certa sabedoria da vida, simples como gota d’água, aquela que con-
siste em aproveitar o melhor possível o tempo que nos é dado, já que é tudo o que temos. Talvez haja al-
gum didatismo na maneira como esse teorema se demonstra em à Meia-noite em Paris. Como se Woody
Allen tivesse medo de que o público não o seguisse de todo. Ninguém pode culpá-lo por esse receio, e só
podemos agradecê-lo e curtir mais este filme solar, daqueles raros a nos dar alguma esperança que não
pareça fraudulenta ou ingênua.

Disponível em: <http://cultura.estadao.com.br/blogs/luiz-zanin/a-meia-noite-em-paris/>. Acesso em:  16 maio 2016.[Adaptado].

2. Recado de Primavera

Meu caro Vinicius de Moraes,

Escrevo-lhe aqui de Ipanema para lhe dar uma notícia grave: A Primavera chegou. Você partiu

antes. É a primeira Primavera, de 1913 para cá, sem a sua participação. Seu nome virou placa de rua; e
nessa rua, que tem seu nome na placa, vi ontem três garotas de Ipanema que usavam minissaias. Parece
que a moda voltou nesta Primavera — acho que você aprovaria. O mar anda virado; houve uma Lestada
muito forte, depois veio um Sudoeste com chuva e frio. E daqui de minha casa vejo uma vaga de espuma
galgar o costão sul da Ilha das Palmas. São violências primaveris.

O sinal mais humilde da chegada da Primavera vi aqui junto de minha varanda. Um tico-tico com

uma folhinha seca de capim no bico. Ele está fazendo ninho numa touceira de samambaia, debaixo da
pitangueira. Pouco depois vi que se aproximava, muito matreiro, um pássaro-preto, desses que chamam
de chopim. Não trazia nada no bico; vinha apenas fiscalizar, saber se o outro já havia arrumado o ninho
para ele pôr seus ovos.

Isto é uma história tão antiga que parece que só podia acontecer lá no fundo da roça, talvez no

tempo do Império. Pois está acontecendo aqui em Ipanema, em minha casa, poeta. Acontecendo como a
Primavera. Estive em Blumenau, onde há moitas de azaléias e manacás em flor; e em cada mocinha loira,
uma esperança de Vera Fischer. Agora vou ao Maranhão, reino de Ferreira Gullar, cuja poesia você tanto
amava, e que fez 50 anos. O tempo vai passando, poeta. Chega a Primavera nesta Ipanema, toda cheia de
sua música e de seus versos. Eu ainda vou ficando um pouco por aqui — a vigiar, em seu nome, as ondas,
os tico-ticos e as moças em flor. Adeus.

Rubem Braga. Setembro, 1980.
Nota: Vinicius de Moraes faleceu em julho de 1980.

BRAGA, Rubem. Recado de Primavera. In: RIBEIRO, Carlos (Org.) Coleção melhores crônicas. São Paulo: Editora Global, 2013. p. 214-215.

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3. A danada da nostalgia

(Deborah Couto e Silva para a revista Vida Simples)

Por que será que, por mais que a gente tente, muitas vezes é incapaz de abandonar determinadas

memórias   afetivas:   imagens   que   construímos   de   nós   mesmos,   velhos   amores,   antigos   padrões   de
comportamento? E parece que não adianta mesmo fugir – tais memórias são nossa bagagem, estarão
sempre a nos acompanhar. Claro que tudo isso depende do uso que fazemos do nosso passado. Pois uma
coisa é ter o tempo pretérito como referência – é por meio do exemplo de pessoas e ações que vieram
antes de nós que procuramos não perpetuar os erros de outrora ou que nos espelhamos para construir um
presente melhor. Isso é essencial em todas as culturas, do velho pajé que conta antigas proezas da tribo
aos   mais   jovens   até   os   livros   de   história   que   nos   ensinam   sobre   os   capítulos   sombrios   da   nossa
civilização. 

Outra coisa bem diferente (e daninha) é a fixação no passado, quando remoemos aquilo que já

está longe no tempo e no espaço, ou idealizamos (alguém, uma situação, um estilo de vida) a ponto de
não mais conseguirmos olhar para a frente e aproveitarmos o presente – nosso tempo – em todo seu
potencial. Aí entra a danada da nostalgia. Sim, porque a nostalgia, essa palavra grega que significa algo
como “saudade de um lar que não mais existe ou nunca existiu”, pode ser um obstáculo para o nosso
crescimento. Repare em como num momento ou outro a gente pensa num tempo bom que não volta
nunca mais, numa “era de ouro” (completamente idealizada, uma ficção que mistura memória e desejo)
em que tudo tinha cores mais belas. Ah, antigamente.

Disponível em:  <http://mdemulher.abril.com.br/revistas/vidasimples/edicoes/101/grandes_temas/danada-nostalgia-613173.shtml>. Acesso em: 17 maio

2016. [Adaptado].

4. Entrevista com Ney Matogrosso: “O Brasil está mais careta hoje do que era”
(María Martín para El País
)

Pergunta. Qual é rumo da música brasileira? Quem você admira neste momento?
Resposta. Criolo é um deles, e também o Tono, um grupo daqui do Rio de Janeiro. Tem pessoas fazendo
coisas interessantes. Eu ouço dizer que há uma crise na música, mas não é uma crise na criação, é uma
crise pelos obstáculos que você enfrenta para chegar e tocar no rádio. Hoje em dia você tem que pagar
pra tocar, antigamente você gravava um disco e você ia para todas as estações de rádio do país.

P. Há um abismo brutal entre o Ney Matogrosso, exibicionista e ousado do palco e o Ney Matogrosso,
tímido e reservado, do dia a dia. Como se relacionam um Ney com o outro?
R. No  meu  trabalho  é assim,  é  tudo  extrovertido,  e  fora do  palco  não  tenho  nenhuma  necessidade
daquela manifestação. Absolutamente nenhuma.

P.  E   como   se   explica   isso?   Por   que   na   hora   de   fechar   a   porta   essa   necessidade   de   expressão,   de
reivindicação perde fôlego?
R. Eu não explico, eu aceito. Mas não é que eu deixe de ser reivindicativo. Eu sou uma pessoa que exige
direitos, reivindico o tempo todo, mas não tenho necessidade daquela exposição. Eu sou uma pessoa
consciente do mundo que eu vivo, da realidade da vida, da realidade dos governos, das igrejas... Sei tudo
isso, sou ligado, não sou bobinho. Minha única via para poder expressar tudo o que eu penso do meu país
e do mundo é nas entrevistas que eu concedo, e no palco desafio todas as regras. E eu sou ousado, sim,
sou atrevido, sim, porque eu preciso ser, porque o Brasil está mais careta do que era.

P. Como você, que enfrentou uma ditadura, pensa assim?
R. Porque é assim. O Rio de Janeiro, nos anos 60, era uma cidade onde de quinta à sábado você podia
andar na rua até cinco da manhã que fervia de gente. Quando aparecia uma bicha muito louca na rua, o
povo aplaudia. Eu achava aquilo tão engraçado que eu ficava admirado. Eu vinha do Mato Grosso, onde
só tinha um [gay] que passava na rua e só faltava o povo jogar pedra. Isso era de uma maneira geral, o
Brasil era mais tolerante com todas as diferenças e foi ficando intolerante. Quem instituiu a violência no

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UFG/CS                CONCURSO PÚBLICO DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E ESPORTE/2016                 PREFEITURA DE GOIÂNIA

Brasil foi a ditadura militar e o povo passou a ser violento. Existe uma violência agora embutida em todo
o mundo, você hoje em dia não pode dar uma opinião. Nas redes sociais as pessoas caem furiosas. Eu
não tenho rede social porque não me interessa o que as pessoas estão pensando, porque as pessoas estão
loucas, estão radicais. Como a gente vai ser um país com pensamento radical? Mas você vê isso em tudo.

Disponível em: <http://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/14/cultura/1444833284_230979.html> Acesso em:  17 maio 2016. [Adaptado].

5.

Bruno Maron (artista). Disponível em: <http://letrasecimitarras.blogspot.com.br/2013/02/pelo-direito-ao-besteirol.html>. Acesso em: 17 maio 2016.

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 CONCURSO PÚBLICO DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E ESPORTE/2016 

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Propostas de redação

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ A – Artigo de opinião ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

artigo de opinião é um gênero do discurso argumentativo que tem a finalidade de expressar o ponto

de   vista   do   autor   a   respeito   de   um   determinado   tema.  A  validade   da   argumentação   é   evidenciada   pelas
justificativas de posições assumidas pelo autor ao apresentar informações e opiniões que se complementam ou
se opõem. No texto, predominam sequências expositivo-argumentativas. 

Assuma o discurso de um professor do Ensino Básico antenado com as discussões do seu tempo.

Diante dos vários fenômenos de crise que acometem a humanidade periodicamente (crise moral, crise política,
crise econômica etc.), você resolve usar os conhecimentos e as reflexões construídos em sala de aula para
escrever um artigo de opinião sobre "O passado como arena de conflitos" a ser publicado em jornal de
circulação regional. Defenda seu ponto de vista, apresentando argumentos que problematizem a pergunta
"Antigamente era melhor?".

▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ B – Carta de leitor ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

A  carta   de   leitor   é   um   gênero   discursivo   no   qual   o   leitor   manifesta   sua   opinião   sobre   assuntos

publicados em jornal ou revista, dirigindo-se ao periódico, direcionando a carta ao editor (representante do
jornal ou da revista), ao autor da matéria publicada (quando o seu nome é revelado) ou ao público leitor. Por
ser de caráter persuasivo, o autor da carta de leitor busca convencer o destinatário a adotar o seu ponto de vista
e a acatar suas ideias por meio dos argumentos apresentados. 

Escreva uma carta de leitor com o objetivo de refletir sobre "O passado como arena de conflitos" a par-

tir da declaração de que “O Brasil está mais careta do que era” feita por Ney Matogrosso em entrevista conce-
dida a Maria Martín no jornal El País Brasil. Relate e comente fatos públicos, nacionais e internacionais

, para 

discutir transformações e permanências na sociedade brasileira capazes de questionar a ideia de que "Antiga-
mente era melhor". Para escrever sua carta, considere as características interlocutivas próprias desse gênero.

NÃO IDENTIFIQUE O REMETENTE DA CARTA.

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RASCUNHO DA FOLHA DE REDAÇÃO